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	<title>Lusophia - Vitor Manuel Adrião</title>
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	<description>Vítor Manuel Adrião, renomado escritor esotérico português.</description>
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		<title>Os Templários Kadosh (30.º Grau Kadosh) &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 02:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/kadosh.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2211" title="Kadosh" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/kadosh.png?w=500&#038;h=515" alt="" width="500" height="515" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2212" title="a7" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a7.jpg?w=500&#038;h=154" alt="" width="500" height="154" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Este estudo constitui a resposta à solicitação de várias partes amigas no país e no estrangeiro interessadas em saber se há ou não relação, nem que seja tão-só simbólica, entre a actual Franco-Maçonaria e a antiga Ordem do Templo, e nesse sentido responderei o melhor que puder mas cingindo-me exclusivamente à Tradição Iniciática das Idades na sua vertente TEOSOFIA/TEURGIA que aqui me traz, pelo que me restrinjo exclusivamente a essa cuja resposta afirmativa é a de ser muito indirecta a relação antigo Templo – moderna Maçonaria, e a que existe é muitíssimo diferente das pretensões usais em voga nos meios maçónicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Dos 33 Graus Simbólicos que constituem a Maçonaria Escocesa (<em>Rito Escocês Antigo e Aceito</em>), as funções dos 3 últimos resumem todos os anteriores, tal como o 30.º resume os posteriores. Com efeito, o 31.º Grau tem a função de manter a regularidade da acção social maçónica, ou seja, de inspeccionar sobre o exercício restrito dos <em>landmarks</em> ou “regras” por parte das Lojas junto do mundo profano; o 32.º Grau assegura a regularidade do “Real Segredo” no interior das Lojas, isto é, assegura a manutenção ou obediência ao Rito prescrito conforme a Constituição Geral; por fim, o 33.º Grau constitui o Supremo Tribunal ou cúpula da Ordem Maçónica assegurando a boa ordem dos trabalhos das Lojas para o mundo profano, e a boa ordem dos trabalhos no interior das Lojas e entre elas. Só o Grande Inspector Geral do 33.º Grau é quem pode decidir, dar a “última palavra” sobre as decisões das Lojas acerca do que se passa fora ou dentro delas, nisto, por exemplo, sobre a aceitação de novos membros no seio da Fraternidade, ou então a erradicação, a expulsão daqueles que por palavras e actos tenham provado ser indignos dela ao lesá-la moral e fisicamente.</p>
<p style="text-align:justify;">O <em>30.º Grau do Grão-Eleito Cavaleiro Kadosh</em> ou <em>Cavaleiro da Águia Branca e Negra</em> é exactamente o dos Ritos, o da legislação e manutenção dos Ritos, que os posteriores 3 últimos Graus, constituindo o “Tribunal Maçónico”, em princípio aprovam o seu exercício nas Lojas. Os <em>Kadosh</em> são, pois, os “Templários” da Maçonaria.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso vai bem, encaixa perfeitamente com a sua tradição, tema que aqui me traz, repito, após solicitado várias vezes para o desenvolver por parte de amigos e conhecidos correlacionados a essa corrente reconhecida da Tradição Iniciática das Idades.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo “corrente reconhecida” pelos <em>Superiores Incógnitos</em> da mesma Maçonaria, ou sejam os 49 Adeptos Independentes da <em>Grande Loja Branca</em>, então esses quatro últimos Graus do Escocismo, e mais um quinto, correlacionam-se da seguinte maneira à cúpula directiva da Excelsa Hierarquia Planetária:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2214" title="a8" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a8.jpg?w=500&#038;h=74" alt="" width="500" height="74" /></a><img class="aligncenter size-full wp-image-2215" title="a6" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a6.jpg?w=500&#038;h=682" alt="" width="500" height="682" /></p>
<p style="text-align:justify;">É, pois, no Grau <em>Kadosh</em> que todos os Graus posteriores e anteriores do Escocismo se encontram. Será por isso que a sua divisa é <em>Nec Plus Ultra</em>, “Nada mais além”. De facto, não há nada mais além senão a Lei do Eterno, incarnada pelo Manu (<em>Vaisvasvata</em>) junto da Hierarquia Planetária, o que veio a derivar nas leis ou <em>landmarks</em> do Código Maçónico destinadas a fazer do Maçom sobretudo um Obreiro justo e perfeito de um novo Edifício Humano, isto é, de uma Sociedade Humana em que a Concórdia Universal reine finalmente no seio dos povos. Com isso terá a ver a legenda da bandeira do 30.º Grau – <em>Ordo Ab Chao</em>, “A Ordem saída do Caos”. O que me levou a proferir anteriormente (<em>in</em> <em>Dogma e Ritual da Igreja e da Maçonaria</em>, Editora Dinapress, Lisboa, Setembro 2002, p. 131):</p>
<p style="text-align:justify;">“Nos Graus Filosóficos (19.º ao 30.º) da Maçonaria Escocesa, sob o patronímico do <em>Kadosh</em> (do hebraico, “Santo, Consagrado”), este o “Cavaleiro da Águia Branca e Negra”, logo, bicéfala ou <em>andrógina</em>, ele expressa ocultamente o <em>Kadoshim</em> ou o Construtor Encapuçado (<em>Adepto Real</em>) de <em>Kaleb</em>, sendo altamente iniciático o lema Kadosh: <em>Ordo Ab Chao</em>, “A Ordem saída do Caos”. Nesse caso, é o <em>Caos</em> antecedendo o <em>Cosmos</em>, que é dizer, a <em>Treva</em> (Arcano XVIII, “A Lua” – Cor Negra do Grau) donde haverá de sair a <em>Luz</em> (Arcano XIX, “O Sol” – Cor Branca, antes, Vermelha do Grau), ou por outra, o <em>Pralaya</em> antecedendo o <em>Manvantara</em>, o Repouso Cósmico antes da Actividade Universal. Mas como muitos elementos dessa Agremiação persistem em permanecer lunares, apásicos ou apáticos à Grande Luz (<em>Maha Sun</em> ou Maçonaria, em interpretação livre), convir-lhes-á antes: <em>Chao Ab Ordo</em> – “O Caos saído da Ordem”&#8230; Tudo pela Anarquia, nada pela Sinarquia? NÃO! Antes, <em>ORDO AB CHAO</em>&#8230; TUDO PELA SINARQUIA, NADA PELA ANARQUIA!”</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que os <em>Kadosh</em> estão presentes no escrínio de todas as Ordens Iniciáticas e Secretas, como legítimos mantenedores da parte Sacerdotal ou Templária das mesmas, dando forma ao Plano Subjectivo (“Espaço Sem Limites”) e subjectivando o Plano Objectivo (“Espaço Com Limites”) por meio da mecânica sublime do Ritual.</p>
<p style="text-align:justify;">Como “Consagrados, Santos, Puros” (em hebraico <em>Kad-osh-shin</em>, que deu em <em>Ka-do-che</em> originando <em>Kadosh</em>), não deixam assim de expressar simbolicamente, mas na origem o foram realmente, os “Irmãos de Pureza”, esses encobertos transhimalaios <em>Bhante-Jauls</em> que são os Adeptos Perfeitos da Excelsa Loja Branca, havendo uma parte deles, “os discípulos dos B. J.”, tombado tragicamente no fracasso da Iniciação Real durante três Tragédias consecutivas rematadas numa quarta (Gólgota – Tibete – França&#8230; Lisboa, Rua Augusta), como repercussão da original Tragédia Atlante em que eles se tornaram, realmente, “Filhos da Viúva”, isto é, cosmogonicamente a Terra separada pelos densos véus da <em>Maya</em> lunar, do influxo espiritual directo do Sol, o que coincidiu com o início da <em>Kali-Yuga</em>, “Idade Sombria”, e a “viuvez” da Alma da Terra do seu Espírito Universal; antropogonicamente e recuando aos dias finais da Atlântida, os <em>Kadosh</em> que antes eram Príncipes <em>Sabaoth</em> porque de origem <em>Sedote</em> ou <em>Badagas</em> (“frutos proibidos” da união sexual ilícita dos deuses com as filhas dos homens, o que está descrito no <em>Genesis</em> bíblico e também alegorizado na lenda medieval de <em>Melusina</em>), parte deles, instigados por ALUZBEL, o “Arcanjo Revoltado”, revoltou-se contra a LEI estabelecida pelo MANU (<em>Chakshusa</em>) da 4.ª Raça-Mãe Atlante e aliou-se aos <em>Assuras revoltados</em>, que também eles o eram, indo assaltar a 5.ª Cidade e Capital desse Continente, o que resultou na morte do seu Rei, MU-ISKA, e VIÚVEZ da sua Rainha, MU-ÍSIS, perecendo também o Filho de ambos, RA-MU. Desde então, os <em>Kadosh derrotados</em> (777) portam o epíteto funesto de “Filhos da Viúva”, que lhes foi imposto por outros <em>Kadosh vencedores</em> (111), ou os que, “contra ventos e marés”, permaneceram fiéis à <em>Lei</em>, acompanhando os seus Mestres <em>Sabaoth</em> (“Guerreiros Divinos”, donde <em>Jeohvah-Sabaoth</em> ou <em>Zabaoth</em>, “Exército de Deus”) ao escrínio lapidar dos Mundos Subterrâneos, a <em>Badagas</em>, onde desde então passaram a viver, conservando consigo ciosamente toda a “Ciência Divina” ou <em>Proibida</em> à Humanidade vulgar. Para trás ficou uma Raça e um Continente em estertores mortais sob os vagalhões carrascos das ideias animalescas e das paixões nabalescas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/luzbel1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2216" title="luzbel[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/luzbel1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Se a História profana pouco sabe disto, a verdade é que a História Iniciática conhece isso muito bem isso e muito mais ainda&#8230; por deter o acesso a fontes que àquela estão vedadas, por ser originária de profanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Deverei, após tudo, adiantar que a Raça Atlante recebeu a Redenção Divina em 4 de Outubro de 1937 por parte de quem de direito, ou seja, pelo Excelso Sexto Luzeiro AKBEL no seu Avatara HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, ficando esse Karma Racial resolvido de vez (ainda que os seus “ecos funestos” se prolonguem por mais algum tempo), e algum tempo depois os “discípulos dos Bhante-Jauls” (“a esperança do Traixu-Lama”, no dizer da insigne Helena Petrovna Blavatsky) também obtiveram a sua Redenção ou Triunfo final (“Vitória do Trono de Deus”) às zero horas de 23 de Março de 1963, graças aos inauditos esforços sacrificiais do mesmo Luzeiro de Amor nessa hora dando por findados milénios e milénios de sacrifícios pessoais a favor da sua Corte, a favor, também, da Humanidade.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que os verdadeiros <em>Kadosh</em> – cerne da <em>Maçonaria Negra</em> ou <em>Oculta</em> por serem os mesmos <em>Superiores Incógnitos</em> – são a Ala Instrutiva (ESCOLA) e Sacerdotal (TEMPLO) da <em>Maçonaria Universal Construtiva dos Três Mundos</em> disseminada estrategicamente pelo Mundo (TEATRO), estando organizada em 22 Templos e 33 Ordens Iniciáticas Secretas das quais está na cúspide das mesmas, ou seja, no Norte da Índia (<em>Srinagar</em>) como <em>Confraria dos Traixus-Marutas</em>, assim mesmo mantendo uma especial ligação <em>Jina e Jiva</em>, Supra-Humana e Humana, ao 17.º Templo Universal de <em>Sintra</em> e à 13.ª Ordem Encoberta mas Soberana de <em>Mariz</em> (fundada por 12 <em>Kadosh</em> em volta dum 13.º&#8230; tal como aconteceu com a Ordem dos Templários, com 9 <em>Kadosh</em> e mais o “Ancião da Montanha” com a sua Contraparte Feminina e suas Duas Colunas Vivas; o mesmo sucedeu antes no Tabernáculo do Deserto e depois no Templo de Salomão, entre os hebreus).</p>
<p style="text-align:justify;">Historicamente e tratando-se de Ordens Ocultas, Maçónicas, e atendendo a que todas as Ordens Iniciáticas Secretas são de origem Humana, a começar pelas interiorizadas como “formigueiros de Adeptos Humanos”, elas são representadas em quatro fases (correspondendo a iguais períodos da Terra, ainda assim reflectidos nos 33 Graus do Escocismo). Vejamos como:</p>
<p style="text-align:justify;">1.ª) O Ciclo Maçónico teve o seu início aquando da construção do Templo de Salomão, logo, numa fase tipicamente hebraica e daí a origem dos <em>Kadosh</em> nesse período, que já se sabe ser muito anterior, mais profunda e mais ampla.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta fase corresponde aos Graus 1 a 14, o que equivale a dizer: o valor das 14 Hierarquias Criadoras, divididas em dois grupos de 7 – <em>Hierarquia do Raio Divino</em> e <em>Hierarquia do Raio Primordial</em>. Por isso, o Arcano 14 leva o sentido iniciático de “Perfeito Equilíbrio”.</p>
<p style="text-align:justify;">2.ª) A Filosofia Cristã, baseada no Ciclo do Ocidente, na respectiva Era cristã. A Maçonaria funcionando como cobertura da Nova Civilização. Por isso as cidades tradicionais do ciclo cristão têm os nomes de <em>Belém</em> (Nascimento do Cristo) e <em>Jerusalém </em>(Morte do Cristo), ou sejam as possuídas das iniciais das duas Colunas do Templo de Salomão: <em>Bohaz</em> (“Rigor”) ou <em>Bhakti</em> (“Devoção”), e <em>Jakin</em> ou <em>Jnana</em>, ambos os termos, hebraico e védico, com o sentido de “Conhecimento”. Consequentemente, <em>Amor e Sabedoria</em> é quanto se deve possuir para poder penetrar o escrínio do Templo, o “Santo dos Santos” (<em>Sanctum Sanctorum</em>) onde mora <em>a Lei</em>, o <em>Manu</em>, a manifestação real do 1.º Raio Divino sob a forma de <em>Shekinah</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Este período corresponde aos Graus 17 e 18, sim, à fusão do Oriente com o Ocidente, promulgando o <em>Ex Oriens Umbra</em> e o <em>Ex Occidens Lux</em>!</p>
<p style="text-align:justify;">3.ª) A Iniciação dos <em>Kadosh</em>, <em>Kadoshim</em>, <em>Kodesh</em> – Graus 19 a 30, posto que os <em>Kadosh </em>são os realizadores dos Supremos Ritos, são quem alimentam e fazem mover de Norte a Sul e de Oriente a Ocidente a Ciência Teúrgica da <em>Merkabah</em>, o “Carro” ou “Corpo de Deus”.</p>
<p style="text-align:justify;">4.ª) Os componentes dos Grandes Conselhos – Graus 30 a 33. Em determinadas Ordens o Grau 33 cabe ao Ser mais elevado em evolução. Só pode ocupá-lo o Rei dos Reis, <em>Melki-Tsedek</em>, Rei de Salém (<em>Shamballah</em>) e Sacerdote do Altíssimo (<em>Logos</em>), ou quem as suas vezes fizer, naturalmente, devidamente investido para tanto pela regularidade da Iniciação Maçónica.</p>
<p style="text-align:justify;">A alínea 1.ª tem a confirmação na pessoa de <em>Zadock</em>, 1.º Grão-Sacerdote do Templo de <em>Salomão</em>, coevo deste Rei Sábio e do seu Arquitecto Iluminado, <em>Hiram Abiff</em>. <em>Zadock</em>, nome hebraico cujo significado é o mesmo de <em>Kadosh</em>, instituíra no Grande Templo o culto monoteísta do Deus Único e Verdadeiro expresso no Astro Rei (herança do Atonismo de <em>Akenaton</em> trazido do Egipto pelos hebreus aquando do Êxodo), o qual solta o seu “Raio Solitário” de Vida pelo planeta rei ou maior do Sistema que é <em>Júpiter</em>, oculto na palavra cabalística <em>Jeohvah</em>, “expressão bioplástica do Homem Cósmico”. E a Teurgia dos Salmos de David, pai de Salomão, fez-se ouvir no Templo, este a “expressão estática do mesmo Homem Cósmico”, e talvez mais que todos o Salmo 104: “Constituiu-o Senhor da sua Casa, e por Príncipe de tudo o que possuía; para que desse Luz aos seus grandes como a si mesmo, e ensinasse a Prudência aos seus anciãos”.</p>
<p style="text-align:justify;">Como Grão-Sacerdote, <em>Zadock</em> iniciou uma linhagem bem sua, a dos <em>Zadokitas</em> que inicialmente eram só 12 escolhidos ou eleitos, por seus dotes de inteligência e virtude, para assessorá-lo na “Casa do Senhor <em>Israel</em>” (isto é, <em>Ishwara</em> – <em>Ish-Ra-Elli</em> – como Logos Supremo ou a “Realeza de Ísis” – <em>Ísis-Ra-El</em>) em seus divinos ofícios, logo, eram os primitivos <em>Kadoshs</em> ou os do período bíblico. São os mesmos “Grandes Iluminados e Sábios Prudentes” do supracitado Salmo 104, que é o de apelo ao respeito aos bons Sacerdotes e a todos os que possuem o Dom Divino – <em>Louvai o Senhor, invocando Seu Nome</em>&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/templo-de-salomao12.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2234" title="templo-de-salomao[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/templo-de-salomao12.jpg?w=226&#038;h=300" alt="" width="226" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Tamanha era a importância dos <em>Zadokitas</em> ou “Sacerdotes Eleitos” de toda a Israel, como <em>Kadosh</em> ou “Santos Sacerdotes e Sábios Instrutores”, que logo ocuparam o lugar primaz da mesma, e em quem todos reconheciam os méritos do Espírito Santo (<em>Shekinah</em>). Disto mesmo dá notícia a <em>Regra Messiânica</em>, texto inserto nos <em>Manuscritos do Mar Morto</em>, a qual foi traduzida em 1955 por D. Barthélemy no <em>DJD</em>, I (Oxford, 1955, pp. 107-108): “Esta é a regra para toda a congregação de Israel nos últimos dias, quando se juntarem [Comunidade para cami]nhar segundo a lei dos filhos (espirituais) de Sadoc (ou Zadock), os Sacerdotes, e dos homens da sua Aliança que se afastaram [do] caminho do povo, os homens do Seu Conselho que mantêm a Sua Aliança no meio da iniquidade (ou sejam, os Justos, <em>Tsedek</em>), oferecendo a expiação [para a Terra]”. E noutra parte: “Todos os sá[bios] da congregação, os instruídos e os inteligentes, homens cujo caminho é perfeito e homens de talento, juntamente com os chefes das tribos e todos os juízes magistrados, e os chefes do Mil [Cem,], II Cinquenta e Dez, e os leviatas, cada homem na [cla]sse do seu dever; estes são os homens de renome, os membros da assembleia convocada para o Conselho da Comunidade em Israel diante dos filhos de Sadoc, os Sacerdotes”.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que, como “Cabeça de Tibes” ou Tríade Suprema do Templo de <em>Milich-Ha-Shaddai</em> ou <em>Io-Ur-Shalem</em> (que é <em>Jerusalém</em>, sim, mas como expressão externa da <em>Salém</em> interna, a mesmíssima <em>Shamballah</em> ou a Mensão eterna de <em>Melki-Tsedek</em>, o Supremo Senhor do Mundo detentor do Báculo Celeste e da Espada Flamejante, representativos dos Poderes Espiritual e Temporal, do Altar e do Trono, enfim, da <em>Pax et Lex</em>, o que lhe confere a prerrogativa de <em>Mikael</em><strong> </strong>– <em>Quis Ut Deus</em> – o Arcanjo Guardião do Templo de Israel e sua Religião), há 12 <em>Kadosh</em>, repartidos em 3 grupos de 4 montando-lhe guarda ou formando “círculo de resistência”, donde se tem:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2217" title="a" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a.jpg?w=500&#038;h=401" alt="" width="500" height="401" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">É assim que, essencialmente, o Grão-Eleito Cavaleiro Kadosh é o Ministro, o Sacerdote ou <em>Goro </em>do<em> Rei do Mundo</em>, cuja Missão Iniciática de trazer o Oriente da Tradição ao Ocidente Primordial, não deixa de estar prescrita a dado passo na Excelsa <em>Yoga de Akbel</em>, onde diz: – <em>Vibramos intensa e harmonicamente, agora, com o Céu, a Terra e o Interior Lugar dos Deuses. Tal como representamos o Potentado do Ocidente, também ligados estamos ao Principado do Oriente, pelo Omphalo ou Centro do Mundo – Shamballah!</em></p>
<p style="text-align:justify;">Logo a <em>Chamada de Deus</em>, no Ritual do <em>Odissonai</em>, adianta: – <em>Ó At-Ha-Kadosh, Ancião dos Dias, Espírito das Idades, Condutor da Merkabah de Ouro na Ronda dos Tempos, Melkitsedek é vosso Corpo, e Shekinah, três vezes Santa Luz, é vossa Alma, enviada desde Salém, Shamballah, ao Homem deste Tempo, o Novo Salomão deste vosso Templo do Grande Ocidente. Ex Occidens Lux!</em></p>
<p style="text-align:justify;">Este 30.º Grau do <em>Rito Escocês Antigo e Aceito</em> é o 24.º do <em>Rito de Perfeição</em>, criado em 1758. Sendo de grande importância no Mundo Maçónico Ibero-Europeu, todavia para os Supremos Conselhos dos Estados Unidos da América ele é um daqueles que se confere por simples comunicação, o que constitui um grasso erro humano e maior ainda grasso erro espiritual, por impossibilitar o usufruto pleno do Poder do Grau que só a transmissão iniciática pode facultar, pois que este mesmo implica obrigatoriamente um Ritual de Iniciação específico, como aliás está prescrito na própria Legislação Maçónica.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao encontro destas minhas palavras vêm as de José Castellani e Cláudio R. Buono Ferreira (<em>in</em> <em>Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito</em> – <em>Do 19.º ao 33.º</em>, Madras Editora, São Paulo, 1997, p. 45), quando dizem:</p>
<p style="text-align:justify;">“Como a palavra <em>Kadosh</em> significa “santo”, “sagrado”, purificado”, o <em>Cavaleiro Kadosh</em> é o verdadeiro Eleito, o Homem por excelência, purificado e limpo de todas as máculas. Trata-se, assim, do Grau máximo da Escala Iniciática, já que os posteriores são considerados administrativos. Por isso, a sua Iniciação completa é tripla, compreendendo a do Grau do Ilustre Cavaleiro do Templo, o de Cavaleiro da Águia Branca e Negra e a do Grande Eleito, simbolizando, dessa maneira, o tríplice aspecto de causa, meio e efeito, essencial a toda a escala do Rito. Depois de adestrado no seu Mestrado e plenamente integrado no Mundo Cósmico, ele pode se entregar à meditação e à acção interior, comunicando, aos outros futuros Eleitos, os caminhos da Razão, da Sabedoria e do Amor.”</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, sendo este o último Grau Filosófico, presume-se que, em princípio, o Maçom ao alcançá-lo seja um Espírito <em>Eleito</em> ou <em>Sancionado</em>, o que tem a ver com a palavra <em>Santo</em>, como tal encontra-se <em>Purificado</em> (<em>Kadosh</em>) e logo, por sua mente e coração iluminados, naturalmente considerará os trabalhos maçónicos sobretudo coisa divina que, em verdade e essência, o são.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira expressa o <em>Bhante-Jaul</em> (do sânscrito <em>Bhante</em>, “Venerável Mestre”, literalmente como saudação, significando também “Mestre, Senhor, Irmão”, e <em>Jaul</em> ou <em>Yaul</em>, “Iluminado, Purificado, Pureza”), por seu sentido de <em>Pureza</em> afim ao <em>Kadosh</em>, é o <em>Puro</em> (<em>Katter</em>, donde <em>Cátaro</em>, em provençal, donde saíram os nomes portugueses <em>Catarina</em> e <em>Costo</em> ou <em>Costa</em>), é o <em>casto</em>, ainda que acaso não seja obrigatoriamente <em>celibatário</em>. De maneira que não se deverá confundir <em>castidade</em> com <em>celibato</em>. Aquela é uma disposição essencialmente interior, e este sobretudo exterior. Um celibatário pode ser um pecador mas um casto, não. Por não saber ou não querer separar uma da outra condição, é que a política social da Igreja tem querido importar a uma sociedade secular de interesses multivariados as regras próprias do bom funcionamento mosteiral, isto é, pretendendo transformar a sociedade humana num imenso espaço monástico com regras confessionais estritas sujeitas à sanção do eclesiástico, sem mais nem menos, o que só pode redundar em fracasso e consequente desmoralização da moral rígida rejeitada <em>a-priori</em> pelo colectivo social. Ainda sobre a hibridez auto-infligida do <em>celibato</em>, adaptação espúria daquela lenda hagiográfica do “cinto de castidade” (<em>cingulum castu</em>) dado a Tomás de Aquino por dois Anjos, tal voto eclesial mas não sacramental fez de quem o pratica um <em>estéril</em> ante as palavras da Escritura Sagrada: “Amai-vos e multiplicai-vos”. Se no Dicionário da Língua Portuguesa <em>celibato</em> (<em>caelibatu</em>) “é o estado de solteirão que não pretende casar-se”, de maneira alguma, ao contrário do que pensa a maioria, ele é sinónimo de <em>castidade</em>, porque um casto poderá não ser um celibatário, tal como um celibatário nem sempre é um casto. A castidade não implica obrigatoriamente a inibição física, sexual, mas implica sempre o regramento das acções, das emoções e dos pensamentos manifestados <em>conscientemente</em> como o melhor, o mais positivo que o homem tem, e é este o sentido da palavra <em>casto</em> (<em>castu</em>) no Dicionário da Língua Portuguesa: “puro, inocente, sem mescla”. Assim, o <em>casto</em> se faz na Terra um <em>Agnus Castu</em> ou “Cordeiro Inocente” que “tira (pelo <em>exemplo</em> que infunde) os pecados (karma) do mundo”, e nessa condição produtiva, verdadeiramente espiritual, faz-se um <em>celícola</em> ou “habitante do Céu” nesta mesma Terra. Este é, afinal, o estado de ser do verdadeiro Mestre e do verdadeiro Discípulo, acaso celibatários em momentos predeterminados, certamente sempre castos em todos os momentos, isto é, verdadeiros <em>Agnus Castus</em> à imagem e semelhança do Maior de todos os <em>Kadosh</em>, o <em>Cristo Universal</em>, assim como de todos os <em>Avataras</em>, <em>Messiah </em>(Messias) ou o mesmo <em>Espírito de Verdade</em> que a este mundo já adveio desde os paramos celestiais do Segundo Trono de Deus.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo o 30.º Grau o da Grande Eleição (sobretudo espiritual, já se vê), ela está espelhada no planeta regente do <em>Kadosh</em>, ou seja, Júpiter (<em>Tsedek</em>, em hebreu, “Justo”), cujo aspecto inferior é <em>Saturno</em> e cujo movimento contrário de ambos veio a originar a <em>Swástika</em> védica (em português, <em>Suástica</em>), simbolizando precisamente a Divindade em Acção:</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2219" title="&lt;" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/porta_magica_dettaglio_basso1.jpg?w=500" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Essa conjunção do 1.º e 7.º planetas do nosso Sistema de Evolução Universal (Júpiter e Saturno) leva de nome, em aghartino, ASGA-LAXA, <em>Asga-Lacha</em>, <em>Asga-Vatza</em> ou <em>Asga-Ladack</em>, e tem precisamente o significado de “ESPLENDOR DO CÉU”, cujo símbolo representa o Movimento sobre e sob a Terra, portanto, a acção do <em>Pramantha</em> ou <em>Cruzeiro Locomovedor da Evolução do Ciclo </em>em manifestação no Segundo e Terceiro Tronos, no Céu e na Terra, sob o impulso do Imanifestado, o Primeiro Trono.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Júpiter</em> expressa a Geração relativa ao Segundo Trono, a Geração Espiritual ou a do ponto de vista mais elevado. Daí a expressão do Professor Henrique José de Souza: “O Tetragramaton como expressão ideoplástica do Homem Cósmico, que é JEHOVAH, JOVE, JÚPITER”&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Saturno</em> expressa tudo quanto tem a ver com o Seio da Terra, o Terceiro Trono. Daí as expressões SABAOTH, SABATH, SÁBADO, SATURNINAS, SATURNO&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Juntando <em>Júpiter e Saturno</em> tem-se a palavra ASGA-LAXA, “Senhor do Governo dos Dois Mundos”, o Celeste e o Terrestre, o que vale por MELKI-TSEDEK ou CHAKRA-VARTI na Terra, mas que sendo ASGA-LAXA no Céu, é AKBEL!</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que para <em>Júpiter e Saturno</em> o <em>Grau Kadosh</em> atribuiu-lhes os símbolos respectivos da Águia e da Escada d’Ouro, sobre o que diz René Guénon (<em>in</em> <em>O Esoterismo de Dante</em>, Editora Vega, Lisboa, 1978, pp. 31-32):</p>
<p style="text-align:justify;">“Quanto aos dois outros símbolos, é impossível não reconhecer aí os do “Kadosch Templário”; e, ao mesmo tempo, a águia, que a Antiguidade clássica atribuía já a Júpiter, como os Hindus a atribuem a Vishnu, era o emblema do antigo Império Romano (o que nos lembra a presença de Trajano sob o olho desta ave), e permaneceu como o do Santo Império. O céu de Júpiter é o lugar dos “príncipes sábios e justos”, <em>Diligete justitiam, qui judicatis terram</em> (<em>Paradiso</em>, XVIII, 91-93), correspondência que, como todas as que Dante dá para os outros céus, se explica inteiramente por razões astrológicas; e o nome hebraico do planeta Júpiter é <em>Tsedek</em>, que significa “justo”. Quanto à “escada dos Kadosch”, já falámos dela: estando a esfera de Saturno imediatamente acima da de Júpiter (na escala da Involução ou “Descida do Espírito à Matéria” como <em>Pravritti-Marga</em>, direi eu), chega-se ao pé dessa escada pela Justiça (<em>Tsedakah</em>) e ao seu cimo pela Fé (<em>Emounah</em>). Este símbolo da escada parece ser de origem caldaica e ter sido trazido para o Ocidente juntamente com os Mistérios de Mitra; havia então sete degraus, sendo cada um deles formado por um metal diferente, segundo a correspondência dos metais com os planetas; por outro lado, sabe-se que no simbolismo bíblico se encontra igualmente a escada de Jacob, que, unindo a Terra aos Céus, apresenta significação idêntica.”</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2220" title="a4" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a4.jpg?w=500&#038;h=717" alt="" width="500" height="717" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, a escada dupla do Kadosh (Involução e Evolução, <em>Pravritti</em> e <em>Nivritti Margas</em>) permite a elevação gradual do homem até chegar à comunhão espiritual com o Céu (Júpiter), depois de ter descendido e cumprido a experimentação terrestre (Saturno). Os sete degraus ou Planos necessários a essa elevação representam-se simbolicamente de um lado, o esquerdo, pelas sete Artes liberais da Idade Média, e do outro pelas Virtudes teologais às quais se chega por intermédio daquelas Artes ou Ciências.</p>
<p style="text-align:justify;">Os degraus da esquerda são, de baixo para cima, representativos da <em>Gramática</em>, da <em>Retórica</em>, da <em>Lógica</em>, da <em>Aritmética</em>, da <em>Geometria</em>, da <em>Música</em> e da <em>Astronomia</em>. Os da direita são, de baixo para cima, em hebraico: <em>Tsedakah </em>(Justiça), <em>Schor Laban</em> (Boi Branco = O Espírito em busca da Verdade, Pureza), <em>Mathok</em> (Doçura), <em>Emounah</em> (Fé), <em>Amal Saghi</em> (Grande Obra), <em>Sabbal</em> (Penitência, paciência), <em>Gemoul-Binah-Themounah</em> (Recompensa-Compreensão-Inteligência). A escada da esquerda é <em>Oheb Kerobo</em> (“Quem ama ao próximo”), e a da direita é <em>Oheb Eloha</em> (“Quem ama a Deus”).</p>
<p style="text-align:justify;">É novamente René Guénon (<em>in</em> <em>Os Símbolos da Ciência Sagrada</em>, Editora “Pensamento”, São Paulo, 1993, pp. 294-296) a proferir-se sobre o simbolismo da escada, sendo meus os comentários entreparêntesis:</p>
<p style="text-align:justify;">“Essa significação é evidente no simbolismo bíblico da escada de Jacob, pela qual os Anjos descem e sobem (Mónadas Patentes e Mónadas Potentes). E sabemos que Jacob, no local em que teve a visão dessa escada, colocou uma pedra (chamada <em>Lusa</em>) que “erigiu como um pilar”, que também era uma figura do “Eixo do Mundo”, substituindo assim, de certo modo, a própria escada. Os Anjos representam propriamente os estados superiores do Ser; portanto, a eles correspondem também, mais em particular, os degraus, o que pode ser explicado pelo facto de se considerar a escada com os seus pés assentes sobre a terra, ou seja, o que para nós é necessariamente o nosso próprio Mundo, indo constituir o “suporte” a partir do qual a ascensão deve efectuar-se. Mesmo supondo que a escada se prolongue subterraneamente (atentem ao espírito destas palavras, <em>Kadosh</em> de símbolo ou virtuais mas que acaso pretendam ser reais!), para compreender a totalidade dos Mundos como deve ser na realidade, a sua parte inferior seria em todo o caso invisível (ou oculta), tal como ocorre com os seres que alcançaram uma “caverna” situada em certo nível, como parte central da Árvore que se estende atrás dela. Em outros termos, tendo já percorrido os degraus inferiores, não cabe mais considerá-los de facto no que diz respeito à realização posterior do Ser, no qual só poderá intervir o percurso dos degraus superiores.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/subter1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2221" title="SUBTER~1" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/subter1.jpg?w=500&#038;h=657" alt="" width="500" height="657" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">“É por isso que, sobretudo quando a escada é empregada como um elemento de certos ritos iniciáticos, os seus degraus são expressamente considerados como representação dos diferentes céus, isto é, dos estados superiores do Ser. É assim que, em particular nos Mistérios de Mitra, a escada tinha sete degraus, relacionados aos sete planetas, e que, diz-se, eram feitos com os metais correspondentes a cada um desses planetas; o percurso desses degraus representava os graus sucessivos da Iniciação. A escada de sete degraus encontra-se em certas organizações iniciáticas da Idade Média, de onde passou sem dúvida, de forma mais ou menos directa, para os Altos Graus da Maçonaria Escocesa, tal como dissemos em outra oportunidade a propósito de Dante. Nesse caso, os degraus são relacionados às “ciências”, mas isso, no fundo, não faz qualquer diferença, pois, segundo o próprio Dante, as “ciências” identificam-se aos “céus” (<em>in</em> <em>Convito</em>, t. II, cap. XIV). É evidente que para corresponder desse modo aos estados superiores e aos graus da Iniciação, essas ciências só podiam ser as tradicionais, entendidas no seu sentido mais profundo e propriamente esotérico, inclusive aquelas ciências cujos nomes, para os modernos e em virtude da degradação que temos citado repetidamente, designam apenas ciências ou artes profanas, isto é, alguma coisa que, em relação às verdadeiras ciências, na realidade não passa de uma casca vazia e um “resíduo” sem vida.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Em certos casos, encontra-se também o símbolo de uma escada dupla, o que implica a ideia de que a subida deve ser seguida de uma nova descida; sobe-se então, de um lado, pelos degraus que são as “ciências”, isto é, por graus de conhecimento que correspondem à realização de outros tantos estados, e torna-se a descer, de outro lado, pelos degraus que são as “virtudes”, ou seja, os frutos desses mesmos graus de conhecimento aplicados aos seus respectivos níveis (isto ao nível humano, em que o Iniciado adquire a Ciência Divina e dela desce possuído das respectivas virtudes a comunicá-las aos seus confrades de Ordem, ou seja, já como Iniciador; ao nível espiritual, desce como Mónada inconsciente à Terra e sobe como Mónada consciente ao Céu. Portanto, ambas as formas de descida e subida ou subida e descida, estão correctas no Ritual do Grau, ainda que aquela ao nível humano seja a mais própria). Pode-se além disso notar que, mesmo no caso da escada simples, um dos montantes pode ser considerado de certa forma como “ascendente” e o outro como “descendente”, de acordo com a significação geral das duas Correntes Cósmicas (que são <em>Prakriti</em>, a Matéria correspondente ao descenso, e <em>Purusha</em>, o Espírito relacionado ao ascenso), da direita e da esquerda, às quais correspondem os dois montantes em razão da sua própria situação “lateral” em relação ao verdadeiro eixo (o Eixo do Mundo, <em>Áxis Mundi</em>, representado no Equador, e no Rito pela própria Águia “Kadosh” que figura sobre a Escada, por vezes sendo figurada por uma Serpente Alada que, assim, irá indicar o Grão-Eleito como o sendo de facto, isto é, tendo despertado interiormente o Fogo Criador do Espírito Santo – <em>Kundalini</em> – e se evolado como Anjo Alado ao mais alto Céu, para depois volver ao limbo da Terra por amor, piedade a seus Irmãos ainda em “trevas”&#8230;) que, embora invisível, nem por isso deixa de ser o elemento principal do símbolo, ao qual todas partes sempre devem ser referidas se quisermos compreender inteiramente o seu significado.”</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo este Grau considerado de vingança contra o Papa e o Rei (Clemente V e Filipe IV) que sentenciaram à morte os antigos Templários e principalmente o seu <em>Grão-Kadosh</em> ou Mestre Jacques Borgomundus de Molay, ele é assim entendido ordinariamente por maçons e profanos. Com esse aspecto exterior terão a ver o sinal, a palavra de passe e a palavra sagrada do 30.º Grau, ou sejam: pés em esquadria e mãos levantadas sobre a cabeça, com os dedos juntos excepto os polegares, formando um triângulo com o crânio ao centro (outro símbolo do Grau, representativo da Morte, da Imortalidade e da Sabedoria necessária para alcançar essa mesma Imortalidade), enquanto pronuncia a palavra sagrada – <em>Nekam Adonai</em>, “Vingança, Senhor”. Já a palavra de passe, usada como resposta na entrada dos Cavaleiros Kadosh, é <em>Nekam Menachem</em> – “Vingança Consoladora” (cf. <em>2 Reis</em>, 15:14-22).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, em verdade, a vingança será a do <em>Kadosh</em> sobre si mesmo, a de matar o seu “eu inferior”, ou melhor, alinhá-lo, integrá-lo ao “Eu Superior”, ao mesmo tempo que ajuda na transformação social e espiritual do mundo (o que é alegorizado pelo Rei e o Papa), levando assim à transformação do seu <em>Karma</em> em <em>Dharma</em> e à consequente integração colectiva no “Eu Universal”, o que é <em>Paradharma</em>, destarte ajudando o Homem a tornar-se mais Homem e Deus mais Deus, colaborando na integração Deste em níveis de Vida e Consciência que até para o maior da Humanidade são simplesmente inconcebíveis, mas que não deixam de ser <em>Mahaparadharma</em>, sim, o “Grande Dever Universal” em cumprimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Com isso, o <em>Kadosh</em> «vinga-se» de si mesmo, das Tragédias passadas que ele e parte dos do seu nível provocaram, queimando de vez o <em>Karma</em>, o “Débito” contraído, e ao mesmo tempo «vinga-se» e «assassina» as instituições profanas assassinas de quanto seja verdadeiramente Espiritual, logo, Iniciático, quer dizer, transforma-as por dentro. E isto foi o que o Rei D. Dinis fez em Portugal, ao vingar a Ordem do Templo assassinada criminosamente pelos Poderes Sacerdotal e Real corrompidos, por via da criação da Ordem Militar de Nosso-Senhor Jesus Cristo, que viria a transformar Portugal, a Europa e o Mundo de maneira irredutível na Marcha do Progresso Humano e Espiritual durante a Gesta Henriquina desse <em>13.º Grão-Kadosh</em> que foi o Infante Henrique de Sagres (I ou JHS).</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, o sentido de vingança subjacente ao 30.º Grau não se reduz, nem tampouco tem sentido, à vingança pelo assassínio dos Templários medievais e ao contínuo ataque exacerbado às instituições e religiões oficiais. Quem disso partilha nada sabe de Maçonaria e certamente ignora essas expressivas palavras de José Castellani e Cláudio R. Buono Ferreira (<em>in</em> <em>ob. cit.</em>): “Embora o Grau esteja associado à vingança, esta não é, na realidade, física, mas, sim, a da Verdade contra o erro, a do Amor contra o ódio, o do Espírito contra a matéria, seguindo a rota da Alquimia Mística, presente em Graus anteriores. O crânio atravessado pela espada é a representação gráfica dessa vingança”.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou como diria Fernando Pessoa no seu <em>Bilhete de Identidade</em>, escrito por ele próprio em Lisboa, em 30 de Março de 1935: “Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos – a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania”.</p>
<p style="text-align:justify;">O que se revela no tríplice <em>Tau</em>:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2222" title="a2" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a2.jpg?w=500&#038;h=346" alt="" width="500" height="346" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Quanto à indumentária prescrita para o <em>Cavaleiro Kadosh</em>, ele usa faixa e avental (este é actualmente pouco usado nas Lojas do Grau), tendo na faixa inscritas as iniciais “C.K.S.” que significam, obviamente, “<em>C</em>avaleiro <em>K</em>ado<em>S</em>h”; também são usadas as iniciais “C.K.H.” – “Conselho Kadosh de Heredom” (em alusão ao <em>Rito de Heredom</em>, origem dos Altos Graus). No avental negro, debruado de branco, está inserida a vermelho uma Cruz Teutónica tendo no centro o número 30.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/kadosh1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2223" title="kadosh[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/kadosh1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Segundo as antigas instruções, o Presidente da Oficina ou Loja – “Grande Venerável Sábio Mestre” – usava uma túnica negra, aberta lateralmente, em forma de dalmática, bordada de branco; os Rituais modernos aboliram essa vestimenta, recomendando o uso de smoking ou terno preto, o que do ponto de vista tradicional afecta ou lesa no geral a antiguidade coreográfica do Grau. Além disso, o Presidente trazia, na cintura, o principal objecto do <em>Kadosh</em>: um punhal, com cabo de marfim e de ébano. Mais que tendo o sentido de ferir vingativamente, o punhal ou adaga reporta-se aqui ao sentido primaz do Grau: o de Eixo do Mundo Maçónico e, consequentemente, do Centro Místico do <em>Kadosh</em>, o Coração, devendo a lâmina feri-lo e aos outros, figurativamente, isto é, o Verbo ou Palavra certeira do Eleito dirigida ao coração do próximo, perfurando, abrindo, iluminando a sua Alma pelo sopro suave do Amor e da Sabedoria.</p>
<p style="text-align:justify;">Diversos autores tradicionalistas, como Nicolas Flamel, identificam a adaga, como miniatura da espada, à Pedra Filosofal, e não apenas ao caminho para ela, pelo que o simbolismo da “Caliburna” ou “Excalibur” cravada na rocha pura equivale à posse da própria Pedra Filosofal. Isso identifica-se à descrição no texto sagrado onde a espada é comparada ao “Logos”, “o Verbo Divino mais penetrante que uma espada de dois gumes” (um que premeia e outro que castiga). – Cf. Bíblia, <em>Hebreus</em>, 4, 12. Flamel, no seu <em>Livre des Figures Hieroglyphiques</em> (obra do século XIV. Reedição Denoel, Paris, 1970), adianta sobre a sua prerrogativa espatária: “Esta espada nua, esplendorosa, é a Pedra ao Branco, tantas vezes descrita pelos Filósofos sob esta forma”. Para o <em>Kadosh</em>, ela é não só o instrumento de purificação como a expressão da própria Perfeição atingida. É a <em>Pedra Branca</em>, objectivo supremo da Filosofia Hermética.</p>
<p style="text-align:justify;">Tal <em>Pedra Branca</em> a apontei a Venerável Irmão, já partido para as plagas dos Deuses, em pleno centro altaneiro de São Lourenço de Minas Gerais do Sul, Brasil, adiantando ser a <em>Espada Flamígera</em> aí figurada a mesma dos <em>Assuras</em>, <em>Arqueus</em> ou <em>Tributários</em> do Eterno Melki-Tsedek!&#8230; Como instrumento de purificação a espada equivale ao chamado “Fogo dos Filósofos”, e assim é encontrada assinalada pelo abade Dom Pernety, do século XVIII, no seu <em>Dictionaire Mytho-Hermétique </em>(redição Denoel, Paris, 1972): “Espada: é o Fogo dos Filósofos, bem como a lança, etc.”. Ora o Fogo dos Filósofos é o Fogo Primordial como Hálito do Eterno no acto primaz da Criação, logo, sendo Purificador e Regenerador, antes, Transformador e Superador por excelência. E este é o elemento natural do <em>Templário Kadosh</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Fernando Pessoa também mostrava um interesse todo especial por este 30.º Grau da Maçonaria, tanto que referindo-se ao Ritual de Iniciação, em documento do seu espólio (54 A-53), lê-se: “Temos espadas porque somos cavaleiros, vestes de rito porque somos sacerdotes, capuzes de velar porque somos ocultos (homens)”. Homens Ocultos ou Encobertos são os Adeptos Perfeitos, Homens Representativos ou <em>Kadosh</em>, no sentido de “Consagrados” à Obra do Eterno na Face da Terra.</p>
<p style="text-align:justify;">Além disso, como uma outra prova da afeição esotérica de Fernando Pessoa a este Grau, possuindo ele um exemplar (que até há pouco se encontrava na casa de sua irmã, em Cascais) da obra de A. E. Waite, <em>Emblematic Freemasonry</em> (Londres, 1925), sublinhou uma nota (na página 208) onde é dita que “a espada e o punhal são símbolos da Sabedoria e da Inteligência, no Ritual maçónico do Cavaleiro Kadosh”. De facto, a espada, mesmo para o “vulgar” iniciado maçom, significa tanto a Honra (do Cavaleiro) como a Sabedoria (do Santo). E por isso ela, a <em>espada</em> (em hebraico <em>mizla</em>, “espada flamígera”), depois superada em distinção pelo <em>punhal</em> (em grego <em>athamé</em>, em pali <em>purbha</em>, ambos com o significado igual de “língua de fogo”), é a alfaia natural do <em>Templário Kadosh</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2225" title="kadosh[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/kadosh1.gif?w=500" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2224" title="a1" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/a1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que não se trata de brincar aos «rituais martinistas» andando cada um encapuçado como «incógnito misterioso», mesmo que todos os participes conheçam-se entre si, numa degradada expressão de paródia da verdadeira Iniciação, como se tem visto em certas magias psíquicas embrulhadas na aparência de maçonismo, as quais parecem dar sempre os piores e mais dramáticos resultados…</p>
<p style="text-align:justify;">Isso traz-me à memória a obra magistral de Miguel de Cervantes, <em>D. Quixote de la Mancha</em>, sátira social ao espírito decadente da antiga Cavalaria, na qual o “cavaleiro da triste figura” transporta rídiculo e alucinado ao presente o que só houve no passado, acabando por indistinguir os dois tempos, apesar de Sancho Pança, a sua boa consciência, o ir aconselhando o melhor que podia, tentando trazê-lo à razão. Eis o retrato actual do ambiente psicossocial das inúmeras seitas templistas. Por isto, o Dr. Mário Roso de Luna tinha inteira razão quando proferiu: “Ainda que seja Jina a Literatura Cavaleiresca, não deixa de ser perigoso para alguns meninos lerem livros de Cavalaria, sim, porque os tomam à letra, confundem-se e provocam os maiores desvarios”…</p>
<p style="text-align:justify;">Respeitante à indumentária, O Presidente da Loja <em>Kadosh</em> levava na cabeça um chapéu negro desabado, porém, tendo na frente a aba levantada, servindo-lhe de presilha um Sol de prata, raiado de ouro, colocado entre as letras “N” e “A” (<em>Nekam Adonai</em>), e tendo no centro um olho. É simbolismo todo a ver com o <em>baphometh</em> Templário, isto é, o crânio iluminado pela Sabedoria de quem é reservatório, o que corresponde aos <em>Chakras Coronal</em> (Chapéu) e <em>Frontal </em>(Sol), tal como a adaga associa-se ao despertar dos “Centros Vitais” <em>Laríngeo</em> (Palavras do Grau) e <em>Cardíaco</em> (Punhal).</p>
<p style="text-align:justify;">Os Oficiais do Conselho usam um colar negro chamalotado, orlado de prata, tendo bordada em púrpura, no vértice, uma águia bicéfala (alusiva no Homem à União Real – donde <em>Raja-Yoga</em> – da Alma com o Espírito, e em Deus o Pai e a Mãe Cósmicos, portanto, o estado de Perfeito Equilíbrio ou do Andrógino Primordial), segurando um punhal nas garras; esta águia tem, de cada lado, uma Cruz Teutónica púrpura (alusiva a Santa Maria dos Teutões ou Alemães, cuja Ordem viria a criar o Sacro Império Germânico destinado, em princípio, à implantação da Sinarquia no Norte e Centro da Europa, sob a direcção dos <em>Kadosh Teutónicos</em> sobreviventes da extinção sangrenta da Ordem do Templo). A jóia suspensa pelo colar é uma águia bicéfala de prata, com as asas abertas, segurando um punhal nas garras e realçada sobre uma Cruz Teutónica de esmalte vermelho.</p>
<p style="text-align:justify;">Os Cavaleiros trazem uma faixa negra, com franja de prata, a tiracolo, da esquerda para a direita, cores expressivas do seu título que neste Grau encontra a plena legitimidade: “Filhos da Viúva”. Na face anterior estarão, pintadas ou bordadas de vermelho, duas Cruzes Teutónicas, além de uma águia bicéfala coroada e das iniciais “C.K.H.”, cujo significado já dei. De acordo com as antigas instruções, também usavam uma faixa vermelha à cintura com um punhal suspenso (à maneira dos antigos <em>Assacis</em> libaneses que andaram de relações íntimas com os Templários) e o chapéu negro desabado, tendo na frente a aba levantada e presa pelo Sol prateado já descrito. Isso, todavia, já não consta das modernas instruções, o que é muito lastimável por se ter imposto, certamente por preconceitos, uma indumentária profana à original francamente iniciática, o que reflecte e induz ter-se perdido ou esquecido o sentido primaz do Templo: lugar apartado de todas as afectações profanas, como espaço de verdadeira Realização, pessoal e colectiva.</p>
