O Mestre J.H.S. visto pelos Maçons – Edição Lusophia Sexta-feira, Out 29 2010 

 Saudação proferida pelo Venerável da Loja Maçónica de São Lourenço (MG), na época: Sr. RUBENS MONTEIRO DE BARROS

INTRODUÇÃO

A VERDADE – embora que sendo UNA – apresenta-se sob os mais variados aspectos, pois tem que atender aos mais diversos estados de consciência, a conjunturas históricas as mais contraditórias e a Ciclos evolucionais (conforme está repartida a Vida Universal) os mais díspares… Assim sendo, algum dia, que esperamos não estar muito longe, poetas, cientistas, religiosos e pensadores, falando uma linguagem diferente, se entenderão. A Verdade Eterna está oculta sob os mais variados simbolismos, estando contudo ao alcance de todos os homens Justos e Perfeitos… porquanto, para se apossar de tão fabuloso tesouro, não basta ao homem apenas desejá-lo, seja por mera curiosidade, seja por puro diletantismo intelectual. Mister se faz merecê-lo!

Numa demonstração dessa universalidade que deve caracterizar os cultores da Verdade Única, transcrevemos aqui as palavras do Sr. RUBENS MONTEIRO DE BARROS, pronunciadas quando exercia o alto cargo de Venerável da Loja Maçónica de São Lourenço, o que fazemos imbuídos do mais sincero espírito de Tolerância e Amor universal, certos de que, oriundos todos de uma única Fonte Primordial, a Ela algum dia retornaremos, após dolorosa peregrinação pela Mundo das Formas, o qual nos induz, enganadoramente, a pensar que somos algo diferentes do nosso próximo. Somente a Iniciação Real, entretanto, é que pode conduzir os humanos Seres a superarem a sua própria Personalidade, matando em si mesmos o atroz isolamento em que estamos todos enclausurados, impedindo que o SOL INTERIOR, que vibra no imo de cada criatura, se confunda com os dos demais, para, em uníssono, formarem o SOL ÚNICO, que resplandecerá em todo o Orbe Terrestre, no final do Ciclo… Para a consecução deste ideal é que lutam e sempre lutaram aqueles que logram transformar-se em homens Justos e Perfeitos!

(a) Roberto Luciola

SAUDAÇÃO

Venerável Mestre,

Luzes do Oriente!… Luzes que brilhais nas Colunas Norte e Sul, como dois faróis norteadores dos Homens de boa vontade a se tornarem sábios, justos e perfeitos, senão, em equilíbrio com o Templo… Luzes que, desde o Império de Ram, viestes protegendo, com vossos três mantos, aqueles que se fizeram grandes diante dos olhos do Eterno…

Luzes que, tendo se projectado nos imensos areais do Egipto, iluminastes a primorosa rota através da qual o mais excelso dos Grão-Mestres – AK-NATHON – conduziu seu povo ao pedestal do Deus Athon… Luzes que inspiraram HIRAM-HABIFF a construir o majestoso Templo de Salomão, em Jerusalém, cuja tradição até hoje continua como se fosse um  Livro Sagrado, apontando aos homens o Caminho da Verdade…

Luzes que amparastes aos preciosos Mestres de Obras e pedreiros de outrora na construção da imensa Ponte ou Elo entre o Egipto e a Grécia, entre esta e o resto da Europa e – quem sabe?… – entre a Europa e a América. E tudo isso através do Rito Egípcio… Luzes que quase vos apagastes na Idade Média, naquele obscurantismo medieval, mas que Cagliostro e honrados Maçons da sua época, ou da Franco-Maçonaria, fizeram rebrilhar com todo o fulgor aos olhos daqueles que desejavam ser sábios, justos e perfeitos…

Luzes que possuístes o poder coordenador de reunir todos os obreiros livres para constituírem sublimes Templos arquitectónicos, mas, também, majestosos Templos humanos, a fim de cultuarem a Sabedoria Eterna e cultivarem as Artes, as Ciências, a Filosofia, a Tradição do Passado e os Conhecimentos do Futuro… Luzes que, em vozes conselheiras vos transformastes, fazendo com que Monarcas, Imperadores, Reis, Regentes, Chefes de Nações – grandes e pequenas – e Estadistas conduzissem os povos ao auge da Glória e da Perfeição…

Luzes que, através de um gigantesco trabalho discreto, fizestes com que Oriente e Ocidente dessem as mãos, diante dos olhos do Supremo Arquitecto… Luzes que destes a Bolívar a genialidade capaz de fazer da América a Pátria unida dos Americanos. Luzes que fizestes com que houvesse a Independência do Brasil sem lutas, graças às ideias esclarecidas dos Irmãos da época; a Proclamação da República, sem derramamento de sangue daqueles cujo destino os faz nascer sob o signo da Liberdade e do Pensamento, e dispostos a fazer ressurgir uma nova vida em nosso Hemisfério…

Luzes que, finalmente, nos permitiram estar aqui reunidos, numa Ceia Fraterna e amiga, neste banquete que está alimentando, sem dúvida, os nossos espíritos, que, neste momento, despertam de seu sono para virem acordar em nossas mentes e em nossos Corações… Luzes que estais, nesta fase da Humanidade, despertando os Maçons para construírem novos edifícios humanos, mas sob as linhas de uma nova Arquitectura ou novo estado de Consciência!…

À vista de nosso destino, talvez orientado pelo Supremo Arquitecto, ter-nos permitido estar aqui reunidos, nesta cadeia de Maçons de escol, pedimos não tomeis este trabalho no grau de conferência, discurso ou aula, senão, no de “uma conversa em família”, porque conversando em família melhor se poderão entender os privilegiados obreiros livres do Sul de Minas.

Loja Maçónica de São Lourenço, Minas Gerais, Brasil

A nossa presença, através da palavra, simboliza e é um elo de fraternidade entre os Maçons e a nossa Instituição Cultural e Espiritualista. Uma confraternização entre Aqueles que gostam de construir!… O nosso intuito é o de sermos transmissores do respeito e da admiração que o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, Grão-Mestre da ORDEM DO SANTO GRAAL e fundador da SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA, tributa a todos aqueles que se acham sob a égide do Pelicano Sagrado.

Irmãos da outra Coluna!

Permiti-nos falar um pouco da ORDEM a que pertencemos, a fim de justificar o nosso trabalho no Brasil e, ao mesmo tempo, apresentar as nossas credenciais àqueles que nos merecem confiança. Como surgiu a Ordem do Santo Graal no cenário humano, no presente Ciclo, embora haja instituições com título semelhante?

Ela foi fundada no dia 28 de Dezembro de 1951, pelo nosso GRÃO-MESTRE J.H.S., mas, em verdade, as suas raízes vêm de longe, e de bem longe… para melhor clareza, somos forçados a fazer um estudo retrospectivo, mas sintético, do nosso Movimento, reportando-nos à sua Fundação Espiritual e Material.

Todos os Movimentos de natureza Solar obedecem à Divina Lei que se manifesta sob determinadas leis, chamadas de naturais… Na Natureza, verificamos que os rios nascem nas montanhas e as águas, aproveitando-se do declive do terreno, dirigem-se às planícies, formando grandes caudais, e estes caudais, serpenteando através de longas distâncias, vão mergulhar no seio do oceano. Destarte, a 28 de Setembro de 1921, em São Lourenço, o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, com a sua companheira de Missão, houve por bem fundar este Movimento de natureza Solar, portanto, no Morro da Esperança, fronteiro à cidade de São Lourenço. Aí, de joelhos, e diante de um círio aceso, ergueu a sua VOZ sobre a Pedra Cúbica daquele Monte, e com a sua VOZ prestou ao Supremo Arquitecto do Universo o JURAMENTO de realizar a OBRA da qual é o Chefe Supremo!

