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Manas-Taijasa (Manas Taijasi) (sânscrito) – Literalmente, o “Manas Radiante”; um estado do Ego Superior, que só os maiores metafísicos são capazes de conceber e compreender. É a Alma Humana (Manas) iluminada pela emanação de Budhi. – Helena Petrovna Blavatsky in Glossário Teosófico.

Budhi-Taijasi (sânscrito) – Literalmente, “Budhi Radiante”; é termo altamente místico e significa a união Budhi-Manas ou Atmã-Budhi-Manas com a consequente iluminação de Manas, o Mental, que se torna radiante na tonalidade amarelo dourado, iluminado, e se diz altamente espiritualizado. é a condição de um Adepto, de um Bodhi-Satva e o objecto de toda a Alta Iniciação nos Mistérios Maiores. Budhi-Taijasi é a Alma Humana iluminada pela irradiação da Alma Divina; a Razão Humana iluminada pela Luz do Espírito ou a própria Consciência Divina. Daí o dito: “Eu e meu Pai somos UM”, no seu verdadeiro sentido. – Carlos Lucas de Souza in O Raiar de um Novo Mundo.

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Henrique José de Souza (S. Salvador, 15.9.1883 – S. Paulo, 9.9.1963) é um daqueles Seres Superiores que engrandece o século em que se manifesta. A sua vasta Obra pública e privada fala por ele mesmo às gerações presentes, e certamente também falará às futuras. Pedagogo, conhecedor profundo da natureza humana, Mestre nas fainas do Espírito sobre o que deixou páginas inéditas de brilhantismo ímpar, sem dúvida deu continuidade à Obra magistral de Helena Petrovna Blavatsky que além de a ter aumentado incomensuravelmente, rectificou em inúmeros aspectos desvelando facetas até então impensáveis da Sabedoria Iniciática das Idades.

A fim de inaugurar o Ciclo do Ocidente substituindo aquele do Oriente, o Professor Henrique José de Souza fundou no Brasil, em Niterói, na Rua Santa Rosa, n.º 426, no domingo de 10 de Agosto de 1924 o instituto teosófico Dhâranâ – Sociedade Mental Espiritualista, que evocava o Oriente em homenagem aos Grandes Mestres pela construção do EX OCCIDENS LUX! Constava dos seus Estatutos ser «um Núcleo Independente e Autónomo, criado com o fim de preparar o terreno onde se fará o aparecimento da Sétima Sub-Raça do Ciclo Ário, ou Raça Dourada».

O termo sânscrito Dhâranâ significa “o perfeito controle do pensamento”. Esse instituto mudou o seu nome para Sociedade Teosófica Brasileira no dia 8 de Maio de 1928, por estar mais em conformidade ao Ciclo Teosófico do Ocidente e também como homenagem a Helena Petrovna Blavatsky (H.P.B.), fundadora da Theosophical Society em Nova Iorque, E.U.A., em 1875, cuja missão foi a (re)espiritualização do Ocidente então dominado pelo bravio “materialismo dialéctico” em expansão a partir da Europa, e pelo “imperialismo psíquico” das religiões devocionais.

A Sociedade Teosófica Brasileira teve o propósito principal de defender e preservar a Ciência Divina de que Blavatsky foi no Ocidente a anunciadora: a Teosofia, a Eterna Sabedoria Primordial, guardada através dos séculos nos Colégios Iniciáticos. É ainda essa excelsa Mestra quem preconiza a vinda dum Ser Superior que daria continuidade à Obra iniciada por ela, como está escrito na Introdução da sua Doutrina Secreta: «No século XX um discípulo mais evoluído e mais autorizado será enviado pelos Mestres de Sabedoria, para dar as provas finais e irrefutáveis de que existe uma Ciência Secreta chamada Gupta-Vidya, fonte de todas as religiões e filosofias».

Actualmente, no dealbar do século XXI, só a pessoa do Professor Henrique José de Souza (H.J.S. que se torna J.H.S. ou “Avatara da Divindade”, ademais sendo o H letra neutra característica da natureza de Mercúrio que lhe é afim) encaixa na perfeição na profecia de H.P.B., corroborando, aprofundando e expandindo-lhe a Obra com revelações apropriadas ao estado de consciência a ser alcançado pela Humanidade deste III Milénio.

Durante todo o período da sua existência a S.T.B. cumpriu fielmente os três objectivos da Sociedade Teosófica fundada por Helena Blavatsky, que são:

1.º) Formar um núcleo de Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.

2.º) Fomentar o estudo comparado das religiões, literaturas e ciências dos povos ocidentais e orientais.

3.º) Investigar as leis inexplicadas da Natureza e os poderes psíquicos latentes no Homem.

Só a uma parte dos membros mais evoluídos psicomentalmente da S. T. se destinou o 3.º objectivo, e para isso H.P.B. fundou a sua “Escola Esotérica” dentro da Sociedade, tal qual H.J.S. fundaria os Graus de Ensino e Iniciação cujas explicações cabíveis a cada um deles eram desenvolvidas em “Reuniões Esotéricas” dentro da S.T.B. A adesão ao 1.º desses objectivos era indispensável ao ingresso efectivo na Sociedade Teosófica, onde o candidato carece de dois padrinhos ou testemunhas, tal qual acontece ainda hoje na Maçonaria. A nenhum dos aspirantes são feitas perguntas a respeito das suas opiniões religiosas ou políticas; porém, em troca, exige-se de todos, antes da sua admissão, o juramento formal de respeitar as crenças dos demais membros e sobretudo de fidelidade à S. T., mantendo silêncio ou discrição sobre tudo quanto ela lhes confiar.

Tudo o dito conforma-se ao que o próprio Professor Henrique José de Souza escreveu no seu livro A Verdadeira Iniciação:

«Estes são os princípios que, desde a fundação da nossa Obra e antes de quaisquer outros, figuram nos seus Estatutos.

«No nosso “Colégio Iniciático” (a S.T.B.), desde o seu início, foi exigido o precioso embora muito pouco conhecido lema: Um por Todos, Todos por Um, que vem sendo escrupulosamente mantido entre os mais avançados ou da Série Interna, ou ainda “Irmãos Maiores”.

«A “instrução gradativa” dos discípulos exigia, antigamente, três Séries, ou Séries A, B e C, como que para simbolizar os 3 Caminhos da Vedanta – Jnana, Bhakti e Karma –, os 3 Graus que a própria Maçonaria copiou das Iniciações egípcias: Aprendiz, Companheiro e Mestre, e quantas formas ternárias com que o Esoterismo simboliza a manifestação da Divindade, na razão dos 3 Mundos, Gunas ou “qualidades da matéria”. Hoje, o nosso Colégio Iniciático adopta 4 Graus porque assim lhe exigiu a sua própria evolução, inclusive em relação com os antigos Graus no Budismo (Anagamin, Sartagamin, Sakkurtagamin e Arhat). Por outro lado (esoterismo adoptado na Ordem do Santo Graal), vem ter ao que exige a verdadeira Política, em relação ao Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderativo, e para nós outros, nos Quatro Senhores da Evolução Humana: Manu (como Legislador), Yama (como Executor), Karma ou Karuna (como Julgador) e finalmente Astaroth (nome desconhecido para os próprios ocultistas e que serve não de Moderador, mas de Coordenador daqueles 3 primeiros “Senhores da Evolução Humana”), porquanto o Moderador está oculto… como Quinto.

«Outras especificações dignas de nota, quanto ao nosso Colégio Iniciático: a proibição de demonstrações de poderes psíquicos (onde entra a mediunidade provocada), dogmatismos religiosos, manifestações de ordem política, por seu espírito dissolvente, etc. E quanto ao que diz respeito à formação racial, como principal razão da sua existência: “o combate intensivo ao analfabetismo, aos vícios e maus costumes sociais, à superstição, à mentira e ao erro onde quer que se manifestem”.»

Delta Teúrgico

Ao corpo teosófico de ensino e formação dos membros da S.T.B. e da própria Humanidade através dos órgãos informativos daquela, o Professor Henrique José de Souza chamou de Eubiose, a “Ciência do Futuro” que ele assim define (in Conselhos úteis – Que é Eubiose e o mistério dos ciclos. Revista O Luzeiro, Ano I – N.º 5, Outubro – 1952):

«EUBIOSE é a Ciência da Vida. E como tal, é aquela que ensina os meios de se viver em harmonia com as leis da Natureza, e consequentemente, com as leis universais, das quais as primeiras se derivam. Pelo que se vê, nenhuma diferença existe entre EUBIOSE e TEOSOFIA, porque esta, como CIÊNCIA ou Sabedoria Divina, se propõe a mesma coisa, como “Tronco donde se originam as ciências, religiões, filosofias, línguas e tudo o mais quanto já existe e há-de existir no mundo”. Desse modo, não apenas os “Adeptos da Boa Lei” mas também todos os Iluminados que a este mundo vieram, pautaram a sua vida eubiótica ou teosoficamente, ensinando aos demais a que agissem do mesmo modo. E isto, de acordo com a evolução natural da época dos seus vários aparecimentos.

«Desse modo, a SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA não podia deixar de se servir de semelhante CIÊNCIA, como detentora do Movimento Cultural-Espiritualista que, “por força de Lei”, lhe coube no presente momento da Humanidade. E isto, já se vê, em amplitude muito maior do que tudo e todos que A antecederam, pois que a Evolução caminha sempre para diante. E muito mais, em pleno interregno de um ciclo para outro, como prova o seu próprio lema: SPES MESSIS IN SEMINE, isto é, “a esperança da colheita reside na SEMENTE”.»

De facto, o termo Eubiose foi criado pelo Professor Henrique José de Souza, pois que no Dicionário de Língua Portuguesa só existe a palavra grega “eubiótica”, geralmente aplicada na ciência médica. Também a palavra Eubiose é termo de origem grega, cujo prefixo eu significa “bem, bom, belo” e, também, “verdadeiro”, pois para o génio estético da Grécia clássica a harmonia da forma, do sentimento e do pensamento eram atributos da Verdade, vale dizer, manifestações da Divindade no Homem. A raiz biós quer dizer “vida”; e osis significa “acção, actividade”. Portanto, Eubiose é acção, actividade por uma vida boa, útil, equilibrada e bela, numa palavra, verdadeira. Ou por outra: viver de acordo com os princípios da Natureza, integrando-nos no contexto cósmico que é harmonia e equilíbrio. Um homem equilibrado é um deus em potencial, trilhando o caminho da sua auto-realização até ao retorno à Casa do Pai, porém experiente, consciente, como insinua a parábola evangélica do “filho pródigo”, cujo sentido profundo refere a descensão da Mónada Divina ao Mundo Sombrio da Matéria e desta a ascensão da Mónada Humana ao seio espiritual do Divino Logos Solar.

A Evolução do Género Humano Hora Presente caracteriza-se pelo desabrochar da Luz do Mental, pelo estudo das leis da Vida e a sua prática esclarecida. A isso os latinos chamavam de Mens Sana, “Mente Sã”, e os orientais chamam Manas Taijasi. Esta designação sânscrita significa “Mental (Manas) Iluminado (Taijasi)”, e liga-se a dois outros termos profundamente místicos que o Professor Henrique José de Souza divulgou: Budhi Taijasi e Atmã ou Nivri Taijasi, todos os três a ver com a criação do Homem Verdadeiro que é a Tríade Espiritual em formação na criatura humana, posto esta ser composta de sete sétimos ou partes, estando 4/7 formados (Mental, Emocional, Vital, Físico) e 3/7 em formação (Espiritual, Intuicional, Causal), o que tem a ver com a personalidade transitória e a Individualidade imperecível.

