Ó Vida Oculta, vibrando em cada Átomo!

Que cada um compreenda que é Um contigo!

 Do Mantram de União e Irradiação

 

À medida que a Humanidade adentra o Novo Milénio, novas descobertas científicas vêm a lume acompanhando a marcha da sua própria evolução mental.

Novas ideias, novos saberes, novas descobertas… serão? Em certa medida, são! Noutra, não! Porque, como dizia o inspirado, “não existe nada de novo debaixo do Sol”!…

Seja como for, as conquistas alcançadas ultimamente pela Ciência Académica, pouco a pouco despindo-se dos velhos preconceitos arreigados à didáctica «oficial», interessam muito de perto aos estudos da Ciência Oculta, sua Mãe, sim, atendendo à origem da Sociedade Real de Estudos de Londres, matriz universal da Academia contemporânea, derivada directa do Colégio dos Invisíveis… Rosacruzes e outros Hermetistas de nomeada dos meados do século XVII (1662), a que pertenciam, dentre outros, Robert Boyle, Thomas Vaughan e Francis Bacon, este o inspirador secreto ou anónimo de William Shakespeare, tal qual o português Gil Vicente ante os Fiéis do Amor, remanescentes da linha medieval dos Trovadores e Jograis, “Cavaleiros Andantes” de uma novel Fé abertamente Mariana sob o patronímico do Espírito Santo.

Esse despir de preconceitos académicos e complexos intelectuais hoje, é por já se clarear o horizonte dos mais transcendentes problemas, graças à perseverança dos que tomaram sobre os seus ombros o pesado encargo de orientar, sobre um largo estuário de incertezas, a caravela da Verdade.

Até ao momento a Ciência Académica, caracterizada pela inconstância das suas afirmações, entrega ao cientista a oportunidade, felizmente grata para o mundo, de reformar as investigações e conclusões dos seus antecessores. Assim, nada mais se tem feito do que contradizer, substituir, rectificar, revolucionar…

É bem verdade que a Ciência não pode abranger tão cedo, num plano estritamente restringido às dúvidas e querelas do intelecto em detrimento da intuição, todos os aspectos da realidade una e única; mas, dentro da relatividade das coisas aparentes, não hesito em asseverar existir uma Ciência mais ampla, apesar de Oculta, vigente na face da Terra, compreendendo todas as especulações científicas que vêm se sistematizando nos últimos séculos.

Os Teúrgicos e Teósofos conhecem-na: é a Gupta-Vidya, Brahma-Vidya, Sanatana-Dharma ou a mesmíssima Sabedoria Iniciática das Idades, a Tradição Sagrada que os seus Iniciados de todos os tempos têm velado e resguardado da vã e profana curiosidade dos homens vulgares.

Contudo, ao interesse da Ciência Oculta pela Ciência Académica destes últimos tempos, poder-se-ia muito bem chamar Congratulação, isto porque nada de novo o verdadeiro Ocultismo percebe nas letras de forma dos notáveis compêndios e relatórios, até agora aparecidos, que não tenha sido objecto de cogitação nas Eras mais recuadas da longa História da Humanidade.

Assim é com a Física e a Química. Estas já eram estudadas e aplicadas há mais de 5.000 anos nos Colégios da primitiva Ariavartha, a Índia, tendo sido o 1.º Vyassa, da linhagem de 28 personagens com o mesmo nome, o criador da Alquimia (Shiva-Prakriti, em sânscrito, Al-Châmea, em copta, Allah-Chêmia, “Química Divina”, em árabe). Sobre isso, escreveu o Preclaro Adepto que se oculta no pseudónimo Fra Diávolo, no capítulo III dos seus Mosaicos de Tradição Antiga, referindo-se a essas duas correntes experimentalistas da Ciência moderna mas já dominadas pelos antigos sábios hindus:

Física. – Enunciaram o conceito do Universo como um todo harmónico sujeito a leis determináveis pela observação e experiência. Fundaram a Hidrostática e descobriram o seu famoso princípio, erroneamente atribuído a Arquimedes. Os Físicos dos Pagodes calcularam a velocidade da luz e descobriram as leis da reflexão.

A julgar pelos trabalhos de Surya-Sidhenta, conheceram e calcularam a potência expansiva do vapor da água.

Química. – Conheceram a composição da água e enunciaram a lei dos volumes, que na Europa há muito pouco tempo se conhece. Sabiam preparar os ácidos sulfúrico, nítrico e clorídrico; os óxidos de cobre, ferro, chumbo, estanho e zinco; os sulfures de ferro, cobre, mercúrio, antimónio e arsénico; os sulfatos de zinco e de ferro; os carbonatos de ferro, chumbo e sódio; o nitrato de prata e a pólvora.

Por isso disse “nada de novo haver debaixo do Sol”, mas antes a retomada moderna da Ciência dos primitivos Rishis ou “Reis Divinos”, esses mesmos e primordiais Guias da Humanidade.

Assim, acompanhando a marcha da Evolução também o Pensamento Humano sofre mudanças notáveis, acelerando o desenvolvimento da religião e da ciência, apesar de nem sempre no bom sentido devido à ausência de carácter superior e à carência de cultura verdadeira, ou seja, há ainda inexistência de consciência integral.

De maneira que, infelizmente, as «novas» descobertas raramente são acompanhadas da devida moral e, consequentemente, cai-se na imoralidade científica acabando por transformar os laboratórios em fornalhas experimentais de autêntica magia negra aplicada aos seres vivos, especialmente às criaturas humanas.

