Kara-Mara gigo Asgardi

“O Povo Eleito expulso da Terra Santa”

 

QUEM FORAM OS CIGANOS?

 

Os ciganos são originários da Quarta Cidade Aghartina. São um povo que se revoltou e acabou por matar o seu Rei. Devido a esse acontecimento, como punição, foram expulsos da Agharta, e como castigo kármico passaram a expiar os seus erros através da peregrinação pela face da Terra. Segundo o nosso Augusto Mestre JHS, “os ciganos mataram o Quarto Rei de Edom, ou Aghartino. Por isso, foram expulsos da Agharta”.

Não se encontrou registos sobre a data da ocorrência de tal facto (assassinato do Rei da Quarta Cidade Aghartina), nem dos motivos que levaram tal povo a isso. A única referência que temos é que o seu aparecimento, na face da Terra, deu-se na Europa nos meados da Idade Média.

Foram denominados por JHS de “Adeptos da Letra C” no Livro Viagem ao Templo do Caijah, no Mundo de Duat, que diz: “Pela mesma razão abençôo os `Adeptos da Letra C´, mais conhecidos como ciganos (gitanos, tziganos, zíngaros, tzíngaros), embora que tenham, ainda, de continuar o seu exigido CASTIGO na face da Terra pela ignóbil traição que fizeram ao Senhor dos Reinos Aghartinos, o Cavaleiro Akdorge, por outro nome: Rigden-Djyepo”.

Sebastião Vieira Vidal escreveu acerca dos ciganos: “… são, na realidade, oriundos da Quarta Cidade Aghartina. Dado que se revoltaram e acabaram por matar o seu Rei, foram por tal motivo expulsos para a face da Terra, representando esta um verdadeiro campo de expiação”.

 

O SEU APARECIMENTO NA FACE DA TERRA

 

Apareceram pela primeira vez, na Face da Terra, “nos meados da Idade Média”, segundo Vidal, e JHS diz-nos que “a primeira leva apresentou-se em Paris, em número de 13; a segunda, em número de 98; vinham, pois, andrajosos, sofridos, esmagados pelo peso kármico de tão longa viagem e tamanhos sacrifícios”.

Alguns historiadores acreditam que os ciganos são originários da Boémia e Morávia; outros acreditam ser eles vindo do Egipto. Diz-nos JHS: “Chamados por uns de boémios, por dizerem que eles vinham da Boémia; conhecidos por outros como eginos, porque o seu chefe tomava o nome de `Duque do Egito´, quando não, `Rei Egino´ (Eugénio?…)”.

Os ciganos constituiam-se em sete tribos, chamadas de tribos espúrias aghartinas, ou sete linhas com 111 cada, que espalharam-se por sete regiões do globo terrestre. Representavam as sete civilizações, como diz o nosso Mestre: “O facto de entre os primeiros ciganos que chegaram à Europa serem de várias cores de pele, inclusive negros, denota que eram `sementes aghartinas de sete civilizações distintas´, na razão dos sete ramos judaicos, etc., etc.”.

Os ciganos têm uma predilecção por lugares que se iniciam com a sonância de CA ou K. Nas línguas fenícias, assírias e babilónicas, as sílabas KRA, KRI, KA, etc., indicam “caminhar, marchar”, etc, o que se relaciona com o karma deste povo. Sabemos, também, que a Quarta Cidade Aghartina chama-se KARANA-LOKA, o que também comprova a predilecção pelo radical CA ou K.

 

OS CIGANOS SEGUNDO A HISTÓRIA OFICIAL

 

Nada melhor para ilustrar a visão histórica sobre os ciganos do que a transcrição de um trecho de um site cigano da Internet, elaborado por Sergio Franzese, membro do Comité Promocional do “Centro de Estudos Ciganos”:

“Os ciganos contam, em uma de suas lendas, que no passado tinham um rei que guiava sabiamente o povo numa cidade maravilhosa da Índia, chamada Sind. Ali o povo era muito feliz, até que hordas de muçulmanos expulsaram os ciganos, destruindo a sua cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra… Mas, como dissemos, trata-se de uma lenda.

As informações mais seguras sobre suas orígens foram obtidas através de estudos linguísticos feitos a partir do século passado.

A comparação entre os vários dialectos que constituem a língua cigana, chamada romani ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, só para citar algumas, permitiu que se estabelecesse com certeza a orígem indiana dos ciganos.

