Lisboa, Maio de 2005

Em Maio de 2005 passaram 60 anos sobre a queda do regime nazi. Em homenagem a todas as vítimas desse momento tenebroso do século XX – sempre teimando na tentativa aqui e acolá de repetir-se – dedico este estudo que vai bem com o momento actual.

Na altura de 2005 fazia um ano exacto que estava eu desfolhando um livro na Avenida Angélica, em São Paulo, Brasil, e o conteúdo do mesmo, assaz perturbador e actual, impeliu-me então (2004) a escrever este estudo, que me parece ir bem com o momento actual por que passa a Humanidade em plena encruzilhada da sua existência, tendo dois caminhos ante si: o da Evolução e o da Involução.

Como não acredito no retrocesso do Género Humano à animalidade pura e simples, logo não perfilho, como partidário da Evolução, dos ideais sinistros das Forças da Involução, bem preferindo o esclarecimento e a concórdia a quaisquer tipos de confrontos e derramamentos de sangue, desde já dou por ponto assente a minha posição de sinarquista e teósofo, consequentemente, teúrgico. Muito mais porque sei de perto o quanto a presença do Mal pode influenciar as mentes e os corações com os argumentos mais argutos em que a Verdade se parece, mas… não é. Já agora, o livro era o seguinte: Sol Negro (Cultos Arianos, Nazismo Esotérico e Políticas de Identidade), por Nicholas Goodrick-Clarke.

Como a Madras Editora que lançou esse livro teve a prudência editorial de antecipar o aviso ao leitor do mesmo de que se distanciava de «quaisquer práticas racistas e movimentos de segregação», e como o seu autor é um escritor britânico que investigou esse campo mas isentando-se dos ideais do mesmo, essas são razões exclusivas para dar aqui o título da obra. Em contrário, nunca o faria.

Assim como há uma Grande Loja Branca igualmente há uma Grande Loja Negra, ambas com ramificações estendendo-se a todo o planeta, aquela inspirando um Ocultismo Branco e esta infundindo um Ocultismo Negro. Ambas acreditando nos mesmos princípios, mas… de formas diferentes, e logo lhes dando sentidos opostos. Também ambas têm uma influência tremenda sobre a Humanidade, como se a dividissem em duas partes iguais nesta Hora Intercíclica (Maio de 2005). Qual delas vencerá, eis a questão!

De há muito que conheço as políticas segregacionistas de identidade, justificadas por «o meu país é o melhor em tudo e em todo e qualquer sentido, logo, não precisa de ninguém, antes, todos precisam dele para que os governe». Isto vale por imposição xenófoba e isolacionista do patrioteiro «orgulhosamente sós», de que Portugal ainda arrasta as consequências de quase meio século de absolutismo dentro de si e isolacionismo fora de si, ou seja, politicamente tamásico ou “centrípeto” tanto interior como exteriormente. Foi essa «auto-suficiência» ultra-provinciana que fez o País regredir psicossocialmente, apesar de sonhar-se superior aos demais, por vezes usando, para justificar injustificáveis actos políticos, da mística imperialista do sebastianismo “vermelho” ou reaccionário, destoando largamente do sebastianismo “branco” ou iniciático, este mesmo o de Vieira ou de Pessoa, infelizmente tão mal lidos e pior interpretados hoje em dia em certos sectores da sociedade, nomeadamente os mais jovens sonhando e desejando o antigo «eldorado» do Estado Novo que, verdade se diga, nunca souberam o que realmente foi, porque… nunca o viveram. Assim, inconscientes, atiram-se nos braços de uma política ultra-direitista, sonhada «monárquica ou templária», mas que nada mais é que a política social eclesiástica encapotada, essa mesma «jesuítica que estende o capacho para logo após puxá-lo debaixo dos pés», como vi fazer algumas vezes com a maior desfaçatez e, pior ainda, quando se acreditava “estar fazendo um bem”…

Pois sim, graças a Deus que as gerações mais jovens de hoje desconhecem o que foi viver em tal período no qual, por exemplo, ser apanhado a ler um simples livro teosófico valia um «sarilho dos diabos» com as autoridades policiais. Mas a liberdade de expressão? Não havia. E a igualdade de direitos? Impensável. E o respeito religioso? Só o único e exclusivo católico apostólico romano. Tudo o mais, segregado, reprimido, presidiado… Enfim, graças a Deus que as gerações novas, mais evoluídas social e economicamente, em que a muitos hoje seria impensável alguma vez faltar o pão na mesa ou não receber a mesada mensal mesmo nada tendo produzido para usufruírem desses merecimentos, dizia, graças a Deus que não conheceram esses tempos difíceis até para um simples teósofo, que, após denunciado, teria o destino certo das prisões políticas de Caxias, de Peniche ou do Tarrafal, como aconteceu em Portugal com vários dos primeiros discípulos coevos do Professor Henrique José de Souza. Os que não foram presos, foi porque conseguiram fugir para o desterro de longos anos longe da Pátria amada… E são esses jovens de classe média, nada sabendo da vida real senão teorias e preconceitos próprios de quem nunca sofreu privações, os frutos apetecidos pelas forças sinistras que lhes invadem a alma e corrompem os sentidos.

