O princípio fundamental explicativo da sequência matematicamente perfeita da marcha da Evolução avante é, sem dúvida, aquele que se inscreve na Lei de Causa e Efeito a que se encadeia a Alma evoluinte, ou seja, a Lei da Reencarnação do Ser locomovido pelo processo de encadeamento às causas e efeitos das suas acções.

As Leis da Reencarnação e da Retribuição são reconhecidas universalmente, com excepção infeliz para a Igreja Católica teimando em recusá-las, a despeito de ser contrariada pelas próprias Escrituras bíblicas.

No Antigo Egipto, berço da Tradição Ocidental, a doutrina da reencarnação da alma era ensinada pelos hierofantes aos iniciados na milenar Sabedoria Arcana, e até mesmo ao povo inculto, apesar de maneira bastante grosseira para que a sua limitada compreensão pudesse apreender o que lhe era ministrado.

Acreditava, a população egípcia, que a alma humana depois de desencarnada podia habitar corpos de animais e até de vegetais e minerais, crença partilhada pelos povos da Índia e países circunvizinhos. Ou então, ainda entre o antigo povo egípcio, a alma passar de imediato para o seio de uma mulher grávida que estivesse próxima do recém-falecido. Não raro se via nas bermas das estradas poeirentas ou lamacentas gente esquelética agonizando, esperando que uma mulher grávida, rica e nobre, passasse perto. Quando acontecia, os seus familiares encarregavam-se de abreviar-lhes a agonia, estrangulando-os ou apunhalando-os, de maneira que a sua alma passasse de imediato para o feto da grávida… nobre e rica. Cenas idênticas ainda acontecem hoje na Índia, entre os pobres e esfomeados sudras e párias hindus…

 Também na China milenar Lao Tsé, autor do Tao Te King, o “Livro da Via e da Virtude”, ensinou acerca das vidas sucessivas e da primordialidade de Huen, o Ego ou Princípio Espiritual, tendo o taoista Chuang Tsé rematado: «A morte é apenas o começo de uma nova vida».

Os druidas, a casta sacerdotal da raça celta, igualmente perfilhavam o princípio da reencarnação. Tinham o Espírito como Awen e que após este ter alcançado o máximo de sua Realização, entrava no Gwynfid, o Plano do Espírito Divino. Essa Realização era obtida através de vidas sucessivas representadas simbolicamente pelo visco, símbolo natalício da reencarnação.

Já os romanos, o antigo povo do Lácio, também acreditavam na reencarnação da alma – segundo Cícero, Ovídio e Virgílio – ainda que pouco se adiantassem no seu estudo, quase se limitando ao culto idolátrico dos heróis e imperadores, ou então à idolatria panteísta dos Espíritos Planetários, estes que são, em verdade, os Dhyan-Choans ou Luzeiros plantados no Eliseu ou nos Campos Elíseos do constelado celeste.

A crença na reencarnação pelos romanos havia sido importada da Grécia, onde o seu estudo era feito com grande profundidade tomando por causa suprema da reencarnação humana os Deuses Planetários do Olimpo ou Plano Celeste, tudo em forma antropomórfica bem ao gosto da mentalidade da época. Vultos de destaque nos estudos metafísicos gregos foram, sem dúvida, Pitágoras e Platão, este último tendo deixado bastantes escritos sobre o tema da reencarnação, nomeadamente o seu Fédon (Diálogo sobre a imortalidade da Alma), onde diz a dado trecho:

«Segundo esse princípio, é também indispensável que nós, num tempo anterior, tenhamos aprendido algures aquilo de que nos recordamos no presente. Ora isto seria impossível se a alma não existisse, nalgum lugar, antes de se revestir desta forma humana. Portanto, parece concluir-se também daqui que a alma é imortal.»

Quanto a Pitágoras, segundo a documentação referente à sua biografia, confirma-se que admitia o princípio das vidas sucessivas e que ele próprio já havia sido: 1) Aethalides, um filho de Mercúrio (isto é, um ser consagrado a esse deus, portanto, possivelmente um sacerdote iniciado num Templo de Mercúrio); 2) Euforbus, filho de Phanthus, que morreu nas mãos de Menelau, na Guerra de Tróia; 3) Hermotimus, um profeta de Calzomenae, uma cidade da Lónia; 4) um humilde pescador e, finalmente, um filósofo de Samos.