Todavia, a razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério.

Parece que originalmente eram sedentários e que, devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nómadas.

Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d. C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil luros, nome atribuido aos ciganos, para entreter o seu povo com música.

É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egipto, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e Peloponeso.

Àquele período remonta a denominação zíngaros ou ciganos. De facto, a etmologia do nome zíngaro ou cigano é provavelmente constituída pelo termo grego medieval atinganoi, isto é, “intocáveis”, atribuido a uma seita proveniente da Frígia; era também o nome atribuido a magos, adivinhos, encantadores de serpentes, ou seja, a um modo de vida próximo ao dos ciganos.

A recente descoberta de um documento permitiu saber que, em 1378, um rei búlgaro teria cedido a um mosteiro algumas vilas povoadas por ciganos. A sua chegada à Europa situa-se aproximadamente em 1417, e, dez anos mais tarde, em 1427, foram constatados em Paris ciganos guiados por chefes que se faziam chamar duques e voivodos. De facto, para serem bem acolhidos, diziam ser peregrinos provenientes do Pequeno Egipto (região do Peloponeso), donde a origem do nome gitanos (transformação de egipcianos) atribuido a eles, após o equívoco surgido com relação à sua proveniência.

Eles diziam-se obrigados a vagar pelo mundo por sete anos, como penitência; afirmavam que haviam sido perseguidos pelos sarracenos e obrigados a renegar à sua fé cristã. Os reis daquele tempo – sempre segundo eles – fizeram com que se dirigissem ao Papa, que lhes impôs uma penitência e lhes deu credenciais para que fossem bem acolhidos onde quer que fossem.

Além dessa, os ciganos contavam outras coisas para que fossem bem tratados, e sabe-se que no princípio o acolhimento foi bom, porque o carácter misterioso de sua origem havia deixado uma profunda impressão na sociedade medieval. Porém, no espaço de alguns decénios, a curiosidade transformou-se em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diversos daqueles que tinham as populações sedentárias. A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos, contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pelo que a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver à margem das sociedades.

Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa de que a pele escura seria sinal de inferioridade e de malvadeza… o diabo, com efeito, era pintado de negro.

Os ciganos eram facilmente identificados com os turcos, porque em parte, indiretamente, eram provenientes das terras dos infiéis; eram, portanto, considerados inimigos da Igreja, a qual, além disso, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos, que os ciganos costumavam exercer.

A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura, não permitia que se os reconhecesse como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo houvessem sido qualificados como egípcios.

A oposição aos ciganos delineou-se também nas corporações de ofícios, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos percebe-se no florescimento de lendas e provérbios tendendo a pôr os ciganos sob mau prisma, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Cam, e, portanto, malditos (Génesis 9:25). Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo, ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor.

Dos preconceitos passou-se, aos poucos, a formas sempre mais acentuadas de discriminação, até chegar a verdadeiras e próprias perseguições.

Sabemos que na Sérvia e na Roménia foram mantidos em estado de escravidão durante um certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com refinada crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais.

Sob o nazismo, os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados para os campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas, com todo tipo de inacreditáveis sevícias. Calcula-se que meio milhão de ciganos tenha sido eliminado durante o regime nazi.

Actualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do Médio Oriente e do Norte de África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos lambadi ou banjara, populações semi-nómadas que os `ciganólogos´ definem como `ciganos que permaneceram na pátria´.

Nas Américas e na Austrália, eles chegaram acompanhando os deportados e os colonos; sucessivamente estabeleceram fluxos migratórios para aquelas regiões.

Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana, indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indivíduos. Todavia, deve-se salientar que esses dados são aproximados, pois que, na ausência de censos, eles baseiam-se em fontes de informação nem sempre correctas e confirmadas.

Na Itália, inicialmente o grupo dos Sintos representava uma grande maioria, sobretudo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupo foi progressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom, provenientes da vizinha ex-Jugoslávia e, em quantidades menores, de outros países do Leste europeu.

Na Itália meridional já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, talvez vindo por mar desde os Balcãs, cuja permanência no território é notável pela sedentarização análoga à dos gitanos na Península Ibérica.”

 

USOS, COSTUMES, TRADIÇÕES

 

Os ciganos são conhecidos como Roms ou Rooms, e o seu idioma é o romanês ou romani. JHS faz uma relação com o nome Rooms, apontando uma mesma origem para a palavra Romanos. Romani também pode ser desdobrado em Rom-Munis, Ram-Munis ou Munis do Rei, indicando sua elevada categoria hierárquica.