Exemplo notório disso tem-se no caso da clonagem, pomo de tanta controvérsia nos meios científicos e religiosos. E se gera controvérsia, é porque “o mundo (não) está (inteiramente) infestado de demónios”, como dizia Carl Sagan (as comas são minhas), mas também de santos, os quais contrabalançam com aqueles.

A clonagem de seres humanos colocou uma dupla interrogação nos meios espiritualistas: se se pode reproduzir um homem a partir do ADN de outro homem, então, afinal onde cabe a Lei do Karma e da Reencarnação? Afinal onde está a Omnipotência de Deus se o Homem se mostra tanto ou mais poderoso que Ele? Consequentemente, onde cabem Deus, Reencarnação e Karma, se o intelecto humano desmente tudo isso e a ciência experimental prova, vez por todas, Deus, Reencarnação e Karma simplesmente… não existirem?

O assunto incomoda-me muito pouco, mesmo nada, partindo do princípio de que se clona um corpo mas não uma alma. Todavia, há quem se sinta bastante incomodado com ele e por isso, desde já, é a tais «incomodados» que endereço este estudo, não sem antes avançar o silogismo seguinte: “Quando se discute o irreal e o inexistente, ele toma forma e faz-se real e existente”, portanto, “todo o nada vazio físico é preenchido por algo mais subtil”, logo, o nada não existe, tal qual inexiste a imobilidade absoluta!

Agora e antes de tudo o mais, deve-se observar a estrutura oculta do átomo, não só o físico mas também o astral e o mental, pelo que passarei a tratar de Química Oculta… contribuindo aos poucos ao desvelo dos Mistérios do Universo e do Homem aos coevos da hodierna ciência experimental.

O próprio Fernando Pessoa abordou o assunto num texto seu sem data reproduzido por Yvette Kace Centeno em Fernando Pessoa – O Amor, A Morte, A Iniciação (Editora A Regra do Jogo, Lisboa, 1985), no qual diz:

«A química oculta, ou alquimia, difere da química vulgar ou normal, apenas quanto à teoria da constituição da matéria; os processos da operação não diferem exteriormente, nem os aparelhos que se empregam. É o sentido, com que os aparelhos se empregam, e com que as operações são feitas, que estabelece a diferença entre a química e a alquimia.

«A matéria do mundo físico é constituída de três modos, todos eles simultaneamente reais: só dois desses modos interessam a um nível conceitual diferente, e não é atingível por operações, aparelhos ou processos que sequer se parecem com os que se empregam em qualquer coisa que se chame «química» ou «física», «ocultas» ou não.

«A matéria é na verdade, e como crêem o físico e o químico normais, constituída por um sistema de forças em equilíbrio instável, formando corpos dinâmicos a que se pode chamar «átomos». Porque isto é real, e a matéria, considerada fisicamente, é na verdade assim constituída, são possíveis as experiências e os resultados dos homens de ciência, pelo que a matéria é manipulável por meios materiais, por processos apenas físicos ou químicos, e para fins tangíveis e imediatamente reais.

«Mas, ao mesmo tempo, os elementos que compõem a matéria têm um outro sentido: existem não só como matéria, mas também como símbolo. Cada elemento simboliza determinada linha de força super-material e pode, portanto, ser realizada sobre ele uma operação, ou acção, que o atinja e o altere. E feita essa operação, o efeito produzido excede transcendentalmente o efeito material que fica visível, sensível, mensurável no vaso ou aparelho em que a experiência se realizou. É esta a operação alquímica. E isto no seu aspecto externo, porque, na sua realidade íntima, é mais alguma coisa do que isto.»

A Ciência Académica define a Matéria como tudo que tenha extensão e seja impenetrável. Como, porém, a Matéria de que cogita essa mesma Ciência é exclusivamente a dos subplanos mais densos do Mundo Físico (cada Plano, já se sabe, divide-se em sete subplanos), a Ciência Iniciática contrapõe que a Matéria é penetrável, axioma elevado a princípio já postulado no século XVIII por Lavoisier – “A matéria penetra (ou preenche) a Matéria”. Para o insigne teósofo António Castaño Ferreira, o átomo da Ciência moderna é um verdadeiro sistema solar em miniatura, constituído de um «sol» (protão), de «planetas» (electrão) e de «satélites» (neutrão) girando em torno desse mesmo «sol». Isso quer dizer que o átomo, ao invés de compacto, possui entre essas partículas espaços completamente vazios de matéria (do Plano Físico). Dentro do átomo a distância relativa entre as partículas que o constituem corresponde, com muita aproximação, à distância dos planetas do nosso Sistema Solar em relação ao volume dos mesmos; noutros termos, um átomo, apesar de ser tão minúsculo ao ponto de nenhum aparelho permitir ainda ao olho humano vê-lo, compreende muito mais espaço vazio do que as partículas propriamente de matéria física.

Não bastando esses enormes espaços vazios dentro da matéria física há-os ainda maiores, porque os átomos que constituem as moléculas dos corpos não se justapõem mas mantêm entre si, em geral, distâncias maiores que o tamanho dos próprios átomos. Também as moléculas não se justapõem, pois guardam entre si distâncias relativamente grandes. Vê-se assim que mesmo numa barra do mais duro aço, dando a sensação de ser absolutamente compacta, em virtude da imperfeição dos sentidos humanos, há muito mais espaços vazios do que partículas materiais. E é entre esses espaços vazios da matéria física que os átomos astrais podem se infiltrar com toda a liberdade, por serem muitíssimas vezes menores ou mais subtis.