Assim os vejo nos desvairos que vez por outra ainda praticam em Sintra, falando de coisas que ouviram da minha boca ou leram da minha pena mas que usam como património intelectual exclusivamente seu, assim desfavorecendo a Verdade, mas certamente esquecendo ou ignorando que tudo quanto eu profira de doutrina iniciática só tem sentido à luz da Obra Divina do Excelso Akbel (Sintra e os seus lugares consignados pela nossa Tradição desde a primeira hora, Graal, Mariz, Retiros Privados dos Adeptos, etc., etc.). Não sendo desta mesma Obra nunca se saberá mais que aquilo que eu possa promanar publicamente, e assim se comportam como aquele que usa o emblema do Benfica mas é adepto do Sporting, mesmo torcendo pelo Porto… ou seja, não são coisa alguma, e o mais que fazem é plagiar com maior ou menor arte, consoante as oportunidades que lhes apareçam, sempre ao sabor da fantasia e decerto com interesses só os próprios sabendo quais!… Antanho, em minha infância, brincava com os meninos da minha rua aos «cowboys»; hoje, vejo os meninos sem casa nem rua brincarem aos magos e ocultistas… impelidos por adultos bem sinistros. Também os vejo nos partidos políticos, extremistas e segregacionistas, indo atrás de líderes os mais radicais possíveis apregoando os slogans satânicos do «dividir para reinar» e «não importam os meios desde que se alcancem os fins».

Nada disso é Espiritualidade, nada disso é Verdade, nada disso é EL RIKE! Mas tudo isso é… HERR HITLER!

Vez por outra e em conformidade ao acúmulo de Karma Grupal (ou seja, a Lei de Acção e Reacção, ou Causa e Efeito da Colectividade), manifesta-se na face da Terra um conjunto ou «enxame» de Mónadas destinadas a consumarem esse mesmo Karma da forma mais dolorosa. Tratam-se de almas no limiar da perdição absoluta dotadas de grande poder e carisma mas destituídas de algum amor e piedade ao seu próximo, à Humanidade. Em pouco tempo tornam-se “tulkus” ou expressões imediatas dos tenebrosos Nirmanakayas Negros, e à sua volta reúnem vasta plêiade de intelectuais cuja característica maior é a sua larga dialéctica e retórica… fria e impiedosa. São a guarda avançada das Forças do Mal sobre a Terra. O penúltimo «enxame» monádico desse género que a Terra testemunhou e sofreu teve à dianteira Adolf Hitler, Joseph Estaline, Benito Mussolini, Franco e Salazar, etc. Hoje, no término do Interregno Cíclico, temos novo enxame de fúrias opressoras e segregacionistas estrategicamente colocadas à frente dos principais países do Mundo. A sua missão é levar ao esgotamento definitivo do Karma Planetário e, acredito, com esse esgotamento irá desaparecer para sempre da face da Terra a presença das Forças do Mal. Portanto e como dizia Jesus, «o escândalo é preciso, mas… ai por quem ele vier». Quero com isso dizer que nenhum dos actuais líderes mundiais favoráveis à divisão e opressão do Género Humano irá terminar bem… o Futuro imediato provará as minhas palavras.

Na “Política de Identidade”, Portugal e o Brasil inserem-se num Plano Sinárquico estabelecido pela Grande Fraternidade Branca em conformidade ao Desígnio do Logos Planetário para esse Novo Ciclo de Evolução ou, por outras palavras, Novus Phalux ou Novo Pramantha a Luzir. Esse mesmo Projecto Sinárquico, que já em seu tempo a Ordem dos Templários executou, apesar do fracasso final, não visa a dissolução das fronteiras geopolíticas, o que é impossível a curto e médio prazo pelos factores da língua e cultura que caracterizam cada povo, mas antes a união, a Concórdia Universal dos Povos. Isto é Sinarquia. O seu lema: «Unir para Reinar»!

