Sintra, 24 de Fevereiro de 2008

Ab inope nunquam spectes

(Ninguém dá o que não tem)

Ao longo dos últimos dois decénios e alguns anos vim repetindo à exaustão que o evento da Data Avatárica de 28 de Setembro de 2005 poderia não se realizar da maneira “ao pé da letra” como muitos da ex-Instituição Teosófica de Henrique José de Souza acreditavam, creio, piamente: o Advento do Cristo de Aquarius sobre a Terra, visível e tangivelmente.

Isso mesmo declarei de viva voz e por escrito em cartas pessoais a diversos discípulos da Obra do Eterno contemporâneos do Professor Henrique José de Souza. Lembro ter baptizado uma carta minha remetida para São Paulo (SP) destinada a António Carlos Boin, datada de 28.09.2002, com assunto referente à data de 28 de Setembro de 2005, como o DIA DA GRANDE DECEPÇÃO!

Assim foi. Aliás, nem poderia deixar de ser, pois a concepção milenarista de Advento de há muito estava sendo entendida “ao pé da letra”, à boa maneira de uma qualquer religião carismática, dessas muitas que enchem a “praça pública” brasileira hoje em dia, como também já acontece em Portugal.

O Professor Henrique José de Souza destinou a data supracitada como marco inicial da ERA AVATÁRICA DE MAITREYA, englobando os 10.000 anos deste 8.º Ramo Racial destinado a semente ou projecção de uma Nova Raça, nascida de todas as experiências e valores do Passado. De maneira que “Cristo advirá sobre a Terra” quando o Homem O descobrir ou despertar primeiro em si, no mínimo três quartos da Humanidade, acabando por afectar o um quarto que sobeja. Então, com todas as condições físicas e psicomentais criadas, certamente Ele advirá sobre a Terra.

Em que data, dia, hora e minuto? Todas as que a vã fantasia humana quiser, mas, certamente, naquela que SÓ ELE SABE.

Foi isso mesmo que eu disse aos directores de certa sociedade espiritualista brasileira, quando me exigiram «retractação pública» por não reconhecer um dos seus dirigentes como o veículo privilegiado de Maitreya, ou seja, o seu Avatara,  o que também não aconteceu. Nessa minha carta remetida para São Lourenço (MG), em 5.07.2005, tive oportunidade de dizer:

«Se então ou pouco depois (até ao final deste ciclo solar de 35 anos) o CRISTO UNIVERSAL virá ou não virá, bem, só Ele o sabe e de que maneira o fará, certamente não para um homem ou uma organização mas para toda a Humanidade, já que Ele é o Supremo Instrutor do Mundo, de Homens e de Anjos – o Excelso e Divino Bodhisattwa CHENRAZI AKTALAYA MAITREYA.

«Consequentemente, é uma perfeita insanidade pretender a Expressão Viva do ETERNO que seja e faça o que nós pretendemos e fazemos. Mas estamos falando de Deus, do Cristo Universal, e não de um qualquer humano, infalivelmente – ou não fosse humano… – com as suas limitações, doenças, impropriedades, etc., o que é perfeitamente legítimo a qualquer e vulgar criatura humana. Por isso, quando perguntavam ao Prof. H.J.S. “como iria agir Maitreya na `sua´ Sociedade?”, ele respondia invariavelmente o mesmo: “Mas Maitreya irá querer saber da Sociedade para alguma coisa?…” Sim, porque Ele vem – quando muito bem decidir e condições humanas hajam para tanto – para toda a Humanidade, e não para uma exclusiva parcela mínima da mesma.

«Como todo o Goro da Ordem do Santo Graal é “Sacerdote de Melki-Tsedek”, por prescrição e decreto ao Presente e ao Futuro do próprio AKBEL em J.H.S. quando reinava entre os homens (1883-1963), devo falar-vos (agora não como historiador nem escritor, mas como MAKARA assim reconhecido pelos coevos do próprio J.H.S., o que lhes provei e vos provarei já em seguida) dos Mistérios da Cristandade que se prendem por inteiro ao escrínio lapidar da Serra Sagrada de Sintra, alter-ego de MARIZ NOSTRUM, e também vos dizer do tremendo pecado, karma voraz contraído que é, falar e tratar do CRISTO DIVINO como se falasse e tratasse dum qualquer homem oportunista do Sagrado e Divino para usufruir, à custa do crencismo e ignorância alheios, constantes e amplas regalias materiais!… Por falar em JEFER-SUS (Jeffersus, como herança nominal do Divino avatarizando o humano Jeoshua Ben Pandira há dois mil e alguns anos atrás), CRISTO ou MAITREYA são uma e mesma Entidade. É, como disse atrás, o Divino BODHISATTWA como Supremo Instrutor Mundial de Homens e de Anjos. É o Avatara – Messias, Manifestação do Espírito de Verdade – da Segunda Hipóstase AMOR-SABEDORIA do Logos Solar – o Supremo Arquitecto do Universo – que se manifesta pela mesma Hipóstase do Logos Planetário, o Segundo Trono, em que está o Sexto Luzeiro AKBEL com MAITREYA representando-O do Mundo Intermediário ou Celeste ao Terreno ou Humano.

«De modo que, para melhor compreensão didáctica, comporei o esquema seguinte:

«LOGOS SOLAR > LOGOS PLANETÁRIO > AKBEL > MAITREYA > GRANDE LOJA BRANCA > HUMANIDADE… e esta de Volta ao Divino.

«De maneira que MAITREYA exprimindo ao Mundo Divino ou de BRAHMA, o PAI, se «bicéfala» em dois Aspectos a partir do Mundo Intermediário, aqui como BUDA CELESTE exprimindo a VISHNU, o FILHO, projectando-se no Mundo Humano ou Inferior como BUDA TERRENO, Avatara da Terceira “Pessoa”, ou seja, SHIVA, o ESPÍRITO SANTO… Vale por o Celeste FOHAT «cavalgando» o Terrestre KUNDALINI, de Consciência Interplanetária e Transcontinental, logo, UNIVERSAL, por ser a antropomorfização da própria SHAMBALLAH – ou SALÉM, WALHALLAH, “Vale de Allah ou Deus”, etc., sendo o “Laboratório do Espírito Santo”, o Núcleo ou Sol Interno do Globo – na Face da Terra, nesta exprimindo ao SEGUNDO TRONO como TERCEIRO TRONO que é!

«De maneira que sendo Três Aspectos no Mundo Mayávico ou das Formas, em verdade é UM SÓ que a Si mesmo se projecta em três dimensões de Ser – Divina, Celeste, Humana. Donde MAITREYA significar, como se sabe, “SENHOR DAS TRÊS TRAMAS, MAYAS, MUNDOS”… porque a sua Essência está acima delas, absorvida no ESPAÇO SEM LIMITES do próprio ETERNO, antes, da SUBSTÂNCIA UNIVERSAL (SVABHÂVAT).»

Repito o que já disse e escrevi reiteradamente desde há dois decénios e alguns anos: a Consciência do CRISTO UNIVERSAL é isso mesmo – UNIVERSAL, “Transcontinental” por abarcar a Terra inteira. Quando Ele advir sobre a Terra não precisará de ninguém para O anunciar nessa Hora: um e todos os reconhecerão unanimemente pela vibração de AMOR-SABEDORIA de seu Ser. Antes, chuva de estrelas – “lágrimas de São Lourenço” – sobre o Pólo Norte e lavas vulcânicas desde o Pólo Sul, além de outros eventos propiciados pela Grande Loja Branca, indo desfechar num arco-íris que rodeará a Terra, anunciarão o Seu advento próximo. Quando? Quando o Homem se dispuser à transformação verdadeira de si mesmo e alguns insensatos deixarem de brincar com coisas sérias, então, sim, O reconhecerá… porque JÁ VEIO… e ninguém O reconheceu! Quem era ou é? AKBEL em forma humana.

Como campeia a crença e rareia a Fé, como a maledicência e a intriga pretendem-se maiores que a cogitação e a fraternidade, logo se «apontando canhões à retaguarda» invés de «à vanguarda» para bem se poder defender a Instituição e a Obra nas pessoas de todos os Irmãos e Irmãs das mesmas, assim sempre felizes com elas pelo trato recebendo delas, pelo contrário, escasseia o entendimento justo e a concórdia amorável que só uma vida teosófica, genuinamente eubiótica pode dar, de maneira que, inexoravelmente, aconteceu o DIA DA GRANDE DECEPÇÃO geral ante a não aparição de qualquer Divindade exclusiva a alguns e conforme o “pé da letra” dos mesmos alguns…

Sobrou o desânimo e a descrença, a desilusão (quase…) geral. Deu-se a debandada (quase…) geral, com o afastamento ou desquite de uma organização que se revelava espiritualmente falida mas, anacronicamente, desses desquitados alguns, demasiados, arrastando um KARMA PATOLÓGICO ou dependência psicomental em relação à mesma, o que em si é um karma ou débito insatisfeito.