Desde então, tal como acontece com os rios, tomou a direcção da Capital Fluminense, onde a Obra foi fundada materialmente. De Niterói passou ao Rio, onde começou o ingente trabalho de aumentar o seu humano caudal, passando por várias vicissitudes, até que chegou, para nós, o grande dia de surgir como Ordem do Santo Graal. E como Ordem do Santo Graal tem por incumbência a Iniciação de adultos seleccionados. Sentimo-nos, portanto, perfeitamente à-vontade para usar a simbologia universal que encobre, aos olhos do viajante ignato, a preciosa Verdade que ela encerra.

Se pensarmos e permanecermos silenciosos, por ventura alguém saberá o que estamos pensando? Não! Como se revelam as ideias e os pensamentos, gerados no cérebro humano? Através dos símbolos, porque a própria palavra é um símbolo. A reunião de símbolos forma uma linguagem. As criaturas humanas não pensam uniformemente, por isso dizem as tradições ocultas que há, na grande massa humana, vários estados de consciência. Por conseguinte, há vários modos pelos quais se expressa a VERDADE ÚNICA. O Sol, reflectindo-se na superfície das águas tranquilas de um lago, apresenta uma imagem única, ao passo que se as águas estiverem revoltas as imagens se multiplicam indefinidamente. Apresentando-se a Ideia de vários modos e através de vários sistemas de conhecimento, naturalmente, há várias linguagens. Dentre elas, vamos escolher a simbólica, por estar mais de acordo com os nossos ideais. Verifiquemos o que há de comum entre o nosso ponto de vista e o dos Veneráveis Irmãos.

Sabemos que tudo parte da unidade para a multiplicidade. Chama-se Unidade quando a Vida Energia se mantém em estado essencial, e Multiplicidade quando essa mesma Energia se põe em movimento. Entre nós, há um símbolo que sintetiza todo o sistema da manifestação da Vida através dos Planos do Universo. Referimo-nos ao Triângulo com o Olho no centro. O Olho representa a Suprema Unidade ou o Ponto Germinal dos Universos, donde tudo e todos procedem. Para que Ele se possa manifestar, polariza-se em Positivo e Negativo – Luz e Força, Ideia e Forma. O Pólo Positivo representa a Subjectividade Absoluta, e o Pólo Negativo o Concretismo Absoluto. A Unidade representada pelo Olho polariza-se para realizar o fenómeno da Manifestação. Esta Lei está claramente expressa no quarto dos Princípios de Hermes, o Trimegisto: «Tudo é duplo. Tudo tem dois pólos. Tudo tem o seu par de opostos. O semelhante e o dissemelhante são uma só coisa. Os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados»!…

Posto isto, verificamos que esta expressão unitária a que denominamos de Eterno, Supremo Arquitecto, Deus, Brahma, etc., para se manifestar dividiu-se em dois Pólos ou em duas Colunas, ou ainda, em duas Faces – a do RIGOR e a da MISERICÓRDIA. A Face da Misericórdia, poderemos representar pela Pedra Filosofal, e a Face do Rigor, pela Pedra Cúbica. Esta, em toda a simbologia universal, traduz o Mundo material, o Mundo objectivado, ao passo que a Pedra Filosofal representa o Mundo das ideias, o Planejamento. Baseados no quarto preceito de Hermes, vemos que tudo é duplo, logo, vemos que o Supremo Arquitecto começou a construir o seu Universo agindo com as suas duas Faces, logo, passou a agir através das duas Colunas: a do Conhecimento e a da Actividade. Começou, pois, a objectivar o subjectivo, a dar forma às suas ideias. Com o poder da Pedra Cúbica criou a Natureza, e com o poder da Pedra Filosofal criou o Ser Humano. Daí podermos tirar o sentido de dois preciosos símbolos bastante conhecidos de todos nós – o Templo e o Triângulo com o Olho no centro. O Templo representa a Pedra Cúbica burilada através dos Tempos, a Natureza, os Globos, enquanto que o Triângulo representa a Inteligência humana, a Inspiração guardada nesse mesmo Templo. Esta ideia insirou Hiram-Abiff, em Jerusalém, a construir o seu Templo com as duas Colunas – JAKIM e BOHAZ. Estas duas Colunas, como todos sabem, representam os dois referidos Pólos. Analogicamente, poderíamos dizer que a cabeça expressa, no Homem, o Supremo Arquitecto, e os braços as duas referidas Colunas, muito bem simbolizadas em vosso Rito, no Primeiro e Segundo Vigilantes.

Há um trecho de certo Livro Sagrado que diz: «Do Uno-Trino surgiram os Sete Autogerados». Isto quer dizer que do Supremo Arquitecto e das suas duas Colunas, surgiram os Sete Planos Universais, as Sete Hierarquias Criadoras, as Sete cadeias, etc. No Plano Humano, surgiram os Sete Estados de Consciência ou os Sete Dons Humanos, ou ainda, as Sete Ciências. Esses Sete Autogerados, os Cabalistas os denominam de ELOHIM, Sete Luzeiros, e são, enfim, as Sete Luzes saídas da Chama Única, impulsionadas pelo misterioso Hálito do Supremo Arquitecto, que caminha de Globo em Globo, de Universo em Universo, aprimorando a sua Criação.

Dentro da Evolução actual, vemos surgir, desses Sete Luzeiros, o precioso símbolo do Pentalfa ou Pentagrama, isto é, a Estrela de Cinco Pontas. Tanto vale dizer que, das Sete Luzes, cinco estão acesas e duas apagadas. Dos sete sentidos, cinco estão acesos, isto é, em acção, existindo dois embrionariamente. O trabalho da Iniciação tem por fim despertar os sentidos que nos faltam. Para isto, há necessidade de duas espécies de ensinamentos: o Estudo, como parte interpretativa dos símbolos ou da Tradição, e o Rito, como fixador do conhecimento transcendental. O Rito tem por fim agir como elemento condensador de energias superiores, e o acto de decifrar o conhecimento, encerrado nos símbolos, permite ao estudante ampliar as suas faculdades, também superiores. O idealista precisa movimentar, ou pôr em prática, os ensinamentos que recebe, a fim de que eles se objectivem. Possuir uma série de conhecimentos superiores sem ter oportunidade de aplicá-los provoca um distúrbio psíquico naquele que os armazena. Mais uma vez, vemos o quanto de sabedoria encerra o símbolo que analisamos. O idealista é como se fosse a expressão do Supremo Arquitecto e, como tal, ele precisa transmitir aquilo que apreendeu através dos métodos de ensino empregados (COLUNA J), e apresentar esses mesmos conhecimentos realizando-os através do carácter, do bom senso, em perfeita harmonia com o Templo (COLUNA B).

Se adquirimos muito conhecimento e o guardamos, estamos interrompendo a circulação da Vida ou da Cadeia de Conhecimento. Essa é a origem do axioma hermético: «A posse do conhecimento sem ser acompanhada de uma manifestação ou expressão em acção, é como o amontoamento de metais preciosos, uma coisa vã e tola. O conhecimento é como a riqueza, destina-se ao uso. A Lei do Uso é universal e aquele que viola esta Lei sofre, por causa do seu conflito com as forças naturais»…

Posto isto, o nosso Grão-Mestre, a fim de não causar perturbações psíquicas em seus Irmãos, aconselha a que estudem as tradições e filosofias comparadas e que, depois, procurem transmiti-las a outros Irmãos, pouco importa que não pertençam à mesma Coluna. Eis porque estamos realizando este trabalho, a fim de que a POMBA DO ESPÍRITO SANTO, símbolo da Ordem do Santo Graal, e o PELICANO SAGRADO, símbolo desta admirável Instituição, possam beber na mesma TAÇA as ÁGUAS PROMISSORAS DE UM NOVO CICLO, que estão em perfeito equilíbrio com a exaustiva marcha do Supremo Arquitecto através dos Sistemas em Evolução!

