Cavalga a AVE DA VIDA se queres saber.

Abandona a tua VIDA se queres viver.

 A Voz do Silêncio

 

O Espírito Santo manifestado em forma de AVE não se firma apenas nas belíssimas páginas do Cristianismo, inclusive nas duas conhecidas passagens em que o mesmo “Espírito Santo, em forma de POMBA, desce sobre Jesus, no momento em que João Baptista o consagra nas águas tranquilas do Rio Jordão”, e no Dia de Pentecostes, “em forma de línguas de fogo (Fogo Alado) sobre os Apóstolos”, dando-lhes o dom do conhecimento de todas as línguas e de tudo o mais quanto faz parte da MENTE UNIVERSAL.

A AVE é, pois, o símbolo da SABEDORIA ou Conhecimento Divino, por outro nome, TEOSOFIA. Ela é a expressão, digamos, ideoplástica do TERCEIRO LOGOS, que o mesmo Cristianismo reconhece como “Terceira Pessoa da Santíssima Trindade”, dando-lhe mesmo o nome de “ESPÍRITO SANTO”, isto é, Pai, Filho e Espírito Santo, cuja expressão em forma humana é aquela da SAGRADA FAMÍLIA ou JOSÉ, JESUS e MARIA.

Todas essas maravilhosas interpretações da TRINDADE DIVINA em nada diferem das escrituras orientais, seja na TRIMURTI (“Três Corpos”, ou Brahma – Vishnu – Shiva), seja naquela “Ave de HAMSA chocando SETE OVOS”, que outros não são, senão, os SETE DHYAN-CHOANS idênticos aos SETE ARCANJOS ou Anjos da Presença diante do TRONO, iniciaticamente alegorizados nos candelabros de SETE VELAS que figuram nos altares dos Templos do Cristianismo. O mesmo termo tibetano CHOAN equivale a CISNE, outra AVE SAGRADA que figura nas lendas escandinavas. É o SWAN inglês, o SCHWAN germânico, o ZWAN dinamarquês, sempre a referida AVE no seu excelso e iniciático sentido ARCANGÉLICO, ao qual a mesma TEOSOFIA denomina de SÉTIMO PRINCÍPIO ou “Princípio Crístico”, e os gnósticos de AUGOEIDES, o mesmo deus CUPIDO, no seu virginal sentido de AMOR UNIVERSAL, atingindo o “coração” dos verdadeiros filhos da Parelha Divina.

Em uma das estâncias do LIVRO DE DZIAN (Dzin, Djin ou JINA), como um dos mais antigos livros do Oriente, e hoje não mais figurando em nenhuma das suas bibliotecas, encontram-se estas reveladoras palavras, que também concordam com as da teologia da supracitada Igreja: “Do UNO-TRINO surgiram os SETE AUTO-GERADOS”, isto é, aqueles mesmos Arcanjos ou Dhyan-Choans, necessitando apenas que se seja um Iniciado para saber interpretar o “Espírito que vivifica por baixo da letra que mata”.

A UNIDADE, o TERNÁRIO e o SEPTENÁRIO formam o cabalístico numerou 137, a que somos os primeiros a dar a maior importância, além do mais, porque a sua soma cabalística ONZE significa: “a Volta ao Divino”. Sim, a UNIDADE que é, ao mesmo tempo, TRINA em Essência e SÉPTUPLA em Manifestação ou Evolução. A Ilha de Itaparica, na Bahia, é caracterizada por esse número: 1 – a Ilha por inteiro; 3 – a largura; 7 – a extensão (em léguas).

A famosa bailarina Pavlowa possuía sete cisnes brancos, no lago da sua residência, aos quais prodigalizava carinhos inexcedíveis. Tem-se a impressão de que a grande intérprete da arte de TERPSICORE era entendida em assuntos ocultistas ou teosóficos. Depois da sua morte, um a um foram morrendo todos eles. Como se sabe, um dos bailados mais famosos da referida artista, é: A MORTE DO CISNE.