A par de todos esses, também os hebreus, os essénios, os gnósticos, os persas, os caldeus, os hindus, os tibetanos, etc., aceitaram e ainda aceitam (ainda que alguns com condições impostas pelas suas teologias, mais dogmáticas que esclarecedoras) a Reencarnação como sendo um facto incontestável ao entendimento lógico e correcto da multivariedade complexa que a Vida apresenta nos seres manifestados no Mundo das Formas. Por exemplo: dois irmãos, filhos da mesma mãe que lhes deu a mais esmerada educação a par do pai, um sendo dócil e outro insubmisso. Porque?… Ou porque um homem bom nasce disforme e pobre, e um homem mau nasce belo e rico?… A verdade é que hoje mesmo milhares de pessoas em todo o mundo regulam a sua vivência diária de maneira favorável a terem uma melhor vida futura, num outro corpo.

Como disse, só o dogma moderno do Catolicismo (e de algumas outras poucas religiões dogmáticas, “filhas bastardas” da Sabedoria Divina) é uma excepção à regra geral nesta crença universal, mas fenecerá, secará por si mesma se não reaceitar e promulgar a doutrina da Reencarnação e do Karma entre os seus seguidores, tal como era aceite e promulgada no Cristianismo Primitivo. Com efeito, nos primórdios do Cristianismo a Lei da Reencarnação era aceite e amplamente explicada entre os seus membros, assim como a Lei de Causa e Efeito (em sânscrito, Karma, “Acção”), esta que é a razão dos famosos preceitos judaicos do “olho por olho e dente por dente” ou “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Jesus Cristo falou profusamente destes assuntos, citou trechos do Antigo Testamento e chegou a assentir que João Baptista fora, em vidas anteriores, Elias e Moisés…

Os escritos dos primitivos Padres Apostólicos (discípulos directos dos Apóstolos) da Igreja Cristã estão repletos de referências à preexistência e renascimento das almas. Orígenes, principalmente, escreveu muito sobre este tema. Justino, o Mártir, falou da alma que habita corpos sucessivos, perdendo a memória das vidas passadas. Latino, pelos finais do século III, opinava que a ideia da imortalidade da alma implicava a sua preexistência. E Santo Agostinho, em suas Confissões, usou das seguintes palavras notáveis: «Não vivi eu em outro corpo antes de entrar no ventre da minha mãe?» Esta expressão é tanto mais notável porque Agostinho opunha-se a Orígenes em muitos pontos da doutrina, e porque foi escrita no ano de 415, num período já de oposição e perseguição às ideias gnósticas neoplatónicas.

Voltas daqui e voltas dali, com a minoria que detinha o poder cesarista sobre a maioria que possuía a santidade crística, conseguiu-se que no ano 583 o imperador Justiniano publicasse uma lei que decretava: «Quem sustentar a crença herética na preexistência da alma e a opinião consequentemente estranha da sua volta, seja anátema». Como a coisa ia de mal a pior, onde o dogma oficializado era dos mais bizarros e incoerentes que haviam, aconteceu que só no ano 585, no Concílio de Maçom, é que a Mulher ganhou o direito do reconhecimento oficial de que afinal também ela possuía alma, até então «privilégio» exclusivo da Virgem Maria, por os bispos lho terem concedido por votação eleitoral no Concílio de Constantino, em Niceia.

Um outro tópico que merece especial atenção: a metempsicose. A crença nesta, em o homem puder reencarnar em formas subhumanas, deve-se exclusivamente ao desconhecimento total da LEI IMPULSIVA DA EVOLUÇÃO. Lei Universal que a tudo e a todos rege pela qual as criaturas viventes tendem a subir em consciência na atravessia dos Reinos da Natureza, e jamais a descerem. Um homem animará formas humanas até se integrar no Reino Angélico, tal como um animal animará formas similares até conquistar a consciência hominal. Um (somente um!) dos livros religiosos hindus toca no assunto da metempsicose. No Kathopanishad (cap. 5, vers. 9) está escrito: «Alguns homens, de acordo com as suas acções, vão à Matriz, e outros ao Sthanu». Sthanu é uma palavra sânscrita que significa “imóvel”, e também um “pilar”. Isto tem sido interpretado como indicando que alguns homens, por seus pecados, retrocedem ao imóvel Reino Mineral.