(a) Rubens Monteiro de Barros

MENSAGEM AOS MAÇONS

Para encerrar a nossa conversa em família, permiti-nos ler a Mensagem do nosso GRÃO-MESTRE J.H.S., dirigida aos Maçons:

– Maçons do Brasil! Maçons de toda a parte do Globo!

Quem vos dirige a palavra é hoje o fundador da SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA – O GRANDE OCIDENTE – para vos dizer que HIRAM, o “FILHO DA VIÚVA”, ressuscitou e traz consigo o mais precioso de todos os símbolos, que é o excelso TETRAGRAMATON, como expressão ideoplástica do Homem Cósmico que é JEHOVAH.

Hiram, Ak-Nathon (Kunaton), Christian Rosenkreutz, São Germano… Pouco importa o nome, pois que “ELE JÁ VEIO E VÓS NÃO O RECONHECESTES”!… Mas em breve, Ele voltará à sua Santa Morada, para fazer jus à antiga palavra franco-maçónica – V.I.T.R.I.O.L. – composta de sete letras, com as quais formava-se a frase mais secreta que se conhece, verdadeira “palavra de passe”, cujo sentido real até hoje não foi decifrado senão por Aqueles que têm o direito de penetrar no mais sublime de todos os Tabernáculos: “VISITA INTERIORA TERRAE RECTIFICANDO INVENIES OMNIA LAPIDEM”!

Hoje, não mais conheceis a “palavra de passe” egípcia, que era pronunciada à entrada do Templo. Substitui-a, pois, aquela outra latina, que prova “estar justo e em perfeito equilíbrio com o Templo o obreiro ou construtor do Edifício Humano”. Sim, “JUSTUS ET PERFECTUS”! A mão direita e o pé do mesmo lado firmavam na Terra o compasso e o esquadro, além do mais, para significar o Quaternário Terreno. Este está representado, na Tragédia do Gólgota, nas quatro letras J.N.R.J., que não querem dizer apenas “Jesus Nazarenus Rex Judeorum”. O Triângulo Indeformável, que figura no Templo Maçónico, está expresso nas iniciais J.H.S. O Cristo colocado entre os dois ladrões (que não tem a interpretação que se lhe dá, mas outra bem diversa), representa o Grão-Mestre colocado entre as duas Colunas (Vivas) JAKIM e BOHAZ, cujas iniciais também figuravam nas duas cidades onde o mesmo Jesus nasceu e morreu: BELÉM e JERUSALÉM. São ainda as mesmas iniciais de João Baptista, que o baptizou no Rio Jordão, momento em que “desceu sobre Jesus o Fogo do Espírito Santo”, muito bem simbolizado na Ave ou Pomba. Jesus, como todos os Grandes Iniciados, foi verdadeira “AVIS RARIS IN TERRIS”.

Quanto ao termo “João Baptista”, hoje com significado mais misterioso que outrora, e relacionado com o CULTO DE MELKITSEDEK ou MAÇONARIA UNIVERSAL, cumpre esclarecer que se acha estreitamente ligado ao Rito ADONHIRAMITA (Adam, Hiram, Ita, Mita ou Mitra).

Maçons, construtores de pontes, obreiros, pedreiros do Edifício Humano, pedreiros das antigas iniciações do Egipto, cujo verdadeiro patrono foi Amenophis IV – KUNATON –, que não mais sejam interpretadas como outrora estas verdades, além do mais, estando implicitamente apontadas no termo “Filhos da Viúva”, porque, nas referidas tradições egípcias, Osíris, o Pai, morre e Ísis, a Mãe, ficando viúva, sai à procura dos pedaços do esposo desaparecido. Estes 14 Pedaços alegorizam os Sol, a Lua, os 12 Signos do Zodíaco e as 12 Horas de Realização.

Com o compasso e o esquadro, principais ferramentas dos Pedreiros ou Maçons, desde que entrelaçados e invertidos, forma-se o HEXÁGONO, símbolo precioso do Macrocosmo e do Microcosmo. Colocados em direcção horizontal e vertical apresentam, claramente, a Rosa e a Cruz, desde que, no centro, se firme a Folha de Acácia.

Maçons!… Que recebeis a minha Palavra. Tal como outrora, Eu vos saúdo, como se estivéssemos no Egipto! MENFIS, MISRAIM e MAISIM!

E com isto, aceitai, velhos irmãos e amigos, as homenagens de quem até hoje vos respeita e admira, mas que também pede que homenagens, por sua vez, sejam prestadas Àqueles que já se foram, e sobre cujos respeitáveis túmulos não devemos permitir que seque o desapareça a sagrada Flor da Acácia.

Com a destra voltada para o Céu, e o polegar invertido para a Terra, contrariamente a quantas saudações caóticas foram instituídas pelas decadentes ideologias deste ciclo em franco declínio, maiores homenagens devemos prestar ao mais Digno e Excelso de todos os Construtores, o SUP. .. ARQ.. .

(a) Henrique José de Souza

NOTAS FINAIS A GUISA DE REVELAÇÕES

É comum ouvir-se hoje em dia em determinados meios esotéricos a prerrogativa: “Só é iniciado quem for maçom”! Nada mais errado. Mas isso mesmo foi-me apontado há uns anos em Portugal, e depois me repetido em certos sectores maçónicos brasileiros acerca do Professor Henrique José de Souza (São Salvador da Bahia, 15.09.1883 – São Paulo, 09.09.1963) ter “sido Iniciado porque fora Maçom”. Fui obrigado a esclarecer que a passagem do Professor HJS pela Maçonaria fora a mais acidental possível, ainda jovem e pela mão do seu pai, Honorato José de Souza, e do seu avô, Jacinto José de Souza, ainda na primeira década do século XX (1906 ou 1907), sendo levado à Suprema Potência Maçónica do Brasil, o Grande Oriente do Brasil então sediado no Rio de Janeiro. Esse episódio esporádico desfechou pouco tempo depois com o seu desquite da Maçonaria (possivelmente em 1907, ano do falecimento do progenitor – 10.08.1907), pelo menos da sua parte visível ou social, e se depois manteve algum vínculo a essa Instituição terá sido exclusivamente como membro honorário (principalmente a partir de 1914, ano em que se mudou com a família para o Rio de Janeiro). Depois disso, já nas décadas de 40 e  50 do século XX, tentou inculcar profundas reformas espirituais – “Reformas Assúricas” – no seio da Maçonaria (inclusive enviando discípulos seus para ela com essa missão, depressa esquecida pela maioria deles que ficaram pela mesma mas com isso tendo ganhado forte animosidade contra JHS, como me confessou, com esgar de desagrado profundo, Roberto Lucíola), facto que lhe granjeou as homenagens da própria Grande Loja Branca em 11 de Julho de 1949, quando uma comitiva de Membros da Maçonaria Escocesa ligados ao Rito de York, liderados pelo Adepto Independente Mr. Ralph Moore, visitou JHS na sede da entidade Sociedade Teosófica Brasileira, na cidade do Rio de Janeiro, saudando-o e reconhecendo-o como o seu “Mestre Secreto Universal”, revelando ainda que o “santo-e-senha” dos confrades do Rito fora durante muito tempo Henrich, Henrique ou El Rike, o que é deveras significativo.