Por sua vez, entre os espaços vazios da matéria astral infiltram-se os átomos mentais, por serem muitíssimo menores ou muitíssimo mais subtis.

Em resumo, a matéria mental interpenetra a astral e esta a física. Cada átomo físico flutua num oceano de matéria astral, tal como cada átomo astral flutua num oceano de matéria mental. Este princípio de interpenetração demonstra que os diferentes Planos da Natureza não estão separados no espaço, mas que existem em torno e dentro de nós. Donde a conclusão importante de que os Planos da Natureza são Estados de Vida e Consciência.

Quanto mais subtil é um átomo mais veloz se torna o seu movimento até atingir a forma espiralóide com que os clarividentes o vêem, ou seja, passando do nível horizontal (físico ou químico, relacionado com o comprimento e com tamas, a “energia centrípeta”) ao ovóide (etéreo-astral em relação com a largura e rajas, a “energia rítmica”) e finalmente ao vertical, em relação com o mental (e igualmente com a altura e satva, a “energia centrífuga”), até que atinge o estado flogístico ou causal do Mental Superior. Espero que com esta pequena revelação findem de vez as dessincronias entre os físicos experimentalistas e os físicos ocultistas, ou melhor, os alquimistas clarividentes.

O átomo na sua forma clássica e oculta

Revelação tão pequena, ou grande (o respeitável leitor que julgue), como a da patologia kármica da dita doença das «vacas loucas» (com sintomatologia igual àqueles humanos praticantes de antropofagia ou do sexo entre familiares chegados), iniciada em Inglaterra e propagada a toda a Europa. Durante o império britânico na Índia, os ingleses altivos em sua cultura e potência, digo, prepotência, escarneceram e desprezaram os usos e costumes tradicionais hindus, nomeadamente a dieta vegetariana destes e o seu culto à vaca, esquecendo ou ignorando que tal respeito é a expressão exotérica do culto esotérico a Vâch, o Verbo Divino encarnado na Terra, de quem a vaca ou Bhumi (expressiva da própria Terra nutridora) é símbolo zoomórfico. Para rebaixar ainda mais esse povo oprimido, os ingleses passaram a grandes consumidores de bifes de vacas (recolhendo daí a alcunha de “beefes”) e a alimentar estas, numa clara demonstração anti-natural porque canibalesca, com produtos animais. Resultado: a Alma-Grupo dessa espécie ensandeceu precisamente no país gerador da causa mórbida, a Inglaterra. Poder-se-á chamar à doença das «vacas loucas» a vingança kármica de Vâch, o Verbo Divino conspurcado.

Mas, volvamos à questão da estrutura oculta do átomo. Para o Professor Henrique José de Souza, a par da força centrípeta mantenedora da forma coesa do átomo físico, há outras emanadas do Logos Único ou de um dos seus Três Aspectos (Vontade, Sabedoria, Actividade), as quais circulam como espiras que o compõem. As 7 séries de espiras do átomo correspondem aos 7 estados de consciência por que a Mónada Humana tem de passar, logo às 7 Rondas em que se reparte toda a Vida da nossa Cadeia Planetária, por conseguinte, do nosso Globo ou Mãe Bhumi, a Terra.

A Lei de Evolução exige que em cada Ronda ou em cada Período de Vida do Globo, uma dessas séries de espiras (ou seja, 7 espiras x 7 subplanos = 49 níveis do Plano Físico Cósmico, também chamado Prakriti, a “Matéria Cósmica”, organizado desde o Espiritual ao Físico denso) se abra e dê passagem a uma força permitindo que os organismos ou entidades, de que os átomos são partes componentes, despertem para determinados estados de consciência, galguem mais um degrau na escala evolucional.

Além das 7 séries de espiras destinadas a fazer passar pelo átomo-semente os 7 Raios ou Emanações subtis do Logos Único do nosso Globo, ou sejam as 7 Manifestações da Vida Una, o átomo dispõe ainda de 10 canais (3+7) a que os ocultistas chamam espirulas (para outros, espirilas), dando passagem à Tríplice Energia Cósmica de Prana, Fohat, Kundalini (correlacionada às naturezas ou “qualidade subis da matéria” (Gunas), respectivamente, Satva, Rajas, Tamas), e aos Sete Tatvas ou “forças imponderáveis” da Natureza, tendo cada uma por mundo ou espaço peculiar um dos 7 Planos em que se reparte o Sistema de Evolução Universal. Por outras palavras mais académicas, as três primeiras dão passagem às diversas correntes eléctricas e as outras sete às forças naturais relativamente conhecidas das ciências Química e Física.

Ainda acerca do que sejam, em Química Oculta, espiras e espirulas, começo por dizer que da Substância Única (Svabhâvat) do Logos Cósmico ou Supremo (Mahaparabrahman ou Mahaparaishwara) projectado como Logos Solar (Parabrahman ou Paraishwara), essa projecção ou manifestação faz-se como Raio Cósmico ou Energia Eléctrica Primordial (Fohat), a qual vai «cavar» no Koilon ou Espaço Cósmico os «buracos» ou «bolhas» que são as verdadeiras unidades dos Sistemas Solares. Seguidamente essas «bolhas», assim preenchidas com a Substância do Logos Único e a Consciência do Logos Solar, são alinhadas em formações espiralóides. Quando se deu o processo de formação dos átomos físicos já as espiras do átomo-semente etérico existiam, tendo-as ele enrolado em três séries paralelas, correspondentes às matérias etérica, astral e mental inferior.

Esses três enrolamentos são processados e carregados com os três tipos de Energias características da Tríplice Natureza do Logos Solar: Prana (Energia Vital) – Fohat (Energia Eléctrica) – Kundalini (Energia Electromagnética), pelo que “fluem nesses três turbilhões correntes de diferentes electricidades”, segundo o teósofo Leadbeater.

Depois das 7 séries de espiras ou «incorporações» (para cada série de espiras, 7 espirulas) da Tríplice Natureza do Logos Solar nos 7 Logos Planetários, estes torcem 7 enrolamentos paralelos para completar o átomo-semente ou primordial etérico os quais, com os 3 primordiais, correspondem às 10 espirulas (simbolizadas pelas 10 sephirots ou “emanações” da divina Árvore da Vida (Otz Chaim) da Kaballah hebraica, também essa ligada à Tabela Periódica da Química e ao sistema vital ADN), portadoras da Energia de Brahman ou Ishwara, o Logos Planetário. Cada um desses enrolamentos secundários, quando afectado por luz e som, emite uma cor do espectro solar e um dos sete sons da escala natural, e com eles a influência especial do seu Logos Planetário, o Dhyan-Choan Superior, assim demonstrando que o Tudo e o Todo são essencialmente Um.

Uma vez edificado, o átomo apresenta no Plano Químico Etérico contornos espiralóides cujos enrolamentos da esquerda para a direita indicam um átomo positivo (macho), e da direita para a esquerda um átomo negativo (fêmea). É preciso não esquecer que o átomo não é substância, mas o produto da Substância Universal. As «bolhas» em seus enrolamentos são as linhas de forças pelas quais discorrem as Energias do Logos.

Construído o átomo físico dos dois tipos, o positivo e o negativo (a predominância da quantidade de um ou de outro no organismo físico conduz à distinção dos sexos masculino e feminino, e quando em “pé de igualdade” ou equilibrados em valor e potência, originam o estado Andrógino que caracteriza o Adepto Real, ou seja, a posse integral das duas qualidades masculina e feminina, como Mente e Amor Universal, elevadas a uma “terceira coisa”: a Substância Infinita, característica da Vontade Divina. Por outro lado, no comum das gentes, quando os átomos positivos e negativos se confundem e atrofiam no homem ou na mulher, passam a gerar patologias kármicas de índole medianímica e, ou então, de indefinição sexual, por desafinidade com o seu próprio sexo…também por motivos kármicos oriundos de reencarnações anteriores), começa então no último subplano do Plano Etérico (4.º Éter Químico, o Apana) a construção multivariada dos elementos químicos segundo a Tabela ou Lei Periódica, por estar de acordo com os Ciclos universais que regem a Vida física ou química, onde a «Rosa» é a quintessência de todos os elementos e a «Cruz» a manifestação periódica dos mesmos.

átomos positivo e negativo

Foi assim que, durante a 1.ª Ronda Saturnina da actual 4.ª Cadeia Terrestre, o primeiro grupo de espiras dos átomos físicos entrou em actividade, sob a influência da Vida Monádica, dando passagem às correntes prânicas (“sopro de vida”) que agem na parte mais densa do corpo físico. Originou-se dessa acção o veículo mais grosseiro do Homem.

Na 2.ª Ronda Solar da mesma Cadeia, entrou em função o segundo grupo de espiras dos átomos etéricos, dando passagem às forças biovitais que iriam agir na constituição do duplo-etérico, sede dos “centros vitais” ou chakras (de natureza electromagnética), tendo a sua exteriorização física no sistema glandular do Homem.

Durante essas duas Rondas, nada existia ainda no Mundo das Formas que se pudesse qualificar de sensação. Esta só apareceu quando, no decorrer da 3.ª Ronda Lunar, o terceiro grupo de espiras dos átomos astrais se abriu para dar passagem às correntes prânicas correspondentes à energia kâmica, isto é, dos desejos, e para ligar o corpo físico às sensações do corpo astral por intermédio dos respectivos chakras astrais.

Estamos na actual 4.ª Ronda do 4.º Globo Terrestre, ou seja, sob a influência psicomental (kama-manásica) de Marte, e o quarto grupo de espiras dos átomos mentais abre-se paulatinamente para dar passagem ao prana manásico que, circulando livremente, concorre para a construção do corpo mental inferior e, consequentemente, do cérebro, destinado a servir de veículo do pensamento humano.

A esse grau evolutivo chegou a Humanidade. Possui motricidade (física), vitalidade (etérica), sensação (astral) e pensamento (mental). Falta-lhe despertar ou desenvolver as três séries de espiras que hão-de proporcionar os três estados nocionais mais elevados que constituem a Consciência da Mónada: o quinto grupos de espiras mentais superiores ou Causais, que deverá acontecer na 5.ª Ronda Venusiana da Terra; o sexto grupo de espiras Búdhicas ou intuicionais, a suceder na 6.ª Ronda Mercuriana da Terra; e, finalmente, o sétimo grupo de espiras Átmicas ou espirituais, o que se dará na 7.ª Ronda de Júpiter (ocultando Vulcano) com que se encerrará a presente 4.ª Cadeia Terrestre. Logo, falta ao Homem comum despertar a consciência Mental Superior, Intuicional e Espiritual. Só os Adeptos Reais, os verdadeiros Mahatmas, graças aos seus próprios esforços desenvolvidos ao longo dos milénios, possuem activos esses grupos de espiras, num verdadeiro “saque ao Futuro”, as quais constituem as brumas ocultas da criatura humana. Por isso Eles são Seres Representativos do futuro da Mónada Humana.

Sobre o que seja a Mónada, assim a definiu o Professor Henrique José de Souza: «Mónada, do grego “Um, Unitário”. Uma Mónada é um Centro de Consciência; Centelha na Chama, ela participa das qualidades do Todo, onde é parte integrante, omnisciente, omnipotente no seu próprio Plano. A Mónada é limitada nos seus meios de acção pelos veículos de que se serve para agir nos Mundos inferiores. Ela é o grande EU (o Purusha), o Espírito no Homem. Ela ganha pouco a pouco o Eu-Consciência graças à evolução da Matéria que se adapta progressivamente aos fins do Espírito, o qual não faz senão desenvolver as responsabilidades ilimitadas que nela vivem por toda a eternidade».

Adianta ainda o Professor Henrique: «O perene êxodo de IO, a Mónada peregrina, retrata em seu mágico sentido a marcha espiritual da Humanidade, ou a das mesmas Mónadas, Unidades ou divinas Centelhas do Todo ou Consciência Total. Mónadas que emigram, peregrinando de corpo em corpo, de vida em vida, através das raças e continentes, pela senda infinita e tortuosa dos tempos, peregrinação já na grande Grécia simbolizada nas corridas olímpicas dos atletas, que passavam de mão em mão um facho ignescente. A pista era o Templo, mas como Templo-Mor Iniciático é a nossa própria Terra; as etapas, os séculos ou mesmo os ciclos raciais, caracterizando-se, cada um deles, por determinado estado de consciência dentre os sete a serem desenvolvidos plenamente pela Humanidade; os atletas, as gerações; o facho, o progresso espiritual da Mónada, a Fagulha Imperecível que procura tornar-se Chama, isto é, a expansão das possibilidades máximas da nossa Mente até à fusão da Mente Infinita do Homem na Infinita do Universo, fusão que exprime a posse integral do Mundo das Causas Supremas, ou a posse da Percepção Directa, que é o fatigo da evolução espiritual do Homem sobre a Terra: o Adeptado».

Essa é a marcha natural da evolução dos átomos, da qual depende a evolução da Humanidade e demais Reinos da Natureza, logo, da Vida do próprio Globo Terrestre. Se observar-se um átomo em seu percurso através dos diversos elementos que compõem o Universo, constatar-se-á com que precisão e «inteligência» ele atrai outros átomos, adquirindo nova forma e aumentando o seu peso e, de certa maneira, a sua experiência, conforme a assertiva sobre a causa da própria Evolução: a transformação da Vida-Energia (Jiva) em Vida-Consciência (Jivatmã).

Descendo o átomo ao elemento mais denso, a forma parece incapaz de mantê-lo cativo (donde a inconstância de todas as coisas visíveis e tangíveis…), e começa por desintegrar-se. Inicia, então, a sua viagem ascensional (tal como os planetas depois de alcançarem o afélio). Graças a essa desintegração torna-se cada vez mais ligeiro, funcionando com os diversos elementos dos respectivos Planos Mental Superior, Intuicional e Espiritual, em sua evolução para cima.

Terminada a sua viagem de ascensão, o átomo volve à sua Fonte ou Origem: o Raio Cósmico, o puro Fohat como Electricidade Cósmica, mas, segundo parece, um pouco diferente do que era quando emergiu pela primeira vez. Só o final da história é aparentemente desigual ao seu começo: iniciou possuindo a vida, aglomerou experiência e desfechou com consciência. O protão, por meio da sua força de afinidade, é atraído por um electrão e os dois se fazem um… neutrão, isto é, ficam em estado neutro ou de perfeito equilíbrio, tal como no final da evolução do Homem, do ponto de vista sexual: o seu retorno ao Androginismo inicial, porém, com a experiência total da Cadeia.

Assim, a forma desaparece e a energia se manifesta. A precisão e inteligência desenvolvidas em semelhante trajectória, acusam uma consciência que se há-de enriquecer, totalmente, com a experiência.

É lógico ainda supor que a energia resultante seja mais vitalizada. Do mesmo modo que a Fonte, para onde ela volve, se enriqueça com a experiência da viagem ou peregrinação do átomo. A sua história é igual à do Universo. Pode-se descobrir nela analogias com o próprio percurso da Mónada, ao estabelecer as suas relações com o Ego e deste com a Personalidade.

No átomo está escrita a genealogia do próprio Logos (visto cada homem ser célula Dele mesmo…), das Estrelas e das poderosas Hierarquias, em cujos corpos se acha a base de uma célula dual ou duplamente centralizada, o que lembra o Mistério do Pai-Mãe Cósmico das escrituras sagradas – o Logos Eterno como Origem e Criador de toda a Vida, de toda a Criação e de todas as criaturas.

Ele, como Raio Cósmico, Fohat – «a Inteligência Ígnea, activa, base de todos os Fogos internos dos Sistema Solar», segundo as Estâncias do Dhyani Mikael – é a prodigiosa Força lançando o protão através do Espaço ou Éter que, acrescido da Força “Feminina” atractiva, Kundalini, desdobra-se no electrão indo, unidos, formar o átomo que iniciará a sua demanda de maior experiência através do Espaço, cuja resultante é a consciência.

O protão como “protocidade” ou Prana (pois que é carregado da Energia Primordial do 1.º Aspecto ou Hipóstase do Logos Único) é arremessado ao palco da Manifestação Universal pela acção de Fohat caracterizando o 2.º Aspecto do Logos, como “electricidade” ou electrão. Os dois juntos (“Pai-Mãe”) dão origem ao Filho Neutro ou o que fica entre ambos, isto é, ao seu «satélite» neutrão, como “electromagnetismo” característico de Kundalini, levando isto à constituição das três energias básicas (Gunas, em sânscrito, “cordas”, no sentido de “cordame” encadeador de maneira a produzir formas) da Natureza material: Satva (centrífuga – protão), Rajas (rítmica ou equilibrante – electrão), Tamas (centrípeta – neutrão), o que vale por Brahma – Vishnu – Shiva, Pai – Filho – Espírito Santo, ou as três Parcas mitológicas: Clothos – Lachesis – Atropos.

É assim que a presença da Trindade Divina está inclusive registada nos três compostos básicos à manutenção da Vida-Energia (Jiva) na Terra, como sejam:

Com as três Gunas se relacionam ainda os três “Ares ou Espíritos” alquímicos, resultando numa Quintessência ou Azoto que é o Éter ou Akasha Universal como palco cénico da evolução do átomo. Esses três “Espíritos” são dispostos pelo Professor Henrique José de Souza da seguinte maneira: Mercúrio = Espírito; Enxofre = Alma; Sal = Corpo. Não pode deixar de ser justa e perfeita a definição dada pelo Insigne Mestre, mas, mesmo assim, deve-se saber apercebê-la além da maya ou “véu ilusório” de que se reveste: o Enxofre, tendo a ver com o Fogo Interno da Terra, passivo ou lunar, não deixa de reflectir o Fogo Externo do Sistema, activo ou solar, logo, o Espírito. O Mercúrio, interpondo-se à Terra e ao Sol, como Vau ou Intermediário, reflecte assim a Alma, enquanto o “Sal da Terra” assenta no Corpo (cujo organismo é mais de 70% líquido, tal como o Globo)… ainda ligado etérico-emocionalmente às vibrações fantásticas, fantasmagóricas e logo funestas, por pertencerem ao Passado («águas passadas não movem moinhos», é comum dizer-se), da Cadeia Lunar. Dizia o Cristo: «Se não fordes como o Sal da Terra, não vos salvareis». Quer dizer: se não nos tornarmos cristalinos como o Sal da Terra, se não domesticarmos a nossa “anima”, o nosso “animal” (o «burrinho», como lhe chamava S. Francisco de Assis), enfim, se não alinharmos com justeza e perfeição a nossa Personalidade à Individualidade, demandando a Metástase Avatárica, jamais conseguiremos romper de vez com as influências perniciosas do Passado, seja ele qual for, humano ou cósmico, tanto vale, por estarem interligados… «O que está em cima é como o que está em baixo».

Após o Azougue (Mercúrio) ser lavado ou impregnado pelo Sulphur (Enxofre), os seus vapores húmidos tornam-se lágrimas cristalinas de Nitro (Sal) e, aquecido pelo Azougue, é a via certa para se obter um bom ouro físico, expressão do Ouro Filosófico… Resta a muita prudência em não ser intoxicado, envenenado pela fumaça, que é física e psicomental, que a Grande Obra impõe como defesa de si mesma. Mas esse ouro não surge como tal, e sim como Pedra Púrpura. Com a Pedra quintessenciada é se pode avançar para a fábrica do Ouro Filosófico, e… mais não digo.

De maneira que o Raio Cósmico é a Fonte de Energia para todo o Sistema. Ele é uma Usina geradora de “Luz e Fogo”, tanto valendo por Fohat e Kundalini, no final de contas, duas Energias acabando por fundir-se numa só: Prana, “o Alento Vital inundando o Oceano do Akasha ou Éter”, matriz da “Luz e Fogo” que, ao tocarem-se, estabelecem a “Força”, a Energia geradora, ou seja, emitem o Fiat Lux da Criação.

Nunca é demais comparar o termo grego átomo com o Atmã espiritual, cujo verdadeiro sentido é: Hálito de Vida, Eu Supremo e tantos outros designativos semelhantes, exprimindo sempre a mesma coisa. Do mesmo modo, esses dois termos lembram ainda o germânico atmen, significando “respirar”, etc., para provar que todas as línguas procedem de uma só, através de uma sucessão evolucional, segundo exige a própria Lei.

Mais ainda: de acordo com a Lei da Evolução, o neutrão físico será futuramente um electrão físico; o electrão físico será um protão físico; o protão físico será um electrão astral… e assim por diante, até se fundirem na Unidade do Raio Cósmico emitido da Substância Única, tal como os planetas evoluindo paulatinamente rumo ao Sol Central, Espiritual, as suas órbitas de distância dele vão encurtando até finalmente mergulharem nele (dando fim à Cadeia, à “encarnação» do Logos Planetário, e, numa escala similar maior, acontecendo o mesmo aos Sistemas Planetários em relação ao Logos Solar, e aos Sistemas Solares em relação ao Logos Central). Pois bem, essa evolução paulatina dos planetas regista-se na escala septenária musical e cromática da Harmonia das Esferas como estados, ainda, de consciência, que a Mónada é obrigada a percorrer até alcançar o máximo da sua evolução: a Unidade Substancial, o Incognoscível ou Ain-Soph donde tudo e todos promanam.

Toda esta Actividade Universal era ensinada nos Mistérios Iniciáticos de outrora. O Hinduísmo ensina que qualquer manifestação atómica é uma “Dança de Shiva” (Shiva-Natarashi), e o mesmo conceito era ministrado nos Mistérios de Eleusis. Uma das experiências dos Iniciados gregos nesses Mistérios era a de decifrar o significado do conteúdo da «cesta sagrada» (isto é, do Universo) contendo os «brinquedos» de Dionísio, o Menino-Deus (o Segundo Logos). Diz a tradição mitológica que eram os dados, o pião, a bola e o espelho.

Conforme o teósofo Jinarajadasa, a decifração desses mesmos «brinquedos» é a seguinte: os dados eram os “cinco sólidos platónicos” (os cinco elementos manifestados: éter, ar, fogo, água, terra), que dão os eixos dos elementos químicos e cristais; o pião era o modelo do “átomo físico último”, aquele manásico ou mental como base da Obra material do Supremo Arquitecto, o Logos Criador em seu Terceiro Aspecto; a bola figurava a Terra; e o espelho era o símbolo dos 7 Planos em que se reparte a Vida Universal e em que se reflecte o que o Logos Único modela no Alto ou Divino, desde o Plano Monádico. Eram esses os significados esotéricos dos «brinquedos» do Menino-Deus Dionísio, o Segundo Logos – a Vida-Consciência Universal.

Não há, pois, uma só partícula do nosso corpo que não possa responder às vibrações destinadas a afectar determinados órgãos sensíveis, como: os ouvidos, os olhos, o nariz, etc. Virtualmente, todos os átomos do corpo físico podem desenvolver as suas espiras e espirulas para uma plena percepção dos sentidos, como sucede com os átomos dos corpos astral e mental – todos eles capazes de ouvir, ver, sentir e pensar – o que dispensa esses corpos de possuírem órgãos especiais para cada sentido.

Os homens, porém, dispondo do livre-arbítrio em grau mais elevado que os seres dos Reinos Subhumanos, tanto podem retardar como acelerar a marcha da sua evolução, ou seja, não permitindo a abertura dessas espiras ou, então, antecipando o funcionamento das mesmas, que só muito mais tarde deveriam entrar em actividade. Essa actividade prematura das espiras de 5.ª, 6.ª e 7.ª séries, pode ser provocada pela prática de certos exercícios mentais e físicos ministrados em verdadeiros Colégios Iniciáticos, e sempre sob a direcção de Instrutores idóneos e competentes. Foi assim que se originaram os Preclaros Adeptos da Excelsa Fraternidade Branca.

Se, pelo contrário ou ao inverso do ritmo normal das leis da Natureza, alguém pretender de maneira inteiramente despreparada, sem apoio algum e logo por “conta-própria”, activar essas espiras pelo despertar de Kundalini (cujo padrão vibratório é inicialmente 44 graus no corpo humano), arrisca-se às consequências mais trágicas por sua completa despreparação psicomental e orgânica. Até mesmo essa doença epidérmica chamada vulgarmente de «zona», tem a sua origem em perturbações anómalas no Chakra Raiz, onde reside Kundalini em latência, e, muito curiosamente, a medicina alopática que é a mesma “oficial”, dá a essa doença de pele o mais que significativo nome de “fogo sagrado”. Resta-lhe saber porque…

E é assim que chego ao tema principal deste estudo: a clonagem, que consiste em compor a molécula de informação genética, a chamada ADN, e insuflá-la artificialmente numa criatura viva de espécie igual (ou não) àquela a que ela tenha pertencido, o que é de perigosidade extrema face à Lei da Evolução Natural das Espécies.

Fazer a clonagem do ADN dum vegetal no dum animal, é acelerar precocemente o processo evolutivo daquele e destruir o deste, por misturar consciências distintas cuja informação da evolução já alcançada contém-se na mesma molécula genética. Em resumo, o vegetal corrompe-se no animal e este adoece, ensandece e morre. Nisto, sim, o cientista torna-se demónio ao querer usurpar o lugar do Criador, mas usando de artificialismos e não dos poderes da Natureza.

As Almas-Grupais Vegetal e Animal evoluem naturalmente, pelo que todo o artificialismo redunda inexoravelmente em involução e destruição, como aconteceu com as vivissecções nos dias finais da Atlântida decadente. Usar dessa falsidade usurária é postular da Loja Negra a qual influencia, secretamente, o mental concreto de não poucos cientistas d´hoje, e raríssimos se apercebendo dessa influência perniciosa, mesmo funesta de lesa-Evolução.

Fazer a clonagem do ADN dum vegetal no dum vegetal, ou dum animal no dum animal, também não deixa de surtir efeitos nocivos por estar provocando imaturamente a transformação das espécies dos respectivos Reinos, como se estivesse “colhendo fruta verde fora da época da respectiva colheita”. Ainda assim esta é a clonagem menos nociva (apesar de reprovável ante a marcha da Natureza, que se pretende alterar), devido cingir-se às respectivas Almas-Grupais.

Quanto à transferência do ADN dum animal para o de um de homem, o resultado final só poderá ser a destruição completa deste ao nível físico e psicomental, por insuflação no duplo-etérico de energias primárias completamente incompatíveis com a sua evolução, alterando os glóbulos de vitalidade e com isso provocando fisicamente alterações dantescas que levam à morte e mesmo a uma separação precoce da Tríade Superior do Quaternário Inferior. A acontecer isso, só poderá ser em pessoas com débitos pesadíssimos (caso dos magos negros, transformados de carrascos em vítimas), a quem o Karma (Lei de Causa e Efeito) tenha levado à condição de cobaias de verdugos implacáveis (estes, quiçá, outrora no papel de supliciados…) que os arrojarão para fora da “Corrente Evolucional” desta Ronda e, não raro, até da Cadeia… Com isso, Deus não deixa de “escrever direito por linhas retorcidas”.

Transferir o ADN (esta “molécula de informação genética” espalha-se por todo o corpo, principalmente a coluna vertebral, e é a expressão física do átomo-semente Causal ou Mental Superior, onde reside o arquétipo da evolução passada, presente e futura da criatura humana, já que nos Reinos abaixo dela o ADN pertence a um átomo-semente Grupal, com sede no Corpo Causal do Deva Regente (Lipika) desse mesmo Grupo) dum humano para o dum humano, de maneira a clonar vários tipos iguais, é o mesmo que criar Frankensteins, robóticos monstros genéticos destituídos de inteligência, emoção e acção próprias, naturais, enfim, caricaturas de humanos por serem humanóides.

Tudo isso por carência de encausamento do quinto Princípio Mental Superior ou Causal, este que torna o Homem uma Individualidade, apesar de comparticipante de uma Colectividade auto-consciente (a Onda Jiva, Humana, originada por Purusha – o Espírito Universal). Essa é, ainda, uma porta fictícia criada artificialmente para proveito da reencarnação consciente dos magos negros, tentando assim escapar (como se fosse possível) ao vergel implacável da Lei do Karma e espalhar o caos na Humanidade. Todavia, as suas antigas vítimas são agora os seus carrascos; ademais, não acredito que essa porta proibida seja algum dia aberta indiscriminadamente aos olhos de todos, mal de vez ficaria o mundo se tal acontecesse: a Grande Loja Branca jamais o permitirá! É Ela mesma quem o diz: – Cerre-se para todo o sempre a porta da morada do Mal!

A clonagem é uma possibilidade da Natureza, e é positiva se estiver em conformidade com as Leis desta, como acontece com as Linhas de Adeptos: ao longo da sua evolução natural a Mónada Única reparte-se ou «clona-se» em 7 Mónadas como parcelas suas (tulkus), surgindo daí as ditas Linhas dos 7 Moryas, dos 7 São Germanos, etc., promanada da Única que em seu estado elevado possui Consciência de “Caprino” ou Kumara, o que “está no Alto” – no Plano Anupadaka ou Monádico. Mas tudo isso em conformidade à evolução do Ser, como Substância Omnipotente, Consciência Omnisciente e Vida Omnipresente (Om-Tat-Sat), galgando os degraus da Escada Evolucional um a um, e não tentando saltar por cima de todos eles duma só vez, com risco imediato de cair… na 8.ª Esfera da Morte.

O Mestre Koot Hoomi Lal Sing refere-se a tudo isso numa carta sua, datada de Outubro de 1882, antecipando assim as «descobertas» feitas agora:

«A Vida enquanto Vida não é somente transformável em outros aspectos ou fases da Força penetrando tudo, mas também pode ser verdadeiramente infundida num homem artificial. Frankenstein não é um mito senão na medida em que é o herói dum conto místico; na Natureza, é uma possibilidade. E os físicos e médicos da última sub-raça da sexta Raça inocularão a Vida e reviverão os cadáveres como hoje se inocula as bexigas e outras doenças ainda mais desagradáveis. O Espírito, a Vida e a Matéria não são princípios naturais existindo independentes uns dos outros, mas os efeitos de combinações produzidas no Espaço pelo Movimento eterno.»

Enfim, a clonagem como ora se apresenta é uma caricatura trágica da ciência kármica dos “gémeos siameses”, os quais, por amor ou ódio intensos na reencarnação anterior, aparecem unidos nesta pela colagem dos dois cordões umbilicais, forma física do «cordão prateado ou lunar» que é aquele ligando o Corpo à Alma; e é também uma caricatura funesta da misteriosa ciência dhármica das “Almas Gémeas” (Deva-Pis) ou “Gémeos Espirituais”. Portanto, está destinada a perecer como é para tornar-se mais madura e verdadeiramente científica, conformada à verdadeira Ciência da Excelsa Fraternidade Branca.

Sim, porque a verdadeira Ciência é aquela da Mente e do Coração unidos, para que reine a Concórdia e a Harmonia pelo justo entendimento e vivência da Moral Universal.

 

OBRAS CONSULTADAS

 

Henrique José de Souza, Exteriorização da Motricidade. Revista “Dhâranâ”, N.º 85, 1935.

Henrique José de Souza, A Energia Atómica. Revista “Dhâranâ”, N.º 86, 1935.

Henrique José de Souza, A evolução dos átomos. Revista “Dhâranâ”, Ano LIII, Série Transformação, N.º 3 – 1.º e 2.º trimestre de 1978.

Henrique José de Souza, Antropogénese. Revista “Dhâranâ”, Ano LIII, Série Transformação, N.º 4 – 3.º e 4.º trimestre de 1978.

Caio Miranda, A Libertação pelo Yoga. Livraria Freitas Bastos S.A., Rio de Janeiro, 1963.

Annie Besant e C. W. Leadbeater, Química Oculta. Biblioteca Orientalista y Editorial Teosófica, Barcelona, 1920.

C. Jinarajadasa, Fundamentos de Teosofia. Editora Pensamento, São Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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