Em sua evolução o homem pode, quando reincide incorrigivelmente nas mesmas faltas, vida após vida, paralisar a sua consciência em estados análogos aos dos Reinos subhumanos, inclusive o do Vegetal ou do Mineral, aos quais se chamam em sânscrito de Sushupti, “sono sem sonhos”, e Turîya, “transe profundo”. Mas não se torna um ser mineral, nem vegetal e nem animal, tão-só assume, com a sua renitência, uma consciência semelhante à desses, o que a longo prazo poderá fazê-lo sair como expurgo da Cadeia evolucional, devido ao Espírito imortal separar-se definitivamente da Alma mortal, então apodrecida, ficando ele sem meios para puder manifestar-se no Mundo das Formas, assim se conservando numa espécie de “hibernação cósmica” à espera de nova oportunidade numa nova Ronda ou Cadeia, conforme a gravidade dos casos.

É o próprio Professor Henrique José de Souza quem o diz (in Carta-Revelação de 13.01.1941, “Filosofia barata”), no exemplo seguinte: «A voz de um amigo que Pitágoras percebera no “uivo de um cão”, não implica que aquele seu amigo estivesse encarnado no cão, mas sim, que ele sofra no animal… na ANIMALIDADE que ele mesmo criou no passado».

Igualmente toda a evolução das criaturas da Terra faz-se nesta e só nesta, por a ela estarem centripetamente encadeadas pela soberana Lei de Causa e Efeito. Não se saltita de Planeta para Planeta ou de Globo para Globo, como é crença comum em certos meios religiosos e espiritualistas, pois isso não tem sentido algum a não ser a dispersão caótica da Ordem e da Harmonia Universais. Tal erro nasceu de se confundir os Globos espirituais, habitados pela Alma antes e pós reencarnação, com os Planetas físicos, propriamente ditos. Cabe a cada um pelos seus próprios esforços, já que NINGUÉM EVOLUI POR ALGUÉM, libertar-se do rosário das dificuldades e dores das reencarnações, romper o “círculo vicioso” da Roda de Samsara ou Actividade Universal no Mundo das Formas, e alcançar o estado maior de Adepto Perfeito, de Mahatma, Jivamukta ou Jivatmã para sempre liberto do ciclo reencarnatório por nada mais ter a aprender e a realizar nesse mesmo Mundo. Só então Karma é substituído por Dharma, a Consciência do Dever cumprido.

O que será o destino futuro da pessoa só a próprio o decide no presente, sobre o que o diz o Professor Henrique José de Souza: «Quem semeia um pensamento colherá um facto; semeia um facto e terá um hábito; semeia um hábito e formará um carácter; semeia um carácter e obterá um destino».

Se não se admitir a reencarnação jamais se poderá compreender a trama da Vida, com as suas complexidades e incoerências aparentes. Mas também é preciso ter uma noção muito clara do que seja a reencarnação.

O que reencarna não é a pessoa, a personalidade, e sim o Ego Superior, pois o Mental Abstracto ou Corpo Causal é quem cria um quaternário novo (intelectivo, emocional, vital e denso) em cada nova manifestação, a partir dos respectivos átomos-sementes. Pode-se fazer uma comparação com um actor e os papéis que ele representa. O Ego Superior é o Actor. Cada vida é um papel por Ele representado. Quando o actor hoje representa Hamlet, ele lembra-se que antes representou Fausto. Mas o Hamlet da peça ignora a existência de Fausto. A experiência adquirida num papel permite ao actor melhorar a sua representação na peça seguinte. Por esta comparação simples, pode-se ter uma ideia de como de uma para outra reencarnação do mesmo Ego se propagam os resultados das experiências, mas não a lembrança dessas experiências. É como quem estudou piano e acabou esquecendo os exercícios, mas ficando com a técnica adquirida por meio deles. Assim acontece com o homem, com o desenvolvimento das suas virtudes ou defeitos provenientes das reencarnações anteriores do seu Ego, mas sem a lembrança dessas vidas anteriores. Quando, porém, pelo desenvolvimento espiritual expande a sua consciência física e consegue ligar-se à consciência do Ego, pode obter a noção de todas as suas reencarnações passadas. Quem consegue isso torna-se um Iluminado, adquirindo o direito de afirmar: «Eu sou quem sou». Estando identificado à Consciência do seu Espírito Divino, com o qual é Um, possui na sua memória imediata, física, a soma total dos acontecimentos adquiridos em todas as suas vidas anteriores. Os raros Seres que alcançam esse desenvolvimento supra-humano não necessitam reencarnar mais na face da Terra, pois nada mais têm a aprender e a debitar nela. Tornam-se centrífugos e Eles, sim, podem partir à demanda de novos Globos, de novas Estrelas povoando o espaço deste 4.º Sistema de Evolução Universal. Os que ficam voluntariamente em Missão na Terra, a favor da Evolução desta, recolhem-se aos seus Mundos Interiores de onde passam a vigiar e encaminhar avante a marcha da Humanidade e demais seres viventes.