Portanto, mesmo que Portugal – Brasil ocupem a cumeeira dos interesses imediatos da Grande Fraternidade Branca por estarem conformados ao actual estágio evolutivo por que passa o Género Humano (Portugal para o 5.º Estado de Consciência, o Mental Superior, Manas Taijasi, e o Brasil para o Oitavo, Vibhuti ou o despertar da Consciência Divina correspondendo a Budhi e Atma), igualmente todos os países do Mundo, todos os povos, são do interesse supremo dos Irmãos Maiores da Humanidade que a protegem e dirigem, contrariando sempre os projectos das forças sinistras apostadas na sua exterminação, não sem antes a reduzir à escravidão nabalesca.

Exemplo flagrante disso está naquelas palavras escritas em 1987 pelo ultra-racista e nazista, porque adepto do ideal hitleriano, Ben Klassen (1919-1993), ucraniano naturalizado norte-americano fundador de um movimento de segregação racial nesse país: «Neste mundo único (…) nós nos preparamos para a guerra total contra os judeus e o resto das malditas raças de lama no mundo – política, militar, financeira, moral e religiosamente… Consideramos isso uma guerra santa até ao fim – uma guerra santa racial. É INEVITÁVEL. É a Solução Final e Única. Agora, somos nós ou eles. Este planeta é, de hoje em diante, todo nosso e será o único habitat de nossa futura progénie para todo o sempre».

Quão longe e opostas são essas palavras, inspiradas no Mein Kampf de Hitler, daquelas outras da sublime Helena Petrovna Blavatsky e que constituem o primeiro objectivo da Sociedade Teosófica: «Formar um núcleo de Fraternidade Universal na Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor».

As quais palavras viriam a estar presentes no Programa Sinárquico da Comunidade Teúrgica Portuguesa e, já antes, da Sociedade Teosófica Brasileira. A mais valia da Política para os Teúrgicos e Teósofos, tal como a mais valia da Religião para os mesmos, estão no sentido de trabalharem por uma Nova Renascença Sinárquica ou Concórdia Universal dos Povos, tal como pela Religião Universal, a Religião-Sabedoria, a mesma Teosofia cuja prática sempre foi e é Teurgia, e se o lema social desta é “Laudate Gloriam Dei” (Louvai a Glória de Deus), também poderia ser aquela do Iniciado de Benares, Índia: “Satya Nasti Paro Dharma”, ou seja: Não há religião superior à Verdade!

Por seu turno, o Professor Henrique José de Souza proclamou:

«RECONSTRUIR! É o brado que nos compete!

«Sim, reconstruir o homem, o lar, a escola, o carácter, para que o cérebro se transmude ao lado do coração. No mais, um só idioma, um só padrão monetário e uma só Verdade, que é a Teosofia, como Sabedoria Iniciática das Idades. Só assim a Humanidade se tornará digna do estado de consciência que é exigido pela Nova Civilização.»

Em oposição a JHS levantou-se a tríade “Flagelo de Deus” como reencarnação de outros e antigos flageladores da Humanidade, irmãos infiéis da Lei Suprema que a tudo e a todos rege: Hitler (Átila), Mussolini (Tamerlão), Estaline (Gengis Khan). Com os seus sistemas totalitários de governo, eles dividiram o Mundo em socialismo e capitalismo e desencadearam a Segunda Guerra Mundial, como prolongamento da Primeira. Esses três “Flagelos de Deus”, segundo o Professor Henrique J. Souza, usaram e abusaram do direito de destruição do Ciclo a favor do que agora urge, como aconteceu com Átila, Tamerlão e Genghis Khan. Hitler perdeu a guerra na Rússia, quando da 4.ª Cidade Aghartina subiram 777 Seres com a missão de pôr fim a um conflito que já extravasava largamente os limites impostos pela Lei Kármica.

Sobre o assunto, proferiu o Eng.º António Castaño Ferreira em 1-9-1948:

«Há 3 Egrégoras que têm papel cíclico de destruição, ligadas a manifestações do 4.º Logos (Planetário) em etapas da História em que a Lei exige destruições. São mantidas em certas regiões para esses ciclos. Tamerlão, Átila e Gengis Khan são manifestações dessas Egrégoras que tomaram forma humana. Os três foram profundamente cultos. Essas manifestações somente agem dentro da Lei do Equilíbrio Universal, pois à menor acção corresponde sempre uma reacção. A última manifestação de Tamerlão foi Mussolini, a de Átila foi Hitler e de Gengis Khan foi Estaline. Os três deveriam implantar regimes diferentes e se manterem unidos e harmónicos para em 1956 (data do Julgamento Cíclico da Humanidade) combaterem, unidos, o Mundo inteiro (dando consumação ao Karma Planetário, e logo depois serem resgatados ou retirados do palco terreno pelas Forças Serapicas da Agharta). As forças da Magia Negra, porém, que sempre interferem, arrastaram Mussolini e Hitler. Mussolini tinha um sósia que o substituía sempre: era um Adepto Negro. Somente Edda Mussolini sabia disso. Na Baviera, adormecido num caixão, estava um ser pavoroso: era o 4.º Nirmanakaya Negro que governava Hitler. Estaline tinha um sósia: um médico tibetano. Foi este que conseguiu fazer com que ele se mantivesse no caminho (isto é, não desse continuidade ao projecto de Hitler em conquistar o Mundo). Mussolini fez um avatara em Molotov, e não se admirem se Hitler (antes, o seu Nirmanakaya Negro) também estiver na Rússia!… O que está no Plano da Lei é realizado. As três Egrégoras são Látegos da Lei. Virão como cumprimento da Lei. Ódios, paixões, ambições dão vida à Egrégora do Mal. O Adepto (da Boa Lei) não cria nem Bem nem Mal: é cumpridor da Lei transcendente, acima do transitório. A Egrégora da Obra está em Shamballah.»

Falando sobre os três irmãos malditos e amaldiçoados, afirmou o Venerável Mestre JHS: «Todos os três caíram, mas outros se levantarão em pedaços. Uma Obra restará no Mundo: a nossa». É o que acontece hoje: os «pedaços corruptos» levando à solução final do esgotamento kármico planetário e a consequente instauração do Reinado do Espírito Santo sobre a Terra, e isso com a vinda para as ocidentais plagas, em 1963 (como antecipadamente anunciara o mesmo JHS), das três “Bênçãos de Deus”: Akdorge – Akadir – Kadir, os Três Reis do Oriente finalmente entronizados no Ocidente.

«… E os Três Cavaleiros, montados nos seus lindos cavalos alados, um branco, o de Akdorge, um castanho, o de Akadir, e outro negro, o de Kadir, eles contemplarão as angústias do Mundo, como o Quinto (Luzeiro) contemplou, vendo os destroços de uma Civilização que deveria ser a sua… e em má hora sonegou.»

Temos aí os Três Cavaleiros Alados (porque etéreos, como expressões de ainda mais altas Potências) representantes das três grandes naturezas objectivadas – as anteriores três Raças-Mães – e das três grandes naturezas por objectivar – as posteriores Raças-Mães. O cavalo negro representa a Raça Lemuriana e está para a Raça Ariana; o castanho a Raça Atlante (castanho aproxima-se do marrom avermelhado, e «vermelhos» eram os atlantes) cuja “oitava superior” é a 6.ª Raça-Mãe Bimânica (Budhi+Manas); e o branco a Raça Ariana (composta de 7 Sub-Raças, onde se inclui a SEMITA, que assim também é Ariana ou “Pura”, completamente fora da conscientemente tendenciosa má tradução nazista, sim, porque Ariano significa “Filho de Áries ou Marte”, o Sol da Terra, logo, toda a Raça Humana actual é Ariana, e não só um tipo eslavo específico como pretenderam os hediondos idealistas do Reich do Mal) cujo modelo é a 7.ª Raça-Mãe Atabimânica (Atma+Budhi+Manas), aquando a Tríade Superior ou Mónada Divina estará manifestada integralmente no Homem.

«Mas (diz ainda JHS)… aí estão os Três Reis Magos do Oriente em busca do Ocidente, para renovar as consciências e firmar os alicerces da Nova Era. E então, novamente se diz, embora que em sentido mais amplo: – Em verdade, em verdade vos digo que amanhã (um futuro próximo) estaremos todos juntos ao redor do Trono Celeste. Este Trono não é senão o do Avatara, o do Redentor do Mundo no presente Ciclo. Até lá, muitas coisas terão acontecido. Os homens enlouquecerão e morrerão, agarrados às suas religiões, aos seus credos políticos, à sua ciência materialista, aos seus próprios destinos kármicos…»

Esses “Três Reis solicitadores do Ciclo” vieram accionar o Karma Planetário pela afirmação da Lei Justa e Perfeita, Dharma, a fim de efectivar a limpeza do Ciclo para a implantação final da Sinarquia Universal, pois que todos os sistemas de governação, como todos vêem, mostram-se completamente falidos… ante o problema magno da Felicidade Humana. A limpeza ou purificação kármica vem sendo realizada através da guerra, da fome, da miséria e da doença, logo, da Natureza revoltada. Se o Homem não quis evoluir pelo Amor, resta-lhe evoluir pela Dor!… Os “Reis solicitadores do Ciclo” projectam a sua influência em vários seres na face da Terra: religiosos, políticos, militares, autoridades em geral e qualquer outra entidade que a Lei exija servi-La. Eles se incumbem de realizar a necessária depuração kármica dos seus respectivos povos, afectando os vizinhos, mas sendo, muitas vezes, quando abusam dos poderes que lhes foram confiados, eles mesmos aniquilados. Previne JHS: «Não esquecer que a Lei, na sua originalidade, é uma, mas os homens a podem fazer outra».