Os ciganos tiveram e têm um modo próprio de se vestir, de se portar, que os torna um povo sui generis em relação aos outros seres humanos. A começar pelas mulheres, que costumam usar os cabelos longos e prendê-los com tranças: “O K caminha. O R resvala. Confere… Essa linguagem ideoplástica foi adoptada por assírios e babilónios, do mesmo modo que por japoneses, chegando mesmo aos ciganos.  O H sem a linha central é porta aberta. O H com a referida linha é porta fechada. Por isso, as ciganas virgens trazem duas tranças dos cabelos para a frente, presas por uma fita ou cordel central. Nas casadas, as duas tranças ficam para trás sem a fita ou cordel. Sim, porta fechada na primeiras, e porta aberta nas segunda. Nas livres, os cabelos são enrolados sobre a cabeça, como rodilha ou coque”.

O seu modo de vida, como todos já sabem, é o nómada, perambulando de lugar em lugar, não tendo paragem fixa. Este estilo de vida nómada tem muito a ver com o seu karma pelo qual, após expulsos da Agharta, foram obrigados a perambular pela Face da Terra até a expiação final desse mesmo karma. Os ciganos costumavam ter as suas carroças enfeitadas, pois muitas vezes delas faziam o seu lar. Na verdade, as suas carroças, segundo o nosso Venerável Mestre JHS, possuem uma simbologia transcendental: “… os Maharajas, Kumaras e Senhores da Vida, sem falar no valor do Carro ou Mercabah, perfazendo o número DEZASSEIS da Casa de Deus ou Mansão Celeste. Estes 4 estão, se o quiserem, figurados nos 4 Animais da Esfinge, embora que esta, por si só, fosse uma quinta coisa, como em cima… era a `Mansão de Deus´, uma espécie de casa rodante ou volante, que perambulava pelas regiões demarcadas como o seu próprio roteiro. Os ciganos têm, até hoje (alegoria grosseira do mistério), os seus carros ambulantes, como verdadeiros nómadas. Na mesma razão, a antiga raça judaica, da qual se destacaram, ferozes e inimigos da Lei, os das tribos de GOG e MAGOG”.

As suas moradias apresentavam as cores das três gunas: “Em 1945 havia em São Lourenço, no bairro de Vila Carneiro, um chalezinho interessante, de estilo todo especial. O seu frontispício dava a impressão da letra MEM hebraica. E a sua pintura constava de três cores: o fundo amarelo com frisos azuis, e as venezianas de um vermelho escarlate muito vivo, que emprestava ao referido frontispício um estilo marajoara”.

JHS costumava chamar os Ciganos de Caramaras; às vezes este termo grifado com C e às vezes com K. Os significados deste termo variam, o que, segundo o autor, encerra um mistério a ser decifrado. JHS diz que o termo CARAMARA significa CARA AMARELA. “A mesma Tzingaria – que de nenhum modo é o País dos Ciganos, e sim a Agharta… – tem por verdadeiro ou real significado o de `janelas amarelas´…  Quantos não ciganos conhecemos deste modo nas redondezas da Obra, que continuam a ofendê-la, por serem CARAMARAS e nunca MAKARAS… No passado eles deixaram Paris mas em seu lugar chegaram outros, e agora a França não é menos explorada por esses `caras amarelas´ (como eu sempre chamei a tzíngaros, dzíngaros ou filhos da Dzingaria, `Cidade das Janelas Amarelas´…)”.