Reencarnando 777 vezes numa Raça-Mãe, 111 vezes em cada Sub-Raça, como diz a Tradição Iniciática das Idades, a Mónada Humana vê os actos da sua última reencarnação afectarem sensivelmente a sua vida presente. O que foi semeado é agora colhido. As causas passadas geram os efeitos presentes, tal como os efeitos presentes geram as causas futuras. Por exemplo:

Quanto a preconizar o período de tempo ou intervalo mediando entre duas reencarnações da alma humana, tal é muitíssimo difícil e mesmo controverso, por causa da duração desse período estar condicionado pelo karma pessoal de cada um, acrescentando-se o facto das vidas astral e mental serem multivariadas e não haver duas almas com experiências literalmente iguais; ademais, deve-se estar ciente de que o tempo e o espaço nos Planos Internos não são idênticos aos do Plano Físico. Já algum poeta intuído afirmava que «um ano na Terra é uma eternidade no Céu, mas também no Inferno»…

Tão-só se poderá dizer que após a morte física, em que o homem abandona para sempre os corpos denso e etérico, passa ao Mundo Astral onde permanece algum tempo até passar pela segunda morte, quando se liberta desse corpo e penetra o Plano Mental Concreto (o Céu ou Paraíso Celeste das religiões ocidentais, o Devakan ou Bardo das religiões orientais), onde encontra o repouso espiritual antes de nova reencarnação, quando passa pela terceira morte – a de livrar-se do corpo Mental Concreto para criar um outro, por acção do átomo-semente causal contido no corpo Mental Superior, que irá projectar uma nova personalidade numa nova reencarnação.

Pelo acúmulo de experiências conscientizadoras e a sua consequente espiritualização, a alma demora mais tempo a reencarnar e usufrui cada vez mais dos Planos Superiores, o que é indício claro da sua evolução verdadeira e do esgotamento do seu karma. Com a alma menos evoluída, logicamente, o processo é inverso: demora menos tempo a reencarnar e pouco usufrui dos Planos Superiores, por não ter ligação ou simpatia consciencial com eles. Mas ambos os tipos de almas, repito, colhem no presente o que semearam no passado.

Sendo o Karma, como Lei da Justiça Universal, representado por uma balança, ele não deve ser encarado dogmaticamente como “olho por olho” ou “dente por dente”. Se se der em alguém 21 chicotadas, não significa que se vá receber de volta 21 chicotadas. O processo é o seguinte: se se der em alguém 21 chicotadas, ir-se-á provocar nesse alguém uma dor de intensidade X, portanto, por Lei de Retribuição, ir-se-á passar por uma dor de intensidade X, e essa dor poderá ser causada por uma doença, por um desgosto moral, etc. Além disso, o homem é julgado pela intenção e não pela acção. O importante é o móbil que levou à acção. Por exemplo: matar alguém é crime, mas é importante saber se o crime foi voluntário ou involuntário. Além disso, o tipo de punição vai depender do grau de consciência do criminoso.

O problema do certo e do errado está ligado ao grau de consciência do homem. Quando a mente e a emoção se equilibram ele alcança Deus. Quanto maior for a sua consciência, que só o conhecimento pode facultar, maiores danos vão-lhe causar os seus erros; já para o homem pouco evoluído, um grande erro pode-lhe causar apenas uma pequena dor. Tudo depende do grau de consciência já alcançado.

No Universo tudo tem de caminhar dentro de um equilíbrio, mas o homem usando do seu livre-arbítrio faz o que quer. Ora, fazendo o que quer, ele tem em si mil possibilidades de errar e uma de acertar, e errando, ele provoca um desequilíbrio. Existem leis para os pensamentos, para as emoções e para os actos, logo, o homem erra quando pensa, emociona-se e age negativa ou inaturalmente. E errando provoca desequilíbrio. Portanto, errar significar desequilibrar algo no tom do Ritmo Cósmico, e tem-se de «pagar» por esse desequilíbrio. A Lei não aceita que o homem o desconheça. É claro que quanto maior for o conhecimento do homem, maior é a sua responsabilidade. A Lei cumpre-se nos seus mínimos detalhes para que o equilíbrio se processe.