Este mal consumado já vinha do tempo do Professor Henrique José de Souza, quando ainda era vivo, pois que inúmeros já então o questionavam severamente, como pessoa e como Mestre, inventando calúnias (que ainda hoje correm na “praça pública” brasileira, as quais tenho combatido esclarecendo como e porque surgiram…) ao mesmo tempo que desprezavam os seus ensinamentos, quando não os profanavam comercializando-os, tudo isso com a devida e honrosa excepção de uns raros Eleitos que mantinham viva em sua consciência que O DISCÍPULO SÓ PODERÁ SER ADEPTO PELOS SEUS PRÓPRIOS ESFORÇOS, e que A CONSCIÊNCIA DO MESTRE ESPIRITUAL ESTÁ NATURALMENTE ACIMA DA VULGAR E PROFANA repleta da preconceitos e inibições. Razão para o mesmo Henrique José de Souza afirmar aos presentes na antiga Sociedade Teosófica Brasileira: «Muitos dos que aqui estão, daqui não são… muitos dos que aqui não estão, daqui são!» Feliz e risonho, chamava “abençoados Mestres” aos seus discípulos quando estes cumpriam com a Lei; triste e sombrio, chamava-lhes “maus aprendizes de discípulos” e que ele é que era o Mestre e Fundador da Obra, logo, só ele sabia com justeza e perfeição, quando eles não cumpriam com a mesma Lei Divina que a tudo e a todos rege.

Isso terá valido ao Professor a fama de «pessoa com mau feitio», esquecendo ou ignorando aqueles que disso o apelidaram estarem tratando com o Iniciador ou Mestre Supremo e não com os seus pares iguais entre si, vulgares como qualquer homem comum. Para que em sua natureza hipersensível não repercutisse o karma alheio carregado por qualquer e vulgar pessoa que dele se acercasse, e para que ouvidos despreparados, logo propensos à confusão e à dúvida, não ouvissem as suas revelações verdadeiramente supra-humanas, assim poupando-se a mais sofrimentos físicos e morais, o Professor Henrique passou a receber em sua casa só os membros da Série Interna, antiga Série D ou Astaroth, portanto, os mais adiantados no conhecimento teosófico promanado da sua boca perfumada.

Mesmo com todos sabendo dessa directiva do Professor só receber os membros da última Série, havia quem ignorasse essa decisão e o procurasse. Foi assim que certa senhora, pertencente ao primeiro Grau ou Série Peregrino, muito devota, beata e teimosa, fez uma longa viagem até à casa de Henrique José de Souza em busca da solução para os seus problemas pessoais, de cariz matrimonial e financeiro, nada espirituais senão a curiosidade que a movia em conhecer ao vivo o “Grande Mestre Aghartino”. Pois bem, chegada aí, depois de tão longa e cansativa viagem, bateu na porta insistente. Finalmente abriu-se o postigo, surgindo o busto do Professor. – “Que deseja?”, perguntou ele. “Falar com o Sr. Prof. Henrique José de Souza.”, respondeu ela. Réplica seca: – “Não mora aqui.”, e fechou-lhe o postigo na cara.

Outras e muitas vezes, em sua residência na Rua João Moura, em São Paulo, tendo ido para aí da anterior na Avenida Pedro I, na mesma cidade, o Professor H.J.S. recebia os discípulos que o procuravam de uma maneira muito peculiar, para não dizer desagradável. Ficava sentado na poltrona, com semblante mal-humorado olhando fixamente para a parede, como que fazendo «birrinha», sem lhes conceder um simples olhar, uma simples palavra. Isto, naturalmente chocava os discípulos presentes, motivo para o próprio Paulo Machado Albernaz desabafar-me: – “O Professor era de trato difícil”. Ao que lhe respondi: – “Se ele agia assim, mas não sempre porque gostava muito de receber visitas dos discípulos e queixava-se quando não as recebia, era porque esses discípulos o procuravam com «mais barriga do que cabeça», isto é, para que lhes desse mais quando ainda não haviam assimilado o muito que já tinham recebido, além de se terem portado mal, por palavras e actos, para com o Mestre, para com a Obra, para com os seus Irmãos da mesma Obra, o que ele via nas suas auras, sem que pudessem mentir. Então, mostrando o seu profundo desagrado, castigava-os dessa maneira”.

Havia, pois, uma selecção prévia dos membros que iriam destinar-se a ocupar cargos cumeeiros na direcção da Sociedade Teosófica Brasileira e de todos aqueles a quem estavam destinados certos ensinamentos e práticas de cariz estritamente reservados. A aceitação indistinta dos membros nesses postos de chefia, não existia, consequentemente, as pessoas não eram aceites indistintamente só por ocuparem lugares sociais distintos e usufruírem de posses financeiras como privilegiados num meio social onde ainda campeiam as maiores desigualdades e injustiças sociais, no qual a democracia não raro se mostra mais virgem e débil que uma criança, e a corrupção tende a apresentar-se como o poder dominante. Quão diferente é esse Brasil sofredor às mãos de alguns xenófobos religiosos e políticos tiranos do seu próprio povo, o que se escoou em várias ditaduras militares de que se ressente com gravidade socioeconómica até hoje, daquele outro Brasil universalista desejado a eventos da maior transcendência por Henrique José de Souza…

Após a supracitada data de Setembro de 2005 e a desilusão então havida, permaneceram nessa organização os de faixa etária adiantada que, sem ter para onde ir por aí ficaram, conformados ou hibernando na espera da salvação de uma Divindade vinda de fora… a quem confiam os seus destinos. Resta adiantar que nem todos conservam-se nessa disposição psicológica, mas tão-só a maioria!… Outros, mais jovens ingressados na mesma, já com novos dotes e interesses próprios dos avanços sociais e tecnológicos do ciclo vigente que é o da sua nova geração, adentram as suas fileiras internas mas sem se desligarem dos seus passados psicossomáticos onde o psiquismo campeia a par de “mestres inventados”, logo questionando a mais-valia do Professor por comparação com as suas próprias referências das quais não se desprendem e tomam por mais certas que as do próprio Fundador, pelo que não se integram realmente no Espírito da própria Obra e assim não tomam a mínima consciência da responsabilidade dos seus actos para com essa mesma Obra. Tudo o que lhes caia nas mãos, por mais sigiloso e importante que seja, e por não terem a noção de responsabilidade em que ninguém os educou e tampouco lhes inculcou, inevitavelmente acabará sendo conspurcado da maneira mais insana na qual, por norma, nunca se prescinde do exibicionismo e espectáculo (falo de insensatos inconscientes e não de traidores conscientes que de há muito já vinham preparando o seu “bote”, que esses os há no Brasil mas também em Portugal, sobejamente conhecidos porque denunciados pela Instituição).  Para todos os efeitos, são esses TODOS JIVAS, logo, pura “Vida-Energia” e não “Vida-Consciência”, pelo que estão sob a égide da LUA influindo grave e sensivelmente – no Sistema Geográfico Sul-Mineiro – em ITANHANDÚ.

JIVAS também são esses que se tomam por JIVATMÃS ou Seres Solares mas não passam de criaturas lunares, mais que isso: lunáticos, indo fundar as suas seitas e criar negócios com o que aprenderam do Professor Henrique José de Souza. Conto-os às centenas… tendo aumentado o seu número desde 2005. Quando os contacto nem me respondem… com medo de serem denunciados quanto à Fonte de que usufruem mas não referem, para que o negócio de almas e carteiras se mantenha.

Outros, ainda, numa organização já sem JINAS mas repleta só de JIVAS, dispõem-se nos Templos da Obra do Eterno como se estivessem na igreja católica, protestante ou metodista, ou então abandonam a Obra e retratam-se fielmente no séquito de alguma “igreja universal” ou “maná” (e que maná para os seus dirigentes…), quando não retrocedem ao espiritismo encapotado na figura de algum falso profeta ou messias manco.

Perante o desalento de todo esse quadro constrangedor actual, coloca-se a questão: – O Professor Henrique José de Souza, com toda a sua sabedoria e clarividência, por que não previu os acontecimentos que se iriam dar nessa sua Instituição?