«Porta aberta aos Três Reis pelo Arcano Dezasseis», canta a estrofe da Exaltação ao Graal. O Arcano 16 é a “Rebeldia Celeste” que desfecha na “Ruína do Trono”, neste caso, o trono de todos os dirigentes humanos, de todos os sistemas político-religiosos vigentes. Os Três Reis vieram devido à Ira de Deus (Dies Irae), por imperar entre os homens Adharma, a Lei injusta e imperfeita. Nesse Arcano Aghartino, um Deva gesticula com uma espada e faz apagar todo o quadro à sua frente. É a ideia do Destruens et Construens, a preparação do terreno social para a Nova Semeadura, a Nova Era, a Nova Jerusalém… no Ocidente.

Dessa maneira, encontra-se a dicotomia EL RIKE – HERR HITLER nas Tríades Luminosa (Divina) e Sombria (Diabólica) primordiais ante os destinos imediatos do Mundo, em plena encruzilhada do Passado – Futuro na Hora Presente:

Como se não bastasse, a dita «Arianosofia», integrada ao Ocultismo Negro, foi toda ela copiada e completamente pervertida dos maiores paradigmas do Pensamento Tradicional dos séculos XIX-XX, que ficaram com os seus nomes injustamente associados aos horrores dum Reich ou Reino de Trevas. Refiro-me a Helena P. Blavatsky, Richard Wagner, Rudolf Steiner, René Guénon e outros nomes mais usurpados e vilipendiados pela vilania das Forças das Trevas.

O Ocultismo Negro postula exactamente o mesmo que o Ocultismo Branco. Só os motivos e as direcções é que são opostos… Por exemplo, enquanto nós afirmamos a existência dum Reino Interno sob a Terra, eles acreditam no mesmo Reino Interno (sob os nomes, usurpados aos Eddas nórdicos, de Valhala – SHAMBALLAH – e Asgardi – AGHARTA) mas sobre a Terra, o mesmo que os nazis procuraram adentrar em vários pontos do Globo (Antárctida, Tibete, Montségur, etc.), inclusive em Portugal, tentando arrombar debalde, à força de dinamite, uma pretensa «porta jina» nas cercanias da cidade de Tomar, antiga Casa-Mãe ibérica da Ordem dos Templários, e tendo até estabelecido uma Loja da Ordem do Vril – Sociedade dos Verdes, adeptos praticantes do «ocultismo nazi», nos inícios dos anos 40 do século passado, numa vivenda no Monte Estoril, na actual Rua do Viveiro, chegando mesmo a ter grande influência nos Estoris e Cascais à beira Sintra, por onde pretendiam adentrar e conquistar Asgardi ou Agharta.

Sociedade Vril - Estoril (2) - Cópia

Mesa de reunião da Sociedade do Vril no Hotel Monte Estoril, nos inícios dos anos 40 do século XX (foto de JAH)

Isso leva-me a afirmar, com conhecimento directo de causa, que a Fraternidade Negra conhece e muito bem as entradas para os Mundos Jinas. Só não sabe como franqueá-las… e não sabendo usa de mil e um artifícios, sempre redundando em tragédias de que a História é farta. Adentrar os Mundos Jinas não é tão fácil como andar de “metropolitano”. Exige muito mais… responsabilidade, conscientização, pureza de actos, emoções e pensamentos de maneira a ser novamente “criança”, saber calar contra tudo e todos, mesmo que sofra os maiores e mais injustos vilipêndios, e até acaso lhe possa custar a vida. Quantos há assim? Raríssimos. E fantasistas mais ou menos carismáticos? Campeiam. Serei eu também um «guru» ou «adepto jina»? Farei parte do rol desses últimos? A resposta é simples e directa: não tenho tempo nem saúde para brincadeiras tipo «new age bien rose». Faço o que tenho a fazer em prol da Obra do Eterno na Face da Terra, e é quanto me basta nesta vida. Ponto assente.