Se Linga Taijasi vem a ser o Corpore Sano graças à Mens Sana, ou seja, o Corpo físico iluminado pela Alma desperta que é Manas Taijasi como o mesmo “Mental Iluminado” pela Luz Crística ou Búdhica do Espírito manifestado como Budhi Taijasi, literalmente “Budhi radiante”, este termo profundamente místico vem a significar a união de Budhi-Manas (Bimânica), ou melhor, de Atmã-Budhi-Manas (Atabimânica) como a Mónada Integral manifestada na Mente por ela Iluminada  (Manas Taijasi), por sua vez Iluminadora do princípio psicofísico, irradiando a tonalidade amarela dourada (Satva) da Sabedoria Divina característica dos Seres altamente espiritualizados integrados ao seu 7.º Princípio Átmico, Nirvânico ou Espiritual. É a condição de um Adepto Perfeito, de um Bodhi-Satva e a meta suprema da Iniciação nos Mistérios Maiores da Tríade Divina em tudo e em todos. Budhi Taijasi acaba sendo a Alma Humana iluminada pela irradiação do Espírito Divino; Manas Taijasi vem a ser a Razão iluminada pela luz da Consciência Interna e Eterna. Daí o dito de Jesus Cristo: «Eu e o meu Pai somos UM!», no seu verdadeiro sentido.

A Intuição, Inteligência Espiritual ou Budhi é, segundo a teoria dos “dois intelectos” de S. Tomás de Aquino, o “intelecto agente” ou inteligênca em potência, e o “intelecto possível” ou actuante. Como “tudo está em tudo”, Manas, o Mental, quando polarizado reproduz esses dois aspectos nos seus respectivos Planos: o Ternário Abstracto ou Superior e o Quaternário Concreto ou Inferior. É, pois, Manas quem liga/desliga a Mónada Imortal do Homem mortal.

Para a realização integral da Eubiose torna-se indispensável as correctas relações humanas fora e dentro do Grupo Esotérico, tanto individual como colectivamente, com demonstrações de verdadeira honestidade humana e franqueza espiritual do ser ante a sociedade, portanto, vibrando no diapasão da Harmonia Universal que o caracterizará como um ser harmonioso assim demonstrando que a sua evolução verdadeira está acima da “média”. Neste sentido e para conectar a OBRA DO ETERNO (TEURGIA) às inter-relações individuais, grupais e universais que não deixam de ser uma espécie de “Tulkuísmo”, um nosso Irmão congénere brasileiro, Marcelo José Wolf, compôs um feliz esquema, onde em certas partes do mesmo tive que fazer algumas rectificações ligeiras, relativo às relações e objectivos da nossa INSTITUIÇÃO E OBRA ante o Individual, o Colectivo e o Universal nas, repito, inter-relações humanas e espirituais e suas finalidades. Pela clareza que o dota, reproduzo aqui esse mesmo esquema:

Esse quadro leva ao considerando de Munindra. Mas, o que é um Munindra? O que é um Jiva? O que é um Jivatmã? Serão realmente Munindras todos os da Série Interna actual da antiga Sociedade Teosófica Brasileira? É óbvio que não, a não ser de título, e assim não passa de simbolismo titular incompreendido e até travestido de vaidade e ignorância. De maneira que, para esclarecimento geral, convém clarificar o que é realmente um Munindra.

MUNINDRA é o “Pequeno Muni” ou MUNI DE INDRA, o Fogo Akáshico ou Etérico que ilumina mas não queima, por o possuidor efectivo desse título real participar conscientemente das Glórias do Mundo Celeste, ou seja, do Mundo Intermediário ou Segundo Trono (Logos), equivalente à participação na Omnisciência do CRISTO UNIVERSAL. De modo mais restrito, os MUNINDRAS reais são os verdadeiros Discípulos de JHS, antes, de AKBEL, que os revestiu de matéria sátvica (espiritual) e rajásica (psicomental) para agirem como Seres Superiores no Plano da Matéria a favor da Lei que é o Pensamento de Deus. Por esta razão, as cores das faixas templárias dos Munindras são amarelas-azuis. Tais Munindras REAIS, repito, são as encarnações dos antigos discípulos dos Bhante-Jauls ou Adeptos Perfeitos, todos dirigidos por AKBEL. Depois vieram do Oriente para o Ocidente, acompanhando a marcha cíclica do Sol de acordo com a Evolução Planetária, até chegarem ao Extremo-Ocidente do Mundo, o Brasil. Logo se congregaram à volta do mesmo AKBEL então manifestado no corpo físico de Henrique José de Souza. Fizeram Obra de monta à escala interplanetária que modificou o panorama cultural-espiritualista do mundo, a ponto do mesmo JHS, já acamado no Hospital de São Lucas, em São Paulo, à beira do fim proferir: «Fiz numa só vida o trabalho de uma Ronda inteira».

Ficou o título Munindra. Em princípio, tal condição dispõe-no acima do estado vulgar ou ordinário de homem, de Jiva, “Vida-Energia” individualizada, cuja verticalidade mental estonteia-o, fá-lo baquear e até cair, pelo que o seu estado de consciência normal é a horizontalidade mental, onde até o Espiritual é assim concebido. Mas aos poucos, na Escola da Vida onde as lições não raros são as mais dolorosas e trágicas, esse Jiva vai se acercando dos interesses religiosos e espirituais, vai adentrando-os e por eles aprimorando o seu carácter, a sua condição de pura “Vida-Energia” (Jiva). É assim que começa a rectificação, a depuração e apuração da personalidade formada abrindo passagem ao influxo da Individualidade em formação, que sobretudo é Espírito (Atmã). É quando acontece efectivamente a TRANSFORMAÇÃO DA VIDA-ENERGIA EM VIDA-CONSCIÊNCIA, ou seja, do JIVA EM JIVATMÃ, isto é, Jiva+Atmã que é a “Vida-Consciência”, meta última da condição Humana a caminho do Adeptado, do mesmo estado Jivatmã, Jivamukta, Mahatma, etc., sendo o estado Sobre-Humano ou Super-Humano das Almas Superadas, consequentemente, integradas ao Quinto Reino Espiritual (simbolizado no mito do “V Império”) ou “Angélico” que na Terra tem por expressão máxima o próprio Mundo de AGHARTA, já que SHAMBALLAH expressa a Morada do Divino (Logos Planetário), projectada do Mundo Celeste no Seio da mesma Terra. Por isso, certas tradições secretas dizem que Deus tem a Cabeça e o Pescoço no Céu, o Tórax e os Braços na Face da Terra e o Ventre e as Pernas no Inferno ou Interior do Mundo.

Posto assim, por estarem em diapasões conscienciais absolutamente diversos, mesmo antagónicos, é lógico concluir-se que entre o Adepto Real (Jivatmã) e o homem comum (Jiva) a empatia é nenhuma. Por isso Aquele age encoberto ou oculto impelindo a este ao Caminho da Evolução, mas sem se aproximar e interferir no livre arbítrio individual e colectivo. A ligação entre Jiva e Jivatmã só se estreita à medida que um evolui para o outro e este começa a sentir que aquele está começando a vibrar no seu diapasão ou Plano de Consciência, cujo nível mais baixo de vivência é o Mental Superior. Por isso se diz: QUANDO O DISCÍPULO (Personalidade) ESTÁ PRONTO (rectificado, alinhado, superado, etc.) O MESTRE (Individualidade) APARECE (manifesta-se).

Todo(a) aquele(a) que penetra o recinto do Templo para iniciar acto sagrado, divino, obviamente que deve elevar a sua consciência ordinária (Jiva) uma “oitava acima” dela, ou seja, à consciência espiritual da melhor maneira que saiba e possa, e isto é conectar-se com o seu Deus Interior, Jivatmã, para puder conectar-se com o Eterno Atmã Universal. Isto é básico e não tem especulação metafísica alguma, a não ser para quem nada saiba e tudo ignore do que diz e faz.

Com efeito, para dar consecução física ao aspecto Metástase versus Templo, o insigne Mestre JHS fundou a já referida Ordem do Santo Graal, como aspecto esotérico ou interno da então Sociedade Teosófica Brasileira. Firmada a Taça do Santo Graal em 24 de Fevereiro de 1949, posta no Templo de Maitreya (em São Lourenço – MG), sobre a Pedra Dhara, rósea e branca sobre a qual o próprio Bodhisattva Jeffersus ajoelhou no Horto das Oliveiras, em Jerusalém, consagrado o Livro do Graal em 24 de Junho de 1950, já em 31 de Março do mesmo ano deliberou-se fundar a Guarda do Santo Graal, composta de 32 Membros seleccionados por JHS e aprovados por Rigden-Djyepo, o “Rei dos Jivas”, ou seja, o Rei do Mundo. Assim, em 28 de Dezembro de 1951 procedeu-se à fundação esotérica da ORDEM DO SANTO GRAAL, e fundação da ORDEM DAS FILHAS DE ALLAMIRAH, pelo Venerável Mestre JHS (Professor Henrique José de Souza) e o Quinto Bodhisattva Jeffersus, que por seu intermédio falou sobre as funções espirituais e humanas da ORDEM DO SANTO GRAAL.

A ORDEM DO SANTO GRAAL surgiu para prosseguir a Obra de JHS após a sua partida deste mundo, e assim manter a parte esotérica ou mística da Instituição iniciada por Ele. Isso é cumprido até hoje no Brasil e em Portugal, no que toca à COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA. Desde a primeira hora que o ingresso a ela é feito por convite, é facto, mas ela é para todos e não para uns muitos «protegidos» inválidos e outros poucos «protectores» todo prepotentes soberanos de nada. Não foi isso que o Professor Henrique ensinou e estipulou em tempo algum. Onde está escrita ou gravada tal absurdidade? Quem tem acesso ao Templo do Graal e contempla Este fisicamente, lógica e consequentemente tem os mesmos direitos que os outros, e assim usufrui da influência espiritual na mesma medida que qualquer outro. O que é diferente, ou melhor, o que difere são as funções templárias, mas não, repito, as benesses espirituais. Que ideia bizarra a de alguns plagiadores da nossa Obra, todos com o sinete da traição gravado nas frontes, em afirmarem o contrário, pré-rebaixando, limitando a priori os seus candidatos a seguidores para que eles saibam, antes de tudo o mais, “pôr-se no devido lugar, ouvirem, não serem respondões, logo nunca discordarem” e só “com direito a evolução maior se os dirigentes permitirem”! Que coisa estranha, ainda assim tão descarada na sinceridade das confissões feitas inadvertidamente… já que “é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo”.

O Professor Henrique José de Souza também fundou a ORDEM DOS TRIBUTÁRIOS em 23 de Outubro de 1954, espécie de “Maçonaria” que tem o cargo espiritual e social de “cobrir” ou manter a Instituição por ele fundada e à sua própria Família (APTA), a humana e também a espiritual. Como certas pessoas nunca pertenceram à O. T., logo, nunca participaram dum Ritual da mesma e do que se faz nele e nela, torna-se extemporânea a sua auto-afirmação de “Tributários”, ridícula mesmo assim à guisa de gemido lúgubre do cortejo funesto do número dos plagiadores, mentirosos, até ladrões e sobretudo traidores, sim, para com a OBRA DO ETERNO traindo os seus JURAMENTOS DOS GRAUS, sobretudo o JURAMENTO DE ADMISSÃO À SÉRIE INTERNA da mesma C.T.P., esse o mais grave e solene de todos, irrevogável para toda a vida (como igualmente os anteriores…).