Na Mitologia, JÚPITER traz consigo a ÁGUIA, como símbolo da Sabedoria. Do mesmo modo que, entre os povos da América Central (Maias, Quichuas, Toltecas, Astecas, INCAS, etc.), o FALCÃO, por exemplo, era considerado “ave sagrada”. O COLIBRI, por sua vez, ao lado da “Serpente IRISIFORME alada”, entre os Nahoas possuía um simbolismo dos mais transcendentes. O termo irisiforme quer dizer “com forma de arco-íris”, isto é, com as sete cores do espectro solar, que a bem dizer são as mesmas dos TATVAS ou “forças subtis da Natureza”. E consequentemente, as cores dos sete Planetas, cujos “Anjos tutelares”, segundo a Astrologia (Miguel, Gabriel, Samael, Rafael, Saquiel, Anael e Cassiel), são os mesmos Arcanjos ou Dhyan-Choans já falados anteriormente.

A TEOSOFIA ensina que “cada um dos SETE DHYAN-CHOANS dirige um dos sete estados de consciência que a Mónada tem de percorrer em toda a sua trajectória evolucional durante uma Ronda ou Ciclo”. Na arte musical – como expressão de tamanha verdade – a escala é formada de SETE NOTAS. E quantas vezes a mesma seja repetida (digamos 7×7 = 49, na razão de sete Raças-Mães e sete sub-raças para cada uma delas), um ACORDE – composto de três notas – que aí também pode ser repetido como se fora a referida Mónada deslizando do Divino (o Agudo) ao Terreno (o Médio) e ao Infraterreno (o Grave), ou seja, ao SEIO DA TERRA, ao SANCTUM-SANCTORUM onde se acha o grande Mistério espiritual do nosso Globo, pouco importando opiniões contrárias… É o LUGAR onde elaboram as chamas do Fogo Sagrado, o FOGO SERPENTINO ou KUNDALINI. Aquele mesmo Fogo que, “através da sarça ardente, falou a Moisés, ordenando-lhe que se descalçasse, pois estava pisando em terra sagrada”…

No magnífico livro místico A VOZ DO SILÊNCIO, da autoria da Sr.ª Helena Petrovna Blavatsky, por ela compilado de um outro antiquíssimo com o título de O Livro dos Preceitos de Ouro, encontram-se os profundos e iniciáticos ensinamentos que aqui transcrevemos:

“Olha as hostes das Almas. Vê como pairam elas sobre o mar tempestuoso da vida humana. E como, exaustas, sangrando, de ASAS QUEBRADAS, vão caindo uma após outra, nas ondas encapeladas. Batidas pelos ventos ferozes, perseguidas pelos vendavais, são arrastadas para os sorvedouros e somem pelo primeiro grande vórtice que encontram.

“Se, passando pela Sala da SABEDORIA, queres chegar ao VALE DA FELICIDADE, fecha, discípulo, os teus sentidos à grande e cruel heresia da “SEPARAÇÃO”, que é aquela que te separa dos demais.

“Que aquilo que em ti e de ORIGEM DIVINA não se separe, engolfando-se no mar de MAYA (ilusão dos sentidos), do Pai Universal (a Alma), mas que o PODER DO FOGO se retire para a câmara do coração e o domínio da Mãe do Mundo.”

Sim, dizemos nós, o “Poder de Fogo” e a “Mãe do Mundo” são nomes dados a KUNDALINI, como um dos poderes místicos, digamos, o principal que faz do discípulo um ADEPTO ou Homem Perfeito. A sua câmara é o “coração”, mas a sua “morada” está no chakra MULADHARA, situado no cóccix (uma espécie de “Bela Adormecida ou Branca de Neve à espera do Príncipe Encantado, em seu túmulo de cristal…”). Tal centro de força ou CHAKRA se acha em oposição ao situado no vértice ou alto da cabeça, com o nome de chakra CORONAL (Sahasrara, Brahmananda, etc.). A coroa dos sacerdotes, dos reis, donde “reis divinos”, do mesmo modo que a auréola dos santos da supracitada Igreja, têm a sua origem em tudo quanto acabamos de dizer.