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Condecoração maçónica do Professor Henrique José de Souza

Henrique José de Souza nascera Iniciado mercê dos seus próprios esforços desenvolvidos em vidas anteriores. O único trabalho inicial que teve foi o de reassumir essa condição interior primordial que já portava consigo, ou seja, o de reintegrar-se na sua Consciência Espiritual, Divina, e para isso contou com o apoio imprescindível de elementos externos, de Mestres Espirituais ou Reais porque já plenamente reintegrados em si mesmos, o que se deu definitivamente em 28 de Abril de 1928, no Santuário de Dhâranâ – Sociedade Mental-Espiritualista, na Rua Otávio Carneiro, n.º 9, Niterói. Foi o dia da tomada da Conciência Integral, motivo de ter ficado como “Dia da Imortalidade ou da Vinda Definitiva do Mestre”, quando HJS torna-se de vez JHS de pleno direito espiritual, portanto, iniciático e mesmo Avatárico por realizar a Metástase Superior com o seu Ser Divino, o próprio Akbel. Não há menor nem maior no Caminho da Verdadeira Iniciação, tão-só os mais adiantados e os menos adiantados, todos rumando à Integração na sua Divindade e por esta na Divindade Absoluta. O mais, é nada!

Duas notas finais sobre a acção oculta da MAÇONARIA UNIVERSAL. A primeira, é que todos os Movimentos Iniciáticos provindos do Passado até hoje são, no fundo, UM ÚNICO e com DUPLA FUNÇÃO. Explico:

1.º – São “um único” por na realidade tratar-se do mesmo Espírito Colectivo de Makaras e Assuras reunidos pela mesma Egrégora que toma nomes e formas diversas de acordo com os ciclos históricos em que se manifesta (Maçonaria Escocesa, Rosacruz Andrógina, Ordem Órfica, Essénios e Nazarenos, etc.).

2.º – A “dupla função” DESTRUENS ET CONSTRUENS ou KARMA (LUA) e DHARMA (SOL), o primeiro aspecto é o da destruição das formas podres e gastas do Passado – acção Guerreira ou Tributária de ARABEL (RIGOR) – e a acção imediata do segundo aspecto: a da construção dos modelos de novas e mais amplas expressões evolucionais no Presente construindo assim o Futuro – acção Sacerdotal ou Templária de AKBEL (AMOR). O aspecto CONSTRUENS apresenta-se sempre através dum Avatara Divino cerceado por um Movimento Espiritual que constitui o seu reforço físico e até a sua expressão física imediata. O aspecto DESTRUENS manifesta-se desde que há Kali-Yuga ou Idade Sombria através dum Avatara Demoníaco apoiado por alguma Rama da Grande Loja Negra e que irá ser sempre a oposição do aspecto CONSTRUENS, mas que com o fel do mal aniquila o próprio Mal, isto é, agindo com RIGOR. Por isso se diz que muitas vezes AKBEL se disfarçou de “Príncipe do Mal” junto das hordas demoníacas para levar à perda destas, que o confundiam o seu verdadeiro Senhor, o Avatara Sinistro, também ele derrotado por essa estratégia da Divindade «travestida de Mal», no dizer do Venerável Mestre JHS.

As Forças da Involução agem desde o Akasha Médio no Akasha Inferior, e as da Evolução também, mas como Forças Vivas do Akasha Superior. Logo, é no Akasha Médio que se dá o embate estratégico entre a Evolução e a Involução, entre Fohat e Kundalini, e nos momentos que as Forças da Involução estão agindo exclusivamente no Akasha Inferior acontece por vezes que as Superiores do Akasha Médio se «travestem» com a máscara do Mal e assim descem ao junto daquelas indo dissipá-las no seu próprio meio. Trata-se da acção do RIGOR como Lei Justa e Perfeita, cuja mecânica e meios de acção na maioria das vezes escapa ao entendimento e à moral do homem comum.

A Revolução Francesa foi um desses exemplos: os 432.000 judeus que apoiaram a queda do Cristo e a Sua morte, vieram a pagar bem caro o karma terrível que contraíram então passando sob a lâmina afiada da guilhotina francesa, alguns sofrendo ainda mais que os outros, e esses alguns eram Assuras humanos no tempo de Cristo que sabiam da sua Missão e mesmo assim revoltaram-se contra Ele. Esse é o Karma Judaico em boa parte decepado durante o Terror francês, e a parte restante foi perdoada por JHS já nos anos 50 do século XX.

A segunda e última nota tem a ver com Mr. RALPH MOORE, um Adepto enigmático de quem pouco se fala e se sabe ainda menos. Juntamente com outro Adepto britânico têm uma relação íntima com o Trabalho dos Adeptos europeus para este continente e a América do Sul, particularmente o Brasil, aí onde esteve algumas vezes, no Rio de Janeiro e inclusive se deslocado a Santos, no litoral paulista. Chegou a entrevistar-se com várias personalidades pertencentes ao Colégio Português nessa cidade e marcou a presença maçónica aí, isto cerca dos finais dos anos 30 inícios de 40 do século passado. Na Praia do Embaré, onde está a escultura recente (6.3.1992) do esquadro e o compasso, defronte à baía, diz-se que foi onde atracou o navio britânico que trouxe esse insigne Superior Incógnito. Também o Professor Henrique José de Souza falou bastante de Monte Serrat, na mesma Santos, onde esteve várias ocasiões. Resta só somar dois personagens mais um, a própria cidade… com as suas casas inclinadas, ou perpendiculares ao Novo Mundo que ora se constrói, se alinha com o Sol Espiritual vibrando no seio da Serra da Mantiqueira, o que vai bem com o cabalístico METRATON – “Medida Perpendicular da Terra ao Sol”, ao Céu de Shamballah, cujo zimbório é a mesma Mantiqueira, “Manteigueira” ou Mantika onde se desenvolve o embrião da futura Raça Dourada, tão dourada (epiderme) como a mesma “manteiga” das Lavras do Sul de Minas.

Monumento Maçónico na Praia do Embaré, Santos, São Paulo, Brasil

RALPH MOORE, o “Velho Escocês” de que fala H. P. Blavatsky, além de Manu da Escócia é o Mestre Secreto dirigente da Maçonaria Escocesa e durante muitos anos esteve vinculado ao Rito de York, mantendo uma Loja de Adeptos na cidade de Washington – D. C., portanto, ligado aos Goros da Catedral daí e sobretudo ao Posto Representativo de EL MORO (Marus, Moryas…). Com efeito, este Adepto é o 4.º ASPECTO da 5.ª LINHA MORYA ou CABAYU, levando o nome esotérico ARA-AMANAÇU-CABAYU. Teve um casal de filhos: Ellen Moore (casada com o “6.º São Germano”, ou seja, SADHU OKAL, o antigo Jâmblico, etc.) e Albert Jefferson Moore (tio do Duque de Windsor, em quem vibrou ou inspirou inúmeras vezes), este que foi quem trouxe a Chave de PUSHKARA ao Venerável Mestre JHS em 28 de Setembro de 1933. Por sua vez, Albert Jefferson Moore teve uma filha, Heloísa (que chegou a ser professora no Colégio Beneth no Rio de Janeiro, nos meados dos anos 30 do século passado), a qual seria a mãe de Cafarnaum, o Chefe dos Yokanans de 1.ª categoria. Tudo isso feito do consórcio amoroso e espiritual entre os Adeptos e Adeptas da 5.ª Linha MORYA e da 3.ª Linha GERMANA ou RAKOWSKY.

Se Albert Jefferson Moore (Jorge V) é a representação de Ralph Moore (Jorge VI), tem-se Jorge VII no próprio Cafarnaum e todos formando “cadeia de união” ou “círculo de resistência” em volta de seu Pai comum – EL RIKE (Jorge VIII), expressando o próprio Eterno.

É ainda Mr. Ralph Moore quem disponibiliza o navio britânico que em 1899 trouxe de São Salvador da Bahia Henrique José de Souza para Lisboa, e depois de Lisboa a caminho do Norte da Índia, de SRINAGAR, Sede da ORDEM MAÇÓNICA DOS TRAIXUS-MARUTAS, dirigida pelo Traixu-Lama então representado nessa cidade indiana pelo Maharaja de Cachemira, nome este que vai bem com AKASHA-MIRA, sim, o “Olhar do Éter Universal”, o “Espelho do Akasha” pelo qual Mãe Divina ALLAH-MIRAH mira a Terra.