<p style="text-align:justify;">A jóia suspensa da faixa a tiracolo, é um punhal de folha de aço e cabo ovalado, metade de marfim e metade de ébano (materiais do Líbano, o que reporta uma vez mais para o “Velho da Montanha”, <em>Sheik Al-Djabal</em>, “O Senhor Todo-Poderoso”, e os seus Cavaleiros <em>Assacis</em>, de quem parte dos <em>Drusos</em> são hoje herdeiros espirituais). A administração do <em>Conselho Kadosh</em> usará, além dessa faixa, uma outra faixa abdominal, orlada de prata, o que de certo modo vai substituir o avental.</p>
<p style="text-align:justify;">Actualmente, os trabalhos desenvolvem-se em apenas duas Câmaras: a <em>Câmara Vermelha</em>, destinada à recepção, ou seja a Iniciação, e a <em>Câmara Negra</em>, destinada aos Oficiais do Conselho: Comendador ou Grão-Mestre (<em>Eminentíssimo</em>), Prior e Preceptor (<em>Eminentes</em>), representando precisamente (apesar de hoje se ignorar quase na totalidade) o MANU, o BODHISATTVA e o MAHACHOAN, e numa escala mais acima as TRÊS BRUMAS CELESTES ou SÓIS MERCURIANOS.</p>
<p style="text-align:justify;">A Verdade apresenta-se, enfim, como toda a Lei Universal, através da Polaridade. Sempre existiram dois Sectores na orientação do Mundo: um tipo TEMPLÁRIO (expresso em Ordens Iniciáticas), mantenedor do Eu Interno de cada um; mantém a Fé, que será iluminada pelo Conhecimento, senão transforma-se em religiosismo, em crença, fanatismo&#8230; por falta dos esclarecimentos necessários. O outro Sector é tipo MAÇÓNICO, realiza-se através das Ordens Ocultas, das Sociedades Secretas, as quais prestam cobertura ao primeiro Sector. Sociedade Secreta porque não ensina tudo o que sabe ou, por outras palavras, só ministra os conhecimentos àqueles que estão preparados para recebê-los. No Cristianismo, por exemplo, há o aspecto clerical que começou com Pedro, e há as Ordens conhecidas de todos, fazendo a cobertura política, a manutenção&#8230; Mas tudo evolui, logo, vão assumindo outros aspectos, conforme o desenvolvimento das concepções humanas.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas tradições transhimalaias, aponta-se: o REI DO MUNDO com as suas Duas Colunas, são os Supremos Orientadores da MAÇONARIA DOS TRAIXUS-MARUTAS, estes que são os mantenedores universais do CULTO DE MELKI-TSEDEK.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a destra voltada para o Céu e o polegar invertido para a Terra, contrariamente a quantas saudações caóticas foram instituídas pelas decadentes ideologias do velho Ciclo declinado, maiores homenagens se devem prestar ao mais Digno e Excelso de Todos os Construtores:</p>
<p style="text-align:justify;">– O SUPREMO ARQUITECTO DO UNIVERSO!</p>
<p style="text-align:justify;">Sim, ao AT-HA-KADOSH ou “SANTÍSSIMO” como “SANTO DOS SANTOS”!</p>
<p align="center">SAÚDO, FINALMENTE, OS KADOSH, KODESH, KADESHIM,</p>
<p align="center">REALIZADORES DAS SUPREMAS INICIAÇÕES,</p>
<p align="center">DOS MAIS ELEVADOS RITUAIS!</p>
<p align="center">BIJAM</p>
<p><strong>OBRAS CONSULTADAS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Vitor Manuel Adrião, <strong><em>Dogma e Ritual da Igreja e da Maçonaria</em></strong>. Editora Dinapress, Setembro de 2002, Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">Vitor Manuel Adrião, <strong><em>História Secreta do Brasil (Flos Sanctorum Brasiliae)</em></strong>. Madras Editora, 2004, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Comunidade Teúrgica Portuguesa, <strong><em>O Mistério dos Traixus-Marutas</em></strong>, Apostilas n.<sup>os</sup> 96 e 97, Série Integração.</p>
<p style="text-align:justify;">Sebastião Vieira Vidal, <strong><em>Série Q. S. G.</em></strong> e <strong><em>Série Revolução Francesa e Ciclos da Obra</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Yvett K. Centeno, <strong><em>“Episódios/A Múmia”: Um poema-chave para o estudo do hermetismo em Fernando Pessoa</em></strong>. <em>In</em> <strong><em>Persona 1</em></strong>, publicação do Centro de Estudos Pessoanos – Faculdade de Letras do Porto. Porto, Novembro, 1977.</p>
<p style="text-align:justify;">Orlando Soares da Costa, <strong><em>Maçonaria Adonhiramita – Iniciação Real</em></strong>, vol. III. Editora Europa, 1999, Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Orlando Soares da Costa, <strong><em>Maçonaria Adonhiramita – História dos Mistérios e da Evolução da Consciência Humana</em></strong>, vol. IV. Editora Europa, 1999, Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Geza Vermes, <strong><em>Manuscritos do Mar Morto</em></strong>, 2.ª edição. Ésquilo Edições e Multimédia, Lda, Agosto 2006, Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">René Guénon, <strong><em>O Esoterismo de Dante</em></strong>. Editora Vega, Abril de 1978, Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">René Guénon, <strong><em>Os Símbolos da Ciência Sagrada</em></strong>. Editora Pensamento, 1993, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Crata Repoa</em></strong> ou <strong><em>Iniciações aos Antigos Mistérios dos Sacerdotes do Egipto</em></strong>. Traduzida do alemão por Ant. Bailleul, Paris, 5821. Edições Axis Mundi, 1989, Paris.</p>
<p style="text-align:justify;">Jean Palou, <strong><em>A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática</em></strong>. Editora Pensamento, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Joaquim Gervásio de Figueiredo, <strong><em>Dicionário de Maçonaria</em></strong>. 2.ª edição, revista e ampliada, 1974, Editora Pensamento, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">José Castellani e Cláudio R. Buono Ferreira, <strong><em>Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito (do 19.º ao 33.º)</em></strong>. Madras Editora, 1997, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Rizardo da Camino, <strong><em>Kadosh (do 19.º ao 30.º)</em></strong>. Madras Editora, 1998, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Rizardo da Camino, <strong><em>Rito Escocês Antigo e Aceito (1.º ao 33.º)</em></strong>. Madras Editora, 1999, São Paulo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lusophia.wordpress.com/2210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lusophia.wordpress.com/2210/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2210&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Maçonaria Feminina (Mulher e Tradição) &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 18:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/mac3a7onaria-feminina.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2193" title="Maçonaria Feminina" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/mac3a7onaria-feminina.jpg?w=500&#038;h=564" alt="" width="500" height="564" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Se bem que a Maçonaria Especulativa assente as suas bases exclusivamente no sexo viril desde que foi fundada em 24 de Junho de 1717, dia de São João Baptista, na Inglaterra com a reunião de quatro Lojas formando a Grande Loja de Londres, e a efectiva presença feminina na mesma seja algo bastante tardio (aparte a iniciação de madame Elizabeth Aldworth em 1732, na Irlanda, o que deixa subentender a presença de senhoras na Franco-Maçonaria já no século XVIII, mas cujo registo não transparece), praticamente nos finais do século XIX (com a iniciação em França de Marie Deraismes, em 14 de Janeiro de 1882, posterior à fundação em Portugal, em 1881, da Loja Feminina “Filipa de Vilhena”, da Maçonaria de Adopção inscrita no Grande Oriente Lusitano Unido, precursor do Grande Oriente Lusitano que é a segunda potência maçónica mais antiga do mundo (1802), mas já antes a Marquesa de Alorna tendo sido iniciada maçona na Loja “Virtude” de Lisboa, em 1814), e isso por motivo mais laico e político que filosófico e metafísico, com a Mulher aparentando ter um papel subalterno quase marginal no seio da mesma Maçonaria, sempre alheada do Rito dos homens, acontece que tal ideia quase universalmente aceite no meio maçónico, ou pelo menos na maioria dos ritos, é completamente estranha à verdade original.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/200px-mrsaldworth11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2200" title="200px-MrsAldworth[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/200px-mrsaldworth11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Elizabeth Aldworth (1732)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro de tudo, dando início à resposta aos amigos e amigas pertencentes a essa corrente de Tradição que me solicitaram este estudo, devo recordar que a Divindade Primordial entre os povos antigos era <em>Feminina</em>, tratando-se da <em>Grande Deusa-Mãe</em><strong> </strong>como a consignavam os habitantes neolíticos da Estremadura ibérica, reconhecimento prolongando-se até à Europa Central.</p>
<p style="text-align:justify;">Deusa agrária por suas qualidades de fecundação, propiciadora de boas semeaduras e colheitas, e também Deusa parturiente dando a vida e a saúde às criaturas, era, enfim, a incarnação da Força Fecunda da própria Mãe-Terra (<em>Mater-Rhea</em><strong> </strong>ou <em>Matéria</em>). A Ela os lígures, celtas e lusitanos ergueram <em>menires</em> de formato fálico, atribuindo-lhe a fecundação que do Seio aflora à Terra inteira. A Ela os hindus neolíticos levantaram iguais pedras fálicas, a que chamaram <em>shivalingas</em>. Assume-se assim a Grande Mãe Criadora – <em>Maha-Shakti</em> – da Natureza viril por sua Força Ígnea – <em>Kundalini </em>– geradora e encausadora das vidas e das formas. Os cristãos haveriam de A conclamar <em>Nossa Senhora da Conceição</em>, isto é, a <em>Concepção</em> da Natureza inteira da qual é Alma. Sem Ela por certo nada haveria, nada existiria&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, a Divindade mais próxima ao Homem que a Ela deve a existência é, antes de tudo, MULHER, e este é predicado de ESPÍRITO SANTO, o que A associa à <em>Shekinah</em> ou “Presença Real de Deus” no mais sublime dos Tabernáculos, <em>Sanctum-Sanctorum</em><strong> </strong>da Mãe-Terra, ou seja, o “Jardim das Delícias” tanto bíblicas como corânicas, para todo o efeito, AGHARTA.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/shekinah11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2195" title="shekinah[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/shekinah11.jpg?w=500&#038;h=458" alt="" width="500" height="458" /></a> Todo o peregrino da vida que sobe uma Montanha em busca da Luz, acaso já pensou que essa Montanha é feminina e a Luz também? A Luz Celeste se manifesta por sua protuberância física que é toda a Montanha consignada Sagrada sinónima de Iniciação Real.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outras palavras, FOHAT como Luz da Mãe Divina que é o Segundo Logos, se corporifica como Filho na Força de KUNDALINI que é o Terceiro Logos. A Mãe se projecta no Seio da Terra e o Filho se eleva ao Cume do Céu. Eis a razão de, iconograficamente, a Virgem Eterna trazer sempre no regaço ao Divino Filho.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, a subida da Montanha assume a equivalência da <em>Scalae Coeli</em> (“Escada do Céu”) que une a Terra ao Céu e por onde descem e sobem os Anjos (<em>Gén.</em>, 28:10-22), sinónimo de demanda do Divino na Terra e da Terra ao Divino convertendo-se a Escada em Cruz e com esta, “carregando-a”, faz-se a assunção ao pico celeste: “Toma a tua Cruz e segue-me” (<em>Mt.</em>, 10:38), quer dizer, segue-me para o Céu, evocação da plenitude divina e humana de Cristo, mas também equivalente, <em>Scalae Coeli</em>, da plenitude humana e divina de Maria. De maneira que a Senhora estando junta da Escada é Nossa Senhora da escada do Céu, a Cruz, <em>áxis mundi</em> do estado vivencial interior da Cristandade em um e devendo ser todos, para que seja efectivamente a Escada de Deus, <em>Scalae Dei</em>, e por ela, com toda a segurança de corpo e alma se suba certo de que é a Escada para o Céu, ou <em>Scalae Paradisi</em>, meta última suprema de todo o verdadeiro <em>Kadosh</em> ou “Consagrado”, em hebreu.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Scalae Coeli</em> remete ainda para a Escada de Jacob, como a Bíblia descreve a sua revelação em sonho profético ao patriarca de Israel: a Escada unindo a Terra com o Céu por onde subiam e desciam os Anjos, ela é assim o <em>Antahkarana</em> ou elo de ligação entre o Divino e o Terreno. A teologia patrística, por via da hermenêutica, interpretou tal sonho profético ou <em>jina</em> como sendo prefiguração do Mistério da Incarnação e da Assunção (<em>Pravritti</em> e <em>Nivritti Margas</em>), partindo da perícopa joanina: “Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem” (<em>Jo.</em>, 1:51). A ampliação exegética e hermenêutica levou a considerar que Deus desceu ao lugar do sonho, aí instituindo a <em>Bethel</em>, a “Casa de Deus”, <em>Domus Dei</em>, título que se atribui ainda a Maria, porque o seu ventre foi a primeira Casa de Deus no Mundo incarnado, o primeiro Altar, o primeiro Sacrário, onde o Senhor se expôs, real e presente, à adoração da Humanidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Na mesma correnteza de pensamento, todo o <em>Assura</em> da <em>Obra Divina</em> de AKBEL tem a sua Consciência Superior como <em>Makara</em>, e todos os <em>Makaras e Assuras</em> constituem o <em>Corpo</em> de MAITREYA, o Cristo Universal, cuja Alma boníssima é a própria LAKSHAMI, a Mãe Divina, que é também Maria, à destra de seu Fruto Bendito, o Senhor do Amor-Sabedoria trazendo consigo todos os tálamos de Esperança e Redenção, e a quem Ela cobre com o seu cerúleo manto azul do <em>Akasha</em><strong> </strong>preenchendo o firmamento.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Hominis postrate: o Siderius Crucis, Ave Maris Stella</em>!</p>
<p style="text-align:justify;">Os Grandes Avataras todos Eles tiveram as suas Contrapartes, assim se manifestando como <em>Deva-Pis</em> ou GÉMEOS ESPIRITUAIS: Akenaton e Nefertiti, Krishna e Krishnaya, Budha e Mayadevi, Cristo e Maria, HENRIQUE e HELENA, etc., etc.</p>
<p style="text-align:justify;">No seio da própria <em>Shuda-Dharma-Mandalam</em>, a Grande Fraternidade Branca, sendo o modelo primordial de todos os demais Institutos credenciados pela Tradição Iniciática das Idades, os próprios Adeptos possuem as suas Contrapartes femininas, e vice-versa, para que <em>Kartri </em>(Criador) tenha sempre efectivação por <em>Shakti</em> (Criadora). De maneira que elas são as Grandes Mães da Humanidade como Shaktis Primordiais dos 7 Raios de Luz do Eterno, Deus Único e Verdadeiro – o Logos Solar, reconhecido como VISHNU, por uma parte, ou como CRISTO UNIVERSAL, por outra, para todo o efeito, a Segunda Hipóstase ou Aspecto AMOR-SABEDORIA do ANDRÓGINO PRIMORDIAL do Segundo Trono, Logos ou Mundo Intermédio, o Céu. Adianto que tal Fraternidade dos <em>Superiores Incógnitos</em> do Mundo é a mesmíssima Maçonaria Universal Construtiva dos Três Mundos, a dos <em>Traixus-Marutas</em> dirigindo os 22 Templos de Agharta, ou melhor, 21 Templos para um 22.º Central, <em>Shamballah</em>, o LABORATÓRIO DO ESPÍRITO SANTO donde o Rei e Rainha de Melki-Tsedek, <em>Chakravartin e Chakravartini</em>, dirigem os destinos do Mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Das 49 “Flores da Maternidade” como Mães dos 49 Adeptos Independentes concebidos pelos 7+1 atributos de <em>Kundalini </em>ou o “Fogo Criador do Espírito Santo”, há 7 mais 3 que se destacam na Obra do Eterno levada a efeito no seio da Hierarquia Oculta e que ocupam lugar destacado nas páginas ilustres da augusta História da Obra realizada pela TEURGIA/TEOSOFIA Luso-Brasileira desde 1899. Muito parcialmente, deixo aqui o esquema seguinte das SHAKTIS Primordiais e das MÃES Universais, em conformidade aos SETE RAIOS de Luz como os depreende a Ala Feminina da ORDEM DO SANTO GRAAL, a ORDEM DAS FILHAS DE ALLAMIRAH (“Os Olhos do Céu” ou “O Olhar Celeste”):</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/sete-mc3a3es.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-2196" title="Sete Mães" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/sete-mc3a3es.gif?w=500&#038;h=232" alt="" width="500" height="232" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">As Grandes Mães são, hoje mesmo no primeiro domingo do mês de Maio em <em>sessão branca</em> ou flanqueada a convidados não maçons, homenageadas na Maçonaria no dia comemorativo das Mães terrenas (dia do Sol, domingo, em Taurus/Vénus, Maio, expressando a <em>Mulher Iluminada</em>), para todos os efeitos, expressivas das Mães celestes que têm a sua maior e mais sublime figuração nas Excelsas Mahatmas. Nessa data, o Templo maçónico deve estar ornamentado com a pompa possível, havendo o cuidado de evitar exageros para não se conciliarem com a solenidade da magna comemoração. Ao lado do Altar dos Juramentos deve estar posta uma coluna ou mesa pequena com um vaso ou recipiente próprio para receber as flores (rosas) destinadas às Mães que partiram para a Eternidade. Ainda no Oriente do Templo será colocada uma poltrona (“trono”), em lugar de destaque, para a Mãe presente mais idosa. São providenciadas rosas vermelhas e brancas suficientes para que cada Dama receba uma branca (pureza) e duas vermelhas (vida), e cada Irmão e profano receba uma branca e uma vermelha. Isto significa a Pureza de Vida pela Mulher inspirando o que recebe menos flores, ou seja, norteando os seus passos na Pureza de Vida. Expressa a Grande Educadora.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/foto-1081.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2197" title="foto 10[8][1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/foto-1081.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo numa sociedade patriarcal como foi a europeia medieval, a mística do Feminino impôs-se por via do culto tanto a <em>Shekinah</em>, como a <em>Maria</em> ou a <em>Fátima</em>, e logo, de maneira subtil, a primitiva sociedade matriarcal atlante urge, e mesmo se impõe, ao «império dos homens». Assim observa-se a admissão das mulheres à Iniciação, e mesmo virem a ser mais que Iniciadas, elas mesmas Iniciadoras. De maneira que se tinha na antiga Ordem do Templo as Templárias, vivendo próximas aos Templários e sendo a retaguarda auxiliadora destes; o mesmo acontecia com as monjas do Islão, onde os Assacis possuíam declarado apoio feminino, tanto humano como espiritual por parte dessas <em>fatmas</em> do Corão messiânico, sufi, e neste sentido escreveu Jean Reynor (in <em>Initiation Féminine et Franc-Maçonnerie</em>. Revista <em>Études Traditionnelles</em>, n.º 357, Janeiro/Fevereiro de 1960) reconhecendo sabedoria e santidade às mulheres iniciadas do Cristianismo e do Islão, “graças a Iniciações no interior de certas Ordens monásticas femininas, [...] Iniciações comuns aos dois sexos”, fazendo recuando a Iniciação Feminina à própria <em>Cavalaria Espiritual da Ordem do Santo Graal</em>, cujas Damas e Sacerdotisas, aparelhando em conjunto com os Cavaleiros e Sacerdotes, eram certamente muitíssimo mais “do que as beatas de simples exoteristas”, sim, porque também eram Sibilas e Oráculos dos respectivos Arautos ou Profetas.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso registou-se na admissão à própria Ordem de Cavalaria, gizada por Carlos Martel e regulamentada por Raimundo Lúlio, e apesar de marcial e viril exclusiva a homens nobres e bravos, foi a <em>Iniciação Cavaleiresca</em> igualmente <em>Iniciação Mariana</em> ou <em>Senhorial</em><strong>,</strong> por o proposto à armação se consagrar a Santa Maria e ser consagrado por uma Rainha ou Dama distinta, que lhe impunha o gládio sobre a cabeça e os ombros sagrando-o, só após sendo efectivamente reconhecido armado Cavaleiro.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que há duas correntes iniciáticas: uma histórica (mental) e patriarcal, outra espontânea (intuicional) e matriarcal, o que levou à separação dos sexos resguardados em casas próprias a cada qual, em princípio para distinguir essas duas correntes e depois, com a perda crescente do sentido iniciática da Tradição Primordial e o aumento da profanidade mesmo entre religiosos, para evitar tentações carnais, cuja órbita no passional impede sempre a marcha para o Divino!&#8230; Apesar disso, a forma mais correcta da operática esotérico será sempre a de homens e mulheres presentes juntos a um mesmo Altar, como acontece na <em>Ordem do Santo Graal</em>, pelo que a <em>Maçonaria Mista</em> ou <em>Andrógina</em> é a expressão mais perfeita de todas, tanto mais que ritos de homens ausentes de mulheres, e vice-versa, não raro, por <em>Fohat</em> estar apartado de <em>Kundalini</em> e esta isolada de <em>Fohat</em>, provocando anomalias de cariz sexual, impondo-se neles um mental volitivo, feminino ou emocional, expresso por actos dessa natureza, e nelas um mental fixo, masculino ou intelectual, expressando-se por atitudes másculas.</p>
<p style="text-align:justify;">Deverá haver sempre um par de sexos desiguais em qualquer rito de qualquer espécie de prática espiritual verdadeira, para que a mente e o coração não andem desavindos um do outro e a Sabedoria do Homem aparelhe com o Amor da Mulher, e juntos sejam a semente da Vontade Criadora de uma Nova Humanidade, de uma Nova Alma que conduza à transformação de vez da Sociedade para o Bem, o Bom e o Belo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/imagem006211.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2201" title="Imagem0062[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/imagem006211.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Em relação com isso, escreveu René Guénon (in <em>Initiation et Réalisation Spirituelle</em>. Éditions Traditionnelles, Paris): “<em>As duas cadeias iniciáticas</em>. – Uma é histórica, a outra espontânea. A primeira comunica-se nos Santuários estabelecidos e conhecidos, sob a direcção dum <em>Sheikh </em>(<em>Guru</em>) vivo, autorizado, possuindo as chaves do Mistério. Tal é <em>El-Talîmurrijâl</em>, a instrução dominical ou dos homens. A outra é <em>El-Talîmur-rabbânni</em>, a instrução senhorial que me permito chamar <em>“Iniciação Mariana”</em>, porque foi essa que recebeu a Santa Virgem, a Mãe de Jesus, filho de Maria. Nesta há sempre um Mestre, mas ele pode estar ausente e mesmo já ter falecido há muitos séculos. Nesta Iniciação retira-se do <em>Presente</em> a mesma substância espiritual que os outros tiraram da Antiguidade. Actualmente ela é muito frequente na Europa, pelo menos em seus graus inferiores, mas quase desconhecida no Oriente”.</p>
<p style="text-align:justify;">Além da vertente mística e filosófica, a profissional também foi exercida no campo operático da Idade Média, sim, como <em>Maçonaria Operativa Feminina</em>, onde mulheres construtoras incorporavam as <em>guildas</em>, agremiações operativas de pedraria e carpintaria vocacionadas ao trabalho de construção de catedrais, onde muitas vezes a presença feminina fundiu operativismo com corporativismo. Sobre isto e apesar de referir-se exclusivamente aos módulos da iniciação artesanal por herança doméstica, Paul Naudon observa (<em>in</em> <em>Les origines religieuses et corporatives de la Franc-Maçonnerie</em>, Paris, Dervy, 1953): “As mulheres eram admitidas à Mestria em dois casos bem distintos. De uma parte, certos ofícios eram exclusivamente compostos de mulheres (fiadoras de seda, trabalhadoras de tecidos de seda); em alguns outros ofícios as mulheres eram admitidas à Mestria em concorrência com os homens (remendões, trabalhadores em linho, criadores de galinhas). Por outro lado, as viúvas eram em geral autorizadas a continuar no ofício do marido falecido. Presumia-se, então, que tivessem adquirido uma suficiente experiência profissional”.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas houve mais que isso. Por Lionel Vibert (<em>in</em> <em>La Franc-Maçonnerie avant l’existence des Grandes Loges</em>, Paris, Gloton, 1960), sabe-se que na <em>guilda</em> dos carpinteiros de Norwich (por volta de 1375), à qual estavam ligados os maçons (pedreiros), “os Irmãos e as Irmãs deviam orar juntos do dia da Ascensão”. Por outro lado, é tradição que a filha do mestre-de-obras da catedral de Estrasburgo, Sabina de Steinbach, trabalhou na <em>guilda</em> dos maçons daquela cidade e esculpiu as estátuas do portal meridional da catedral, tendo com o seu marido, o mestre maçom Bernard de Sunder, trabalhado num grupo de estátuas da catedral de Magdeburgo (<em>in</em> Louis Lachat<strong><em>, </em></strong><em>La Maçonnerie opérative</em>, p. 150, e sobretudo <em>Le Magasin Pittoresque</em>, p. 171, 1845).</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, existe um texto de importância capital (em geral passado em silêncio pelos historiadores maçons) que é conhecido sob o nome de <em>Manuscrito Inglês de 1693</em>, pertencente à York Lodge n.º 236. A propósito da iniciação de um novo maçom, declara esse texto: “Um dos mais antigos toma o Livro; esse ou <em>essa</em> que se vai tornar maçom, põe a mão sobre o Livro e, em seguida, são dadas as instruções. Todo o maçom deve estar atento a isto”.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de todas essas provas flagrantes da presença feminina no operativismo filosófico e prático maçónico, tem-se que James Anderson (1679-1739), o organizador da Maçonaria Especulativa por via do seu <em>Livro de Constituições</em> que logo se tornaria a “bíblia” maçónica, escreveu nessa obra que <em>dedicou a uma mulher</em>, a Sr.ª Lagard: “As pessoas admitidas como membros de uma Loja devem ser homens de bem e leais, nascidos livres, de idade madura, circunspectos, nem servos, nem mulheres, nem homens sem moral, ou de conduta escandalosa, mas de boa reputação” (in James Anderson, <em>Constitutions de 1723</em>, artigo III). Convém lembrar, a propósito, que René Guénon e outros autores acusaram Anderson de haver feito desaparecer, voluntariamente, grande número de textos antigos. Os textos que mencionassem a presença de mulheres na Maçonaria Operativa, não poderiam estar entre esses?</p>
<p style="text-align:justify;">Com tudo isso, mesmo assim vieram a constituir-se Lojas Femininas, a chamada <em>Maçonaria de Adopção</em>, no século XVIII, divagando muitos autores recentes, como Oswald Wirth (<em>in</em> <em>Le rituel féminin</em>, revista <em>Le Symbolisme</em>, n.º 219, Julho de 1937), sobre o que se exerceria nessa Lojas de Adopção do Antigo Regime por volta de 1770, nos quais se encontravam “alguns rituais diferentes dos rituais masculinos, mas visivelmente criados para lembrar o seu carácter simbólico, misterioso e educador” (<em>in</em> Gaston-Martin, <em>Manuel d’histoire de la Franc-Maçonnerie française</em>, Paris, 1929).</p>
<p style="text-align:justify;">A criação da Maçonaria de Adopção deve-se a duas Preclaras Adeptas das mais insignes que o mundo já conheceu: <em>Serafina Feliciani</em><strong> </strong>e <em>Lorenza Feliciani</em>. A primeira, aparelhando com o seu divino Consorte, o <em>Conde de Cagliostro</em> (AKADIR), ambos vindos de LUXOR, no Egipto, para Lyon, na França, fundaram o RITO ANDRÓGINO ou COPTA, juntando 12 senhoras e 12 senhores num mesmo Templo e ao mesmo tempo. Dessa Loja “SABEDORIA TRIUNFANTE”, nascida da antiga “A SABEDORIA” (1786), a TEURGIA do Insigne Casal veio a inspirar a abertura masculina à <em>adopção</em><strong> </strong>de mulheres na Maçonaria.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/serafina1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2202" title="serafina[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/serafina1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Na retaguarda desse havia outro Casal cuja missão era juntar o Operático Teúrgico ao Entendimento Místico, antes, Teosófico: <em>Lorenza Feliciani</em> e o <em>Conde de Saint Germain</em> (LORENZO), provindos de KALEB, na Líbia, para Paris, na França, aí implantando a ROSACRUZ ANDRÓGINA.</p>
<p style="text-align:justify;">Ambos os Casais em breve estenderiam a sua influência a Portugal, sabendo-se da presença de Cagliostro e Serafina em Lisboa em 1787, instalados no Café Central da Rua de Remolares, ao Cais de Sodré, que albergava a Loja “Heréticos Mercadores”, epíteto malfazejo dado pela inquisição aos maçons protestantes britânicos e irlandeses da mesma, apodo mal-grato prontamente acolhido e espalhado pelo intendente Pina Manique através dos seus “cães de fila”, e que assim mesmo passou aos manuais da História da Maçonaria em Portugal, mas o seu verdadeiro nome oculto seria: Loja dos “MESTRES HERMÉTICOS”.</p>
<p style="text-align:justify;">Já Saint Germain, o Conde de Fénix (confundido com Cagliostro, o Conde de Lyon), esteve em Lisboa em 1788 e sabe-se ter estado ao largo de Setúbal, quiçá defronte à Serra da Arrábida, a bordo da fragata inglesa “FÉNIX” onde terá realizado várias “Iniciações Molhadas”, inclusive com a presença de senhoras, uma delas, possivelmente, a Marquesa de Alorna (ALCIPE).</p>
<p style="text-align:justify;">Natália Correia (in Programa <em>Mátria</em>, n.º 10, 1988, Arquivo da Radiotelevisão Portuguesa, Lisboa) informou que a Marquesa de Alorna havia fundado a <em>Sociedade da Rosa</em>, “uma Ordem Maçónica mista, em que os Irmãos eram os Cavaleiros da Rosa e as Irmãs as Ninfas da Rosa”, sublinhando que “o marido (da Marquesa), tal como o seu primo, o Conde de Lippe, eram Maçons”. De maneira que, ainda segundo Natália Correia, “a primeira mulher ligada em Portugal à Maçonaria não é a Viscondessa de Juromenha, D. Maria da Luz, iniciada na Loja <em>Virtude</em>, de Lisboa, em 1814, mas a Marquesa de Alorna, aliás apontada [...] por José Agostinho de Macedo como fundadora da <em>Maçonaria das Damas</em>” (<em>in</em> Jorge Morais, <em>Bocage Maçom</em>. Via Occidentalis Editora Lda., Lisboa, Fevereiro de 2007).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas será só em 1881 que levanta colunas em Lisboa a primeira Oficina maçónica feminina (uma “Loja de Adopção”, por ser constituída sob o patrocínio e no âmbito de uma Obediência masculina): a Loja “Filipa de Vilhena”, que trabalharia sucessivamente sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido, da Grande Loja dos Maçons Livres e Aceites de Portugal e da Grande Loja Departamental Fortaleza do Grande Oriente de Espanha (<em>in</em> Jorge Morais, <em>Com permissão de Sua Majestade</em>. Via Occidentalis Editora, Lda., Outubro de 2005). Em 1885 essa Loja do Rito de Adopção abateu colunas, ou seja, cessou a sua actividade.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1904 levantaram colunas em Lisboa, isto é, iniciaram actividade maçónica sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido, as Lojas do Rito de Adopção “Humanidade” e “Oito de Dezembro”, sendo na primeira dessas que será iniciada (em 1907) Adelaide Cabete (com o nome simbólico Louise Michel). Anos depois, em 1923, as Lojas Femininas do Rito de Adopção abandonam o Grande Oriente Lusitano e Adelaide Cabete, Venerável Mestra da Loja “Humanidade”, onde atingiu o 18.º Grau, pede e obtém filiação no movimento internacional da Maçonaria Mista, <em>Le Droit Humain</em>. Ao longo dos três anos seguintes, outras seis Lojas portuguesas (de Lisboa, Alcobaça, Portalegre e Beja) filiam-se no <em>Droit Humain</em>, constituindo uma Jurisdição Portuguesa presidida por Cabete (Adelaide de Jesus Damas Brazão Cabete, Alcáçova, Elvas, 25.1.1867 – Lisboa, 14.9.1935).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/tc3bamulo-de-adelaide-cabete-cemitc3a9rio-alto-de-s-joc3a3o.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2203" title="Túmulo de Adelaide Cabete - Cemitério Alto de S. João" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/tc3bamulo-de-adelaide-cabete-cemitc3a9rio-alto-de-s-joc3a3o.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Túmulo de Adelaide Cabete, Cemitério Alto de S. João, Lisboa</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1926, perseguida pela Ditadura Militar a Maçonaria Portuguesa passa à clandestinidade e a Jurisdição no País de <em>Le Droit Humain</em> cessa actividade, com as suas sete Lojas abatendo colunas. Só em 1980 tornaria a levantar colunas em Lisboa a Loja Mista “Humanidade”, logo reiniciando os contactos com o Movimento <em>Le Droit Humain</em>, “O Direito Humano”, que é a <em>Comaçonaria</em> ou Ordem Maçónica Mista Internacional fundada em França cerca de 1882 por Georges Martin, após a Loja “Les Libres Penseures”, do Rito Escocês Antigo e Aceite, ter iniciado uma mulher, Marie Deraismes, que ficaria como principal referência da moderna Iniciação Maçónica Feminina.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/fundadora-da-loja-direitos-humanos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2204" title="Fundadora-da-Loja-Direitos-Humanos" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/fundadora-da-loja-direitos-humanos.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente, em 27 de Março de 1996 é constituída a <em>Grande Loja Feminina de Portugal</em>, de obediência adogmática e cariz liberal. Embora não dispondo de Templo próprio, como informa Jorge Morais, algumas das suas Oficinas funcionam nas instalações e Templos do Grande Oriente Lusitano. Serão Grã-Mestras Maria Manuela Cruzeiro, Júlia Maranha, Maria Helena Carvalho dos Santos e Maria Belo. Essa Grande Loja nasceu da união de três outras Lojas: a Loja “Unidade e Mátria”, fundada em 1983 em Lisboa, a Loja “Lusitânia”, fundada em 1988 em Lisboa, e ainda a Loja “África”, também fundada em Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Novembro de 2009 fundou-se em Portugal a primeira Ordem Maçónica Feminina do <em>Rito Antigo e Primitivo Memphis-Misraim</em>. Denominada Loja “Ísis”, instalada em Lisboa, é composta exclusivamente por mulheres que praticam o Rito Egípcio, com forte intensidade esotérica.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/besant_annie_co-masonry_3rd_degree1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2205" title="besant_annie_co-masonry_3rd_degree[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/besant_annie_co-masonry_3rd_degree1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Annie Besant, Mestra Maçona na Comaçonaria</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Apesar da Franco-Maçonaria não possuir qualquer tipo de doutrina e tão-só um vasto corpo de simbologia que fica ao cuidado de cada um interpretar segundo as suas capacidades mentais, de acordo com a sua evolução interior, a verdade é que é esse mesmo simbolismo acaba sendo a prova cabal de ter havido originalmente uma doutrina velada por esse mesmo corpo simbológico, doutrina essa certamente iniciática do conhecimento de homens e mulheres alumiados pelo Espírito. É ao retorno a essa Luz que a Maçonaria deve encaminhar os seus afiliados, e isso só será possível quando se eliminarem de vez as escórias psicossociais de interesses políticos pelo poder temporal e onde os intervenientes, por mais destacados acaso podendo ser na hierarquia maçónica, não raro têm comportamento abaixo do mais mísero profano, e isto por duas razões que vão dar numa terceira: 1.ª) ignorarem ou esquecerem que Maçonaria é sobretudo um Colégio de Iniciação Espiritual, e para se ser Iniciado verdadeiro tem que ser-se verdadeiramente Espiritualista; 2.ª) colocarem as mulheres numa posição subalterna relativamente à hierarquia maçónica, mesmo as maçonas, e estas acabarem aceitando essa condição e adoptarem os mesmos vícios dos homens, tanto psicomentais, como só emocionais e físicos; 3.ª) por levarem a política ao interesse próprio e não da colectividade, por adoptarem a filosofia dialéctica invés da dialéctica da Teosofia, e assim se ficando, quase na generalidade, pela aceitação do simbolismo como elemento decorativo secularizado e assumido costume lúdico, tudo isso levando um Instituto Espiritualista a converte-se em “laico e materialista”, certamente para desgosto dos seus Augustos Antepassados, os <em>Superiores Incógnitos</em>, os Encobertos KADOSH dirigentes da marcha sublime da Evolução Humana.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/mosaic_pavement_b_and_j_altar_3_lts_animated1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-2206" title="Mosaic_Pavement_B_and_J_altar_3_lts_animated[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/mosaic_pavement_b_and_j_altar_3_lts_animated1.gif?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para terminar, passo a descrever o resumo do Ritual da Loja Mista <em>La Candeur</em> (“A Candura”) do Oriente de Paris, 1779, nos três Graus da <em>Maçonaria Azul</em>, ou sejam <em>Aprendiza</em>, <em>Companheira</em> e <em>Mestra</em>, e nos dois posteriores, <em>Mestra Perfeita</em> e <em>Eleita Escocesa</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Os Dignatários da Loja de Adopção, eram: um Grão-Mestre, uma Grã-Mestra; um Irmão 1.º Supervisor, uma Irmã Inspectora; um Irmão 2.º Supervisor, uma Irmã Depositária; um Irmão Orador; uma Irmã Tesoureira.</p>
<p style="text-align:justify;">Como disse, havia cinco Graus: a Aprendiz Maçona; a Companheira; a Mestra; a Mestra Perfeita e a Eleita Escocesa.</p>
<p style="text-align:justify;">A Loja do Grau de Aprendiza representa as quatro partes do Mundo: a Europa, a Ásia, a África e a América.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo senta-se na Ásia, tendo diante dele um altar. A Grande Inspectora está à sua direita; veste-se de branco. O Venerabilíssimo acrescenta às suas vestes ordinárias uma faixa azul, de cuja parte inferior pende um martelo na forma de T.</p>
<p style="text-align:justify;">Traz o chapéu na cabeça, segura uma espada com a mão esquerda e uma trolha com a mão direita. Sobre o altar encontra-se um vaso contendo pasta para pôr o selo da discrição, com a ajuda de uma trolha que deve estar dentro do vaso. À abertura da Loja, o Venerabilíssimo pergunta à Grande Inspectora:</p>
<p style="text-align:justify;">P. – Quais são os deveres de uma Perfeita Maçona?</p>
<p style="text-align:justify;">R. – Amar, socorrer, proteger e respeitar as suas Irmãs e Irmãos, sobretudo no infortúnio.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo diz: “Continuemos, portanto, a nos amar, proteger e socorrer-nos mutuamente em todas as ocasiões”.</p>
<p style="text-align:justify;">Bate cinco vezes, repetindo cinco vezes: <em>Eubolos</em> (do grego, Prudência)!</p>
<p style="text-align:justify;">A Loja está aberta.</p>
<p style="text-align:justify;">Para se receber uma mulher no Grau de Aprendiza, põe-se a recipiendária numa câmara escura. Uma Irmã, colocada junto dela, prepara-a para resistir com firmeza às terríveis provas por que vai passar. Em seguida, tira-lhe a liga da meia esquerda e põe no lugar uma outra de fita azul; tira-lhe a luva direita, arregaça-lhe a manga direita e cobre-lhe os olhos com uma venda.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim feito, a Irmã apresenta a recipiendária à porta do Templo, na qual bate cinco vezes.</p>
<p style="text-align:justify;">Após lhe perguntar o nome, a idade, a qualidade da postulante e se ninguém se opõe à sua admissão, o Venerabilíssimo diz então: “Levai-a à Câmara do Segredo e fazei-a passar pela prova da Serpente venenosa; em seguida, introduzi-a na Loja”.</p>
<p style="text-align:justify;">A recipiendária é conduzida à Câmara de onde foi retirada e na sua mão esquerda é colocada uma serpente figurada.</p>
<p style="text-align:justify;">Em seguida, a Irmã a reconduz à Loja e a entrega nas mãos do Grande Inspector, após haver batido na porta.</p>
<p style="text-align:justify;">O Inspector deixa a recipiendária no meio do Templo e vai colocar-se à esquerda do Venerabilíssimo, dizendo-lhe: “É a Senhora que deseja tornar-se Maçona”. Pergunta então o Venerabilíssimo: “É de vossa livre e espontânea vontade, Senhora?” Após a resposta da recipiendária, pergunta-lhe: “Reflectistes bem, antes de vos decidir a entrar para uma Ordem tão respeitável?” Após a resposta, pergunta ainda: “Não vos aconteceu algum dia acreditar que os Maçons estão sujeitos a vícios infames, contrários à virtude e à probidade?” Após a resposta, volta-se para o Irmão Inspector e diz-lhe: “Irmão Inspector, fazei a recipiendária passar sob a abóbada de aço; em seguida, levai-a a viajar do Norte ao Ocidente, fazendo-a passar <em>severamente</em> pela prova do fogo”. O Inspector leva-a a viajar três vezes do Norte ao Ocidente e duas vezes em torno de dois fogaréus sobre os quais manda pôr a mão; após, anuncia: “Ela viajou”, e a faz voltar-se para o lado de um esqueleto. O Venerabilíssimo diz então ao Grande Inspector: “Fazei-a ver todo o horror de seu estado”. A venda é retirada e imediatamente os dois Irmãos Terríveis agitam os seus archotes. O Venerabilíssimo ordena em seguida: “Deixai-a reflectir por um momento sobre o seu estado actual”. Um instante depois, adianta: “Fazei-a passar da morte para a vida, conduzindo-a à Estrela do Oriente com cinco passos”. Então os dois Irmãos Terríveis voltam-na num instante, e até bruscamente, na direcção do Oriente; o Inspector manda-a dar os cinco passos na direcção do Venerável, dizendo-lhe para prestar atenção ao que vai dizer a Grande Inspectora.</p>
<p style="text-align:justify;">Segue o discurso do Orador. – A recipiendária faz o seu juramento. Feito o juramento, o Venerabilíssimo transmite-lhe as palavras, sinais e toques.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso feito, o Venerabilíssimo abraça a recipiendária e diz-lhe: “Mudo a condição de <em>Senhora</em> para a condição de <em>Irmã</em>, apresentando-vos uma liga de meia na qual estão escritas as palavras <em>Silêncio</em>, <em>Virtude</em>”. Então a Grande Inspectora tira-lhe a que está usando e a substitui por esta. O Grande Inspector oferece-lhe, em seguida, as luvas e um avental brancos, como as suas vestes, dizendo-lhe: “Eu vos decoro com o avental de uma Ordem respeitável; o avental é duas vezes branco, para vos lembrar a candura que devem sempre apresentar um Maçom e uma Maçona”.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois disso, segue o beijo de associação de todos os Irmãos e Irmãs, com a palavra e o toque, passando, em seguida, a recipiendária ao clima da América, para ouvir a instrução que lhe é feita pelo Venerabilíssimo e a explicação do quadro colocado no meio do jardim.</p>
<p style="text-align:justify;">No Grau de Companheira, os Dignatários são os mesmos e ocupam os mesmos lugares. Sobre a mesa do Venerabilíssimo está uma maçã artificial dentro de uma caixa; ao lado dessa caixa está um prato com maçãs; do outro lado, um vaso cheio de massa.</p>
<p style="text-align:justify;">A Grande Inspectora conduz a candidata à Câmara de Reflexões, tira-lhe o brinco da orelha esquerda e diz-lhe: “Todo o Maçom deve desprezar os vãos ornamentos do mundo”. Cobre-lhe os olhos. Isto feito, a conduz novamente à porta da Loja, depois de haver batido cinco vezes, com batidas iguais.</p>
<p style="text-align:justify;">O Grande Inspector pergunta: “Quem bate e o que deseja?” A Grande Inspectora responde: “É uma Aprendiza que deseja ser recebida como Companheira”. Introduzida, a Grande Inspectora manda-a fazer cinco voltas em torno da mesa diante do Venerabilíssimo; em seguida, a conduz à parte inferior da Loja, onde a Inspectora põe-lhe uma cadeia nas duas mãos, passando-a por cima do pescoço.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo diz então: “Fazei-a ver a imagem da sedução e a origem do seu pecado, e conduzi-a, de seguida, ao Altar da Discrição”.</p>
<p style="text-align:justify;">Após um discurso, a Inspectora manda-a fazer o seu juramento, que é o mesmo do Grau de Aprendiza. Isto feito, apresenta-lhe uma maçã e ordena-lhe: “Mordei esta maçã sem atingir a semente que é o germe e a fonte de todos os nossos vícios”. Após esta cerimónia, aplica-lhe o selo da discrição, pondo-lhe massa na boca com uma trolha, com cinco pequenos toques, e diz-lhe: “Aplico-vos o selo da Maçonaria na boca para vos fazer lembrar de jamais a abrir para divulgar os nossos Santos Mistérios”. O Venerabilíssimo limpa, em seguida, a boca da recipiendária, abraça-a e transmite-lhe as palavras, sinais e toques. O Venerabilíssimo manda, em seguida, reconhecer e aplaudir a cerimónia.</p>
<p style="text-align:justify;">O dever das Companheiras é obedecer, escutar, trabalhar e se calar.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o terceiro Grau, a Loja é iluminada com treze luminárias: 7 ao Sul e 6 ao Norte.</p>
<p style="text-align:justify;">O Inspector, instalado como nos dois Graus precedentes, tem atrás dele uma mesa, em cima da qual está uma caixa que se abre com uma mola. Essa caixa contém um coração, sobre o qual está escrito: Silêncio e Virtude. Ao lado dessa caixa, estão um pequeno maço e um pequeno formão de Maçom. A decoração para as Mestras é uma faixa de seda azul brilhante, um manto atravessado do ombro esquerdo para a direita da cintura, de cuja parte inferior pende uma trolha de ouro ou de cobre dourado.</p>
<p style="text-align:justify;">Do mesmo modo que nos dois Graus anteriores, a recipiendária é retirada da Câmara de Reflexões, com um grande lenço no pescoço, símbolo da humildade. A Grande Inspectora introduz a candidata, depois de bater na porta e de ter respondido às perguntas feitas pelo Venerabilíssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">Introduzida no Templo, diz o Venerabilíssimo à Grande Inspectora: “Fazei ver à recipiendária o que deve encerrar a obra dos Maçons”. Os olhos da recipiendária são descobertos e, com cinco passos, é conduzida na direcção da mesa onde se encontra a caixa.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo pergunta-lhe: “É da vossa livre e espontânea vontade ser recebida como Mestra e persistis na guarda do mais absoluto silêncio sobre tudo o que virdes e ouvirdes?” Após a resposta, continua o Venerabilíssimo: “Mandai-a trabalhar, Irmão Grande Inspector”. Este lhe apresenta o formão e o maço, mandando-lhe bater cinco vezes; a caixa se abre. Diz o Grande Inspector ao Venerabilíssimo: “A Irmã trabalhou”. Pergunta o Venerabilíssimo: “Que produziu o trabalho?” Responde o Inspector: “Um coração que encerra <em>Silêncio e Virtude</em>”.</p>
<p style="text-align:justify;">Após o discurso do Orador, o Venerabilíssimo pergunta-lhe: “Persistis nos juramentos anteriores que haveis prestado diante de nós?” Após a resposta, o Grande Inspector a conduz ao pé do trono; ali, o Venerável recebe-a como Mestra, abraça-a e dá-lhe as palavras, os sinais e os toques que ela transmite ao Grande Inspector e à Grande Inspectora, que a abraçam e dão conta ao Venerabilíssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para encerrar os trabalhos, o Venerabilíssimo diz: “Meus Irmãos e minhas Irmãs, a Torre de Babel foi derrubada; a paz e a concórdia foram restabelecidas; ouvimos, obedecemos e trabalhamos; calamo-nos: a Loja de Mestra está encerrada”.</p>
<p style="text-align:justify;">No quarto Grau, o de Mestra Perfeita, o trono do Venerabilíssimo está entre duas colunas de cinco pés de altura, em ferro branco. As duas colunas são unidas por um arco-íris transparente.</p>
<p style="text-align:justify;">A coluna à direita do Mestre é cheia de orifícios na forma de estrelas, para deixar passar o brilho de uma luz que será colocada por detrás. Essa coluna representa aquela Coluna de Fogo que precedia os hebreus durante a noite, no êxodo pelo deserto.</p>
<p style="text-align:justify;">A coluna da esquerda não é furada e representa aquela que escondia a luz do dia aos egípcios.</p>
<p style="text-align:justify;">O altar do Venerabilíssimo deve estar colocado quase sob o arco-íris.</p>
<p style="text-align:justify;">A recipiendária está sozinha na Câmara de Preparação, onde o Irmão Introdutor a vai buscar e fazer-lhe algumas perguntas sobre os três Graus precedentes. Pergunta-lhe, em seguida, se deseja sinceramente chegar à Perfeição. Após a sua resposta, dirige-lhe uma prelecção apropriada. Feita essa exortação, o Irmão Introdutor deixa a recipiendária por alguns instantes, entregue às suas reflexões. Vai buscar na Loja um vaso de metal opaco, emborcado sobre um prato, encerrando dentro dele um pássaro vivo.</p>