Os esoteristas negros, antes, satânicos hitlerianos, até uma Ordem Negra fundaram, decalcando o seu “corpus” da antiga Instituição teutónica de Santa Maria dos Alemães, mas aqui, invés de venerarem à Mãe Divina, prestavam culto ao Chefe máximo da Loja Negra: Baal-Babu.

Antes de dizer alguma coisa mais, devo esclarecer como se ordenam e manifestam hierarquicamente as Linhas Branca e Negra, neste momento crítico por que atravessa o Género Humano, e as nóveis gerações entendam que a feitura do seu destino, bom ou mau, depende inteiramente delas mesmas.

A Linha Branca constitui-se de 7 Nirmanakayas Brancos principais, Choans, cujo Chefe máximo é BAAL-BEY (aspecto superior de Júpiter), e cada um deles tendo 7 Discípulos principais, os Ashekas; por sua vez, cada um desses Ashekas possui 12 Sub-Aspectos ou Arhats, os quais se manifestam por multivariadas formas humanas e sociais a favor da Evolução verdadeira dos Povos, logo, impondo a Sinarquia à Anarquia.

A Linha Negra dispõe-se de 7 Nirmanakayas Negros principais, Adeptos das Trevas, cujo Chefe máximo é BAAL-BABU (aspecto inferior de Saturno), cada um com 7 Discípulos sinistros, os Rakshasas, poderosos Magos Negros; cada um desses Rakshasas tem 12 Sub-Aspectos ou Dad-Dugpas, feiticeiros e animistas, os quais se manifestam por multivariadas formas humanas e sociais, todas elas inversas da Evolução verdadeira, logo, a favor da Anarquia contra a Sinarquia.

Devo dizer mais alguma coisa sobre a questão controversa e melindrosa Ordem Teutónica – Herr Hitler – III Reich. Começo por citar um trecho, que a muitos passou desapercebido, do livro Hitler m’a dit (“Hitler ditou-me”), que na edição portuguesa encontra-se na página 232, capítulo XXXVI, intitulado “Magia Negra e Magia Branca”:

«Um dia em que o Führer estava bem disposto, certa senhora espiritualista (e não espirituosa, da má tradução que se fez para o português, o que não seria possível… diante dos seus próprios conselhos) das suas relações, arriscou-se a dar-lhe um conselho: – Meu Führer, não se entregue à Magia Negra. Hoje ainda pode escolher entre a Magia Branca e a Magia Negra. Mas se acaso o Führer se decidir pela Magia Negra, nunca mais sairá do seu destino. Não escolha a perigosa via do sucesso rápido e fácil. Ainda pode seguir o caminho que leva ao império dos espíritos puros. Não se deixe desviar desse bom caminho por criaturas do lodo, que lhe roubam a força criadora.»

Tal senhora (desconfio que tenha sido Cosima Francesca Gaetana (1837-1930), a viúva do compositor Richard Wagner (1813-1883), falecida na altura dos nazis tomarem o poder na Alemanha…), procurando a sua amizade, insinuando-se quanto lhe foi possível até chegar ao precioso momento de dizer ao Führer semelhantes palavras, verdadeiros conselhos de um Adepto Real (se é que ela aí estava, por sua vez, a conselho de algum… de quem era, talvez, discípula), nada adiantaram. Responde, com a maior clareza, o próprio símbolo por ele já adoptado, antes, roubado e pervertido de sua posição original, tal qual se faz nas missas negras que são perversões ou inversões das missas brancas, desde as palavras às posturas, às paramentas e aos símbolos: a Sovástica (ou Sowástika, em pali), e não a Suástica (ou Swástika, em pali), esta a Cruz Solar de Ram simbólica do Fogo Celeste, Fohat, e da Evolução. A outra, feita símbolo nefasto do Fogo Terrestre ou Kundalini desperto precoce e caoticamente, logo signo de Involução, como desde sempre afirmaram Jainos e Budistas no Oriente, e Teúrgicos e Teósofos no Ocidente, a par de Rosacruzes e Maçons esclarecidos. Não sei mesmo porque razão muitas pessoas ilustradas, a própria imprensa, continuam teimando em não distinguir uma cruz da outra, isto é, a Swástika da Sowástika. Sirva isto, ao menos, de um protesto em nome da Razão, ou da Cultura, se se o quiser, a quem faz jus a tão privilegiado Povo como é o Luso-Brasileiro.

Muita razão tinha Helena Petrovna Blavatsky em afirmar que «entre a mão direita e a mão esquerda, separa-as um ténue fio de teia de aranha». Sim, entre uma e outra Magias… De certo modo, pode agora compreender-se o motivo pelo qual os privilégios humanos e espirituais passaram, bruscamente, de um país para outro em relação ao Movimento Espiritual que se processa no Extremo Ocidente da Europa, Portugal, e no Extremo Ocidente do Mundo, o Brasil.