Ele previu, e deixou escrito, mesmo não tendo fundado nenhuma Sociedade Brasileira de Eubiose (1969), e sim a Sociedade Teosófica Brasileira (1928). Há várias cartas pessoais e gravações suas que falam desse esgotamento espiritual e o consequente fim da Instituição até ao ano 2000, esta a data escrita na sua Carta-Revelação de 3.09.1951, com o título Finis…, inserta no Livro das Falas, adiantando nessa outra Carta-Revelação de 16.11.1952, ainda em referência ao destino da mesma Sociedade: «Não haverá, propriamente, nenhuma destruição, embora que… a haja, em outro sentido, que não pode agora ser revelado». DESTRUIÇÃO PSICOLÓGICA, direi eu hoje, isto é, DESALENTO OU DESÂNIMO D´ALMA, assim sem vida, sem ânimo por mil e uma razões todas devendo-se, em última análise, à ausência efectiva do sentido e consciência real do que em verdade seja e pretenda esta OBRA DO ETERNO NA FACE DA TERRA.

Para que a INTEGRAÇÃO do discípulo fosse verdadeiramente EFECTIVA, REAL, ao mesmo tempo que não se corria o risco dele vir a conspurcar ou trair os Mistérios que lhe fossem confiados, contrariando assim o actual princípio da indiscriminação em que qualquer um, mesmo que despossuído de categoria espiritual e humana para cargos de nomeada, assume funções directivas, numa clara demonstração de hegemonia decadente anti-iniciática e anti-tradicional sob o pretexto de “democracia e humanitarismo” (contrariando o mais básico dos sentidos de hierarquia e de espiritualidade, que são a base do bom funcionamento de todo e qualquer Colégio Iniciático), dizia, para minorizar a eventualidade futura do discípulo trair, e para aumentar a possibilidade doravante do mesmo discípulo conseguir a Integração efectiva à sua Mónada Divina, o que é INICIAÇÃO REAL por se tratar da efectiva TRANSFORMAÇÃO DA VIDA-ENERGIA EM VIDA-CONSCIÊNCIA, realizaram-se até pouco depois da morte do Professor Henrique José de Souza INICIAÇÕES SIMBÓLICAS com conteúdo espiritual, REAL, acompanhadas dos respectivos Juramentos Solenes, que eram 4 mais 1 de acordo com a passagem gradual dos 4 mais 1 Graus Iniciáticos. De maneira que o discípulo estava permanentemente comprometido com a Hierarquia Espiritual do Colégio que vigiava de perto a sua evolução efectiva, logo, estava constantemente comprometido com a Divindade nele, consequentemente, com a sua verdadeira evolução.

Muitas vezes a Coluna J ou da “Sabedoria” de JHS, o engenheiro agrónomo António Castaño Ferreira, costumava «caprichar» no momento de reflexão do recipiendário quando se apagavam as luzes do Templo, fazendo jus ao seu espírito irascível, principalmente quando sabia que aquele que buscava a Iniciação e os seus Mistérios era motivado pelas piores razões. Então, na treva do momento, fazia o seu teatro, ouvindo-se a sua voz soturna com macabras palavras: «Você vem para aqui mas não sabe em que se mete. O último que esteve onde agora você está, levámos uma semana a devorá-lo… Este Colégio é diabólico, anda de artes com o Diabo, o que você quer para a sua evolução tão distinta ele não tem para lhe dar, senão estas trevas que escondem o seu deus que daqui a pouco tomará conta do seu corpo e da sua alma. Se eu fosse você, fugia quanto antes…» A verdade é que quando se tornava a acender as luzes, o desgraçado havia mesmo fugido. Isto repetiu-se muitas vezes, e só parou quando o Professor Henrique soube das pilhérias pregadas pelo Ferreira, proibindo-o severamente de repetir as façanhas chamando-lhe “Tentador sem escrúpulos”. Pudera, o António Ferreira era Coluna de ARABEL, o Quinto Senhor, emprestada a AKBEL, o Sexto Senhor, tal como também eram o Tancredo de Alcântara Gomes, a Coluna B ou da “Devoção”, e Hercília Gonçalves de Souza, a primeira esposa do Professor, nascida em 29 de Agosto de 1886 e falecida em 18 de Julho de 1931.

Tancredo de Alcântara Gomes, Henrique José de Souza, António Castaño Ferreira

Com esses episódios picarescos do Ferreira a S.T.B. ganhou fama de «seita demoníaca», apodo espalhado de bom grado pelos sectores protestantes e católicos, mas também se livrou antecipadamente de pessoas com todas as potencialidades de perjuras e traidoras, como depois muitas delas se revelaram gerando intrigas e perseguições ao Professor Henrique. Nomes das mesmas? Não os dou, tanto mais que o Venerável Mestre a todas perdoou e muitas voltaram à Família Teosófica, donde não mais saíram.

Apesar das Iniciações dos 4 Graus MANU – YAMA – KARUNA – ASTAROTH ainda hoje serem executadas nessa hodierna Instituição brasileira, contudo perdeu-se o senso da selecção ou discriminação natural daqueles que realmente merecem ser iniciados, assim mesmo, em meio a um formalismo ritualístico tanto menos apreendido como incompreendido, perdura pouco mais que um compromisso de honra, principalmente na admissão à Série Interna. Isso acaba redundando em deixar aceder ao escrínio da Obra e seus Tesouros qualquer um(a), mesmo que não possua cultura nem carácter suficientes para usufruir tamanha dignidade, logo, tampouco possua consciência dos valores reais a que acaba de ter acesso. Agindo assim, será como retirar uma criança do jardim de infância para ser reitora de universidade!… No entanto, devo informar que essas mesmas Iniciações Tributárias ou de Maçonaria Aghartina desde a primeira hora (1978) nunca deixaram de vigorar no seio mais secreto da TEURGIA Lusitana, com senso de selecção ou apartamento dos que merecem ou estão preparados, daqueles que não merecem por efectivo despreparo, tendo isto dado os melhores resultados humanos e, sobretudo, espirituais. A única excepção infeliz ao caso, é a daqueles que já trazem consigo as sementes da traição, mas a LEI impõe que se trate todos de igual e fraterna maneira, sem que hajam “filhos e enteados”. Abrangendo todos os Reinos da Natureza, como é facilmente observável, trata-se do exercício da Lei de Selecção Natural como método e pedagogia de Iniciação, neste caso, onde o mais forte ou capacitado reina sobre o mais fraco ou incapacitado espiritualmente.

Todos os Juramentos que dizem respeito à Hierarquia de Dignitários – da ORDEM DO SANTO GRAAL – assim como extensivamente a toda Hierarquia Oculta ou Grande Loja Branca, podem ser divididos em dois grupos:

1. O Juramento de Iniciação, no qual o Iniciado obriga-se, sob o mais solene juramento, a jamais revelar, sob pena de expulsão sumária da Instituição, da Ordem e da Obra, qualquer dos segredos que lhe forem confiados, e a nunca revelar, sem autorização expressa dos quadros superiores dos Dignitários, alguma parcela dos conhecimentos que forem entregues de boa-fé à sua guarda.

2. O Juramento de Cargo, prestado quando algum membro da Instituição e da Ordem assume um cargo específico na Obra. Este juramento de honra relaciona-se com as suas funções e interrelações com a Instituição e a Ordem.

Quanto aos objectivos dos 1+4+1 Graus de Iniciação e Ensino, conforme a Carta-Revelação de J.H.S. de 7.08.1953, Esquema do novo método de ensino na S.T.B. para se chegar a ser um consciente Membro da “MISSÃO Y”, são os seguintes:

PEREGRINO – O neófito saído da Humanidade comum fazendo, pelos seus próprios esforços, a sua própria selecção de aproveitamento.

MANU – A Vida pela Geração e as Leis do Ciclo que são dadas ao respectivo Iniciado para que ele se trabalhe no meio material. Viver é fácil; saber viver é difícil.

YAMA – É a etapa mais difícil da Iniciação, pois objectiva a auto-transformação efectiva do Iniciado, a Morte profana de vez para sempre. A pessoa terá de deixar de ser o que é, para tornar-se no que deverá ser, conforme os padrões da Lei.

KARUNA – É a etapa do Julgamento do trabalho humano e espiritual já realizado numa vida. É justo, mas nem bem, nem mal, tão-só o que o Iniciado realmente merece.

ASTAROTH – Colecta o resultado da evolução do Iniciado conseguida e aproveitável pela Lei. Os frutos (experiências espirituais) serão aproveitados, as palhas (vivências materiais) serão queimadas.

INTEGRAÇÃO – Compete-lhe a função de Arauto ou Yokanan ao serviço legítimo da Instituição, disseminando, conforme as suas capacidades ou aptidões, a Obra do Eterno na Face da Terra.

Para se alcançar a meta postulada a cada um dos Graus de maneira que realmente confiram a Iniciação respectiva, que é da conquista de maior Consciência, existem as respectivas Yogas de Realização dos mesmos, como sejam:

PEREGRINO – ALINHAMENTO VITAL e GLOBO AZUL.

Visa alinhar as energias dos veículos da personalidade material (física, vital, emocional e mental) do postulante à Iniciação à sua Individualidade Espiritual, sintetizada no Mental Superior. De maneira que o Alinhamento Vital tem a ver, em princípio, com a preparação espiritual do corpo físico. Enquanto isso, a Yoga do “Globo Azul” pretende uni-lo à Egrégora da nossa Obra, que assim passará a defendê-lo e a orientar a sua Alma no Caminho da Verdadeira Iniciação.

MANU – YOGA DOS CINCO ELEMENTOS (TATVAS).

Esta Yoga e a sua “Respiração Andrógina” têm finalidade idêntica à do Alinhamento Vital, mas opera mais sobre a natureza física-etérica do praticante. Visa equilibrar as 4 energias dos veículos mais densos da personalidade e trabalhando já uma 5.ª energia, o Akasha ou Éter. De maneira que cria nesta 4.ª Cadeia Terrestre as condições necessárias ao encaminhamento para a viagem projectada à futura 5.ª Cadeia de Vénus. 4+1 = 5. Os Tatvas (“vibrações subtis da Natureza”) são dispostos nos lugares certos do corpo físico para assim afectarem positivamente o corpo vital. Este trabalho procura equilibrar o veículo físico do quaternário humano utilizado nesta 4.ª Cadeia. Com tal equilíbrio estabelece-se um aproveitamento maior das experiências cíclicas evolucionais do Ciclo presente. Com isto, a Yoga está modelando o corpo vital.

YAMA – YOGA DO CHAKRA CARDÍACO.

Em virtude deste chakra conter o registo de toda a programação evolucional havida na trajectória monádica através das reencarnações, ele é o mais difícil de ser trabalhado. O chakra cardíaco assemelha-se, pois, a uma encruzilhada no Caminho Monádico na face da Terra: traz o que foi conseguido até agora e o que falta conseguir, a fim de adaptar a Mónada Humana ao contexto universal requerido pelo Sistema Evolucional em andamento. Daí o detalhamento do trabalho mentalizando e pronunciando o bijam (“semente”) de cada “pétala” ou “raio” e entendendo-lhe o significado. Visa com isso iluminar o Vibhuti (“pêndulo cardíaco”) integrando-se, assim, ao Mundo Celeste, alcançando o Adeptado, transitando da consciência da Humanidade para a da Divindade. Com este fim, a Yoga do Chakra Cardíaco molda o veículo emocional.

KARUNA – YOGA DOS OLHOS.

Objectivando moldar o veículo mental concreto, esta Yoga também visa completar a formação dos veículos do quaternário humano, dando-lhe a unidade, a fim de que ele possa iniciar um novo trabalho evolucional, qual seja integrar-se no trabalho da próxima Cadeia ou 5.º Sistema Evolucional, ou ainda, em outras palavras, integrar-se na Obra do Eterno na Face da Terra. Aumentando a sensibilidade humana prepara o discípulo para a percepção dos sentidos superiores, afinizando-o com a Linguagem Universal. O número 10 é o Número Perfeito, como afirmou Pitágoras na Tetraktys, e daí os 10 Mandamentos e os dízimos tendo necessariamente que ser pagos pelo ser em evolução. A Humanidade paga os seus dízimos aos Assuras e Makaras. Os Assuras pagam-nos ao 5.º Planetário, enquanto os Makaras pagam-nos ao 6.º Planetário. Os dois Planetários, “Vasos Canópicos” dos Ishvaras ARABEL (FOGO) e AKBEL (LUZ), por sua vez os pagam a Melki-Tsedek, como 8.º Planetário ou Síntese vigente do processo evolutivo total. Dízimos significam o trabalho transformador pelo esforço próprio, o que não deixa de implicar sacrifícios (sacrum+facere, tornar sagrado), ou seja, de tornar sagrados os veículos materiais que abrigam a Mónada Imperecível, para que eles possam expressar com nitidez o Espírito como canais desimpedidos por onde flui animadamente a Ideação Divina. Consequentemente, tais instrumentos humanos ou canais deverão ter “alta-fidelidade” em seus valores significativos. Daí Fides ou Fé, nada tendo a ver com crer, acreditar ou crença (quem hoje crê muito, acaso amanhã descrerá ainda mais…), como geralmente os religiosos confundem e assim não corrigirem a confusão semântica, infelizmente consignada nos próprios dicionários.

ASTAROTH – YOGA UNIVERSAL.

Começando pela Ideação esquematizada no 2.º Trono e nele expressa pelas Potestades dos 4+1 Maharajas que, na linguagem do praticante, é a locução “Espaço Sem Limites”, continua na escala septenária da descida da Luz ao Trono de Deus, perfazendo-se no Universo da Matéria manifestada em sua maior densidade alcançada, que é trabalho das Potestades Kumáricas, e que na linguagem do praticante é a locução “Espaço Com Limites”. Daí, então, retoma a mentalização dos chakras em sentido inverso, até diluir-se no “Espaço Sem Limites”. Esta Yoga cria os veículos para o 5.º Sistema Evolucional, embora no Akasha eles já estejam formados. Por isso a mentalização do azul akáshico só se faz no chakra laríngeo, que é o 2.º Trono ou Vau como Verbo do corpo humano, além, evidentemente, da Egrégora da Obra ou “Globo Azul”. Os sons mântricos dos 3 bijans pronunciados para cada chakra, na descida e subida da escala septenária, indicam a tessitura que se está fazendo na construção dos veículos para o 5.º Sistema. Com isto arrasta o Mental Superior ao quaternário humano.

INTEGRAÇÃO – YOGA AKBEL.

De prática individual destina-se a construir formas veiculares para o 6.º Sistema Evolucional ou Cadeia, cujo Embrião já foi lançado por Akbel. O encontro de Fohat vindo de cima, do 2.º Trono, como Ideação esquematizada, com Kundalini vinda de baixo, de Shamballah, e trazendo todo o aproveitamento evolucional da face da Terra já metabolizado nos Mundos Internos, este encontro, repito, faz vibrar os 6.º e 7.º Tatvas – Subatómico e Atómico – esse último de cor púrpura, e o anterior de cor amarela. Esta Yoga dada por Akbel aos Munindras em 28.06.1960, é o processo iniciático de trazer o Espírito e a Intuição ao quaternário humano.

INTEGRAÇÃO – ODISSONAI.

De prática colectiva é a Yoga síntese de todas as outras, ou, ainda, a Yoga resultante de todo o trabalho iniciático desenvolvido, visando os Sistemas Evolucionais do Porvir, como o Futuro imediato deste 4.º Sistema de Evolução Universal em sua 4.ª Cadeia, 4.ª Ronda do 4.º Globo na 5.ª Raça-Mãe a caminho da finalização da 5.ª Sub-Raça, com os trabalhos já firmados para a eclosão das 6.ª e 7.ª Sub-Raças que encerrarão o Ciclo Ário. Esta é exactamente a MISSÃO DOS SETE RAIOS DE LUZ em que trabalha galhardamente a nossa Obra. Assim, esta síntese engloba três coisas distintas que, simultaneamente, se resolvem num mesmo Ritual:

A) Encerra o 4.º Sistema Evolucional, transferindo os seus valores para o 5.º Sistema. Este é o significado do Ritual Mágico de Defesa dos Tributários que antecede o Odissonai.

B) Inicia o 5.º Sistema Evolucional, com os 7 Mantrinhas dos Pupilos em número de 14 ou 7 casais, começando a mentalização pelo centro Raiz (Chakra Muladhara) e o elemento Terra (Tatva Pritivi).

C) Fortalece o Embrião do 6.º Sistema com a pronúncia do bijam de cada elemento de cada uma das 7 linhas, sendo a 4.ª dupla composta de casais, totalizando 56 elementos. Estes, somados às duas tríades representando o Espaço Sem Limites e o Espaço Com Limites, mais o casal Ulisses-Ulissipa ou Henrique-Helena, totalizam 64 elementos. Como se vê, se a esse número somar-se os 14 Pupilos ter-se-á o Tarot completo, ou 78 lâminas. E, ainda, se acrescentar-se os 24 mais o casal do Ritual dos Tributários, mais os 7 componentes da mesa dirigente, ir-se-á ter o número completo da Hierarquia Assúrica representando os Makaras (Corte do 6.º Senhor): 111 elementos. Como se depreende pela meditação feita, tal perfeição métrica e numérica aliada à perfeita e exacta pronúncia dos bijans, mais a mentalização simultânea e perfeita dos chakras, gerará uma energia tal que comoverá e transformará a matéria densa, conformando-se ao arquétipo visado pelo 2.º Trono. Eis a consciência que se deve ter ao participar desta Yoga!

Mas consciência nenhuma teve um fogoso irresponsável de Itanhandú (MG) que, ainda homem novo, após aceder ao Grau ou Série Interna da supradita Sociedade brasileira – nossa congénere – e tido acesso ao material reservado da mesma, não a fez por menos: publicou as impublicáveis Cartas-Revelações do Professor Henrique José de Souza num seu sítio da internet, e vem publicando todo o espólio reservado da mesma Instituição, assim espoliando esta do seu património interno.

De imediato contactei os responsáveis na Sede da Entidade em São Lourenço (MG), alertando-os para o caso e que, sob o pretexto exclusivo da defesa do Nome e Obra doProfessor Henrique de Souza, eu iria accionar um processo jurídico contra essa pessoa, logo convindo estar presentes no tribunal os donos ou proprietários legítimos desse património furtado, ou sejam, os filhos e herdeiros do Professor Henrique José de Souza: Hélio Jefferson de Souza, Jefferson Henrique de Souza e Selene Jefferson de Souza. Informei que iria accionar um processo-crime de usurpo de direitos autorais cujo infractor incorre na lei penal nos termos do artigo 20.º e seguintes do Código do Processo Civil da Lei Jurídica do Brasil. Para isso iria entrar uma Carta Rogatória no tribunal da Comarca Cível de São Lourenço a partir da manhã de 2.ª feira de 4 de Março de 2008, a fim do despacho seguir para a Comarca Cível de Itanhandú e o Juiz de Direito dar satisfação ao caso a favor do lesado (a Sociedade), representado por um ou todos os três filhos legítimos de Henrique José de Souza, herdeiros e proprietários da coisa ofendida (o material furtado por esse senhor e que está registado em nome deles).

De maneira que alertei essa Sociedade, os seus dirigentes e lhes ofereci as bases jurídicas para avançarem. O processo ficou com eles… o meu Dever para com JHS e a sua Obra, foi cumprido. Resta que eles cumpram a sua parte, neste caso que já se universalizou através do moderno meio virtual chamado internet. Se ficarem como têm estado até hoje, mudos e quedos, certamente que abrirão caminho a acontecimentos ainda piores… a ponto de lhes rapinarem tudo.

Quanto a esse cidadão, cujo nome aqui não dou, foi director do Departamento dessa Sociedade em Itanhandú, cargo de que se serviu para furtar o material reservado de JHS, fotocopiando-o às escondidas e logo depois publicando-o, como sejam vários originais das Cartas-Revelações de Henrique José de Souza, assim como textos de apostilas internas da Instituição, nomeadamente as lâminas do Tarot Aghartino ou os Arcanos da Nova Era, tudo isso defendido pela lei dos Direitos de Autor, como qualquer um que tenha acesso às mesmas pode ler no verso das suas capas. Soube que já há algum tempo corria num outro Departamento da mesma Entidade, desta feita no Rio de Janeiro (RJ), um processo jurídico contra o mesmo cidadão, acusado de roubo. E quando pessoalmente o confrontei com tais acusações de mentiroso e ladrão… ele riu-se descaradamente. Soube depois que esse cidadão após receber uma quantia de cerca de 15.000 reais para obras de ampliação do Departamento de Itanhandú, mandou derrubar o edifício para em seu lugar construir um clube de qualquer coisa esotérica ou outra, o que levou à sua expulsão da dita Sociedade espiritualista e depois ter-se vingado desse modo, publicando tudo quando de reservado possuía da mesma.

Visitei o sítio virtual desse senhor, graças a Deus pouco conhecido frequentado praticamente só por impúberes psíquicos, a maioria parecendo-me jovens fogosos como é próprio da idade, completamente inconscientes, irresponsáveis e muitíssimo confusos, que nada sabem desta Obra Divina mas que tudo querem dela sem, contudo, com Ela se comprometerem, a ponto de um deles ter escrito um comentário tão extraordinário como este: «Henrique José de Souza traiu JHS que o abandonou» (!!!). Mas Henrique José de Souza é JHS, sigla cabalística ou avatárica do mesmo!!!

Tomando por inspiração o livro O Segredo, divulgado pela milionária norte-americana apresentadora de reality-shows, Oprah Winfrey, e que tão-só trata da já velha, agora querendo-se nova e inédita, teoria metodista e evangélica do pensamento positivo, da auto-ajuda e do auto-conhecimento (como é  que um doente psicossomático pode ter pensamentos positivos, auto-ajudar-se e auto-conhecer-se, é o que pergunto?… Como os médicos também adoecem, Jesus replicava com o axioma: “Médico, cura a ti mesmo”… se és capaz!), e que faz parte do imobiliário urbano do fetiche ingénuo dito reiki, o supracitado cidadão chega ao ponto de os comparar a… Eubiose!!! Depois passa para o elogio do romance plagiado por Dan Brown a outros (os semelhantes atraem-se…) e desfecha-se na projeciologia astral (se por esta pode ter acesso directo às coisas, então, porque necessita roubá-las?!).

Que mais posso dizer desse sítio ou covil de ladrões, prosseguindo até ao momento na sua faina rapace, senão repetir o que escreveu certa voz sobre o mesmo: «O que está sendo feito neste sítio, repousa somente na vontade de contestar ou, no caso de outros, simplesmente atacar e outros ainda, divertir-se. Tipo: Eu não sei o que quero, mas sei o que não quero. Assim, derrubemos e depois vejamos o que é possível fazer».

Ainda assim, para esclarecimento geral, falarei um pouco sobre o Tarot Aghartino e as Cartas-Revelações. Começo pelo Tarot.

Esses Arcanos da Era de Aquarius foram originalmente desenhados com pena de nanquim a preto e branco, e estão expostos num pequeno painel na “Sala dos Goros”, no primeiro andar do Templo de São Lourenço (MG). Quem os desenhou foi Maroucha Strauss, mulher do comandante Paulo Strauss, inspirada na descrição feita no Livro do Perfeito Equilíbrio (1954), do Professor Henrique José de Souza. Posteriormente, Hilda Martins pintou-os e Wagner Fraguás restaurou-os, imprimindo-os para figurarem exclusivamente nas apostilas n.os 07 e 08 da Série Astaroth da S.B.E. Mas o pintor original das 22 lâminas do Tarot Aghartino, a pedido directo do Prof. H.J.S. em 1962, foi o seu discípulo, que com ele conviveu durante 33 anos, Sr. Paulo Machado Albernaz. Esse Tarot pintado por este autor está exposto em 22 quadros de tamanho razoável no Salão do Templo do Departamento “Cruzeiro do Sul”, em São Paulo (SP). Os desenhos e as cores que se vêm na criação pictórica de Paulo Albernaz tiveram a intervenção em pessoa do próprio JHS. Consequentemente, as lâminas pintadas que essa Sociedade apresenta nas suas apostilas são já uma segunda versão um tanto afastada da original, de que apresento as lâmina seguintes correspondentes aos Arcanos de Portugal e do Brasil:

Foi o próprio Paulo Albernaz quem me confirmou, em carta endereçada de São Paulo com a data de 16.11.1999: «(…) as lâminas do Tarot do Novo Ciclo, pintadas por mim e que estão expostas na antecâmara do Templo do Departamento de São Paulo. Os quadros originais que pintei têm o formato de 75×50 centímetros e obedecem à mesma forma do pequeno quadro com as vinte e duas lâminas, que foram pintadas a bico de pena por uma das Irmãs da época (Maroucha Strauss), a mando de JHS. Ele teve uma visão mental desses Arcanos e colocou-os em algumas das suas muitas revelações escritas em 1954 e 1955. O pequeno quadro está no Salão Nobre do Templo de São Lourenço. Sem ter a menor ideia de que iria pintar tais Arcanos, recebi do próprio Mestre JHS, pessoalmente no ano de 1962, a orientação de como deveria proceder quando fosse executar a pintura, o que só ocorreu muitos anos mais tarde. Aqui está, em linhas gerais, a história desses Arcanos. Eles são as lâminas do Novo Ciclo em substituição às de Thot, que são as divulgadas por todo o mundo. O personagem Thot é o mesmo conhecido por Thot-Hermes e depois como Hermes, o Trimegisto. Na realidade ele teria sido egípcio primordialmente, passou-se para a tradição grega e depois para a romana».

Passo às Cartas-Revelações. Este triste episódio do furto das mesmas por esse infeliz personagem (episódio que agora se repete em Portugal com um outro cidadão, usando e abusando do que não lhe pertence sob nenhum pretexto), lembra-me aquele outro ocorrido cerca de 1960 com o Professor Henrique José de Souza, relativo a deixar que alguns membros destacados da S.T.B. levassem para seus lares Livros de Revelações para os estudar. Chamando-lhe a atenção para o caso do mau uso que lhes poderiam dar, alguns discípulos chegados tiveram dele a seguinte resposta: – Se fizerem bom uso das Revelações, será bom para eles! Se fizerem mau uso com as Revelações, que se cuidem com o Karma!…

Mas também nisso o Professor tomou as devidas e antecipadas precauções, o que me leva a contar um outro episódio muito pouco conhecido na Obra hoje em dia. Além de já ter queimado vários Livros de Revelações no quintal da Vila Helena, reduzindo-os a cinzas, e de ter lacrado externamente o Portal “Luz de Chaitânia” levando ao interior do Monte Verde (a Montanha Sagrada Moreb), o Professor desencadeou ainda mais, através dos Badagas do Mekatulam, nos fins de 1962: há por debaixo do altar do Templo de São Lourenço uma pequena cripta, onde eram guardadas as Revelações e Escritos originais de JHS. O acesso a essa cripta e a esses originais só era acessível a escassa minoria, onde se contava o Instrutor António Castaño Ferreira, o Mordomo do Templo, Sebastião Vieira Vidal e mais uns poucos, muito poucos. Pois bem, por essa data certo dia o Sebastião Vidal desceu à cripta e ficou terrificado ante o que viu: uma das paredes apresentava um enorme rombo deixando antever um largo buraco que se prolongava indefinidamente na escuridão da terra adentro (que depois tornou a fechar…), e os Escritos e Livros de Revelações originais (do Graal, da Pedra, Síntese, etc.) estavam completamente molhados, apodrecidos, irreconhecíveis mesmo, não deixando que se percebesse neles uma só palavra, uma só figura. Apavorado, Vidal correu para junto de JHS a contar a desgraça. Este ouviu atentamente, em silêncio, depois sorriu e levou o indicador aos lábios, exigindo silêncio!… Em verdade, ele havia ordenado aos Badagas que recolhessem os textos originais e deixassem no seu lugar papéis demolhados e podres, sem préstimo. Quero com isto dizer que, exceptuando o que na ocasião estava depositado na Vila Helena, residência do Professor na mesma São Lourenço (algumas Cartas-Revelações, o Livro-Sarcófago, os Álbuns Fotográficos de Família e pouco mais), não há um só original dos Livros de Revelações de JHS em posse da actual Instituição brasileira. Tão-só cópias de cópias, conservadas em mãos particulares de alguns membros da Série Interna e nos arquivos dos Departamentos da Sociedade, muitas das mesmas já não correspondendo aos originais. Ainda assim, aqui e ali, ficou registada a memória desses mesmos originais em raras e antigas fotografias.

Original do “Livro Síntese” do Professor Henrique José de Souza (JHS)

Está nisso a razão de aparecerem por aqui e ali Livros de Revelações transcritos à mão de cartas soltas, por falta dos originais, e também a razão de se desconhecer a maioria dos títulos que os vários conjuntos de cartas portavam. O que hoje essa Sociedade conserva deve às diligências pessoais de Hélio Jefferson de Souza junto dos Irmãos mais antigos da Obra que conservavam Cartas-Revelações enviadas a eles directamente pelo Professor ou por ordem directa dele, ou ainda que recolheram nos Departamentos onde exerciam funções. Mais uma razão jurídica a justificar quem é o legítimo proprietário desse património!…

Ora o que o tal senhor de Itanhandú apresenta no seu sítio virtual são cartas avulsas, a maioria soltas dos Livros com os seus títulos respectivos, como é o caso do Livro das Cadeias que ele não assinala, certamente por desconhecer os nomes ou títulos dados pelo próprio JHS aos diversos conjuntos de cartas seleccionados para perfazerem Livros de Revelações. Foi assim que eles nasceram e é assim que a maioria dos membros da actual Sociedade desconhece terem títulos. Na Biblioteca da Matriz em São Lourenço, donde esses textos são irradiados para todos os Departamentos, os mesmos estão ordenados por datas e não por títulos cuja memória já se perdeu, repito. Contêm-se conservados num armário de metal nessa sala, ao fundo à esquerda junto à janela ampla que dá para o pátio lateral ao Templo.

Esse tal senhor também erra a toda a linha quando diz que o Professor Henrique José de Souza «foi um escritor profícuo durante vinte anos». Não, ele foi um escritor profícuo durante mais de 50 anos, e o seu primeiro Livro de Revelações, chamado Livro das Correntes, recua a 1921-24. O último terminou-o em 1963… Porque ele escreveu tanto? Para dar instruções privadas contidas em textos igualmente privados a determinado Grupo seleccionado previamente por si, dividido em duas classes, Makaras e Assuras, e por isso a linguagem cifrada que usou, como medida de precaução ou defesa desses mesmos textos, mas que ele mesmo decifrava exclusivamente àqueles a quem se destinava, isto é, os desse Grupo reservado de Eleitos ou a Elite da Obra do Eterno na Face da Terra que o acompanhou ao longo dos decénios. Os componentes do mesmo, hoje, praticamente partiram todos, e só sobra o que sobeja…

Pois bem, essas instruções eram dadas, aplicadas, modificadas e ampliadas à medida que os anos passavam e tal Grupo progredia para uma Meta exclusiva – a integração nos seus Manasaputras em Shamballah, o que vale por Suprema e Final Redenção dos Bhante-Jauls. Actualmente comenta-se – quando se comenta… – as cartas sem a certeza de que seja exactamente esse o seu sentido, mas é natural que assim seja, pois as testemunhas vivas da origem e finalidade das mesmas hoje já faleceram…

O método que o Professor usava para escrever as suas Cartas privadas, era o seguinte: servia-se da sua máquina de escrever usando papel químico para que saíssem duas ou três cópias sob o original escrito. Depois, punha aqui e ali, nas margens das laudas já escritas, geralmente com o timbre do APTA para as autenticar, anotações feitas à mão, ou então ou as duas coisas: rasurava frases já dactilografadas e escrevia à mão ou novamente à máquina por cima delas, donde o resultado final da lauda escrita geralmente apresentar um aspecto muito confuso. Outras vezes, quando as forças lhe faltavam ou faltava-lhe tempo para escrever, ditava os textos em aparelho gravador que Irmãos seleccionados da Obra – os do dito Grupo de Príncipes ou Principais de JHS – dactilografavam a seguir. Foi assim que o falecido coronel Aldo da Luz, morador muito próximo da “Casa Misteriosa” do Mekatulam, no Bairro Carioca de São Lourenço (MG), dactilografou, após instruções prévias do Professor, o Livro de Revelações Diário Estranho (começado a 28/30 de Novembro de 1956). Havia também quem escrevesse à mão as instruções internas que ouvia de viva voz do Professor e depois as dactilografava, de maneira que muitas instruções orais sobreviveram até hoje graças à feliz iniciativa desses preclaros membros, como, por exemplo, Sebastião Vieira Vidal, que anotou e gravou todas as instruções do Professor já acamado na Clínica São Lucas, em São Paulo, nesse ano de 1963. Ou então todas as instruções privadas dadas por António Castaño Ferreira, ou pelo próprio Supremo Dirigente, que Paulo Albernaz e Isak Lustig, por exemplo, escreveram à medida que eles falavam, o que constitui um acervo raro que, graças aos Deuses, sobreviveu até à actualidade.

Escritório de Henrique José de Souza na Vila Helena (SL – MG)

O método utilizado pelo Professor para comunicar os ensinamentos reservados, geralmente era o seguinte: escrevia de manhã, por exemplo, uma carta, e à noite lia-a na Sede da Entidade, acompanhada da explicação do que expunha. Quando não podia estar presente, por quaisquer imprevistos, encarregava o irmão da sua esposa, D. Helena Jefferson de Souza Ferreira, ou seja, António Castaño Ferreira, de a ler e comentar segundo as palavras do próprio JHS, ainda que CAF tivesse liberdade absoluta para também usar os seus comentos pessoais… geralmente resultando numa revelação sobre a Revelação.

Na minha modesta opinião, considero que as Cartas-Revelações tais como se apresentam nos originais, muitíssimo riscadas e rasuradas pelo punho do próprio autor, naturalmente vão reflectir no leitorado comum, nada avisado sobre a origem e finalidade das mesmas, a consideração delas apresentarem pensamento fragmentado, sem continuidade e logo com forte sabor a ilógico e incoerente, o que levará a uma péssima apreciação psicológica do perfil do seu subscritor. Portanto, revelá-las “em bruto” publicamente acaba revelando-se um péssimo serviço à Humanidade, e ainda pior à própria pessoa de Henrique José de Souza, a quem o famoso e controverso cidadão – com comportamento psicológico algo semelhante a uma mistura arrevesada de comunista com protestante, demonstrativo de dupla personalidade por várias razões que aqui não vêm ao caso, mesmo assim dando ares de “mestre iluminado” e inclusive apresentando-se com uma jovem ao lado, numa fotografia, como se fosse um novo tomo dos “Gémeos Espirituais”, o que também se repete agora em Portugal e que assim é deja-vu – traiu, traindo o seu Juramento solene ante o Santo Graal.

De modo que a divulgação pública das Cartas-Revelações de JHS não me parece resultar em utilidade alguma para o Bem Público, pelo contrário, só irá semear mais confusões sobre o número descomunal das que já existem. Mesmo sabendo que a internet é um moderno meio de comunicação universal, ela não é usufruída por toda a Humanidade – a maioria não tem posses para os bens básicos de sobrevivência, quanto mais para esbanjar dinheiro em “bens de luxo” – mas ainda assim, quase de certeza, esses textos privados irão cair nas mãos dos espoliadores e ladrões das ideias alheias que se servirão dos mesmos para criar novos mitos, “novas revelações”, “novas escolas “intra e extra-planetárias” e coisas mais e más do género destinadas espoliar os alheios na carteira e na alma. Já agora, temos essas “igrejas universais de manás” usando como “slogans” comerciais o que ouviram de vozes da nossa Obra, nomeadamente esses de “Gruta Sagrada” e “Santuário das Riquezas”, o que tem sido uma riqueza para eles, os eternos falsos profetas ladrões descarados do alheio em nome da escritura sagrada a qual estropiam a seu bel-prazer, levando tudo para o domínio pessoal e a fartura financeira, portanto, preclaros seguidores não de Cristo mas de MAMMON!… Tem sido sempre assim, diz-me a experiência de quase quarenta anos ao serviço da Obra do Eterno, e quem irá pagar as culpas de mais um desaire físico psicomental será… Henrique José de Souza. Mas o verdadeiro culpado é esse ladrão que só parará quando for chamado à justiça legal, o que já devia ter acontecido. Sem nenhuma noção de democracia mas muita de demonocracia, completamente imprestável para o verdadeiro Progresso Humano, mostra-se ausente das noções de LIBERDADE (de princípios), de IGUALDADE (em princípio) e de FRATERNIDADE (com todos os princípios), mas muito presente em LIBERTINAGEM, SNOBISMO e PRESUNÇÃO. Sim, o que ele faz revela-se um serviço imprestável ao Eterno através da Humanidade, pois que usa de meios ilegais e implausíveis para atingir os mais que ridículos propósitos (onde já vi isto recentemente?…).

Isso lembra-me aqui uma conversa privada que tive há muitos anos com um teósofo português coevo do Professor Henrique José de Souza, o arquitecto Jorge Baptista, que a dado momento disse-me sobre os ensinamentos reservados do Mestre: «Ler as Cartas-Revelações sem preparação alguma só pode resultar na loucura certa!» Dei-lhe inteira razão.

É muito natural que as Cartas-Revelações se apresentem como estão, riscadas e rasuradas pelo Professor, pois, como já disse, elas privavam só entre alguns que, aos poucos, iam adquirindo o conhecimento completo que lhes estava reservado. Por exemplo, era costume acontecer, no seu método próprio de Iniciar, o Professor Henrique falar hoje de “assunto x”, e a seguir deixava-o; só passados dias, meses ou até anos voltava a retomá-lo… Porque agia assim? Para que os seus discípulos reflectissem ou meditassem no que receberam, e só depois, após tudo bem assimilado, voltar “à carga” retomando o assunto com novas e inéditas nuances do mesmo, o que constituía revelação.

Com a morte do Professor Henrique José de Souza, o REVELADOR, naturalmente terminou a feitura das suas Cartas-Revelações, e doravante o vasto espólio destas passou a ser usado e comentado por aqueles que sabiam do seu significado real por terem ouvido do próprio Mestre, como foi o caso de Roberto Lucíola, seu discípulo directo nos seus últimos dez anos de vida. Só depois, principalmente a partir de 1969, apareceu um escol de instrutores comentando as cartas por sua conta exclusiva, quase todos já fora do sentido original das mesmas. Hoje, por autismo ou desleixo, quiçá, poucos lêem as cartas e infinitamente menos sabem do seu significado real, assim tomando o Prof. HJS como um personagem distante envolto em brumas de quimera, isto, para eles, se acaso existiu de facto, logo, nunca o tendo conhecido tampouco sabem das suas pretensões reais.

Consequentemente, as Cartas-Revelações são acervo privado, cujo conhecimento contido nas mesmas só se destinava a alguns, os do dito Grupo de Makaras e Assuras… desaparecido. Foi assim que o Professor quis e assim foi feito durante toda a sua vida, por ordens expressas suas nesse sentido.

Não esquecendo jamais as restantes criaturas humanas, eis aí os milhares de artigos, conferências, solenidades públicas, etc., de exclusivo gabarito teosófico que, esses sim, destinavam-se a toda a Humanidade e a tornar conhecida a Sociedade Teosófica Brasileira em todo o Mundo, o que se conseguiu, pois que os(as) melhores da Raça Humana aglutinaram-se na S.T.B., desde Presidentes da República (Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek) a presidentes estatais, camarários e vereadores até cientistas, filósofos e religiosos de nomeada. Foi para levar a toda a Humanidade o melhor dos conhecimentos iniciáticos ou teosóficos que se fundaram as revistas “Dhâranâ”, “O Luzeiro”, “Tim-Tim Por Tim-Tim”, “Alquimia”, etc., retumbando em grande sucesso no Bem Público que fizeram cujo eco chega até à hora presente.

Nesta SINTRA ou CYNTHIA SEMPER FIDELLIS ontem, hoje e sempre, mais uma vez são os dilectos Filhos e Filhas do QUINTO POSTO REPRESENTATIVO, através da minha pobre pessoa, a tomar a iniciativa da defesa da OBRA DE JHS, criando defesas eficazes contra o avanço e predomínio das Forças do Mal. Já antes, em 2002, prevendo certos eventos funestos que parecem estar se dando nas brasílicas plagas, servi-me da Espada Tributária de PHALUS (nome de Makara falecido que o próprio JHS lhe dera), em plena São Lourenço de Minas Gerais do Sul, e cravando-a no chão santo, em nome do MÁRTIR mas também MARTE e MAITREYA, fiz o exorcismo das trevas evocando a maior protecção do MEKATULAM no escrínio da Serra da MANTIQUEIRA, e assim também todo o Bem do Eterno vibrando de SHAMBALLAH sobre a terra SANLOURENCEANA, espraiando-se a todo o Brasil e ao Mundo, flagrante que ficou registado em fotografia.

Divulgar-se publicamente o que o Professor HJS nunca quis fosse divulgado, só pode desfechar karmicamente em péssimo resultado no futuro imediato. Recordo aqui aquele estranho acontecimento ocorrido com o comandante Paulo Strauss, originado karmicamente por ele próprio por ter dito as coisas “pela metade” e não ter omitido em público o que ouvira em privado do Mestre JHS:

Nos idos 1955, Paulo Strauss realizou uma série de três palestras públicas no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, que tiveram êxito estrondoso. O que ele disse nessas palestras foi o que ouviu directamente da boca de JHS, este que não aprovou nem desaprovou tal iniciativa, antes ficou na expectativa mas não sem antes, muito diplomaticamente, ter aconselhado alguma contenção e prudência ao conferencista quanto ao que iria proferir. Paulo Strauss repetiu publicamente o que ouviu do Professor na intimidade, mas omitiu ou se esqueceu de dizer algumas coisas fundamentais, como por exemplo: o Rei do Mundo falaria pela rádio à Humanidade na condição de, até 1956, as nações beligerantes e imperialistas do planeta promoverem um DESARMAMENTO GERAL. Este não aconteceu e logo o Rei do Mundo não falou pela rádio. Ou essa de que até 1980 a República Teosófica estaria implantada na face da Terra, sim… se tivesse havido o DESARMAMENTO GERAL em 1956. Seja como for, as bases arquetipais de tal República, antes, SINARQUIA UNIVERSAL como CONCÓRDIA DOS POVOS, estão cimentadas no Mental Superior da Terra desde 1980. Como Strauss descurou estes importantes acréscimos, o Professor depois mostrou grande desagrado, o que era raro nele, certamente receando que a sua pessoa e a da S.T.B. caíssem no ridículo na praça pública, o que em parte aconteceu, fazendo perigar a Instituição e a Obra.

Pois sim, no dia seguinte à sua última palestra pública, Paulo Strauss ao acordar indo fazer a sua higiene matinal, aterrado deparou-se no espelho como tendo o rosto disforme dum monstro, uma mistura hedionda de lagarto e leproso. Cobrindo a cabeça com uma toalha, correu desesperado para o consultório do seu amigo, o psicanalista Edgar Soares dos Anjos, instalado na Rua México, na cidade do Rio de Janeiro, e quando este viu a forma monstruosa que Strauss tomara, apanhou o maior susto da sua vida. Para que sossegasse, deixou-o a sós por alguns momentos no seu gabinete, pondo uma música de fundo (o primeiro movimento da “Pastoral” de Beethoven) e o ambiente a meia-luz. Strauss deitou-se no divã e adormeceu. Quando acordou passados instantes, a cabeça de monstro havia desaparecido. A explicação do fenómeno é simples: tratou-se da materialização do karma de Strauss na forma dum monstro, afectando a cabeça, lugar real do pensamento que ela havia conspurcado, dando-o aos porcus ou pretas, isto é, aos profanos sem Ordem Maior do próprio Rei do Mundo. E essa só poderia ser dada por JHS que, afinal, em momento algum a dera. Cabeça de monstro igual a mental conspurcado!

Depois disso Paulo Strauss abjurou ao Mestre JHS, abandonou a Sociedade Teosófica Brasileira, quis esquecer tudo quanto havia aprendido junto a Ele e à Sociedade, e filiou-se numa agremiação maçónica do Rito Escocês Antigo e Aceite, onde por lá andou algum tempo… sempre insatisfeito. Seja como for e provando que “Deus escreve direito por linhas tortas”, mas não se aplicando ao caso presente de roubo e mentira do cidadão que aqui me traz, as conferências de Paulo Strauss no Teatro João Caetano revelaram-se de grande utilidade para o despertar das mentes comuns para as verdades insofismáveis da Teosofia, em suas novas páginas reveladas por JHS. Graças às mesmas muita gente filiou-se na S.T.B. e por lá andou largos anos, até mesmo depois da morte do Professor Henrique José de Souza.

Enfim, é como dizia Lavoisier: “Na Natureza nada se perde, tudo se transforma”! Pelo contrário, como diz o povo em relação aos ladrões “bem-intencionados”: “De boas intenções está o inferno cheio”!

Razão mais que suficiente para adaptar aqui aquelas outras palavras de JHS contidas na sua Carta-Revelação de 3.09.1951 (Livro das Falas):

«As “causalidades da Obra”, mesmo que algumas… um tanto desastrosas… Que os Deuses abençoem a todos quantos fazem parte da Obra! Deus só confia os seus Tesouros aos verdadeiros confiantes Nele… e em seus Mistérios. No mais, O HOMEM É O QUE PENSA! O QUE ELE PENSA, CRIA! Gerar, criar, formar… “Eis a Questão”!»

Na mesma sequência, como finis do presente estudo crítico, remata o Venerável Mestre na sua Carta-Revelação de 1958 inserta no Livro n.º 21 da Obra – Livro do Ciclo de Aquarius:

Todos ouviram: “Para se pertencer à nossa Obra é preciso ter honra e espiritualidade”. O AT NIAT NIATAT de há muito exigido, como linguagem aghartina, não significa apenas UM POR TODOS, TODOS POR UM ou O UM NO TODO E O TODO NO UM, mas também, o JUSTUS ET PERFECTUS. E tudo isso para não irmos mais adiante, no estado deplorável em que nos encontramos e perseguidos por sombras humanas, cobardes como o Passado que não volta. É a isso que se chama Fim de Ciclo, para começo de outro. De facto, nem todos os que estiveram em nossas fileiras possuíam capacidade intelectual e moral, no sentido coracional ou de Amor, para compreender as MINHAS REVELAÇÕES. Por isso, tornaram-se inimigos, dizendo, além do mais, que não encontraram a Realização, justamente por não saberem interpretar o verdadeiro significado de semelhante palavra. Para eles, realizar é obter poderes psíquicos (do passado evolucional da Mónada), ficar rico, possuir posição superior aos demais, embora que, para nós outros, posição inferiosíssima, porque não passa da de animais de uma Ronda inferior, que nem sequer acabou a sua Evolução junto à chamada Humana, naquela época que foi a Cadeia Lunar… Quem diz “nada ter realizado na Obra”, comete um crime de lesa-Divindade, ao mesmo tempo que se considerando, sem o saber, ignorante, faltoso e outras coisas mais.

Pelo que se vê, repito, os que descrêem em nossa Obra, porque não realizaram coisa alguma, antes de tudo deveriam estudar os seus novos mestres ou gurus, todos eles sem Missão alguma na Terra. São os falsos messias e profetas. Todos nos odeiam pelo facto de nos temerem, de terem inveja de nós. Eles sabem que “a Inteligência ou Espírito, está connosco, e com eles, o Psiquismo ou a Alma”. Todos, portanto, vivendo e obrigando os seus discípulos a recuar aos tempos remotos das consciências não mais em função na Terra. Todos esses estados de consciência estão armazenados por debaixo dessa Inteligência, que é a da Raça Ariana, ou de Manas-Taijasi para Budhi-Taijasi, dirigida por Budha-Mercúrio. Mas quem é esse Ser? Uma das maneiras de alegorizar a referida Raça. Todos os Avataras são esse Ser. E todos esses Avataras nasceram e nascerão ainda Daquele que é o seu Bija. Nesse caso, Melki-Tsedek, o nascido sem Pais, de tão má interpretação por todas as religiões, principalmente a judaica.

Os que saíram da Obra, e nesse rol os que ainda estão, por não terem achado a sua Realização, tal é o mesmo que querer encontrar Deus ou a Verdade fora e não dentro de si. Como aves de arribação, não passam de indivíduos sem inteligência, sem amor e sem coragem bastante para enfrentar os ditames da Lei. Querem vencer pelo lado do interesse pessoal, e não do geral ou colectivo. Que sofram os outros, que nada sejam na vida, mas sim apenas eles e tudo vai bem, pouco importando as suas palavras estudadas, em tom de misticismo, jesuítas que são ou traidores da sua consciência e de todos os seus irmãos em Humanidade.

Jesus já dizia: “Aquilo que Eu faço, vós podeis fazê-lo”. No Bhagavad-Gïta, Krishna ensina ao seu discípulo Arjuna: “Aqueles que adoram aos Pitris, vão aos Pitris (também pode ser subentendido como padre, como pastor das religiões correntes). Aqueles que adoram aos Bhutas (os espíritos ou elementais da Natureza, mas também, os kamarupas, as almas, etc.), vão aos Bhutas (com vistas aos espíritas, aos macumbeiros, aos da linha de umbanda, etc., etc.). Mas, os verdadeiros Adoradores são aqueles que vêm a Mim”. Sim, porque tendo adorado a Deus no seu EU INTERNO, chegaram a Deus ou ao seu Representante na Terra. Finalmente, uma Yoga única podem fazer os Makaras e Assuras – isolarem-se de todas as coisas do mundo (estado de Dhâranâ) e meditarem sobre si mesmos:

A DIVINDADE VIVE EM MIM, como vive em seu Representante na Terra, o REI MELKI-TSEDEK. Com Ele chegarei ao meu próprio Avatara. A Divindade está comigo, está comigo. AUM.

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