O jogo de luzes difusas do Bem e do Mal, esse xadrez cujo enigma do lance a fazer que é o do jogo do Karma, é afinal o jogo do Perfeito Equilíbrio, esse da Justiça Suprema que cobra ou premeia. Se todo o homem quando pensa, emociona-se ou age, desequilibra o ritmo da Lei, tem de responder pelo retorno do equilíbrio, advindo daí a dor e os sofrimentos consequentes. Ora a dor e o sofrimento são causados pelo Karma – tanto pessoal como colectivo – e indicam o retorno ao equilíbrio.

Se não houvesse um sistema de reajustamento kármico, certamente a Humanidade se destruiria. Tal reajustamento é determinado por 4 Deuses Cósmicos chamados Anjos do Destino, Suras-Lipikas ou Devas-Lipikas, os Senhores do Karma Planetário através das suas respectivas Cortes. Eles são os Reguladores Kármicos para que cada homem possa suportar o retorno ao equilíbrio, ou seja, suportar o karma negativo que criou cujas impressões são registadas ou plasmadas na sua matéria mental e que irão determinar a acção futura do átomo-semente causal na formação dum novo corpo numa nova vida, enfim, irão tecer um bom ou mau destino. São Eles que, pela sua Sabedoria, fazem um escalonamento de maneira que a dor de retorno ao equilíbrio seja suportável e educativa. Portanto, o Karma não é mecanismo cego nem tampouco insensível.

Para que haja equilíbrio é muito importante o cultivo das virtudes, pois um karma negativo só pode ser destruído por uma vida virtuosa.

Na balança simbólica do Karma, o prato de prata é o das emoções que impulsionam a acção, enquanto o prato de ouro é o da mente ou conhecimento de como agir. Quando se vive sob o domínio das emoções, erra-se mais, e esse prato torna-se mais pesado, desce, logo, o outro sobe, ficando ambos em desequilíbrio. E quando se paga um karma e logo se adquire outro, por falta de conhecimentos, o prato das emoções mantém-se o mais pesado. Para que haja equilíbrio entre os dois pratos, é necessária a aquisição do conhecimento ou o desenvolvimento da mente, pois só pelo prato do conhecimento se pode dominar as emoções.

Um último tópico para terminar: não deixa de ser um grande erro esperar pela próxima reencarnação para debitar as dívidas hoje contraídas. O que conta exclusivamente é o Presente, neste em que se processa toda a evolução individual e colectiva, retomando quanto se aprendeu no Passado mas se esforçando por criar um risonho e feliz Futuro. Por isso se diz comumente: “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”… porque amanhã poderá ser demasiado tarde.

Uma vivência verdadeiramente digna de Homem, em consonância com o Espírito de Humanidade, ajudando ao próximo na medida das suas possibilidades e oportunidades, sempre vivendo de acordo com o ritmo harmónico da Lei da Natureza, eis a chave de ouro para a Mónada Humana se libertar de vez das férreas cadeias kármicas que a amarram ao Ciclo da Necessidade de desenvolvimento integral da sua Consciência, ou seja, o da reencarnação.

Para se alcançar a Divindade é necessário que o Karma se torne matematicamente igual a zero, visto ser Deus o Fiel da balança, isto é, o Equilíbrio Perfeito no ser humano. Motivo mais que suficiente para o Professor Henrique José de Souza ter proferido a sentença lapidar, com que se encerra esta presente:

– A EVOLUÇÃO DÁ-SE PELA CONQUISTA DO CONHECIMENTO!

 

OBRAS CONSULTADAS

 

William Walker Atkinson, Renascimento e Lei do Carma. Editora Pensamento, São Paulo, 1963.

Papus, A Reencarnação. Editora Pensamento, São Paulo, 1976.

A Natureza Secreta do Homem (Estudo dos corpos astral e mental). Editora Arabutã, São Lourenço (MG), 1994.

Os Grandes Iluminados, da autoria dos Discípulos do Professor Henrique José de Souza, todos da Ordem do Santo Graal. Aquarius Fundo Editorial, 2.ª edição, Rio de Janeiro.

Platão, Fédon (Diálogo sobre a imortalidade da Alma). Atlântida Editora, S.A.R.L., Coimbra, 1975.

Comunidade Teúrgica Portuguesa, apostilas reservadas do Grau Astaroth.

 

 

 

 

 

 

 

 

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