<p style="text-align:justify;">De duas polegadas de espessura, o contorno do vaso é coberto de areia muito fina disposta da maneira mais uniforme possível. O Irmão Introdutor leva o conjunto nesse estado até à candidata, dizendo-lhe tratar-se de um depósito precioso, que lhe é confiado, com a proibição de tocá-lo sem ordem do Venerabilíssimo, a quem dentro em pouco será apresentada. A candidata é deixada durante algum tempo entregue a si mesma, para ver se será tentada a destampar o vaso. Se vier a fazê-lo, a areia se espalhará com o voo do pássaro. Então, sem qualquer consideração, o Venerabilíssimo faz-lhe graves reprimendas por sua leviandade, por sua indiscrição, por sua curiosidade e falta de palavra e acaba dizendo-lhe que estando, por esta vez, indigna da Perfeição, deverá lutar, por meio de novos trabalhos, para conquistar a felicidade de ser recebida como Perfeita; e, uma vez aberta a lousa de mesa, é condenada a uma pena pecuniária em favor dos pobres.</p>
<p style="text-align:justify;">Se, pelo contrário, a candidata não descobre o vaso e nada é desarrumado, o Irmão Introdutor anuncia-lhe que, pelo preço da sua discrição, irá receber o Grau de Mestra Perfeita. Mandará que tome prudentemente o prato que contém o vaso e, depois de lavar as mãos, conduz a recipiendária à porta da Loja, na qual bate cinco vezes.</p>
<p style="text-align:justify;">Procede-se, em seguida, à iniciação do Grau.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo faz as seguintes perguntas ao Inspector ou à Inspectora:</p>
<p style="text-align:justify;">P. – Irmão Inspector (ou Irmã Inspectora), que resultado obteve a Irmã &#8230;.. de seu trabalho?</p>
<p style="text-align:justify;">R. – Venerabilíssimo, no primeiro dia apliquei o formão para afastar e eliminar o ócio e todos os falsos preconceitos sobre a Maçonaria. No segundo dia, começou a fortalecer o meu trabalho e me fez conhecer a excelência de nossa Ordem. No terceiro dia, ensinou-me a arte dos Maçons Livres, isto é, de amar a honra e tornar doces e complacentes os corações mais duros e mais cruéis. No quarto dia, abriu-me o coração dos Maçons, que distribui os seus benefícios com todos os seus semelhantes e evita, como um dever, fazer críticas a qualquer dos seus Irmãos que se afaste dos verdadeiros princípios.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo ordena: “Irmão Inspector (ou Irmã Inspectora), trazei a recipiendária, que lhe darei a recompensa por seu trabalho”.</p>
<p style="text-align:justify;">O Venerabilíssimo dá-lhe então um par de meias de seda azul, nas quais estão bordados dois corações e as seguintes palavras partilham as duas meias:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>A Verdade nos uniu</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O Céu nos recompensa</em></p>
<p style="text-align:justify;">Passa-lhe também um pequeno martelo de ouro, com um anel que se abre e sobre o qual está escrito o segredo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em seguida, adorna a Irmã com uma estrela de cinco pontas, sobre as quais são colocadas estas cinco letras: D.C.V.P.L.; a estrela pende de uma faixa branca a tiracolo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o quinto Grau, o de Eleita Escocesa, a Loja deve estar atapetada em amarelo e ser iluminada por quatro luminárias, um livro do Evangelho está sobre o Altar do Respeitabilíssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">O avental é branco, com forro amarelo, e uma estrela bordada em prata acima do peito: a estrela está encerrada num quadrado.</p>
<p style="text-align:justify;">O Mestre da Loja toma o título de Respeitabilíssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para ser recebida, a candidata está só, entregue às suas reflexões durante um quarto de hora; em seguida, é conduzida, com os olhos cobertos, à porta da Loja, pela Grande Inspectora, que lhe retira a touca e lhe põe um grande lenço no pescoço.</p>
<p style="text-align:justify;">A Inspectora manda-a lavar as mãos e a testa e lhe prende os dois braços em torno do corpo com uma faixa amarela; em seguida, a conduz à porta da Loja, na qual bate duas vezes, e a entrega nas mãos do Inspector que veio recebê-la, que a faz descrever quatro voltas diante do Respeitabilíssimo e a um pé do quadrado da Loja. Começa então o interrogatório para saber se ela é realmente Maçona, e é dada a ordem para lhe ser retirada a venda dos olhos para que veja a luz.</p>
<p style="text-align:justify;">Imediatamente lhe é retirada a cobertura dos olhos; todos os Irmãos lhe apontam a espada ao coração e o Mestre diz-lhe: “Minha cara Irmã, todas estas espadas que vedes serão tantas armas contra vós, se algum dia vos tornardes perjura; mas serão, ao contrário, para a vossa defesa, se continuais a perseverar no bem”.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando a candidata acaba de prestar o seu juramento, o Respeitabilíssimo manda que se levante, retira-lhe a faixa que prendia os braços e diz: “Eu vos liberto dos grilhões do vício para vos conduzir pelos caminhos da virtude”.</p>
<p style="text-align:justify;">Ordena-lhe, em seguida, que vá abraçar todos os Irmãos e Irmãs, a começar pelos Oficiais, e depois venha ficar ao seu lado.</p>
<p style="text-align:justify;">De volta para junto do Respeitabilíssimo, ele diz-lhe: “Recebo-vos na Dignidade de Eleita Escocesa, pelo poder que esta Respeitável Loja me conferiu, depois de me haver julgado digno”. Ele abraça-a quatro vezes, adorna-a com o avental e as luvas e lhe transmite as palavras, sinal e toque.</p>
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<p style="text-align:justify;"><strong>OBRAS CONSULTADAS</strong></p>
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<p style="text-align:justify;">Vitor Manuel Adrião, <strong><em>Dogma e Ritual da Igreja e da Maçonaria</em></strong>. Editora Dinapress, Lisboa, 2002.</p>
<p style="text-align:justify;">Vitor Manuel Adrião, <strong><em>Lisboa Secreta – Capital do Quinto Império</em></strong>. Via Occidentalis Editora, Lda., Lisboa, Abril de 2007. Reedição da mesma obra em Lisboa, 2011, Bubok Publishing, S.L.</p>
<p style="text-align:justify;">J. Pinharanda Gomes, <strong><em>Génese e Percurso da Cartuxa de Évora</em></strong>. Separata de <strong><em>Eborensis</em></strong>, revista do Instituto Superior de Teologia de Évora, ano XV – 2002 – n.º 29.</p>
<p style="text-align:justify;">Jean Palou, <strong><em>A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática</em></strong>. Editora Pensamento, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">M. Gomes, <strong><em>Manual do Mestre-Maçom</em></strong>. Editora Aurora, Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Eleutério Nicolau da Conceição, <strong><em>A Maçonaria na História e no Mundo (Origens – Lutas – Actuação)</em></strong>. Madras Editora Ltda., São Paulo, 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">Jean-Pierre Bayard, <strong><em>A Espiritualidade da Maçonaria (Da Ordem Iniciática Tradicional às Obediências)</em></strong>. Madras Editora Ltda., São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Foster Bailey, <strong><em>L’Esprit de La Maçonnerie</em></strong>.<strong><em> </em></strong>Association Lucis Trust, Genève.</p>
<p style="text-align:justify;">Joaquim Gervásio de Figueiredo, <strong><em>Dicionário de Maçonaria</em></strong>. Editora Pensamento, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">M. Borges Grainha, <strong><em>História da Franco-Maçonaria em Portugal</em></strong>. Editora Vega, Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">A. H. de Oliveira Marques, <strong><em>Dicionário de Maçonaria Portuguesa</em></strong>, 2 vols. Editorial Delta, Lisboa, 1986.</p>
<p style="text-align:justify;">Jorge Morais, <strong><em>Com permissão de Sua Majestade</em></strong>. Via Occidentalis Editora, Lda., Lisboa, Outubro de 2005.</p>
<p style="text-align:justify;">Jorge Morais, <strong><em>Bocage Maçom</em></strong>. Via Occidentalis Editora, Lda., Lisboa, Fevereiro de 2007.</p>
<p style="text-align:justify;">Conde de Saint-Germain, <strong><em>A Santíssima Trinosofia</em></strong>. Comentários de Manly P. Hall. Editora Mercuryo Ltda., São Paulo, 2003.</p>
<p style="text-align:justify;">Dr. Marc Haven, <strong><em>Cagliostro – O Grande Mestre do Oculto</em></strong>. Madras Editora Ltda., São Paulo, 2005.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Ritual da Maçonaria Egípcia</em></strong>. Editora Pensamento, São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			<media:title type="html">lusophia</media:title>
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			<media:title type="html">Maçonaria Feminina</media:title>
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			<media:title type="html">200px-MrsAldworth[1]</media:title>
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			<media:title type="html">shekinah[1]</media:title>
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			<media:title type="html">Sete Mães</media:title>
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			<media:title type="html">foto 10[8][1]</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem0062[1]</media:title>
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			<media:title type="html">serafina[1]</media:title>
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			<media:title type="html">Túmulo de Adelaide Cabete - Cemitério Alto de S. João</media:title>
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			<media:title type="html">Fundadora-da-Loja-Direitos-Humanos</media:title>
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			<media:title type="html">besant_annie_co-masonry_3rd_degree[1]</media:title>
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			<media:title type="html">Mosaic_Pavement_B_and_J_altar_3_lts_animated[1]</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Amor Transcendental em Sintra (Visita de estudo) &#8211; Por Lusophia</title>
		<link>http://lusophia.wordpress.com/2012/01/15/amor-transcendental-em-sintra-visita-de-estudo-por-lusophia/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 18:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No próximo dia 12 de Fevereiro (domingo), com início às 14 horas, a Superstitio realizará em Sintra uma visita de estudo subordinada ao tema: Amor Transcendental em Sintra A Serra de Sintra é conhecida como o lugar mais romântico de Portugal e onde se fomentou com maior intensidade o culto do Romantismo que alastrou ao resto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2173&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/sat1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2189" title="SAT" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/sat1.jpg?w=500&#038;h=649" alt="" width="500" height="649" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">No próximo dia 12 de Fevereiro (domingo), com início às 14 horas, a <em>Superstitio</em> realizará em Sintra uma visita de estudo subordinada ao tema:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Amor Transcendental em Sintra</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A Serra de Sintra é conhecida como o lugar mais romântico de Portugal e onde se fomentou com maior intensidade o culto do Romantismo que alastrou ao resto do País. Esta será uma formação dada “in loco” pelo Professor Vitor Manuel Adrião, que tem dedicado grande parte da sua vida a estudar a História, as lendas e a espiritualidade de Sintra, tendo escritos e editados vários livros e artigos sobre o tema.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta visita será abordada a simbologia oculta do Amor, que se apresenta por vezes com ícones profanos mas que tem um significado mais profundo e religioso, inclusive heterodoxo nas suas multivariadas fórmulas e formas contidas no descrimino nominativo <em>espiritualidade</em> ou, tão-só, <em>espiritual</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"> Sintra e o Amor. <em>In amor mortalis  ad  amor divinus</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Amor mortal: o Romantismo, vícios e virtudes na arte e na sociedade. Paixão plutónica e neptuniana.</p>
<p style="text-align:justify;">Amor divino: o Misticismo, o Amor Platónico e a Sexualidade Transcendente. Amor venusiano e uraniano.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Locus Amoenus et locus horrendus</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Do homem natural ao homem artificial. Amor sagrado e amor profano no cenário privilegiado da Serra de Eleição da Arcádia ou Tebaida dos Deuses enamorados dos homens: Sintra.</p>
<p style="text-align:justify;">Enamorados reais e lugares de culto ao Amor em Sintra, desde Al-Xintari até D. João de Castro, D. Fernando II e a Condessa d´Edla até António Augusto Carvalho Monteiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/hexaskles.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2175" title="Hexaskles" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/hexaskles.jpg?w=101&#038;h=101" alt="" width="101" height="101" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O ponto de encontro é às 14 horas no Ramalhão de Sintra, devendo-se estacionar perto das Bombas da BP que estão na rotunda à entrada de Sintra.</p>
<p style="text-align:justify;">Visita ao Túmulo dos Dois Irmãos, e em seguida ao Parque da Pena, terminando no Chalet da Condessa d’Edla.</p>
<p style="text-align:justify;">O preço da visita é 20€ já incluindo o preço dos bilhetes de ingresso no Parque e no Chalet.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/cartc3a3o13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2186" title="Cartão1" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/cartc3a3o13.jpg?w=500&#038;h=285" alt="" width="500" height="285" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para mais informações mais detalhadas sobre preços, horários ou outros assuntos afins, contactar <em>Raquel Rita</em> através dos seguintes contactos:</p>
<p style="text-align:justify;"> <em>Superstitio, Lda.</em></p>
<p>Investigação / Formação / Artesanato / Eventos / Interpretação</p>
<p><a href="mailto:Geral@superstitio.pt">Geral@superstitio.pt</a></p>
<p><a href="mailto:roteirosreligiosos@gmail.com" target="_blank">roteirosreligiosos@gmail.com</a></p>
<p>Telefone – 9 3 6 4 9 4 1 2 3<img class="aligncenter" title="Hexaskles" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/hexaskles.jpg?w=108&#038;h=101" alt="" width="108" height="101" /></p>
<p style="text-align:justify;"> Todas as actividades da <em>Superstitio</em> são feitas segundo o rigor histórico e académico, com o objectivo de desmistificar falsos conceitos sobre religião e espiritualidade e enquadrá-los nos seus pressupostos e propostos originais. Estas actividades são sempre organizadas por equipa qualificada e credenciada para o efeito, abrindo “janelas de possibilidades” sem propor e tampouco impor ideologias de espécie alguma. Para permitir qualidade e isenção de ideologias e perspectivas religiosas e espiritualistas, todas as actividades são supervisionadas e autorizadas pelo Núcleo de Investigação de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" title="Hexaskles" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/hexaskles.jpg?w=108&#038;h=101" alt="" width="108" height="101" /></p>
<p style="text-align:justify;">A <em>Superstitio</em> em colaboração com o curso Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, apresenta a seguinte programação para Fevereiro:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/superstitio-fevereiro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2176" title="Superstitio Fevereiro" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/superstitio-fevereiro.jpg?w=500&#038;h=680" alt="" width="500" height="680" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Alguns destes eventos têm inscrições limitadas, pelo que solicitamos a confirmação antecipada de quem quiser participar neles. <em>Superstitio</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lusophia.wordpress.com/2173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lusophia.wordpress.com/2173/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2173&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">lusophia</media:title>
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			<media:title type="html">SAT</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">Hexaskles</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/cartc3a3o13.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Cartão1</media:title>
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			<media:title type="html">Hexaskles</media:title>
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			<media:title type="html">Hexaskles</media:title>
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		<media:content url="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/superstitio-fevereiro.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Superstitio Fevereiro</media:title>
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	</item>
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		<title>Visita de estudo e lançamento de livro sobre Lisboa Secreta (Capital do Quinto Império) &#8211; Por Lusophia</title>
		<link>http://lusophia.wordpress.com/2012/01/09/visita-de-estudo-e-lancamento-de-livro-sobre-lisboa-secreta-capital-do-quinto-imperio-por-lusophia/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[VISITA DE ESTUDO À LISBOA DO &#8220;QUINTO IMPÉRIO&#8221; Os monumentos da &#8220;translatio imperii&#8221;, os símbolos do V Império, os testemunhos intencionais da &#8220;fácies&#8221; oculta de Lisboa. Uma viagem apaixonante a não perder, guiada pelo Prof. Vitor Manuel Adrião e organizada pela Associação Portuguesa Amigos dos Castelos, pelos segredos da &#8221;outra&#8221; capital alfacinha donde sobressaem a Promessa de Advento e de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2164&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><strong><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/lisboa-secreta-2011_capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2165" title="LISBOA SECRETA (2011)_capa" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/lisboa-secreta-2011_capa.jpg?w=500&#038;h=723" alt="" width="500" height="723" /></a></strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>VISITA DE ESTUDO À LISBOA DO &#8220;QUINTO IMPÉRIO&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;">Os monumentos da &#8220;translatio imperii&#8221;, os símbolos do V Império, os testemunhos intencionais da &#8220;fácies&#8221; oculta de Lisboa. Uma viagem apaixonante a não perder, guiada pelo <strong>Prof. Vitor Manuel Adrião </strong>e organizada pela <strong>Associação Portuguesa Amigos dos Castelos,</strong> pelos segredos da &#8221;outra&#8221; capital alfacinha donde sobressaem a Promessa de Advento e de Concórdia Universal dispondo a Raça dos Lusos à cabeça do Mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">A mítica em torno do V Império tem entusiasmado gerações que têm buscado respostas para o devir histórico. Propomos uma visita pelas facetas mais desconhecidas da cidade de Lisboa, ligada com um passado simbólico que necessita de ser estudado e conhecido. Esta visita, orientada pelo <strong>Prof. Vitor Manuel Adrião, </strong>antecede o lançamento do livro <em><strong>Lisboa Secreta (Capital do V Império)</strong>,</em> do mesmo autor.</p>
<p style="text-align:justify;">DATA:</p>
<p style="text-align:justify;">21 de Janeiro (sábado, com início às 10 horas da manhã) de 2012</p>
<p style="text-align:justify;">ORGANIZAÇÃO DA VISITA, CONTACTOS E INSCRIÇÕES:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Associação Portuguesa Amigos dos Castelos</em></p>
<p style="text-align:justify;">Rua Barros Queirós, 20, 2.º, Lisboa</p>
<p style="text-align:justify;">Telefone:</p>
<p style="text-align:justify;">218 885 381</p>
<h3 align="left"><a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=associa%C3%A7%C3%A3o%20portuguesa%20dos%20amigos%20dos%20castelos%20-%20lisboa%20do%20v%20imp%C3%A9rio&amp;source=web&amp;cd=3&amp;ved=0CCsQFjAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.amigosdoscastelos.org.pt%2Ftabid%2F78%2Flanguage%2Fpt-PT%2Fdefault.aspx&amp;ei=yhgLT5fLI8fh8APsgvW_AQ&amp;usg=AFQjCNFWL9uhIUftbpRsCZVFTVlhhXNGlQ"><em>Amigos dos Castelos</em> // Programação Trimestral</a></h3>
<p><cite>www.<strong>amigosdoscastelos</strong>.org.pt/tabid/78/language/pt&#8230;/default.aspx</cite><a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:nVji5C0JdscJ:www.amigosdoscastelos.org.pt/tabid/78/language/pt-PT/default.aspx+associa%C3%A7%C3%A3o+portuguesa+dos+amigos+dos+castelos+-+Lisboa+do+V+Imp%C3%A9rio&amp;cd=3&amp;hl=pt-PT&amp;ct=clnk&amp;gl=pt">Em cache</a></p>
<p>Visitar duas exposições no Museu Nacional de Arte Antiga, em <em>Lisboa</em>. <strong>&#8230;</strong> Visita a <em>Lisboa</em>, num percurso pedestre, percorrendo a mítica do <em>V Império</em>. <strong>&#8230;</strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em><strong><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/lisboa-secreta-2011_contracapa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2166" title="LISBOA SECRETA (2011)_contracapa" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/lisboa-secreta-2011_contracapa.jpg?w=500&#038;h=723" alt="" width="500" height="723" /></a></strong></em></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em><strong>LANÇAMENTO DO LIVRO &#8220;LISBOA SECRETA (CAPITAL DO QUINTO IMPÉRIO)&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Lançamento, na <strong>Associação Portuguesa Amigos dos Castelos</strong>, do livro <strong><em>Lisboa Secreta (Capital do V Império)</em></strong>, da autoria de <strong>Vitor Manuel Adrião</strong>.  A origem histórica e mítica, as gentes e os monumentos, as crenças e os segredos, os mistérios e as revelações, a evolução da cidade rumo ao cumprimento da Utopia feita V Império, promessa de Advento repetida de Bandarra a Fernando Pessoa, esta obra descreve detalhadamente a História não-contada da Capital de Portugal &#8211; a Lisboa Secreta.</p>
<p style="text-align:justify;">DATA, HORÁRIO E LOCAL:</p>
<p style="text-align:justify;">Dia <strong>23 de Janeiro</strong> (2.ª-feira) de 2012, com inicio às <strong>17.30 horas </strong>no Secretariado da Associação Portuguesa Amigos dos Castelos, Rua Barros Queirós, 20, 2º, em Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Entrada livre</strong>.</p>
<p style="text-align:center;" align="center"><em><strong>LISBOA SECRETA (CAPITAL DO QUINTO IMPÉRIO)</strong></em></p>
<p style="text-align:center;" align="center">ÍNDICE</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO I &#8211; POVOADORES PRIMITIVOS</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO II &#8211; EVOLUÇÃO TOPONÍMICA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO III &#8211; O TEJO SAGRADO</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO IV &#8211; AS SETE COLINAS</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO V &#8211; O BRASÃO OLISIPONENSE</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO VI &#8211; LISBOA ANDRÓGINA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO VII &#8211; 1755: A IRA DIVINA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO VIII &#8211; LISBOA RESTAURADA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO IX &#8211; LISBOA DESVELADA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO X &#8211; DESVENDANDO A SIMBOLOGIA OCULTA DE LISBOA (I)</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO XI &#8211; DESVENDANDO A SIMBOLOGIA OCULTA DE LISBOA (II)</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO XII &#8211; JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO XIII &#8211; LISBOA DO QUINTO IMPÉRIO</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO XIV &#8211; O MISTÉRIO DA LISBOA SUBTERRÂNEA</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">CAPÍTULO XV &#8211; O SEGREDO DA ESTÁTUA DE D. JOSÉ I</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Obra com 200 páginas profusamente ilustradas</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Editora: <strong>Bubok Publishing, S.L.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lusophia.wordpress.com/2164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lusophia.wordpress.com/2164/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2164&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">lusophia</media:title>
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			<media:title type="html">LISBOA SECRETA (2011)_capa</media:title>
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			<media:title type="html">LISBOA SECRETA (2011)_contracapa</media:title>
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		<title>Ex Occidens Lux! (Do coração à cabeça da Europa) &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
		<link>http://lusophia.wordpress.com/2012/01/03/ex-occidens-lux-do-coracao-a-cabeca-da-europa-por-vitor-manuel-adriao/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 13:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A “RAÇA REAL” DOS CAPETOS A frase célebre da “França ser a filha predilecta da Igreja” merece explicação e apuração, e tal recambia para o plano do mito sagrado onde lendas, profecias e factos estranhos se cruzam em torno da dinastia Capeto cuja origem se atribui ao próprio Espírito Santo na pessoa do rei Clovis [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2134&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/st_george_franchecomte1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2135" title="st_george_franchecomte[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/st_george_franchecomte1.jpg?w=500&#038;h=491" alt="" width="500" height="491" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A “RAÇA REAL” DOS CAPETOS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A frase célebre da “França ser a filha predilecta da Igreja” merece explicação e apuração, e tal recambia para o plano do mito sagrado onde lendas, profecias e factos estranhos se cruzam em torno da dinastia <em>Capeto</em> cuja origem se atribui ao próprio Espírito Santo na pessoa do rei Clovis I (c. 466 – 27.11.511).</p>
<p style="text-align:justify;">A realeza franca, durante o reinado de Clovis, foi chamada a jogar um jogo capital e providencial na história da Igreja Católica. No final do ano 400 os imperadores romanos, estabelecidos doravante em Constantinopla, eram arianos e apoiantes de outros cultos contrários ao catolicismo. O arianismo dominava entre os povos germânicos. (godos, vândalos, burgondes, etc.). Mas no ano 496 e por estímulo da sua esposa Clotilde, Clovis converteu-se ao catolicismo, levando os seus súbditos, os francos salianos, a imitá-lo, abandonando as crenças arianas e convertendo-se à fé católica livre de todas as heresias. Isto aconteceu após a miraculosa vitória militar de Tolbiac, onde os alamanos foram derrotados pelos francos, sucesso que o arcebispo Saint-Remy previra antes a Clovis. Este fez-se baptizar por aquele em Reims, e no momento da consagração Saint-Remy profetizou que a “raça real” dos francos estaria destinada a reinar até ao final dos séculos para defesa dos pobres e dos humildes e, igualmente, para defesa e exaltação da santa Igreja e da verdadeira Fé.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta “raça real” dos francos é descendente da linhagem do rei Marcomir e do seu filho Faramundo, no século IV, donde saíram dois ramos: o dos reis francos salianos (<em>francs sur la Saale</em>, porque <em>la Saale</em> da Francónia é um rio afluente do Main), chamados também merovíngios; o dos reis francos ripuários (naturais do Rhin e do Weser), dos quais sairia Hugo Capeto (938 – 24.10.996) que no ano 987 tornar-se-ia rei de França, firmando assim a família e linhagem Capeto dos reis de França, como séculos antes Saint-Remy profetizara a Clovis que foi quem uniu a família franca, salianos e ripuários.</p>
<p style="text-align:justify;">A lenda conta que no momento do seu baptismo uma Pomba desceu do céu e pousou na cabeça do rei Clovis, facto que de imediato interpretado como o reconhecimento pela Divindade da descendência de Clovis, assim sagrada nesse momento do baptismo, sacramento tradicionalmente associado ao Espírito Santo. Com efeito, desde o momento desse baptismo que os reis francos receberam uma missão divina com promessas sobrenaturais transmitidos pelo arcebispo de Reims e que fizeram destes ilustres reis “os filhos primogénitos da Igreja”.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/clovis-i1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2137" title="Clovis I" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/clovis-i1.jpg?w=205&#038;h=300" alt="" width="205" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Clóvis I</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"> É necessário precisar: essa missão foi dada essencialmente à “raça real” e não à França, esta o centro da acção sócio-espiritual da real depositária de tal missão: a de propagar a Palavra de Deus e estabelecer a Paz Franca ou “Livre” que alastraria ao resto do mundo. Os reis francos, “reis cristianíssimos” defensores ardentes da Fé, mostraram-se sempre dignos dessa missão de investidura romana mas de acção franca, onde a França se assumia “coração iluminado da Europa”, desde Pepino o Breve e Carlos Magno até São Luís (Luís IX), que patenteou a imagem perfeita de um chefe cristão ao serviço da Justiça e da Paz, tendo se apelidado a si mesmo “o sargento de Deus”. Depois, Luís XI e Luís XIII consagraram o reino à Muito Santa Virgem Maria e proclamaram a Sua soberania sobre a França.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa missão espiritual dos reis franceses seria travada dramaticamente no século XIV com o holocausto perpetrado sobre a Ordem dos Templários pelo rei Filipe Capeto, o Belo, com o beneplácito do papa Clemente V, facto deplorável manchando a linhagem Capeto e que exigia uma purificação que o tempo havia de trazer. Essa purificação registou-se no século XVIII com a Revolução Francesa e a família real presa na antiga Casa do Templo, transformada em Bastilha, antes de ser entregue aos carrascos. Purificação, ainda, levada a efeito pelo purgatório que foi a vida do Delfim Luís Carlos Capeto (rei Luís XVII que nunca o foi), pressuposto sobrevivente da Bastilha donde foi resgatado em segredo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por a linhagem Capeto estar incumbida de missão divina decepada nas guilhotinas do Terror, logo Luís Carlos Capeto, após desaparecer, seria aclamado a figuração do Grande Monarca Universal que no final dos tempos haveria de regressar para restaurar a monarquia divina francesa e restaurar a Igreja Universal na França, a sua “filha predilecta”, aclamando São João e o Divino Espírito Santo onde o Delfim (destinado a reaparecer) faria as vezes do dito Monarca Universal ou <em>Melkitsedek</em>, “Rei do Mundo”, este o <em>Metraton</em> ou “Intermediário” entre a Divindade e a Humanidade, que é também prerrogativa do Arcanjo São Miguel (<em>Mikael</em> ou <em>Mirrail</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">A França rural, a Bretanha e a Vandeia, canta <em>la chanson du Dalphin</em> em 1795, altura em que se edita uma gravura com o seu rosto e um “Coração de Jesus” acorrentado; o povo retrata-o jovem em pinturas simbólicas sobre um delfim empunhando a bandeira do Império Divino da “raça real”, identificando-o ao próprio Espírito Santo na pessoa de Cristo, que é quem haverá de “lavar a França dos seus pecados”; ao mesmo tempo, aparecem profecias francesas mencionando o “sang de la Cape”, isto é, o ramo esquecido da linhagem dos Capetos que em segredo teria sobrevivido fora da França, e nisto a própria palavra <em>capeto</em> ia ao encontro de “encoberto” sob o <em>capote</em>, que tanto resguardava da chuva como escondia a identidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Diz-se que Luís Carlos Capeto foi levado para Portugal (e que a própria duquesa de Angoulême sabia disso, tendo depois enviado ao Delfim o colar de diamantes de sua mãe Maria Antonieta, o mesmo do caso “caso do colar” envolvendo Cagliostro, cuja última proprietária no século XX foi uma senhora elvense da família Barahona, não se sabendo mais nada mas desconfiando-se muito que esse colar está hoje na posse da família Capeto portuguesa), tendo passado primeiro pela povoação de Bretanha na Ilha de São Miguel, Açores, e depois, em solo continental, se relacionado com um sapateiro de Elvas, Alentejo, que o acolheu. Essa é uma maneira encapotada para designar um <em>grau profético</em> ou <em>bandárrico</em> (vulgo, “sapateiro” ou que trabalha na <em>tripeça</em>, símbolo da interpretação profética relativa ao passado, presente e futuro assinalado no calçado ou caminhar seguro no entendimento de qualquer dos tempos, isto é, “com os pés defendidos ou calçados”) da <em>Ordem dos Cavaleiros do Espírito Santo</em>, facção da <em>Ordem de Malta</em> (que patrocinou a fuga do Infante) e com forte sabor maçónico, talvez relacionada a essa corrente gnóstica francesa na altura chamada <em>Sagrado Coração – Grande Ocidente</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/pintura-do-delfim-luc3ads-xvii.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2138" title="pintura do Delfim Luís XVII" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/pintura-do-delfim-luc3ads-xvii.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ora o <em>Grande Ocidente</em> do continente europeu é a <em>Lusitânia</em>, ou “Lugar da Luz” (Mental), e o <em>Sagrado Coração</em> do mesmo é precisamente a França, cujo Restaurador da mesma haverá de sair de Portugal e que os franceses reconhecem como o <em>Grande Monarca</em>. Mas este o é de toda a Terra, não só de um ou dois países, na qual iniciará a Idade ou Reinado do Espírito Santo, tanto valendo por Milénio de São João, a Parúsia, a Era do Aquário, etc. Associando a pessoa do Delfim Capeto ao Grande Monarca tem-se este como o Rei do Mundo abrindo o Ciclo do Grande Ocidente tendo à cabeça, física e simbolicamente, uma <em>dinastia eleita</em> ou a <em>elite </em>(humana e espiritual) descendente dos “reis cristianíssimos”, que tanto eram os de <em>Borgonha </em>(Portugal) como de <em>Capeto</em> (França), entremesclados e materializando o sonho maior da fundação do <em>Soberano Império do Espírito Santo</em> sobre a Terra, no qual, rezam as profecias, reinará a Concórdia Universal.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa ideia do Delfim francês sair de Portugal para reinar sobre a França e o Mundo inteiro, parece ter sido antecipada por Nostradamus que assim profetiza (<em>Centúria III, XXXV</em>):</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Do mais fundo do Ocidente da Europa,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>De pobres gentes um Menino nascerá,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Que por sua língua seduzirá grande grupo,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Sua fama no reino d´Oriente mais crescerá.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O MISTÉRIO DO DELFIM LUÍS XVII</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Desde a pressuposta morte do Delfim Luís Carlos Capeto, herdeiro do trono de França como Luís XVII, na Bastilha de Paris, na data incerta de 1794 ou 1795, têm surgido esporadicamente na cena francesa personagens obscuros afirmando-se serem o próprio Delfim de França que terá escapado da prisão vindo reivindicar a coroa real para si. É grande a lista dos candidatos, mas também é facto que todos eles acabaram desmascarados como falsos Delfins.</p>
<p style="text-align:justify;">O mito da sobrevivência do Delfim de França parece ter esboroado no dia 20 de Abril de 2000, com a revelação dos resultados do exame de ADN a um fragmento de menos de um grama do coração dissecado da criança que morreu na Bastilha, conservado numa urna na cripta da família real na Basílica de Saint-Denis, sendo comparada a sua assinatura genética com uma mecha autenticada dos cabelos de Maria Antonieta, mãe do Delfim, e para maior segurança comparou-se esses resultados com os obtidos em duas irmãs dessa rainha e em dois membros actuais dessa família: todos os dados concordaram entre si, confirmando tratar-se do próprio Luís Carlos Capeto de Bourbon.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas esse exame médico-legal não pode ser considerado conclusivo. Isto porque na investigação histórica, que assenta frequentemente na pesquisa em descendentes da pessoa que se pretende identificar, o ADN <em>mitocondrial</em> apesar de conter as sequências fáceis transmitidas de uma geração a outra quase não sofrendo mutações, contudo nunca se misturam com os genes do pai. No caso da identificação do Delfim de França, o teste de ADN revela-o inquestionavelmente como filho de Maria Antonieta, mas nada diz da paternidade do menino, lendo-se no relatório: “Este ADN nunca se mistura aos genes do pai”. Donde se conclui <em>desconhecer se Luís XVI era realmente o pai do menino morto na Bastilha</em>, assim continuando de pé, com toda a legitimidade das dúvidas não esclarecidas, a tese de <em>Maria Antonieta</em>, universalmente famosa pelas suas frivolidades sexuais, ser <em>mãe de filho de pai incógnito</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/luc3ads-xvii-na-prisc3a3o-desenho-dos-finais-do-sc3a9culo-xviii1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2140" title="Luís XVII na prisão - desenho dos finais do século XVIII" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/luc3ads-xvii-na-prisc3a3o-desenho-dos-finais-do-sc3a9culo-xviii1.jpg?w=210&#038;h=300" alt="" width="210" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Retrato do Delfim Luís XVII feito quando estava preso na Bastilha</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Fica provado à saciedade que na Bastilha morreu um filho de Maria Antonieta, e fica improvada à saciedade que o filho legítimo de Maria Antonieta e Luís XVI foi quem realmente morreu na prisão. Assim, a história volta ao início e o mistério mantém-se…</p>
<p style="text-align:justify;">O enigma densifica-se ainda mais ao saber-se que o pressuposto túmulo de Luís XVII, no cemitério de Saint-Marguerite, assinalado com as iniciais do futuro rei e a data do seu nascimento e morte (1785-1795), por essa conta só tendo vivido 10 tenros anos, após ter sido exumado viu-se que no lugar da infeliz criança está o corpo de um adolescente desconhecido, falecido entre os 15 e os 18 anos de idade.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/127.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2141" title="127" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/127.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Túmulo exumado de Luís XVII (Cemitério de Saint-Marguerite, Paris)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Igualmente mantêm-se indesmentíveis as inúmeras profecias antes e após a pressuposta “sobrevivência e fuga do Delfim”, como essa de São Cesário (470-542) vaticinando sobre a Revolução Francesa: “Os Capetíngeos tremem, ignominiosamente traídos, e a criança predestinada é impelida ao exílio por uma soldadesca furiosa”… Ou então essa de Miguel de Nostradamus na sua <em>Epístola a Henrique o Invencível</em>, referindo-se à Revolução Francesa e ao Delfim filho de Maria Antonieta: “E haverão dois, um que não teve o mesmo pai”…</p>
<p style="text-align:justify;">Essa frase enigmática de Nostradamus veio a ser clarificada no livro manuscrito sobre a vida do chamado <em>Delfim de Évora</em>, redigido no início do século XX por um português, o falecido professor José Cerqueira Moreirinhas. Segundo este autor, o Delfim teria sido arrancado secretamente do cárcere no dia 19 de Janeiro de 1794, escondido sob a roupa suja num grande cesto de verga e posta no seu lugar uma criança doente, raquítica, transportada para ali da Escola de Cirurgia de Paris e introduzida na cela dentro de um cavalo de papelão. Se assim foi, e ante as provas médicas recentes, deduz-se que possivelmente seria um desses deserdados da sorte abandonados pela mãe, a própria rainha Maria Antonieta, aos infortúnios do mundo, e como talvez fosse parecido com o Delfim ninguém deu pela troca feita em segredo.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda segundo o professor José Moreirinhas, poucos, excepto o carcereiro Simon (sapateiro de ofício) e sua mulher, Marie Jeanne Aladame, conheciam de perto o infante. Talvez por isso escassos tenham dado pela troca. Enquanto Simon distribuía rodadas de vinho aos seus colegas carcereiros e restante guarnição, embriagando-os, a sua mulher carregava discretamente o cesto de verga para uma carroça fora dos muros da prisão, conduzida por um indivíduo misterioso de nome <em>Ojardias</em> (nome esquisito mais parecendo o anagrama português de <em>Jaro</em> ou <em>Jairo Dias</em>). Depois os três desaparecem na noite, sem deixar rasto, abandonando para sempre a tormenta de França e dando começo ao mistério do desaparecimento do Delfim. Esta história recambolesca viria a ser contada pela própria Marie Aladame na primeira pessoa, abonada por pessoas da maior credibilidade, dentre as quais quatro freiras da Congregação de S. Vicente de Paula, em Paris, que conviveram com ela de 1810 a 1819, quando já professava o internato religioso. Essas quatro freiras atestaram o seu depoimento por escrito, e a mulher do sapateiro forçado a carcereiro, Simon, repetiu a história da evasão do filho de Maria Antonieta à própria irmã do pequeno evadido, a duquesa de Angoulême, que a visitou no mais rigoroso sigilo.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a narrativa, Luís Carlos Capeto foi levado para Portugal, precisamente para a região alentejana de Fronteira, onde mais tarde casaria com uma senhora espanhola de apelido Vasconcelos, cuja união deu descendência originando a muito pequena e fechada família dos <em>Capetos</em>, ainda hoje residindo principalmente em Fronteira e Borba, no Alentejo, que foram antigos domínios da Ordem de São João de Malta, de quem se diz ter sido a própria a arquitectar a fuga do Delfim de França tendo como principal implicado o seu próprio Grão-Mestre na época, Emmanuel de Rohan-Polduc (1775-1797).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/emmanuel_de_rohan-polduc.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2142" title="Emmanuel_de_Rohan-Polduc" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/emmanuel_de_rohan-polduc.jpg?w=500&#038;h=622" alt="" width="500" height="622" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Emmanuel de Rohan-Polduc (1775-1797), Grão-Mestre da Ordem de Malta</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Professor Henrique José de Souza também abordou o assunto no seu <em>Livro do Graal</em> (Carta-Revelação de 1.4.1950), dizendo: “Os jornais vêm falando ultimamente da descendência de Pio XII ser directamente de Luís XVII, aquele infeliz Delfim que foi ter às mãos do sapateiro <em>Simon</em>, como eu mesmo apontei o referido «sapateiro» e as suas tendências para essa arte… No artigo em relação a Pio XII e o seu parentesco com o Delfim, que era filho de Maria Antonieta… mas não o era de Luís XVI… fala-se em <em>Nostradamus</em>, interpretando passagens ligadas ao mesmo caso”.</p>
<p style="text-align:justify;">Nunca houve ramos familiares dos <em>Capetos</em> em Portugal senão no início do século XIX, quando apareceram subitamente no país sem terem antepassados nele. Nessa ocasião surgiu em Fronteira um senhor chamado <em>Copetto</em>, mas esse senhor <em>Copetto</em> era filho de ninguém!&#8230; Embora na altura os registos de nascimentos fossem muito minuciosos, inserindo a ascendência até aos avós, todavia neste caso nada consta sobre os seus antepassados. Os filhos desse senhor <em>Copetto </em>passaram a chamar-se <em>Capeto</em>, sendo interessante o facto de coincidir com as Invasões Francesas a Portugal o uso do nome <em>Copetto</em>, como se tais pessoas pretendessem esconder algo perigoso para as suas vidas, passando a chamar-se <em>Capeto</em> logo que o perigo passou.</p>
<p style="text-align:justify;">Por certo, os antepassados dos <em>Capetos</em> portugueses serão os <em>Capet</em> da linhagem real francesa. Essa família alentejana aparecida subitamente em Portugal, em Fronteira (Alto Alentejo), no começo de Oitocentos, recebeu protecção directa da Coroa portuguesa e da Ordem de São João de Malta, o que é mais que significativo. Outros Capetos portugueses que hajam do século XVIII para trás, certamente não correspondem à linhagem que apareceu nos dito século e o rei D. João VI deu protecção, o que nem ele nem nenhum dos seus antecessores fizera antes, mesmo já havendo a família <em>Copeta</em>, mas <em>não a Capeto</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">O conde Xavier de Roche du Teilloy, professor na Universidade Católica de Paris e autor de um livro com o título <em>Louis XVII</em>, em 31 de Agosto de 1985 escreveu à família <em>Capeto</em> em Borba afirmando que o Delfim de França casou em Portugal em 1803 com a idade de 18 anos e recebeu a protecção do rei português D. João VI, que na ocasião lhe fez uma grande doação de terras. O acordo dessa doação da Coroa Portuguesa ao Delfim de França teria sido assinado no palácio ducal de Vila Viçosa.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/carta-de-luc3ads-xvii-a-d-joc3a3o-vi.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2143" title="Carta de Luís XVII a D. João VI" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/carta-de-luc3ads-xvii-a-d-joc3a3o-vi.jpg?w=500&#038;h=809" alt="" width="500" height="809" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Carta de Luís XVII ao rei D. João VI de Portugal</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">O escritor francês considera ainda essa fase da vida de Luís XVII como a mais feliz, adiantando ter o Delfim visto nascer o seu primeiro filho em 1804 em Portugal, sendo desse casamento que descendem os <em>Capetos </em>portugueses. E desfecha a sua carta citada com as seguintes e notáveis palavras: “A ascendência de Luís XVI, o “Rei Mártir”, e de seu filho Luís XVII está representada pela família <em>Capeto</em> de Portugal, que, por direito, é a actual Casa Real de França. Por direito vós (família <em>Capeto</em> de Portugal) sois todos Príncipes e Princesas de França”.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O PALÁCIO DE CAGLIOSTRO EM PARIS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Na noite de 30 de Janeiro de 1785, cerca das 21 horas, chegou a Paris, procedente de Lyon, o homem misterioso com fama de imortal conhecido como <em>Conde de Cagliostro</em>. Era a segunda vez que estagiava na capital francesa, a primeira fora em 1783 onde permaneceu treze dias e curou de uma grave enfermidade o príncipe de Soubise primo do cardeal Louis René Edouard de Rohan, a pedido deste, tendo deixado a capital francesa com fama de benfeitor dos pobres por igualmente ter curado gratuitamente muitos deles, ainda por cima fazendo-lhes obséquio de donativos em dinheiro e outros bens, agindo como verdadeiro e bondoso Mestre Taumaturgo para quem a Medicina Universal não reservava segredos.</p>
<p style="text-align:justify;">Dessa segunda vez, o Conde de Cagliostro regressava a Paris novamente a pedido do cardeal de Rohan, tendo servido de intermediário o seu discípulo Ramond de Carbonnieres que era secretário pessoal do prelado. Parece que o cardeal tinha uma missão secreta juntamente com Cagliostro, e daí o motivo do encontro possivelmente relacionado com a Revolução, que todos aguardavam a sua eclosão a qualquer momento, e a tentativa antecipada de minorar os seus efeitos que se previam trágicos para a Coroa e a Igreja em França. Acompanhado de sua esposa Serafina, foi também nesta segunda ocasião que Cagliostro iniciou em Paris os primeiros esboços do seu Rito Copta da Maçonaria Egípcia, que viria a fundar no ano seguinte.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Cagliostro chegou a Paris instalou-se numa dependência do Palais Royal, mas logo mudou para um apartamento do palácio pertencente à marquesa d´Orvilliers, a convite da mesma. Este palácio d´Orvilliers é um edifício dos finais do século XVII que no século seguinte seria transformado em hotel. Lenôtre (<em>in Vielles maisons, vieux papiers</em>, Paris, 1910), assim descreve esta mansão: “Ela existe ainda, e imaginamos sem esforço o efeito que ela devia causar à noite àqueles que passavam na rua deserta, com os seus pavilhões de ângulo, então dissimulados por velhas árvores, os seus pátios profundos, os seus terraços largos, quando as luzes vivas do cadinho do alquimista filtravam-se pelas altas persianas. A casa, que guarda linhas nobres sobre as construções parasitas erguidas neste século, conserva algo de barroco e inquietante. A porta de carros abre-se para a Rua Saint-Claude, na esquina do Boulevard Beaumarchais: o pátio apertado entre as construções é de aspecto moroso e solene; no fundo, sob um pórtico lajeado, sai a escada de pedra que o tempo deixou e que conserva o seu antigo corrimão de ferro. Uma escada oculta, hoje emparedada, de degraus grandes, subia até ao segundo andar, onde ainda encontramos o seu traço; uma terceira escada, estreita e tortuosa, subsiste ainda na outra extremidade do imóvel, do lado do bulevar: ela enrola-se em plena parede na mais espessa escuridão e serve os antigos salões – hoje cortados de tabiques – cujas portas-janelas abriam-se para um terraço que manteve os seus balcões de ferro. Abaixo encontram-se, com as suas portas cheias de caruncho, a cocheira e as cavalariças”.</p>
<p style="text-align:justify;">Onde era o laboratório alquímico de Cagliostro, de que todos falavam na época, ninguém, excepto o próprio, a sua esposa e o cardeal de Rohan, sabia responder. Sabia-se apenas que os apartamentos eram decorados com grande luxo e que “na antecâmara estava gravado sobre um mármore negro, em caracteres de ouro, a oração universal de Pope: “Pai do Universo, Suprema Inteligência, etc.”, cuja paráfrase Paris cantaria, dez anos depois, à maneira de hino, ao Ente Supremo.</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, o palácio de Cagliostro situa-se na Rua de Saint-Claude, no 3.º arrondissement (bairro), a qual foi aberta oficialmente em 1640. Começa no Boulevard Beaumarchais e termina na Rue de Turenne, tendo 186 metros de comprimento. Chamava-se anteriormente Rua Saint-Charles ao Marais, e passou a Rua Saint-Claude porque originalmente tinha numa esquina uma imagem desse santo, datada do século XVII, hoje desaparecida.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/hotal-cagliostro-paris1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2146" title="Hotal Cagliostro - Paris" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/hotal-cagliostro-paris1.jpg?w=174&#038;h=300" alt="" width="174" height="300" /></a> <strong><em>Palácio d´Orvilliers, onde Cagliostro viveu em Paris</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sendo uma rua calma e discreta, por certo Cagliostro encontrou aí as condições que necessitava para as suas actividades tanto discretas como secretas. Mas tal sossego em breve veio a ser perturbado por uma intriguista francesa aventureira sem escrúpulos, a condessa Jeanne de Valois de la Motte, a causadora do <em>processo do colar da Rainha</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário de Cagliostro,  o Conde de Saint-Germain não tinha residência fixa em Paris. Ele viveu no palácio de Chambord que o rei Luís XVI lhe cedera, fora da cidade, e sempre que vinha a esta costumava hospedar-se no palácio de Versailles. Contudo, se acaso teve outra ou outras casas em Paris, pessoalmente não conheço mas aceito de bom grado a possibilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O cardeal de Rohan tinha uma admiração sem limites por Alexandre ou Louis de Cagliostro, “adorando-o como se de um deus se tratasse”, isto é, reconhecendo a sua legitimidade de preclaro Membro do chamado Governo Oculto do Mundo ou Grande Fraternidade Branca, constituído de Homens e Mulheres que alcançaram os mais elevados graus da Perfeição Humana, os mesmos a quem os orientais reconhecem como <em>Mahatmas</em> ou “Grandes Almas”, agindo um pouco por toda a parte do mundo e em todos os tempos, o que os anais históricos registam mas geralmente sem saberem explicar a razão da sua existência e das suas intenções, por norma encobertas pela maior discrição e segredo.</p>
<p style="text-align:justify;">As fontes iniciáticas que descrevem essa época, informam que a entrevista de Cagliostro com o cardeal de Rohan em Paris pretendeu preparar o terreno psicossocial para a Revolução que se avizinhava e tentar minorar as suas consequências, sendo inevitável o derrube do regime monárquico absolutista que trazia o povo na maior miséria e a burguesia privada dos seus direitos. Para decapitar de vez esse absolutismo Cagliostro, através da grande influência pública do cardeal, reuniu as maiores personalidades da Maçonaria da época e dispô-las dos lugares estratégicos da sociedade, para que quando a Revolução eclodisse elas pudessem de imediato obstruir qualquer contra-ofensiva. Foi assim, por exemplo, que a guarnição da Bastilha, quando chegou o momento da sua tomada, era toda ela constituída de franco-maçons que não dispararam sobre o povo e deixaram que tomassem a fortaleza inexpugnável.</p>
<p style="text-align:justify;">Dois Movimentos concorreram grandemente para a queda do despotismo realengo: o <em>Iluminismo </em>e a<em> Maçonaria</em>, respectivamente sob a direcção oculta de dois insignes Mestres Vivos: o<em> Conde de Saint-Germain </em>e o <em>Conde de Cagliostro</em>. O Movimento dos <em>Iluministas</em> havia sido fundado por <em>Martinetts de Pasqualys</em>, o qual se propunha, pela prática franca da <em>Teurgia</em> ou “Magia Divina” e da <em>Teosofia </em>ou “Sabedoria Divina”, modificar a condição social da injustiça do mundo pelo aperfeiçoamento moral e mental dos homens. Sendo mais filosóficos e menos políticos radicais, os <em>Iluministas</em> condenavam a violência político-social defendida pelos <em>Franco-Maçons</em>, já então desavindos com as ideias espirituais ou esclarecidas de <em>Cagliostro</em> sobre a <em>Maçonaria</em>. Os <em>Iluministas </em>pretendiam uma revolução cultural através da razão, mas os <em>Franco-Maçons</em> pretendiam a revolução social pelas armas e a morte da família real e dos seus mais chegados. Essa divergência radical de ideias opostas reflectiu-se na Convenção de 10.8.1769, quando o comando supremo da Franco-Maçonaria foi recusado a Cagliostro, e os <em>Franco-Maçons</em> partiram para o conflito aberto minando as bases político-sociais do absolutismo até à morte do rei de França. Para evitar isso, tentar salvar o que pudesse da dinastia Capeto, é que Cagliostro e o cardeal de Rohan se reuniram em segredo neste palácio da Rua Saint-Claude.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/cagliostro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2147" title="Cagliostro" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/cagliostro.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Conde Alexander Louis de Cagliostro</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"> Cagliostro não era um agente da Ordem dos Templários, de Malta ou de outra qualquer, mas muito mais que isso: era um enviado directo do Governo Oculto (ou Espiritual) do Mundo, com a Missão de transformar para sempre a face psicossocial de França, o que aconteceu, em breve alastrando ao restante continente e às Américas. Todas as Ordens Iniciáticas, todas as Instituições Secretas de valor, as próprias religiões tradicionais, reis, imperadores, dirigentes de povos, sejam eles quem forem, acham-se dependentes da acção de semelhante Governo Oculto do Mundo, sob a sua protecção mas também juízo, pois a partir do momento em que se desviem da Lei Suprema ou do Eterno que a tudo e a todos rege (Lei de Amor, Verdade e Justiça), ficam abandonados a si mesmos e, consequentemente, a tudo quanto lhes possa acontecer, deixando de haver tal protecção superior, como aconteceu com Luís XVI e a sua família, todos trucidados pelo Terror como consequência final dos seus maus actos.</p>
<p style="text-align:justify;">Voltando ao <em>caso do colar</em>, as más-línguas diziam que o cardeal de Rohan estava apaixonado pela rainha Maria Antonieta, mulher do rei Luís XVI, que afinal o detestava profundamente e disso já dera provas públicas, inclusive tendo-o demitido do cargo de embaixador em Viena. Mas a condessa de la Motte, por seu acesso à corte e proximidade à câmara da rainha, consegue convencer o cardeal de que Maria Antonieta estaria apaixonada por ele e que a sua paixão seria correspondida. Rétaux de Villette, amante da condessa, escroque e exímio falsário, forja com ela cartas assinadas pela soberana endereçadas ao cardeal. Por fim, é combinado um encontro nocturno num bosque entre o cardeal e a rainha, mas que era uma prostituta, Nicole d´Olive, assemelhando-se fisicamente com ela. Louis René acreditou no embuste e emprestou à «rainha» 150.000 libras. Seguiram-se novos pedidos e novos empréstimos, até finalmente ser-lhe solicitado que servisse de intermediário entre ela e os joalheiros Boehmer e Bossange na compra de um colar de diamantes no valor de 1.5 milhão de libras, que ela desejava ter mas em segredo para não alarmar o rei. Os joalheiros são contactados com o pedido de contactarem Jeanne de la Motte, para que esta o transmita à rainha. O cardeal aceitou servir de intermediário na transacção e o colar acabou chegando às mãos de la Motte, que vendeu-o em Londres com o auxílio do seu amante. Quando a factura dos joalheiros chegou ao palácio real, o golpe foi descoberto e Luís XVI mandou prender o cardeal de Rohan, a condessa la Motte e todos os restantes cúmplices, ao todos quinze pessoas, dentre elas Cagliostro, porque a mulher oportunista, para salvar o amante, confessou na Polícia de Paris que actuara com a cumplicidade de Cagliostro, o verdadeiro cérebro da operação, acusação depois provada ser mais mentira uma dela que, finalmente, confessou ter agido por ciúmes da grande fama e irrepreensível conduta desse Homem Superior… que apesar de tudo ainda hoje se acredita não ter passado de um “aventureiro, escroque e charlatão”, por parecer ser mais fácil censurar e aceitar a censura irracional e preconceituosa, do que pensar e elogiar o comportamento irrepreensível de quem nunca se provou nada em contrário.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/colar-da-rainha-reconstituic3a7c3a3o-em-zircc3a3o-castelo-de-breteuil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2148" title="SONY DSC" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/colar-da-rainha-reconstituic3a7c3a3o-em-zircc3a3o-castelo-de-breteuil.jpg?w=500&#038;h=689" alt="" width="500" height="689" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Réplica em zircão do colar da rainha Maria Antonieta (Castelo de Breteuil, França)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Por causa da ímpia mentira da mulher megera, Cagliostro foi preso no palácio da Rua Saint-Claude e conduzido à Bastilha. A sua esposa Serafina não se poupou a esforços enquanto ele não libertado. Também o cardeal de Rohan, entretanto preso, foi libertado por influência da Sorbonne que defendeu o seu prior, mas não escapando ao exílio onde acabou os dias. Nicole d´Olive, também seria libertada e morreria anónima em 1789, com 28 anos de idade. A condessa de la Motte foi declarada culpada e condenada a prisão perpétua, mas antes devendo sofrer no pelouro público ser chicoteada e marcada a ferro em brasa com um V de <em>Voleur</em> (“Ladrão”), tendo o carrasco, por precipitação, a marcado no peito, arrancando-lhe dores atrozes. Após ser encarcerada em <em>La Salpêtrière</em>, conseguiu fugir da prisão para Londres, onde morreu caindo de uma janela do seu quarto… quando tentava escapar aos credores. O seu marido, Antoine-Nicolas de la Motte, cúmplice na venda dos diamantes em Londres, foi condenado às galés à revelia, já que fugira para a capital londrina. O seu amante, Réteau de la Villette, terminou igualmente a sua vida no exílio na Itália, tendo morrido de morte violenta numa rixa. Finalmente, as cabeças reais de Luís XVI e Maria Antonieta rolaram na guilhotina em 1793…</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, Cagliostro, injustamente condenado ao exílio pelo rei francês, abandonou Paris para sempre na manhã de 3 de Junho de 1786, regressando a Lyon onde, a 27.7.1786, fundaria o seu Rito Egípcio com a consagração da Loja <em>A Sabedoria Triunfante</em>, e logo a seguir deixaria a França entregue ao seu destino trágico, marcado pelo Terror que a envolveu e por certo ele terá querido evitar ou, ao menos, minorar os seus dramáticos desfechos.</p>
<p style="text-align:justify;">Pela proximidade quase filial do cardeal de Rohan a Louis Cagliostro, vários autores acreditam que este era filho daquele. Mas não era… sendo essa «relação filial» a mesma que tem sempre o Mestre para com o discípulo aceite. Levantando um pouco do véu sobre a origem familiar de Cagliostro, apresenta-se a figura do príncipe de Montbazon, Louis Armand Constantin, distinto no exercício militar das armas e que chegou a Cavaleiro da Ordem de Malta. Pertencia à família Rohan e era irmão do cardeal de Rohan, próximo de João Ângelo Brashi, o papa Pio VI. Este cardeal Lois René, que esteve envolvido na história do colar, era familiar próximo do Grão-Mestre da Ordem de Malta, Emmanuel de Rohan, o qual veio a facilitar a libertação de Cagliostro que, diz-se era o filho abandonado do príncipe de Montbazon, fruto dos seus amores proibidos com a casada com outro, a marquesa Anne Louise de Tavernay. Isto é o que diz a história secreta relativa à origem familiar de Cagliostro, abandonado pelos pais “numa sarjeta de Génova”… para logo  ser recolhido por Adeptos do Governo Oculto do Mundo, particularmente por Paolo Domiciani de Veronesse (<em>Tao-Ram</em>), que lhe deu o nome de <em>Louis Paolo Domiciani</em> (L.P.D.), ainda que seja mais conhecido por <em>Alexander Joseph Balsame</em>, que não era ele mas um seu <em>Tulku</em> ou aspecto complementar.</p>
<p style="text-align:justify;">Cagliostro ocupou lugar destacado representando <em>Melki-Tesek</em> ou <em>Chakra-Varti</em>, o Rei do Mundo, na França do seu tempo, juntamente com duas outras Personagens da mais elevada Hierarquia. Com efeito, o Rei do Mundo, <em>Rotan</em> como lhe chamava Mozart, sendo a Coluna Central, tinha as suas Colunas Vivas laterais, na época da Revolução, representadas por:</p>
<p style="text-align:justify;">Rei do Mundo – Coluna Central JHS – São Germano (LORENZO)</p>
<p style="text-align:justify;">Coluna Lateral da Sabedoria (J) – Cagliostro (AKADIR)</p>
<p style="text-align:justify;">Coluna Lateral da Lei (B) – José Bálsamo (KADIR)</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje são:</p>
<p style="text-align:justify;">Rei do Mundo – AKTALAYA (<em>Construens et Destruens</em>)</p>
<p style="text-align:justify;">Coluna J – AKGORGE (<em>Construens</em>)</p>
<p style="text-align:justify;">Coluna B – AKDORGE (<em>Destruens</em>)</p>
<p style="text-align:justify;">Estes Seres são o Bodhisattva da Nova Era como um único Ser (<em>Aktalaya</em> – Espírito) desdobrado em Alma (<em>Akgorge</em>) e Corpo (<em>Akdorge</em>). Trata-se da cumeeira dirigente do Governo Oculto do Mundo. <em>Aktalaya</em> está para <em>São Germano</em> (<em>Lorenzo</em>), <em>Akgorge</em> está para <em>Cagliostro </em>(<em>Cansinos</em>) e <em>Akdorge</em> está para J.osé B.álsamo (<em>Orisk</em>), ou sejam, <em>Akadir</em> e <em>Kadir</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>OS MEDALHÕES HERMÉTICOS DA RUE DE LA PERLE</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O edifício número 20 da Rue de la Perle, Paris, construção do século XIX sóbria e distinta, não se distinguiria dos outros se não fossem três misteriosos medalhões à altura do seu segundo andar, contendo alegorias esotéricas de cariz alquímico-maçónico. O que poderão ser e signi-ficar é o que se irá analisar de seguida.</p>
<p style="text-align:justify;">No primeiro medalhão, vê-se o esquadro e o compasso entrelaçados donde pende um fio-de-prumo, e mais abaixo, à esquerda, uma figura parecendo um navio fenício com uma serpente erecta servindo de cabeça de proa, e à direita um alambique utilizado em operações alquímicas e químicas.</p>
<p style="text-align:justify;">No segundo medalhão, apresenta-se uma cabeça humana permeio a dois ramos de azevinho entrelaçados e ligados por laço ao centro. Por cima da cabeça paira uma estrela de seis pontas.</p>
<p style="text-align:justify;">No terceiro medalhão, tem-se uma torre de farol com a fogueira enorme acesa no topo, tendo na base um portal contendo uma figura geométrica sugerindo a de um vaso; dos lados, vê-se um estranho engenho com rodas (à esquerda) e uma ponte (à direita).</p>
<p style="text-align:justify;">Esse conjunto alegórico remete para a presença aqui da <em>Maçonaria Hermética</em> derivada dos Antigos Mistérios Egípcios e que o Conde Cagliostro organizou trazendo-os do Egipto, do seio da Confraria dos Coptas do Deserto do Sinai, melhor dito, da <em>Fraternidade de Luxor</em> para França, onde em 27 de Julho de 1786 os implantou em Lyon, fundando a Loja <em>Sabedoria Triunfante</em>,<em> </em>sob o nome Maçonaria Egípcia, Andrógina ou Copta, de que ele era o <em>Grão-Copta</em> à dianteira do Rito envolvendo senhores e senhoras juntos, donde se chamar <em>andrógina</em> e compreender três Graus: <em>Aprendiz</em>, <em>Companheiro </em>e <em>Mestre</em>. Esta Ordem fundada por Cagliostro destinava-se “a conhecer, professar e propagar a Maçonaria em sua pureza e forma primitivas”, sob o signo da <em>Glória, Beneficência, União, Sabedoria e Prosperidade</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">O Ritual da <em>Maçonaria Hermética</em>, também chamada <em>Filosófica</em>, incluía os conhecimentos da Escola de Pitágoras, a teoria e prática da Alquimia de Paracelso, e também os saberes cristãos e sufis da Rosacruz de Christian Rosenkreutz. Ritual francamente Teúrgico e Taumatúrgico de comunicação directa com os Anjos, Arcanjos e demais Potestades Celestes através da meditação e purificação corporal, emocional e mental, isenta de qualquer modalidade mediúnica ou animista que os documentos disponíveis revelam Cagliostro opor-se severamente à mesma, tem-se que o mesmo era muito mais hermético do que alquímico-laboratorial, visto apontar no sentido da “alquimia interna”, da transformação e imortalidade da alma humana para que possa receber a <em>Estrela Luminosa</em>, ou seja, o Espírito Divino, e assim o maçom hermético possa dizer com o seu Mestre Cagliostro: <em>Ego sum quis sum</em>, “Eu sou o que sou”!</p>
<p style="text-align:justify;">O objectivo do Rito Hermético – a imortalidade conquistada durante a vida física – pode ser resumido por uma frase extraída do seu catecismo: “Tendo sido criado à imagem e semelhança de Deus, eu recebi o poder de me tornar imortal e de ordenar aos seres espirituais para reinar sobre a Terra”.</p>
<p style="text-align:justify;">Bem parece que neste edifício da Rue de la Perle poderá ter funcionado, entre a segunda metade do século XIX e talvez o início do século XX, uma Loja do Rito Hermético da Maçonaria Filosófica iniciada por Cagliostro. Os símbolos nos medalhões que decoram a fachada do prédio apontam nessa direcção…</p>
<p style="text-align:justify;">No primeiro medalhão, a pressuposta barca fenícia assinala a travessia do <em>mare incognitus</em> ou <em>mare internus</em> (Mediterrâneo), nome que os antigos alquimistas davam ao <em>mercúrio filosófico</em> que obtinham no decorrer da “grande navegação”, isto é, das operações alquímicas, e chamavam-na assim por considerarem que a Alquimia é Espírito Santo e está sob o padroado de Santa Maria, a Mãe dos Filósofos vista como o Mar da Criação. Donde <em>Maria</em>, <em>Mare</em>, <em>Maris</em>… Essa água destilada ou purificada assinala-se na presença do alambique no lado oposto. No topo, o esquadro e compasso entrelaçados tornam-se assim o signo distinto, cumeeiro da presença da própria <em>Maçonaria Hermética</em>, e a Rosa no topo do compasso e donde distende para os lados o listel triunfal, vem a ser a <em>Rosa dos Filósofos</em>, a Flor que perfuma a Cruz (constituída pelos braços do esquadro fechado) e se converte no sinal da Imortalidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/dsc_00591.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2151" title="DSC_0059" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/dsc_00591.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">No segundo medalhão, o busto humano é o próprio deus <em>Hermes</em>, fundador da Ciência Hermética, tendo a Estrela Luminosa por cima, a mesma do Nascimento ou Natal (donde a presença das folhas de azevinho, planta natalícia) do Filósofo, do Iniciado que tendo morrido como profano, renasce como Iluminado no Espírito de Sabedoria Triunfante. Tem-se aqui a figura do grande padroeiro da Maçonaria Hermética que foi Hermes Trismegisto, “três vezes grande” pelo Corpo, a Alma e o Espírito, condição essa que Cagliostro incarnaria perante a Humanidade do seu tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente, no terceiro medalhão, o farol iluminado serve para representar o <em>athanor </em>alquímico, o forno aquecido pelo Fogo dos Filósofos em cuja base fica o vaso onde se “cozinham” os elementos grosseiros, para extrair deles a sua quintessência vital necessária à evolução da Grande Obra Alquímica, progresso esse representado no engenho com rodas que trituram, transformam ou diluem a densidade dos elementos até torná-los rarefeitos, subtis. Para alcançar esse estado de perfeição é necessário transpor a ponte que aproxima o Alquimista desse mesmo Fogo Sagrado e o afasta da condição ordinária, profana do comum das gentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Resumindo a mensagem contida nos três medalhões que apelam nos seus símbolos à mais elevada e distinta condição moral e mental humana, pode muito transpor-se para aqui as palavras decisivas do <em>testamento espiritual</em> de Cagliostro:</p>
<p style="text-align:justify;">“Eu não pertenço a nenhuma época, nem a nenhum lugar. Fora do tempo e do espaço, o meu Ser Espiritual vive a sua existência eterna, e se mergulho o meu pensamento no curso das Idades, se estendo o meu espírito para um modo de existência afastado daquele que percebeis, eu torno-me aqui o que desejo.</p>
<p style="text-align:justify;">“Participando conscientemente do Ser Absoluto, regulo a minha vida segundo o meio que me envolve. O meu nome é o da minha função, porque eu sou inteiramente livre. O meu país é aquele em que fixo momentaneamente os meus passos. Datai de ontem a mina vida, se o quiserdes, ou contai-a desde os anos vividos por ancestrais que vos foram estranhos. Ou desde amanhã, se preferirdes. Quanto a mim, sei que sou aquilo que sou.</p>
<p style="text-align:justify;">“Eis-me: sou nobre e viandante. Falo e vossa alma treme ao reconhecer antigas palavras. Uma Voz que está em vós, mas que esteve morta durante longo tempo, responde ao apelo da minha. Eu ajo e a paz retorna aos vossos corações, a saúde aos vossos corpos, a esperança e a coragem aos vossos espíritos.</p>
<p style="text-align:justify;">“Todos os homens são meus irmãos e todos os países são minha pátria. Eu os percorro para que em toda a parte o Espírito possa descer e encontrar um caminho para vos apontar. Aos reis, cujo poder acato, não peço senão hospitalidade, e quando me é concedida, passo fazendo unicamente o bem. Mas limito-me a passar. Não sou eu um nobre viandante? Como o vento sul, como a brilhante luz do zénite que caracteriza o pleno conhecimento das coisas e a comunhão activa com Deus, eu me dirijo para o Norte […], mas sempre deixando um pouco de força, até que seja fixado o fim da minha jornada, na hora em que florescerá a Rosa sobre a Cruz. Eu sou Cagliostro.”</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O ALQUIMISTA DA RUE FABRE D´EGLANTINE</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É facto reconhecido que o simbolismo hermético pela riqueza e vastidão dos seus elementos não raro serve de pretexto para decorar fachadas de edifícios, e até as escadarias internas dos mesmos, sem outro motivo senão o lúdico da decoração. A Arte Nova dos fins do século XIX e dos princípios do século XX foi pródiga no recurso à simbologia hermética, aproveitando-a para fins exclusivamente decorativos. Onde se descobre se a intenção é ou não lúdica, se alguém quis deixar uma mensagem ocultada aos pósteros na sua exposição, é exactamente na disposição dos símbolos e ordem correcta dos mesmos, pois só um entendido na <em>Arte Magna</em> (Alquimia) o pode fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso mesmo se descobre no edifício “alquímico” n.º 9 da Rua Fabre d´Eglantine, 12.º arrondissement de Paris, perto da estação do metro, <em>Nation</em>. Trata-se de um imóvel oitocentista(1850-1870) ocupando uma superfície de 728 m<sup>2</sup>, com sete andares e desconhecendo-se quem terá sido o decorador original da sua fachada singular, feita no estilo medieval característico da Arte Nova.</p>
<p style="text-align:justify;">Na entrada no edifício, cuja porta é uma imitação de Arte Renascentista e a parte cimeira do portal outra imitação de estilo gótico, cuja fachada interior é ilustrada por um quadro muito interessante cujas figuras mostram-se correctas, na ordem certa e feitas ou mandadas fazer por quem conhecia de perto os segredos da Alquimia: vê-se um alquimista sentado de pernas cruzadas (configurando a personagem do Arcano 4 do Tarot, “O Imperador”) fitando pensativo um alambique, segurando na mão direita um grande livro e atrás dele está um forno alquímico. Junto ao alambique, um cão dorme enroscado. Atrás do alquimista, na horizontal ficando ele ao centro, aparece a figura estranha de um crocodilo, e mais atrás a ave fénix.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/alquimista-da-rua-fabre-dc2b4eglantine.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2152" title="alquimista da Rua Fabre d´Eglantine" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/alquimista-da-rua-fabre-dc2b4eglantine.jpg?w=500&#038;h=792" alt="" width="500" height="792" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O alquimista segurando o livro e confiando a barba com a outra mão, pensativo e paciente, remete para a legenda hermética: <em>ora et labora</em>, isto é, medita e trabalha. Esse livro por certo será figurativo do <em>Universalis Liber</em>, o Livro do Universo, a mesma Natureza Universal tanto visível como invisível cujo segredos ou arcanos o alquimista vai desvendando à medida que aprofunda a Grande Obra, aprimorando os elementos exteriores a par dos interiores ou relativos ao seu aperfeiçoamento mental e moral. O significado do alambique remete para isso mesmo: a sua parte superior imóvel, representa a cabaça, a direcção mental, sendo o termo também aplicado ao silêncio completo, ou seja, à meditação profunda sobre a solução que se procura, esperando que a <em>destilação</em> e a <em>dissolução </em>se realize, processos estes exigindo concentração mental, emocional e física. O cão dormindo junto ao alambique, além de representar o guardião do alquimista, o seu fiel companheiro, é também indicativo do estado primitivo, anímico ou animal que cabe ao seu dono transformar em racional e espiritual.</p>
<p style="text-align:justify;">Atrás do alquimista está o forno ou <em>athanor</em> (do árabe, <em>al-tannur</em>). Este é o objecto do aperfeiçoamento, tanto dos elementos químicos quanto da condição humana em sobre-humana ou espiritual. Se o alambique é aparelho da destilação líquida como passo fundamental para chegar à quintessência ou “espírito” dos elementos, já o forno aquecido pelo fogo hermético é o meio onde se purificam os mesmos elementos para serem eficazmente destilados. O fogo tem a ver a purificação mental e a água com a regeneração moral; do atrito de ambos, resulta o vapor ou a nuvem como sinal do “espírito” etéreo. Por seu sentido de aperfeiçoamento e transformação, é que o <em>athanor</em> era comparado à Montanha da Iniciação, que se sobe gradualmente tal qual o alquimista se transforma aos poucos ao longo do processo químico da Grande Obra, e assim mesmo também era associado à ideia de mansão cerrada e de templo. Os antigos alquimistas chegaram mesmo a fazer uso da figura de um carvalho oco para representar o <em>athanor</em>, isso porque para os primitivos druidas o carvalho tinha o sentido de templo, e por tal era a árvore sagrada da sua religião.</p>
<p style="text-align:justify;">O crocodilo atrás do alquimista é representação do <em>Makara</em> no Hinduísmo, ou seja, aquele deus semi-humano que se atribui tradicionalmente ao verdadeiro Iluminado espiritual, neste caso, o Adepto do Fogo que é o Alquimista. Por fundo, vê-se a ave mítica fénix, sinal da transformação perfeita dos elementos densos em subtis, o que é figurado pela morte e ressurreição dessa ave dentre o fogo que a consumiu e a fez ressuscitar, e por isso tradicionalmente costuma ser acompanhada da legenda latina: <em>Ignis Natura Renovatur Integra</em>, “Pelo Fogo se Renova a Natureza inteira”.</p>
<p style="text-align:justify;">Por cima desta porta rasga-se uma janela de lambril artístico ladeada no cimo por duas cabeças humanas encapuçadas, com aspectos jovens. Representam a Inocência e a Virtude, e assim mesmo, em Alquimia, os descendentes filiais do Rei (Ouro) e da Rainha (Prata), como resultado da núpcia química deles, sendo o sinal hermético da presença da Pedra do Filósofo (<em>Petra Philosophurum</em>), representado imediatamente abaixo na figura do alquimista.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse “Rei” e “Rainha” aparecem mais acima nesta fachada, no terceiro andar, sobre colunas cobertos por dosséis. Trajados ao modo medieval, vê-se um casal defronte um para o outro nos lados de janelas de abertura gótica, onde ela representa a consciência lunar e a Prata, resultante da fusão do Mercúrio com o Enxofre, ou seja, da Alma com o Espírito, o que em Alquimia se chama <em>conjunção</em>. O homem, com armadura de cavaleiro, expressa a consciência solar e o Ouro, resultado da união do Enxofre com o Mercúrio. No extremo oposto à donzela, está um outro cavaleiro fitando o casal a guisa de pajem vigilante intercessor, em caso de necessidade, entre os dois, tal qual o Mercúrio é um elemento maleável intermediário entre um estado denso e outro subtil, assim mesmo como o deus do mesmo nome é o medianeiro entre os mundos inferior e superior. O pajem será, pois, a figura em que se esconde o próprio deus Hermes, isto é, Mercúrio. Mais abaixo, sob a janela ladeada pela senhora e o cavaleiro protector, aparece a cabeça dotada de sorriso inefável de um religioso com capuz, indicando o alquimista. Repete-se aqui a representação da Pedra Filosofal, que se extrai do Sal da Terra (por isso está abaixo das outras imagens alegóricas). Indica o próprio Sal, que como substância divina em Alquimia é a manifestação final da Pedra Perfeita ou Matéria-Prima. Em geral, o Sal indica a acção do pensamento, interpretado como o “Pensamento Uno” agindo na “Substância Única” do Universo, facto representado pelo alquimista meditando no seu laboratório exteriorização do da alma em que pensa, ora ou medita.</p>
<p style="text-align:justify;">A cena repete-se noutro lambril, onde o “Rei” e a “Rainha” estão de costas um para o outro e a cabeça do alquimista abaixo aparece com rosto carrancudo. Esta cena representa o início da Grande Obra e a grande incógnita sobre o seu final, este que é assinalado pela cena semelhante descrita anteriormente. Carranca por temor quanto ao futuro; sorriso feliz no futuro alcançado.</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, servindo de suportes às janelas, aparecem quatro figuras míticas de animais mistos de cães e salamandras, os dois extremos com asas. Representam os elementos fixos (sem asas) e voláteis (com asas), assinalando a relação entre o Enxofre (Fogo, Espírito) e o Mercúrio (Água, Alma), e assim mesmo os componentes básicos dos processos de Alquimia, os próprios elementos naturais que aos poucos vão sendo aprimorados até alcançarem a máxima perfeição.</p>
<p style="text-align:justify;">À altura do segundo andar, vê-se uma chaveta que termina em flor-de-lis. Representa a Chave do Grande Arcano, este que é o conhecimento hermético da Natureza Universal aos poucos desvendado pelo verdadeiro Filósofo do Fogo, o Alquimista ou aquele que ora e labora sobre a Química de Deus, até ele mesmo se tornar Perfeito à semelhança do Criador.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>POUSSIN “ET IN ARCADIA EGO”</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Et in Arcadia ego</em> é o título de duas pinturas pastoris de Nicolas Poussin (Les Andelys, Normandia, 15.6.1594 – Roma, 19.11.1665), sendo que a mais famosa é o óleo sobre tela, medindo 87 por 120 centímetros, com o nome <em>Les Bergers d´Arcadie</em> (“Os Pastores da Arcádia”), em exposição no Museu do Louvre, Paris.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Les Bergers d´Arcadie</em> retrata três pastores debruçados sobre um túmulo onde está inscrita a frase latina <em>Et in Arcadia ego</em>, que um deles aponta inclinado enquanto um outro abaixado lê, quadro assistido por uma pastora erecta pousando a mão esquerda no ombro do pastor inclinado. Estão trajados nos moldes gregos da Antiguidade Clássica, um com túnica branca amarelada, outro azul e o terceiro de vermelho. A senhora traja camisa amarela e saia azul. O ambiente em volta mostra-se montanhoso com um bosque assimétrico ou de árvores dispersas, a mais expressiva um pouco atrás do túmulo.</p>
<p style="text-align:justify;">A tradução literal da frase <em>Et in Arcadia ego</em>, que Nicolas Poussin copiou das <em>Éclogas</em> VII e X de Virgílio, é: “Mesmo na Arcádia, eu estou lá”, em referência à presença da Morte, o que levou alguns a interpretarem essa frase como “A Morte é mesmo na Arcádia”, para todos os efeitos, a cena é geralmente interpretada como um <em>memento mori</em> (“momento de morte”). Esta leitura era comum nos séculos XVIII e XIX, ainda que a primeira aparição de um túmulo com essa inscrição memorial seja feita nos <em>Idílios</em> de Teócrito (Siracusa, Sicília, c. 310 a. C. – c. 260 a. C.), tema que Virgílio (Andes, 15.10 de 70 a. C. – Brindisi, 21.9 de 19. a. C.) retomou nas suas <em>Éclogas</em>, pegando no ambiente rústico siciliano e transpondo-o para o cenário idílico da primitiva Arcádia grega. A ideia foi retomada durante o Renascimento florentino, no círculo cultural de Lorenzo de Médici entre 1460 e 1470, sendo que em 1504 Jacopo Sannazaro, na sua pintura <em>Arcadia</em>, fixou a percepção moderna desta como um mundo perdido de felicidade idílica, sendo essa a primeira representação pictórica do tema familiar <em>memento mori</em>. O tema <em>Et in Arcadia ego</em>torna-se concreto em Veneza, na versão pintada por Guercino entre 1618 e 1622, onde a inscrição ganha força com a presença proeminente de uma caveira em primeiro plano, abaixo da qual está essa frase latina, vulgarizada em Setecentos e Oitocentos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/os-pastores-da-arcc3a1dia-poussin.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2154" title="Os pastores da Arcádia - Poussin" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/os-pastores-da-arcc3a1dia-poussin.jpg?w=500&#038;h=510" alt="" width="500" height="510" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de <em>Et in Arcadia ego</em> ser uma construção bem formada como frase nominal sem verbo finito, além de que a omissão do verbo substantivo é perfeitamente aceitável no Latim, alguns autores desconhecendo esse aspecto da gramatical concluíram que a sentença está incompleta e falta um verbo, especulando que ela oculta uma mensagem esotérica em código ou anagrama, que traduzem por: <em>Tego Arcana Dei</em>, “Guardo os segredos de Deus”, sugerindo que o túmulo contém os restos mortais de Jesus ou de outro personagem bíblico importante. E reforçam essa ideia com um outro anagrama: <em>Arcam Dei Iesu Tango</em>, “Eu toco o túmulo de Deus Jesus”. E para não faltar nada esses autores controversos afirmam que o “túmulo divino” retratado na pintura de Poussin, com a célebre inscrição, encontra-se em Les Pontils, perto de Rennes-le-Château, o que aparentemente é verdade…</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, os investigadores Franck Marie, em 1978, e Pierre Jarnac, em 1985, concluíram que essa sepultura era simples e fora iniciada em 1903 pelo proprietário da terra, Jean Galibert, que nela enterrou a sua mãe e avó. Os seus corpos foram exumados e reinterrados noutro lugar, possivelmente no cemitério da aldeia, quando essa terra foi vendida a Louis Lawrence, um americano do Connecticut que tinha emigrado para a região. Ele enterrou a sua mãe e avó na sepultura deixada vazia e construiu sobre ela o sepulcro de pedra com a legenda <em>Et in Arcadia ego</em>. Aos investigadores Franck e Pierre o filho de Lawrence, Adrien Bourrel, testemunhou que viu a construção do sepulcro em 1933, quando era um adolescente.</p>
<p style="text-align:justify;">Os seguidores das ideias fantasistas e chauvinistas de Pierre Plantard, que teve tempo para inventar o seu «priorado de Sião» enquanto esteve preso acusado de defraudar a Câmara de Paris, ainda assim argumentam que o túmulo em Les Pontils foi um «protótipo» para a pintura de Poussin, que estava localizado em frente a uma casa de campo (por detrás da folhagem) e não no “meio do nada” no interior da França, como é comummente assumido por quem acredita em estórias fantásticas&#8230; Com a permissão das autoridades locais, esse túmulo foi demolido em 1988 pelo proprietário do terreno.</p>
<p style="text-align:justify;">A supradita frase latina da pintura de Poussin tão-só significa que na Terra tudo é perecível, está sujeito à lei da Morte, até os habitantes da Arcádia, representados nos pastores expressivos do estado nómada ou móvel da civilização humana, enquanto a pastora incorpora a própria Morte, cujas cores das vestes, amarela e azul, reflectem a sabedoria e a devoção espirituais que lhe dão a segunda condição de simbólica da Imortalidade. Nisto, a Arcádia no plano físico representa o Paraíso Terreal sujeito à Lei da Morte ou da Transformação universal dos elementos, mas também expressa o seu aspecto superior como Paraíso Espiritual, já da lei da Morte liberto… Nisto, o pastor vestido de vermelho sobre quem repousa a mão da pastora, simboliza a matéria perecível, sobre quem pesa a Morte. O pastor vestido de azul que lê a legenda que aponta como o anterior, representa a alma humana, também sujeita à lei da extinção, enquanto o pastor vestido de branco amarelado fitando o de azul, vem a representar o Espírito imortal que despreza a Morte por estar acima da mesma. Tratam-se das três condições humanas fixas nos três atributos (o que é simbolizada pelo bordão que todos eles ostentam) ou “qualidades subtis da matéria” (<em>Gunas</em>) que os hindus chamam de <em>Satva, Rajas e Tamas</em>, ou seja, energia centrífuga (Espírito e Mente), energia equilibrante (Alma e Emoção) e energia centrípeta (Corpo e Matéria).</p>
<p style="text-align:justify;">Identificada ao <em>Parnaso</em> ou <em>Paradisu</em>, o Paraíso ou Éden, a <em>Arcádia</em> era o lugar reservado e ocultado dos filósofos e artistas que através das suas artes iam superando a sua mortalidade. Viviam rodeados de deuses e ninfas num permanente culto do amor, facto que as sacerdotisas arcadianas da Grécia Antiga celebravam em <em>ninfeus</em>, isto é, templos religiosos consagrados ao culto das ninfas inspiradoras dos filósofos e artistas. Nesses templos havia sempre uma fonte sagrada, e os sacrifícios oferecidos às ninfas geralmente incluíam cabritos, cordeiros, leite e azeite, mas nunca vinho. O lado positivo do entusiasmo ninfoléptico é a inspiração divina, indispensável aos oráculos e aos poetas.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que o <em>Parnaso</em>, também pintado por Nicolas Poussin, torna-se um <em>Mons Sacer</em>, Montanha Sagrada, um <em>locus amoenus</em>, “lugar ameno” (<em>loka</em>, em sânscrito) interpretado como Paraíso Terreal ou <em>Arcádia</em>, consoante a sensibilidade de místicos, filósofos, poetas e artistas de todos os tempos e credos. A expressão latina de “lugar ameno” é um dos tópicos da literatura clássica usado com frequência na época medieval e renascentista, e que se opõe a <em>locus horrendus</em>, “lugar horrendo” (sinónimo de sociedade dessacralizada e desnaturalizada, assim mesmo igualmente significativo de <em>tala</em>, em sânscrito), empregue no Romantismo. O <em>locus amoenus</em> consiste na descrição da paisagem ideal, num ambiente de tranquilidade, bucólico ou pastoril, sendo ainda o tema escolhido para descrever o retorno do Homem à Natureza, à Felicidade e ao Paraíso Perdido, a mesma <em>Arcádia </em>como lugar sagrado na medida em que assume uma tripla manifestação simultânea como Céu, Terra e Inferno, ou Supramundo, Mundo e Submundo, tudo concentrado nela mesma, o que de certo modo os três pastores e a pastora, aqui corporizando a <em>Arcádia</em>, também representam:</p>
<p style="text-align:justify;">Pastor de vestido amarelo – Monte da Arcádia – Céu, Supramundo; Pastor vestido de azul – Floresta da Arcádia – Terra, Mundo; Pastor vestido de vermelho – Gruta da Arcádia – Inferno, Inframundo. Pastora: a Arcádia no todo. Túmulo com legenda: onde se encerra a mensagem central de <em>Les Bergers d´Arcadie</em> de Poussin, acabada de descrever, a de que um e todos podem libertar-se da lei da Morte e alcançar o Paraíso Terreal, desde que para isso cada um evolua por seus próprios e meritosos esforços.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O “HOMEM VERMELHO” DAS TULHERIAS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O palácio das Tulherias está assombrado por uma lenda urbana vazada em factos esotéricos inexplicáveis para as gentes comuns: trata-se do fantasma do <em>pequeno, ou grande, “homem vermelho”</em>, alma penada que traz a desdita da má sorte a quem tiver o azar de com ela se cruzar.</p>
<p style="text-align:justify;">A história recua ao século XVI e à pessoa de Catarina de Médicis (1519-1589), famosa pela sua corte de envenenadores, adivinhos e interesse na magia negra, para cujos rituais contava com um certo indivíduo obscuro chamado <em>Jean, o magarefe</em>, que vivia perto do palácio das Tulherias e tinha acesso à câmara da rainha e aos seus segredos mais íntimos. Este Jean era um reputado adivinho e grande coscuvilheiro da vida da coroa, dizendo-se que tentou chantagear Catarina com larga soma de dinheiro em troca do seu silêncio. Vendo que ele sabia demais, ela mandou-o assassinar. Mas o seu carrasco, um certo Neuville, só depois de desferir muitos golpes de punhal é que conseguiu matar o infeliz que, coberto de sangue (donde o epíteto “homem vermelho”), ainda teve forças para proferir esta ameaça: “Eu voltarei”. O corpo do morto foi feito desaparecer logo depois do crime, e o assassino Neuville ficou com a impressão de que a vítima o perseguia por toda a parte, acabando por enlouquecer e matar-se, por não suportar mais a presença terrível do fantasma vingador.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dias mais tarde, o astrólogo de Catarina de Médicis, Cosme Ruggieri, contou-lhe uma visão horrível que tivera: aparecera-lhe o fantasma do homem ensanguentado que lhe predisse a morte próxima da rainha e que grandes desgraças iriam acontecer aos futuros moradores do palácio e a este mesmo. A aparição fantasmagórica revelou ao astrólogo que “a rainha morreria perto de Saint-Germain”. Aterrorizada com a predição, ela decidiu nunca mais frequentar a paróquia de Saint-Germain-l´Auxerrois ou o castelo de Saint-Germain-en-Laye. Morreu em Blois, pouco depois de lhe ter aparecido o espectro “coberto de sangue”. No momento final de expirar, estava junto dela um padre para dar-lhe a extrema-unção. O seu nome: Laurent de Saint-Germain!</p>
<p style="text-align:justify;">Há quem contraponha que esse <em>Jean l´écorcheur</em> (“o magarefe”) nunca existiu e não passou da alcunha de um famoso e sanguinário bandido cujo nome verdadeiro era Johannes Bückler (Schinderhannes), nascido perto de 1778 em Miehlen, na Alemanha. Era o chefe de uma perigosa quadrilha que aterrorizava a região, então francesa, de Mayence, onde acabou por ser preso, julgado e guilhotinado em 21 de Novembro de 1803.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/johannes-bucker-o-magarefe.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2155" title="Johannes Bucker o magarefe" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/johannes-bucker-o-magarefe.jpg?w=246&#038;h=300" alt="" width="246" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Johannes Bückler, o magarefe</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Poderá ser… mas o facto é que o fantasma das Tulherias continuou a fazer as suas aparições fatais aos moradores do palácio, anunciando sempre um drama para aquele(a) a quem aparecesse. Assim, em Julho de 1792 ele apareceu a Maria Antonieta, pouco antes da queda da monarquia, quando o palácio das Tulherias era a residência da família real. Bem se sabe o que aconteceu depois à rainha… ficando sem coroa e sem cabeça sob o guante de “madame Guilhotine”.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois, sob o Império, sabe-se que um “homem de capa e capuz vermelhos” terá aparecido a Napoleão Bonaparte perto do palácio das Tulherias, com a melhor das intenções a seu respeito, predizendo-lhe a vitória militar na batalha das Pirâmides, no Egipto, o que aconteceu, e logo desaparecendo misteriosamente. Quando Napoleão quis tornar-se dono do mundo, um ditador universal concentrando exclusivamente na sua pessoa o poder temporal e a autoridade espiritual, o “homem vermelho” tornou a aparecer-lhe em 1815, algumas semanas antes da batalha de Waterloo, e predisse-lhe a sua derrota eminente e a derrocada do seu império, o que também aconteceu.</p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente, o “homem vermelho” apareceu a Luís XVIII e ao seu irmão, o conde d´Artois, alguns dias antes da morte do primeiro por saber do mistério de Luís XVII e ter-se desinteressado dele. É o que se diz em sussurro…</p>
<p style="text-align:justify;">O “homem vermelho das Tulherias” manifestou-se uma última vez durante o braseiro aceso pelos comunardos. Em 23 de Maio de 1781, durante o incêndio do palácio, várias testemunhas afirmaram que viram perto da <em>sala dos Marechais</em> assomar à janela, no meio das chamas, a silhueta de um pequeno homem vermelho que se confundiu com o fogo… desaparecendo para sempre e ficando a sua lenda.</p>
<p style="text-align:justify;">A interpretação esotérica do “homem vermelho” diverge inteiramente da versão popular ou profana. Afirma a Tradição Iniciática que há um Governo Oculto do Mundo composto de Homens Perfeitos, santos e sábios dotados de enorme poder humano e espiritual aos quais os orientais chamam <em>Mahatmas</em> e os ocidentais de <em>Superiores Incógnitos</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Tais Adeptos Perfeitos sempre existiram em qualquer parte do Globo em todos os tempos, e que existem diversas maneiras dos mesmos se reconhecerem entre si, seja através de “sinais secretos”, de “palavras de passe” ou mesmo de “credenciais” conformadas a cada uma das sete Linhas ou Raios (do Sol Espiritual, ou a Essência do Sol Físico) a que pertençam. Tais Raios promanados do Sol Central sobre a Terra através dos sete Planetas tradicionais, são: 1.º Raio do Sol (laranja) – domingo; 2.º Raio da Lua (violeta) – 2.ª feira; 3.º Raio de Marte (vermelho) – 3.ª feira; 4.º Raio de Mercúrio (amarelo) – 4.ª feira; 5.º Raio de Júpiter (púrpura) – 5.ª feira; 6.º Raio de Vénus (azul) – 6.ª feira; 7.º Raio de Saturno (verde) – sábado.</p>
<p style="text-align:justify;">“Credenciais entre Adeptos”: sinais secretos de reconhecimento entre eles, palavras secretas só conhecidas deles, etc. Por outro lado, os Raios Planetários que representam são identificados pelas cores das suas indumentárias, sobretudo as capas. “Credenciais de Adeptos” ante reis e papas: documentos redigidos e assinados pelos Chefes das Fraternidades Ocultas donde são enviados em Nome do Chefe Supremo do Governo Oculto do Mundo: o Rei do Mundo (<em>Rigden-Dj</em>yepo, <em>Sanat Kumara</em>, <em>Ardha-Narisha</em>, <em>Chakravarti</em>, <em>Brahmatmã</em>, <em>Melkitsedek</em>, <em>Rotan</em>, <em>Imperator Universalis</em>, etc.).</p>
<p style="text-align:justify;">Quando alguns desses Mestres Reais estão investidos de missões especiais, mantêm-se em segredo afastados uns dos outros, e aparecem misteriosamente encapuçados aos monarcas e pontífices dando-lhes bons conselhos que irão decidir a sua felicidade, dos seus povos e religiões, ou então advertindo-os severamente das consequências breve prazo dos seus maus actos, quando se afastam a Lei Divina que esses Superiores Incógnitos representam. É assim que aparecem os tradicionais “homens do manto vermelho”, representando o Raio Espiritual de Marte, incarnando a mesma Justiça Universal. Conselheiros e castigadores de reis e imperadores, rainhas e imperatrizes, papas e bispos, esses <em>Superiores Incógnitos</em> são a própria Voz julgadora de Deus, premiando ou castigando conforme os actos cometidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Por certo o “Homem de Capa Vermelha”, o “Encapuçado” de que fala o próprio Cagliostro nos seus escritos, era o próprio <em>Saint-Germain</em>, na sua função dupla espiritual e temporal, nesta como avatara de <em>Akdorge</em> – Raio Espiritual de <em>Marte</em>, o “planeta vermelho”.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/germaindiamond1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2156" title="germaindiamond[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/germaindiamond1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Conde Saint-Germain</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Catarina de Médicis enveredou pelo caminho da magia negra e foi advertida e castigada por um desses “homens do manto vermelho”; Maria Antonieta fez-se surda aos apelos do povo faminto e também pagou o tributo mortal após aparecer-lhe um “homem encapuçado todo vestido de vermelho”; Napoleão, tendo jurado servir o bem comum, em breve usou dos seus poderes para proveito próprio e o “homem da capa vermelha” ditou o seu destino fatal; o mesmo para Luís XVIII, e também para o próprio palácio das Tulherias palco do espavento, vaidade e luxúria de uma corte decadente, moral e fisicamente, que o fogo comunardo veio purificar em meio à silhueta justiceira de um misterioso “homem vermelho” que, vez por outra, aparece para acusar as mentes impuras da corrupção dos seus actos.</p>
<p style="text-align:justify;">Os nomes e figuras de tais Homens misteriosos ocultam-se no próprio mistério da sua existência, ainda assim parecendo que “homens de capa vermelha” ou “de capa amarela” terão sido <em>Cagliostro</em> e <em>Saint-Germain</em>, como conselheiros e juízes de cortes decadentes cuja queda precipitaram, não sem antes terem aconselhado os seus membros principais, e assim mesmo proporcionando possibilidades de maior progresso social e espiritual do Género Humano.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O JURAMENTO SECRETO DE NAPOLEÃO BONAPARTE</strong></p>
<p style="text-align:justify;">No friso da cimalha de um edifício da <em>Cour Napoléon</em>, no espaço do Museu de Louvre, aparece o busto do imperador Napoleão Bonaparte ladeado pelas musas da prudência e reflexão, com a águia imperial adiante dele. Este conjunto é interpretado por alguns como uma alegoria da natureza solar ou apolínea de Bonaparte, inclusive interpretando o nome <em>Napoléon</em> como <em>neo Apolo</em>, interpretação filológica fantasista notoriamente forçada, mesmo havendo um fundo de verdade nisso mas completamente afastado das interpretações folclóricas do actual «new age» urbano.</p>
<p style="text-align:justify;">Napoleão Bonaparte, em francês <em>Napoléon Bonaparte</em>, nascido <em>Napoleone di Buonaparte</em> (Ajaccio, Ilha de Córsega, 15.8.1769 – Ilha de Santa Helena, 5.5.1821) filho de Carlo Maria Bonaparte e Maria Letizia Ramolino, foi o grande líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa, e adoptando o nome de <em>Napoleão I</em> foi o imperador absolutista da França, reunindo na sua exclusiva pessoa o Trono e o Altar, o Poder Temporal e a Autoridade Espiritual, de 18 de Maio de 1804 a 6 de Abril de 1814, posição que voltaria a ocupar por escassos meses em 1815 (20 de Março a 22 de Junho). A sua reforma legal, o <em>Código Napoleónico</em>, teve uma grande e decisiva influência na legislação de vários países, e através das <em>Guerras Napoleónicas</em> foi responsável por estabelecer a hegemonia francesa sobre a maior parte da Europa. Por todas estas razões, o imperador é considerado um autêntico “deus Sol” que mudou para sempre o rosto político europeu e americano, abrindo um novo capítulo de progresso universal.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de tudo isso, Napoleão I foi um “traidor” do ponto de vista iniciático, a razão única da sua carreira política brilhantíssima e do seu incomparável génio militar terem se apagado abruptamente, terminando os seus dias, sofrendo de cancro no estômago, exilado em Santa Helena. Para explicar essa “traição”, ter-se-á de recuar ao momento da sua campanha militar do Egipto (1798-1801) e ao confronto do imperador com a Esfinge e a Grande Pirâmide de Keophs, no vale de Gizeh, deixando-o assombrado a ponto de dizer, quase em êxtase religioso, aos seus soldados que praticavam tiro de canhão contra a mesma Esfinge (tendo-lhe quebrado o nariz): “Respeitem o que vedes! Do cimo destas pirâmides, quarenta séculos vos contemplam”!</p>
<p style="text-align:justify;">Há várias referências históricas ao acontecimento insólito de Napoleão ter passado uma noite no interior da Grande Pirâmide, na sua cripta subterrânea, três dias após ter feito trinta anos de idade (tudo somado, dias e anos, dá o famoso 33…), e a maioria dessas referências (de origem maçónica, diga-se de passagem) situam o ocorrido na madrugada de 17 para 18 de Agosto de 1799, apesar de não estarem discriminadas e só sugeridas, certamente devido ao juramento de silêncio sobre o que aconteceu, no diário de Napoleão (escrito pelo seu camareiro e confidente Emmanuel Augustin, conde Las Cases, já durante o exílio do imperador em Santa Helena, e que no ano seguinte à morte deste publicaria as suas memórias com o título <em>O Memorial de Santa Helena</em>, havendo a seguinte citação misteriosa no tomo sexto, atribuída ao próprio Napoleão: “Desde que passei às regiões exteriores caí nas trevas, mas então <em>Merlin </em>socorreu-me. Ele iluminou-me como um archote. Brilhante, é muito erudito, sábio, justo e honesto”). A Tradição Iniciática diz que Napoleão terá acedido de boa vontade a ser introduzido no interior da Grande Pirâmide, a fim de prestar Juramento inviolável ao Governo Oculto do Mundo diante do seu Rei na pessoa do <em>Ptahmer</em> ou Grão-Mestre da Ordem que o representava, conhecida como <em>Kaleb</em> (donde também se diz que proveio para a Europa o <em>Encapuçado</em> Saint-Germain, ou em bom português, São Germano, “Santo Irmão”). Foi em tal momento que se prometeu a Napoleão Bonaparte maior protecção secreta, se ele concordasse e quisesse trabalhar a favor da organização dos <em>Estados Unidos da Europa</em>. Bonaparte aceitou. E depois de prestar o Juramento diante de inúmeras testemunhas, voltou a França.</p>
<p style="text-align:justify;">O “Ser brilhante, Merlin” ou Mago Soberano descrito por Napoleão, seria um <em>Serapis</em> (<em>Ser</em>+<em>Apis</em> = Ser Divino), a cuja Linha pertenceria <em>Mourat-Bey</em>, um dos implicados no processo da Grande Pirâmide. Contudo, devo informar que nos tomos do diário do imperador há muitos elementos que escapam ao entendimento do leitorado geral e por certo escaparam à percepção do próprio Las Cases, como se nota em várias passagens incongruentes e contraditórias por vezes na mesma frase, pois este biógrafo apesar de pertencer à Maçonaria franco-britânica estava completamente fora dos Grandes Mistérios do Governo Oculto do Mundo. O próprio Napoleão não tinha percepção profunda dos mesmos, e o que sabia era o estritamente necessário para cumprir a Missão que lhe fora confiada.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/napolec3a3o-no-egipto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2157" title="Napoleão no Egipto" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2012/01/napolec3a3o-no-egipto.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Já antes do acontecimento na Grande Pirâmide, no mínimo insólito só conhecido de alguns (apesar das referências feitas por Las Cases no dito <em>Memorial </em>de Napoleão, mas que outros acrescentam que além dessa biografia volumosa há ainda outros documentos, relatando detalhadamente o sucedido, reservados nos Anais do supradito G.O.M.), em Abril desse mesmo ano de 1799 Napoleão havia passado outra noite inexplicável em Nazaré, pernoitando onde se pressuponha que fora a casa da Sagrada Família, isso após ter vencido os mamelucos na Batalha do Monte Tabor, Palestina, lugar apontado como o da <em>Transfiguração</em> de Jesus Cristo, e onde se encontrou em privado com o chefe mameluco <em>Mourat-Bey</em>. Após, regressou ao Egipto seguindo rota idêntica à tradicional descrita nas escrituras como a percorrida por José, Maria e o Menino Jesus, na sua fuga ao infanticida Herodes. Muitas «casualidades» jamais explicadas pelo próprio protagonista. Tantas como as de instalar no Cairo um “esquadrão” de 167 sábios destinados a recolherem tudo quanto pudessem da Sabedoria do Antigo Egipto, culminando com a descoberta da <em>Pedra de Roseta</em>, espécie de dicionário da primitiva escrita hieróglifa egípcia, no mesmo ano de 1799.</p>
<p style="text-align:justify;">Após deixar o País do Nilo de regresso a França, liderou o Golpe de 18 de Brumário (Novembro de 1799), que o converteu em Primeiro Cônsul, e cinco anos depois o Senado proclamou-o Imperador. Ainda em 1799, começam a surgir referências (em testemunhos orais, e que o <em>Memorial </em>refere como “visitante incógnito” ao longo dos seus vários tomos) ao seu misterioso conselheiro e confidente, o famoso “Homem da capa vermelha” das Tulherias, que lhe terá profetizado: “Tu serás feliz enquanto eu te proteger. Mas se eu te abandonar, o teu destino é o desterro…” É também quando o traçado de Paris e a sua decoração aparecem seguindo critérios egípcios.</p>
<p style="text-align:justify;">O Mundo Oculto ou Iniciático, através da Maçonaria (que na época representava a própria Tradição Espiritual oposta ao conservadorismo católico, e assim mesmo representando a liberdade e a cultura dos povos invés da sua escravidão e autismo psicofísico), insuflava-se junto ao corso “escolhido ou eleito” por seus valores ímpares de génio, o que revelava desde criança. Com efeito, o seu pai fora maçom, como também o seu irmão mais velho, Joseph Bonaparte, que chegou a ser rei de Espanha, e a sua própria esposa, Josefina de Beauharnais (23.7.1763 – 29.5.1814), aclamada imperatriz dos franceses, terá liderado uma Loja Feminina maçónica alguns anos depois da Campanha do Egipto. Porém, o mais interessante e significativo, é que muitos dos generais e sábios que o acompanharam na dita Campanha, possuíam altos graus da Maçonaria Tradicional de então.</p>
<p style="text-align:justify;">Napoleão mostrou-se um conquistador invencível, sabia onde atacar o inimigo e quando. Era informado de tudo. Inúmeros agentes encontravam-se à sua disposição, e foi assim que se tornar vitorioso nas famosas batalhas universalmente conhecidas. Mas a fama aduladora e a vaidade de adulação ensandecem-no, e esquece ou despreza o seu Juramento solene diante dos “Superiores Incógnitos”, os <em>Iluminatti</em> ou Iluminados, os Mestres Espirituais do Mundo (<em>Mahatmas</em>) a quem prometera laborar pela Concórdia Universal dos Povos. Ao contrário disso, o que fez? Colocou os seus irmãos e irmãs nos tronos da Europa, ficando a família Bonaparte a dominá-la, e além dele próprio se tornar imperador dos franceses (1804), em 26 de Maio de 1805 obrigou o Papa Pio VII a coroá-lo rei de Itália, incluindo o Vaticano, assim anexando para si a exclusividade dos Poderes Temporal e Espiritual do Mundo, desta maneira auto-assumido “rei do mundo” ou “imperador universal”. O Papado resiste-lhe, e ele resiste a esse, pois que uma completa mudança tinha-se dado nele… <em>Traiu</em>, portanto, o seu <em>Juramento</em>, querendo realizar tudo em proveito da sua ambição pessoal. Ele considerava-se superior a quaisquer “Superiores Incógnitos” cujas ordens menosprezou abertamente. Mais uma vez, o “Homem da capa vermelha” procurou chegar à sua presença, mas… o ingrato recebeu-o debaixo de ridículo (como confessa amargamente a Las Cases). Chegou mesmo a exasperar-se com o seu fiel conselheiro de outrora, quando este lhe lembrou “o Juramento que fizera na cripta subterrânea da Grande Pirâmide”… e quando deu ordem para prendê-lo, como por encanto o mesmo desapareceu diante de si como um fantasma das Tulherias.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde então, Napoleão Bonaparte ficou abandonado às suas próprias forças. Começou a perder todas as batalhas, até desfechar na de Waterloo, e com ela também perdeu a Coroa. Por fim, a Inglaterra apoderou-se do “traidor” e aprisionou-o em Santa Helena, onde por certo ele pôde meditar à-vontade sobre semelhante “traição”. Pobre Napoleão Bonaparte!</p>
<p style="text-align:justify;">Semelhante história, completamente desconhecida até dos académicos mais ilustrados, não diminui, no entanto, as suas glórias. E isso também concorre para que a França, por sua vez, seja gloriosa perante os demais povos do mundo. Pode-se, pois, admirar o génio de Napoleão Bonaparte, que venceu todos os generais da Europa e realizou verdadeiros milagres em arte militar que hoje não se conseguiriam realizar, mesmo com arsenal bélico muito mais avançado que o dessa época.</p>
<p style="text-align:justify;">Realmente, já havia um imperador na Europa pelo que Napoleão escusava, por conta própria vítima do seu narcisismo e presunção, auto-coroar-se tal e com isso dar início ao seu fracasso humano e espiritual, e consequentemente lançar por terra a pretensão da Grande Loja Oculta de, através dele, realizar o seu projecto sinárquico de fundação dos Estados Unidos da Europa, depois da África e finalmente das Américas… Esse imperador que já havia nos confins do continente europeu era o português: <em>D. João VI</em>, Senhor do Reino Unido de Portugal, Algarves (África) e Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que a Hierarquia Branca, representando e sendo a Lei de Deus na Terra, acabou “escrevendo direito por linhas tortas”: com as três invasões de Portugal pelo exército napoleónico e uma, duas, três vezes derrotado, o imperador português, D. João VI, foi forçado a exilar-se na sua própria terra, não fugindo do país mas procurando refúgio seguro nos confins do mesmo em 1815: o <em>Brasil</em>, passando São Sebastião do Rio de Janeiro a ser capital do Império Lusitano. Começava a sobressair o <em>Ex Oriens Umbra</em> a favor do cada vez mais refulgente e dominador universal <em>Ex Occidens Lux</em>!</p>
<p style="text-align:justify;">O desígnio e propósito da Excelsa Hierarquia Branca dos “Irmãos de Pureza” (<em>Bhante-Jauls</em>), os únicos e verdadeiros <em>Illuminati</em> ou <em>Mahatmas</em>, mesmo que contrariados contrariavam as Forças do Mal. Portugal jogava papel destacado na fundação do <em>Grande Ocidente</em> com o concurso proeminente, apesar de discreto, da Soberana <em>Ordem de Mariz</em> (que não está extinta, mas sim vedada para o século ou ciclo profano desde os meados do século XV-XVI, e assim <em>interiorizada</em> mantém as suas funções próprias para a Europa e o Mundo, vez por outra aparecendo um seu representante ou vários sobre a Terra, como foi o caso, já no século XX, do Barão Henrique Álvaro Antunes da Silva Neves). Tanto assim é que há referências históricas às presenças dos Condes Saint-Germain e Cagliostro em Portugal, este último como principal mas discreto implicado no resgate e fuga do Delfim Luís XVII para o nosso país, onde até o famoso “colar da rainha” também veio, além de outros objectos e pessoas que reservam-se ser citadas. Eis as tramas da História escrita pela Governo Oculto do Mundo que nem os mais profícuos ocultistas e teósofos conhecem…</p>
<p style="text-align:justify;">Como disse, com todos os factos expostos estreitamente ligados entre si criando uma intrincada teia de <em>aranha de ouro</em> desembocando em seu centro no assinalado Extremo Ocidente da Europa, este assunto é muito mais profundo do que se supõe e chega, inclusive, ao continente americano, propriamente o Brasil, onde também chegou a influência napoleónica, facto igualmente referido por Las Cases. Mas esse já é outro capítulo de uma história intrincada repleta de mistérios cuja base, repito, é…. <em>Portugal</em> e o “sang de Cape”, sim, “sangue de Capeto”, mas também de <em>Encapuçado</em>, de <em>Adepto Real</em> profundamente ligado aos Mistérios do <em>Santo Graal</em>, quer como Objecto, quer como estado de Consciência – o Quinto, <em>Manas-Arrupa</em>, <em>Mental Superior Iluminado</em> (desperto, formado e alinhado à mente concreta, logo, à personalidade) ou <em>Manas Taijasi </em>(Consciência de Espírito Santo, o Terceiro Logos Criador) embocando e desembocando por <em>Sura-Loka</em>, a Âmbula do Verbo Divino ligando o Coração da Europa, França, à sua Cabeça, Portugal, o sempre renovado “Lugar da Luz”, vale dizer, <em>Lux-Citânia</em>, a Lusitânia “Tebaida dos Assuras” do Novo Ciclo a Luzir.</p>
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			<media:title type="html">Hotal Cagliostro - Paris</media:title>
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			<media:title type="html">alquimista da Rua Fabre d´Eglantine</media:title>
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			<media:title type="html">Os pastores da Arcádia - Poussin</media:title>
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		<title>Roberto Lucíola &#8211; da Morte à Imortalidade (In Memoriam) &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
		<link>http://lusophia.wordpress.com/2011/12/27/roberto-luciola-da-morte-a-imortalidade-in-memoriam-por-vitor-manuel-adriao/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 22:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Adhuc stat! Sim, “Corpo presente”… mas com a Consciência no Reino dos Imortais – o Mundo de DUAT! A notícia esperada, toda ela indesejada, chegou: ROBERTO LUCÍOLA FALECEU! Rodeado pelos seus familiares mais próximos, Roberto Lucíola faleceu aos 80 anos de vida, vítima de doença prolongada, na sua casa em Juiz de Fora (MG), às [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2116&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><em><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar00303.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2120" title="Digitalizar0030" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar00303.jpg?w=500&#038;h=921" alt="" width="500" height="921" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Adhuc stat</em>!</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sim, “Corpo presente”… mas com a Consciência no Reino dos Imortais – o Mundo de DUAT!</p>
<p style="text-align:justify;">A notícia esperada, toda ela indesejada, chegou: ROBERTO LUCÍOLA FALECEU!</p>
<p style="text-align:justify;">Rodeado pelos seus familiares mais próximos, Roberto Lucíola faleceu aos 80 anos de vida, vítima de doença prolongada, na sua casa em Juiz de Fora (MG), às 14.40 horas de 24 de Novembro de 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">Fica a saudade da partida e a certeza firme do fim da batalha terrena para uma Alma vitoriosa finalmente volvida, após tantos sofrimentos e cansaços, mas também alegrias e realizações, ao Seio de Deus Eterno e de seus Irmãos na Imortalidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Recebi a notícia passados 35 minutos do seu desenlace. Sabia que isso iria acontecer, muito mais estando fora da influência benéfica de São Lourenço de Minas Gerais, transferido para o Hospital de Juiz de Fora (diz-se que por ter melhores condições…) por ordem da médica sua sobrinha, dr.ª CYNTIA, e depois enviado para a sua residência sob cuidados clínicos. Mas a verdadeira casa de Roberto Lucíola era a de São Lourenço, onde nos últimos anos residia no apartamento 439 do Hotel JINA. Nesta cidade privilegiada pelos Deuses ele viveu mais de 50 anos, conheceu pessoalmente o Professor Henrique José de Souza e foi seu íntimo nos últimos 10 anos de vida, e nas suas exéquias fúnebres fez parte da Guarda de Honra ao féretro no Templo de Maitreya nesta cidade sul-mineira, ficando adiante da cabeça do Mestre finalmente volvido à sua Pátria verdadeira: AGHARTA.</p>
<p style="text-align:justify;">Mestre que o iniciou a tal ponto que nesses últimos anos era o último Instrutor vivo formado pelo próprio <strong>JHS</strong>. O nome de Roberto Lucíola aparece em várias Cartas-Revelações nas quais o Venerável Mestre trata-o com o maior carinho e apreço, destacando-o em episódios importantes da História da Obra, como nessas “Assembleias Aghartinas” sanlourenceanas onde participou.</p>
<p style="text-align:justify;">A escrita e o verbo fáceis de Roberto Lucíola primavam pela clareza, transformando as questões mais intrínsecas da Teosofia revelada por JHS em «coisas de menino», isto é, tornando-as acessíveis ao entendimento imediato de qualquer estudante fosse de que Grau fosse da Instituição. Com a morte física do Venerável Mestre JHS e possivelmente dando cumprimento a instruções verbais reservadas nesse sentido ao seu amigo, confidente e discípulo fiel Sebastião Vieira Vidal, como Mordomo do Templo, este transferiu a sua própria faixa de Goro a Roberto Lucíola, que a usou durante largos anos. Depois os tempos mudaram e mudaram a faixa de Lucíola de maneira retrógrada, algo assim como “baixar-lhe o salário”…</p>
<p style="text-align:justify;">Quando eu soube disso, tomei a iniciativa de, em Nome de PORTUGAL e da ORDEM DO SANTO GRAAL portuguesa, investir Roberto Lucíola com a GRÃ-CRUZ DA ORDEM DO SANTO GRAAL, restaurando no possível o que havia sido alterado contra a Vontade do Venerável Mestre JHS e de Sebastião Vidal que a realizara na pessoa de Lucíola. Assim fiz e fico feliz por ter feito.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim se fizeram também muitas outras coisas, cujo acervo é proibido desvelar num texto público como este, tão-só adiantando que o desejo de Roberto Lucíola em relação ao MUNDO JINA, ainda em sua vida, foi realizado… De todos os Irmãos da Obra do Eterno até ao momento, foi aquele por quem tive maior amor e me desvelei mais. Nisto, seguindo à risca as instruções deixadas ao Roberto pelo próprio Venerável Mestre JHS, sim, porque não me gabo nem interna nem externamente de ser «mestre soberano» ou coisa parecida na fancaria dos dias que correm… A verdade é que não acredito em messias mancos e falsos profetas que campeiam na urbe ruim do “faz-de-conta”, logo, em «messianismos e adventos com datas fixas sem realização alguma em tempo algum», que hoje as há com fartura, inclusive onde menos deveria haver tamanho espúrio crencista que, mesmo sabendo ser enganado, paga e pede mais… Me engana que eu gosto! Gosto? Não, não me engana que eu não gosto! O que eu sei, faço e acaso frequente, ao <strong>Mestre Soberano</strong> o devo… e mais nada.</p>
<p style="text-align:justify;">Como disse, Roberto Lucíola participou dos principais lances da Obra Divina de JHS, ao lado deste e dos seus mais destacados paradigmas que tornaram a SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA o principal Baluarte Cultural-Espiritualista não só do Brasil mas do Mundo. Ele nasceu no Estado do Rio de Janeiro em 20.08.1924 (ano da fundação de <strong>Dhâranâ – Sociedade Cultural-Espiritualista</strong>), e foi na sua capital que veio a conhecer a Sociedade Teosófica liderada pelo Professor Henrique José de Souza, na qual veio a assumir papel relevante. Inclusive tomou parte activa na arregimentação de 49 pessoas para a Obra que até ao momento desconheciam-na completamente. Isso fazia parte do Decreto do Governo Oculto do Mundo para salvar a cidade do Rio de Janeiro de catástrofe eminente, devido ao Karma atlante desta que então JHS eliminou, em cujo decorrer do Ritual materializou três pregos com os quais «pregou» ou eliminou o dito Karma, dissipando-se miraculosamente o terrível furacão que se dirigia do mar para a cidade e já estava às portas da baía de Guanabara. Aconteceu de 7 a 14 de Setembro de 1960.</p>
<p style="text-align:justify;">Marmorista de profissão, a Roberto Lucíola se deve a construção do Obelisco plantado na Praça da Vitória defronte ao Templo de Maitreya, em São Lourenço, inaugurado em cerimónia pública às 15 horas de 24 de Junho de 1957 pelo Professor Henrique José de Souza, com a presença do representante do Prefeito e outras autoridades civis da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi também colaborador activo na fundação do terceiro Templo da Obra do Eterno em Nova Xavantina, Mato Grosso, onde exerceu durante largo tempo as funções de Instrutor. Essa sua afinidade com o Norte brasileiro e a Hierarquia do Quinto Senhor ARATUPAN-CABAYU ou ARABEL, manteve-se até ao último suspiro de Roberto Lucíola.</p>
<p style="text-align:justify;">Posso agora revelar que nós ambos pretendemos e investimos na elevação de dois obeliscos: um na Oitavo Montanha Sagrada MOREB, e outro na Quinta Montanha Sagrada KURAT, junto ao Castelo dos Mouros, a serem inaugurados ao mesmo tempo com a presença das respectivas autoridades oficiais. Esse projecto ficou adiado, mas <strong>não anulado</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Roberto Lucíola manteve vasta correspondência com todo o Brasil e o exterior. Conheceu e conviveu com nomes bem sonantes da “praça pública”, quer no Esoterismo, quer na Política, quer na Cultura em geral. Sabia da Obra e dos seus participes ao mais ínfimo pormenor. Por exemplo, viu crescer de perto os quatro filhos do Casal H.J.S., e o rumo que tomaram para as suas vidas… Nunca proferiu palavra mais agreste ou adversa, tão-só mantinha a sua natural gentileza e reserva, mantendo-se observador reservado e atento mas nunca suscitador de quaisquer querelas. Dava-se bem com tudo e com todos, vivia a Teosofia de JHS como poucos, e por isso não poucos o procuravam, estando o seu apartamento constantemente cheio de gente de todas as partes que o procuravam para ouvi-lo, como fui testemunha disso mais de uma vez.</p>
<p style="text-align:justify;">Orador e escritor profícuo, escreveu milhares de textos teosóficos, dando um especial destaque à História e Tradição de Portugal, “Berço da Obra”. Foi essa afinidade de Roberto Lucíola com o nosso País que levou a aproximar-me dele, em São Lourenço, e a cimentar-se reciprocamente uma amizade e afinidade completas que eu já nutria desde que, ainda catraio, lia embevecido os textos maravilhosos de Roberto Lucíola publicados em antigas revistas <strong><em>Dhâranâ</em></strong> (“a menina dos olhos” do Professor Henrique J. Souza) e <strong><em>Aquarius</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar0028.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2121" title="Digitalizar0028" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar0028.jpg?w=500&#038;h=750" alt="" width="500" height="750" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Essa afeição que alguns disseram “nunca ter visto coisa igual no Brasil”, levou a que o filho de Roberto Lucíola, Sr. Alexandre Rubens Lucíola, tivesse a amabilidade de enviar-me de Brasília, em 5 de Julho de 2006, alguns DVSs contendo aulas internas, teóricas e práticas, do Venerável Roberto realizadas no Salão de Estudos da Fundação Henrique José de Souza, em São Lourenço. Anexou à preciosa oferta a seguinte mensagem:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>«Prezado Vitor,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Em atenção à amizade que meu pai nutria por sua pessoa, transmito vem anexo três DVDs gravados a partir de fitas VHS, atinentes a palestras por ele proferidas no ano de 2001. Infelizmente, a gravação original é de baixa qualidade, o que torna o filme ruim em alguns pontos. No entanto, o que mais importa é a mensagem e a prática que transforma o pseudo-esoterismo teórico no verdadeiro esoterismo. Espero que goste e, caso se interesse, pode distribuir cópias a quem julgar merecedor.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Coloco-me à sua disposição em Brasília para qualquer necessidade ao meu alcance. Forte abraço,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Alexandre.»</em></p>
<p style="text-align:justify;">O testamento espiritual de Roberto Lucíola à Obra deixou-o nos seus fabulosos 46 Cadernos <strong><em>Fiat Lux</em></strong>, dos quais seis permanecem inéditos. Ofereceu-me o conjunto dos mesmos e deu-me autorização para que os publicasse em Portugal, “para que a Obra fosse mais conhecida entre os portugueses”. Por certo será uma enorme mais-valia reeditar toda essa obra com melhor formato e apresentação literária, defendendo o nome e direitos do autor, revertendo os lucros para a sua família ou alguma instituição de caridade. Curioso que o Caderno n.º 41, escrito para Novembro de 2004, leva o significativo título <strong><em>O Grande Vazio</em></strong>, e o último, n.º 46, <strong><em>Glorificação</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">A “jóia da coroa” da relação pessoal entre Roberto Lucíola e eu, foi precisamente a Montanha Sagrada MOREB. O que o Mestre JHS lhe vaticinara um dia na Vila Helena, veio a cumprir-se alguns decénios depois. De que maneira? Por escrito e comigo ao vivo e com o Roberto aí, mas… ficar-me-ei por duas citações, uma dele e outra do próprio Venerável Mestre.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar0026.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2123" title="Digitalizar0026" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar0026.jpg?w=500&#038;h=322" alt="" width="500" height="322" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Dando prolongamento ao que já escrevera no seu Caderno <strong><em>Fiat Lux</em></strong> n.º 36 de Agosto de 2003, <strong><em>Cidade Jina de São Lourenço</em></strong>, onde se repara<strong> </strong>haver nos bastidores a minha presença, inclusive estando grafado o meu nome, Roberto Lucíola adiantou no final do seu outro Caderno n.º 51 para Novembro de 2005, <strong><em>Maitreya</em></strong>:</p>
<p style="text-align:justify;">«Misteriosas pedras esculpidas com o Sol e a Lua localizadas em São Lourenço, como que assinalando a presença dos Gémeos Espirituais ou como marco indicativo dos lugares santificados na Cidade Jina de São Lourenço. Também no local se encontram outras relíquias aguardando quem as decifre.»</p>
<p style="text-align:justify;">Para se perceber que “no Centro está a Virtude”, como diz o povo, mas aqui “o Centro da cidade de São Lourenço”, escreveu o Venerável Mestre JHS no <strong><em>Livro da Fala</em></strong> (e não “das Falas”, como alguns confundem, tomando o título da primeira Carta como se fosse o título do Livro), na Carta-Revelação de 20.08.1951, referindo-se à visita nocturna que lhe fez Samael, a Sombra, tendo-lhe dito:</p>
<p style="text-align:justify;">«Vamos viajar todos juntos&#8230; (e eu me senti arrebatado nos ares, levando comigo a minha contraparte&#8230; Estávamos em São Lourenço, mas&#8230; a Montanha Sagrada era muito mais alta. Foi no seu cume que estacionámos): Vê todo esse círculo maravilhoso que nos cerca – disse a minha Sombra, o meu Espectro, a minha Egrégora –, nas suas sete cidades habitam os teus descendentes directos, pois que os <strong>do centro, onde repousa esta Montanha</strong>, são os do teu Trono Celeste&#8230; Os outros estão espalhados pelo Mundo (os 666, digo eu). Onde residem os teus descendentes directos também residirão os descendentes dos primeiros (dos Dhâranis?). Todo <strong>este círculo é idêntico à Roda</strong> que tu manejas em cima, no mesmo Trono Celeste.»</p>
<p style="text-align:justify;">Os negritos são meus, para dar realce à intenção que as mayas protectoras das escrituras de JHS encobrem sempre, com o propósito óbvio de INICIAR, o não fosse Ele O MESTRE.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar0027.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2124" title="Digitalizar0027" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/digitalizar0027.jpg?w=500&#038;h=432" alt="" width="500" height="432" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Poucos dias antes de desencarnar fui, com a maior prudência para não gerar algum mal-estar, informando o inestimável Amigo para a eventualidade do que veio a acontecer, até que lhe disse, já com ele em Juiz de Fora: «Meu Irmão, para nós não há morte. Aconteça o que acontecer, e se acontecer será bom que seja sepultado em São Lourenço e o mais próximo possível do Túmulo dos Gémeos Espirituais». Concordou imediatamente comigo e eu garanti-lhe que tudo faria para que isso acontecesse, mesmo contra a opinião contrárias de alguns familiares seus, opinião essa devida à ignorância total dos Mistérios que envolvem a nossa Obra e os seus dilectos Filhos. A última coisa que me disse foi que o filho do nosso Irmão Hilário Alves Ferreira sofrera um acidente e que isso se devera a um fenómeno de <strong>repercussão psicofísica</strong> devido ao seu estado, o que o deixava infeliz. Retorqui-lhe que sossegasse, pois com ou sem repercussão de qualquer espécie os acidentes ocorrem todos os dias e TODOS carregamos um karma que é bem nosso… Enfim, preocupou-se até ao último suspiro com o bem-estar dos seus semelhantes, em não querer ser um fardo pesado para ninguém, e por isso quis sofrer e morrer sozinho, mas a Lei não lho permitiu. A última vez que ele se escondeu de todos foi no Hotel Jina para morrer sozinho; eu telefonei para tudo quanto é sítio e pessoa e ninguém sabia dele, desconfiei que estava escondido no apartamento e telefonei, telefonei, telefonei até que viu-se obrigado a atender o telefone&#8230; e passei-lhe uma valente rebocada. Riu-se, ficou contente e nunca mais repetiu a façanha…</p>
<p style="text-align:justify;">Também nesses dias do fim Roberto Lucíola afirmava-me estar sentindo mais do que nunca as presenças do Mestre e do seu <strong>Manasaputra</strong>, a “Veste Imortal”. Afirmou-me estar se integrando nesta, e isso era indício claro que a sua morte estava eminente…</p>
<p style="text-align:justify;">Veio o dia aprazado por YAMA, a Morte. Na noite que o antecedeu deitei-me cedo e dormi “como uma pedra”, antes, como um morto na pedra fria do sepulcro… nada de vigílias súbitas, nada de sonhos, nada de nada. Acordei desconfiado e deixei o dia correr, até que por volta das 17 horas o telefone gemeu insistente para dar a notícia do desfecho final do meu querido Irmão e Amigo que ainda me deixa aquela saudade…</p>
<p style="text-align:justify;">Minutos antes de partir, Roberto Lucíola fora até à varanda da casa e aí ficara por momentos, silencioso com o olhar distante cravado na direcção da Montanha da sua adorada São Lourenço. Era o adeus derradeiro. A seguir foi ao lavabo onde se fechou à chave, depois saiu e deitou-se sobre a cama onde foi acometido de estertor por breves instantes e faleceu. Em plena posse das suas faculdades mentais como raro LÚCIDO assim LUCÍOLA partiu…</p>
<p style="text-align:justify;">Este Virginiano puro, nascido (20.08.1924) cinco dias depois em igual mês do nascimento de Henrique José de Souza, deixou a veste física às 14.40 horas de 4.ª-feira, dia de Mercúrio (AKBEL, portanto), cujo número da hora fatal, segundo o <strong>Relógio Tátvico</strong>, marca nela a influência passiva da Lua, portanto, da LUZ DE CHAITÂNIA, que também é o Túnel ou Embocadura Vital por onde, às 15 horas, Roberto Lucíola passou integrado em seu <strong>Manasaputra</strong> rumo ao CAIJAH, nesse mesmo dia consignado pelo próprio Mestre JHS à recitação dos Salmos… da Salvação.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa questão do 3 e do 15 do valor da hora, para o Venerável Mestre e seus Filhos de Obra Divina, foi assunto que já abordei numa carta privada aquando da passagem ao Reino dos Imortais de um outro paradigma de JHS, Paulo Machado Albernaz. Então tive a oportunidade indesejada de dizer:</p>
<p style="text-align:justify;">«Informo que todos os verdadeiros Iniciados ou Filhos do Avatara, Nosso Senhor o Cristo ou Maitreya, por norma e salvas as devidas excepções, desencarnam às 3 horas da madrugada, às 12 horas do dia ou da noite, ou às 15 horas da tarde. Tanto mais que foi às 15 horas da tarde que Jesus morreu no Calvário, segundo as Escrituras, e o próprio Mestre JHS em 9 de Setembro de 1963, no quarto 209 do Hospital São Lucas, São Paulo, apesar de ter desencarnado às 2.45 horas da madrugada, foi realmente às 3 horas que fez o seu avatara em RABI-MUNI, na Montanha Sagrada MOREB, São Lourenço, seguindo daí para ARAKUNDA, Roncador, onde foi recebido aos acordes apoteóticos do <strong><em>Ladak-Sherim</em></strong>, o mesmo Hino que Ele dizia ter letra maior e música mais empolgante que a cantada e tocada na Face da Terra. Já antes, em 12 de Agosto de 1963, houvera a Bênção de Agharta a toda a Terra, conforme as palavras do próprio JHS, entretanto já acamado nesse Hospital ou Clínica: “Às 3.00 horas da manhã, a AGHARTA ABENÇOOU O MUNDO”! E adiantou: “Ainda que o peso da Cruz da Terra continue o mesmo, a Salvação acontecerá se cada um, através dos Ensinamentos, se transformar”.»</p>
<p style="text-align:justify;">Mal soube da notícia do falecimento do saudoso Irmão e Amigo, passei a agir para que os ditames da Lei se cumprissem conforme o estipulado anteriormente. Fiz “finca-pé” em duas premissas, inegociáveis ou incontornáveis a qualquer título, para mim sagradas: 1.ª) que o despojo mortal de Roberto Lucíola fosse imediatamente trasladado para São Lourenço e sepultado o mais próximo possível do Túmulo dos Gémeos Espirituais (Henrique e Helena); 2.ª) que os filhos do Casal H.J.S. estivessem presentes à despedida final no Templo e que todos os do Templo prestassem as Honras devidas a Roberto Lucíola.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/dsc03495.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2126" title="DSC03495" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/dsc03495.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Isso foi feito. O resto mortal de Roberto Lucíola foi sepultado no dia seguinte, cerca do meio-dia, no cemitério de São Lourenço, em jazigo do pai da sua esposa encostado ao Túmulo dos Gémeos Espirituais, a escassos centímetros deste do lado direito. Antes disso, a Guarda da Ordem do Santo Graal perfilou no Portal do Templo, estando presentes dois dos filhos carnais do Casal H.J.S.: Selene Jefferson de Souza e Jefferson Henrique de Souza, acompanhado de sua esposa Sr.ª D. Felícia, sendo prestadas as Honras devidas a Roberto Lucíola.</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, antes do acto final da descida à terra, o corpo de Roberto Lucíola esteve em vigília toda a noite na capela do cemitério de São Lourenço. Depois, por volta das 9 horas da manhã, houve o cortejo fúnebre para o Templo onde a Guarda esperava. O carro funerário (furgoneta de cor branca fretada em Juiz de Fora) estacionou defronte a ele, na Praça da Vitória (actual Praça Helena Jefferson de Souza), e após retirado um pouco do caixão para fora da viatura os Lanceiros e demais Guarda perfilada, com os principais Pavilhões erectos da Obra (o de Agharta, o da Obra, o do Brasil e o de São Lourenço), prestaram as Honras solenes sob os acordes apoteóticos do Hino <strong><em>Exaltação ao Graal</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse foi o acto público, pois que no Ritual do meio-dia, com porta fechada a estranhos e profanos, prosseguiu a Homenagem mais que merecida ao SANLOURENCEANO OBREIRO, Roberto Lucíola.</p>
<p style="text-align:justify;">Após a solenidade na Praça da Vitória, o cortejo fúnebre reiniciou o caminho do cemitério. Aí, no momento antes de baixar o caixão à terra, foi pronunciado colectivamente o <strong><em>Salmo 129 de Encaminhamento</em></strong>, e quando o caixão começou a baixar também se pronunciou colectivamente a <strong><em>Evocação de Yama</em></strong>, conforme eu transmitira telefonicamente sobre quais os procedimentos que se deveriam ter quanto ao Ritual Funerário. Respondi que JHS não deixara qualquer Ritual Funerário mas antes instruções de como se deveria agir em casos de morte de Irmãos ou de simpatizantes da Obra, e que todas essas instruções eram, já em si, todo um Ritual Funerário.</p>
<p style="text-align:justify;">A <strong><em>Evocação de Yama</em></strong>, da autoria do Venerável Mestre JHS, é a seguinte (abreviada) e recita-se três vezes consecutivas:</p>
<p style="text-align:justify;">«Yama! Yama! Yama! Conduz esta alma generosa e boa para o Tabernáculo de Deus, no glorioso Reino de Duat! Bijam.»</p>
<p style="text-align:justify;">A imprescindível Irmã Maria da Conceição Aguilar, cujos esforços em trazer Roberto Lucíola de Juiz de Fora para São Lourenço e organizar as cerimónias fúnebres são dignos dos maiores louvores que não esquecerei enquanto viver, generosa atendeu presta ao meu pedido conseguindo um ramo de flores que foi colocado sobre o caixão, cobrindo da cabeça ao peito, do mental ao coracional. As flores foram em meu nome e de minha esposa. Mas eu não quis um ramo qualquer, isso não podia ser! Tiveram que ser 9 ROSAS: 3 AMARELAS (SATVA – PAI), 3 AZUIS (RAJAS – MÃE), 3 VERMELHAS (TAMAS – FILHO), com laço azul céu, cor do Akasha e do Segundo Trono que é a Mãe nas Alturas, a Mãe Misericordiosa assistente dos que partem, a Mãe cuja flor é a Rosa sem espinhos e que, com as cores das 3 Gunas, expressa assim o THEOTRIM, a Trindade Divina nos Três Mundos do Corpo, da Alma e do Espírito (3&#215;3 =9, <strong><em>O Ermitão</em></strong>, o Adepto Perfeito, mas também o valor cabalístico da Terra e de ADAM ou ADM, ou seja, do “Homem feito do limo da Terra”, esse o barro vermelho radioactivo que caracteriza o solo da Montanha Sagrada MOREB, assim mesmo expressando KUNDALINI, o Fogo Criador do Espírito Santo, e para cujo escrínio o meu saudoso Irmão e Amigo partiu), como se afirma no <strong><em>Ritual Psaltérico</em></strong> a <strong><em>Evocação Makara</em></strong>, em posição nobre repetindo as palavras (abreviadas) de JHS:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>O Pai no Pai, o Pai em mim.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A Mãe na Mãe, a Mãe em mim.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O Filho no Filho, o Filho em mim.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Para maior Glória do Theotrim!</em></p>
<p style="text-align:justify;">À mesma hora que se processava o Ritual Fúnebre na Praça da Vitória, procedia-se a idêntico em Sintra, na <strong>Clareira do Graal</strong>, prestando a derradeira Homenagem ao Irmão e Amigo que partia e imensa saudade deixava.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que SINTRA – SÃO LOURENÇO estiveram juntas na mesma hora da despedida final de um dos últimos MAKARAS de AKBEL. Certamente Roberto Lucíola ficaria feliz com isso, ele que tanto amava Portugal. E Portugal, pelas mãos dos teúrgicos, não o esqueceu, mesmo que o povo adormecido pela turbulência mundana ignorasse quanto de transcendente e solene acontecia no momento, mas também trágico para ele que ficava viúvo de um elo vivo entre o mundo dos mortais e o Mundo dos Imortais.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim partiu o paladino, ligeiro e veloz, mal tudo terminado, de volta à Montanha, a sua Montanha, à Casa de Deus conduzido por alados Seres… Ao longe, mirando tudo, Rabi-Muni esperava… o bom Filho à paternal Mansão volvendo. Pairando sobre o enorme túnel akáshico que se abre no centro da Montanha, onde nada parece haver e tudo aí está… abriu caminho adiante da Alma glorificada, amparada por Anjos ou Munis, rumo ao DUAT – o Mundo dos Imortais.</p>
<p style="text-align:justify;">Como remate a tudo o dito que é tão pouco em tão pobre homenagem a quem mais merece, a guisa de resposta trago aqui a belíssima prece que Roberto Lucíola deixou no seu Caderno <strong><em>Fiat Lux</em></strong> n.º 43, de título <strong><em>Governo Oculto</em></strong>:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Senhor,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>No silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-te a paz, a sabedoria,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>a força da vontade.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ser paciente, compreensivo, manso e prudente;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ver além das aparências os Teus filhos como tu mesmo os vês, e assim,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>não ver senão o bem em cada um.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Cerra os meus ouvidos a toda a calúnia.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Guarda a minha língua de toda a maldade.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Que somente as bênçãos encham o meu Espírito.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Que eu seja tão bondoso e alegre que todos quantos se chegarem a mim,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>sintam a Tua presença.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Reveste-me da Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>eu Te revele a todos.</em></p>
<p style="text-align:center;"> <strong><em>OROMOETÊ </em></strong>(SALVE)<strong><em> ROBERTO LUCÍOLA!</em></strong></p>
<p align="center"><strong><em>HONRA E GLÓRIA À RUBINA ALMA LÚCIDA</em></strong></p>
<p align="center"><strong><em>QUE DE MORTAL FEZ-SE IMORTAL!</em></strong></p>
<p align="center"><strong><em> </em></strong><strong><em>LAMPADAX – PARADAX – DAMADAX!</em></strong></p>
<p align="center"><strong><em> </em></strong><strong><em>PAX</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>Casal Albernaz &#8211; visitantes ilustres em Portugal! &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 04:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Comunidade Teúrgica Portuguesa congratula-se efusivamente pela honra enorme de ter recebido em seu seio o ilustre casal amigo e irmão nesta Obra Divina, Exm.º Sr. Paulo Machado Albernaz e sua esposa, Exm.ª Sr.ª D. Neuza Maragni Albernaz. Com efeito, acedendo ao convite endereçado pelo Presidente no activo da Entidade portuguesa, o ilustre casal vindo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2107&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ilustres11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2108" title="Ilustres1[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ilustres11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A <strong>Comunidade Teúrgica Portuguesa</strong> congratula-se efusivamente pela honra enorme de ter recebido em seu seio o ilustre casal amigo e irmão nesta Obra Divina, Exm.º Sr. Paulo Machado Albernaz e sua esposa, Exm.ª Sr.ª D. Neuza Maragni Albernaz.</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, acedendo ao convite endereçado pelo Presidente no activo da Entidade portuguesa, o ilustre casal vindo de São Paulo, Brasil, no voo da TAP n.º 1574, desembarcou no Aeroporto da Portela, Lisboa, cerca de 13.30 horas de 4.ª-feira do dia 2 de Maio de 2001.</p>
<p style="text-align:justify;">Após a comoção do momento de quem há muito não se via fisicamente, de imediato rumou-se para Sintra a cuja sombra benfazeja os veneráveis amigos ficaram 15 astarôticos dias, instalando-se na residência de membro da C.T.P., que prestimosa e antecipadamente a cedera nesse sentido. Por tanto, merece reconhecimento agradecido por tamanho préstimo, sem dúvida indo influir o mais beneficamente possível no seu karma pessoal em detrimento de quaisquer outros aspectos negativos, coisa que, afinal, todos carregamos como “saco de experiências e débitos”, estes a esgotar, aquelas a aumentar!&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Paulo Machado Albernaz constitui-se na “velha guarda” do escol do Professor Henrique José de Souza, para nós, teúrgicos e teósofos, o <strong>Mestre JHS</strong>. Entrado na <strong>Sociedade Teosófica Brasileira</strong> cerca de 1949, no ano de 1950 penetrava já as fileiras internas da mesma Instituição, ingressando com a sua esposa no Corpo Templário da <strong>Ordem do Santo Graal</strong>, tendo chegado ao cargo de organistas e pianistas (por seu domínio do órgão e do piano), e finalmente, anos depois, às funções respectivas de sacerdote e sacerdotisa. Estes últimos cargos foram exercidos com a maior proficuidade no Templo do Departamento de Baturité, em São Paulo. Ao cargo de sacerdote templário juntou-se o de mestre tributário, em cuja <strong>Ordem dos Tributários</strong> também exerceu papel relevante.</p>
<p style="text-align:justify;">Acerca da sua investidura sacerdotal pelo próprio JHS, é Paulo Machado Albernaz quem a descreve em palavras pouco usuais, mesmo para os esoteristas mais «amadurecidos», com as quais brindo o respeitável leitor ávido de mais e maior Luz Mental como expressão directa do Espírito:</p>
<p style="text-align:justify;">«Exerci o espinhoso cargo de Sacerdote na Instituição, e fui ungido em 07-10-59; tendo recebido o Báculo Sacerdotal directamente das mãos de JHS, em 17-05-62. […] A Espada de Templário que possuo, em cuja lâmina está gravada a palavra “Phalus”. Em seu livro precioso (<strong><em>Portugal Templário</em></strong>, de minha autoria, antiga edição), tive ocasião de ler, na página 39, uma citação de que se trata do antigo nome da Cruz. O Professor me disse um dia: “Paulo, tu és Phalus, os braços da Cruz”, e deixou escrito numa das suas Cartas-Revelações» (<strong><em>Carta pessoal de 28-12-1999</em></strong>).</p>
<p style="text-align:justify;">«Assistimos a muitos e muitos Rituais conduzidos pelo Professor. A maioria deles no Templo de Vila Canaã, em São Lourenço. Neles o Venerável Mestre era de um desempenho único, pois mais pareciam aulas onde se absorviam os mais transcendentes conhecimentos, que saídos de sua <strong>“Santa Boca”</strong> entravam pelos nossos ouvidos de maneira suave e calavam fundo em nossas mentes. Jamais nos esqueceremos daqueles régios tempos em que JHS se transformava na <strong>“Palavra Viva”</strong> e sua Contraparte se desdobrava em gestos magníficos, ornados por inúmeros e desconhecidos <strong>“Mudras”</strong>. Era um verdadeiro sonho e ao terminar o Ritual ficávamos todos aguardando mais e mais… Um dos últimos que assistimos, foi o da nossa Consagração como Sacerdote e Sacerdotisa. Ele havia reunido toda a Série Interna ou dos Irmãos Maiores da Instituição em sua casa; encomendara previamente uma Espada e um Báculo. Nós ficámos ladeando os GÉMEOS. Segurando as duas peças, na mão direita a Espada e na esquerda o Báculo. Ele iniciou o Ritual evocando a parte Divina do Quinto Senhor e pedindo para que Ele chegasse mais perto. Saudou-O chamando-O de <strong>“Venerável Irmão”</strong> e exaltando todas as suas boas qualidades. Falou sobre diversos assuntos, mas nunca deixando de transmitir novos conhecimentos aos que assistiam. Terminado o Ritual, sem dizer uma única palavra, entregou-nos o Báculo e ficou com a Espada. Somente anos mais tarde, depois de seu passamento, é que passámos a entender o seu gesto» (<strong><em>Carta pessoal de 07-12-2000</em></strong>).</p>
<p style="text-align:justify;">Escritor de raro talento, sensibilidade e preocupação constante em trazer as modernas descobertas da Ciência Académica às teses mais vastas e antigas da Ciência Tradicional, sob a notória influência do 5.º Raio de Luz cuja tónica é a da Literatura mas também a do Conhecimento Científico, aliás, sendo esse o Raio ou Linha do Espírito Português com cúspide no respectivo Posto Representativo da Obra do Eterno na Face da Terra, o de <strong>Sintra</strong>, Paulo Machado Albernaz foi redactor-chefe da revista <strong><em>Dhâranâ</em></strong>, órgão oficial da (extinta) <strong>Sociedade Teosófica Brasileira</strong>, tendo mesmo expedido, sob ordens expressas de JHS, exemplares para o Adepto Bey Al Bordi, no Cairo, e para António da Silva Neves, o “Antonino”, filho mais novo do Barão da Silva Neves, então residente em Goa, antiga Índia portuguesa, e colaborador da mesma revista. Acrescento, ou revelo, como se queira, que o supradito Barão nada mais era (e é!) do que o próprio Chefe Supremo da <strong>Ordem de Mariz</strong>, a mesma dos “Barões assinalados” no poema épico de Camões.</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, o maior desvelo literário de Paulo Machado Albernaz é precisamente a sua <strong><em>A Grande Maiá</em></strong>, organizada em mais de duas dezenas de volumes, precisamente 22, alguns dos quais já publicados pela <strong>Madras Editora</strong> de São Paulo. Aparte algumas imprecisões constantes na mesma que não lhe retiram o valor, é obra imprescindível na biblioteca de todo o investigador e demais leitores interessados por assuntos científicos vistos da perspectiva tradicional, cujo fundo revela ser a própria Teosofia desenvolvida pelo Professor Henrique José de Souza.</p>
<p style="text-align:justify;">Aliás, fora o próprio Professor Henrique José de Souza quem encomendara a feitura dessa obra monumental a Paulo Machado Albernaz, depois deste ter-se candidatado a realizá-la. A partir de então, o Professor Henrique passou a reunir-se em privado (na sua residência paulista, na Rua João Moura) com o Venerável Paulo e dar-lhe instruções privadas sobre como deveria construir a obra e o que nele haveria de constar. Entretanto, o Professor faleceu (9.9.1963) e o discípulo continuou a escrever o livro, até ao ano em que pessoalmente nos conhecemos. Para o auxiliar nesse trabalho titânico, Paulo Albernaz faz reunir em sua casa (na Avenida Angélica, paulista) uma plêiade de discípulos esclarecidos que dedicadamente o coadjuvaram noite após noite, ano após ano, após os deveres diários da conquista do “pão nosso de cada dia”, com destaque para os nomes de Isaac Luztig, Lupécio Gonçalves, Aulus Ronald Cirillo e, então o mais jovem de todos e o mais afano por seu entusiasmo pela Sabedoria de JHS, António Carlos Boin, que se dedicou incondicionalmente a Paulo Machado Albernaz e à obra encomendada pelo Mestre. Numa das suas correspondências mantidas comigo, António Carlos Boin escreveu:</p>
<p style="text-align:justify;">«Já na Série Interna, conheci o nosso grande <strong>Irmão</strong> <strong>Paulo Machado Albernaz</strong>, com quem tive convívio mais estreito, acompanhando muito de perto a feitura do <strong><em>Livro da Grande Maya</em></strong>, pois procurávamos trocar ideias sobre os temas que iam em desenvolvimento. E foram muitas as discussões em torno dos vários capítulos que, gradativamente, iam se estendendo. No ano de 1979, se não me falha a memória, outros incidentes mudaram mais uma vez os rumos da Sociedade. […] E começaram o mais doloroso: passaram a instituir o <strong>Odissonai</strong> (Ode ao Som) em todas as mudanças de Lua. O <strong>Odissonai</strong> até então, era realizado sempre na Lua Nova quando, justamente, a Lua é neutra. Pois meu caríssimo Irmão, passaram a dar a uma extraordinária <strong>Yoga Solar</strong> o carácter de Lunar, como lunáticos eram os Irmãos que inventaram isso. Foi quando o Sacerdote de São Paulo, o <strong>Irmão Paulo Albernaz</strong>, se recusou a tais práticas e resolveu pedir demissão e se retirar da Sociedade» (<strong><em>Carta pessoal de 14-09-2002</em></strong>).</p>
<p style="text-align:justify;">Por tamanho mérito, virtude e sacrifício, António Carlos Boin atraiu a minha atenção e a mais sincera admiração. Fiz questão que falasse comigo pessoalmente menos de um mês antes de falecer. O que falámos, reservo-me de comentar… mas a verdade é que foi merecedor dos galardões sintrianos da Hierarquia do Quinto Dhyani-Budha, EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA, o mesmo Jehovah Júnior”, como consignou Sebastião Vieira Vidal, não só por ter estado entronizado em Shamballah por muito tempo mas também por ser a antropomorfização do Raio Planetário de JÚPITER. Aliás, não esqueço as palavras do próprio Mestre JHS de que “TUDO QUE ACONTECE EM PORTUGAL SE REFLECTE NO BRASIL, E VICE-VERSA”!</p>
<p style="text-align:justify;">Imaginoso e engenhoso, como é próprio ao tipo de 5.º Raio, as mãos de Paulo Machado Albernaz construíram objectos de grande valor e beleza, desde espadas a objectos entalhados de madeira (flores-de-lises, Templo de São Lourenço com busto de JHS, Chakra Cardíaco com as 12+2 pétalas e o Vibhuti com as respectivas letras sânscritas, etc.) até artefactos de acupuntura, estes muito procurados pelo público geral por serem considerados os melhores feitos no Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Artista, pois, pintor o foi. O próprio Mestre JHS recomendou-lhe que pintasse o Tarot Sacerdotal da Nova Era do Aquário, como o descreveu na sua Carta-Revelação de 03.09.1954, <strong><em>Arcanos do Novo Ciclo de Aquarius</em></strong>, pertencente ao <strong><em>Livro do perfeito Equilíbrio</em></strong>. Paulo Albernaz assim o fez. De todas as versões desse Tarot Aghartino conhecidas da <strong>Comunidade Teúrgica Portuguesa</strong>, é precisamente a do nosso Venerável Irmão PHALUS a utilizada no seu Grau Interno, o de <strong>Integração</strong> ou do <strong>Munindra</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje mesmo, essas lâminas coloridas estão expostas em grandes quadros no Salão do Departamento de São Paulo da ex-S.T.B., muito apreciados por todos ainda que, verdade se diga, só escassa minoria entenda o seu significado profundo. Para o Templo do mesmo Departamento, Paulo Machado Albernaz pintou um lindo <strong>Cruzeiro do Sul</strong>, que foi colocado na abóbada mas… às avessas, a despeito dos avisos constantes de Paulo sobre a sua posição incorrecta, assim não fazendo inteiramente jus ao Mundo Equilibrante do 2.º Logos representado por <strong>Cruziat </strong>ou <strong>Ziat</strong>, em língua aghartina, ou seja, o mesmo <strong>Cruzeiro do Sul</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Emissário póstumo da forma humana do Deus AKBEL, é, pois, num dia de <strong>Mercúrio</strong> (4.ª-feira) que o insigne casal Albernaz desembarca em Lisboa, do voo 1574 que, reduzido teosoficamente, dá o <strong>17</strong>, número do biorritmo de Portugal como a tarôtica <strong>Estrela dos Magos</strong>… e em <strong>17</strong>, também em <strong>Maio</strong>, Paulo M. Albernaz recebeu a sua consagração sacerdotal por JHS em pessoa!</p>
<p style="text-align:justify;">Casualidades obedecendo à <strong>Causalidade</strong> do Arquétipo Primordial que subjaz a todas as tramas e desenvolvimentos da Obra Divina e de seus Filhos(as) sobre a Terra.</p>
<p style="text-align:justify;">E desembarcado, como disse, em Maio (<em>Maia</em>, <em>Maya</em>, <em>Mãe</em>, <em>Matriz</em>, <em>Mariz</em>…), no dia 2. Dois é Casal, é Geminidade, é Novo Pramantha ou <strong><em>Novis Phalux a Luzir</em></strong> no horizonte dos Novos Tempos apontando a Idade dos Andróginos. Novos Tempos ou N. P., que também vale por Neuza e Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Voando pela TAP ou TOMANDO AEREAMENTE PORTUGAL, este que antanho ao Brasil tomou por <em><strong>Maris Nostrum</strong></em>, unindo-se assim o lindo Cruzeiro do Sul às cintilâncias multicoloridas de Sirius o <strong>Kaliba</strong> – PORTUSBRASIS.</p>
<p style="text-align:center;"><em>Nós te saudamos assim, Brasil!</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Desenhando num Céu de anil</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>O teu símbolo: Cruzeiro do Sul.</em></p>
<p style="text-align:center;">(Hino <strong><em>Santuário do Brasil</em></strong>)</p>
<p style="text-align:justify;">E que</p>
<p style="text-align:center;"><em>Ao chegarem no litoral</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Já no Céu estava escrito</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Como se fora um manuscrito:</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Eis ali PORTUGAL.</em></p>
<p style="text-align:center;">(<strong><em>Hino ao Amor</em></strong>)</p>
<p style="text-align:justify;">Por escassez de tempo, não houve oportunidade de viajar a São Lourenço de Ansiães, berço da Soberana <strong>Ordem de Mariz</strong>, de maneira a correlacionar esse rincão sagrado de Trás-os-Montes às Terras Altas do Traixu-Lama, na Mongólia Interior. E sob a égide taumatúrgica de ALLAMIRAH, os “Olhos do Céu”, a Mãe Divina desde sempre Orago e <strong>Matriz</strong> ou <strong>Mariz</strong> como <strong>Miz-Ra</strong> (<em>Miz</em>, <em>Mis</em>, <em>Sin</em>, “Lua”, e Ra como “Fogo, Luz, Iluminação”), que é dizer, <strong>Mãe da Luz</strong>, o Feminino Universal.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas houve tempo para oferecer aos ilustres Irmãos visitantes vasta documentação escrita e fotográfica sobre o tema Mariz e a localidade transmontana, como de outras mais, incluindo <strong>Sagres</strong>, o <em><strong>Sacrum</strong></em> ou “Cóccix” de Portugal expressando o LABORATÓRIO DO ESPÍRITO SANTO, assim mesmo aflorado sobre o País como a mesma SHAMBALLAH no Centro do Globo. Promontório esse onde, na noite de São João Baptista de 1978, seis pares se reuniram formando o HEXAGONON do Sexto Sistema, com o fim de dar continuidade em plagas lusas, de maneira autónoma e com nome novo que garantisse a mesma independência (<strong>Comunidade Teúrgica Portuguesa</strong>), à Obra Divina de EL RIKE (Henrique… José de Souza) no segundo ciclo do Graal, ou seja, o da Idade do Espírito Santo (de 25.06.1956 em diante). O mais, mistério…</p>
<p style="text-align:justify;">É sob a égide do Quinto Luzeiro ARABEL, o do Mental Superior como o mesmo Paraninfo celeste da consagração sacerdotal do Venerável <strong>Phalus</strong>, que os ilustres Irmãos da Pátria Gémea da nossa visitam boa parte da Estremadura “esotérica”, direi assim, de onde o culto à Deusa-Mãe Primordial irrompeu para a Europa no final do Paleolítico e no Neolítico, continuando nas épocas posteriores, portanto, sendo a Estremadura portuguesa o berço cultual do Eterno Feminino, auspiciador da estadia e itinerário desses nossos Irmãos no País.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Lisboa, dentre muitos outros lugares, teve-se oportunidade de visitar e apreciar demoradamente o Castelo de São Jorge (AKDORGE), a “Abadia” Maçónica no subterrâneo do Palácio Foz, a Sé Patriarcal de Santa Maria Maior (o “Templo da Luz”) e seguir todo o decurso do Barão Henrique Álvaro Antunes da Silva Neves: a sua residência, a misteriosa Taberna, o Arco Triunfal da Rua Augusta, a Praça dos Arcos ou Arcanos, vulgo do Comércio, a encruzilhada na Baixa Pombalina onde se deu o acidente com os Gémeos Espirituais em 1899, etc., etc., não deixando de passar ao largo das antigas residências palacianas dos Condes de São Germano e Cagliostro, na capital.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Sintra, visitou-se e apreciou-se longamente o Cabo da Roca (ou <strong>Caput Serpens</strong> – a Cabeça da “Serpentária” KUNDALINI), o ponto mais ocidental da Europa, após vinda da Boca do Inferno (Inferior ou Interior Lugar, Seio da Terra, portanto), em Cascais, passando-se ao Castelo dos Mouros de Sintra, a Santa Eufêmia da Serra, ao Palácio do Parque da Pena (das “Letras mais Altas” – ASGARMAT – assinaladas na Cruz Alta, o “Pico do Graal”), à Quinta da Regaleira (REIFADAK), a São Miguel de Odrinhas, etc., etc., pois perante o muito percorrido a memória falha, mas com a certeza, porém, de ter-se feito a Volta inteira ou Ronda completa a esta nossa Serra Sagrada (KURAT-AVARAT).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ilustres21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2109" title="ilustres2[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ilustres21.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">No <strong>Castelo dos Mouros</strong>, logo na primeira visita ao topo de SINTRA que é âmbula por onde se escoa a Consciência Mental Superior ou de Espírito Santo (SURA-LOKA), ante as grutas lacradas e respiradouros abertos, Paulo M. Albernaz adiantou serem «embocaduras disfarçadas para um Povo bem organizado sob Sintra». Só lhe pude dar inteira razão!</p>
<p style="text-align:justify;">Na Capela do Espírito Santo na Quinta da Regaleira, ante o Triângulo com o Olho no centro da Cruz Templária em resplendor, sobre o interior da entrada (nártex), Neuza Maragni exclamou: «É a Cruz Rosacruciana»! Perante quanto já disse e escrevi sobre o assunto, só lhe pude dar inteira razão!</p>
<p style="text-align:justify;">Não se descurou a visita à Vila do V Império, <strong>Mafra</strong>, em dia que tocavam os carrilhões da basílica, deslumbrando todos os presentes. Faço agora uma pequena análise filológica esotérica: se o <strong>M</strong> de <strong>Mafra</strong> for deitado para a esquerda dá um <strong>K</strong>, e então tem-se anagramaticamente <strong>Rafak</strong>, “rasgar, cortar”, como <strong>Rakshasa</strong>, “mago negro”, cuja sede mundial é na Nova Guiné, no Monte <strong>Arfak</strong>, antítese de <strong>Mafra</strong> com o seu Convento no sítio da <strong>Vela</strong>, da Luz ou da “Estrela dos Magos” inspiradora à edificação do Templo, símile da Jerusalém Celeste sobre a Terra – <strong><em>Hierosoliminatus Templis Novis</em></strong>! Edificação a que concorreram a Hespanha, Portugal e Brasil = H.P.B.! Mas também Jove, Henrique e Sintra = J.H.S.! Enfim, <strong><em>Theosophicum Templis Hierusalem in Coelis et Terris</em></strong>!</p>
<p style="text-align:justify;">Houve igualmente tempo para degustar e passear na Avenida Luísa Todi da antiga cidade bíblica de Tubal, hoje <strong>Setúbal</strong>, com a península de Tróia ao fundo (evocando os antigos mistérios gregos de Ulisses e da verdadeira Helena de Tróia…). Visitou-se a Serra da Arrábida, e no Portinho fiz questão que se descesse dentro da Terra pela Lapa de Santa Margarida, lugar Jina claramente matricial. Aí as Sacerdotisas da Ordem do Santo Graal, a portuguesa e a brasileira, sentiram a presença e Mestre JHS e o odor perfumado da sua Aura.</p>
<p style="text-align:justify;">Muito mais se viu e visitou, mantendo sempre a conexão com o Mundo Jina, bem vivo, real, hiperfísico e físico, vindo desdizer na prática certos «sábios da Grécia» que nada sabem senão teoria rebuscada, sem a mínima experiência directa, prática do que seja realmente esse Mundo sem Mayas mas que se envolve em todas elas…</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ilustres31.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2111" title="ilustres3[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ilustres31.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">No dia 12 de Maio, sábado, às 16 horas, o insigne casal visitou a Sede da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA, sendo recebido aos acordes apoteóticos do Hino Aghartino <strong><em>Ladak-Sherim</em></strong>, em sua homenagem. O Portal do Santuário AKDORGE ou AK-SHERIM foi-lhes aberto e todo ele iluminado em Chamas brilhantes sobre o Altar.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo véspera do Dia das Mães (que é o 13 tradicionalmente, e sempre a omnipresente GRANDE MÃE!) e em Dia de Luz ou SABATH (sábado), consagrado ao Dhyani-Kumara KASSIEL, como Senhor da Linha Teúrgica e Taumaturgica como Medicina Universal, iniciou-se a sessão com a leitura da Carta-Revelação de JHS, <strong><em>Caindo e Levantando… Dedicado ao Mundo</em></strong>, de 03.01.1952 (<strong><em>Livro dos Makaras</em></strong>). Seguiu-se o <strong>Sat-Sang</strong>, “Diálogo Colectivo”, dirigido por Paulo Machado Albernaz que brindou todos os presentes com a sua eloquente sabedoria e experiência vivida junto do Mestre JHS. Em agradecimento, fiz questão de oferecer-lhe duas das três Mensagens que a Hierarquia Branca enviara ao Mestre em 28 de Setembro de 1935, as quais Paulo ainda não possuía para integrar a sua ordenação brilhante do <strong><em>Livro Síntese</em></strong> do mesmo JHS. A Mensagem que não lhe ofereci, ele já a possuía.</p>
<p style="text-align:justify;">Após o encerramento da sessão, em dia que era solene, todos os presentes, incluindo gente da Índia, fizeram questão de brindar o casal amigo e Irmão com um jantar de homenagem num restaurante típico de Bucelas, no Termo dos Saloios, tendo decorrido no mais agradável dos convívios, como é natural entre Irmãos no mesmo Ideal.</p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente, a 15 de Maio (dia sob a égide de ASTAROTH, como “Senhor da Inteligência Universal”), de novo no Aeroporto da Portela, esperando o voo que levaria o casal insigne de volta ao seu País, de volta ao seu Lar, ao convívio dos seus.</p>
<p style="text-align:justify;">Vários Irmãos teúrgicos fizeram questão de estar presentes para se despedirem pessoalmente, já com a saudade preiteando no peito. Pode ficar a saudade, sim, mas a distância material é superada pela UNIÃO MENTAL E CORACIONAL, verdadeiramente ESPIRITUAL, logo, eterna, imorredoura. O calor do abraço final de «despedida» mantém, e manter-se-á sempre!</p>
<p style="text-align:justify;">O círculo do Ciclo Ibero-Ameríndio estreitou-se mais profundamente para Maior Glória do Eterno e de todos quantos por Ele labutam em prol da PAZ UNIVERSAL.</p>
<p style="text-align:center;"><em>Está o Brasil em Portugal,</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Está Portugal no Brasil.</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Esplende mais o Santo Graal,</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Mais forte fica a Obra, viril.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Sid – Lapadax – Arakunda</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>BIJAM</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">ADENDO</p>
<p style="text-align:justify;">Passados cinco meses da visita do Venerável casal Albernaz a Portugal, o inestimável Paulo machado Albernaz despojou-se para sempre das suas vestes físicas na sua residência em São Paulo, cerca das 15 horas da tarde de 6 de Outubro de 2001. Apesar da notícia já ser esperada, a consternação foi geral nos membros da <strong>Comunidade Teúrgica Portuguesa</strong>: havia partido um Lúcido em meio ao marasmo deste mundo de loucos. Mas havia-se cumprido a Vontade do Venerável Mestre JHS: a vinda de Phalus ao Alpha da Obra Divina – PORTUGAL!</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, passado um ano sobre o evento fúnebre, repete-se este trabalho literário dedicado à visita do insigne casal amigo e Irmão ao nosso meio lusitano, como homenagem póstuma a Paulo Machado Albernaz, igualmente tendo havido celebrações no Templo, usando-se de Falas Portuguesas e Aghartinas pela voz do sacerdote, desfechando com a deposição da espada templária sobre a boca circular da trípode aceso, tornando-a assim <strong>espada flamejante</strong> e configurando o Aspecto Masculino do Segundo Logos, tal como a letra grega <strong>Phi</strong>, fundamental à constituição do Triângulo Dourado, aqui transposto da Geometria Sagrada para a Tríade Espiritual (ATMÃ – BUDHI – MANAS), assinalada nos pés de Dragão da trípode ardente onde crepitam as chamas de AGNI, o <strong>Fogo Sagrado</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Parte das palavras foram as seguintes, acompanhadas da respectiva música:</p>
<p style="text-align:justify;">SALVE YAMA, DEUS DA MORTE, MAS TAMBÉM DA RESSURREIÇÃO!</p>
<p style="text-align:justify;">DÁ TODA A LUZ AOS IDOS E AOS QUE PARTEM, E TAMBÉM A PROTECÇÃO, RESGUARDA-OS NO CELEIRO DO CAIJAH, COMO A ESSE NOSSO IRMÃO, E COMO ELE TODOS USUFRUAM JUNTO AO MESTRE UNIVERSAL, O CRISTO, ESPERANÇA ÚNICA, MISTÉRIO DO SANTO GRAAL, SALVANDO DA MORTE NO LIMBO, SALVANDO DE TODA A TREVA E DOR, SALVANDO DE TODO O MAL, PELA LUZ PLENA DA JUSTA E PERFEITA JUSTIÇA, DA SABEDORIA ETERNA, DO AMOR IMORTAL E JACTANTE PAZ!</p>
<p style="text-align:justify;">DAI A TODOS ASSIM COMO DESTES A ELE, DO CRUZEIRO O PALO FLORIDO – PAULO MACHADO ALBERNAZ!</p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>ADI – BUDHA – VAHAM – MAITREYA!</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>BIJAM</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lusophia.wordpress.com/2107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lusophia.wordpress.com/2107/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2107&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Roma, a &#8220;cidade eterna&#8221; &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 22:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Roma, “Caput Mundi” Sim, Roma “Cabeça do Mundo”. Ao menos no sentido religioso, como sede da religião confessional do Ocidente, tal qual Atenas, na Grécia, foi o berço cultural da Europa. A origem de Roma esconde-se na sua lenda de fundação onde entra uma loba cuidando de dois irmãos gémeos, Rómulo e Remo, abandonados à [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2075&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/plano-medieval-de-roma.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2076" title="©Photo. R.M.N. / R.-G. Ojda" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/plano-medieval-de-roma.jpg?w=500&#038;h=526" alt="" width="500" height="526" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em>Roma,</em></strong> <strong><em>“</em></strong><strong><em>Caput Mundi</em></strong><strong><em>”</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center">Sim, Roma “Cabeça do Mundo”. Ao menos no sentido religioso, como sede da religião confessional do Ocidente, tal qual Atenas, na Grécia, foi o berço cultural da Europa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">A origem de Roma esconde-se na sua lenda de fundação onde entra uma loba cuidando de dois irmãos gémeos, Rómulo e Remo, abandonados à sorte do destino pelos homens e os deuses, eles que eram filhos de Marte e de Rhea Sílvia, descendente de Eneias, herói de Cartago. Amamentados por Ruma, a loba ou lupe, a <em>Lua </em>expressiva da fecundidade, Rómulo e Remo cresceram e fizeram-se homens, o último representando os povos migratórios ou nómadas do Lácio e o primeiro expressando a fixação ou sedentarização dos mesmos aqui, o que ficou assinalado no mito de “Rómulo matar o seu irmão Remo”, tal qual Caim matara Abel na Bíblia, cujo significado é o mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Como Remo é símbolo dos povos migratórios movendo-se do Oriente para Ocidente no Globo habitável, ele ficou, astrologicamente, como símbolo da Terra em seus movimentos orbitais e sazonais, estes dominados por Marte, expressando a sedentarização dos mesmos povos passando de pastores a agrários pela construção de cidades, o que sideralmente é marcado pelo espaço e tempo de prevalência das estações anuais marcando a vida das urbes inicialmente rurais, facto simbolizado na figura de Rómulo que se tornaria o primeiro rei de Roma, segundo a lenda.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Foi assim que Marte (<em>Rómulo</em>) passou a ser, no horóscopo da cidade de Roma, o seu planeta regente a par de Terra (<em>Remo</em>) sob a influência de Vénus que é, astrologicamente, uma espécie de <em>alter-ego</em> da Lua (<em>Ruma</em>). Por esta razão, ficou convencionada por Públio Terêncio Varrão (82 a. C. – c. 35 a. C.), poeta, historiador e astrólogo, que a data da fundação de Roma era 21 de Abril (quando o Sol sai do signo de Carneiro/Marte e entra em Touro/Vénus) de 753 a. C., atribuindo uma duração de 36 anos cada uma das sete gerações correspondentes aos sete reis mitológicos de Roma, começando por Rómulo. Esses “36 anos” são simbólicos e referem-se aos grandes ciclos planetários onde domina durante esse tempo um dos sete planetas tradicionais da Antiguidade, como sejam: Sol, Saturno, Vénus, Júpiter, Mercúrio, Marte, Lua. Conclui-se que cada uma das “sete gerações” esteve sobre influência de um desses planetas, sendo que os sete reis mitológicos (os quatro primeiros latinos e sabinos, e os restantes etruscos ou tarquínios) foram os seguintes: Rómulo (753 a. C. – 716 a. C.), Numa Pompílio ou Panfílio (716. A. C. – 673 a. C.), Túlio Hostílio (673 a. C. – 641 a. C.), Anco Márcio (641 a. C. – 616 a. C.), Tarquínio Prisco (616 a. C. – 578 a. C.), Sérvio Túlio ou Mastarna, em etrusco (578 a. C. – 534 a. C.), Tarquínio, o Soberbo (534 a. C. – 509 a. C.).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Foi assim que 21 de Abril de 753 a. C. ficou como o <em>Natal de Roma</em>, sendo também dia da festa de <em>Pales</em>, a <em>Parilia</em>. Essa era uma divindade da mitologia romana relacionada com a vida pastoril, e na festa da sua celebração os pastores acendiam fogueiras de restolho e espinhos sobre as quais saltavam (costume que se transferiu depois para os festejos joaninos entre os povos cristãos), e pediam perdão aos deuses pelos seus animais terem penetrado nos recintos sagrados dos templos. Em algumas fontes clássicas, como Ovídio e Virgílio, <em>Pales</em> é apresentada como divindade feminina, enquanto outras fontes referem-na como divindade masculina. Possivelmente seria hermafrodita ou dotada dos dois sexos (<em>Palibus duobus</em>, assim festejada a 7 de Julho no seu templo que estaria no <em>Campo de Marte</em>), para expressar o momento de sedentarização dum povo nómada que acabou fundando a cidade de Roma.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Etimologicamente, a origem do nome <em>Roma</em> provirá do grego <em>Róme</em>, “bravura, coragem” (atributos de Marte), cuja raiz <em>rum</em> significa “seios, tetas”, com possível referência à loba ou <em>lupe</em>, em latim. A língua etrusca, pegando na mesma raiz grega, <em>rum</em>, extraiu a palavra <em>Ruma</em> para designar o burgo, e aos seus habitantes chamava <em>Rumach</em>, “de Roma”. Mas a expressão <em>Ruma</em>, com origem greco-egípcia, servia também para designar o <em>boi</em>, este o animal ruminante que se atribui a Vénus (signo do Touro) e se crê auspiciar astrologicamente Roma. O facto é que o boi na Antiguidade romana ocupou lugar destacado nos seus cultos zoo e antropomórficos. Daí que o <em>Campo do Boi</em> passasse a ser conhecido pelo nome latino de <em>Forum Ruminalis</em> ou <em>Forum Bovarium</em>, ou seja, <em>Campo dos Bois</em>. Durante muito tempo, segundo refere Tito Lívio, mostrava-se no <em>Forum Ruminalis</em> a figueira sob a qual a loba aleitara os gémeos Rómulo e Remo. Por tal motivo, passou a ser conhecida pelo nome de <em>Ficus Ruminalis</em>, isto é, <em>Figueira Ruminal</em>, planta saturnina, tal qual o boi negro (ao invés do branco que é de Vénus).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Já o Rio <em>Tibre</em> que banha a “cidade eterna”, o seu nome provirá provirá do latim arcaico <em>Tibaris</em>, onde estão presentes os temas mediterrânicos <em>tab </em>e <em>ares</em>, respectivamente significativos de “santo” e “carneiro”, ou seja, “o carneiro santo”, nome dado ao deus <em>Ares</em>, o padroeiro das legiões romanas que tinha aqui, em Roma às margens do Tibre, o centro principal do culto a ele, donde irradiava para todo o império que cobriu a Europa, parte de África e chegou às portas da Ásia.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Como cidade, inicialmente gizada em quadrado, Roma nasceu no Monte Palatino (nome derivado de <em>Pales</em>, a divindade pastoril), onde se ergueu o <em>palatium</em>, “palácio” dos soberanos, em breve consagrando-se a Júpiter, por ser considerado o maior e mais poderoso dos deuses, tal qual os imperadores romanos consideravam-se maiores e mais poderosos que quaisquer outros soberanos no mundo habitável. Por isso, a águia, ave jupiteriana, ficou com emblema orgulhoso e augusto do império.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Sendo a cidade das sete colinas, Roma representava-se por sete templos principais em cada uma delas, e quando se tornou cristã levantaram-se nas mesmas sete igrejas que serviriam de luminárias à fé católica irradiando para todas as partes do mundo onde a mesma existe. Isto dá-lhe os foros legítimos de <em>caput mundi</em> e <em>aeterna civitas</em> por essa mesma razão menos política-temporal e mais religiosa-espiritual, fazendo-a cidade do divino <em>Amor</em>, que é o que significa <em>Roma </em>às avessas. As sete colinas romanas com os seus sete templos antigos, são:</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Aventino (<em>Mons Aventinus</em>) – Templo dedicado a Diana, deusa da Lua.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Capitolino (<em>Mons Campidoglio</em>) – Templo da Tríade Capitolina (Júpiter, Juno e Minerva), cujos deuses intercambiam entre si tal qual faz o planeta dos intercâmbios ou permutas, Mercúrio.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Celio (<em>Mons Caelius</em>) – Centro devocional de Rómulo, sob a invocação de <em>Ares</em> ou Marte.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Esquilino (<em>Mons Esquilinus</em>) – Templo da deusa Vénus.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Palatino (<em>Mons Palatinus</em>) – Templo de Júpiter.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Quirinal (<em>Collis Quirinalis</em>) – Templo do deus Quirino, protector do Estado Romano dando-lhe a luz ou Sol necessário à sua boa legislação.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Monte Viminal (<em>Collis Viminalis</em>) – Templo do deus Silvano presidindo às mortes e enterramentos, predicados de Saturno.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O papa Alexandre VII (1599-1667), seguindo a tradição religiosa das sete colinas, deu como principais as sete igrejas de Roma: Santa Maria Annunziata, Santi Vicenzo e Anastasio, San Paolo, San Giovanni in Laterano, Santa Maria Maggiore, Santa Croce in Gerusalemme, San Lorenzo fuori le Mura.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/7-igrejas-de-roma-giocomo-lauro-15993.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2083" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/7-igrejas-de-roma-giocomo-lauro-15993.jpg?w=500&#038;h=382" alt="" width="500" height="382" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Por fim, na cidade do Vaticano (<em>Vaticanus</em>) tem-se na basílica de S. Pedro de Latrão, substituta do templo dos Vates com que se iniciou apodar <em>Roma, cidade eterna</em>.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em>O Templo de Vesta e o Vaticano</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center">Do Palatino ao Vaticano a distância é breve. Por certo nenhuma distância cultual havia entre os dois lugares no tempo do império romano. Ou seja, ambos os montes da cidade eram povoados por sacerdotes e sacerdotisas consagrados ao culto solar ou apolíneo do deus Mitra e sobretudo da deusa Vesta, que aí tinham os seus templos.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Por debaixo da basílica de S. Pedro de Latrão subsistem restos de um mitreo ou templo mitraico subterrâneo, ainda com o altar meio desconjuntado, e no Palatino, no Forum Romano, mantêm-se as ruínas do templo circular de Vesta com a vizinha Casa das Vestais ou as consagradas a essa deusa solar, jovens puras e virgens encarregues de manter aceso o fogo sagrado no templo as quais, além da sua esmerada educação preparando-as para a vida do lar, eram igualmente preparadas no desenvolvimento psicomental das faculdades de previsão do futuro ou vaticínio. De maneira que à função de vestais ou virgens aliavam, sobretudo as que abraçavam a vida religiosa para toda a vida, o exercício de vates ou vaticinadoras.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Delas deriva o nome <em>Vaticano</em>, do latim <em>Vaticanus</em>, derivado de <em>vates</em>, estes que aí viveram muito antes da Roma pré-cristã, havendo inclusive um templo do deus etrusco <em>Vagitanus</em> que era o padroeiro dos vaticinadores. De maneira que o <em>Vaticanus</em> é o primitivo “lugar dos vaticínios”, e sobre o templo de Vagitanus ter-se-á levantado o cristão de S. Pedro.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Mas esse <em>Vagitanus</em> era um deus menor em comparação à divina <em>Vesta</em>, considerada a esposa de Apolo ou Helius, o Sol Espiritual. Por isso todos os lares romanos possuíam uma lareira onde ardia a chama eterna de Vesta fazendo as vezes de imagem desta. Como o Sol é redondo da mesma forma o eram os templos da deusa, com as entradas voltadas para o leste para expressar a ligação entre o Sol da Vida e fogo sagrado ardendo no centro do recinto. Vesta que também era chamada <em>Héstia</em>, donde derivou o nome de <em>hóstia</em>, que como se sabe também é de formato circular e expressa o corpo místico da Divindade em Cristo, incarnação do Sol Espiritual, ou melhor, do Logos Eterno. Os próprios templos circulares ou votivos do Cristianismo não deixam de ser reproduções dos primitivos da deusa Vesta ou Héstia, pelo que o seu simbolismo cristão restrito é o de representar a hóstia sagrada, esta o alimento eucarístico tal qual o Sol o é dos corpos e das almas.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/templo-de-vesta-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2086" title="Templo de Vesta - 1" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/templo-de-vesta-1.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Segundo Dionísio de Halicarnasso, os romanos acreditavam que o fogo sagrado de Vesta estava intimamente ligado ao destino da cidade e viam no apagar dele um presságio mortal da extinção da cidade, e até mesmo do império, o que aconteceu com a implantação da nova religião cristã, possuída da simbologia mitraica masculina e da feminina de Vesta.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Para que em Roma o fogo perpétuo não se extinguisse no Templo de Vesta (<em>Aedes Vestae</em>, em latim), possivelmente mandado construir pelo imperador Pompilius Numa no século VII a. C., ele era mantido por seis ou dez sacerdotisas da deusa, num sacrifício permanente através do qual a inocência virginal servia de elemento substancial e até de escudo contra os pecados, as falhas eternas da Humanidade. Obviamente que o perímetro do templo era rigorosamente vedado aos homens, tanto de dia como de noite. Essa tradição mantém-se nos mosteiros femininos cristãos.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Uma vez por ano, no primeiro dia de Março, renovava-se o fogo sagrado: a sacerdotisa chefe do templo ou Virgem Máxima (<em>Virgo Vestalis Maxima</em>) assessorava o Sumo Pontífice (<em>Pontifex Maximus</em>) com ela apagando e ele acendendo novamente o fogo sagrado, por meio de dois paus onde um penetrava o orifício doutro e friccionavam-se até gerar chama, técnica chamada <em>pramantha</em>. O acto envolvia-se de grave cerimonial expressando a Vesta como deusa geradora e sustentadora das mulheres e da família. Ao mesmo tempo, por ser realizado nas proximidades do Equinócio da Primavera, servia de preanuncia do ano novo astrológico, em 20/21 de Março, quando a Natureza desponta pujante sob o signo do Carneiro animado pela impetuosidade ígnea de Vesta, a deusa solar. O 1.º de Março das Vestais veio a ter o seu equivalente no 1.º Domingo da Quaresma, período que abre o preparatório da Páscoa, e que vai até Domingo de Ramos, quando Jesus entrou em Jerusalém montado num jumento, este que era o animal sagrado das vestais, símbolo de sacrifício, humildade e paz.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/vestal1.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2088" title="Vestal" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/vestal1.png?w=172&#038;h=300" alt="" width="172" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Em Roma, na grande festa chamada <em>Vestália</em> os jumentos eram coroados de flores e não trabalhavam. Durante a festividade, que durava de 7 a 15 de Junho, as senhoras romanas iam em procissão, descalças e cobertas, oferecer o pão por elas cozido aos templos de Vesta. No final da festividade, as vestais fechavam o templo, lavavam-no e depois abriam-no com um banquete oferecido ao seu divino orago, contando apenas com a presença de mulheres. A <em>Vestália</em> tem, no Cristianismo, como vizinha e oposta, ainda assim com algumas semelhanças na finalidade litúrgica, a celebração do <em>Corpus Christi</em>, o Corpo de Deus. No final do mesmo mês de Junho, dia 29, S. Pedro é celebrado na sua basílica vaticana e em todo o mundo católico romano, que também assim e por estarem em data próximas no mesmo mês, acaba sendo uma evocação inconsciente do passado mágico dos vates e das vestais que sagraram esse lugar muito antes do Apóstolo Pedro ou os seus seguidores substituí-los cultualmente, onde o <em>Papa</em> faz as vezes do Sumo Pontífice da religião solar dos vates e vestais de Roma e do seu vasto império na época.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Por serem consideradas imbuídas de poderes especiais, as vestais eram honradas por todos e tinham poderes jurídicos de perdoar aos condenados que buscassem o seu socorro, inclusive extirpar os pecados da alma só com a sua simples presença. A sua pureza corporal e espiritual era considerada a garantia da segurança e salvação de Roma, sendo por isso vigiadas severamente pelo Sumo Pontífice.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">A disciplina rigorosa das vestais (por exemplo, aquela que deixasse apagar o fogo sagrado no templo era severamente chicoteada) acabou sendo herdada pelas freiras professas cristãs, juntamente com os dotes de pureza ou virgindade do corpo e da alma. As vestais eram escolhidas dentre as filhas de famílias nobres e deviam servir durante trinta anos no templo, dos quais dez eram de aprendizagem, outros dez de sacerdócio, e os últimos para ensinar as novas vestais. Deviam manter a castidade, estando submetidas a regras severas, e em caso de infracção ao casto voto, eram enterradas vivas perto do Monte Quirinal, no <em>campus sceleratus</em> (campo da perversidade), onde a ex-virgem era acompanhada por um procissão fúnebre até ao local, onde era encerrada numa cova contendo uma cama, uma lamparina acesa, e um pouco de óleo e leite.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Com o passar do tempo e a decadência do império romano, as vestais tornaram-se bodes expiatórios e foram usadas para fins políticos, sendo-lhes atribuídas as causas dos desastres naturais e as derrotas nas batalhas por, suposta e alegadamente, terem infringido os seus deveres e quebrado o voto de castidade, facto nunca provado como esse da Virgem Máxima injustamente condenada à morte pelo imperador Domiciano em 90 d. C., enquanto o seu suposto amante morria espancado nas escadarias do Forum; mas ficou provado que a velha e gasta política romana não soube acompanhar a marcha do progresso político-social, e com isso o império foi gradualmente dissolvendo-se e Roma tomando nova feição política, cultural e religiosa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O que resta do Templo de Vesta no Palatino ardeu duas vezes. A primeira no grande incêndio de Roma no ano 64 d. C., crê-se que mandado atear pelo imperador Nero. A segunda no ano 191, tendo Julia Domna, esposa de Septímio Severo, mandado restaurar o templo. A chama sagrada foi retirada do mesmo em 394 por Teodósio I, após ter vencido a Batalha de Frigidus, derrotando Eugenius e Arbogast. Essa data marcou o fim das vestais em Roma e o abandono do templo, sucessivamente saqueado até desaparecer todo o seu mármore no século XV. A secção em pé hoje foi reconstruída na década de 1930 durante o regime de Benito Mussolini.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em>Fonte das Três Tiaras</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center">O simbolismo decorativo da <em>Fontana delle Tiare</em> ou <em>Fonte das Tiaras</em>, no Largo delle Colonnato, em Rione Borgo, sem dúvida que se inspira e refere à presença próxima dela da residência pontifícia. Encontra-se situada por detrás do acesso ao lado norte da Praça de S. Pedro do Vaticano. É obra realizada após encomenda da comissão da Comuna de Roma ao arquitecto romano Pietro Lombardi, em 1927.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">A fonte ergue-se sobre base circular ligeiramente destacada e assenta num trevo ou trifólio sobre que se ergue uma grossa pilastra donde para três bacias escorre a água. O conjunto é encimado por três tiaras papais dispostas em triângulo tendo abaixo de cada, em duplicado, as chaves pontifícias, ao todo, seis.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Sem dúvida que se está diante de uma indesmentível simbologia papal assinalando o sumo-pontífice como chefe supremo do <em>orbis catolicus romanus</em> (“mundo católico romano”), regular sucessor canónico da linhagem apostólica iniciada por S. Pedro confirmado pelo próprio Jesus Cristo conferindo-lhe a autoridade de chefe máximo da Igreja ou Assembleia universal dos seguidores da Sua Palavra, segundo relata o <em>Evangelho de S. Mateus</em> (capítulo 16, versículo 19): <em>Et tibi dabo clavis regni caelorum</em> (“E dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus”).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Aparecendo nesta fonte três tiaras equivalem à <em>tríplice tiara</em>, <em>triregnum</em> ou <em>triregno</em>, descrita como a coroa papal em forma de colmeia, com três diademas e encimada por uma pequena cruz. Objecto desde simples a ricamente decorado com ouro, prata e outras pedrarias preciosas, os papas podiam usar a tiara dos seus antecessores ou então confeccionarem novas. Recebiam o <em>triregno </em>na cerimónia de coroação após a sua eleição, marcando o início do seu pontificado, mas uma vez que esse é um ornamento não-litúrgico, só se era ostentado em procissões papais e actos solenes de jurisdição, pelo que o papa, como os bispos, ornamenta-se com uma mitra pontifícia nas funções litúrgicas. Os primeiros registos do uso do <em>triregno</em> remontam ao século VIII, desenvolvendo-se a sua decoração e forma até meados do século XIV, sendo que o último papa a portar <em>triregno</em> foi Paulo VI, em 1963. Dessa data até hoje, raramente os papas usam-no, mas que ficou, com as chaves cruzadas ligadas por um cordão (<em>cíngulo</em>), como o brasão proeminente do papado.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Anteriormente ao século VIII, a origem da tiara pontifícia mergulha na lenda, dizendo esta que o papa Silvestre I (314-335) recebeu a tiara do imperador Constantino como um sinal de liberdade e paz na Igreja, inicio da <em>pax romana</em>. Também a narrativa lendária diz que Clóvis I ofereceu ao papa Símaco a tiara papal na igreja de S. Martinho, em Tours, no século V. Porém, um ornamento branco usado na cabeça do papa é registado pela primeira apenas na biografia do papa Constantino no século VIII, no <em>Liber Pontificalis</em>. Essa cobertura é chamada de <em>camelaucum</em> ou <em>phrygium</em>. A mais baixa das três coroas do <em>triregno</em> apareceu na base da chapelaria branca tradicional dos papas no século IX, quando esses assumiram efectivamente o poder temporal dos <em>Estados Pontifícios</em>, sendo essa coroa da base decorada com jóias para assemelhar-se às coroas dos reis e príncipes. O termo <em>tiara</em> é referido pela primeira vez na biografia do papa Pascoal II, no <em>Liber Pontificalis</em>, em 1118.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">À coroa mais baixa da tiara adicionou-se uma outra passando a duas, em 1128 no pontificado de Bonifácio VIII, na época do conflito com Filipe, o Belo, rei de França, para demonstrar que a sua autoridade espiritual era superior ao poder real, e assim a tiara passou a chamar-se <em>biregno.</em> Quanto à terceira coroa acrescentada posteriormente com a qual a tiara passou chamar-se <em>triregno</em>, a sua data é incerta ainda que seja sugerido o seu aparecimento durante o pontificado de João XXII (1316-1334).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/fonte-das-tiaras-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2092" title="Fonte das Tiaras - 2" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/fonte-das-tiaras-2.jpg?w=500&#038;h=503" alt="" width="500" height="503" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Às três coroas da tiara foram dados os seguintes atributos papais: Pastor Universal (coroa superior), supremacia da Autoridade Espiritual (coroa intermédia) e domínio do Poder Temporal (coroa inferior). Esses atributos derivam da tríplice dimensão de Cristo como Sacerdote, Profeta e Rei, funções, por sua vez, reconhecidas no Rei do Mundo ou <em>Melkitsedek</em> de quem Cristo a representação viva mais próxima ao mesmo, a ponto da própria Igreja reservar-se a duas espécies de sacerdócio, facto também reconhecido pela Sinagoga ou Judaísmo. De facto, o Livro do <em>Génesis</em> e a Epístola de S. Paulo aos <em>Hebreus</em> referindo-se a esse misterioso Soberano, levou a tradição judaico-cristã a distinguir dois sacerdócios: um, “segundo a Ordem de Aarão”; outro, “segundo a Ordem de Melkitsedek”. Este superior àquele, pois se liga do Presente aos Tempos do Advento do Messias, expressando os Apóstolos, os Bispos e a Igreja do Ocidente. E aquele vincula o Passado ao Presente, expressando os Profetas, os Patriarcas e a Igreja do Oriente.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em>Exotérico</em> (público, confessional) – O <em>Sacerdócio de Araão</em> ou <em>Sacerdócio Menor</em>. Ministra as coisas temporais e confessionais (morais) e é o dominante na religião católica, andando próximo aos ensinamentos dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em>Esotérico</em> (reservado, sapiencial) – O <em>Sacerdócio de Melkitsedek</em> ou <em>Sacerdócio Maior</em>. Ministra as coisas celestiais e sapienciais (gnósticas), correlacionando-se aos ensinamentos do Apóstolo S. João.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O exclusivo dos Mistérios de Melkitsedek contém-se no <em>Deserto</em> (símbolo de lugar reservado ou aparte do mundo profano) e contém-se no <em>Silêncio Sacerdotal</em>, equivalente da <em>Palavra Perdida</em> na Maçonaria, nos quais a <em>Opera Dei</em>, “Obra Divina” ou <em>Teurgia</em> é o exercício exclusivo, possuída de leis e regras canónicas que, afinal, constituem a <em>Ciência Sacerdotal</em>.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Na Bíblia, tem-se aparece a primeira referência a Melkitsedek ou Melki-Tsedek no <em>Genesis</em> (XIV, 19-20): “E Melki-Tsedek, Rei de Salém, mandou que lhe trouxessem pão e vinho e ofereceu-os ao Deus Altíssimo. E bendisse Abraão (…) e Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”, instituindo-se a Ordem de que fala <em>o Salmo 110</em>, 4: “Tu és um sacerdote eterno, segundo a Ordem de Melkitsedek”. Este é assim definido por S. Paulo na sua <em>Epístola aos Hebreus</em> (VII, 1-3): “Melki-Tsedek, Rei de Salém, Sacerdote do Deus Altíssimo que saiu ao encontro de Abraão (…) que o abençoou e a quem Abraão deu o dízimo de tudo, é em primeiro lugar e, de acordo com o significado do seu nome, Rei da Justiça, e em seguida, Rei de Salém, isto é, Rei da Paz; existe sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tem princípio nem fim a sua vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece Sacerdote para todo o sempre”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">É assim que o sacerdócio da Igreja cristã chega a identificá-lo à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, mantenedor da Tradição Apostólica que vem do Apóstolo Pedro até ao Presente. Tal como <em>Melki-Tsedek</em> é “Rei Sacerdote de Deus”, só como “Sacerdote de Deus” leva o nome judaico <em>Kohen-Tsedek</em>, e como “Rei do Mundo ou Imperador Universal” o de <em>Adonai-Tsedek</em>, funções assinaladas no <em>triregno</em> o qual o <em>Brahmatmã</em>, equivalente de <em>Melki-Tsedek</em> no Oriente, também carrega sobre a cabeça, acompanhado das duas chaves de ouro e prata indicativas dos Mistérios Maiores do Céu e dos Mistérios Menores da Terra. Também o <em>Brahmatmã</em> se triparte nas funções laterais de <em>Mahinga</em> e <em>Mahanga</em>, ou seja de Rei e Sacerdote do Eterno. <em>Melki-Tsedek</em> tinha, ainda, o seu equivalente no Antigo Egipto na função de <em>Ptah-Ptahmer</em>; na Índia, é chamado <em>Chakravarti </em>e <em>Chakravartini</em> e também <em>Dharma-Raja</em>; os antigos Rosacruzes reconheciam-no como <em>Imperator Mundi</em> e <em>Pater Rotan</em>, e foi assim que a Maçonaria o reconheceu no século XVIII, consignando-o <em>Maximus Superius Incognitus,</em> para todos os efeitos, o <em>Imperador Universal</em> dos corpos, das almas e dos espíritos com soberania absoluta sobre o Inferno, a Terra e o Céu, facto representado no <em>triregno</em>, nas chaves dos Mistérios e no cordão pontifical ou que liga os três Mundos entre si, Mundos esses animados ou vivificados pelos <em>Pardas</em> ou Rios Celestes que, neste particular, representam-se nas águas dessentadoras da <em>Fontana delle Tiare</em>, expressiva da tríplice função de Deus-Deus, Deus-Homem, Homem-Deus.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em>De Cibele a Santa Maria Maior</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center">A Basílica de Santa Maria Maior (<em>Basilica Sanctae Mariae Maioris</em>), antigo panteão dos papas de Roma, desde sempre se revelou envolta em mistérios pelos quais o Céu e a Terra parecem jogar os destinos da Humanidade nas presenças da Virgem Divina e do Santo Graal, este que a Tradição Iniciática do Ocidente afirma ter transitado por este templo praticamente no início da Cristandade europeia. Resta encontrar os sinais comprovadores de tamanha e assombrosa afirmação, mesmo que estejam encapotados sob aspectos diversos do que aparentam ser.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Antes de haver igreja cristã aqui havia um templo romano consagrado à deusa Cibele, considerada “Mãe dos Deuses” ou Deusa-Mãe expressando a fertilidade da Natureza. Presidia aos ciclos da vida e da morte de todos os seres (minerais, vegetais, animais e homens) sendo igualmente a sua protectora, sobretudo do Reino Animal, motivo para os gregos apodarem-na de <em>Potnia Theron</em>, “Senhora dos animais”, sendo frequentemente representada com uma coroa de muralhas na cabeça, ramos de frutos nas mãos e um leão aos pés, indicativo da sua soberania como Mãe do Mundo ou <em>Rhea</em>, como os greco-romanos a consideravam.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/deusa-cibele1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2095" title="deusa Cibele" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/deusa-cibele1.jpg?w=195&#038;h=300" alt="" width="195" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center"> Os predicados da deusa Cibele seriam transferidos para a Virgem Maria, inclusive iconograficamente, como se vê numa escultura no exterior da basílica onde a Virgem aparece enlaçando o lado do Cordeiro Pascal, substituo óbvio do leão de Cibele. Ainda existindo em pé no ano 420 sob a vigência do papa Celestino I, o templo cibelenino seria derrubado durante o pontificado do sucessor daquele, Sisto III (432-440), sendo aproveitados os seus materiais para ampliar a basílica cristã sobre ele. A sua fundação remonta ao pontificado do papa Libério I (352-366), quando transformou em igreja o que era o palácio Sicinini (<em>Ecclesia Sicinini</em>) próximo do templo do Cibele, e daí chamar-se também <em>Basílica de Santa Maria da Libéria ou Liberiana</em>, desde logo posta sob a advocação da Virgem Divina, graças a uma lenda muito bela e significativa que se pode dispor no imobiliário das lendas graalísticas: um casal romano rogou à Virgem luzes para saber como empregar a sua fortuna. Receberam, então, em sonhos, tanto o casal como o papa Libério, a revelação de que Santa Maria desejava que lhe fosse construído um templo precisamente no lugar do Monte Esquilino que aparecesse coberto de neve. Os sonhos aconteceram na noite de 4 para 5 de Agosto, em pleno Verão. No dia seguinte, o terreno onde hoje se ergue a basílica amanheceu inteiramente nevado. A lenda é ainda comemorada por caírem do Céu pétalas de rosas brancas durante a celebração da missa que o papa realizou a seguir ao sonho profético.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em>Rosas de Maria</em> é nome dado tradicionalmente à Revelação Celeste do Santo Graal ou Vaso Sagrado, Eucarístico, na Terra, onde as pétalas de rosas brancas substituem a manifestação da Pomba celeste sobre o lugar de eleição, para todos os efeitos, na iconologia mariana correspondendo à aparição do Espírito Santo expurgador das heresias e firmador da verdadeira Fé. Isto equivale à iluminação mística onde o Graal se revela não como objecto sagrado mas como consciência consagrada.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Mesmo assim, é facto significativo a época da ocorrência desse acontecimento milagroso ter coincidido com o momento de maior conflito entre o Catolicismo e o Arianismo, que se arrastava desde o Concílio de Niceia (Anatólia, Turquia) realizado no ano 325, onde os arianos negavam a existência de Jesus Cristo com duas naturezas, divina e humana, e os católicos afirmavam-na. Apesar de não ter escapado à fama de simpatia pela Arianismo, e que lhe chegou a valer o desterro para Berea de Tracia ordenado por Constâncio II, o facto é que em Roma, no ano 358, Libério I combateu essa doutrina e expulsou o antipapa Félix II, imposto pelo imperador.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O facto é que a basílica passou a ser chamada de <em>Nossa Senhora das Neves</em>, em conexão com a festa litúrgica do aniversário da Virgem Maria em 5 de Agosto, e é assim que aparece inscrita no <em>Missal Romano</em> de 1568: <em>Sanctae Mariae Dedicatio ad Nives</em> (Dedicação de Santa Maria das Neves).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Santa Maria das Neves equivale à Virgem Branca, a da Conceição ou Maior, portanto, a Mãe do Mundo expressiva da própria Terceira Pessoa ou Divino Espírito Santo como o único a operar o milagre da Criação, dispondo Maria, sua forma humana como repositório fértil (<em>Graal</em>) da Presença Divina, como Mãe Soberana dos animais, homens e deuses.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Mas será Sisto III a dedicar a basílica ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade, Concepção ou Conceição acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431). Por isto, a Basílica de Santa Maria Maior de Roma é a mais antiga igreja do Ocidente consagrada à Virgem Maria.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Este templo também foi chamado de <em>Santa Maria do Presépio</em> (<em>Sancta Mariae ad Praesepe</em>), nome que lhe foi dado por causa da relíquia com um pedaço do berço ou manjedoura ou presépio da Natividade de Jesus Cristo, trazida para aqui no tempo do papa Teodoro (640-649). Essa relíquia está hoje sob o altar-mor da basílica, na <em>Cripta da Natividade</em>, dentro de um relicário de cristal desenhado por Giuseppe Valadier em forma de vaso, com Jesus Menino por cima e duas taças laterais, o que é uma referência óbvia ao Graal objecto que, teima em afirmar a Tradição Iniciática, terá passado por este templo há largos séculos. Ao lado do relicário chamado <em>sacra culla</em> (sacro berço), está a sepultura de S. Jerónimo, um dos Doutores da Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/sacro-cullo1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2097" title="Sacro Cullo" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/sacro-cullo1.jpg?w=500&#038;h=601" alt="" width="500" height="601" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">É interessante assinalar que a palavra sânscrita <em>Akta</em>, depois ocidentalizada <em>Apta</em>, signifique “creche”, “manjedoura”, “presépio” e ainda “lugar onde nasce o Sol”, e esteja presente nos ritos brahmânicos e noutros relacionados à manifestação da Luz de que o Graal Humano, Jesus Cristo, ao nascer no Apta de Belém de imediato se tornou a Luz do Mundo. Segundo Burnouf, o simbolismo desse rito ancestral é o seguinte: o brahmane (sacerdote) cruza dois pedaços de madeira (a <em>swástika</em>, ou cruz destrocêntrica) que, para não se moverem, são cravados com quatro pregos, e na junção dos dois braços da cruz passa uma corda que, pela fricção, produz fogo. O Pai do Fogo Sagrado é o “divino carpinteiro”, <em>Tuashtri</em>, que é quem prepara a cruz ou <em>pramantha</em> que deve gerar o Filho Divino, <em>Agni</em>, que é o Fogo. A sua Mãe é <em>Maya</em>, equivalendo à Virgem Maria cristã.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Quando o pequeno <em>Agni</em> nasce, é colocado num vaso, berço ou manjedoura, simbolicamente tendo ao seu lado a <em>vaca </em>mugidora. Ora <em>Vâch</em> (o mesmo que vaca), em sânscrito, significa: Verbo Sagrado, Palavra Criadora ou Logos Criador, sendo assim alusão ao momento da manifestação ou encarnação do próprio Verbo Divino, aqui, assinalado em Jesus Menino.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O sacerdote brahmane toma o pequeno <em>Agni</em> em suas mãos, coloca-o sobre um altar e espalha sobre ele manteiga clarificada (sendo esta a origem da “unção” ou “santos óleos” usados nos baptizados cristãos). É justamente quando o pequeno <em>Agni</em>, o Fogo Sagrado assim inflamado, toma o nome de Ungido (Iluminado), <em>Akta</em> em sânscrito e <em>Christus </em>em latim. Torna-se resplandecente, pois que em seu redor tudo se ilumina. As trevas desaparecem, os demónios fogem espavoridos diante da sua luz cintilante.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Ele é o <em>Guru dos Gurus</em> (<em>Maha-Guru</em>, Grande Instrutor, etc.), o Mestre dos Mestres e toma o nome de <em>Jâtavâda</em> ou “aquele em quem a Sabedoria é inata”. Este título cabe a Jesus Cristo encimando o relicário do presépio em Santa Maria Maior, onde mostra-se deitado, posição passiva ou fixação da Sua Pessoa, com a destra abençoando o Mundo, transmitindo-lhe a Sua Sabedoria e tendo por fundo as estrelas luminosas igualmente encimando as taças laterais, como que querendo significar: <em>Graal, estrela bendita, caída do Céu</em>.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em>O Sacro Cálice de San Lorenzo</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center">A Basílica de San Lorenzo Fuori le Mura é alfobre de lendas e enigmas desaguando todas no Sacro Cálice, do qual alguns dizem que esteve aqui e talvez que ainda esteja escondido num recôndito obscuro deste templo, talvez nas suas catacumbas fechadas.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Fazendo parte do imobiliário da Roma misteriosa, o assunto merece atenção. Segundo a lenda, dentre os tesouros confiados ao diácono São Lourenço pela Igreja Grega fazia parte o Cálice Sagrado onde Jesus e os Apóstolos beberam na Última Ceia, e onde igualmente o Sangue Divino no Cristo jorrou no Calvário para dentro dele que discípulo José de Arimateia trazia consigo. Esta Taça Sagrada ficou conhecida na Idade Media como <em>Santo Graal</em>. Mas como ela chegou à posse de São Lourenço (Valência ou Huesca, Aragão, 225? – Roma, 10.8.258) é que ninguém explica, nem mesmo as lendas.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">É dito que a presença do Santo Graal nesta igreja estará ligada às perseguições aos cristãos no ano 258, ordenadas pelo imperador Valeriano, e à ordem dada pelo Papa Sisto II para esconder os tesouros cristãos, dentre eles o Cálice Sagrado entretanto chegado à posse da Igreja Romana, sem que se saiba como. Esses tesouros teriam sido escondidos nas catacumbas sobre as quais seria edificada no século IV esta igreja de São Lourenço, por ordem do imperador Constantino I, depois ampliada na época do Papa Pelágio II (579-590).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">É assim que alguns amadores de Arqueologia e História, servindo-se do <em>Guia</em> para as catacumbas escrito em 1938 pelo frade capuchinho Giuseppe Da Bra, como este acreditam existir uma sala subterrânea com cerca de 20 metros quadrados onde num canto estará o Graal num trono, e por estar representado em vários frescos nesta igreja a sua presença aqui parece ficar confirmada.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/santo-graal-in-san-lorenzo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2099" title="santo graal in san lorenzo" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/santo-graal-in-san-lorenzo.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Contudo, a lenda local mostra-se impiedosa para os amadores do “fantástico”, pois ela conta que quatro dias antes de sofrer o martírio na grelha incandescente, São Lourenço confiou o Cálice Sagrado a um amigo que o levou para Huesca, sendo depositado no mosteiro de San Juan de la Peña, o núcleo de força espiritual do reino de Aragão, tendo ido parar depois à catedral de Valência, Espanha.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Não é crível que o Graal valenciano e até mesmo o romano seja o original onde Jesus Cristo bebeu e depois verteu o seu sangue. Só é crível como Tradição Graalística a que se liga por inteiro este santo valenciano sepultado aqui, nesta igreja que é uma das sete principais de Roma.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Primeiro que tudo, deve-se atender ao cargo eclesiástico de São Lourenço: <em>diácono</em>. A sua função é ser guardião do tesouro da Igreja, cuidar dos bens da mesma, cargo de grande responsabilidade, pois por bens ou tesouros além de entender-se riquezas materiais, objectos e valores, igualmente entende-se o cuidado na alimentação da fé aos crentes e da distribuição de esmolas aos necessitados. O diaconato foi responsável pelas primeiras comunidades cristãs e hoje mantêm-se ao serviço das mesmas como seus servidores. Possuindo o primeiro grau do Sacramento na Ordem eclesiástica, o diácono é ordenado não para o sacerdócio mas para o serviço de caridade e da proclamação da Palavra de Deus e da Liturgia. Assessora o sacerdote no ministério dos Sacramentos e da Missa, como se viu com São Lourenço assessorando Sisto II.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Por essa razão, o diácono São Lourenço é o “Guardião do Santo Graal”, no caso, a Taça Eucarística da Santa Missa que se vê retratada nos frescos do século XIII e nos ladrilhos do chão, juntamente com a Cruz pátea oriental que representava a Cristandade, e por isso a Ordem dos Templários (que nunca esteve aqui, e sim na igreja de São João Baptista desta cidade) adoptou-a como Cavalaria Papal, pois que o seu chefe supremo, antecedendo o Mestre Geral, era o próprio Papa.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ladrilhos-san-lorenzo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2100" title="ladrilhos san lorenzo" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ladrilhos-san-lorenzo.jpg?w=500&#038;h=769" alt="" width="500" height="769" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Fala-se também que na Sexta-Feira Santa o Cálice escondido na pressuposta catacumba sanlourenceana verte sangue que logo se transforma em vinho. Como se sabe do facto, é absolutamente desconhecido… mas por certo terá uma razão mais crível que merece ser vista por todos: nesta basílica conserva-se uma laje com a mais antiga epígrafe latina cristã que refere explicitamente a transubstanciação do sangue em vinho pelo sacramento da missa: <em>Verus in altari cruor est vinumque</em>, “O verdadeiro sangue no altar parece ser vinho”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/epc3adgrafe-da-transubstanciac3a7c3a3o-san-lorenzo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2101" title="epígrafe da transubstanciação - San Lorenzo" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/epc3adgrafe-da-transubstanciac3a7c3a3o-san-lorenzo.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">São Lourenço (do latim <em>Laurentius</em>, “coroado de louros”, atributo solar, luminoso), tendo sido um dos sete diáconos da antiga Roma, é relacionado com o Graal porque, segundo a lenda, foi aqui o seu guardião e depois enviou-o para Aragão. Mas a presença graálica em relação com São Lourenço não se dá só em Roma e em Espanha, pois o imperador Santo Henrique, fundador do reino da Hungria, ofereceu à basílica de São Lourenço um enorme cálice de ouro e pedrarias que, miraculosamente, quebrou-se no momento do imperador expirar entregando a alma a Deus. O mesmo santo já havia restaurado milagrosamente outro cálice precioso que um presbítero de mãos frouxas deixara cair no chão.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">As várias advocações de São Lourenço também são igualadas aos atributos transcendentes do Santo Graal. Segundo as lendas medievais, tratava-se de um Vaso Sagrado feito pelo próprio Deus que tinha o poder de ressuscitar os mortos caídos na batalha, curar-lhes as feridas e devolver-lhes a vida perdida. Com isso, representava a imortalidade conferida por iniciação espiritual, por certo gnóstica ou sapiencial. Igualmente tinha a qualidade de produzir e conter, em tempos de paz, alimentos suficientes para suprir com excesso o povo. Nisso, expressava o alimento da fé nutridor do povo crente, função destinada ao diácono encarregue da parte confessional, a par do exercício da caridade aos necessitados do mundo. De maneira que o Santo Graal ou <em>Saint Vaisel</em> vem a ser expressão dos Dons do Espírito Santo, tanto como estado de Consciência Espiritual como Objecto Sagrado, capaz de operar os maiores prodígios da Natureza, por reflectir a Quintessência da mesma.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">De maneira que o significado do Santo Graal possui perfeita correlação física e espiritual na própria palavra:</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em>Gral</em> é o almofariz, objecto de laboratório, em que são feitas certas misturas químicas.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><em>Graal</em> é a Taça Sagrada. Nela, naturalmente, são feitas as mais sublimes, espirituais e místicas fusões e sublimações alquímicas.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Alquimia essa destinada a transformar a simples “vida energia” humana em plena “vida consciência” no mesmo homem, assim identificado a Cristo em quem incarnou o Divino Espírito Santo. Será, então, um Iniciado verdadeiro, um Ser Crístico de facto e direito.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Assim o foi São Lourenço, como se regista até no seu próprio nome, <em>Luz</em>, e a este propósito a sua associação ao elemento Sol-Fogo-Luz inclui-se não só no aspecto astronómico ou celeste das <em>lágrimas de São Lourenço</em> que é a chuva de estrelas, as <em>Perseidas</em> da constelação de Perseus, mas também no elemento geológico ligado às águas minero-medicinais cujas propriedades miraculosas são motivo para lhes chamar <em>águas perfumadas</em> e <em>águas de São Lourenço</em>. Finalmente, também possui uma vertente puramente filológica: o <em>fogo de São Lourenço</em>, nome que se dá em alguns lugares a um determinado tipo de urticária alérgica produzida pela exposição ao Sol.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Visitar Roma e não ir a San Lorenzo é visita inacabada, é passar ao largo do insólito e misterioso que a <em>cidade eterna</em> reserva ao visitante.</p>
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<p style="text-align:justify;" align="center"><strong><em>A porta alquímica do Marquês Palombara</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">
<p style="text-align:justify;" align="center">A <em>Porta Alquímica</em>, também chamada <em>Porta Mágica</em>, <em>Porta Hermética</em> e <em>Porta do Céu</em>, é um monumento esotérico repleto de símbolos astrológicos e alquímicos permeio a frases em latim e hebraico, com igual sentido hermético. Ladeiam-na as duas corpulentas e atarracadas figuras barbadas desnudas do deus egípcio <em>Bes</em>, postadas como guardiãs do portal que parecem abrir para os misteriosos mundos subtis da primitiva Tradição Rosacruz.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Esta <em>Porta Alquímica</em>, edificada em 1680 segundo a data inscrita nela, é a única sobrevivente das cinco portas da <em>villa Palombara</em> de Massimiliano Palombara, marquês de Pietraforte (1614-1680), que se localizava na zona rural leste de Roma no Monte Esquilino, próxima da posição correspondente à actual Piazza Vittorio. Em 1873 desmontou-se a porta e remontou-se em 1888, nos jardins da Piazza Vittorio, num antigo muro da igreja de Santo Eusébio, sendo-lhe adicionadas lateralmente duas estátuas do deus egípcio <em>Bes</em>, vindas do Palácio do Quirinale. Postada no canto norte do jardim da Piazza Vittorio Emanuele II, onde está hoje, esta porta enigmática é por certo o <em>ex-libris </em>da Roma esotérica.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/porta-alquc3admica-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2103" title="" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/porta-alquc3admica-4.jpg?w=500&#038;h=430" alt="" width="500" height="430" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O facto de se lhe adicionar as estátuas de <em>Bes</em> resultou feliz, pois que este deus menor do Antigo Egipto era tido como protector dos lares contra os espíritos malignos, e assim mesmo também protector do sono, da fertilidade e do matrimónio. Estes atributos juntos à sua imagem tradicional assemelham-no ao deus dos gnomos apelidado pelos antigos hermetistas de <em>Gob</em> ou <em>Gobi</em>.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Sobre a arquitrave do portal, vê-se um medalhão onde a Cruz da Terra sobrepõe-se ao hexalfa ou estrela de seis pontas, vulgarmente chamada “estrela de David”. Representa o equilíbrio perfeito da Terra em harmonia com o Céu (triângulo vertido) e com a Terra (triângulo invertido). A Cruz da Terra descreve-se tradicionalmente como uma cruz sobre um globo ou círculo. Este círculo, aqui, contém um menor como estilização da rosa, que associada ao cruzeiro dá <em>Rosa+Cruz</em>. Em volta do círculo da Terra lê-se a frase latina: <em>Centrum in trigono centri</em> (“O centro (é) no trígono do centro”), e na cercadura do círculo envolvente do medalhão, tem-se nova frase latina: <em>Tria sunt mirabilia Deus et Homo Mater et Virgo trinus et unus</em> (“Três é a coisa maravilhosa, Deus e Homem, Mãe e Virgem, Trino e Uno”). Ambas as frases são referências à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Divino Espírito Santo em sua natureza Andrógina ou Masculina e Feminina, revelado na Natureza como Homem Deus (Cristo) e Virgem Mãe (Maria), sob cujo padroado estavam os antigos Rosacruzes, procurando por Maria (Iniciação Senhorial) chegar a Cristo (Iniciação Dominical). O nome <em>Espírito Santo </em>repete-se no lintel cimeiro inscrito em hebreu <em>Ruach Elohim</em>, ladeado pelos signos astrológicos de Saturno (esquerda) e Júpiter, configurados de maneira a também expressarem os símbolos das respectivas constelações do Capricórnio e do Sagitário, ou seja, o da Manifestação de Deus na Matéria como Saturno, e o do Reconhecimento de Deus sobre a Matéria como Sagitário. Por isto, tradicionalmente Sagitário é considerado o “aspecto superior” de Capricórnio, facto atestado pela legenda latina sob a inscrição hebraica: <em>Horti magici ingressum hespericus custodit draco et sine alcide colchicas delicias non gustasset iason</em> (“O dragão guarda a entrada do jardim mágico (Saturno), e se não fosse Hércules (Hermes ou Mercúrio) Jasão não teria as delícias da Cólquida (Júpiter)”.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Na trave lateral esquerda do portal, estão gravados os símbolos de Marte e Mercúrio, cada qual sobreposto por uma frase latina. O facto de sobrepor-se o beligerante Marte a Mercúrio, significa que a temperança ou “diplomacia” deste tempera e acalma a impetuosidade daquele, tradicionalmente considerado o planeta da guerra, dos guerreiros, assim suportados e dirigidos “inferior” ou interiormente pelo planeta associado ao conhecimento, à instrução, aqui, por certo, a dos sacerdotes ou detentores da sabedoria espiritual. Alquimicamente, assinala o Ferro (Marte) modelado pelo maleável Azougue (Mercúrio). Por isso, está inscrito em latim por cima do signo de Marte: <em>Quando in tua domo nigri corvi parturient albas columbas tunc vocaberis sapiens</em> (“Quando na tua casa (Marte) o corvo negro (matéria bruta) der à luz pombas brancas (matéria refinada), tu serás chamado sábio”). Por cima do signo de Mercúrio, lê-se: <em>Qui scit comburere aqua et lavare igne facit de terra caelum et de caelo terram pretiosam</em> (“Qem sabe queimar com água e lavar com fogo, faz da Terra Céu e do Céu Terra preciosa”), referência óbvia ao dito “tempero” ou equilíbrio.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Na trave lateral direita do portal, estão gravados os símbolos de Vénus e da Lua como é grafada na sexta casa do Zodíaco, invertendo graficamente o símbolo de Mercúrio. A sexta casa é precisamente a de Mercúrio com o aspecto feminino ou Virgem em exaltação ou predomínio nela, o que é retratado como Vénus (Mãe do Céu) sobre a Lua (Mãe do Mundo). Por cima do signo de Vénus, lê-se a epígrafe latina: <em>Diameter spherae thau circuli crux orbis non orbis prosunt</em> (“O diâmetro da esfera, o tau do círculo, a cruz do mundo não ajudam aos cegos” de entendimento espiritual, portanto, profanos da Ciência Sagrada). E por cima do símbolo cabalístico da Lua, lê-se: <em>Si feceris volare terram super caput tuum eius pennis aquas torrentium convertes in petram</em> (“Quem faz voar a Terra ao sopro da sua mente, terá transformado em pedra a água da corrente”). Refere-se à acção da Mente de Deus incarnada no Homem operando a transformação de si mesmo e com isso da própria Natureza. A isto chama-se <em>Labor da Mãe Divina</em> ou <em>Obra do Espírito Santo</em>.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/porta_magica_dettaglio_basso1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2104" title="" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/porta_magica_dettaglio_basso1.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Na base da porta hermética, centraliza-se o signo do <em>sulphur</em> ou enxofre rematado pela mais que iniciática sigla indicativa da conjunção Júpiter – Saturno, que os Iniciados Rosacruzes davam como sinal da manifestação messiânica ou avatárica, isto é, da realização universal da <em>Parúsia</em> ou Advento de Cristo sobre a Terra, onde Júpiter (indicativo do Espírito) e Saturno (indicativo da Matéria) se encontram conjugados ou em perfeito equilíbrio, mas com o Espírito (assinalado no <em>sulphur</em> alquímico) dirigindo as acções imediatas. Isto equivale à Iluminação Rosacruz como igual à obtenção da Pedra Filosofal, ou seja, a mesma Iluminação Espiritual tanto do Adepto como da Natureza Universal a que está integrado desde que Cristo ou o seu Princípio Divino despertou nele. A dupla epígrafe latina que ilustra lateralmente este símbolo, remete para esse mesmo significado: <em>est opus occultum veri sophi aperire terram ut germinet salutem pro populo</em> (“É obra oculta do verdadeiro sábio abrir a Terra, e trazer a salvação para o povo”). <em>Filius noster mortuus vivit rex ab igne redit et coniugio gaudet occulto</em> (“Nosso Filho morto (recolhido ao seio da Terra), vive, e como Rei (do Mundo) retorna do Fogo (do Espírito Santo, indicativo do Núcleo ou Sol Central do Globo) e revela o matrimónio oculto (do Espírito com a Matéria, de Júpiter com Saturno).</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">O senador Massimiliano Palombara era efectivamente um adepto da Alquimia membro da Ordem Rosacruz, facto provado e reconhecido pela unanimidade. O medalhão que encabeça este portal como único resto do seu palácio, é exactamente igual ao que está no frontispício do livro alegórico-alquímico <em>Aureum Seculum Redivivum</em>, de Henricus Madatanus (pseudónimo de Adrian von Mynsicht, 1603-1638), também ele Rosacruz. O frontispício da edição original dessa obra em 1621, é muito diverso do que aparece na edição póstuma de 1677, sendo nesta que se inspirou Palombara.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">Segundo a lenda, transmitida em 1802 pelo erudito Francesco Girolamo Cancellieri, certa noite o marquês Palombara albergou no seu palácio um peregrino identificado como Mestre Rosacruz ou Rosacruz Invisível (oculto das vistas profanas), identificado por alguns como o alquimista Francesco Giustiani Bono, que ofereceu ao seu discípulo um pó capaz de produzir ouro, além de um misterioso manuscrito repleto de símbolos esotéricos que continha o segredo da Pedra Filosofal. Esses símbolos poderão bem ser os que estão grafados neste portal, aliás, pelo qual atravessou o Sábio misterioso na manhã seguinte desaparecendo para sempre.</p>
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			<media:title type="html">©Photo. R.M.N. / R.-G. Ojda</media:title>
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		<title>O Mistério da Merkabah (Arcanos da Kaballah) &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 19:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Sintra, 28.09.2008 A gloriosa Graça de Deus faz-se efectiva Presença Real na Terra (Shekinah) através da Obra do Eterno (Teurgia) que é a mesma Merkabah. “Carro de Apolo, Helius ou Elias”, figuração de SURYA o Logos Solar manifestado no seu Universo, tanto neste como na sua parcela sideral, a Terra, a OBRA DO ETERNO, a MERKABAH, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2039&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ezechiel_visioen.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2040" title="ezechiel_visioen" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ezechiel_visioen.jpg?w=500" alt=""   /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sintra, 28.09.2008</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A gloriosa Graça de Deus faz-se efectiva Presença Real na Terra (<em>Shekinah</em>) através da Obra do Eterno (<em>Teurgia</em>) que é a mesma <em>Merkabah</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">“Carro de Apolo, Helius ou Elias”, figuração de SURYA o Logos Solar manifestado no seu Universo, tanto neste como na sua parcela sideral, a Terra, a OBRA DO ETERNO, a MERKABAH, não pára nunca o seu rodar na Roda ou Ronda da Evolução Planetária, mesmo com os desaires históricos acontecidos nesta <em>Magnus Opus</em> do Deus AKBEL, expressão directa do mesmo ETERNO ou 8.º Logos na Terra. Ela não parou, mesmo tendo recuado do Médio para o Extremo Oriente, para em seguida, no ano 985 d. C., ter se impulsionado para o Extremo Ocidente da Europa (<em>Portugal</em>), e após,  no crepúsculo da Idade Média (século XV), para o Extremo Ocidente do Mundo (<em>Brasil</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">Sim, a MERKABAH locomoveu-se do Oriente para o Ocidente… inaugurando em 1924 o Ciclo do EX OCCIDENS LUX, com a transladação da Grande Loja Branca dos BHANTE-JAULS (&#8220;Irmãos de Pureza&#8221;, Mestres Reais, Adeptos Independentes, etc.) dos recônditos reservados do Norte da Índia e do Oeste do Tibete para estas partes ocidentais do Mundo, indo intensificar o labor humano de tear a Raça Futura, <em>Ibero-Ameríndia</em>, ou por outra, a <em>Raça Dourada</em>, <em>Crística</em> ou dos 10.000 anos do <em>Ciclo de Maitreya</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Este termo caldeu, <em>Merkabah</em>, <em>Mercabah</em> ou <em>Merkavah</em>, significa literalmente “carro”, ou seja, expressivo de mobilidade. É o nome de uma das escolas mais antigas do povo de Israel, desenvolvendo-se pelas narrações do 1.º capítulo do <em>Livro de Ezequiel</em>. A literatura da <em>Merkabah</em> não é das mais vastas, e além desse Livro também é representada pelas <em>Hekhalot</em>, Grande e Pequena, encontrando-se também alguma coisa, de grande valor esotérico, na literatura apócrifa, principalmente no <em>Livro de</em> <em>Enoch</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Efectivamente, a <em>Merkabah</em> é a primeira mística judaica, a primeira série religiosa secular, mas não trata da contemplação concentrada sobre a verdadeira natureza de Deus, antes, da sua aparição sobre o Trono, tal como é descrita pelo Profeta Ezequiel, sendo o tema predilecto das suas divagações sobre o conhecimento dos Mistérios do Mundo Celeste. O Trono representa para o místico judeu o mesmo que a Esfera ou <em>Sephiroth</em> fulgurante da Divindade (IHVH, <em>Iod-He-Vau-He</em> ou <em>Jehovah</em>, expresso pelo <em>Totreossyah</em> ou TETRAGRAMATON), cercada pelos Éons, Arcontes, Dominações, etc. (Hierarquias Criadoras), significava para os antigos gnósticos e hermetistas. O Trono preexistente de Deus, que contém e ilustra todas as formas da Criação, é o tema e o fim da visão mística.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso os rabinos iniciados na Tradição velada ou <em>Kaballah</em> (que também significa “Livro cerrado”) afirmam que o Ser Supremo, o Logos Criador do Mundo, após ter estabelecido os 10 <em>Sephiroths</em>, Esferas ou Planos de Evolução da Vida e da Consciência (que na sua totalidade perfazem <em>Adam-Kadmon</em>, o 2.º Logos Planetário como Homem Arquetipal ou Celeste) utilizou-os como “Carro” ou “Trono de Glória”, para descer com ele sobre as almas dos homens. Para que a sua série religiosa secular alcançasse o fim místico proposto, deram-lhe o nome de <em>Merkavah</em>, isto é, o corpo exterior, o “veículo” ou a coberta que encerra a Alma oculta, ou seja, a sua Ciência secreta mais elevada.</p>
<p style="text-align:justify;">A figura dominante da MERKABAH é METRATON (de <em>Meta </em>ou <em>Metra</em>+<em>Aton</em>, a “Medida Perpendicular do Sol à Terra”), associado a MIRRAÏL ou MIKAEL, o mesmo Arcanjo MIGUEL na sua função medianeira, psicopompa entre o Espaço Sem Limites e o Espaço Com Limites, o que vai identificá-lo ao mesmo Deus, Logos ou <em>Ishvara</em> de Mercúrio, AKBEL, possuído de funções idênticas às de MIKAEL ou METRATON. Com efeito, este antecede YAHOEL, que é dizer, o próprio JEHOVAH ou SANDALPHON como “Anjo” ou Logos da Terra iluminada por Ele mesmo cuja Luz Vital recebe, por seu turno, do Homem Cósmico ou Solar, o ETERNO. É assim que entre os Logos Solar e Terrestre está METRATON na função de medianeiro à guisa de “Tubo Cósmico” veiculador da Energia Celeste (FOHAT) a animar a Terra, e a Energia Planetária (KUNDALINI) volver ao Alto pelo mesmo “Tubo”.</p>
<p style="text-align:justify;">METRATON, o cabalístico “Príncipe das Duas Faces” (uma risonha voltada para o Céu, e outra tristonha contemplando a Terra, estando de permeio entre os dois Mundos por estar no 2.º Trono), é a Inteligência Cósmica (MAHAT) da 1.ª <em>Sephiroth</em> (“Kether”, a “Coroa” associada na geografia mística do Homem ao <em>Chakra Coronal</em>), Plano do Pai, e o pressuposto Guia de Moisés que se manifestou protector ao povo hebreu, nas margens do Mar Vermelho, como uma <em>Coluna de Fogo</em>. O seu número cabalístico é o 314 e cabe-lhe o mesmo título de <em>Todo-Poderoso</em>, isto é, SHADAI, por ser o mais próximo da Divindade, como o próprio nome grego <em>Metathronon</em> o diz: “junto ao Trono”.</p>
<p style="text-align:justify;">METRATON é quem dá a luz da visão da MERKABAH, “Carro de Ouro, Solar”, ou Trono da Glória à alma do homem iluminado, o de consciência expandida até ao Plano do Espírito Puro (ÁTMICO, NEPHESH), onde toma acesso às Revelações ou Ciência Divina do Logos para o momento cíclico em que está. Com tal Sabedoria Secreta os cabalistas judeus retratam os seus cânones ou aspectos magisteriais e doutrinais sob a forma simbólica de “Medidas do Corpo de Deus” (SHIUR KOMA).</p>
<p style="text-align:justify;">Afastado o Véu de SHOMA (o do <em>Éter Universal</em>, <em>Akasha Superior</em> ou <em>Além-Akasha</em>) que esconde o TRONO DE DEUS, finalmente o Iluminado pode contemplar face a Face a própria Divindade que lhe revelará os Mistérios do Universo, dos Deuses, da Terra, do Homem e de todas as criaturas viventes, assim igualmente passando a saber a história verdadeira de todos os Santos e Sábios (Adeptos Perfeitos de todos os Graus), e com tudo isso irá nortear a sua vida futura.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/revelac3a7c3a3o-da-merkabah2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2064" title="Revelação da Merkabah" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/revelac3a7c3a3o-da-merkabah2.jpg?w=500&#038;h=377" alt="" width="500" height="377" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A tradição mística da MERKABAH acabou dando azo à aparição do Messianismo, tão caro à religião judaica, mormente nesta parte da Península Ibérica através dos solares <em>Sefarditas</em>, opostos dos <em>Askenazis</em> lunares, estes da linha cultuística ortodoxa de <em>Jehovah</em>, aqueles da heterodoxa de <em>Adonai</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Um ponto de diferenciação da mística da MERKABAH e da ciência da KABALLAH, encontra-se na concepção da Criação. A MERKABAH não se preocupa com a explicação metafísica, apenas se fixa na descrição do facto. A KABALLAH tem finalidades teóricas, para ela a metafísica é fundamental. Todavia, a encontrar alguma tentativa de explicação metafísica é sempre na MERKABAH, pois que esta é o “Veículo da Inteligência Superior”, ou seja, da “Ciência Iniciática mais elevada”… e profunda, por estar no próprio Logos no Centro da Terra, como Quarto dentre os Sete Luzeiros (<em>Elohins</em>,<em> Ishvaras</em>,<em> Dhyan-Choans</em>, enfim, <em>Logos Planetários</em>) das 7 Cadeias Planetárias (simbolicamente, as “Rodas” do “Carro”, isto é, a dinâmica ou movimento da Evolução Celeste, Humana e Terrestre) que o Universo tem, e todos em volta do Oitavo Logos Solar.</p>
<p style="text-align:justify;">A ver com tudo isso, diz a obra secreta reservada na Biblioteca do <em>Mundo de Duat (</em>a<em> Cidade Luz </em>ou<em> Mansão Azul </em>como a consigna a Kaballah, cor que por causalidade veio a dominar o pano da actual bandeira de Israel &#8211; ou <em>Ish-Ra-Elli</em>, &#8220;os da Realeza de Ísis&#8221;, a Mãe Divina apontada na<em> Stella Maris</em>, ou seja, <em>Vénus -</em>, o que vai bem com o <em>Duat</em> e a projecção de <em>Rajas</em> ou <em>2.º Trono</em> nele através do <em>6.º Luzeiro</em>, donde o sentido oculto da presença central do <em>hexalfa</em> na mesma bandeira), o <em>LIVRO DA RODA</em>:</p>
<p style="text-align:justify;">«Três Rodas giram em torno da Quarta, que está na penumbra do Espaço. Elas, ao todo, são Sete. Quando a Roda da Vida parar diante do ponto em que ficou no Espaço, a Quinta Roda virá juntar-se ao Mistério, auxiliada pelas outras Duas. O Hálito continuará a soprar não mais sobre Três ou Quatro mas Cinco, com as sombras das outras Duas.»</p>
<p style="text-align:justify;">Que é dizer, quando a actual quarta Cadeia terminar o seu ciclo a quinta Cadeia iniciará o seu período, trazendo consigo o auxílio superior das restantes duas Cadeias de Mercúrio e de Júpiter. Hoje mesmo e nesse sentido, já a nossa Cadeia Terrestre igualmente recebe a influência superior da imediata Cadeia de Vénus, e por isto é que este planeta é o <em>alter-ego</em> da Terra.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, neste QUADRADO ou CARRÉ que é a TERRA ou a sua QUADRATURA manifestada com o seu LOGOS ao Centro (<em>Sol Central</em>, <em>Salém</em> ou <em>Shamballah</em>), só podia ser o “compasso quaternário” a marcar toda a Vida no Globo, dos seres ínfimos aos maiores. Estando o Divino Logos ao Centro, então se eleva da Terra ao Céu, ao Sol Espiritual (<em>Surya</em>, <em>Helius </em>ou<em> Elion</em>, donde deriva o nome <em>Elias</em>, também este arrebatado ao Céu num “Carro de Fogo”, isto é, Iluminado na Sabedoria Divina passando a ter pleno acesso aos mais elevados Mistérios Espirituais) como uma Quinta Coisa figurada “piramidal” mas, em verdade, sendo o TUBO CÓSMICO (assinalado pelo eixo terrestre) prefigurado pelo METRATON, com o 2.º Trono em Cima e o 3.º Trono em Baixo, penetrando pelo Pólo Norte (FOHAT, Fogo Frio Eléctrico) e saindo pelo Pólo Sul (KUNDALINI, Fogo Quente Electromagnético) do Corpo do Homem Primordial da Terra (ADAM-KADMON), assim se desvelando as suas três principais medidas (SHIUR): Pólo Norte = Cabeça; Equador = Coração; Pólo Sul = Ventre.</p>
<p style="text-align:justify;">A MERKABAH ou “Ciência Iniciática das Idades” em sua mobilidade cíclica animando o ITINERÁRIO DE IO, a Mónada Peregrina, é assim descrita, com a maior clareza possível, pelo Professor Henrique José de Souza (JHS) nas suas <em>Cartas-Revelações</em> de 7 e 8.07.1941, dando a confirmação que faltava à assertiva EX OCCIDENS LUX:</p>
<p style="text-align:justify;">«KABALLAH, KAB-ALLAH ou a “Voz de Allah”, etc. MERKABAH ou MER-KA-BAH, o Carro Alado, o Carro de Fogo, a “Voz de Mercúrio”, etc., etc. Carro, Carré ou Quadrado. A <em>Merkabah</em> na face da Terra é o nosso próprio Apta, a Obra. No meio da Terra, o Sistema Geográfico, ao mesmo Apta subordinado, e no debaixo, a terceira <em>Merkabah</em> ou Shamballah, cuja expressão externa é a 7.ª Cidade ou o Governo Geral Aghartino, em mão de Akdorge.»</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso está interligado, como uma só MERKABAH em essência e três na manifestação: Shamballah (1.ª Merkabah) projecta-se, por intermédio da 7.ª Cidade de Agharta, em Duat (2.ª Merkabah), onde está a Raiz do Tronco do Sistema Geográfico Internacional, por seu turno fixada e florescida sobre a Terra pela Obra de JHS (3.ª Merkabah), sim, a expressão humana do Anjo da Palavra AKBEL, o Deus Mercúrio Intérprete da Voz de Deus &#8211; <em>Deva-Vani</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Eis aí a <em>Sabedoria da Arca </em>ou <em>Agharta</em> (MERKABAH) para este Novo Ciclo, <em>Novus Phalux</em> ou o próprio PRAMANTHA, para que a Humanidade Eleita – por seus próprios méritos… – possa contemplar as “novas” Glórias reveladas do Criador, “assentado” (quadrado) no Centro do Globo Mundi (círculo), sim, Ele em seu TRONO DE DEUS.</p>
<p style="text-align:justify;">Corroborando o assinalado nos dois últimos parágrafos, têm-se as palavras misteriosas mas cuja sabedoria cala fundo nas mentes e nos peitos dos verdadeiros <em>Kadosh </em>ou <em>Munindras</em>, respigadas do Livro <em>Estrela Flamejante</em>, do insigne Adepto Fra Diávolo, pertencente aos acervos reservados da Biblioteca do Mundo de Duat:</p>
<p style="text-align:justify;">«Quando o Pentalfa se transforma em Hexágono no Peito do Amoroso e é visto pelos Seres privilegiados, é sinal certo do término de um Ciclo. E todos os presentes ficam como Ele, iluminados no peito. Em cima, no meio e em baixo tudo se transforma, por ser a mesma coisa, tal como acontecerá no fim. Tudo isso indica que os Tempos são chegados. A Pomba do Espírito Santo já se terá manifestado antes.</p>
<p style="text-align:justify;">«Nesse dia santificado pelos Deuses, a própria Merkabah tomará outra forma. A Palavra Sagrada estará por baixo do Hexágono do Grande Espelho do Supremo Arquitecto… e vibrando no Peito do Pai e do Filho (AKBEL e AKDORGE). Num, a Luz Divina será verde; no outro, vermelha… como a do Sangue do Cristo, jorrando do seu Coração.</p>
<p style="text-align:justify;">«A Coroa de Espinhos, solar, será mais ampla e mais luminosa, vibrando, entretanto, no Trono Celeste. O Sol de 32 Raios se confundirá com o outro de cima… Os mortos desse dia, como dizem as tradições do Ciclo, serão salvos, mesmo que criminosos, do mesmo modo que os seus assassinos. No entanto, nessa Hora, que é a da aproximação do Julgamento (Universal), Ele próprio, o Senhor dos Berços e dos Sepulcros, ficará entre a Vida e a Morte. E todos ouvirão os Anjos entoando os Cânticos Celestes.»</p>
<p style="text-align:justify;">A Redenção Taumaturgica infundida pela MERKABAH sobre os príncipes ou principais da Corte Divina lavando-os de seus pecados ou karmas passados, é descrita pelo Professor Henrique José de Souza na sua <em>Carta-Revelação de 7.12.1951</em> (<em>Livro dos Makaras</em>):</p>
<p style="text-align:justify;">«Quando ultimamente fiz questão de dizer que &#8220;todos vós éreis médicos&#8221;, como o era o ESCUPULÁRIO JEOSHUA, e quantos o antecederam e sucederam, pois que um só é a PERMANÊNCIA na Terra, como se fora ao mesmo tempo o Passado, o Presente e o Futuro, já agora compreendeis a razão de tão reveladora afirmativa, na razão da Linha a que pertenceis, dentre as 8 do Mistério. 666 mais 222, são todos os MAKARAS. Esses 222 últimos, que tantos horrores fizerem, no entanto, representavam &#8220;a esperança do Trachi-Lama&#8221;, que agora se vê realizada no esplendor de um ciclo que, com o maior ou de latitude 23 Sul, formam &#8220;dois círculos concêntricos&#8221;, ou o menor, já se vê, dentro do outro. Sim, vós sois os TAUMATURGOS da Divina e QUINTA ESSÊNCIA. Mas também sois matemáticos, obedientes à MERKABAH, com a qual se realizam, ao lado da primeira, os maiores prodígios na Terra, como se do Céu viessem conduzidos pelo RAIO DE JÚPITER, o Jehovah Celeste, cujo número DEZ ou ou IO também é a sua representação no dedo INDICADOR físico, através do excelso IO-PTAH, com o qual são dadas as ordens mentais, para que as mesmas &#8220;tomem vida e forma&#8221;, como se fora o próprio TETRAGRAMATON, manifestação ideoplástica desse mesmo Homem Cósmico ao qual acabei de me referir&#8230; com o respeito que a todos nós merece.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/mercabah-_jhs.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2042" title="Mercabah _jhs" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/mercabah-_jhs.jpg?w=500&#038;h=377" alt="" width="500" height="377" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">«E para quê mais, se a MEDICINA DO ESPÍRITO realiza maiores milagres que a outra, desde que a harmonia seja perfeita, ou de acordo com as &#8220;medidas canónicas&#8221;? Para isso não há necessidade do &#8220;Compasso e do Esquadro&#8221;, desde que eles já existem no KÂMAPA (Livro do Karma, onde são registados todos os actos passados e presentes da Mónada humana encarnada, e com os mesmos projectados os futuros, que é dizer, tecido o destino futuro da Mónada em encarnação posterior - VMA), como um aviso do que agora mesmo a cada um de vós pode acontecer, colocando-vos no ponto terminal do Globo Terrestre e, consequentemente, no Divino, pois que em tal momento Corpo, Alma e Espírito são idênticos ou harmónicos com os Três Mundos, &#8220;qualidades de Matéria&#8221; (<em>Gunas</em>) e a própria Mónada, como reflexo do Supremo Arquitecto&#8230; Por sua vez, não há necessidade do TEODOLITO &#8211; como instrumento geodésico com o qual se levantam as plantas, medem-se os ângulos reduzidos ao horizente e às distâncias zenitais, etc&#8230; Não disso precisais para Curar, para realizar os Mistérios Cabalísticos ou da verdadeira Matemática Divina. Vós sereis quem sereis, como EU SOU QUEM SOU, e que fez dizer ao próprio Jeoshua Ben Pandira que &#8220;aquilo que Eu faço vós também podereis fazê-lo&#8221;. E isto, como foi repetido aqui há dias, numa simples frase psalmódica, de comum acordo, ou em harmonia perfeita, do Judaísmo com o Cristianismo: TUDO É POSSÍVEL ÀQUELE QUE CRÊ. Com Fé, como um simples grão de cevada que és, dirás aquele monte que se atire ao mar, e ele se atirará. Sim, é precisa muita Fé para realizardes os fenómenos naturais, que nada têm de milagrosos&#8230; por serem levados a efeito &#8220;dentro das leis da Natureza&#8221;, ou da <em>Natura Naturante</em> com o auxílio da <em>Natura Naturada</em>, como no Arcano XIV, onde os fluídos universais passam de um vaso para outro, no mais perfeito dos equilíbrios.»</p>
<p style="text-align:justify;">Falando de <em>Merkabah</em> contida na <em>Tebah</em> ou <em>Arca da Aliança</em> de Deus com o Homem, através da Assembleia dos Santos e Sábios assistentes de <em>Israel</em> (os da “Realeza de Ísis” ou do 2.º Trono, portanto, os únicos possuidores de &#8220;Sangue Azul&#8221; como os Eleitos ou a Elite do mesmo Logos Feminino, cujo número bíblico 144.000 se reduzido cabalisticamente dá o 9, e assim se torna genérico indicador do Arcano 9, &#8220;O Ermitão&#8221;, o Adepto Perfeito que povoará a &#8220;Nova Jersusalém&#8221;, a Nova Era de Promissão) que é símbolo da <em>Nova Terra</em>, como sejam os <em>Kadosh</em> ou “Consagrados” <em>Bhante-Jauls</em>, “Irmãos de Pureza” perfilados como Grande Confraria Branca, temos de imediato o simbolismo da Arca bíblica transposto para a actual orgânica ritualística dos <em>Munindras</em> (“Pequenos Sábios” ou <em>Munis de Indra</em>, por conseguinte, discípulos dos <em>Bhante-Jauls</em>) da Obra do Eterno, correlacionada à própria <em>Agharta</em> como a maior de todas as Barcas, Arcas, etc.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ccf10022010_00003.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2043" title="CCF10022010_00003" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ccf10022010_00003.jpg?w=500&#038;h=327" alt="" width="500" height="327" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Quem manifesta a MERKABAH na Terra? A SHEKINAH! Quem é SHEKINAH? O próprio ASPECTO FEMININO DA DIVINDADE!</p>
<p style="text-align:justify;">É aqui que entra o Aspecto Actividade Universal do Logos Eterno no acto de Criação, que por sua função similar à da Mulher em gestação foi pelos antigos Iniciados ligado à <em>Fácies</em> Materna de Deus, à <em>Mãe de Deus</em> assumida <em>Espírito Santo</em> no acto de se mover sobre as “águas etéricas” do <em>Além-Akasha</em> antes da Criação, para logo “soprar” ou “alentar” a mesma como o Espírito de Deus portador do <em>Hálito Divino</em> (acto repetido pelo Sacerdote da <em>Ordem do Santo Graal</em> quando sopra sobre o Fogo Sagrado), acto primordial, de génese universal que leva o nome hebreu <em>Meracha</em> <em>Phath</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">A doutrina oculta da <em>Shekinah </em>para os hebreus, ou <em>Sakinah</em> para os árabes, tem o seu principal ponto de referência no Antigo Testamento nas passagens onde se trata da instituição de um centro religioso e espiritual: a construção do Tabernáculo, a edificação dos Templos de Salomão e de Zorobabel. Tal centro, constituído em condições regularmente definidas, devia ser efectivamente o lugar da Manifestação Divina, da “Presença Real de Deus”, <em>Shekinah</em>, sempre representada como “Luz” (<em>Domus Lucis</em>, <em>Portae Lucis</em>, Janua <em>Lux</em>…). É curioso observar que a expressão “mais iluminada e mais regular” que a Maçonaria tem conservado, parece ser a memória da antiga Ciência Sacerdotal que presidia à construção dos Templos, o que, de resto, não era exclusividade particular da Raça de Judah. Na <em>Shekinah</em> está a causa da <em>Influência Espiritual</em> presidindo a todas as modalidades de Iniciação e Iluminação. Ainda que a Igreja Cristã lhe chame <em>Bênção</em>, o sentido exacto é <em>Influência Espiritual</em>, como se traduz do termo hebraico original, <em>berakoth</em>, e do árabe <em>barakah</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/shekinah.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2044" title="Shekinah" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/shekinah.jpg?w=500&#038;h=338" alt="" width="500" height="338" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Mas é o <em>Sepher-Ha-Zohar</em>, obra do rabino ibérico Moisés de Leon (século XIII), quem aprofunda e explana mais a doutrina oculta da <em>Shekinah</em>. Toda ela se inscreve numa <em>Fede de Amor</em> em referência ao amor do Homem por Deus e ao sentimento recíproco da Divindade. Aí postula-se a identidade entre o temor de Deus e o amor mais puro, traduzido como fé. O <em>Zohar</em>, na descrição da longa viagem que a alma executa ao deixar o corpo, fala na assunção da mesma na sua peregrinação até ao “Palácio do Amor”, onde ela deixa cair o último véu ao apresentar-se diante do seu Mestre, ou seja, ao alcançar o derradeiro e supremo estado de Consciência Espiritual. Para Moisés de Leon, só houve um que, enquanto vivo na Terra, mostrou-se ligado à Presença Real de Deus, à <em>Shekinah</em>: o Patriarca Moisés. Deste, e unicamente deste, é dita a sentença: “Esteve unido intimamente com Shekinah”. Pela primeira vez, a união mística entre o mortal e o imortal foi representada em termos de casamento terreno.</p>
<p style="text-align:justify;">É por isso que o mistério do sexo desempenha um papel importantíssimo na Kaballah. O mistério da existência humana, para a Kaballah, é um símbolo do amor entre o “EU” Divino e o “TU” Divino, o Santo… bendita seja a sua <em>Shekinah</em>! A união do Rei e da Rainha, do Esposo e da Esposa Celestes, para empregar apenas alguns símbolos, é o ponto crucial da cadeia de Manifestações Divinas desde o Mundo Oculto. Em Deus há uma união entre o activo e o passivo, uma fecundação e uma concepção, da qual derivou a vida e a beatitude.</p>
<p style="text-align:justify;">Em todas as correntes místicas encontra-se a imagem sexual para descrever o acto criador. Na Kaballah, encontra-se que o desenvolvimento das <em>Sephiroths </em>é o fruto da procriação mística na qual o primeiro Raio de Luz Divina é também a primeira Semente da Criação; o Raio promanado do Tudo-Nada, a Substância Absoluta (AIN SOPH, SVÂBHÂVAT), semeia o ventre fecundo da Mãe Celeste, isto é, a Mente Divina, e do seu Seio surgem as <em>Sephiroths, </em>&#8220;Atributos&#8221;. É por isto que o sinal sagrado da circuncisão é uma prova para o cabalista judeu de que as forças vitais estão plenamente activas.</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, do ponto de vista sexual a doutrina kabalista é ideal. A mística não judia, que glorificava o ascetismo, acabava  transplantando o erotismo para as uniões do Homem com Deus. A Kaballah, por outro lado, procurou descobrir em Deus, Nele mesmo, o mistério do sexo, até finalmente rejeitar o ascetismo e conceber o casamento não como uma concessão à fragilidade da carne, mas como um dos mistérios mais sagrados.</p>
<p style="text-align:justify;">O papel da S<em>hekinah</em>, tão largamente discutido, interpretado ocultamente é fácil de compreender-se: <em>Shekinah é o Aspecto Feminino da Divindade</em>. Na doutrina hindu, mormente no <em>Shaktismo</em>, encontra-se que cada deus apresenta a sua contraparte ou <em>shakti</em>. <em>Shakti</em> e <em>Shekinah</em> se confundem, se identificam. A União de Deus e <em>Shekinah</em> constitui a verdadeira Unidade Divina (<em>Yihud</em>, em hebreu), que se acha além da multiplicidade dos diversos aspectos manifestados no Mundo das Formas.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/4878192824_2442a9a637_b12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2072" title="4878192824_2442a9a637_b[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/4878192824_2442a9a637_b12.jpg?w=500&#038;h=820" alt="" width="500" height="820" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A mística mais elevada do <em>Sepher-Ha-Zohar</em> é a de <em>Devekuth</em>. Por esta entende-se a União do Homem com Deus, a adesão entre o Divino e o Humano. Esta união traduz-se em valor social, pois o verdadeiro <em>Devekuth</em> deve ser realizado no seio da comunidade (<em>alfama</em> ou <em>aljama</em>). Todos os outros valores éticos da Kaballah – amor de Deus, temor de Deus, pureza de pensamento, castidade, caridade, estudo da <em>Torah</em>, penitência e oração – derivam de <em>Devekuth</em>. A Kaballah prega a Pobreza espiritual, no sentido de desposse do mundo profano, pois como <em>Shekinah</em> é pobre, nada tem de seu, e o que tem veio a receber dos <em>Sephiroths</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">A psicologia do <em>Zohar</em> apresenta ainda o Homem dotado de uma Alma tríplice e que, quando Deus organizou o Mundo, chamou as almas e deu-lhes uma missão: animar os corpos ou os moldes (<em>Kuf</em>) e buscar a Perfeição, e como esta geralmente não se conquista numa vida só, logo tal psicologia esotérica é acompanhada da doutrina da reencarnação ou renascimento sucessivo das almas, a que chama <em>Gilgul</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">A <em>Shekinah</em> apresenta-se sob múltiplos aspectos, dos quais dois são os principais: o <em>interno </em>e o <em>externo</em>, assinalados tão claramente quanto possível na tradição cristã pelas frases <em>Gloria in excelsis Deo</em> e <em>in terra Pax hominis bonae voluntatis</em>. A palavra <em>Gloria</em> refere-se ao aspecto interno em relação ao Princípio Espiritual, ao <em>Espírito Santo</em> promanando, através dos <em>7 Anjos Diante do Trono</em> (<em>Malakim</em>), os 7 Influxos ou Raios Espirituais no aspecto externo ou Mundo manifestado pela mesma <em>Shekinah</em>, indo caber-lhe a palavra <em>Pax</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Pax et Gloria </em>são os atributos da <em>Shekinah</em> como Terceiro Trono manifestado e manifestando ao Eterno representado em cima por <em>Metraton</em>, no Plano do Segundo Trono, logo só por Aquela o <em>Pai</em> e o <em>Filho</em> se tornam possíveis de idealizar e alcançar pelas criaturas humanas da Terra.</p>
<p style="text-align:justify;">A <em>Shekinah</em> contém-se, pois, na tríplice fórmula de <em>Lux – Gloria – Pax</em>, Divina, Celeste e Humana, e para a sua pré-anunciação a iconologia judaico-cristã destinou-lhe o símbolo alvo da <em>Pomba</em> que, expressando ao <em>Espírito Divino de Santidade</em>, traz consigo a Boa-Nova do <em>Pai</em> na forma avatárica do <em>Messiah</em>, do <em>Filho</em> Incarnado ou dado à Luz do Mundo pela Divina <em>Mãe</em>, para Glória das Almas e Paz dos Povos.</p>
<p style="text-align:justify;">No simbolismo tradicional, a <em>Luz da</em> <em>Shekinah</em>, que é <em>Kundalini</em>, representa-se pela <em>amendoeira florida</em>, expressando a Pureza e a Virtude, enquanto a sua antítese é a <em>figueira seca</em>, exprimindo a Heresia e o Pecado. Sobre isto, ouvi há poucos dias, num programa radiofónico, certo autor português atribuir de maneira fantástica, muito imprecisa, o símbolo do figo à Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, ao Pai que se manifesta misteriosa e subitamente tal qual a figueira que dá os frutos sem serem anunciados pela flor. Algo tenho a dizer sobre o assunto, pois na leitura simbológica de uma única peça não costuma haver espaço para duas interpretações distintas… a não ser que se queira tombar na impuberdade psíquica das “fantasias e falas poéticas”, como alguns, acaso muito líteros mas por certo completamente profanos, logo à margem dos Mistérios Sagrados desta Obra Divina, invés de atribuírem a si mesmos tais epítetos desgraciosos preferem propagá-los e atribuí-los à minha pessoa, o que não me incomoda minimamente, sabendo-os partidos da mortal inveja maledicente.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário do que se diz a figueira dá flor, sim senhor, pois que desde os finais de Junho até Agosto as figueiras apresentam um bolbo que floresce e logo se contrai para daí nascer o figo. Ao suco leitoso, <em>látex</em>, desse bolbo costuma-se chamar-lhe “leite”, que se mantém na protuberância superior do fruto mas já adocicado, chamando-se então “mel”. Por volta dos finais de Setembro e inícios de Outubro as figueiras já estão secas, tal qual os frutos, e então costumava-se varejá-las para recolher os figos secos que, recheados com amêndoas, são especialidade da doçaria algarvia. Foi assim que vi e fiz durante os anos da minha infância e parte da adolescência nos campos do Algarve, junto aos familiares da minha mãe adoptiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Em árabe, a <em>figueira </em>chama-se  <em>kurma</em>, termo associado ao hindustânico <em>karma</em>. O seu simbolismo apresenta dois aspectos distintos: como <em>figueira viçosa</em> representa a Ciência Espiritual, tanto Iniciática como Religiosa, consequentemente, a abundância do Saber e da Fé, e foi à sombra da <em>ficus religiosa</em>, a <em>Árvore Bodhi</em> do Budismo, que o Príncipe Sidarta Gautama Sakia Muni alcançou a Consciência Iluminada de Budha. Como <em>figueira seca</em> representa a heresia e a negação do Pai, e é assim que aparece no Novo Testamento com Jesus Cristo amaldiçoando a figueira (<em>Mateus</em>, 21:19; <em>Marcos</em>, 2:12 s.). Também foi numa figueira seca que Judas se enforcou após ter traído o seu Mestre. Deve-se notar que Jesus dirige-se à figueira como símbolo da Ciência Espiritual que representa, mas que apresentando-se seca equivalia à sua corrupção moral e intelectual pela perversão dos saduceus e levitas. Por isso Ele disse a Natanael: “Eu te vi, quando estavas sob a figueira” (<em>João</em>, I, 48-49). Natanael era um intelectual ainda não alheado do jugo imoral do pecado; faltava-lhe provar o suco meloso da figueira que ao início apresenta-se como látex leitoso, que é dizer, faltava-lhe deixar de ser simbólico ou figurativo para se assumir verdadeiro ou efectivo Iniciado na Ciência Sacerdotal.</p>
<p style="text-align:justify;">A ver com a Pureza da <em>Shekinah</em>, a Sabedoria da <em>Merkabah</em> e o Poder do <em>Metraton</em> está a Montanha Sagrada de <em>Sintra</em>, ela mesma a <em>Merkabah</em> sobre a Terra para todo o continente europeu, por ser Arca da Sabedoria Iniciática das Idades em posse de dois legados humanos, um interiorizado e outro exteriorizado: a Soberana Ordem de MARIZ, que apesar de findada ou cerrada para o século ou ciclo humano, antes, profano, contudo é alumiada pela Santidade da <em>Shekinah</em> manifestada sobre o Altar central do Templo Maior no escrínio de <em>Sintra</em>, e a Augusta Ordem do SANTO GRAAL que sobre <em>Sintra</em> recebe a <em>Luz</em> daquela.</p>
<p style="text-align:justify;">Se os <em>Bhante-Jauls</em> interiorizados são os verdadeiros <em>Kadosh</em> ou “Consagrados” Sacerdotes do Altíssimo, também os <em>Munindras</em> exteriorizados aparentam-se ao mesmo Sacerdócio de Melkitsedek, e é assim que estão organizados em duas alas principais, uma operativa e outra defensiva, como sejam, <em>Templários</em> e <em>Tributários</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Os Templários estão para a <em>Shekinah</em> (representada pela Pomba Branca do Espírito Santo), enquanto os Tributários estão para o <em>Metraton</em> (representado pela Espada da Lei); ambos juntos,respectivamente, sob o comando do 6.º Senhor <em>Akbel</em> e do 5.º Senhor <em>Arabel</em>, dentro e fora do <em>Sanctum-Sanctorum </em>onde está a <em>Tebah</em> ou Arca da Aliança do Eterno com o Homem (o que se representa igualmente na Taça do Santo Graal).</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Espada e Taça</em> vêm a ser, na antiga hagiografia kabalística, o símbolo dos <em>Kadosh</em>, mas para a <em>Teurgia</em> a <em>Espada</em> está para os 777 Assuras (Tributários e Instrutores ex<em> lege</em>, creditados e nomeados pela Direcção Suprema da Instituição) e a <em>Taça</em> para os 111 Makaras (Templários e Sacerdotes <em>ex iure</em>, creditados e nomeados pela Direcção Suprema da Instituição), ao todo, 888 Munindras como Corte de <em>Akbel</em> ao serviço de <em>Arabel</em>, os Obreiros do Eterno no crisol da Evolução do Espírito na Matéria e da Matéria no Espírito.</p>
<p style="text-align:justify;">A descida do Hálito Divino na Terra representa-se tradicionalmente por <em>Mizia</em>, isto é, a “Espada Flamejante”. A <em>Espada</em>, expressando objectivamente a <em>Lex</em>, é o Cruzeiro Celeste empunhado pelas mãos vigorosas do Cavaleiro Andante semeador da Palavra do Novo Ciclo de Evolução Universal, manejando com destreza o <em>Tetragramaton </em>(<em>Iod &#8211; He- Vau &#8211; He</em>) que esse instrumento expressa, assim expressando aos Quatro Anjos Coroados da Terra (<em>Devas-Lipikas</em>) como projecções deíficas dos Quatro Arcanjos Soberanos do Céu (<em>Maha-Rajas</em>).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ccf10022010_000024.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2056" title="CCF10022010_00002" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/ccf10022010_000024.jpg?w=154&#038;h=300" alt="" width="154" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Na Alta Magia, a espada surge como o primeiro dos quatro objectos tradicionais utilizados na mesma: espada, bagueta, taça e moeda, siclo ou pentagrama fechado. Todos os quatro relacionam-se as quatros letras sagradas do <em>Tetragramaton</em>, e assim mesmo as quatro Hierarquias Criadoras (Assuras, Agnisvattas, Barishads, Jivas) alentadas pelos quatro elementos naturais (Ar, Fogo, Água, Terra) em relação com os quatro planetas Saturno (ocultamente, Mercúrio), Sol (ocultamente, Vénus), Lua e Terra (ocultamente, Marte).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/altar-de-magia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2061" title="altar de magia" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/altar-de-magia.jpg?w=300&#038;h=263" alt="" width="300" height="263" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Espada encravada no topo da Serra de Sintra qual novel <em>Excalibur</em> ou <em>Caliburna</em> configurando o símbolo astrológico da própria Terra em que Marte se encerrou, qual “Prometeu Encadeado no Cáucaso” ou “cárcere carnal”, mas já hoje “liberto por seu Irmão Epimeteu”, pode-se enquadrá-la no simbolismo da <em>Cruz Alta</em>, finalmente reposta, iniciativa mais que feliz, indispensável, no ponto mais alto da alcantilada <em>Sintra</em> (530 metros de altura).</p>
<p style="text-align:justify;">Essa Cruz, cuja original se deve ao rei D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha, havia sido destruída há alguns anos por um raio que a trespassou despedaçando-a como <em>Ira de Deus</em>, ao ver a <em>Magia Negra</em> mais nauseabunda ser praticada aos pés do seu Cruzeiro e por toda a Serra Sagrada, o que, felizmente, já cessou… O conjunto da <em>Cruz Alta</em> tem 3,5 m de altura, 1,5 m de largura e pesa cerca de 1700 kg.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo a <em>Cruz Alta</em> o <em>Pico do Graal</em> ela é assim a figuração da Pátena da Taça Sagrada, que gnoseologicamente é toda a Serra, e igualmente como que o Zimbório do Templo Interno do Cristo Universal plantado no seio deste Monte Santo.</p>
<p style="text-align:justify;">Devo também chamar a atenção para que a redução teosófica dos valores da altitude da Serra e da altura da Cruz e o seu peso, vem a dar o mais que significativo número 8, assinalando o 8.º Sistema de Evolução Universal que nesta Lusitana Terra desde há muito se vem construindo através da preclara Corte de 888 Munindras em suas vidas sucessivas pelo <em>Itinerário de IO</em> até aqui chegarem, vindos do Oriente ao Ocidente no rumo certo do Extremo Ocidente.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, fazendo ainda recurso da kaballah gnoseológica sintriana, tem-se esta Serra como a mais ocidental da Europa e assim mesmo o seu Cabo da Roca (140 m acima do nível do mar), cujas latitude e longitude podem ser associadas – por via da Lei dos Arquétipos contidos no Plano Mental Superior que é o dos <em>Assuras</em> Primordiais, justificando a prerrogativa do “Tudo estar no Todo”, e vice-versa – aos simbolismos da <em>Espada</em> e da <em>Taça</em> da forma seguinte:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/merkabah51.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2048" title="merkabah5[1]" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/12/merkabah51.jpg?w=256&#038;h=300" alt="" width="256" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Da união dos dois Triângulos de Manifestação (Escola – Teatro – Templo) e de Realização (Transformação – Superação – Metástase) resulta o Hexalfa ou <em>Exagonon</em>, como “oitava maior” do próprio <em>Tetragramaton</em>, assinalado pela Estrela Flamejante a cujas pontas, tramos ou raios se acresce uma sexta como coisa nova. Eis aqui o novo Movimento da <em>Merkabah</em> (a Obra do Eterno) iluminada pela Vida da <em>Shekinah</em> (o próprio Eterno como Mãe Soberana na forma alada de <em>Espírito Santo</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">É assim que a Ala Feminina da <em>Ordem do Santo Graal</em> se chama de <em>Filhas de Allamirah</em>, que ao nível humano vêm a encarnar a própria <em>Shekinah</em>, enquanto eles, a Ala Masculina, encarnam a <em>Merkabah</em>, e todos sob a chancela omnipotente do <em>Metraton</em> (<em>Mikael</em> em <em>Akbel</em> como <em>Cristo Universal</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">Razão porque a Ordem do Santo Graal e, consequentemente, a sua Guarda, foram criadas para manter a Taça das Taças, a Mente sempre Viva, Fonte de Luz e Sabedoria, enfim, para  na Terra servir à mesma através da chefia espiritual e temporal dos dois Seres, <em>Deva-Pis</em> ou <em>Gémeos Espirituais</em> em seus vários patamares de existência, seja como <em>Akbel-Allamirah</em>, seja como <em>Cristo-Maria</em>, seja ainda como <em>Henrique-Helena</em>…</p>
<p style="text-align:justify;">A Taça Sagrada é uma expressão cósmica, refere-se à Taça Divina do Segundo Trono, pelo que é o Viático da Consciência de Deus para os Planos da Matéria. Como expressão do Segundo Trono necessita, para a sua manifestação, dos aspectos polares masculino e feminino. Assim, simbolicamente Ela é expressa pelos <em>Irmãos do Santo Graal</em>,<em> </em>enquanto a Pomba do Espírito Santo representa-se nas <em>Filhas de Allamirah</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">A <em>Taça</em> e a <em>Espada</em> são representações da Autoridade Espiritual e do Poder Temporal que são animados por <em>Purusha</em> e <em>Prakriti</em>, <em>Espírito </em>e <em>Matéria</em>, nas respectivas pessoas do Sacerdote (<em>Brahmane</em>) e do Cavaleiro (<em>Kshatriya</em>). A Taça (ou Cálice) expressa efectivamente a Autoridade Espiritual, a Redenção da Humanidade. A Espada (ou Lança) representa legitimamente o Poder Temporal, a luta, o caminho para se encontrar com a Espiritualidade expressa na Taça. Desta forma, vê-se que o poder material deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta, como meio para se chegar ao espiritual, pois é na vivência dos problemas do dia-a-dia, encarados de forma objectiva mas com noção espiritual, que cada um pode desenvolver os seus Princípios Superiores. Quem está e encara a vida pelos limites estreitos do egoísmo e materialismo, não pode perceber o sublime que está expresso em tudo, do mais elaborado ao mais simples, e logo propende sempre para a agonia da rotina. <em>Trabalha, trabalha e nada realiza</em>… O trabalho realizador é aquele que engloba dois factores: a produção material, gerando bens e serviços que favoreçam a vida humana ao mesmo tempo que possibilite o aperfeiçoamento do Ser, conduzindo-o à Paz Interior e à Glória do seu Deus Interno.</p>
<p style="text-align:justify;">Bem se ajustando à acção profícua dos Obreiros do Eterno no Quinto Posto Representativo de <em>Sintra</em>, <em>Kala-Sishita</em>, iluminado pela <em>Shekinah</em> e onde a <em>Merkabah</em> aportou, tem-se o texto da mesma <em>Merkabah </em>na <em>Canção de Massada</em> para o “Holocausto de Sábado” (4Q405 23 ii):</p>
<p style="text-align:justify;">«Nos seus maravilhosos Postos estão Espíritos, multicoloridos como a Obra de um Tecelão (Supremo Arquitecto), esplêndidas figuras gravadas (entronizadas). No meio de uma gloriosa aparição de escarlate (púrpura), cor de Santíssima Luz Espiritual, eles agarram-se (mantêm-se) aos seus Postos Santos ante o Rei (Melkitsedek), Espíritos de cores puras no meio de uma aparição de brancura. A semelhança com o Espírito Glorioso é como uma obra de arte de resplandecente ouro fino. Todos os seus padrões estão claramente misturados (unificados harmonicamente, donde o “Um por Todos e Todos por Um” – <em>At Niat Niatat</em>) como a obra de arte de um tecelão. Estes são os Príncipes daqueles maravilhosamente vestidos (preparados mental e moralmente) para o serviço, os Príncipes do Reino, o Reino dos Santos do Rei de Santidade em todas as alturas dos Santuários do Seu glorioso Reino (Agharta). Os Príncipes encarregues das oferendas (tributos espirituais e materiais) têm línguas de conhecimento (detêm a Sabedoria Iniciática), e bendizem (cultuam) o Deus do Conhecimento em todas as Suas gloriosas obras.»</p>
<p style="text-align:justify;">Resta dizer</p>
<p style="text-align:center;"> <em>YAMPADAX – LADACK – KAB-ALLAH!</em></p>
<p align="center"><em>BIJAM</em></p>
<p style="text-align:justify;" align="center">OBRAS CONSULTADAS</p>
<p style="text-align:justify;">António Castaño Ferreira, <strong><em>Egipto – Grécia – Bíblia</em></strong>. Aulas reservadas do Autor cerca de 1950. Edição privada da Sociedade Teosófica Brasileira.</p>
<p style="text-align:justify;">Geza Vermes, <strong><em>Manuscritos do Mar Morto</em></strong>. Ésquilo edições e multimédia, lda, 1.ª edição Julho 2006, Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">Helena P. Blavatsky, <strong><em>Glossário Teosófico</em></strong>. Editora Ground ltda, São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">René Guénon, <strong><em>O Rei do Mundo</em></strong>. Editorial Minerva, Lisboa, 1978.</p>
<p style="text-align:justify;">Vitor Manuel Adrião e Luís A. W. Salvi, <strong><em>Diálogos Agarthinos – III</em></strong>. Edições Agartha, 1.ª edição 2008, Alto Paraíso de Goiás.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lusophia.wordpress.com/2039/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lusophia.wordpress.com/2039/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2039&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Revelação da Merkabah</media:title>
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			<media:title type="html">Mercabah _jhs</media:title>
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			<media:title type="html">Shekinah</media:title>
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			<media:title type="html">altar de magia</media:title>
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		<title>Portugal Templário (Vida e Obra da Ordem do Templo) &#8211; Por Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 15:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lusophia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[APRESENTAÇÃO No género da História Sagrada, este é um livro único que atravessa os séculos de Portugalidade sob o pendão da mais misteriosa e controversa organização que existiu na Idade Média: a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Cimento indispensável à formação político-social e ao crescente sentido de espiritualidade e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2032&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/11/portugal-templario-convento.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2033" title="Portugal templario convento" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/11/portugal-templario-convento.jpg?w=500&#038;h=705" alt="" width="500" height="705" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><em><strong>APRESENTAÇÃO</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;">No género da História Sagrada, este é um livro único que atravessa os séculos de <em>Portugalidade</em> sob o pendão da mais misteriosa e controversa organização que existiu na Idade Média: a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Cimento indispensável à formação político-social e ao crescente sentido de espiritualidade e religião em Portugal, a Ordem do Templo é apresentada neste livro por meio das cartas régias e bulas papais referentes a ela, numa vasta colectânea de textos inéditos escritos na época, incluindo-se o <em>Louvor</em> e a <em>Regra</em> de São Bernardo de Claraval aos Cavaleiros Templários, as opiniões dos reis de Aragão e Portugal sobre a Ordem e dezenas de outros depoimentos de quem conheceu de perto a Milícia de Monges-Cavaleiros. Dentre os diversos temas que preenchem esta obra inédita na abordagem que faz aos Templários, destacam-se: a missão espiritual e temporal do Templo, a gnose dos Templários, o processo de abolição da Ordem do Templo, o tesouro dos Templários, a Ordem de Cristo e o Infante Dom Henrique, o Preste João e a Jerusalém Celeste, o património Templário em Portugal, dentre centenas de outros.  Os santos, as celebrações, as lendas, as crenças e os mitos, tudo isso e muito mais tornam a leitura deste livro indispensável ao entendimento mais profundo do <em>Portugal Templário</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">EDITORA: MADRAS EDITORA, SÃO PAULO, BRASIL</p>
<p style="text-align:justify;">ANO DE EDIÇÃO: 2011, Novembro</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2034" title="DSC00784" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/11/dsc00784.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><em><strong>INTRODUÇÃO</strong></em></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Ao longo dos anos que tenho dedicado à História Sagrada de Portugal, a Intra-História ou a não-contada, positivamente marginalizada talvez por preconceitos e desconhecimentos tanto académicos como religiosos de mais alta e valorosa Sabedoria, ainda assim assistindo ela à Portugalidade hoje mesmo presente na diáspora dos portugueses no mundo, afigura-se-me quase permanentemente, nas investigações levadas a cabo tanto em terreno como em gabinete, a presença soberana da Ordem dos Templários nas últimas centúrias da Idade Média.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, não deixa de causar estranheza que hoje seja tão pouco estudada nos manuais de carteira uma organização como a Ordem dos Templários que, mesmo se observada somente da perspectiva sócio-económica, teve papel tão determinante na formação dos futuros estados europeus. Talvez isso se deva a ser a Instituição monástico-militar mais assombrada ou de intenção vedada e velada da Idade Média, como se depreende dos parcos mas significativos documentos sobreviventes até hoje referentes a ela, o que lhe valeu o óbvio actual do descuro, repito, tanto académico como religioso.</p>
<p style="text-align:justify;">As recolhas documentais e fotográficas que fiz até ao presente estão arquivadas e catalogadas, boa parte delas agora dadas à estampa, vindo a preencher várias prateleiras com material exclusivamente do foro da Ordem dos Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão (<em>Pauperes Commilitonum Christi Templique Salominici</em>), também conhecidos por  Cavaleiros Pobres de Cristo e da Santíssima Trindade (<em>Pauperes Commilitonum Christi Santaeque Trinitatis</em>). Através dessa documentação verifica-se ter havido no escrínio dessa Milícia determinado tipo de práticas que, chamemo-las assim, terá constituído o <em>Ocultismo Templário</em>, certamente exposto na fórmula da mentalidade religiosa da época mas, contudo, afigurando-se ser a própria Tradição Iniciática das Idades de que o Templo terá sido fiel depositário.</p>
<p style="text-align:justify;">Ante tudo e desde 1997 quando foi escrita a primeira versão deste livro, agora revisto e aumentado, é obrigatório reconhecer ter aparecido nos últimos tempos um escol razoável de investigadores nacionais e estrangeiros que têm abordado e dado à lavra as suas conclusões, não raras dignas de mérito e aplauso. Mesmo assim, nessas conclusões não raro parece ficar, <em>ad intempore</em>, o etéreo flutuo da incoerência na conclusão dos documentos lidos, talvez por se os ler à luz do momento presente e não do tempo em que foram escritos e em que condições. Está nisto o célebre <em>documento de Chinon</em>, de que darei notícia num dos próximos capítulos.</p>
<p style="text-align:justify;">A par desse escol de raros mas proveitosos investigadores, há o vasto leque dos que se arremessam ao incoerente exercício da arte de bem fantasiar, aproveitando os dados credíveis que a História conservou até hoje para, num delírio febril, lançarem-se à aventura infrutífera das mais inconsistentes conjecturas, seja por inocência mental própria ao estatuto «new age», seja por consciência mal-intencionada no pretendo de algum intento imediato mas ainda assim mais ou menos velado, indo converter-se em política obscura de aparência cultural. Nesta condição estão a invenção rasurada de imensas bulas, cartas e outras a par de razoável iconologia atribuídas aos Templários mas que, verdade se diga, o seu crédito não vai além de Setecentos, a maioria inventada por autores do século XIX e princípios do XX. Nesta precaríssima condição está o célebre <em>bafometh,</em> assim como as famigeradas <em>Profecias de João de Jerusalém</em>, dito profeta dos Templários, e de ambos darei notícia nos próximos capítulos.</p>
<p style="text-align:justify;">Outros, jovens desejosos de seguir as pisadas acauteladas dos mais velhos em saber e idade mas num desejo incontido de receberem créditos públicos pela publicação constante das suas redacções de temáticas tão variadas e tão ao sabor juvenil do “sabe-tudo”, estatuto ardoroso que a idade experimentada acaso haverá de refrear e talvez revelar ridículo, acabam assimilando de tudo um pouco assim se dispersando sob a capa dum positivismo que se torna incoerente, quer por disporem o Sagrado no mesmo patamar do profano, quer por ostracizarem ou tão-só ignorarem o sentido do falar e do agir, não raro com a política aparelhando com a religião, do mundo medieval, falar e agir esse bem diverso do de hoje e que só encontra paralelo na permanência secular da religião continuar aparelhada com a política.</p>
<p style="text-align:justify;">De maneira que ignorando ou então superficializando acerca dos motivos de determinadas manobras político-religiosas que nos bastidores sociais levaram a certos acontecimentos controversos relacionados aos Templários, como foi o caso da polémica batalha de Ascalon, vai-se desavisadamente redundar no erro factual do parcelar ser tomado pelo todo, e mesmo esse incompreendido por não se saber das pretensões veladas dos que assumiram posições determinantes que viriam a marcar os acontecimentos subsequentes. É o caso do imperador Frederico II, primeiro protegido do Templo e depois insurgido contra o mesmo, acusando os Templários de traírem a Cristandade por sua mancebia com o Xiismo islâmico, particularmente com os <em>Assacis</em> da Jordânia e do Líbano, estes que logo receberam da parte da Igreja romana os maiores vilipêndios vingando até hoje, como o de serem “fumadores de haxixe” e “assassinos” de punhal a soldo de quem tivesse bolsa mais gorda, e&#8230; nada mais errado! Mas por certo que esses vilipêndios romanescos aconteceram por o papa se sentir ensombrado com a presença desassombrada <em>do Cheik Al-Djebel</em>, o <em>Iman Madhi</em> Encoberto da Linhagem <em>Al-Sabah</em>, que Marco Polo celebrizaria como o “Velho ou Ancião da Montanha” (<em>Bey Al Bordi</em>, Senhor de <em>Alborj</em>, a Montanha Primordial, assim identificado por judeus e cristãos a <em>Mikael</em>,<em> </em>o arquétipo do Monarca-Pontífice de <em>Salém</em>, <em>Melki-Tsedek</em>, também igualado por hindus e budistas ao <em>Chakra-Varti</em> na Morada Santa de Monte <em>Meru</em>, que como Primordial também é o Pólo Norte magnético, figurado “Torre de Fé” pelo monoteísmo das três religiões do Livro), Chefe Supremo da Ordem dos <em>Assacis</em>. Este é assunto que desenvolverei nas páginas seguintes.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou então, não se precavendo do sentido da Regra diferir do de Estatuto, tal qual o cimento com que se faz a parede do edifício, confundir-se ambos e desfechar não se sabendo desse mesmo e primaz sentido. À Regra e aos Estatutos sujeitavam-se os Cavaleiros Templários, por norma gente culta provinda exclusivamente das melhores famílias nobres, fortemente brasonadas, da Europa. Se não fosse de sangue nobre, de Casa armoriada distinta, não poderia ser Templário. Menos ainda seria Monge-Cavaleiro se não contraísse antes os três votos perpétuos, espírito da própria Regra e lógica da mesma, de Pobreza, Obediência e Castidade. <em>Ipso facto</em>.  Aos Estatutos sem a Regra, logo sem votos contraídos, sujeitavam-se os cavaleiros laicos contratados pelos <em>Tempreiros</em>, como era uso chamá-los em Portugal, que mesmo assim também eram Templários pelo direito que os Estatutos lhes conferiam. Grande número destes viriam depois a tornar-se Templários de “corpo inteiro”, acrescendo ao direito a fé, pelo abraço além dos Estatutos da Regra e contracção dos votos perpétuos. Era-lhes então deposto o manto cruzio de Cavaleiro-Monge, certamente a ambição maior de qualquer um que entrasse na Instituição.</p>
<p style="text-align:justify;">Dos nove Cavaleiros que originalmente fundaram a Ordem nenhum era analfabeto, pobre e de famílias minguas, não: provinham das melhores Casas da Europa, frequentavam as cortes mais ilustres, dominavam as letras com mestria igual às das armas sagradas pela Regra de Cavalaria que lhes legitimava os Dons adiante dos nomes próprios. O seu abraço à Fé beneditina, antes da Reforma de Cister, tornando-os protótipos dos futuros Monges e Cavaleiros, ainda assim não lhes concedia o direito canónico de aplicar os sacramentos e exercer o ofício da missa. O monge não detém esse direito sacramental, só o sacerdote. Este está sagrado, é pontífice ou “ponte” entre o Divino e o Terreno. O monge está consagrado à Ordem,  mas não sagrado no Ofício, e nisto reside toda a diferença: um sacerdote é sempre um monge, mas um monge nem sempre é sacerdote. Por isto, eram solicitados sacerdotes de outras Obediências (principalmente cistercienses) para ministrarem os ofícios divinos nas Casas do Templo, onde os cavaleiros certamente seriam monges, mas nunca sacerdotes. Isto não invalida os seus conhecimentos teológicos das escrituras e dos ofícios. Conheciam-nos mas não detinham o poder sacramental necessário à sua legítima e regular transmissão sacerdotal, ou seja, a “transmissão apostólica”.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi essa diferença, que é tudo, a levar à redacção da proibição, na alínea XXI da Regra, dos seculares não usarem dos mesmos trajes e insígnias impostos pela Religião dos Templários canonicamente investidos, a fim de evitar confusões e escândalos, tanto civis como religiosos, como aconteceu nos primeiros tempos da Milícia agrupada pelas armas e pela fé mas sem norma de vida, ou seja, desregrada, sem Regra. Assim, para separar o temporal ordinário do espiritual ordenado criando ordem distinta como vida regrada, São Bernardo doou aos Cavaleiros Pobres de Cristo a <em>Regula Vitae</em>, logo aceite, assumida e vivida, com o apartamento das vicissitudes antigas nascidas da desordem de não se ter norma condutora, reconhecidamente afiliada à Tradição e que pudesse ser lida, interpretada e vivenciada tanto como catequese quanto como gnose, para todos os efeitos, sempre vivenciada por todos que abraçassem a Religião. E todos quantos posteriormente, ainda assim excepcionalmente, quiseram passar por Templários mas sem o ser, aproveitando-se desse estatuto distinto para actos de banditismo e abusos de toda e qualquer espécie, tanto na Europa como no Ultramar, sabe-se terem sido os próprios e verdadeiros Templários a denunciá-los, combatê-los e desbaratá-los <em>in definitivus</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Por vezes também se me revela um desconhecimento grasso dos usos e costumes medievais, estes geralmente saídos de preceitos religiosos, como esse dos Templários usarem barbas longas como “prova cabal” do seu “escasso asseio físico”, compensado pela “gula desmedida”! Afirmativas desse tipo vão além da ignorância: penetram bastamente o terreno risível do patético. Na sociedade medieval só os nobres e distintos usavam barbas longas, os demais nem sempre. Eram sinal de soberania viril e de potência espiritual, herança judaica transmitida à Europa e cuja fonte é o <em>Sepher Dzeniutha</em>, o “Livro Oculto”, indicando a “Barba” da “Cabeça Suprema”, ou o Eterno, como enfeitada com nove adornos gloriosos (<em>sefiras</em>). Logo, todo o nobre e todo o monge deixavam crescer as barbas para que fossem como as do Eterno em si mesmos, e assim lhes desse a potência viril indispensável tanto nas armas como na fé. O mesmo vale para a cabeleira basta. Quanto às regras alimentares, sabe-se pela Regra e pelos Estatutos que os Templários quando não eram rigorosamente comedidos, eram pouco mais que frugívoros, e o vinho era por norma terminantemente proibido nas mesas das suas refeições, segundo a mesma Regra.</p>
<p style="text-align:justify;">Com tudo, e isto é muito positivo, mesmo assim denota-se o fascínio que a Ordem dos Templários exerce actualmente um pouco por toda a parte, certamente por causa do halo de mistério e segredo em que se envolveu, muito mais porque em casas militares não entravam civis, logo não se sabendo o que havia e fazia nelas, aventaram-se e inventaram-se lendas maravilhadas pela fantasia do misterioso, e na demanda do que ela terá sido resta-me convidar o leitor a acompanha-me no roteiro desfilado nesta obra, que voto lhe seja de grande proveito ao destrinçar ou, no mínimo, entender, do que foi e fez a Ordem dos Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Vitor Manuel Adrião</em></strong></p>
<p><a href="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/11/lusophia-lendasdeportugalrtp369.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2035" title="Lusophia-LendasDePortugalRTP369" src="http://lusophia.files.wordpress.com/2011/11/lusophia-lendasdeportugalrtp369.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>ÍNDICE</strong></em></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">INTRODUÇÃO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO I</p>
<p style="text-align:justify;">PATROLOGIA AFONSINA E CAVALARIA DE DEMANDA</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO II</p>
<p style="text-align:justify;">OS TEMPLÁRIOS E A MATRIZ DE LOURES</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO III</p>
<p style="text-align:justify;">AS SIGLAS DA MATRIZ DE LOURES</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO IV</p>
<p style="text-align:justify;">“CIVITAS” E “TEMPLUM” SAGRADOS</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO V</p>
<p style="text-align:justify;">REGRA DOS CAVALEIROS POBRES NA CIDADE SANTA [DE JERUSALÉM]</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO VI</p>
<p style="text-align:justify;">DO LOUVOR DA NOVA MILÍCIA E DOS SOLDADOS DO TEMPLO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO VII</p>
<p style="text-align:justify;">TEMPLÁRIOS, OS GUARDIÕES DA “TERRA SANTA”</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO VIII</p>
<p style="text-align:justify;">OS TEMPLÁRIOS E AS HERESIAS</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO IX</p>
<p style="text-align:justify;">CARTA ERUDITA DE D. FR. BENITO JERÓNIMO FEIJÓO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO X</p>
<p style="text-align:justify;">OS TEMPLÁRIOS E OS CELTAS</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XI</p>
<p style="text-align:justify;">OS TEMPLÁRIOS E OS JUDEUS</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XII</p>
<p style="text-align:justify;">OS TEMPLÁRIOS E OS ÁRABES</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XIII</p>
<p style="text-align:justify;">SANTOS E PROFETAS DO TEMPLO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XIV</p>
<p style="text-align:justify;">O TESOURO DOS TEMPLÁRIOS</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XV</p>
<p style="text-align:justify;">A PARÚSIA DOS TEMPLÁRIOS</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XVI</p>
<p style="text-align:justify;">A FREIRIA MILITAR DE JESUS CRISTO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XVII</p>
<p style="text-align:justify;">CONSULTA DA REFORMAÇÃO DA ORDEM DE CRISTO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XVIII</p>
<p style="text-align:justify;">A REGRA E DEFINIÇÕES DA ORDEM E MESTRADO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XIX</p>
<p style="text-align:justify;">RITUAL DE ARMAÇÃO NA ORDEM DE CRISTO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XX</p>
<p style="text-align:justify;">O INFANTE HENRIQUE DE SAGRES</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XXII</p>
<p style="text-align:justify;">A DEMANDA DO REINO DO PAI JOÃO</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XXII</p>
<p style="text-align:justify;">CARTA DO PRESTE JOÃO DAS ÍNDIAS A MANUEL, IMPERADOR DE CONSTANTINOPLA</p>
<p style="text-align:justify;">CAPÍTULO XXIII</p>
<p style="text-align:justify;">PATRIMÓNIO TEMPLÁRIO EXISTENTE EM PORTUGAL</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lusophia.wordpress.com/2032/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lusophia.wordpress.com/2032/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lusophia.wordpress.com&amp;blog=3971320&amp;post=2032&amp;subd=lusophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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