Ademais, não era com aleijões e neuropatas de toda a espécie prejudicados pela guerra, com famintos e pobres seres esqueléticos que perambulavam pelas ruas das cidades devastadas pelos combates, a começar pela Alemanha, que se «poderia firmar uma nova raça, fosse em que parte fosse da Terra». Fala bem alto a nova decisão desesperada do Reich, já com a chancelaria de Berlim cercada pelas forças aliadas, em relação às mulheres alemãs, inclusive as casadas, «de se entregarem aos soldados» (isto é, aos “degenerados da mesma guerra”), para que a tal «nova raça» não desaparecesse. Mas, respeitável leitor, de que valem os filhos, os rebentos, os produtos de semelhante união ilícita e mais que imoral? Respondam os simpáticos à guerra e às suas consequências funestas, seja ela em que tempo for…

Algo que vem confirmar o que disse anteriormente, é a seguinte passagem do mesmo livro citado, encontrada no capítulo “A criação do super-homem”, na página 225 e seguinte:

«– O homem novo vive a nosso lado. Está ali! – exclamou Hitler triunfalmente – Não lhe basta isso? Vou dizer-lhe um segredo. Vi o homem novo. É intrépido e cruel. Senti medo diante dele.

«Ao pronunciar estas palavras singulares, Hitler vibrava e tremia de êxtase ardente (todo o mago negro, sabe-se, é um epiléptico… e de epilepsia, juntamente com a “doença de Parkinson”, sofria Hitler). Recordei-me de uma passagem do nosso poeta alemão Stefan George – A visão de Maximin. Acaso Hitler teria tido também a sua visão?…»

Razão porque muito antes da II Guerra Mundial (1939-1945) lhe dedicou um templo em Berchesgaden, onde procurava, além do mais, ouvir os seus conselhos, nesse castelo possuidor de tal templo improvisado (com todas as regras da Baixa Magia). Em plena Guerra, quantas vezes ele partia de repente, para só voltar um ou dois dias depois? Ia ouvir o seu amo ou senhor… um títere, um boneco maquinado, uma espécie de Frankenstein por sua vez criado por um Nirmanakaya Negro: Baal-Babu, o 4.º sendo o 1.º por ter a ver com a chefia de todo o Mal nesta 4.ª Ronda Terrestre, fruto maldito das almas perdidas da 4.ª Raça-Mãe Atlante.

Quem apoiava externamente as avatarizações sinistras de Baal-Babu a Hitler? O próprio «grão-sacerdote» Dietrich Eckhart, iniciador externo do Führer como o decano principal do Ocultismo Negro do Reich ou “Império” das Trevas em plena zona gástrica do “corpo” da Europa, a Alemanha. Curioso e significativo, do ponto de vista oculto, as avatarizações sinistras darem-se pelo plexo solar, na região gástrica do corpo humano, como acontece com quaisquer tipos de «incorporações» mediúnicas… umas e outras inteiramente desfavoráveis à evolução verdadeira do Ser e da Raça.

Hitler é, pois, a síntese perfeita do final dum ciclo racial… como Átila também o foi. Ele mesmo, o tal «super-homem» – como eunuco da Guerra anterior (1914-1918) assinalado pelos estilhaços de uma granada… e por isso carecia insaciável da presença próxima do sexo feminino, cujo olhar mas não contacto físico o alimentava vitalmente, «mau olhado» esse que levou quase todas as «mulheres de Hitler» ao suicídio, com destaque para Eva Braun, que como falsa Eva  incorporou a antítese completa da verdadeira Eva, ADAMITA como “Primeira Mãe” do Género Humano – das suas visões macabras, era formado com os pedaços desses pobres aleijões da guerra que provocou e dos milhões de vítimas que a mesma espalhou por quase todo o Globo. Por isso mesmo, forma caótica do verdadeiro Super-Homem ou Adepto Espiritual que já então se desenvolvia ou processava em plagas luso-brasileiras, mesmo que secretamente nesses “Formigueiros de Adeptos” que constituem a Maçonaria Universal Construtiva dos Três Mundos, ou seja a dos Traixus-Marutas, a verdadeira por ser a original de Agharta. Mas não podia deixar de ser assim, pois onde está a Luz está a Sombra, onde se encontra o Bem manifesta-se o Mal, a Mentira para a Verdade… e assim por diante, na dicotomia das coisas irreais e reais como decerto é fácil observar por qualquer um.