Conhece-se aquela maravilhosa passagem da vida de António Vieira, quando ele diante do Altar da Virgem Maria (com o seu papel também de Ave ou Espírito Santo) sente um ESTALO na cabeça, e perde os sentidos… Daquela hora em diante o discípulo IGNORANTE passou a MESTRE, ADEPTO, Homem Perfeito ou Iluminado. Começou a ter “o conhecimento perfeito das coisas”. Trata-se do fenómeno da “manifestação de Kundalini”, aquele mesmo que, no Dia de Pentecostes, se manifestou sobre as cabeças dos DOZE APÓSTOLOS DO CRISTO.

Na seita dos Quakers (ou tremedores) na América do Norte, os seus adeptos quando recebem o “espírito santo” põem-se a tremer convulsivamente, para não dizer, em forma epiléptica. Do mesmo modo, entre os adeptos da “macumba” (ou baixo africanismo), ao receberem o “santo”. Tanto estes como os médiuns do espiritismo não são mais do que formas grosseiras dessa manifestação superior do Eu ou Consciência Universal (agindo em cada um como fracção do Grande Todo), pois que, de outro modo, não passa de “manifestação momentânea” (quando não de embuste, como na maioria dos casos) muitas vezes de entidades astrais, larvas ou micróbios dessa natureza, em actividade por conta do mau lastro existente no ambiente ou ovo áurico de semelhantes pessoas, que, a bem dizer, não passam de “passivos” ou doentes. O homem deve ser consciente dos seus actos para que seja, também, responsável pelos mesmos perante a Lei que a tudo e a todos rege (ou Dharma, a Lei Justa). O próprio termo “irresponsável” define o indivíduo que pensar e agir de modo contrário.

Tal como os Dhyan-Choans ou Arcanjos, os sete Astros por Eles dirigidos, etc., o Homem possui sete “centros de forças” ou CHAKRAS. E isto, além do mais, para provar que “ele deve percorrer os sete estados de consciência, a fim de se tornar aquele mesmo Adepto ou Homem Perfeito”. Para tanto se lhe apontam os 3 iniciáticos caminhos: JNANA (Conhecimento), BHAKTI (Amor, Devoção, etc.) e KARMA, que é o do meio, através do qual ele palmilha na vida, sujeitando-se a todos os obstáculos por ele mesmo criados nesta e em outras encarnações anteriores.

Citemos outras passagens de A Voz do Silencio, para comprovarem as bem nossas de hoje:

“Então, do coração (como câmara de Kundalini) esse PODER subirá à SEXTA região média, ao lugar entre os OLHOS (chakra frontal ou AJNA, onde os faraós egípcios traziam o UREUS mágico, e na Índia, “o olho de Shiva” para as castas elevadas, sacerdotais, etc.), quando se torna a respiração da ALMA ÚNICA, a Voz que enche tudo, a Voz do MESTRE”.

E isto porque, segundo as mesmas escrituras orientais, “quando o discípulo está preparado, o MESTRE aparece”, que outro não é, senão, a própria Consciência. “Busca dentro de ti mesmo o que procuras fora”, é outra sentença das referidas escrituras.

“É só – continua A Voz do Silêncio – quando poderás ser UM que anda nos céus, que pisa os ventos por cima das ondas, cujos passos não tocam nas águas” (como naquela passagem da vida de Jesus, em que Pedro, por não ter a devida fé em si mesmo e na palavra do MESTRE, quase se afoga. “Ó homem de pouca fé…!”).

“Antes que ponhas o pé sobre o degrau superior da escada, a escada dos sons místicos, tens de ouvir de SETE MANEIRAS, a VOZ DE TEU DEUS INTERIOR.

“A primeira, é como a VOZ SUAVE DO ROUXINOL cantando à sua companheira uma canção de despedida (“o canto do CISNE na hora da morte”).

“A segunda, vem como o SOM de um címbalo de prata dos DHYANIS, acordando as ESTRELAS RUTILANTES.

“A terceira, é como o lamento melodioso de um espírito do oceano prisioneiro na sua concha.

“A quarta, é seguida pelo CANTO DA VINA (espécie de ALAÚDE).