Também fazia a relação de KARAMARA com MAKARA e até KUMARA: “… Sim, os ciganos, para todos os efeitos, KARAMARAS, que tanto se confunde com o nome de MAKARAS, mas também com o de KUMARAS e até com diversos termos tupis, dentre eles, o de KARAMURU”. Esta passagem é interessante por associar o termo Karamara com o tupi. O nosso Mestre faz várias dissertações sobre os povos atlantes que originaram os cários, os tupis e os incas, indicando uma possível relação dos ciganos com os povos atlantes que povoaram as Américas na iminência da tragédia atlante. “CARLOS é o terceiro. A História está cheia deste nome, inclusive, de Reis. Eu o dei também a um filho. CAR foi o chefe dos cários que deram nome ao Mar das Caraíbas, e a muitos outros nomes que figuram entre os gentios e vem ter ao próprio CARIOCA. Os Cários vinham da Atlântida. E por isso, representavam um clã que, a bem dizer, era todo ele uma ORDEM SECRETA. CAR é uma simples chave cabalística ocultando um nome sagrado. Os ciganos, aos quais dei o título, no Kâmapa, de `Adeptos da Letra C´, reverenciam este nome de tal modo que buscam as suas moradas em bairros e cidades que tenham a letra C, principalmente com a raiz CAR… O que interessa saber, entretanto, é o mesmo que temos falado várias vezes, inclusive em O Mistérios dos Ciganos, em Dhâranâ, ou seja, a relação existente entre tupis, cários e incas, vindos de três partes diferentes, mas todos conscientes do papel que lhes incumbia (no começo). O mesmo Mar das Caraíbas, de onde se diz que os cários e os tupis por aí vieram quase que imediatamente… recebeu o nome dos primeiros. Foi seu chefe um certo CAR, nome simplesmente secreto ou de chave cabalística… Finalmente, as sementes, que se guardam na Serra do Roncador, daquela tríade racial CAR-INCA-TUPI, já por si com o significado de `Marcha para o Sol´, defendidas até há bem pouco por XAVANTES (ou CHAVE DE ANTAS, ANTES, etc.), que também se relacionam com a nossa Obra”.

Um facto interessante é a origem do nome YUKATAN, localizado na América Central, mais precisamente no México. Desdobrando-se esse termo, temos YU e KATAN. YU deriva de IO (caminho), e KATAN de KAT, KUT (pedaço). Assim, Yukatan significa “lugar dos pedaços” ou, segundo JHS, “lugar onde se acham os eus ou pedaços de algo que se separou do restante, seja no sentido geográfico, seja no cósmico, ou da Mónada, da Consciência Universal, etc.” Consequentemente, Yucatan abriga os pedaços dos povos que se separaram do restante com a tragédia atlante, sejam eles cários, incas, tupis, quíchuas, etc. Sabemos que a cidade Sul-Mineira de Itanhandu (IT, IU…) tem como Posto Representativo a cidade de Chitzen-Itza, em Yucatan, no México. A América Central é um ponto do Globo Terrestre estreitamente ligado à Atlântida, como provam os seus nomes: Yucatan, Caribe (Caraíbas), Antilhas (Atlantilhas), Oceano Atlântico, etc.

Dos comentários acima, depreende-se que os ciganos, bem como os judeus, são procedentes de um ramo racial proveniente da Atlântida, da mesma forma que os cários, os incas e os tupis.

Diz-nos Sebastião Vieira Vidal: “As cartas (Tarot), têm estas origem de natureza muito estranha, eis porque a sua tradição, ou mesmo procedência, está em ligação estreita com um povo desaparecido, o povo atlante”.

São conhecidos pelo roubo de cavalos e de crianças. Tal facto possui a sua causalidade: “Caminha, caminha, Judeu Errante! De déo em déo ou sem destino certo! Ladrões de crianças e de cavalos, todos vós, corpo único do Judeu Errante! Alguns, entretanto, por esforço próprio por tanto caminhar  e sofrer – inclusive o repúdio do mundo – vão voltando à sua Pátria, à sua Terra de Origem! Estes, sim, glorificadores da minha própria SEMENTE, que a língua-mater também escreve com C. Crianças. Glorificadores do CAVALO (do KALKI-AVATARA), também escrito com C. COBARDES, entretanto, os que continuam trazendo na fronte o estigma da Lei!”

Os ciganos tem uma atracção especial pela letra C, mais precisamente por palavras que comecem com o som de Q ou K. Procuram montar a sua estadia em lugares que possuem tal som, como a Vila Carneiro, em São Lourenço, onde, em 1945, havia um grupo acampado. Também foram vistos ciganos em Carmo de Minas (CAR…), cuja população considerava-os parecidos com japoneses (segundo o nosso Mestre, era um clã mongol de ciganos). O termo CARAMARA também inicia-se com C, bem como cavalo e criança. Também cartomancia e quiromancia, a sua actividade principal.

Na opinião do autor, tal atracção por lugares com sonância de K ou CA está relacionada com o nome da Quarta Cidade Aghartina, KARANA-LOKA, da qual os mesmos foram expulsos.