Finalmente, tenho a dizer que há muitos séculos não existe Maçonaria Operativa, e quem fala e diz-se da «Maçonaria Operativa» demonstra apenas uma confusão constrangedora que qualquer ocultista de alguma filiação tradicional, em que parte do mundo estiver, ao deparar-se com tamanha incongruência apenas poderá lamentar o notável estado de pobreza interior de quem profere tais e óbvios erros. Para esclarecimento geral, porque conheço por dentro a Maçonaria há muitos anos, desde a sua primeira hora no mundo ela desenvolveu-se historicamente em três fases distintas:

1) Maçonaria Primitiva (terminada com os Collegia Fabrorum)

2) Maçonaria Operativa (terminada em 1523)

3) Maçonaria Especulativa (iniciada em 1717)

Nessa última há, com efeito, Graus Herméticos e Alquímicos, o que se poderá chamar de “Maçonaria Hermética”, mas não mais que isso. Portanto, tudo mais não passa de fantasia e especulação de quem aprendeu e apreendeu mal as lições recebidas e agora vem especular efabulações irreais, ainda por cima confundindo um estado de ser profano com o pretenso do querer espiritual.

Em Portugal, na ORDEM DO SANTO GRAAL anualmente realizam-se em Templo 3 Grandes Rituais Eucarísticos e Nobres – o primeiro na Lua Cheia do Carneiro, correspondendo à Páscoa. Na celebração do Santo Ritual está presente o Pão e o Vinho. O segundo na Lua Cheia do Touro, correspondendo a Wesak. Na celebração do Santo Ritual está presente a Água. Quem a consagra é o Sacerdote e quem a distribui é a Sacerdotisa. O terceiro na Lua Cheia de Gémeos, correspondendo a Asala. Na celebração do Santo Ritual está presente a Palavra, o Salmo de Cobertura ao Sol do Novíssimo Mundo, que termina assim: «A Hora pede a Realização do CARÁCTER SACERDOTAL e da CULTURA ou REVELAÇÃO das Coisas do Céu». Este Salmo é da época do Mestre JHS e era pronunciado em Templo nas datas apropriadas.

Em Portugal, na ORDEM DO SANTO GRAAL anualmente realizam-se em Templo 3 Grandes Rituais Eucarísticos e Nobres – o primeiro na Lua Cheia do Carneiro, correspondendo à Páscoa. Na celebração do Santo Ritual está presente o Pão e o Vinho. O segundo na Lua Cheia do Touro, correspondendo a Wesak. Na celebração do Santo Ritual está presente a Água. Quem a consagra é o Sacerdote e quem a distribui é a Sacerdotisa. O terceiro na Lua Cheia de Gémeos, correspondendo a Asala. Na celebração do Santo Ritual está presente a Palavra, o Salmo de Cobertura ao Sol do Novíssimo Mundo, que termina assim: «A Hora pede a Realização do CARÁCTER SACERDOTAL e da CULTURA ou REVELAÇÃO das Coisas do Céu». Este Salmo é da época do Mestre JHS e era pronunciado em Templo nas datas apropriadas.

Pelo que se tem:

WESAK – PAI – BUDHA = ÁGUA SAGRADA, “Sangue da Terra” – ADI em ANUPADAKA

PESAH (Páscoa) – FILHO – BODHISATTVA = VINHO / PÃO, “Alimento Espiritual” – ATMÃ e BUDHI

ASALA (Humanidade, Corpo de Deus) – ESPÍRITO SANTO – MAHACHOAN = PALAVRA, SALMO – MANAS

Com efeito, a Excelsa Fraternidade Branca leva a consumação 3 Cerimoniais de grandeza planetária em três Plenilúnios distintos:

FESTA DO WESACK, do BUDHA ou de SHAMBALLAH-AGHARTA = O Rei do Mundo abençoa a este através do Budha Planetário Gotama.

Significado: Ligação de Shamballah a Agharta.

LUA CHEIA DO TOURO – 1.º LOGOS – PAI (BRAHMA)

FESTA DA PÁSCOA, do BODHISATTVA ou de CRISTO = O Cristo (Bodhisattva) em Agharta abençoa a Hierarquia Planetária.

Significado: Ligação de Agharta ao Duat.

LUA CHEIA DO CARNEIRO – 2.º LOGOS – FILHO (VISHNU)

FESTA DE ASALA, do  MAHACHOAN ou da HUMANIDADE = O Mahachoan abençoa a Humanidade (Corpus Dei, o “Corpo de Deus”) através da Hierarquia Planetária.

Significado: Ligação do Duat à Face da Terra, perpassando Badagas.

LUA CHEIA DE GÉMEOS – 3.º LOGOS – ESPÍRITO SANTO (SHIVA)

Portanto, de forma resumida, tem-se:

WESACK – BUDHA – SHAMBALLAH

PÁSCOA – BODHISATTVA – HIERARQUIA

ASALA – MAHACHOAN – HUMANIDADE

Respeitante aos Salmos (150 do Quinto Senhor e 5 do Sexto), eles vêm a encerrar toda a magia teúrgica, como disse Venerável Mestre JHS, sobre o que já tive possibilidade responder sobre eles, o que reproduzo aqui parcialmente acabando por retroceder à questão “Munindra”:

– São, de facto, muito interessantes as suas ilações acerca do sentido do versículo 13 do Salmo 91 (que é o 90 na tradução bíblica do padre António Pereira de Figueiredo, versão aceite pelo Professor Henrique José de Souza). Antes de tudo o mais, devo afirmar o que reitero há já muitos anos: a TEOSOFIA de JHS, ou seja, o que este ensinou de inédito da mesma, praticamente desde o elementar até ao mais intrincado não tem absolutamente nada a ver com o Teosofismo dito «popular», antes rectifica-o e supera-o larga e magistralmente. Até onde a insigne H. P. Blavatsky foi, H. J. Souza prosseguiu depois, inclusive clareando muitos pontos deixados obscuros (quiçá propositadamente…) pela distinta autora. Quem vem para o nosso meio com a ideia feita pensando que vai encontrar pontos comuns com outras correntezas de pensamento, mesmo que acaso os encontre aqui e ali de maneira ténue e esparsa, acaba por deparar-se com uma DES-ILUSÃO, isto é, as ilusões, as mayas são desfeitas de maneira implacável porque o que aqui se ensina é absolutamente diferente e diverso do chamado religiosismo teosofista e até mesmo do mais conspícuo ocultismo. Sim, tudo é diferente, tudo é mais profundo, tudo é mais elevado… inclusive o vector TEMPLO, para assim este efectivar a METÁSTASE… AVATÁRICA, ou seja, do Eu Superior ao inferior e deste, personalidade, àquele, Individualidade. Só assim se terá o Vasus Insignis, o Vaso Insigne de Eleição, o verdadeiro Corpo Eucarístico que é o nosso MANASAPUTRA, o mesmo Veículo Imortal no qual habitaremos um dia, e que um dia, durante a 3.ª Raça-Mãe Lemuriana, foi criado flogisticamente pelos KUMARAS ou Senhores da Mente para servir de veículo físico (etérico) aos MUNINDRAS de ARABEL (o 5.º Senhor) em número de 777. Logo, há 777 MANASAPUTRAS (Filhos da Mente Universal – MAHAT). Eles serão os Corpos Imortais dos Munindras na próxima 5.º Cadeia Planetária de Vénus, a qual já começou a vibrar nesta mesma presente 5.ª Raça-Mãe Ariana. Será quando o Homem (JIVA) se tornará ANDRÓGINO, com os 777 MUNINDRAS à dianteira integrados no domínio da sua Consciência Divina de MAKARAS. Isto já se faz hoje, logo, trazendo o Futuro subjectivo ao Presente objectivo.

Esse mesmo estado ANDRÓGINO ou luni-solar como masculino (Mercúrio, Hermes) e feminino (Vénus, Afrodite), donde HERMAFRODITA (expressivo do mesmo ANDRÓGINO ou ADEPTO PERFEITO, assinalado no Arcano 9, “O Ermitão”), vem a ser indicado logo ao início da abertura do Ritual na Ordem do Santo Graal, onde a destra configura o mudra (“gesto místico e cabalístico”, antes, teúrgico como verdadeira Magia Sacerdotal) SOLAR (evocando FOHAT, a Luz Celeste da Energia ELÉCTRICA Cósmica) e a sinistra descreve o mudra LUNAR (evocando KUNDALINI, o Fogo Terrestre da Força ELECTROMAGNÉTICA Planetária), juntas, unidas na boa disposição do Templário assim assumindo a priori o estado ANDRÓGINO.

Sobre isso escreveu o Professor Henrique José de Souza na sua Homenagem à Maçonaria, quando Mr. RALPH MOORE, o “Velho Escocês”, o reconheceu como MESTRE SUPREMO DA MAÇONARIA UNIVERSAL (EL RIKE, ALLAH RISHI, MAHA-RISHI…) no dia 11 de Junho de 1949:

«Com a destra voltada para o Céu, e o polegar invertido para a Terra – contrariamente a quantas saudações caóticas foram instituídas pelas decadentes ideologias deste ciclo em franco declínio – maiores Homenagens devemos prestar ao mais Digno e Excelso de Todos os Construtores: O SUPREMO ARQUITECTO!»

No dia 6 de Abril de 1957 o nosso Venerável Mestre JHS viu materializado para si o LIVRO ÍNDICE DOS SALMOS, enviado pelo Excelso Daniel (AKGORGE) que o assinou com tinta azul, e em cuja página 49 vem a fotografia (a preto e branco) do Templo do Meka-Tulan (quadrado por fora, circular por dentro), da sua entrada engastada na rocha viva. Meka-Tulan é a Capital do Mundo de BADAGAS (bem físico denso, e etérico também). No momento dessa materialização pararam 3 relógios: o de JHS (de bolso), o da sala da Vila Helena, em São Lourenço, e o da Sede da Sociedade Teosófica Brasileira, no Rio de Janeiro. Depois disso, o relógio da sala passou a dar um estalido de minuto a minuto… como que preanunciando o DIA DO EQUILÍBRIO, do RENASCIMENTO DE AKBEL (14 de Abril de 1957).

Pois bem, no LIVRO ÍNDICE DOS SALMOS é dado o significado seguinte ao SALMO 90 (91 noutras versões bíblicas): “90. Aquele que se torna firme com a assistência do Altíssimo… – Esforço para ganhar os verdadeiros dons ocultos por meio das boas acções e da Ciência Sagrada. Atracção para o Belo, a Perfeição e a Majestade Divina”.

No versículo 13 do mesmo está escrito: Sobre o áspide, e basilisco, andarás e pisarás o leão e o dragão.

Áspide é a “serpente venenosa”, e basilisco é o mitológico “lagarto enorme de olhar mortal”. Ambos os símbolos zoomórficos foram adoptados pela iconologia alquímica. A áspide é de cor verde e significa o domínio do Ar (VAYU, de cor verde), enquanto o basilisco é avermelhado e representa o domínio (donde os verbos “sobre” e “pisarás” no versículo saltérico) do Fogo (TEJAS, de cor vermelha). Trata-se do senhorio sobre a natureza PSICOMENTAL. Já o leão, aqui, vem a ser o «aspecto superior» da áspide ou a sua configuração cósmica como FOHAT, o Fogo Solar ou Cósmico, enquanto o dragão é igualmente o «aspecto superior» do basilisco como conformação cósmica de KUNDALINI, o Fogo Terrestre ou Planetário. Ambas as Forças são o molinete da Evolução Universal, individual e colectiva, levando à TRANSFORMAÇÃO DA VIDA-ENERGIA (JIVA) EM VIDA-CONSCIÊNCIA (JIVATMÃ), nas palavras magistrais do Excelso KOOT-HOOMI LAL SING. Assim, o versículo não deixa de correlacionar-se de certa forma ao sentido no Arcano 13, “A Morte”, mas aqui como a mesma TRANSFORMAÇÃO, que é sempre uma RESSURREIÇÃO duma condição velha para um estado novo, indo à absorção na GRANDE MÃE, na ALMA ou MENTE UNIVERSAL (MAHAT).

Por essa razão temos em França, na fachada dianteira da Catedral de Chartres (primitivo santuário ísiaco romano-celta) o CRISTO PANTOCRATOR (“Omnipotente”, “Criador de Tudo”) expressando o Logos Criador em seu 2.º Aspecto ou Hipóstase AMOR-SABEDORIA dominando as energias universais e as naturezas terrenais, por ser o Mundo Celeste, Médio ou Intermediário onde o Pai (1.º Logos Divino) e a Mãe (3.º Logos Terrestre) se encontram na OMNISCIÊNCIA do Filho (2.º Logos Celeste), e daí os Três fazerem-se UM SÓ como PANTOCRATOR, para não dizer, THEOTRIM ou “Deus Trino em Acção”. Essa mesma configuração na Catedral de Chartres encontra-se ainda noutras, inclusive na fachada dianteira da Catedral de Santiago de Compostela, no Pórtico da Glória defronte para a Praça do Obradoiro (sim, a OBRA DO OIRO, a CRISOPEIA, para não dizer, a EPOPEIA CRÍSTICA…).

Deve também ater-se ao sentido moral e religioso, não iniciático, do versículo em questão do Salmo 90 (ou 91), onde o “áspide e basilisco” expressam os hereges e o “dragão e leão” as heresias, as infidelidades para as 3 religiões do Livro (judaica, cristã, islâmica), sim, por se aterem e só à “letra que mata” ignorando o resto: … “sob a qual se vela o Espírito que vivifica”, ou seja, “a Ciência Sagrada que leva à Perfeição e à Majestade Divina” (PANTOCRATOR).

Sobre a natureza sacerdotal e a eficácia do Ritual Eucarístico, também já respondi numa carta privada. Após informar que a mecânica ritualística da O.S.G. em Portugal diferir bastante da efectuada pela mesma no Brasil, adiantei que a Arte Sacerdotal não permite nem consente qualquer tipo de exercício alheio à vivência espiritual e ao exercício de comunhão divina de que todo o sacerdote é testemunha efectiva. A não ser que se brinque com as palavras, que soam bem, e aí tem-se os «sacerdotes» de todos os tipos e cores numa paródia a cargo distinto de tão alta responsabilidade e importância, onde o primeiro a sofrer as consequências de pressuposta queda é o próprio oficiante ao Sagrado Ofício, Sacrum Officium, Sacerdocium, Sacerdócio… Quem é que investe quem hoje em dia? Qual a Regra a que o sacerdote está sujeito? Qual a Celebração Eucarística sob que Mandato e Rito? O de Melkitsedek… Qual Melkitsedek? Porque o Rito difere, tradicionalmente, entre Mestre presente e Mestre ausente? Estas são questões técnicas que todo o sacerdote eucaristificado ou consagrado deve saber de antemão. Sobre que assenta a legitimidade da Sucessão Apostólica, ou por outra, onde está a legitimidade da Sucessão Sacerdotal e respectivas Regra e Estatuto da Ordem… que sem as mesmas se perverte desordem? Ademais, brincar “às missas” resulta sempre funesto.

Se a pessoa alcançou um estado de Consciência Espiritual, obviamente que na celebração da Eucaristia ou EU-CRÍSTICO comungará directamente com o 7.º Princípio Átmico, e vibrará em uníssono com o MUNDO DOS IMORTAIS, o DUAT, tornando-se um “Cidadão Duatino” (em consciência e vibração) na Face da Terra. Isto por estar objectivamente ligado ao seu Corpo Imortal, MATRADITZ ou MATRA-DEVA vibrando em Duat, e que é o mesmo “Vaso Insignis” da liturgia católica, sempre evocando-o mas sem saber da profundidade sacratíssima do que evoca.

Como raros são aqueles que detêm esse elevado estado de Consciência, o acto eucarístico fica-se pelo mero simbolismo, que mesmo assim não é negativo. A Alma sempre usufrui alguma coisa do Eu Espiritual cuja irradiação é mais facilmente recepcionada através da mecânica ritualística, e assim dá-se vida ao símbolo inerte… Mas se a pessoa permanece inerte, passiva mental e coracionalmente, sem viver o acto transcendental de que participa e julgar que basta participar para estar salva sem mais e qualquer esforço de aprimoramento pessoal e colectivo, então o  simbolismo ritualístico permanece morto e é assim que, mal terminado o acto sagrado, logo recomeçam as brigas e intrigas entre confrades, o que é deveras constrangedor. Falta a todos absolutamente tomar posse do sentido último e supremo do termo Eucaristia, como a define JHS na Carta-Revelação de 19.01.1956: «Eucaristia significa: “O encontro ou união com o Eu Imortal” ou tornar-se, portanto, Eucarístico, com o Sétimo Princípio ou estado de Consciência».

 Também o Licor Eucarístico absolutamente nada tem a ver com alucinogénios e afins. Sendo o Licor de SOMA (LUA) o mesmo que Licor de SHUKRA (VÉNUS), passa a ter este nome quando é vazado na Taça do SANTO GRAAL e os seus elementos químicos constituídos de plantas de características venusianas como, por exemplo, a veluria theandria, conforme consta no Livro Síntese de JHS. Para os Alquimistas, trata-se da Panaceia Universal, do Elixir da Imortalidade ou do LICOR DA QUINTESSÊNCIA (o mesmo MASH-MASK dos antigos Iniciados atlantes), pois que é composto da quintessência de determinados elementos naturais e o qual ajuda a revigorar o corpo físico do Adepto quando em Missão na Face da Terra, dando-lhe uma sensação de vigor e lucidez invulgares mas jamais o arremessando para a alucinação e a dependência química, pois que o próprio Elixir ou Licor tem uma textura rarefeita, quase etérea. O Mestre JHS chegou a prová-lo algumas vezes em que caiu doente e o seu corpo era necessário para realizar a sua Missão no Plano Físico. Não sei se chegou a fabricá-lo mas sei, pelo Livro de Revelações citado por último, que deixou a sua fórmula, e também sei que era o DHYANI BUDHA ANTÓNIO (José Brasil de Souza) quem lho trazia, e outras vezes o próprio DHYANI KUMARA MIKAEL, este que um dia lhe abriu a porta da Sede da Sociedade no Rio de Janeiro o próprio Sebastião Vieira Vidal, atónito e varado pela presença do Adepto que logo se recolheu na Secretaria em conferência privada com JHS.

Mas o sentido supremo do Licor Eucarístico está além de toda e qualquer fórmula química. O sacerdote investido, em Nome do seu Mestre que é o Espírito da Ordem, abençoa a água ou o vinho e com tal magnetiza-as indo provocar uma transubstanciação espiritual do líquido, podendo até alterar a sua cor se for intensa a corrente monádica vinda de seu Ser, em Nome do Raio Divino que anima a Egrégora da Ordem, e isto implica que o Licor de SOMA expressa a ALMA e o de SHUKRA ao ESPÍRITO, e que os participantes ao acto, a começar pelo sacerdote, poderão, mesmo que só seja momentaneamente, elevar na escala vibratória o tom normal da sua Alma e com isso haver uma aproximação, por exaltação mística ou samadhi momentâneo, ao Espírito Santo ou Santo Atmã em si como Partícula do Todo que é o Mestre. Este é o supremo significado de todo o Ritual Eucarístico, onde VÉNUS, como alter-ego da Terra, manifesta o ESPÍRITO.

Dentro de um Ashram ou Santuário, um Mestre Espiritual ou Asheka (Ser Vivente participando da Quintessência Universal, consequente da Quinta Iniciação Maior em que se torna efectivamente Super-Homem, Adepto Perfeito, Mestre Real ou Jivamukta) é formado da quintessência dos esforços de 7 Discípulos Maiores ou Arhats (da categoria dos Yokanans ou Druvas), que já são semi-Mestres. Um Choan (Cisne das Águas da Beatitude, possuído da 6.ª Iniciação Real como Senhor de Raio expressando-se através de 7 Adeptos… donde os 7 Moryas, os 7 São Germanos, etc., que dão nome às respectivas Linhas ou Raios)  constitui-se de 7 Ashekas. 7 Choans ou Dhyanis-Jivas constituem um Dhyani-Budha (Ser que atingiu o Budhado na Terra depois dos seus esforços como Jivatmã ou Adepto Perfeito). 7 Dhyanis-Budhas constituem um Bodhisattva (da mesma categoria dum Manu ou dum Mahachoan). 7 Bodhisattvas, um Budha Nivri-Kalpa-Samadhi ou de Perfeição Absoluta. 7 Budhas Perfeitos, um Planetário ou Kumara (que de Ronda em Ronda faz as vezes de Rei do Mundo, Chakravarti ou Melkitsedek, sendo como que a “personalidade” da “individualidade” Logos Planetário). 7 Kumaras, um Luzeiro ou Ishvara (Dhyan-Choan). 7 Ishvaras (Logos Planetários), um Logos Solar (Maha-Ishvara). E assim por diante…

Tem-se no poema de Fernando Pessoa, Cavaleiro Monge (datado de 1932, e que vem a ser parte doutros poemas místicos feitos na mesma época pelo autor, nomeadamente À sombra do Monte Abiegno), posto em realce a necessidade da ritualística como meio de realização individual e, também, grupal, pois se a evolução é feita exclusivamente pelo próprio, contudo o trabalho em grupo é uma ajuda preciosa imprescindível onde uma parte comata as acaso necessidades mentais, emocionais ou físicas da outra, e assim tudo acaba ficando em pé de igualdade, para que em Templo UM E TODOS sejam mental, emocional e fisicamente UMA SÓ UNIDADE!

Mesmo assim, repito, a evolução pessoal só à pessoa pertence, e evoluindo pessoalmente vai afectar positivamente a evolução do grupo. É o UM POR TODOS E TODOS POR UM! Isto é que é a Verdadeira Iniciação, onde os processos exteriores vêm a reflectir as transformações interiores. Na realidade, o Santo Ritual, com toda a sua panóplia de SÍMBOLOS feitos VIVOS pelo(s) interveniente(s), é a expressão externa das realidades interiores a ver exclusivamente com o Mundo Espiritual de que participa o ritualístico segundo a característica que a doutrina ou ensinamento lhe dá. Por isso o Ensinamento Teúrgico sobre o Caminho Iniciático é diferente do de outras correntezas de pensamento místico, pois que cada um afiniza-se com o Mundo Espiritual conforme o tom natural das suas apetências psicomentais.

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Ainda assim, há quem diga que o Ritual é prescindível e basta a interiorização mística da consciência imediata. Poderá ser… mas é falha e muito. Pois o RITUAL expressa canonicamente o RITMO da Matéria e só por ele se alcança a VIBRAÇÃO do Espírito. Sem Ritual a comunhão e comunicação com o Espiritual inexiste, pois não há outra maneira de estabelecer a ligação entre RITMO e VIBRAÇÃO para que, canónica e regularmente, das fusão das duas haja a divina HARMONIA. Sem Ritual não se entende nem se comunga directamente do Espiritual, não no sentido INDIVIDUAL mas no UNIVERSAL. O Espírito no Homem participa directamente, por via do Santo Ritual, do Espírito Universal de quem é parcela. Por isso se fala em ATMÃ PARCIAL e ATMÃ UNIVERSAL.