“A quinta, é como o sem de uma flauta de bambu gritando aos teus ouvidos. Muda depois para um clamor de TROMPA.

“A sexta, vibra como o rumor surdo de uma nuvem de trovoada.

“A sétima, absorve todos os outros sons. Eles morrem e não tornam a ouvir-se.

“E quando estão mortos e postos aos pés do MESTRE, então o discípulo se entrega ao ÚNICO com Ele, nele, portanto, vivendo.”

“Viver a Vida Una” é termo conhecido por Teósofos e Ocultistas.

Em resumo, mais uma vez dizemos, o Espírito Santo manifestado em todas as religiões, lendas e tradições, é a AVE SAGRADA da Sabedoria Divina. E como tal, representa o TERCEIRO LOGOS. É a Voz que vem dos Céus e se manifesta na Terra como PALAVRA. Segundo foi dito em outros lugares, a sua Morada é o Sanctum-Sanctorum (que no homem é figurado no Muladhara) da Mãe-Terra, MATER-RHEA ou Matéria. Algo assim como se disséssemos que o Espírito (Purusha) aí se une com a Matéria (Prakriti).

Em nosso artigo dedicado a Colombo (número 110 da revista Dhâranâ), ao estudarmos a sua sigla e brasão, citámos a saudação que o mesmo nela fazia, seja ao ESPÍRITO SANTO, em forma de Pomba, como a MARIA, em forma de Água, Mar, etc. Mesmo porque MARIA provém de Mar, as Águas, etc. E a prova é que, nas pias de água benta, dois MM entrelaçados encontram-se por cima, não apenas para simbolizar o nome de Maria mas, também, para expressar o signo de AQUARIUS.

E como Colombo pertencesse à Ordem de Avis (anteriormente houve uma outra mais secreta ainda, vide o supracitado número de Dhâranâ, com o nome de MARIZ), o que nos obrigou a fazer os “iniciáticos trocadilhos” que se seguem: Ave, Maria! Ave, Espírito Santo! –dizia Colombo na referida SIGLA. Enquanto nós outros: Avis-Maris, Aves-Marinhas. AVIS RARIS IN TERRIS. De facto, “o grande Navegador Aghartino ou Jina” não passava de AVE RARA na Terra. O seu nome provém de COLUMBA, a POMBA de todas Iniciações, o ESPÍRITO SANTO das Homenagens Divinas. Do mesmo modo que, em grego, chamando-se ele CHRISTOFERENS-COLUMBUS, “é aquele que carrega consigo o Cristo”. Donde a lenda de S. Cristóvão que “carregava, de um lado a outro do rio, as pessoas que dele necessitassem, até que um dia carregou o próprio Menino Jesus”. O sentido verdadeiro, entretanto, dessa passagem “de um lado a outro”, é aquele de salvar as almas, conduzindo-as ao Céu, ao outro lado da Vida. Donde o termo PONTÍFICE ou “construtor de pontes”, que é muito mais antigo que o Cristianismo.

Passemos a narrar um fato memorável que se passou no próprio Rio de Janeiro (antiga capital brasileira):

“A imagem de N.ª Sr.ª de Copacabana (cópia da que existe no Santuário de Copacabana, às margens do Titicaca, na Bolívia. Copacabana também foi um dos Chefes ou Manus da Raça Inca, etc.) foi trazida ao Brasil por uma comissão de senhoras bolivianas. Na solenidade da entrega, feita na praça da Matriz de Copacabana, após o temporal que se desencadeou naquele momento, uma POMBA BRANCA veio pousar na cabeça (chacra coronal, donde coroa, etc.) de Nossa Senhora. O facto causou uma sensação tão grande que a multidão se atirou de joelhos diante da imagem… E o académico Pedro Calmon aproveitou a sublime apoteose divina para o seu brilhantíssimo discurso (os jornais da época noticiaram largamente o facto – 1943). É curioso assinalar que a imagem de N.ª Sr.ª de Copacabana primitivamente possuía uma COROA com uma pomba nela pousada, segundo narrou o Major Ugarteche em conferência realizada no auditório do Ministério da Educação.”