Os ciganos vão redimindo o seu karma à medida que oferecem seres de hierarquia à Lei, como compensação pela morte do seu Rei, Ser de alta Hierarquia. Essa oferta está intimamente ligada com a troca de crianças, pela qual os ciganos são tão famosos no mundo profano, como sequestradores de crianças: “À medida que vão se purificando, voltam ao seu Lugar de Origem… Eles têm que oferecer 49 reis, para formar o número daquela perda tão grande (num Ser de Hierarquia tão superior). Por cada rei que eles oferecem à Lei, um grupo de 49 deles, por sua vez, acompanha o rei, este valendo por três. Vários reis da Boémia (Morávia, etc.) foram trocados, em crianças, pelos ciganos mais conhecedores do `caso´, a fim de que a raça não se degradasse. O sangue nobre dos Reis Aghartinos… ali devia permanecer intacto ou puro”.

 

OS CIGANOS E O TAROT

As lâminas do Tarot, bem como a quiromancia, foram popularizadas pelos ciganos que, aproveitando-se da superstição dos povos da face da Terra, utilizaram-nas para o seu sustento. Dessas lâminas derivaram-se as cartas do baralho: “A origem do Tarot dos Boémios pode ser relatada a partir da Idade Média, ou melhor, dos meados da Idade Média, ocasião em que apareceu, na Europa, trazido que foi pelos boémios um certo número de lâminas estranhas, das quais surgiram, mais tarde, as famosas cartas que usamos para jogar, com os seus 4 naipes. Cada naipe possui 14 valores, e assim sendo nos endereça aos 56 Arcanos Menores, inclusive os 4 coringas…”

Segundo o Mestre JHS, o verdadeiro baralho consta de 4 naipes, com 14 cartas cada naipe: um rei, uma rainha ou dama, um conde ou valete, um coringa e mais 10 cartas representando o povo ou o exército. Assim, o baralho completo constitui-se de 56 cartas, equivalendo aos 56 Arcanos Menores, e mais as 22 cartas principais, correspondentes aos Arcanos Maiores, dando o número de 78 cartas.

Transcrevemos, a seguir, um trecho da Série Juventude, do nosso Irmão Sebastião Vieira Vidal, acerca do Tarot:

“Colhe-se dos ensinamentos de JHS que o Tarot completo, do qual se servem charlatanescamente as cartomantes, é de 78 Arcanos, e não 74, como afirmam as enciclopédias e dicionários ocultistas e teosóficos. Compõe-se de 22 Arcanos Maiores e 56 Menores. O facto do baralho vulgar ter 52 cartas, ou 13 em cada naipe, nada significa. Verdadeiramente, cada naipe deveria ser constituído de 14 cartas: rei, dama, valete (conde ou príncipe), coringa e mais dez cartas brancas, representando o povo ou mesmo o exército. Quatro coringas ou `bobos da corte´ deveriam, pois, existir no baralho, um para cada naipe… Quando a primeira leva de ciganos chegou a Paris, em 1427, o seu chefe, interpelado sobre quem eles eram e qual a sua procedência, respondeu: `Eu sou o rei, ela é a dama, este é o conde e aquele o que nos faz rir. Quanto aos outros dez são os nossos servidores´… Existem duas espécies de Tarots: o Sacerdotal ou Aghartino (hoje só do domínio dos Iniciados nos Grandes Mistérios) e o dos Boémios. Ambos compõem-se de 22 lâminas. O jogo deve ser feito com três cartas de cada vez, até chegar ao fim do baralho, como se fosse a Mónada ou Tríade Superior passando pelas 7 Raças ou estados de Consciência. Três vezes sete dá um total de 21 e acrescido de mais um, síntese, perfaz o número 22. Esta lâmina síntese a que nos referimos, representa o Mundo e foi por nós denominada de Laurenta. Mostra uma mulher completamente despida e cercada de lauréis (laurus, louros, laurentus, laurenta, etc.), tendo em cada canto um dos Animais da Esfinge. Esses Animais representam, também, os 4 Maharajas nas 4 direcções cósmicas, que têm como representação humana os 4 Kumaras.”

Confusão que se tem feito entre o Tarot Sacerdotal e o Tarot dos Boémios: “Mr. Naillant, autor de uma história especial dos Rom-Munis (Romanos? Ram-Munis? Munis do Rei? Etc., etc…), inclui-os na casta sacerdotal. Donde se estabelecer confusão entre o Tarot dos Boémios e o Tarot Sacerdotal”…

 

OS CIGANOS E A QUEDA DO TIBETE

 

Segundo o nosso Mestre, os ciganos têm uma estreita relação com a Queda Tibetana, ocorrida no ano 985 da Era cristã. A Carta-Revelação de 11 de Maio de 1953 trata deste tema. O título de tal Carta é: As 7 tribos de Israel, as 7 tribos de ciganos e a tragédia tibetana. Algumas passagens dessa carta ilustram o mistério que a mesma encerra: “Que terá, entretanto, essa linha ou hierarquia, melhor dito, de sete clãs expulsos da Agharta, com aqueles 222, etc., que da face da Terra também foram expulsos pela Vontade do Eterno? … Inúmeros desses seres [os que caíram na tragédia tibetana – o comentário é do autor] tiveram que se encarnar, em forma veicular, em ciganos, e amaram, sofreram, choraram imiscuindo-se nas 7 tribos espúrias aghartinas… que `mataram o seu Rei’, como loucos de espírito como os deixou o Eterno, a Lei, quando eles atraiçoaram a sua virginal Essência (Divina…) presente no Homem, em JHS, além de o martirizar, mutilar, sacrificar, atirando-o depois ao abismo. Uma espécie de ORCO, onde foi atirado Luzbel ao cair do Trono. Vingança sua, portanto… contra Mikael ou Akbel”.

Esses trechos mostram claramente a participação do povo cigano na tragédia tibetana. Mas como teria sido essa participação? Qual a relação entre o assassinato do Quarto Rei Aghartino com o ocorrido em 985? Esses dois eventos marcantes na História de nossa Obra teriam sido o mesmo?

O trecho seguinte, extraído da Série Cadete, da autoria do nosso querido e saudoso Irmão Sebastião Vieira Vidal, traz luz a essas questões:

“Foram também exaltados de maneira esplendorosa os Adeptos da Letra C. Adeptos da Letra C referem-se aos ciganos que foram redimidos da Queda Tibetana, em 985 da nossa Era. Desde então, passaram a peregrinar pelo mundo… No Templo tibetano eram os servidores ou, aliás, constituíam o povo daquela região que fazia parte do primeiro Sistema Geográfico, ou do Sistema de Templos cujo Central era o de Mercúrio, onde se acha, actualmente, o Excelso Senhor Akdorge.”

O autor, na sua opinião pessoal sobre os factos apresentados, conclui que o povo cigano fazia parte do contexto da tragédia tibetana; e tal povo cometeu o assassinato do seu Rei Aghartino (o Quarto), cronologicamente após a referida tragédia, por razões desconhecidas. Após tal facto, este povo foi expulso da Agharta para a face da terra, e entre o povo cigano encarnaram-se vários daqueles que estavam directamente ligados a essa tragédia, havendo uma espécie de laço kármico entre todos eles.

 

OS CIGANOS E OS JUDEUS

 

O nosso Mestre diz claramente, em várias passagens, que  os ciganos e os judeus são o mesmo povo. No Livro dos Makaras, há várias passagens ilustrando tal afirmação: “Quando eu citei no Kâmapa, prestando homengens a uma raça castigada… que é a dos ciganos, e que tomaram desde aquela época o nome de caramaras, repito, o termo `Adeptos da Letra C (ou K)´, foi por saber dos valores da mesma, porém, também do mal que sobre ela caía… Judeus ou ciganos são semitas ou `caras amarelas´…”; “Caminho oposto ao de IO, como castigo às duas raças que são a mesma, isto é, a dos judeus e ciganos, esta muito menor e menos `estabelecida´ na Terra”.  JHS diz-nos que os ciganos e os judeus são semitas; estes formaram a quinta Sub-Raça atlante e foram as sementes escolhidas para formar a actual Quinta Raça-Mãe. Assim, o autor conclui que esses dois povos possuem a mesma origem atlante e provavelmente deram origem a dois Ramos distintos dentro desta Raça Ariana.

JHS fala, na Carta-Revelação de 26.12.1951, acerca de duas tribos de Israel que foram infiéis à Lei: GOG e MAGOG. Estas duas tribos também estavam presentes na tragédia tibetana, fazendo parte dos sete Ramos raciais que para o Tibete se dirigiram: “De `sete partes distintas do mundo´ vieram as 7 Linhas ou Ramos raciais, para o Templo tibetano. Enquanto em tal meio vinham também trazidos – digamos – pelo Manu de todos os Tempos (Aquele que é, ao mesmo tempo, 5.º e 6.º, com a sua Contraparte) aqueles que na data de ontem (mesmo que ainda não completos) possuem o referido NÚMERO `222´. E que, em verdade, foram os que mais uma vez caíram em grave erro, porém enganados pelo próprio Luzbel, em figura de santo”. “Ciganos e judeus se confundiam… e que eles tinham o castigo do assassinato dos seus reis”. “As tribos de Israel eram 12, mas nesse ponto é onde está o verdadeiro mistério. As duas, entretanto, de GOG e MAGOG faziam parte das sete que para o Tibete se dirigiram”.

 

OS CIGANOS NO CICLO ACTUAL DA NOSSA OBRA

 

Os ciganos tiveram participação no ciclo actual da nossa Obra. Uma leva de ciganos acompanhou os Gémeos Espirituais na sua viagem a Lisboa, em 1899. No navio, Helena tentava distrair o seu amado dos seus pesares pela fuga, chamando a sua atenção para os ciganos que dançavam e cantavam sem cessar: “Quando JHS, aos 16 anos de idade, fugiu da casa de seus pais, em Salvador, Bahia, indo até Srinagar, Norte da Índia, a 24.06.1899, foi acompanhado e teve a cobertura de 7 tribos de ciganos, cada uma delas acompanhando-o em determinado trecho”.

Antes da Fundação Espiritual da nossa Obra, havia um grupo de ciganos em São Lourenço, que estavam acampados onde hoje acha-se a Fazenda Santa Helena, local onde está a Montanha Sagrada Moreb. Este grupo possuia uma tabuleta escrita Santa Helena, da qual aproveitaram-se os donos da referida fazenda para dar-lhe o nome: “Não se deve esquecer que uma leva de ciganos acampada em frente da hoje chamada Fazenda Santa Helena, como me fez ver um dos mais antigos filhos de São Lourenço, e que naquele mesmo lugar nasceu, assim também o seu pai, Justino Ferreira… todos já devem ter compreendido que é o tabelião e escrivão de São Lourenço, Aparício Ferreira. Sim, tal leva de ciganos, dirigida por alguém de valor imenso… ali acampara e dera ao mesmo o nome de Santa Helena, de cuja tabuleta se serviram os donos da fazenda (também por Lei de Causalidade) para a sua porteira. Por baixo da mesma passaram várias vezes os Gémeos – na primeira vez vez, foi por cima da Montanha até chegar ao lugar, acompanhados pelos Devas do Além-Akasha. Os próprios animais estancaram, a Natureza inteira emudeceu, para depois de os mesmos serem glorificados no Cume (ou Kumara) da Serra, em frente ao Cavaleiro das Idades, essa mesma Natureza entrar em festa… Era a Primavera, qual Idade de Ouro em plena Idade Negra ou do Ferro. Sim, os ciganos faziam jus ao próprio nome Assura… Entre eles encarnaram vários da Obra, como castigo kármico… mas hoje vitoriosos se acham, querendo salvar os seus outros irmãos que nada sabendo disso, de si mesmos duvidam, inclusive os que já tendo estado connosco… jamais poderiam dizer como Júlio César e outros: Vim, vi e venci”. “Na Fazenda Santa Helena, muitos anos antes da Fundação Espiritual da nossa Obra, em 28 de Setembro de 1921, deu-se o acampamento de várias tribos de ciganos e, mesmo na Vila Carneiro, houve um acampamento de um grupo de ciganos relacionados com a Obra; de modo mais preciso, diremos que na Vila Carneiro residiu uma princesa cigana cujo nome começava por `M´, a qual veio para conseguir a redenção de um grupo já descido para Agharta”.

Tal princesa era Marly, um ser de hierarquia, que certa vez JHS foi visitá-la, quando da sua estada em São Lourenço. Tempos depois, após tal facto, deu-se o levantamento de tal acampamento, para o desaparecimento completo do grupo. Concluímos por tal facto que, após o encontro com o nosso Augusto Mestre, deu-se a redenção desse grupo de ciganos, que rumaram de volta para a Agharta. Estes seres redimidos por JHS eram um clã grego, como disse o mesmo: “… repito, quanto aos que foram ter em São Lourenço, eram gregos…”.

Ao que tudo indica, os ciganos auxiliaram Josué Mateus a preparar psiquicamente a Montanha Moreb para o acontecimento de Setembro de 1921, como nos indica o seguinte trecho: “… Outrossim, àqueles que formaram, ao lado de Josué Mateus, a Montanha Sagrada de São Lourenço, com A sua tabuleta de Santa Helena, a verdadeira padroeira do referido lugar…”.

Muitos dos ciganos já alcançaram a sua redenção e retornaram à Agharta, como nos diz JHS: “Em três classes está agora repartida a raça de Israel: a primeira, a dos salvos ou redimidos; a segunda, que deveria vir ao meu encontro, ou que até hoje acredita `na volta de seu Rei, o Rei Melki-Tsedek´; finalmente a terceira – terceira classe é sempre apontada como coisa inferior… Passagem de terceira classe ou de proa é dada a essa categoria de passageiros que se locomovem no mundo de um lugar para outro. Sim, essa terceira classe de Judeus é a de GOG e MAGOG. Membros da Midigal, caftens, ladrões e agiotas, o que muito se assemelha com os ciganos decadentes, porquanto muitos já voltaram à sua origem, nos Reinos de Agharta”. “… nem todos alcançaram esta vitória. Alcançaram-na, por exemplo, aqueles que nos acompanharam nas viagens para Lisboa, Índia, etc.”.

 

NOTA DO AUTOR

 

O presente estudo baseou-se por completo nas Cartas-Revelações deixadas pelo nosso Excelso Mestre JHS. Estudá-las e tecer comentários e conclusões acerca delas, além de ser uma tarefa árdua, necessariamente está ligada à experiência pessoal de cada pessoa, sendo parte dessa experiência pessoal a visão particular de cada um acerca dos Ensinamentos de JHS, a capacidade de compreensão e assimilação dos seus Ensinamentos, o conhecimento anterior acerca do assunto abordado e a tónica pessoal. Assim, tudo o que consta neste trabalho passou pelo filtro pessoal do autor, desde os temas selecionados, as passagens transcritas, até às conclusões tiradas. O objectivo do presente trabalho é colocar o assunto em pauta, para que todos aqueles que entrarem em contato com o mesmo, possam reflectir e tirar as suas próprias conclusões.

Não foi objecto de estudo, por parte do autor, os usos, costumes, história e peculiaridades dos ciganos de um modo geral, visto ser tal assunto extenso e fugir do propósito inicial, que é o de apresentar os dados deixados pelo Mestre acerca dos ciganos. Mas nem por isso deixou-se de citar factos, usos e costumes dos ciganos tirados da História oficial e de textos de fontes diversas. Tais factos foram incluídos para corroborar e/ou complementar as palavras do Mestre. A secção Os Ciganos e a História Oficial foi incluída no presente trabalho para situar os leitores quanto à opinião dos historiadores acerca deste povo misterioso.

Te del tuménge o Del but baxt aj sastimós!

Que Deus vos conceda saúde e sorte!

 

FONTES DE PESQUISA

 

Carta-Revelação de 14.01.1951

Carta-Revelação de 26.12.1951

Carta-Revelação de 01.01.1952

Carta-Revelação de 06.01.1952

Carta-Revelação de 11.05.1953

Carta-Revelação de 01.09.1953

Carta-Revelação de 27.10.1953

Carta-Revelação de 29.03.1958

Carta-Revelação de 02.01.1963

Carta-Revelação de 08.02.1963

Carta-Revelação de 15.02.1963

Livro do Graal – Carta-Revelação de 19.05.1950

Livro da Pedra – Carta-Revelação de 05.07.1950

Livro da Pedra – Carta-Revelação de 26.07.1950

Livro dos Makaras – Carta-Revelação de 01.01.1952

Livro dos Makaras – Carta-Revelação de 06.01.1952

Viagem ao Templo do Caijah, no Mundo de Duat – pág. 22

A Lenda Aghartina dos Cara Maras – JHS – Artigos

O Mistério dos Ciganos – Henrique José de Souza – Dhâranâ, n.º 12, 1982

Série Juventude – Aula n.º 28 – Sebastião Vieira Vidal

Série Cadete – Aula n.º 33 – Sebastião Vieira Vidal

Sergio Franzese – O Vurdón – http://www.dag.it/.

 Carmo de Minas (MG) – Agosto de 1999

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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