Enquanto o 1.º Aspecto da Linha MORYA (MORIA RAJPUT) vibrava desde Agharta sobre os restantes 6 Aspectos da mesma Linha, estes realizavam o Programa da Evolução em toda a Europa a partir de Portugal, do 5.º Posto de SINTRA, dirigindo os Sedotes de Badagas que são Tulkus dos Todes do Duat, tais como os Todes são Tulkus dos Munis de Agharta. Esses 6 Aspectos Moryas e seus respectivos Sub-Aspectos é que formam a Maçonaria dos Traixus-Marutas no território europeu tendo-a estendido ao continente norte e sul americano.

Chega de revelações. Com tudo o dito, fica o respeitável leitor com  bastante para se “entreter” espiritualmente em cogitações interiores a favor da sua realização verdadeira.

 (a) Vitor Manuel Adrião

Fonte de consulta: Revista “Aquarius”, N.º 12, Ano 3, 1977, Rio de Janeiro

Teurgia e Novo Ciclo a Luzir (Noções elementares) – Por Lusophia Terça-feira, Out 12 2010 

O QUE É A TEURGIA?

R. – A TEURGIA é a MAGIA DIVINA, a mesma em que eram iniciados ou formados os famosos Três Reis Magos das escrituras bíblicas que foram prestar homenagens ao Menino Deus recém-nascido, Jesus Cristo. Portanto, é a MAGIA REAL, CRÍSTICA como fórmula nouêtica do que os orientais chamam Raja-Yoga ou a “Yoga Real” por ser a da “União efectiva da Alma com o Espírito”, o que entre os ocidentais é definido como Via Cristocêntrica. O próprio significado etimológico de magia aponta o carácter sagrado e divino do termo: do grego mageia ao latim magia, o sentido é clarificado pela sua origem hindu-europeia, nomeadamente o sânscrito e o caldaico, pois que a alternância megh, mogh, magh, donde procede magia, exprime a “excelência”, o “sacerdócio”, o “conhecimento supremo”, enquanto o termo maghdim, construído sobre essa raiz, em caldaico significa “a mais elevada sabedoria”. Portanto, o sentido original de Magia é a aplicação da Sabedoria Real, Divina.

A Magia Sacerdotal é a própria TEURGIA, étimo provindo do grego theourgia, “milagre, miraculoso”, donde deriva theourgus, “o que realiza o miraculoso”, isto é, o “grande milagre” da TRANFORMAÇÃO DA VIDA-ENERGIA EM VIDA-CONSCIÊNCIA tanto na Natureza como no Homem, e isto é OBRA DIVINA. Nisto tem-se Theourgia decomposta em Theos, “Deus”, e Ergon, “Obra”, o “Feito Divino” ou OBRA DE DEUS levada à prática e realização neste mundo comum a todos, donde se concluir que TEURGIA é a OBRA DO ETERNO NA FACE DA TERRA.

A MAGIA DIVINA ou TEURGIA, aliás subjacente ao Espírito Tradicional da Igreja e da Maçonaria, para o seu entendimento justo e execução perfeita não se deve descurar que assenta em três colunas exclusivas:

1.º – Vontade fixa de fazer o Bem, a todos os níveis de consciência.

2.º – Trabalho de Salvação da Humanidade.

3.º – Acção da Grande Fraternidade Branca, nos planos social e espiritual.

A procura do domínio, antes, da harmonia com as forças universais pela TEURGIA, faz-se pela CIÊNCIA, ARTE e TÉCNICA.

Ciência – Teorias constituintes do dogma da Alta Magia, constituindo a Escolástica Teúrgica. Age sobre o mental e o cérebro.

Arte – Une a teoria à prática do Teúrgico, criando a ligação psicomental, e que constitui a vivência ou Teatro da Iniciação Teúrgica.

Técnica – Produz a adequação do dogma ao ritual através de factores externos, físicos, tornando objectivos os fins em vista, realização exclusiva à Ciência e Arte juntas exercidas no espaço consagrado do Templo Teúrgico, com as suas medidas e objectos canónicos cujos símbolos têm a vida que o Ritual lhes dá pela acção motora, sentimento de devoção e intelecto iluminado dos participantes ao mesmo.

A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA É UMA “ESCOLA MÁGICA”?

R. – Sim, mas só no sentido definido por último. A mesma reconhece a mais-valia que no Passado tiveram Grandes Iniciados como Jâmblico, Plutarco, Plotino, Clemente de Alexandria, etc., etc., mas o que valeu então está ultrapassado pelo Presente e muito mais pelo Futuro, logo, a “Escola Mágica” C.T.P. absolutamente nada tem a ver com o dogma e ritual exposto por esses insignes personagens em suas épocas. Os Tempos são outros, e com eles as novas Revelações e os novos Ritos, conforme o preconcebido e organizado pelo Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA (1883-1963), fundador da SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA e da parte interna, esotérica ou mística da mesma: a ORDEM DO SANTO GRAAL. Esta é TEÚRGICA, aquela é TEOSÓFICA. Consequentemente, pode concluir que TODO O TEÚRGICO É ANTES DE TUDO TEÓSOFO, mas NEM TODO O TEÓSOFO É SEMPRE TEÚRGICO, tal qual na Igreja Católica onde o sacerdote também pode ser monge, mas o monge nem sempre é sacerdote… questão de contracção de votos para estes; questão de Iniciação para nós outros.

Falemos um pouco da ORDEM DO SANTO GRAAL e da sua firmação na Face da Terra no século XX. Firmada a Taça do Santo Graal em 24 de Fevereiro de 1949, posta no Templo de MAITREYA, o CRISTO UNIVERSAL, inaugurado nessa mesma data na cidade de São Lourenço no Sul de Minas Gerais, Brasil, e imposta a mesma sobre a Pedra Dhara, rósea e branca sobre a qual, diz a Tradição, o próprio Bodhisattva Jeffersus o Cristo se ajoelhou no Horto das Oliveiras, em Jerusalém, consagrado o Livro do Graal em 24 de Junho de 1950, já em 31 de Março do mesmo ano deliberou-se fundar a Guarda do Santo Graal, composta de 32 Membros seleccionados por JHS (sigla com que é reconhecido o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA entre Teúrgicos e Teósofos) e aprovados por Rigden-Djyepo, o “Rei dos Jivas”, ou seja, o Rei do Mundo. Assim, em 28 de Dezembro de 1951 procedeu-se à fundação esotérica da ORDEM DO SANTO GRAAL, e à fundação da ORDEM DAS FILHAS DE ALLAMIRAH, também pelo Venerável Mestre JHS e o Quinto Bodhisattva, Jeffersus, que por seu intermédio falou sobre as funções espirituais e humanas da ORDEM DO SANTO GRAAL.

A ORDEM DO SANTO GRAAL surgiu sobretudo para prosseguir a Obra de JHS após a sua partida deste mundo, e assim manter a parte esotérica ou mística da Instituição iniciada por ele. Isso é cumprido até hoje no Brasil e em Portugal. O ingresso a ela é feito por convite, é facto, mas, absolutamente ao contrário do que hoje em dia é propalado por certos impúberes  psico-físicos, ela é para todos e não para uns muitos «protegidos» inválidos e outros poucos «protectores» todo prepotentes soberanos de nada. Não foi isso que o Professor Henrique ensinou e estipulou em tempo algum. Onde está escrita ou gravada tamanha absurdidade? Quem tem acesso ao Templo do Graal e contempla Este fisicamente, lógica e consequentemente tem os mesmos direitos que os outros, e assim usufrui da influência espiritual na mesma medida que qualquer outro. O que é diferente, ou melhor, o que difere são as funções templárias, mas não, repito, as benesses espirituais.

Só é legitimamente ORDEM DO SANTO GRAAL toda a Representação e Templo mandatado pela Grã-Chancelaria da mesma em São Lourenço (MG), com documentação legal aprovada e assinada. Só assim há ORDEM E REGRA, oposta de toda a desordem e desregra característica própria aos despeitados e iludidos a quem só resta a fantasia e o plágio para se afirmarem. O Professor Henrique José de Souza também fundou a ORDEM DOS TRIBUTÁRIOS em 23 de Outubro de 1954, espécie de “Maçonaria” que tem o cargo espiritual e social de “cobrir” ou manter a Instituição por ele fundada e à sua própria Família (APTA), a humana e sobretudo a espiritual. Ritualisticamente, esta Ordem exerce em seu seio o RITUAL TEÚRGICO chamado “RITUAL MÁGICO DOS TRIBUTÁRIOS”, mas não tem nada a ver, repetimos, com alguma espécie de Magia Operativa invocatória do Passado, antes em trazer à Terra a Luz e a Força das duas Energias Universais chamadas FOHAT e KUNDALINI, podendo-se entender como Electricidade e Electromagnetismo Cósmico, o mesmo “Fogo Frio” e “Fogo Quente” de que se reveste DEUS PAI-MÃE. Por isso a ORDEM DOS TRIBUTÁRIOS compõe-se de senhores e senhoras, chamados Velsungos e Valquírias, o que tem a ver com a 7.ª Linha do NOVO CICLO DE EVOLUÇÃO UNIVERSAL A LUZIR, a qual é dirigida por plêiade de verdadeiros Super-Homens, Adeptos Independentes ou Mahatma chamados nas escrituras sagradas SERAPIS, isto é, “Seres Divinos”.

O NOVO CICLO, também chamado de NOVO PRAMANTHA, nome oriental com o mesmo sentido, é iluminado por SETE RAIOS DE LUZ com denotadas características do Saber Humano sintetizado num OITAVO RAIO BRANCO, síntese de todas as cores, expressivo da SABEDORIA UNIVERSAL:

1.º Raio do Sol (Laranja) – Domingo – Alquimia e Físico-Química

2.º Raio da Lua (Violeta) – 2.ª-feira – Arte e Geometria

3.º Raio de Marte (Vermelho) – 3.ª-feira – Metafísica e Política

4.º Raio de Mercúrio (Amarelo) – 4.ª-feira – Mecânica e Matemática

5.º Raio de Júpiter (Púrpura) – 5.ª-feira – Literatura e História

6.º Raio de Vénus (Azul) – 6.ª-feira – Filosofia e Astronomia

7.º Raio de Saturno (Verde) – Sábado – Medicina Teúrgica e Biologia

Por esta razão pertinente à evolução universal de todos os seres, a OBRA DO ETERNO NA FACE DA TERRA também é chamada no meio teúrgico e teosófico de MISSÃO DOS SETE RAIOS DE LUZ, e que por sua maior incidência em dois países do Globo, PORTUGAL E BRASIL, leva também o nome de MISSÃO Y, letra indicativa da Mónada ou Centelha Divina em sua peregrinação evolucional desde o Oriente profundo até ao Ocidente extremo cujo Ciclo já iniciou. Donde o lema geral da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA: EX OCCIDENS LUX!

POR QUE O ANO 2005?

R. – Porque o ano 2005 é o marco astrológico da consolidação do Novo Ciclo de AQUARIUS, que como o anterior de PISCIS também haverá de ter a manifestação Divina do seu Avatara ou Messias, o Senhor dos Três Mundo Celeste, Humano e Terreno – MAITREYA – na Face da Terra, ou seja, o Espírito de Verdade descido do Céu à Terra, ao Terceiro do Segundo Logos como projecção cósmica desse mesmo CRISTO UNIVERSAL, aclamado VISHNU pelos orientais e que para todo o efeito é a mesma Essência Divina desvelada como AMOR-SABEDORIA. Promanado do Céu ou Sol do Segundo Mundo, MAITREYA, o “Senhor dos Três Mundos”, haverá de dar cumprimento à Segunda Volta de Cristo, como o Próprio prometeu nas escrituras sagradas, ou seja, a Parúsia. Para a consumação desse momento universal a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA direcciona todas as suas forças, vocaciona toda a força do seu ideal.

A ERA DO AQUÁRIO JÁ ESTÁ ACONTECENDO?

R. – Sim. O Sol entrou no signo do Aquário às 15 horas de 4.ª-feira, dia de Mercúrio, de 28 de Setembro de 2005. Começou astronómica e astrologicamente, e falta começar iniciática e consciencialmente, para que os valores espirituais e humanos que a Nova Era traz em seu bojo frutifiquem plenamente em um e todos. Isto requer LABOR e RESPONSABILIDADE individual e grupal, para assim se constituir uma Sociedade Humana mais justa e perfeita e ficarem estabelecidas as condições psicossociais indispensáveis à realização da possibilidade de advento sobre a Terra do AVATARA DE AQUARIUS, MAITREYA, o CRISTO UNIVERSAL.

COMO SE PROCESSA A MANIFESTAÇÃO DUM CICLO ASTROLÓGICO?

R. – Tais Ciclos também são chamados de PRAMATHAS ACTIVOS, e agora é este de AQUARIUS substituindo o anterior de PISCIS. Todas as tradições autênticas vão beber o seu conhecimento à Árvore da Sabedoria das Idades e são unânimes após verificarem este facto singular desde há milénios: o do Sol nascer todos os anos 50,1 segundos atrás do ponto em que nasceu no ano anterior no equinócio da Primavera, fenómeno este ao qual se chama de precessão dos equinócios, o qual ocorre a cada 21 a 27.000 anos, o que actualmente a Astronomia oficial já comprovou. Pois que é um facto do domínio público. Se dividir-se uma circunferência em 12 partes e dado que a circunferência tem 360 graus, verifica-se que cada parte (a que corresponde um signo do Zodíaco) tem 30 graus. Como cada grau do “caminho” do Sol leva 71,85 anos a percorrer, é lógico que cada signo do Zodíaco leva 30×71,85 = 2.155,5 anos, quase 2.156 anos, e que com a passagem interciclos ou signos anterior e posterior, prolonga essa numeração à demora de 2.250 anos a percorrer uma casa e entrar inteiramente noutra.

Da mesma forma que uma época de exames no nosso ciclo terreno se processa, por exemplo, de Junho a Agosto, também o período de transição do Ciclo de Peixes para o de Aquário começou, de acordo com o Zodíaco, em 24 de Julho de 1954, data que o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA celebrou como a do início da ERA DO ESPÍRITO SANTO, e entre essa data e 2005, prolongando-se até 2016-17, está processando-se a Grande Iniciação Planetária, ou seja, a época de exames cuja aprovação será o despertar de uma NOVA CONSCIÊNCIA na Humanidade. Não significa isto que tenha de ser até 2016-17, mas sim que durante esse período estarão lançadas a terreno psicomental as sementes dessa mesma.

Isto vale pelo início da NOVA RENASCENÇA ou época de luzes espirituais, a do HOMEM INTUICIONAL, CRÍSTICO ou BÚDHICO, tanto vale por indicar o ser em quem despertou o sexto sentido que traz consigo o sétimo espiritual, em que se espelhe colectivamente o BEM, o BOM e o BELO.

O QUE É A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA?

R. – Até aqui falámos do trabalho e dos motivos da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA, e agora falamos da sua organização social. É um Movimento Cultural-Espiritualista que se propõe, desde a primeira hora, à divulgação e aplicação sistemática da Sabedoria Iniciática das Idades por um programa triangulado em ESCOLA – TEATRO – TEMPLO, conformando a sua sistematização à original do Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA para a SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA que ele fundou, tendo dado continuação por esses três vértices do triângulo de SABEDORIA – VIVÊNCIA –REALIZAÇÃO, a que chamou TRANSFORMAÇÃO – SUPERAÇÃO – METÁSTASE, à consecução do projecto cultural-espiritualista da Sociedade Teosófica de Adyar, Índia, fundada por HELENA PETROVNA BLAVATSKY (HPB). Isto vale por trazer os valores espirituais do Oriente ao Ocidente.

O projecto de fundação da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA teve três momentos charneiros, até à sua consolidação definitiva como Instituto Cultural-Espiritualista:

1.º – FUNDAÇÃO ESPIRITUAL, no Promontório de Sagres, Algarve, na noite de São João de 23 para 24 de Junho de 1978.

2.º – FUNDAÇÃO MATERIAL, na Serra de Sintra, Estremadura, no dia 1 de Janeiro de 1980.

3.º – ABERTURA SOCIAL, na cidade de Lisboa, capital de Portugal, às 20.30 horas de 23 de Novembro de 1982, com a inauguração do seu SANTUÁRIO AKDORGE (SÃO JORGE) onde se vem realizando o CULTO DO REI DO MUNDO (MELKITSEDEK, CHAKRAVARTI, ROTAN, etc.) através da ORDEM DO SANTO GRAAL. Foi a partir dessa data que se firmou definitivamente em solo nacional a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA, desde logo e gradualmente se divulgando a Portugal e ao Mundo servindo-se, não raro, do precioso instrumento para fazer o bem público que são os órgãos de comunicação social, o que faz até hoje.

Desde a primeira hora a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA assumiu quatro objectivos, tarefas ou pilares fundamentais, os quais a particularizam – e até distinguem de quaisquer outros institutos – e aos teúrgicos na sua Obra ou Missão de colaborar na transformação espiritual do mundo nos limites que lhe estão consignados:

A) DESENVOLVER AS TENDÊNCIAS, ATRIBUTOS E VIRTUALIDADES SUPERIORES latentes no Homem, de acordo com a tónica de Aquarius e a sua biorrítmica.

B) UM TRABALHO ESPECÍFICO SOBRE O PLANO DA ORGANIZAÇÃO, da Magia Cerimonial ou Ritualística, de acordo, aliás, com a tónica base do Novo Pramantha ou Ciclo de Evolução Universal.

C) UMA VISUALIZAÇÃO PECULIAR DA SABEDORIA INICIÁTICA DAS IDADES à luz da realidade dos MUNDOS SUBTERRÂNEOS, já que: o advento da Idade de Ouro (Satya-Yuga, marcada pelo início astrológico de Aquarius em 2005), da vinda de Maitreya (o Buda Branco ou Ocidental a advier nesta parte do Globo, e que é o mesmo Cristo de Aquarius como Avatara Síntese ou a derradeira décima manifestação do Deus VISHNU), a exteriorização à Face da Terra da Hierarquia Branca de Mestres e Iniciados, o estabelecimento de justas e fraternas relações humanas, a instauração da Sinarquia ou Concórdia Universal e a de uma Religião-Sabedoria unificada (Teosofia), bem como a de um modelo educacional completo e coerente, não poderão ser compreendidos integralmente se se não tiver em conta essa realidade.

D) PREPARAÇÃO DA VINDA DO SENHOR MAITREYA E DA EXTERIORIZAÇÃO DA HIERARQUIA ESPIRITUAL DO PLANETA. Entenda-se aqui o fenómeno da “exteriorização” no seu duplo sentido. Primeiro, o desenvolvimento das capacidades humanas as quais permitirão o reconhecimento directo dos Mestres que trabalham no seio da Hierarquia Branca ou dos “Sete Raios de Luz” como autênticos Encobertos. Segundo, o de criar as condições propícias à manifestação do Reino de AGHARTA à face da Terra, através da exteriorização concreta, com MAITREYA á sua frente, dos que aí trabalham pelo Bem da Humanidade.

A C.T.P. MINISTRA GRAUS DE INICIAÇÃO À SABEDORIA DIVINA?

R. – Sim, a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA faculta aos seus membros uma série enorme de ensinamentos e práticas (orais e escritos) que estão organizados em um Grau Vestibular ou Preparatório e mais quatro Graus Iniciáticos que levam os nomes que o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA lhes deu: MANU – YAMA – KARUNA – ASTAROTH, expressando os 4 Senhores da Evolução Planetária (LEGISLADOR – EXECUTIVO – JUDICIÁRIO – COORDENADOR), razão porque cada Grau ou Série Iniciática demora um período de nove meses a realizar, acompanhando o ano astrológico (com início em 20/21 de Março).

EXISTE MAIS ALGUM ALÉM DESSES GRAUS CITADOS?

R. – Sim, há um Grau Interno destinado exclusivamente aos Irmãos Maiores da C.T.P. que faculta o acesso às Revelações reservadas do Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA. Adiantamos que tudo quanto pareça «excesso de revelações esotéricas» por parte da C.T.P.  acerca de várias correntes tradicionalistas, é sobretudo rectificação de aspectos filosóficos e até práticos das mesmas que mercê das vicissitudes humanas chegaram ao presente poluídos ou impuros, com imprecisões ou simplesmente não se percebendo o seu sentido último, francamente espiritual. Nisto, para esclarecimento geral, entra a TEOSOFIA como Sabedoria Divina, e o que ela revela como novidade para muitos não passa de elementar para os Irmãos Maiores desta OBRA DO ETERNO NA FACE DA TERRA, pois o que é «mistério e transcendência» para muitos vem a ser coisa do passado bem concreta e nada transcendente para outros. Por esta razão, o nosso Venerável Mestre JHS afirmou que «se o Avatara se manifestasse sempre com as mesmas palavras, jamais haveria Evolução». E adiantou: «A Realidade é o Mistério. Tal a maior altura a que pode chegar a nossa Filosofia. A mim pouco importa o que sei; importa, sim, o que ainda não sei, porém, aquilo que ignorarei para sempre é o que mais me entristece e subjuga».

Noutra parte, dando Voz ao ESPÍRITO DE VERDADE, afirma JHS como resposta a todos, particularmente aos trânsfugas e outros desavisados do maior amplexo mental que traz consigo a Sabedoria do Novo Ciclo:

«Meus humildes Discípulos: vim trazer-vos um novo estado de Consciência! Deveis ser o reflexo de Mim mesmo, como único meio de Eu ser compreendido e sentido. Trago o Bastão de Mando! Sou o Amor que transforma! Se Me ignorais e quem Sou, é porque não fostes tocados pela chama do Fogo Sagrado e, assim, este Amor-Ciência fica enclausurado no orgulho que vos traz a angústia, a dúvida de tudo que vos ofereci. Se assim vos falo é porque leio o vosso âmago, e Minha Essência de Amor vós a esqueceis, como também do Amor e do Perdão entre Meus Discípulos, que se afastam da Minha Ciência. Cada um cria o seu mundo para que o Meu permaneça ignorado.

«A Vida é o Mistério! O homem é julgado não por aquilo que é, mas sim pelo que deixa de fazer para atingir a Perfeição.»

O QUE SÃO AS LOJAS TEÚRGICAS?

R. – A par das Casas Capitulares as Lojas Filiais são unidades-satélites da Loja Mater ou Sede-Mãe funcionando como entrepostos de contactos, entrega de material didáctico, divulgação preliminar, administração de cursos e orientação ritualística, conforme o número estipulado de membros para cada Loja. Para todo o efeito, o «cimento filosófico» de toda essa orgânica institucional vem a ser a supradita TEOSOFIA, definida pelo nosso Venerável Mestre JHS, Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, nos termos seguintes:

«A TEOSOFIA é um plano universal de Evolução, que segue três caminhos, desenvolvendo:

«– A Inteligência, pela Instrução;

«– A Emoção, pela Educação;

«– E a Vontade, pelo Trabalho.

«Reconstruir! É o Brado que nos compete.

«Sim, reconstruir o Homem, o Lar, a Escola, o Carácter, para que o cérebro se transmude ao lado do coração. No mais, um só Idioma, um só Padrão Monetário e uma só Verdade, que é a TEOSOFIA, como Sabedoria Iniciática das Idades. Só assim, a Humanidade se tornará digna do estado de Consciência que é exigido pela Nova Civilização.»

A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA É INDEPENDENTE OU DEPENDENTE DE ALGUM OUTRO MOVIMENTO SEMELHANTE QUE JÁ EXISTA?

R. – A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA é única, autónoma e não tem vínculo algum com quaisquer outras entidades congéneres ou aparentemente semelhantes, embora todas mereçam o maior respeito e admiração da mesma pelo trabalho que exerçam a favor da Evolução Humana. A C.T.P. também NÃO É UMA SEITA NEM UMA RELIGIÃO, E SIM UM MOVIMENTO INICIÁTICO fundado em solo PORTUGUÊS. Mesmo endereçando-se em primeiro lugar aos portugueses pelo motivo apontado, não deixa de estender-se num amplexo fraternal ao Brasil e ao mundo inteiro, motivada pela esperança de fundação da FRATERNIDADE UNIVERSAL que não conhece fronteiras, raças, castas, cores e sexos.

Caracterizada pelo vínculo muito íntimo que mantém com a tradição da chamada Fraternidade Espiritual Portuguesa (M.R.Z.) e os mistérios iniciáticos da consignada Serra Sagrada de SINTRA desde a primeira hora, tudo isso dentro dum contexto vasto de ensinamentos que não são fragmentos públicos descontextualizados como «apanhados gerais» do que a mesma C.T.P. tem proferido publicamente e que constitui verdadeiras revelações para quem nunca antes ouviu falar em tais coisas, assim mesmo a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA leva ao conhecimento e prática dos seus afiliados os ensinamentos teosóficos revelados pelo Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA mas nos moldes lusitanos que são afins à sua natureza, com a singularidade de se expressarem na língua sagrada que é a Portuguesa dignificada por esta OBRA DIVINA sobretudo em PORTUGAL E BRASIL. Isto igualmente justifica as palavras dirigidas pelo Venerável Mestre JHS aos seus Discípulos portugueses, na década de 50 do século findado:

«A TEOSOFIA (cujo exercício é TEURGIA, dizemos nós), no Brasil e em Portugal, corresponde a duas Ramas da mesma Árvore, que devem desenvolver-se em harmónico equilíbrio como os braços de uma Balança, na qual o fiel é a Grande Fraternidade Branca vibrando no peito do Monarca Universal, de cujo centro mesmo irradiam para as quatro direcções os Quatro Animais da Esfinge, expressão Ideoplástica da Suprema Hierarquia Assúrica. Eu estou em Verdade e Espírito nessas plagas (Portugal), origem da Obra, porque aí sou exaltado com Fé e Amor. Eu sempre estou onde Me amam e com aqueles que crêem em Mim!»

EMBORA SEM QUALQUER VÍNCULO FORMAL, COMO JÁ DISSE, A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA INCLUI OU EXCLUI NO SEU “ESPÍRITO FRATERNAL” OS OUTROS MOVIMENTOS FILANTRÓPICOS E ESPIRITUALISTAS?

R. – Certamente que inclui. Creio ser facto reconhecido unanimemente que a C.T.P. não é caracterizada pelo fanatismo e a intolerância para com as crenças alheias, nem tampouco ser uma «fábrica de avataras, messias, gurus, iluminados, profetas, etc., etc.». Todos quantos trabalham com o melhor da sua capacidade e dando o melhor da sua vontade a favor do engrandecimento mental, moral e físico da Raça Humana, têm a nossa mais profunda admiração e respeito, tanto mais que a melhor e mais prática forma de adorar a Deus é servindo a Humanidade. A C.T.P. pauta a FRATERNIDADE e a TOLERÂNCIA, ou melhor, a ACEITAÇÃO, que deve caracterizar todo o verdadeiro Teósofo e, sobretudo, Teúrgico. Aqui, lembramos a ordem capital proferida pelo nosso Venerável Mestre JHS há largos anos atrás: «Crie-se uma FRENTE ÚNICA ESPIRITUALISTA! Espiritualistas de todos os credos e latitudes mentais: UNI-VOS! Criai uma Frente Única face ao avanço do marasmo do materialismo desolador».

É POSSÍVEL SER TEÚRGICO SEM SE DESLIGAR OU INCOMPATIBILIZAR COM A RELIGIÃO QUE SE PROFESSE OU PRATICA?

R. – Perfeitamente. Desde que essa pessoa religiosa não professe ou pratique fanaticamente a sua crença, antes procure entender a razão de ser ou o motivo espiritual que subjaze a essa mesma religião, e com as ferramentas da Sabedoria Iniciática das Idades, que é sobretudo Filosofia, Ciência e Arte, poderá até tornar-se mais e melhor religiosa do que antes. Contudo, é forçoso reconhecer, as pessoas manifestamente retrógradas fanatizadas numa qualquer crença religiosa, limitadas mental e coracionalmente tendo criado as suas próprias “prisões douradas” que as crenças impõem e os crentes auto-impõem através de fórmulas morais incompreendidas indo inibir-se até limites estreitíssimos de consciência e vivência, dificilmente ou nunca se sentirão bem entre nós, pois pautamos o exercício desinibido do livre-pensamento, isto é, livre dos grilhões dos preconceitos profanos psicossociais que afligem duramente a Sociedade Humana, mesmo não nos escusando aos limites impostos pela MORAL UNIVERSAL que separa a bestialidade da civilização, assim mesmo defendendo a integridade dos princípios de FAMÍLIA (Corpo), de PÁTRIA (Alma) e de DEUS (Espírito), entendidos estes no seu mais vasto sentido iniciático ou espiritual, e nunca, jamais no exclusivamente profano não raro ditador e xenófobo.

A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA TEM, DIRECTA OU INDIRECTAMENTE, PARTICIPAÇÃO POLÍTICA?

R. – A C.T.P. é apolítica no que respeita a partidos políticos, tal como é irreligiosa no que respeita a religiões. Se, acaso, há afiliados da mesma com filiações a alguns partidos políticos ou religiões, esse é assunto exclusivo deles e não da C.T.P., pois que não interfere nos interesses pessoais dos mesmos. Em contrário, seria uma clara violação do livre-arbítrio que assiste a um e a todos.

Porém, a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA não é indiferente à sorte política, económica, social, cultural e religiosa do País. A COMUNIDADE incentiva os seus membros a serem melhores cidadãos, como tal devendo participar activamente na vida comunitária PORTUGUESA, cada qual contribuindo para a edificação da SINARQUIA UNIVERSAL. Mas é PROIBIDO dentro do Colégio, em conformidade aos seus Estatutos, falar ou apoiar posicionamentos político-partidários, como igualmente polemizar perspectivas sectário-religiosas. Repudia-se, sobretudo, o uso de lideranças hierárquicas dentro da Instituição e da Obra para influenciar opiniões, pois deve-se unicamente exaltar a livre-escolha de cada um, em conformidade com o que a sua consciência lhe ditar, desde que não fira a consciência e liberdade alheias.

A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA É MANTIDA POR ALGUM GRUPO ECONÓMICO?

R. – Não. Todo o teúrgico ganha o pão de cada dia retirado do esforço do seu ofício honesto. A C.T.P. mantém-se economicamente com as contribuições sistemáticas (quotas mensais) dos seus membros afiliados e com a venda das suas edições. Não possui outra forma de manutenção económica, depende exclusivamente de si mesma.

COMO SE PODE CONTACTAR A COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA?

R. – Enviando um e-mail através deste sítio Lusophia, ou então escrevendo ao cuidade de: Vitor Manuel Adrião. Rua Carvalho Araújo, n.º 36, 2.º esquerdo. 2720 – Damaia, Amadora, Portugal.