E tudo isto, prezado e ilustre leitor, para falarmos no caso que vem empolgando toda a imprensa brasileira – principalmente a paulista e a carioca – do mesmo modo que as pessoas que o assistiram no momento e posteriormente: “Uma POMBA BRANCA, sem que se soubesse de onde veio, pousou na FRONTE de uma jovem professora (facto também idêntico ao do momento de expirar a “virgem de Orleans”, na inquisitorial fogueira…), de nome Otília Dias de Almeida Ferraz. Além de “muito amiga dos seus discípulos”, era devota do ESPÍRITO SANTO e de São Jorge. Muitos dias antes de morrer, começou a ver uma POMBA BRANCA sobre a cabeça. Logo depois da sua morte, o quarto encheu-se de um perfume estranho de rosas. A pomba que não a deixava um só instante, bicava as mãos das pessoas que procuravam tocar no cadáver… E acompanhou o enterro, postando-se num dos braços da CRUZ da sepultura da morta, onde aí esteve muitas horas, para depois as pessoas da família da morta a trazerem para casa onde se acha até hoje”…

Como sabem os Ocultistas e Teósofos, o TERCEIRO LOGOS é assinalado por “um círculo com uma CRUZ no centro”. Do mesmo modo que o chakra MULADHARA ou Raiz, possuindo QUATRO pétalas, forma uma CRUZ PERFEITA. O perfume da ROSA e a excelsitude da CRUZ, apresentam um outro símbolo, que é aquele da ROSACRUZ.

A mesma “protegida do Espírito Santo e de São Jorge”, além da visão que teve muitos dias antes de morrer, não mais quis tomar nenhum alimento, pedindo mesmo a MORTE, isto é, desejando ir para o mesmo LUGAR donde viera a misteriosa AVE, a ARCA, BARCA ou AGHARTA. Sim, como aquela do NOÉ bíblico (que lido anagramaticamente dá o ÉON grego, como “a manifestação da Divindade na Terra”), que voltou “trazendo no bico o ramo de oliveira”. Sim, o “Ramo Racial Árico”, após a grande Catástrofe Atlante…

Do ARCO, ARCA, BARCA ou AGHARTA também era JEANNE D´ARC, pois, como afirma o seu próprio nome, o ARCO (arco-íris) é “a ponte que conduz as almas de um lado para outro”, em busca da IMORTALIDADE. A “Barca de Osíris” tinha a mesma função, ao navegar no rio NILO. Nilo, Nihil ou Nada, do aniquilamento da vida terrena pela permanência eterna no Tudo… da Vida Divina.

Jeanne D´Arc, a Jina da Arca, mas também, um dos seus Kshatriyas ou Guerreiros.

Tomé de Souza, primeiro governador do Brasil, adoptou para a sua bandeira o símbolo da POMBA DE NOÉ, com a conhecida frase latina: SIC ILLA AD ARCAM REVERSA EST. “Assim voltou ela para a ARCA”. A Prefeitura da capital baiana até hoje tem por Brasão e Armas a mais bela de todas as alegorias ao Divino Espírito Santo. Não fosse ela a CIDADE DO SALVADOR, a Terra de SANTA CRUZ e de Todos os Santos. E como tal, dos Mistérios da sua própria DESCOBERTA…

Em nosso Colégio Iniciático, uma JOVEM que vivia mais “no mundo da razão que no da ilusão”, mal acabou de exalar o último suspiro, TRÊS POMBAS BRANCAS existentes na casa de seus pais, desapareceram, rumando para lugar ignorado…

O seu nome, que era LUCÍLIA, obriga-nos à uma interpretação mais que verdadeira: LUCÍLIA é aquela que se dirige para a “Ilha da LUZ”.

E com isto, só nos resta afirmar que, mesmo nesta hora trágica por que atravessa o mundo, nele ainda existem SERES cuja ORIGEM nos obriga a aclamá-los do mesmo modo que o fizemos a COLOMBO:

AVIS RARIS IN TERRIS.

 

(Revista Dhâranâ n.os 142 a 144 – Abril de 1951 – Ano XXVI)

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios