Lisboa, 1984

Inicio este estudo actualizado, tendo estado presentes vários dirigentes políticos na hora da sua primeira alocução pública (Lisboa, 1984), recuando ao Período Quaternário que marcou a Civilização Atlante mãe da actual, ao momento em que os olhares da Humanidade enviesaram cobiçosos dos valores e posses de uns pelos outros, começando assim a perda gradual – cada vez tomando mais velocidade à medida que se precipitava na degradação psicossocial da Raça – da noção de inter-comunhão das criaturas e intercâmbio de relações justas até ao completo esquecimento do que fora o primitivo e universal sentido prático de Comunidade (de “comum+unidade”, a unidade comum ou universal equivalente ao lema aghartino At Niat Niatat, “Um por Todos e Todos por Um”), começando assim as guerras feudais, depressa tornadas nacionais até afligir todo o continente da Atlântida, que a ferro e fogo acabou afogando-se nas fúrias atlânticas do oceano implacável.

Não vai bem esse retrato com o panorama psicossocial dos dias actuais de um Ciclo podre e gasto, onde o vício é uma virtude e a virtude um preconceito, cada vez mais campeando a injustiça, a ignorância e todos os males à solta dos “4 Cavaleiros” do Apocalipse? Mas por certo, e a História o prova abundantemente revelando que após as crises advêm os sucessos, melhores dias haverão de vir para o Mundo…

Desde então, da Queda Atlante correspondendo ao Dilúvio Universal, a actual Raça-Mãe Ária ou Ariana que lhe sobreveio tem – através dos seus mais dilectos Filhos todos pertencentes ao mais que excelso Panteão dos Deuses ou Avataras, não importa se maiores ou menores, pois que todos têm subscrito a mesma mensagem de Concórdia Universal e assim impulsionado o progresso sócio-espiritual da Humanidade – se esforçado por fazer renascer a primitiva Comunidade ou Concórdia Universal dos Povos, que é dizer, a Sinarquia que brilhou na antiga “Arcádia dos Deuses” ou Idade de Ouro (Satya-Yuga), sob a égide da mais ampla Igualdade (dos corpos, em proposição), Fraternidade (das almas, em tese) e Liberdade (dos espíritos, em princípio), esse que, aliás, foi o lema psicossocial da Maçonaria em França no século XVIII e está lavrado nas cores tradicionais da bandeira desse país.

Já há seis mil anos Fo-Hi, criador da tese da imutabilidade Yin-Yang pela qual explicava o Equilíbrio Universal dos Opostos (Feminino e Masculino, Matéria e Espírito, Lua e Sol, etc.), juntava e guiava o povo chinês, até então disperso em tribos e clãs, para as planícies férteis junto do Rio Amarelo, ensinando-o, baseado nessa sua tese filosófica, a viver em harmonia com a Natureza e, consequentemente, consigo mesmo, o que ele chamava de Tao.

Por sua vez Orfeu, “Aquele que cura pela Luz”, iniciou a Grécia, num período de grande instabilidade social e religiosa, no culto a Apolo, o Verbo Solar, portanto, de cariz absolutamente evolutivo, ao mesmo tempo que estabelecia os fundamentos do Tribunal dos Anfitriões a quem a Grécia deve a sua unidade nacional até hoje.

Zarathustra (“Estrela de Ouro” ou “Esplendor do Sol”, nascido em Bactriana ou em Rhagés, não se tem a certeza, perto da actual capital do Irão, Teerão, talvez 1.000 a. C.), na Pérsia, Fundador e Legislador (donde, Manu) da doutrina monoteísta do Fogo Primordial ou Mazdeísmo (também conhecida por Magismo, Parsismo, Zoroastrismo ou “Culto do Fogo de Ormuz” ou Ahura Mazda, “A Luz das Luzes”), inculcou fundo na mente do seu povo Arya a noção importantíssima de «a união fazer a força», conseguindo criar a unidade nacional de características sinárquicas. Desenvolveu a agricultura das terras ensinando o método tradicional de melhor as cultivar para que dessem colheitas fartas, pelo que inventou novas alfaias agrícolas. Aos sábios do seu Colégio dos Magos revelou a doutrina astrosófica dos Espíritos Planetários (Kabires, sendo os mesmos Kumaras hindustânicos) e os segredos da Agricultura Celeste (Alquimia).

Todos seguiram e reconheceram a superioridade incontestável de Zarathustra ou Zoroastro (“Zero-Astro” indicativo do próprio Sol Central, o 8.º Espiritual deste Sistema Universal de Evolução). Isso em conformidade ao que afirmava há cinco mil anos Krishna a Arjuna: «Quando um homem nobre homem faz alguma coisa, os outros o imitam; o exemplo que ele dá, é seguido pelo povo» (in Bhagavad-Gïta, cap. 3, vers. 21).

Em concordância com Krishna, Lao-Tsé, “Velho Mestre” da China milenar, expôs na sua obra Tao-Te-King, o “Livro da Via e da Virtude”, no versículo 58: «Quando o governante é indulgente, o povo permanece puro. Quando o governante é intransigente, o povo torna-se transgressor». Foi esta a razão que levou Confúcio (551-479 a.C.) a opor-se à exploração socioeconómica exercida despoticamente pelos senhores feudais da China do seu tempo, e a procurar instituir um modelo de governação justa em moldes concordes e justos para todas as partes, ou seja, o modelo sinárquico.

Ainda voltando à Grécia, no século IV a. C. Pitágoras, “Espírito Vidente”, fundou na colina de Crotona a sua Escola de Filosofia, Ciência e Arte, admitindo indistintamente alunos de todas as classes sociais e raças como exemplo prático do que lhes pretendia incutir: o princípio da fraternidade universal. De maneira semelhante procedeu o Iluminado Platão na sua Academia de Atenas, resumindo-se nesta frase capital toda a sua política sinárquica: «Eu sou cidadão do Universo e procuro viver como bom cidadão cósmico». Axioma que Jesus utilizaria como «conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Reino de Deus».

Já na Idade Média europeia, o espírito de entrega do Franciscanismo cristão identificava-se pleno com o espírito de adoração do Sufismo islâmico, tendo a Ordem dos Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão (vulgo, Ordem dos Templários) tentado fundar a Sinarquia Europeia, ou melhor, Transeuropeia unindo aos dois hemisférios do Mundo numa verdadeira Conquista Espiritual, apesar da mesma ter gorado no plano das realizações imediatas.

Este pequeno e muitíssimo resumido historial destina-se a provar aos actuais e cépticos filodoxos, “amigos da opinião”, que a extraordinária República de Platão não é um caso literário isolado taxado de «utopia visionária», antes um facto concreto, efectivado e comprovado em numerosos períodos da História, inclusive tendo sido alavanca charneira do progresso avante da Civilização Humana.

E, acaso, teriam os Grandes Pensadores da Humanidade sido simples e vácuos «utópicos visionários»? Se assim foi, então porque os seus ensinamentos são ministrados nas cadeiras de filosofia e sociologia do sistema académico vigente? Será que é por esse ser um sistema vácuo, utopista e visionário? Talvez… E mesmo os maiores nomes da ciência positivista – antes, dialecticamente pedante por “motus próprio” – como Galileu, Descartes, Bacon, o próprio Einstein, etc., que acreditaram a seu modo na Sinarquia, também seriam eles «utópicos visionários»?…

Ademais, quem acaso nunca sonhou é porque acaso estará morto. A utopia de hoje poderá muito ser a realidade vivida por todos amanhã, como já aconteceu no passado… Sobre isso, Koot Hoomi Lal Sing, um dos Preclaros Adeptos Vivos da Grande Fraternidade Branca, deixou escrito no final do século XIX: «A “Fraternidade Universal” não é uma expressão vazia. A Humanidade, no seu todo, tem sobre nós direitos supremos. É o único fundamento sólido da moralidade universal. Se é um sonho, pelo menos é um nobre sonho para o Género Humano, e é a aspiração do verdadeiro Adepto».

Têm-se ainda obras literárias de alto e meritoso valor sobre o tema, decerto utópico no presente, repito, mas não se o tornar realidade no futuro próximo pelo trabalho esforçado de um e de todos, como sejam, dentre muitíssimas outras nas quais figuram Hipódamo, contemporâneo de Aristóteles, Saint-Yves d´Alveydre, Rudolf Steiner, René Guénon e mesmo Gerard Encausse, o famoso Papus: A Utopia, de Thomas Morus, A Cidade do Sol, de Campanella, A Nova Atlântida, de Francis Bacon, e até a Raça Futura, de Bulwer Lytton, não esquecendo a obra monumental de Henrique José de Souza, A Verdadeira Iniciação.

Falo de Sinarquia definindo-a como fundamentada em princípios universais em que se inscreve o Homem, considerado não neste ou naquele aspecto particular, não nesta ou naquela dimensão parcial, como a dimensão socioeconómica, por exemplo, mas na sua totalidade, como um ser integral, expressão e síntese da Lei Orgânica da Vida numa Colectividade ou Sociedade justa e perfeita, harmonizada ou conformada a essa mesma Lei Universal.

É aqui, pois, que o ideal da Utopia se concretiza, o de uma República governada por Filósofos. Convém entender o termo filósofo no seu sentido original, não como “amigo do saber”, dos vários saberes, mas como Filho da Sabedoria, numa palavra, do Conhecimento Supremo, dirigindo, conformado aos ritmos da Lei da Natureza, o Homem individual como microcosmos da Sociedade grupal, o seu macrocosmos, o que se revela da maneira seguinte no trinómio Homem – Sociedade – Natureza:

Esses princípios estão interligados pois existe uma interrelação permanente entre eles, porque onde um aspecto predomina os outros também existem como subsidiários, indo demonstrar que um povo, sendo uma colectividade, é um ser colectivo vivo, dotado de auto-consciência, cuja acção política do governo sobre ele não pode permanecer abstracta sem o perigo de dissolução. Na medida em que os sistemas político-sociais não souberam, até hoje, firmar-se numa filosofia científica conformada às estruturas biológicas das sinergias grupais, mas tão-só em concepções arbitrárias, fragmentadas e fragmentárias, afirmam-se, por consequência, como sistemas políticos de constituição anárquica, onde a injustiça e a imperfeição encontram campo livre para se impor. À ordem social orgânica do Reino de Agharta impõe-se a desordem sistemática dos regimes da face da Terra. No fundo, trata-se da problemática do binómio Autoridade Espiritual – Poder Temporal por não se saber quais os espaços da sua exclusividade para que, efectivamente, sejam legítimos e não se corra o risco de cair em qualquer espécie de prepotência ditatorial, seja religiosa, seja laica, seja, o que é o mais comum, religiosa e laica ao mesmo tempo, o que, para todo o efeito, revela ser leiga no entendimento e apercepção metafísica da política, cuja ciência é destinada exclusivamente a servir o Bem comum, ao contrário do que sucede hoje: a política ao serviço do bem só de alguns.

Exposta desta maneira, repara-se de imediato que a ideia político-social de Sinarquia não tem absolutamente nada a ver com quaisquer expressões partidárias, pois que é um estado de consciência social colectivo, eubiótico ou conformado ao “bem-viver” com o Todo e o Tudo auto-integrados harmonicamente um no outro, sob a égide de um governo único eleito pelo reconhecimento unânime da sua superioridade interior e capacidade exterior, capacitado a manter a ordem e a harmonia universal com justiça e perfeição. Por isto a palavra sinarquia tem a sua raiz nos fonemas gregos sun+arkhe, isto é, “com princípio” ou ordem justa e perfeita, o que vale por Concórdia Universal.

Consequentemente, todas as tentativas espúrias de fundar “partidos sinárquicos” (a “Sinarquia do Império”, francesa, o “Verdeamarelismo”, brasileiro, o “Imperialismo Lusitano”, português, etc.), iniciativa começada nos finais do século XIX (1872), geralmente com posteriores influências xenófobas e nacionalistas tanto fascistas como nazis, falangistas, vichyistas ou salazaristas, só puderam redundar em fracasso absoluto, como é um absoluto logro interpretar sinarquia como derivado do grego sun+arkhein, ou seja, “com comando”, com braço de ferro implacável, autoridade absoluta exercida por um único indivíduo por exclusiva dedicação ao poder pelo poder, que é a argamassa de qualquer ditador, grande ou pequeno, pouco importa.

Como tudo o que existe exteriorizado ao Homem está igualmente interiorizado nele, assim também o seu Theotrim, o seu “Deus Trino” se manifesta no Mundo das Formas por meio do Pensamento, do Sentimento e da Vontade. De facto, como diz com muita propriedade o professor Adhemar Ramos, o Pensar, o Sentir e o Querer são as três forças que a Humanidade utiliza constantemente, mas que no comum das gentes estão completamente baralhadas, de tal forma que se conclui:

Dessa maneira, tais forças psicomotoras do Homem colectivo que é a Sociedade se auto-enfraquecem. Para a aplicação correcta da inteligência emocional ou psicomental, o primeiro trabalho a ser feito será separar tais forças para que sejam controladas e potencializadas. Sim, porque ao manifestarem Deus na Terra ou Corpo têm a sua origem no mesmo Deus no Céu ou Espírito, sendo a Alma o cabalístico Vau, Vale ou Palco cénico da Evolução, singular e plural. Donde se tem:

Isso está em conformidade ao Projecto Sinárquico do Professor Henrique José de Souza, sintetizado nestas suas poucas mas preciosas palavras:

«A Teosofia é um plano universal de Evolução que segue três caminhos, desenvolvendo:

– A Inteligência pela Instrução;

– A Emoção pela Educação;

– E a Vontade pelo Trabalho.

Reconstruir! É o brado que nos compete!

Sim, reconstruir o Homem, o pensamento, a moral, os costumes; reconstruir o lar, a escola, o carácter, para que o cérebro se transmude ao lado do coração. Só assim a Humanidade se tornará digna do estado de consciência que é exigido pela Nova Civilização.»

O Discípulo verdadeiro só realizará integralmente a sua “Sinarquia Interior”, individual, atingindo positivamente a exterior social, colectiva, quando unir o Céu com a Terra em si mesmo e assim se iluminar espiritualmente, por via da dinâmica positiva ou evolucional do

Então a Sinarquia estará realizada, por o Homem, a Sociedade e a Natureza constituírem um todo inseparável, justo e perfeito. É utopia? Claro que é! Mas só no Presente, pois que o Futuro é mundo de possibilidades a realizar, sabendo-se que a maioria, se não a totalidade, das utopias do Passado de uma ou de outra maneira vieram a realizar-se.

Esta fórmula de política sinárquica mereceu do Padre António Vieira o seguinte encómio: «Oh! Que grande política esta, assim humana, como divina!», no seu Sermão de Santo António pregado em S. Luís do Maranhão, três dias antes de embarcar ocultamente para o reino.

É o mesmo Império Providencial, como Agregação Cultural e Civilização Espiritual, de que fala Fernando Pessoa no seu O Império Espiritual (texto com a menção Atlantismo, presumivelmente de 1913):

«Todo o Império que não é baseado no Império Espiritual é uma Morte de pé, um Cadáver mandando.

«Só pode realizar utilmente o Império Espiritual a nação que for pequena, e em quem, portanto, nenhuma tentativa de absorção territorial pode nascer, com o crescimento do ideal nacional, vindo por fim a desvirtuar e desviar do seu destino espiritual o original imperialismo psíquico.

«Criando uma Civilização Espiritual própria, subjugaremos todos os povos; porque contra as artes e forças do Espírito não há resistência possível, sobretudo quando elas sejam bem organizadas, fortificadas por almas de generais do Espírito.

«Criemos um Imperialismo andrógino, reunidor das qualidades masculinas e femininas: Imperialismo que seja cheio de todas as subtilezas do domínio feminino e de todas as forças e estruturações do domínio masculino. Realizemos Apolo espiritualmente.

«Esta é a primeira Nau que parte para as Índias Espirituais, buscando-lhes o Caminho Marítimo através dos nevoeiros da alma, que os desvios, erros e atrasos da actual civilização lhe ergueram!»

A Sinarquia resulta do melhor da Monarquia e do melhor da República, esta que, como Respública, “Coisa ou Causa Pública”, já é uma “Sinarquia exotérica”, no dizer do Professor Henrique José de Souza, e como “Respública Cristianíssima” consignava-se a Monarquia Lusitana no seu auge (séculos XII-XV), diferenciando a Autoritas da Potens, assim antecipando em centenas de anos o republicanismo jacobino francês. Por seu lado, Montesquieu afirmou que o princípio da Monarquia era a Honra, enquanto o da República seria a Virtude.

O regime político em Portugal foi sempre o monárquico misto de liberal e constitucional, com excepção de alguns períodos de absolutismo como aconteceram durante os reinados de D. João II ou D. José I, por exemplo, o que desgostou a todas as classes sociais do país acabando por se regressar ao velho e tradicional sistema, comprovado o mais eficaz no respeitante às suas sinergias psicossociais. Liberal por todas as classes participarem do poder, inclusive a nomeação real só ficar legitimada após o seu reconhecimento pelo poder popular (populi voluntatis), a fim de posteriormente a autoridade espiritual diocesiana incarnada no bispo legitimar o poder temporal assumido pelo monarca. A aclamação popular do rei aconteceu desde D. Afonso Henriques e só foi interrompida com a subida ao poder de D. João II. Constitucional por terem havido várias Regulas, inicialmente inspiradas no Direito Romano mas que D. João I reformou, pelas quais a lei e a ordem se regiam e eram mantidas, pelo que a Carta Constitucional de 1822, que tornou a Monarquia só Constitucional, como documento em si poderá ser o mais antigo texto constitucional português desde o final da Idade Média (século XV), mas não será o mais antigo texto jurídico nacional se levar-se em conta as Regulas por que se norteavam as lavras dos Forais (in Joel Serrão, Pequeno Dicionário de História de Portugal. Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1976).

De maneira que, repito, o regime político tradicional do país foi sobretudo o da “Coisa ou Causa Pública”, a Respública ou República, que como “Cristianíssima” assim a consignava a Monarquia Lusitana no seu auge (séculos XII-XV), diferenciando sempre a Voluntatis (Povo) da Autoritas (Clero) e da Potens (Nobreza), cada qual com as suas especificidades e todas interagindo a favor do Bem comum (Respublica). De maneira que a “República Cristianíssima” portuguesa antecipou em centenas de anos o republicanismo jacobino nascido nas comunas de França. Montesquieu, como já disse, veio a afirmar que o princípio da Monarquia era a Honra, enquanto o da República seria a Virtude (in O Espírito das Leis. Paris, 1748): «Para melhor compreensão desta obra, é preciso que se observe que o que denomino Virtude na República, é o amor à Pátria, isto é, o amor à Igualdade. Não é, em absoluto, virtude moral, nem virtude cristã, e sim virtude política; é a mola que faz mover o governo republicano, assim como a Honra é a mola que faz mover o governo monárquico».

A Monarquia oferece várias formas de governo, como seja:

Monarquia Teocrática, dirigida exclusivamente pelo Clero, nunca aconteceu em Portugal. Monarquia Aristocrática, chegou a acontecer, tanto pela coroação de nobres indirectos à sucessão real como, consequentemente, por certa fidalguia próxima ao povo assumir as rédeas do governo da nação. Aristocracia é isto mesmo: quando o poder soberano está nas mãos de uma parte do povo. Monarquia Constitucional, é quando os poderes intermediários regulam-se por um poder central que emite as leis fundamentais. Se esse poder for de natureza despótica concentrando numa única pessoa todas as leis e poderes, tem-se a Monarquia Absolutista, que em Portugal sempre que tentou impor-se não correu bem. Em contrário, a repartição dos poderes e leis pelas classes subordinadas ao poder central, é característica da Monarquia Liberal em que desde a primeira hora assentam os caboucos político-sociais do país.

A República com a sua dinâmica política, trepidação ao ritmo sociológico, constante mudança de valores e maiores oportunidades para muitos participarem do governo, embala melhor as esperanças de todos em dias mais prósperos e venturosos. Tudo isso é também consentâneo com a época agitada que se vive, a indocilidade geral das gerações actuais, a mudança de ciclo e os avanços da ciência.

República Oligárquica (do grego, oligoi, “poucos”, e arche, “governo”) caracteriza-se pelo governo de uns poucos em benefício próprio, com amparo na riqueza pecuniária. As oligarquias são grupos sociais constituídos por aqueles que detêm o domínio da cultura, da política e da economia de um país, exercendo esse domínio no atendimento exclusivo dos seus interesses próprios em detrimento das necessidades da massa popular. Tem-se o exemplo dela no período final da Monarquia e no começo da República em Portugal, e também no Brasil, na chamada “República Velha” ou “República dos Bacharéis”, que só terminou com a subida ao poder do Presidente Getúlio Vargas (amigo próximo do Professor Henrique José de Souza), após a Revolução de 1930.

República Democrática é quando o povo, formando um só corpo indistinto, detém o poder soberano e exerce-o com direitos iguais. Isto vem a ser a democracia, como princípio, mas como desenvolvimento há sempre o vício de resvalar para o absolutismo oligárquico. Resta ao eleitor a arma política ao seu dispor no sistema democrático, que é o exercício do direito eleitoral: segundo o seu gosto ou desgosto, poderá votar ou vetar. Qualquer das medidas é válida e irrepreensível.

Hoje há em Portugal uma espécie de “contrafacção” dos modelos republicano e monárquico, que bem poderei apelidar misto de monarquismo espúrio com democratismo estéril. Este fenómeno político, claramente psicossocial, surgiu com a famosa Carta de Banimento de 19.12.1834 assinada pela D. Maria II e o qual teve o seu auge na pessoa absolutista do “Presidente Rei”, Sidónio Pais. A Carta de Banimento é também designada Lei da Proscrição do Ramo Miguelista da Casa de Bragança, por ter sido revogada no artigo 141.º da Constituição de 1822, quando esta Constituição foi reposta em vigor pelo decreto de 1º de Setembro de 1836. O Banimento subiu à Constituição de 1838, vindo a ser definitivamente revogado no estabelecimento da Carta em 1842, mas que o movimento jacobino do ministro Costa Cabral anulou pelo decreto de 10 de Fevereiro. Uma revogação confirmada, depois de 1851, em sucessivas revisões da Carta Constitucional até 5 de Outubro de 1910.

Aderindo ao sistema republicano num momento em que a Monarquia Constitucional Portuguesa vivia os seus momentos finais, corria o ano de 1898, tem-se Sidónio Pais (Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, Caminha, 1.5.1872 – Lisboa, 14.12.1918), doutorado em Matemática na Universidade de Coimbra, da qual chegou a ser vice-reitor em 1910. Cedo capultou-se para a carreira política, como republicano de nomeada, e distinguiu-se como ministro plenipotenciário (embaixador) de Portugal em Berlim desde 1912 até 1916, altura em que a Alemanha declarou guerra a Portugal. Regressado ao país, engrossou as fileiras dos que se opunham à participação de Portugal na I Grande Guerra Mundial, catalisando o crescente descontentamento causado pelo esforço de guerra e pelos maus resultados obtidos pelo Corpo Expedicionário Português no “front”.

Afirmou-se então como o principal líder da contestação ao Governo do Partido Democrático Republicano e, de 5 a 8 de Dezembro de 1917, liderou uma insurreição protagonizada por uma Junta Militar Revolucionária da qual era presidente. O golpe de Estado acabou vitorioso após três dias de violentos confrontos, nos quais o papel dos grupos civis foi determinante para a vitória dos revoltosos.

Na madrugada do dia 8 de Dezembro foi exonerado o Governo da União Sagrada liderado por Afonso Costa, transferindo-se o poder para a Junta Revolucionária presidida por Sidónio Pais. Então, em vez de iniciar a habitual consulta para a formação de novo governo, os revoltosos assumiram o poder, destituíram Bernardino Machado do cargo de Presidente da República e forçaram o seu exílio. Nesse processo, a 11 de Dezembro de 1917, Sidónio Pais tomou posse como Presidente do Ministério, acumulando as pastas de Ministro da Guerra e de Ministro dos Negócios Estrangeiros, e já em profunda ruptura com a Constituição de 1911, que ajudara a redigir, a 27 de Dezembro do mesmo ano assumiu as funções de Presidente da República, até nova eleição. Durante o golpe e na fase inicial do seu governo, Sidónio Pais contou com o apoio de vários grupos de trabalhadores, em troca da libertação de camaradas encarcerados e com a expectativa benévola da União Operária Nacional, parecendo posicionar-se como mais uma tentativa de consolidação no poder da Esquerda republicana.

Inicia então a emissão de um conjunto de decretos ditatoriais, sobre os quais nem consulta o Congresso da República, que suspendem partes importantes da Constituição dando ao regime um cunho marcadamente presidencialista, fazendo do Presidente da República simultaneamente Chefe de Estado e Líder do Governo, o qual, significativamente, deixa de ser constituído por Ministros para integrar apenas Secretários de Estado. Nesta nova arquitectura do sistema político, que os seus apoiantes designavam por República Nova, o Presidente da República era colocado numa posição de poder idêntica à do Absolutismo monárquico. Daí o epíteto de Presidente Rei que lhe foi aposto. Nos seus objectivos e em muitas das suas formas, a República Nova foi precursora do Estado Novo de António de Oliveira Salazar.

Numa tentativa de apaziguamento das relações com a Igreja Católica Romana, em guerra aberta com o regime republicano desde 1911, a 23 de Fevereiro de 1918 Sidónio Pais alterou a Lei de Separação entre a Igreja e o Estado, suscitando de imediato a reacção feroz dos republicanos históricos e da Maçonaria, mas colhendo o apoio generalizado dos católicos, dos republicanos moderados e da população rural, então a vasta maioria dos portugueses. Com essa decisão também conseguiu o reatamento das relações diplomáticas com o Vaticano, sendo enviado monsenhor Benedetto Aloisi Masella (que mais tarde seria núncio apostólico no Brasil, cardeal e camerlengo) que assumiu as funções de encarregado dos negócios da Santa Sé em Lisboa, a 25 de Julho de 1918.

Noutro movimento inconstitucional, a 11 de Março de 1918 por decreto estabeleceu o sufrágio directo e universal para a eleição do Presidente da República, subtraindo-se à necessidade de legitimação no Congresso e enveredando por uma via claramente plebiscitária. Fazendo uso da sua popularidade junto dos católicos, a 28 de Abril desse ano foi eleito por sufrágio directo dos cidadãos eleitores, obtendo 470.831 votos, uma votação sem precedentes. Foi proclamado Presidente da República a 9 de Maio do mesmo ano, sem se dar ao cuidado de consultar o Congresso – eterno opositor e negador de si mesmo, estado negativo ou de negação mas auferindo desse direito legitimado pela própria Constituição da República – e passando a gozar de uma legitimidade democrática directa, que usou sem rebuços para esmagar qualquer tentativa de oposição.

Entretanto, em Abril de 1918 as forças do Corpo Expedicionário Português, apesar da sua honra e destemor que arrancou ao próprio inimigo a maior admiração, são chacinadas na Batalha de La Lys (travada de 9 a 29 desse mês e ano), sem que o Governo português consiga os reforços necessários nem a manutenção de um regular aprovisionamento das tropas. A situação atingiu um extremo tal que, após o Armistício que marcou o final da Guerra, o Estado português não foi capaz de trazer de imediato as suas forças de volta ao país. A contestação social aumentou de Norte a Sul ao ponto de se viver uma situação permanente de sublevação.

Essa situação foi o fim do estado de graça: sucederam-se as greves, as contestações e os movimentos conspirativos. A partir do Verão de 1918, as tentativas de pôr fim ao regime sidonista vão escalando em gravidade e violência, o que levou o Presidente a decretar o estado de sítio a 13 de Outubro desse ano. Com esse acto e a dureza da repressão sobre os opositores, conseguiu recuperar momentaneamente o controlo da situação política, mas o seu regime estava notoriamente ferido de morte.

Entrou-se então numa espiral de violência que não poupou o próprio Presidente: a 5 de Dezembro de 1918, durante a cerimónia de condecoração dos sobreviventes do navio-patrulha “Augusto de Castilho”, sofreu um primeiro atentado, do qual conseguiu escapar ileso; o mesmo não aconteceu dias depois, na Estação Central Ferroviária do Rossio, onde a 14 de Dezembro de 1918 foi morto a tiro por José Júlio da Costa, um militante republicano.

O assassinato de Sidónio Pais foi um momento traumático para a Primeira República, marcando o seu destino: a partir daí qualquer simulacro de estabilidade desapareceu, instalando-se uma crise permanente que apenas terminou 8 anos depois, com a Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926 que pôs termo ao regime.

O funeral de Sidónio Pais foi momentoso, reunindo muitas dezenas de milhares de pessoas de todas as classes, num percurso longo e tumultuoso interrompido por múltiplos e violentos incidentes. Com este fim, digno dum verdadeiro Presidente Rei pretendido conciliador da Ordem com a Tradição, Sidónio Pais entrou no Imaginário Português, em particular nos sectores sebásticos e míticos de alguns católicos e não católicos, como Fernando Pessoa, assumindo-o um misto de salvador e mártir, o que levou ao surgimento dum culto popular fazendo de Sidónio Pais um santo com honras de promessas e ex-votos que ainda hoje se mantêm, sendo comum a deposição de flores e outros elementos votivos junto ao seu túmulo no Panteão Nacional.

Tanto a Monarquia como a República exprimem em seu corpus o Poder Nacional característico da independência e auto-gestão de qualquer país, estando organizado da maneira seguinte:

Poder Nacional cujo ideal é a sua elevação global, por reconhecimento unânime de todos os povos para que se crie uma Sociedade Humana justa e perfeita, a utópica República de Platão, a:

Para a Teurgia e a Teosofia, os 3 Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, reunidos num 4.º Coordenador, têm o seu princípio jurídico no Código do Manu, obra ancestral hindu com o título Manava-Dharma-Shastra, onde tais Poderes político-sociais aparecem com os nomes Manu, Yama, Karma (ou Karuna, como o baptizou o Professor Henrique José de Souza) e Astaroth (assim consignado pelo mesmo HJS), e que nessa obra milenar aparece não com esse nome hebraico mas identificado ao Ishvara ou Luzeiro. Esses 4 Poderes corporizados por 4 Budas Perfeitos ou Seres Realizados representando a Evolução dos 4 Reinos naturais, vêm a estar presentes nos nomes dos Graus Iniciáticos da Comunidade Teúrgica Portuguesa, dando prosseguimento ao que já figurava na antiga Sociedade Teosófica Brasileira. Quanto ao Coordenador como “Imperador do Mundo”, para a mesma Teurgia e Teosofia resume-se ao Advento e Entronização do Cristo Universal na Peanha do Mundo, chame-se-lhe Maitreya, Jeffersus ou Emanuel, isto é, El Manu, o Divino Legislador na função de Melkitsedek, Rotan ou Chakravarti. O “Governo do Mundo” dirige-se exclusivamente à sua direcção pela própria Excelsa Fraternidade Branca dos Mestres Espirituais da Humanidade, os consignados Apóstolos do Cristo Universal, exercendo as suas funções de directores da Evolução da Vida Planetária com proposição mas sem imposição, nas mais concordes e harmónicas interrelações humanas. Utopia? Por certo que sim, mas só por enquanto…

E por enquanto mantêm-se em vigor as castas ou classes tradicionais constituintes da Política Global, dispostas na sua interrelação aos quatro Poderes Políticos:

CLERICALISMO (BRAHMANE) – FUNÇÃO COORDENADORA (ASTAROTH)

PRESIDENCIALISMO (KSHATRIYA) – FUNÇÃO JUDICIÁRIA (KARUNA)

PARLAMENTARISMO (VAISHYA) – FUNÇÃO EXECUTIVA (YAMA)

PARTIDARISMO (SHUDRA) – FUNÇÃO LEGISLATIVA (MANU)

A Sinarquia funciona com os três poderes sociais juntos, numa simbiose harmónica que não se tem revelado nos sistemas monárquico e republicano. Tais poderes são a Economia, o Poder e a Autoridade.

Reúna-se toda a riqueza de um povo com todos os seus meios de acção (agricultura, pesca, comércio, indústria, etc.), e obter-se-á o ventre desse país, constituindo a fonte da sua economia.

Reúna-se num povo todo o exército, todos os magistrados, e ter-se-á o peito desse país, constituindo a fonte do seu poder.

Reúna-se num povo todos os professores, todos os sábios, todos os membros de todos os cultos, todos os escritores e artistas, e obter-se-á a cabeça desse país, constituindo a fonte da sua autoridade.

Pois bem, relacionando esses três poderes sociais com as funções do organismo humano, que acontece quando o cérebro recusa dar satisfação às reclamações do estômago? O estômago faz sofrer o cérebro e o organismo acaba por morrer. O mesmo acontece num país: os governados farão sofrer os governadores e a nação perecerá.

De maneira que qualquer sistema social que não siga analogamente a evolução natural, não passa de uma desilusão constante. Tanto assim é que na anatomia da Sociedade colectiva como na do Homem individual, existe uma corrente dupla que a anima:

1.ª – Corrente dos governantes para os governados, análoga à corrente do sistema nervoso ganglionário para os órgãos viscerais;

2.ª – Corrente reaccional dos governados para os governantes, análoga à corrente das funções viscerais para as funções nervosas.

Os poderes Docente, Jurídico e Económico constituem a segunda corrente. A primeira é formada pelos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. Tais são os dois pólos, os dois pratos da Balança Sinárquica.

Essa expressão orgânica da Política Universal na sua pureza máxima, posta ao serviço da Lei e da Grei dos homens por Deus, a caminho da integração na Harmonia Universal, tem a sua origem no próprio Governo Oculto do Mundo, conforme o esquema seguinte:

Enquanto esse primado não for fundado, a Humanidade exterior prosseguirá criando utopias enquanto persegue os seus ideais. Mas em Agharta os Filósofos, os Grandes Iniciados, de há muito que vêm realizando objectivamente a Utopia. E na medida em que a Utopia transcende a contingência das instituições humanas exteriores, em mutação permanente, ela opõe a Sinarquia à Anarquia.

Como já foi dito, desde o início desta 5.ª Raça-Mãe Ariana que a sua implantação à escala planetária foi tentada várias vezes. Falando de Ariana, não estou referindo um biótipo particular germanista, não, antes todas as sub-raças que compõem esta Raça-Mãe e que são:

1.ª – A ÁRIA-HINDU, que atravessou em vagas sucessivas a cordilheira dos Himalaias, instalando-se no Norte da Índia. O Legislador ou Manu desta sub-raça foi RAM ou RAMA, o “Inspirado da Paz”.

2.ª – A BABILÓNICA-ASSÍRIO-CALDAICA, que se estabeleceu na Arábia, no Egipto e no Sul da África, tendo por Manu MOISÉS.

3.ª – A PARSE ou IRANIANA, a qual acabou fundando o grande Império Persa que abarcou a Mesopotâmia chegando a dominar toda a Ásia Ocidental, sob a Legislação de ZOROASTRO.

4.ª – A CÉLTICA-GRECO-LATINA, guiada por ORFEU, em sua marcha para o Oeste; fixou-se durante muito tempo nas montanhas do Cáucaso, das quais depois desceu para o Sul, para formar os povos Bretão, Grego e Latino em geral.

5.ª – A TEUTÓNICA (TEUTO-ANGLO-SAXÓNICA). ODIN faz descer os anglo-saxões, depois de se terem detido com a sub-raça anterior nas montanhas do Cáucaso, as encostas destas estabelecendo-se na Europa Central, dando origem aos Eslavos, Polacos, Teutões, Escandinavos e demais povos nórdicos.

Uma sub-raça aparece estando as anteriores ainda em função, e o seu destaque deve-se ao seu maior desenvolvimento consciencial, logo, predominando sobre as demais. Pois essas descritas são as sub-raças arianas já manifestadas e formadas. Para que a actual Raça-Mãe fique completa, resta ainda formarem-se as 6.ª e 7.ª sub-raças, portadoras das consciências Intuicional e Espiritual que se manifestam juntas, donde esses tipos raciais futuros serem também conhecidos como Raça-Gémea, tal qual a natureza Luso-Brasileira que já hoje concorre para a sua eclosão plena, dando início à Raça Cristina, Crística ou Dourada.

“Dourada” devido ao tom da pele, de branca tornando-se cor de bronze, dourada, e não com qualquer sentido xenófobo mais ou menos encapotado. Foi isto mesmo que ouvi do Professor Henrique José de Souza, numa sua gravação oral datada de 1962.

Portanto, Sinarquia é a harmonia social disciplinada, hierárquica de todos os poderes sinergéticos da sociedade, de todas as forças sociais construtivas tendo por meta um fim comum através de uma orientação previamente definida: a Felicidade Humana. A sua forma de governação política rege-se e funciona em conformidade com os ritmos naturais da Lei Orgânica da Vida, não parcial mas integralmente, como já acontece no Império Universal de Agharta sob a coordenação do Supremo Pontífice Soberano: Melkitsedek, o Imperador do Mundo.

O mecanismo do metabolismo sinergético das linhas de forças da estrutura psíquica da Terra, a sua Alma, emotivada por acções e reacções de todos os Reinos da Natureza com potência conformada ao seu grau de evolução, individualização e auto-determinação, principalmente do Género Humano e Supra-Humano, predetermina, predispõe e até dá o sentido de presciência e premonição subconsciente aos dirigentes dos grupos humanos e, directa ou indirectamente, aos respectivos governos, daquilo que mais convém à predestinação dos seus povos, no conjunto, de toda a Humanidade.

O anseio de um Governo Único do Mundo que faça prevalecer para sempre a Felicidade no seio dos seres viventes, é o caso típico dessa aspiração comum ao exterior já antes inspirada ao interior de um e de todos.

O altruísmo gera o Amor Universal, e com ele, a confraternização dos povos, a compreensão e a tolerância mútuas, a unidade da Ordem, e com Sabedoria – a Sabedoria Iniciática das Idades – a Humanidade terá sobre a Terra um estado de permanente Felicidade.

As sínteses sociológicas, as sínteses políticas, as sínteses idiomáticas e culturais geram e fortalecem as sínteses religiosas, as sínteses teológicas, diga-se assim, a Síntese Evolutiva Iniciática de toda a Humanidade. Esta foi a previsão de JHS, Mestre Vivo em toda a sua existência sendo intimorato paladino da Pax Universal.

Com isto

Um por Todos e Todos por Um!

Tudo pela Sinarquia, nada pela Anarquia!

OBRAS CONSULTADAS

Comunidade Teúrgica Portuguesa, apostilas dos Graus Karuna (Judiciário) e Astaroth (Coordenador).

Carlos Lucas de Souza, O Raiar de um Novo Mundo. 1.ª edição, Brasília, Junho de 1968.

Lupércio Gonçalves e Aulus Ronald Cirillo, A Doutrina da Escola Superior de Guerra à luz das Leis e Princípios Universais. Edição dos autores, São Paulo, 1978.

Vários autores, Os Grandes Iluminados. 2.ª edição, Aquarius Fundo Editorial, Rio de Janeiro.

Roberto Lucíola, Sinarquia. Caderno “Fiat Lux” n.º 22, São Lourenço (MG), Fevereiro 2000.

Paulo Albernaz, A Grande Maiá – A Realização. Prefácio e um poema na contracapa por Vitor Manuel Adrião. São Paulo, 2003.

Wladimir Ballesteros, Missão Terra – Revelações. Princípio Editora, São Paulo, 2007.

Papus, O Ocultismo. Edições 70, Lisboa.

René Guénon, Autorité Spirituelle et Pouvoir Temporel. Guy Trédaniel, Éditions Véga, Paris, 1984.

Saint Yves d´Alveydre, Missão dos Judeus, dois tomos. Edições Tradicionais, Paris, 1985.

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