Fernando Pessoa, nesse poema citado, retrata o Iniciado como TEMPLÁRIO, o “Cavaleiro Monge”, vem a realçar a necessidade do Ritual como meio de evolução pessoal e grupal, repito. Pois bem, a Iniciação Menor ou Humana está expressa no “Vale”: é a realização da personalidade psicomental. A Iniciação Maior ou Espiritual está expressa na “Montanha”: é a realização da Individualidade Atabimânica ou da Tríade Superior, Espiritual. Esta representa-se no próprio Cavaleiro; aquela, no cavalo. Ambos “por penhascos pretos, atrás e defronte, caminhais secretos”, isto é, enfrentando os seus próprios “demónios”, as suas nidanas ou vicissitudes fatais porque impeditivas da evolução verdadeira da Consciência, avançam “secretos”, anónimos, numa batalha só sua, onde o cavalo deve finalmente ser dócil ao cavaleiro, ou seja, a personalidade alinhada, integrada à Individualidade.

Estando o poema constituído de 5 septetos, no final da cada um está a resposta:

1) Caminhais aliados (interligados)

2) Caminhais secretos (interiorizados)

3) Caminhais libertos (independentes)

4) Caminhais sozinhos (distintos)

5) CAMINHAIS EM MIM!

Isto é, “fazeis parte de Mim”, no sentido de Eu, Consciência Imortal, que sendo UNA (Individualidade) como Espírito carece da MULTIPLICIDADE (Personalidade) para se manifestar objectivamente. Realmente, feita como está a composição não deixa de ser um «cavalo secreto», isto é, uma CÁBALA GEMÁTRICA ou Fonética, tal qual a “Fala dos Pássaros” de que fala o Alcorão, ou seja, a VOZ ANGÉLICA ou da INTUIÇÃO DIVINA (Budhi Taijasi).

O TEMPLÁRIO na sua dupla função, é CAVALEIRO ou GUERREIRO (TRIBUTÁRIO) que faz “Guerra Santa” (Al-Fatah) sobretudo a si mesmo, à sua poderosa e predominante parte mortal. Aqui se enquadra o LABORA. Também é MONGE ou TEMPLÁRIO demandando o Saint Vaisel, o SANTO GRAAL na sua parte imortal em formação. Nisto entra o ORAORA ET LABORA é o LABORATORIUM onde se realizam as mais finas especializações espirituais no acto permanente de TRANSFORMAÇÃO da consciência mortal na Inconsciência imortal até então adormecida ou latente, em semente “mais pequena que a cabeça dum alfinete”, mas que com a “alimentação que o Cavaleiro” lhe dá acabará por tornar-se Pleniconsciência Divina, imposta à imediata consciência mortal, porque passageira, transitória entre encarnações.

No plano cosmogénico, vem a ser também a descida da Mónada à Matéria (Pravritti-Marga), onde de VIRGINAL ou POTENCIAL se torna MATURA ou PATENCIAL, dando-se a subida da Mónada da Matéria ao Espírito (Nivritti-Marga).

Com tudo isso tema ver aquela estrofe do Mantram do Quinto Sistema, composto pelo Venerável Mestre JHS:

Bate, bate, esforçado Obreiro. (MONGE, TEMPLÁRIO)

Luta, luta, valoroso Guerreiro. (CAVALEIRO, TRIBUTÁRIO)

Cada vez cavar mais fundo (TRABALHAR COM MAIOR INTENSIDADE)

Para servir ao Rei do Mundo… (MELKITSEDEK, CHAKRAVARTI, etc.)

Onde está o Rei do Mundo? No “Monte” de que fala o poema: “Da montanha ao monte”, isto é, pela Iniciação Maior ou Real se demanda e alcança o escrínio precioso do Monte Santo onde vive e vibra o Soberano do Mundo, o Santo dos Santos (AT-HA-KADOSH) com o qual finalmente se integrará e será UM! Que “monte” é esse? É a Montanha Branca da Iniciação (com o mesmo valor iniciático do Obelisco e da Pirâmide) a quem o poeta chama “Monte Abiegno”. Se bem que literalmente Abiegno signifique tanto “begónia” como “abeto”, o significado será bem outro e mais esotérico por se tratar dum poema iniciático. Assim, ter-se-á de recorrer à CÁBALA FONÉTICA, à “Fala dos Pássaros” (SENZAR) para encontrar o verdadeiro sentido de ABIEGNO, que anagramaticamente dá ABEGINO, isto é, AB, “Pai”, em árabe, e GINO, GIN, DJIN ou JINA. Logo, ABIEGNO ou ABEGINO é o MONTE SANTO do “PAI DOS JINAS”, do “DEUS DOS GÉNIOS OU ADEPTOS PERFEITOS MENTORES DA HUMANIDADE”. Para este Lugar Sacrossanto ou Centro Primordial, Fernando Pessoa canalizou todas as suas forças e intenções secretas ou veladas, coisa que já revelara a Ofélia Queiróz: «A minha vida pertence a Mestres que não permitem»…

Ora o “Pai dos Jinas” vem a ser o próprio Rei do Mundo na cúspide do Governo Oculto do mesmo. E o mesmo “Abiegno”, sendo o poeta português e com relações íntimas à ORDEM ESPIRITUAL PORTUGUESA (M.Z.), só poderá ser… SINTRA. Esta a “Mansão do Rei do Mundo”, de cujo seio lapidar comanda os destinos do mesmo como “ARA DE LUZ” ou ARABEL por ser o LUZEIRO DE VÉNUS a ver com a HORA PRESENTE E FUTURA por estar, ademais, encravado, entronizado no QUINTO Posto Representativo da OBRA DO ETERNO NA TERRA. Sintra o Quinto Posto Representativo – assinalado pela Estrela Flamejante ou TETRAGRAMATON de que fala o Adepto Fra Diávolo – a ver com a presente Quinta Raça-Mãe Ariana onde já se “cava fundo”, labora com intensidade na construção causal da futura Quinta Ronda da Terra e consequente Quinta Cadeia e até Quinto Universo, sob a égide de VÉNUS ou SHUKRA, a ver com o CÁLICE DO ESPLENDOR sem algum amargor!… Eis aqui o FUTURO NO PRESENTE e o PRESENTE NA OBRA DO FUTURO, assim garantindo, dando solução pela matemática divina, à Marcha da Evolução avante.

Se estamos na 5.ª Raça-Mãe, significa, logicamente, que na Terra já evoluíram 4 Raças-Mães (cada uma composta de 7 Sub-Raças; cada Sub-Raça composta de 7 Ramos; cada Ramo composto de 7 Clãs e cada Clã de 7 Famílias, sendo cada Família um conjunto de 7 pessoas: avô, avó, pai, mãe, filho, filha e… primo(a), como elo de ligação com outras famílias), como sejam:

1.ª Raça-Mãe: POLAR ou ADÂMICA

Continente: Jambu Dwipa (Calota do Pólo Norte).

Era Geológica: Primitiva.

Sistema ou Período Geológico: Arqueano e Algonquiano.

Estado de consciência interior: Espiritual ou Atmã.

Veículo de manifestação exterior: Astro-Etérico (composto dos dois éteres superiores dos 4 que se compõe o Corpo Etérico).

Elemento natural (Tatva): Akasha (Éter).

Sentido físico: Audição.

2.ª Raça-Mãe: HIPERBÓREA ou HIPERBOREANA.

Continente: Plaksha Dwipa (Calota do Pólo Sul, e depois evoluindo para os actuais países nórdicos: Groenlândia, Suécia, Noruega, etc.).

Era Geológica: Primária.

Sistema ou Período Geológico: Cambriano e Seluriano.

Estado de consciência interior: Intuicional ou Búdhico.

Veículo de manifestação exterior: Físico-Etérico (composto dos dois éteres inferiores dos 4 de que se compõe o Corpo Etérico).

Elemento natural (Tatva): Vayu (Ar).

Sentido físico: Olfacto.

3.ª Raça-Mãe: LEMURIANA

Continente: Shalmali Dwipa (Gondwana, Continente Austral e África).

Era Geológica: Primária, Secundária e início da Terciária.

Sistema ou Período Geológico: Devoniano, Carbonífero, Permeano, Triássico (apogeu), Jurássico, Cretáceo.

Estado de consciência interior: Mental Superior ou Manas Arrupa.

Veículo de manifestação exterior: Físico denso (o Homem aparece como um ser concreto, visível e tangível).

Elemento natural (Tatva): Tejas (Fogo).

Sentido físico: Visão.

4.ª Raça-Mãe: ATLANTE

Continente: Kusha Dwipa (parte da Europa, incluindo Portugal, da América do Sul, incluindo o Brasil, e toda a região mediterrânea chegando à Ásia).

Era Geológica: Secundária, Terciária e início da Quaternária.

Sistema ou Período Geológico: Triássico (apogeu da Lemúria, pois quando aparece uma nova raça a anterior ainda está em funções), Jurássico, Cretáceo, Paleoceno, Eoceno (apogeu da Atlântida), Oligoceno, Mioceno (1.º Cataclismo Atlante, dos 4 que fizeram o continente submergir), Plioceno.

Estado de consciência interior: Psicomental ou Kama-Manas (ligação do corpo Astral ou Emocional com o Mental Inferior ou Manas Rupa).

Veículo de manifestação exterior: Emocional, Astral ou Kamásico.

Elemento natural (Tatva): Apas (Água).

Sentido físico: Paladar.

5.ª Raça-Mãe: ARIANA ou ÁRIA.

Continente: Kraunka Dwipa (surge no Norte da Índia, Planalto do Pamir, junto ao Himalaia, e depois se esprai pelo Globo habitável).

Era Geológica: Quaternária.

Sistema ou Período Geológico: Pleistoceno e o actual Antropoceno.

Estado de consciência interior: Mental Superior ou Manas Arrupa.

Veículo de manifestação exterior: Mental Inferior ou Kama Rupa (“rupa” é termo sânscrito significando “com forma”, “concreto”, e arrupa, “sem forma”, “abstracto”).

Elemento natural (Tatva): Pritivi (Terra).

Sentido físico: Tacto.

Nesta presente 5.ª Raça-Mãe já se desenvolve o 5.º Elemento ou Quintessência, Éter ou Akasha, e com isso, mercê do 5.º Corpo Mental Superior, o sentido da audição à sua potência máxima, acompanhado do Olfacto também em supra-desenvolvimento, pelo que um dia tal como hoje os homens ouvem sinfonias musicais, “ouvirão” sinfonias de aromas…

“Cada vez cavar mais fundo para servir ao Rei do Mundo”… aprofunde-se, pois, o pensamento na contemplação da Árvore do Paraíso, ela mesma como VIDA mas cujos frutos ou pomos dão a SABEDORIA, portanto, ÁRVORE DA VIDA E DA SABEDORIA. Nela se enroscam duas serpentes, uma negra e outra branca, aquela SAMAEL e esta LILITH, ou sejam, o Chefe dos TODES e a sua Excelsa Contraparte montando guarda à Árvore Proibida no centro do Jardim do Paraíso Terreal, tal qual Mikael guarda o Portal do mesmo. Isto é, a OTZ CHAIM hebraica é a mesma ÁRVORE GENEALÓGICA DOS KUMARAS (KUMA-MARA) que há 18 milhões e meio de anos os Senhores da Cadeia de Vénus plantaram na Terra, durante a Iniciação Grupal do Género Humano, separando a Humanidade em dois sexos, ficando o princípio activo ou masculino para o MENTAL ou SABEDORIA (o que corresponde a ADAM ou Adão), e o princípio passivo ou feminino para o SEXO (Geração) ou VIDA (o que corresponde a HEVE ou Eva). É quando o Homem deixa de ser hermafrodita e passa a possuir sexos distintos mercê do mental individualizado… Começa aí a evolução do indivíduo no singular, por seus próprios esforços e méritos, nasce verdadeiramente o JIVA, isto é, a “Vida Energia individualizada”. A Bíblia descreve esse facto como a expulsão de Adam-Heve do Paraíso para irem povoar a Terra com a sua descendência. Ou seja, MIKAEL ou AKBEL obriga SAMAEL ou ALUZBEL a acompanhar a Evolução Humana através da Geração até à Integração final do mesmo Homem na Divindade latente em si, esta mesma Humanidade liderada pelos GÉMEOS ESPIRITUAIS em SEPARADO, que é a manifestação na Terra do SEGUNDO TRONO ou ADAM-KADMON como GÉMEOS ESPIRITUAIS UNIDOS, isto é, o ANDRÓGINO DIVINO, PRIMORDIAL aí nesse Lugar Celeste, sendo ZAIN-ZIONE em aghartino, ou seja, DEUS PAI-MÃE CÓSMICO que na manifestação planetária tem por aspectos AKBEL (MERCÚRIO) e ALLAMIRAH (VÉNUS), HERMES-AFRODITE, ou seja, o mesmo HERMAFRODITA Divino.

As “serpentes negra e branca” da “Árvore da Vida” vieram a ser figuradas na geografia anatómica do Homem, conhecimento muito prezado pelos cabalistas judeus, ainda que duvide e muito que eles possuam hoje estes conhecimentos. É assim que a “Árvore da Vida” vem a ser a própria coluna espinhal (astro-etérica) por onde discorre a energia andrógina dourada que, em medicina alopática, liga-se por inteiro ao líquido raquidiano. É o canal SUSHUMNA. Laterais, “a serpente negra”, antes, vermelha ou solar (masculina) PINGALA (sistema nevro-sanguíneo), e a “serpente branca”, antes, verde ou lunar (feminina) IDA (sistema nevro-passivo). Na base da coluna, A semente de KUNDA ou KUNDALINI (a ver com a glândula activadora da actividade sexual ou procriativa, portanto, a ver com a geração), logo, em relação com PARVATI ou GIRIJA, podendo ser a HEVE bíblica, por analogia figurativa. Representa a própria Árvore, como VIDA. No topo da coluna, acima do “monte de Atlas” que separa o crânio dos ombros, está a cabeça por onde KUNDALINI impulsiona electromagneticamente a actividade cerebral, transformando-a em espiritual, logo, em SABEDORIA, esta que é o atributo primaz do ESPÍRITO SANTO ou SHIVA. Sim, o ESPÍRITO SANTO, seja SHIVA-PARVATI, ADAM-HEVE, SAMAEL-LILITH, ÉSTER-ABRAHAM, CRISTO-MARIA, ALLAH-ALLATAH, etc., é sempre o TERCEIRO LOGOS CRIADOR promanado do SEGUNDO LOGOS ORIGINADOR.

Adentro assim a questão sobre o mesmo PAI-MÃE CÓSMICO revestido de FOGO e ÁGUA, ou seja, o FOGO DA INTELIGÊNCIA e a ÁGUA DA GERAÇÃO. O Pandita (Instrutor, Professor de Teosofia ou Gupta-Vidya, “Sabedoria Secreta, Iniciática”) Hutuktu que viveu a Leste “numa estrela”, como conta Ferdinand Ossendowsky na sua obra Animais, Homens e Deuses, significa tão-só que vivia na sua Consciência Divina que brilhava como uma estrela e, como Iniciado que era, desceu ao Coração Ígneo do Mundo (AG-HARTA, “Coração Flamejante da Terra”) para se integrar a Deus incarnado em seu Corpo, esta mesma Terra ou Bhumi. “Sol e Lua à sua frente”, como canta a Exaltação ao Graal, também vale aqui o SOL para o Seio da Terra, o Lugar Iluminado dos Deuses, e a LUA para a Face da Terra, o Lugar Sombrio dos Homens. Eis aí os Fogos subterrâneos equilibrando com as Águas oceânicas.

Da fusão da água com o fogo nasce a humidade que originará os fungos, raiz da matéria ou terra. Animando a água está o ar, o oxigénio carregado de éter ou energia vital. Assim, este é a quintessência da Natureza. Como as gentes JINAS de Badagas vivem mais da terra impregnada directamente pelo éter, vê-se que no Submundo predomina o OZONO, donde as tonalidades azuláceas que aí se vêm, enquanto as gentes JIVAS vivem mais de ar impregnando directamente o fogo, a água e a terra, logo, a sua vida depende do OXIGÉNIO. Eis aqui um tema a desenvolver mas que por enquanto não o farei…

Também não deixa de haver relação astrológica com os elementos dos vários Mundos da Terra que se apresentam como aquele jogo das bolas chinesas, onde uma esconde outra e assim sucessivamente até chegar à última, que é o início dum novo jogo… ou Esquema de Evolução.

Face da Terra – Lua (Caranguejo e Terra) – Físico = Terra (Pritivi)

Badagas – Marte (Escorpião e Carneiro) – Etérico = Água (Apas)

Duat – Vénus (Balança e Touro) – Astral = Fogo (Tejas)

Agharta – Mercúrio (Virgem e Gémeos) – Mental = Ar (Vayu)

Shamballah – Júpiter (Sagitário e Peixes) – Espiritual = Éter (Akasha)

Shamballah, o Sol Oculto da Terra, é chamada “Laboratório do Espírito Santo” por ser a Morada do Terceiro Logos. É assim que Ela na Terra é o prolongamento físico (etérico) do Segundo Logos, do Mundo Celeste. Por isso o Centro do Mundo é o Céu na Terra, é o Paraíso Original para onde já reencaminham as Almas Salvas, os Eleitos por seus próprios e digníssimos esforços.

Em tudo isso vem a estar presente o fenómeno do Tulkuísmo, como lhe chamam os tibetanos. O Tulku é a projecção, emanação física da Consciência dum Ser Superior que o dirige. Por exemplo, um discípulo que tenha acompanhado o seu Mestre ao longo de muitas vidas acaba sendo uma representação viva do mesmo, e mesmo que o Mestre já tenha partido fisicamente continua a ser projecção, prolongamento da sua pessoa e pensamento, cujas ordens vai executando à medida que as recebe. É assim que 7 Tulkus constituem um Hutuktu, isto é, os esforços de 7 Discípulos formam um Mestre. Como estiveram muito tempo relacionados ao Ser dirigente, acontece que os dirigidos até fisicamente se aparentam com ele, e com toda a facilidade têm a capacidade de receber e projectar os seus pensamentos, emoções e acções. Isto é Tulkuísmo. No Tibete, os sucessores de uma linhagem de Tulkus dum Mestre Vivo, por exemplo, os Kut-Hampas para Kut-Humi, têm o nome de Ku-Kang-Ma.

Tudo na Natureza é tulku de algo deífico ou superior, logo, do que se acha imediatamente acima. Por exemplo, o Homem Jiva é tulku do Homem Jina, do Génio, do Iluminado; o animal é tulku do homem, principalmente quando ambos pertencem ao mesmo Raio Planetário, portanto, estão em sintonia simpática, acontecendo o mesmo para o mineral tulku da planta ou vegetal, tais como os elementos naturais são tulkus dos minerais. É assim que cada talismã ou anel tributário (safira para o Norte e topázio para o Sul) é mantido por um elemento tulku, tornando-o anel mágico, o mesmo acontecendo com as espadas e baguetas dos Tributários(as).

Segundo a definição do Venerável Mestre JHS, o Tulku é uma forma, no caso humana, criada pelos processos mágicos, antes teúrgicos da Iniciação Real, sempre com origem em Agharta e recorrendo aos Poderes Kundalínicos de Kriya-Shakti, o Poder Criador da Mente Universal. É assim que a personalidade humana deverá ser Tulku da Individualidade Espiritual, tal qual o Homem Henrique expressava ao Deus Baal-Bey, e tal qual os Planetários (Kumaras) vêm as ser os Tulkus Verticais dos Luzeiros (Ishvaras), enquanto os Tulkus Horizontais são os Dhyanis-Budhas em acção na Face da Terra aparelhados com os seus aspectos superiores, os Dhyanis-Kumaras, também em acção no  mesmo Plano.

Pois bem, 7 Seres distintos com as suas respectivas contrapartes, todos de origem aghartina e evolução Monádica superior, serviram de Tulkus a JHS, a quem acompanhavam de vida em vida desde os dias da Atlântida. O nosso grande Revelador, AKBEL (a Mónada Divina para a Tríade espiritual BAAL-BEY e esta para o Quaternário material HENRIQUE), falou de alguns dos nomes desses mesmos TULKUS DE JHS. Esses Seres muito influíram na dinamização e inculcação em solo brasileiro da OBRA DO ETERNO, já que a sua difusão internacional ficou a cargo dos 7 ARAUTOS ou YOKANÃS DE JHS, também uma espécie de “Tulkus” seus.

O desenrolar do movimento iniciático de Henrique José de Souza começa nos seus 16 anos de idade no ano 1899, altura em que não saiu de casa para ir ao Norte da Índia, nada disso: fugiu de casa dos familiares com uma jovem da mesma idade, Helena Iracy Gonçalves da Silva Neves, adolescentes apaixonados vindos para Lisboa, onde era para ficarem de vez. A decisão de prosseguir a viagem para o Norte da Índia veio muito depois, e por decisão dos Adeptos Independentes que haviam acolhido os jovens na capital portuguesa. Entretanto no Oriente Sua Santidade Kjerib Hap Bogdo-Gheghen Hutuktu de Narabanchi Kuri, 31.º Buda Vivo da Mongólia – tendo por Colunas o 13.º Dalai-Lama e o Ser de nome esotérico Takura Bey ou Trachi-Lama, Supremo Dirigente da Confraria Branca dos Bhante-Jauls – e avatara do Luzeiro de Vénus, em 7 de Abril de 1930 terminou o seu ciclo humano e passou a Chefia da Obra do Eterno no Oriente ao 32.º e 1.º Buda-Vivo do Ocidente, Sua Santidade  Baal-Bey Hap Bogdo-Tulan Hutuktu Tulan de Manth Kira, avatara do Luzeiro de Mercúrio, assim tomando as rédeas espirituais da Chefia do Oriente e do Ocidente, portanto, do Mundo inteiro. Mas em todo o Mundo desde a primeira hora que Henrique José de Souza era o chefe universal incontestável do Movimento por ele mesmo fundado. Portanto, não percebo porque alguns ultimamente afirmam que só em 1931 é que ele passou a ser dirigente universal do Movimento Cultural-Espiritualista por si mesmo iniciado oficialmente em 1916, fundando Loja Teosófica sob o nome Samyama – Comunhão de Pensamento, na altura aprovada e reconhecida pela Presidência da Sociedade Teosófica do Brasil, Rama Nacional de Adyar, Índia, a qual  Sociedade fora fundada em Nova Iorque em 7 de Setembro de 1875 por Helena Petrovna Blavatsky e Henry Stell Olcott. Já antes, 1912, o Professor fundara a 1.ª Loja Teosófica do Brasil com o nome de Alcione. Ademais, HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA – EL RIKE – BAAL BEY são uma e mesma pessoa coexistindo em simultâneo em três planos distintos: Face da Terra – Duat – Agharta.

Essas afirmativas espúrias, absolutamente descontextualizadas do esquema geral desta Obra Divina e até pior do que isso em notórias demonstrações de impuberdade psicofísica, obrigam-me a falar do simbolismo do animal afim a essa natureza que é o porco, por em larga medida colar com alguns aspectos da mediocridade humana. Por ser animal sabujo, de pocilga, em breve o simbolismo tradicional associou o PORCO ao PROFANO. Foi assim que Jesus o Cristo decretou: MARGARITAS ANTE PORCOS! “Não atireis pérolas aos porcos”. Cuja frase completa, é: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos” (Mateus 7:6). A primeira parte da frase refere-se aos despreparados consciencialmente para receberem tudo quanto seja santo e sagrado, e que são sempre os primeiros a alinhar no morticínio moral e até físico de quem se revela superior a eles; a segunda parte, recomenda a prudência de não dar as pérolas da Sabedoria aos profanos, pois que logo a seguir, e como é natural ao seu parco estado de consciência, as irão conspurcar, profanar na pocilga da vulgaridade. Logo após, ainda segundo o relato evangélico, Jesus encadeou uma série de almas possessas ou de baixíssima evolução a uma vara de porcos que, enlouquecidos, atiraram-se de um precipício. Isto quer dizer que Ele os separou e reservou à sua condição bestial em que caíram como irrecuperáveis kármicos, pelo menos nessa e nas próximas vidas. Ao encontro disso vem aquela outra frase de Jesus dirigida ao jovem impúbere que queria ir ao enterro dum familiar, isto é, queria continuar ligado aos cultos animistas em que militava, mesmo pressentindo já a Verdade do Mestre: “Deixa os mortos enterrarem os seus mortos e segue-Me!” Tanto valendo por: deixa os mortos fisicamente ser adorados pelos mortos espiritualmente, e SEGUE-ME, a MIM, o EU SUPERIOR, DIVINO, verdadeiramente IMORTAL. Obviamente o rapaz não teve coragem – nem evolução interior – para tanto…

Razão porque, por exemplo, o Venerável Mestre JHS desaconselhava severamente o “espiritismo” no seio da Instituição e da Obra, mormente na parte Ritualística, sobretudo no ODISSONAI: «Devemos evitar espiritismo em nosso meio, a fim de não prejudicar a Yoga em nosso ambiente» (Carta-Revelação de 6.05.1952). Aliás, todas as religiões tradicionais e todas as Ordens Iniciáticas desaconselham severa e vivamente as práticas animistas, vulgo “espiritismo”, que são coisas «porcas», isto é, PROFANAS.

O mesmo sentido filológico de PROFANO ou PROFANUS, em latim o que está “ante o Templo”, isto é, “fora dele”, consequentemente dos Mistérios Sagrados que o Templo representa e reserva em seu escrínio, tem o termo sânscrito PRETA, para designar as pessoas e almas de precaríssima evolução consciencial ou espiritual.

Esse é o sentido primordial, esotérico ou iniciático, por que as principais religiões do mundo desaconselham o uso de carne de porco, por considerarem este como impregnado de miasmas astrais negativíssimos. No sentido mais prático, objectivo, o Islão, por exemplo, proíbe a ingestão de carne de porco pela razão imediata de que por ser uma carne gordurosa  ingerida num ambiente ensolarado, quente como é o africano, inevitavelmente só irá provocar doenças nos comensais. Fora isso, e ainda que não seja a carne mais aconselhável, por motivos profilácticos, igualmente deixa-se ao cuidado de cada um e cada qual o preterir ou preferir a gastronomia da carne de porco. Sim, fica ao cuidado do(a) próprio(a), sem qualquer espécie de fanatismo proibicionista tão típico no vulgar puritanismo religioso, a ou não ingestão dessa carne, atendendo e sempre a que “não é o que entra mas o que sai pela boca que pode perder o homem”…

Realmente o puritanismo acaba andando de braços dados com o facilitismo e a ingenuidade, tríade dominante nas correntezas neo-espiritualistas actuais em todos os países. O Professor Henrique José de Souza ensinou aos discípulos a ser maduros mentalmente, logo, espiritualmente. Ensinou a desenvolver Manas Taijasi, a caminho de Budhi e Atmã Taijasi. Por isso mesmo, a Teosofia que Ele ensinou contraria em quase toda a linha os conceitos correntes praticados noutras organizações, e como uma lógica tal que até hoje nenhuma delas o conseguiu contradizer. Por isso, e incrivelmente (ou talvez não, pois “santos da casa não fazem milagres”) no Brasil é onde Ele é mais odiado e, ao mesmo tempo tamanha a contradição, mais admirado pelos mesmos que O odeiam. Geralmente pelas razões que o autor português  António Tavares, de organização similar da nossa Obra, exemplifica com notável clareza:

Quando, hoje em dia, muitos Discípulos são questionados sobre problemas do nosso tempo, a sequência de respostas é quase sempre a mesma. O Discípulo tosse um pouco, gagueja ainda mais e inicia um discurso que se vai revelando perfeitamente incongruente, quase que alienígena, e que, invariavelmente, termina com algo do estilo: “O Universo inteiro é Paz e Amor” ou “Das profundezas do Espaço a Energia Cósmica descerá sobre nós”, o que, não deixando de ser verdade, de pouco ou nada serve para aqueles que, junto de nós, buscam uma orientação para aspectos bem concretos da sua existência.

Colocado perante questões como:

– “O que pensa do fim do Comunismo na União Soviética?”;

– “O que é para si uma política educativa espiritualmente positiva?”;

– “Como poderemos resolver o conflito entre o Capital e o Trabalho?”;

– “O que pensa do aborto? E da homossexualidade?”,

a reacção do Discípulo é sempre de fuga e de autodefesa, sinais evidentes de que há aspectos do seu conhecimento iniciático que ainda não se encontram suficientemente elaborados.

É a esta situação que urge pôr fim, é sobre estes (e outros mais) problemas que se torna necessário lançar alguma luz.

Essa luz a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA a vem fazendo através do vector ESCOLA (e igualmente do TEATRO e TEMPLO), dando o seu contributo sinárquico ao dealbar de uma Nova Civilização que, de vez e para sempre, resolva o magno problema que sempre tem afligido o Homem: o da sua própria FELICIDADE.

Eis aí a ESCOLA: INSTRUÇÃO. Eis aí o TEATRO: FORMAÇÃO. Eis aí o TEMPLO: INTEGRAÇÃO. Sim, pela INSTRUÇÃO chega-se à TRANSFORMAÇÃO; pela FORMAÇÃO opera-se a SUPERAÇÃO; pela INTEGRAÇÃO consegue-se a METÁSTASE!

Para atingir esses objectivos individuais e colectivos, nunca em tempo algum tanto a antiga Sociedade Teosófica Brasileira assim como a Comunidade Teúrgica Portuguesa funcionou, funciona ou funcionará no molde exasperante de “escola esotérica versus fábrica de avataras”, a começar pelo exemplo do seu líder supremo, Professor Henrique José de Souza, que sempre recusou esse título público de “Grande Avatara” que só o iria cobrir de ridículo e comprometer seriamente a sobrevivência da Organização, sendo isto válido para todos os membros. Como se não bastasse, a própria orgânica funcional do Instituto acaba invalidando tal pretensão.

Vem a revelar-se em quase todos, senão todos, os casos de “profetas, gurus, messias, iluminados, etc.”, que nenhuma missão transcendente têm na vida se não a de queimarem o seu próprio karma, os sintomas declarados de esquizofrenia paranóide. Esta é uma doença psiquiatricamente vista como uma significativa perda do contacto vital com a realidade, através do relaxamento das formas usuais de associação de ideias, e que toma forma (ou aspecto) de paranóia, vista, por sua vez, como um aparecimento de ambições desmedidas (suspeitas) que evoluem, geralmente, para a mania de grandeza (megalomania) aliada a delírios persecutórios. É interessante reparar que apesar de se observar o relaxamento das formas usuais de associação de ideias (característico da esquizofrenia), os sentimentos de perseguição e megalomania são, frequentemente, estruturados sobre base lógica.

No geral, a esquizofrenia é uma das mais devastadoras dentre as desordens mentais conhecidas, fazendo com que o doente perca (parcial ou totalmente) o contacto com a realidade objectiva. Os pacientes com essa modalidade de desordem psíquica costumam ver, ouvir e/ou sentir sensações que realmente não existem na realidade objectiva e concreta, de que as pessoas supostamente “normais” partilham; e tais sensações percebidas pelo esquizofrénico – que não pertencem à realidade objectiva das pessoas consideradas “normais” – são denominadas “alucinações”, o que os médicos hindus chamam “mayas”, ou seja, ilusões. Com isto, parece notório que a maioria dos profetas “de fins de tempos”, onde agora começa a surgir o boato apocalíptico de “Sintra versus 2012”, vem a estar completamente mergulhada numa grande ilusão vítima da sua própria ignorância, a maioria por pretensa auto-suficiência mas que vem a ser preguiça e desmazelo do estudo criterioso e sério das Leis da Vida, de preferência auxiliado por um Colégio de Tradição Iniciática para que efectivamente hoja ORDEM E REGRA ao avesso da DESORDEM E DESREGRA que campeia nos falsos profetas e messias mancos hoje em dia!

Em tempos escrevi sobre a adulação ou idolatria às pedras e animais em detrimento da realidade única, a da adoração verdadeira a Deus Vivo e Verdadeiro em um e todos. Critiquei a idolatria supersticiosa, ignorante às formas dos Reinos Subhumanos, mas não recuso que nesses mesmos Reinos hajam expressões monádicas minerais, vegetais e animais com mais ou menos vibração que as restantes, de acordo com a mais ou menos evolução colectiva das respectivas espécies. Neste sentido, tem-se a vibração mais intensa de certas pedras comummente consideradas preciosas, e que são os corpos densos das Mónadas mais adiantadas do Reino Mineral. O mesmo para o Vegetal e para o Animal… e até para o Humano, onde os CHOANS DE RAIOS (dirigentes dos mesmos) são o melhor (monadicamente) que a Espécie Humana tem.

É por isso que os Sete Dhyanis-Budhas do Novo Pramantha têm as suas pedras preciosas específicas, também perfumes e vegetais e igualmente animais, todos esses expressando as espécies mais evoluídas dos respectivos Reinos, estando sob a tónica vibratória dos 7 Planetas tradicionais por onde se expressam os Ishvaras (Logos) através dos Kumaras (Planetários), pelo que a sua vibração é mais intensa e pura que a de outras espécies do respectivos Reinos. Mas tal não implica que se passe a idolatrar pedras, plantas e animais, tão-só a manejar as suas propriedades ocultas como simples instrumentos que a Natureza oferece, portanto, como meio e não como finalidade, ao contrário do que muitos fazem hoje em dia supersticiosamente. Deste modo, tem-se:

SOL – DOMINGO – LARANJA

CHAVE ALQUÍMICA

CARBÚNCULO (ou OURO)

SÂNDALO

SIRIEMA

DHYANI-JIVA (CHOAN) SERAPIS

DHYANI-BUDHA ANTÓNIO

LUA – SEGUNDA-FEIRA – VIOLETA

CHAVE GEOMÉTRICA

AMETISTA (ou PRATA)

JASMIM

LOBO

DHYANI-JIVA (CHOAN) KUTHUMI

DHYANI-BUDHA BENTO

MARTE – TERÇA-FEIRA – VERMELHO

CHAVE METAFÍSICA

RUBI

VERBENA

SERPENTE

DHYANI-JIVA (CHOAN) MORYA

DHYANI-BUDHA CARLOS

MERCÚRIO – QUARTA-FEIRA – AMARELO

CHAVE MATEMÁTICA

TOPÁZIO

CRAVO

CERVO (VEADO)

DHYANI-JIVA (CHOAN) HILARIÃO

DHYANI-BUDHA DANIEL

JÚPITER – QUINTA-FEIRA – PÚRPURA

CHAVE HISTÓRICA

RUBINA

AÇAFRÃO

RAPOSA

DHYANI-JIVA (CHOAN) SÃO GERMANO

DHYANI-BUDHA EDUARDO

VÉNUS – SEXTA-FEIRA – AZUL

CHAVE ASTROLÓGICA

SAFIRA

MIRRA

JAGUAR (ou TIGRE)

DHYANI-JIVA (CHOAN) NAGIB

DHYANI-BUDHA FRANCISCO

SATURNO – SÁBADO – VERDE

CHAVE BIOLÓGICA

ESMERALDA

ALECRIM

ANTA

DHYANI-JIVA (CHOAN) AB-ALLAH

DHYANI-BUDHA GODOFREDO

Acerca dos malefícios de certas espécies animais e vegetais, de facto o Professor Henrique José de Souza chamou a atenção para os “malefícios da samambaia”, cuja natureza centrípeta atrai a si as energias psico-etéricas do meio arredor, tendo assim um comportamento “vampírico” ou usurpador da vitalidade alheia. Também o gato, animal lunar profundamente psíquico (mais clarividente do que ele só a galinha, ave considerada “estúpida” por parecer estar noutro mundo, isto é, a sua consciência grupal é toda psíquica ou astral estando nesse Plano apesar do corpo físico manifestado, e talvez por isto os nauseabundos cultos psíquicos afro-lemurianos que hoje invadem as grandes urbes, sirvam-se de galinhas para os seus cultos mais que prejudiciais à Evolução Humana), atrai à sua aura magnética as energias psico-etéricas em volta, e logo se o vê lamber ou limpar os pêlos do seu corpo como que para expurgar essas mesmas energias naturalmente atraídas. O gato é um catalisador psíquico, o que faz parte da sua natureza anímica ou animal. Não é bom nem é mau, é naturalmente assim… Talvez por isso muitos ocultistas tenham um gato por companheiro, e outros mais sacrifiquem aos soturnos deuses lunares gatos para encadear, através do magnetismo concentrado nos mesmos, os elementais inferiores e comandá-los à sua vontade. Também isto fez parte dos cultos afro-lemurianos que se arrastam qual almas penadas até hoje.

O gato é um bom companheiro, discreto e afável, e não tem nada de mal em si mesmo (tal qual como a galinha, pois a verdade é que a sua carne branca é das mais consumidas no mundo). Contudo, por sua aura magnética, nos casos de crianças débeis e idosos fragilizados deve evitar-se a companhia nocturna dos mesmos (dormir na mesma cama, por exemplo), pois pode acontecer que as energias vitais humanas sejam atraídas para a aura vital do animal. Fora isso, não vejo mal nenhum em ter um gato por companhia, e até poderá ser muito útil a presença do mesmo junto dum taumaturgo retirando a moléstia ao doente humano e projectando o devata no animal que logo o devorará, isto é, dissipará por meio das eficientes lambidelas da sua língua áspera, própria para triturar miasmas psíquicos.

O Professor Henrique José de Souza também falou nos malefícios dos pardais, e logo muitos passaram a considerar o pardal uma ave nociva, sem o mínimo arromo de raciocínio. Considerou-o ave nociva por ser propensa a portar doenças, e não que em si mesma seja negativa. Ademais, sem respeito e amor pelos nossos irmãos menores, os animais, quase ou mesmo impossivelmente o Homem evoluirá verdadeiramente. Os fanatismos extremistas são deprimentes… Aceito muito bem que as senhoras, por exemplo, por sua natureza essencialmente psíquica possam antipatizar com a idêntica natureza psíquica do gato (oposto do cão, que é centrífugo e solar), mas isso não significa que seja um animal maléfico (como não o é a galinha e, em última instância, a própria samambaia), tão-só as naturezas dessas espécies, por seu magnetismo natural afim à sua própria evolução colectiva, poderão ser favoráveis ou desfavoráveis à condição humana. Repare-se só: o Mestre Kuthumi tem no seu Retiro Privado dois gatos, um siamês e outro egípcio, e nunca se queixou dos seus malefícios. Por seu lado, Morya tem um tigre domesticado (evolução anterior ao gato) na sua Morada, e também nunca se ouviu que andasse a queixar-se do animal… Quero com isto dizer que toda a Criação é Divina, logo, todas as criaturas são essencialmente divinas, e só quem vibra em padrões psicomentais inferiores se apoquenta com ídolos anímicos em detrimento do Deus Vivo que palpita em um e todos, até mesmo na samambaia…

Por fim, direi algumas palavras sobre os vectores inter-relacionados Ensinamento Iniciático – Trabalho Iniciático. Já tive oportunidade de informar que o Ensinamento Iniciático dado aqui na Europa, em Portugal pela Comunidade Teúrgica Portuguesa, na essência é o mesmo que é dado pela actual Sociedade Brasileira de Eubiose, no Brasil. Disse “na essência”, isto é, nos princípios temáticos e logo na linguagem, mas quanto ao desenvolvimento dos mesmos as diferenças são muitas e notórias, tanto em Cosmogénese, como em Antropogénese, como em Teodiceia. É no desenvolvimento dos temas que tudo muda, e, sem querer “puxar a brasa à minha sardinha”, considero que para melhor, sem deixar lugar a espaço vazios e descontextualizados ante os temas anteriores e posteriores, dando lógica, sequência e explicação humana, mesmo sendo assunto transcendente, a assuntos tais como os Dhyanis do Novo Pramantha ou a controversa questão Henrique e “Helenas”, por exemplo. Tudo isso é facultado ao membro(a) através de monografias (apostilas) temáticas pertinentes a cada Grau. Obviamente que o Trabalho Iniciático levado a efeito pela C.T.P. relaciona-se com Portugal e a Europa, e, sobretudo, trazer a Europa a Portugal e este projectá-la (espiritualmente falando, é claro) no Brasil, Pátria do Futuro para o Género Humano. Portanto, todo o compósito teúrgico assenta na Teosofia do Professor Henrique José de Souza, nas suas Revelações, das mais simples às mais profundas, e é assim, como Ele destinou aos Portugueses, que vai se criando a teia da “aranha d´ouro” (no dizer de Baal-Bey) que unirá Portugal e Brasil como Pátria Única do Buda Gémeo do Novo Ciclo, ou seja, MITRA-DEVA (Portugal) e APAVANA-DEVA (Brasil), Dois em Um como MAITREYA, o Cristo Universal de Aquarius.

Cada Grau tem o seu Ritual ou Meditação Iniciática conforme o Venerável Mestre JHS (Prof. HJS) deixou prescrito para os mesmos, pois pela prática regular das Yogas dos Graus estes dão possibilidade a que o iniciado simbólico possa vir a ser efectivamente INICIADO REAL, “não do pé para a mão” mas paulatinamente, mercê dos seus próprios esforços utilizando os métodos espirituais legados pelo Excelso Mestre, tendo assim a possibilidade de um dia ver confirmada nele mesmo aquela parte do Evangelho que diz: «O que Eu faço, vós também podereis (um dia) fazer».

Como a energia segue o pensamento, todos os Irmãos da Obra do Eterno em qualquer parte do mundo que estejam, pela comunhão de pensamento (Dhâranâ) firmam entre si a UNIDADE de Obreiros da Nova Era (como diz o Mantram de Mato Grosso), e sentem-se unidos apesar das eventuais distâncias que os separem fisicamente. Por exemplo, a Meditação de Lua Cheia que os Munindras realizam individualmente em seus lares, e como o espaço/tempo no Plano Kama-Manásico ou Astro-Mental não é o mesmo que no Plano Físico, acontece que o pensamento comum vem a UNIR a todos em volta do mesmo propósito. O mesmo acontece quando colectivamente se visualiza o Globo Azul com o Pax dourado.

Neste III Milénio dois Países acabarão por destacar-se no mapa sócio-político do Mundo, seja de que maneira for e leve o tempo que levar: Brasil e Portugal, ambos ligados por laços sociais e culturais praticamente desde o século XVI. Já para não falar dos espirituais que são tudo!… Portugal espelha economicamente a crise que hoje atravessa a Europa e o Mundo, não pode nos próximos decénios tomar a dianteira económica da Humanidade, mas o Brasil pode, tem todas as propriedades e possibilidades de se tornar a maior potência sócio-económica do Mundo, e nisto contará com o País Irmão para o ajudar na Cultura e ele auxiliar na Economia, ambos os factores imprescindíveis para a criação à escala planetária de uma sociedade próspera e culta. Creio, pois, que os laços Portugal-Brasil irão se estreitar ainda mais nos próximos tempos, pois quem mais manda é o 5.º SENHOR com um olho no Brasil (Roncador) e outro em Portugal (Sintra) na construção do V IMPÉRIO UNIVERSAL, este que só será Português na língua mas geograficamente toda a Humanidade.

Esotericamente, o Brasil dará o Poder Temporal a Portugal (MITRA-DEVA) e Portugal o Poder Espiritual ao Brasil (APAVANA-DEVA). Juntos constituirão o Reinado de MAITREYA, o CRISTO UNIVERSAL, e para isso, desde 1900 e particularmente desde 1948 quando o Professor Henrique José de Souza estabeleceu as primeiras ligações oficiais da SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA com os Teósofos portugueses, concorre à acção da OBRA DO ETERNO neste velhinho PORTO-GRAAL, como já lhe chamava Afonso Henriques. Tal propósito vai ao encontro do que deixou escrito o próprio Venerável Mestre JHS em carta de 1957 destinada aos Portugueses:

«A Teosofia, no Brasil e em Portugal, corresponde a duas Ramas da mesma Árvore, que devem desenvolver-se em harmónico equilíbrio como os braços de uma Balança, na qual o fiel é a Grande Fraternidade Branca vibrando no peito do Monarca Universal, de cujo centro mesmo irradiam para as quatro direcções os Quatro Animais da Esfinge, expressão Ideoplástica da Suprema Hierarquia Assúrica». «Eu estou em Verdade e Espírito nessas plagas (Portugal), origem da Obra, porque aí sou exaltado com fé e amor. Eu sempre estou onde Me amam e com aqueles que crêem em Mim…»

A Teosofia portuguesa e brasileira vem a constituir as duas Ramas da mesma Árvore (Genealógica dos Kumaras ou Deuses). Se o Brasil se perfilha no horizonte como a futura Capital Espiritual do Mundo, só o virá a ser na medida em que a acção catalisadora, a gesta dos Portugueses promova e irradie o V Império, para que o Quinto Reino do Espírito Santo, o do Monarca Universal, Melkitsedek, o seja. No escrínio do porvir, por determinação do plano do Logos, se firma o duplo privilégio de que o jovem Brasil (o Filho) e o velho Portugal (o Pai) formem a lateralidade da acção obreira universal, que assim é igualmente literalidade. Brasil e Portugal como a Balança Mística da Nova Era, em que vem beijar a Terra feliz o Segundo Logos na pessoa avatárica de MAITREYA.

MANAS TAIJASI É A TÓNICA DA NOVA ERA NA HORA PRESENTE!

GLÓRIA AO JIVATMÃ HUMANO!

BUDHI TAIJASI É A TÓNICA DO NOVO CÉU NA TERRA ACTUAL!

GLÓRIA AO JIVATMÃ SIDERAL!

ATMÃ TAIJASI É A TÓNICA DO NOVO CICLO NA HORA DO AVATARA!

GLÓRIA A MAITREYA, LUZ DOS TRÊS MUNDOS MANIFESTADOS

NAS MENTES E PEITOS DE UM E TODOS!

BIJAM

 

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