Esse Super-Homem ou Homem Perfeito como Adepto Verdadeiro todo ele composto –  matematicamente perfeito, divino – “Vida-Consciência” (em hindustânico, Jivatmã ou Jivamukta),  assim o configura Fernando Pessoa, em palavras completamente opostas às de Hitler, no seu Ultimatum pelo heterónimo Álvaro de Campos (in Portugal Futurista, Lisboa, 1917):

«Proclamo a vinda de uma Humanidade matemática e perfeita!

«O Super-Homem será, não o mais forte, mas o mais completo.

«O Super-Homem será, não o mais duro, mas o mais complexo.

«O Super-Homem será, não o mais livre, mas o mais harmónico.

«Proclamo isto bem alto e bem no auge, na barra do Tejo, de costas para a Europa, braços erguidos, fitando o Atlântico e saudando abstractamente o Infinito!»

O mesmo Fernando Pessoa (in Associações Secretas, “Diário de Lisboa”, 4 de Fevereiro de 1935) ao sair a terreno em defesa da Maçonaria Tradicional contra o projecto de lei proposto pelo deputado conservador José Cabral, não deixou passar a oportunidade de se referir às perseguições implacáveis à  mesma Maçonaria por Mussolini e Hitler (assim como por Primo de Rivera em Espanha e Oliveira Salazar em Portugal), por ela ser completamente avessa, pelo seu cimento ou princípio e normas (“landmarks”), a quaisquer formas absolutistas de ditadura:

«Mussolini procedeu contra a Maçonaria, isto é, contra o Grande Oriente de Itália mais ou menos nos termos pagãos do Sr. José Cabral. Não sei se perseguiu muita gente, nem me importa saber. O que sei, de ciência certa, é que o Grande Oriente de Itália é um daqueles mortos que continuam de perfeita saúde. Mantém-se, concentra-se, tem-se depurado, e lá está à espera. O camartelo do Duce pode destruir o edifício do comunismo italiano; não tem força para abater colunas simbólicas, vazadas num metal que procede da Alquimia.

«Hitler, depois de se ter apoiado nas três Grandes Lojas cristãs da Prússia, procedeu segundo o seu admirável costume ariano de morder a mão de quem lhe dera de comer. Deixou em paz as outras Grandes Lojas – as que não o tinham apoiado nem eram cristãs – e, por intermédio de um tal Goering, intimou aquelas três a dissolverem-se. Elas disseram que sim – aos Goerings diz-se sempre que sim – e continuaram a existir. Por coincidência, foi depois de se tomar essa medida que começaram a surgir cisões e outras dificuldades adentro do partido nazi. A História, como o Sr. José Cabral deve saber, tem muitas destas coincidências.»

A saga dessa triste herança hitleriana deixada há mais de meio século arrasta-se até hoje, pois bem se vê actualmente não faltarem por todo o Globo prosélitos ou simpatizantes de tais ideias completamente avessas ao Progresso verdadeiro do Género Humano, além do mais, por o número de ignorantes no mundo ser bem maior do que o dos verdadeiros sábios…  e ademais porque tais doutrinas são tentadoras, nem todos sabem recusá-las, mesmo que depois tenham de chorar lágrimas de sangue, como já vem chorando número vultuoso de criaturas! Pobres criaturas, enganadas por promessas vãs de liberdade, de fartura e domínio sobre os seus semelhantes em Humanidade por uns quaisquer ditadores sanguinários, auto-suficientes, exclusivistas radicais e xenófobos preconceituosos, como se vêem, e com fartura libertina, hoje em dia! O Verdadeiro Caminho da Iniciação, o da Sabedoria Divina, jamais promete coisas impossíveis de realizar, enganadoras, mas antes as régias ou reais por terem a ver com a Realização verdadeira do próprio Homem através dos seus próprios esforços e méritos, e por provirem do Rei dos Reis – Melki-Tsedek – ou o Imperador Universal.

Sim, é a Hora de um Novo Ciclo, de uma Nova Era portadora de melhores dias para o Mundo, na medida em que todos nós contribuirmos para isso. Desgraçadamente, bem se sabe pela vivência e consequente experiência diária, tal Obra Magna – Opus Magnus – exige sacrifícios de toda a espécie, e assim – de acordo com o “faz por ti que Eu te ajudarei” – bem poucos a têm querido seguir, muito menos se esforçado em cumprir… sim, além do mais porque «muitos serão os chamados e poucos os escolhidos». Fazer parte destes últimos é a nossa meta suprema nesta vida transitória, em que só valem os valores que nos acompanharão além-túmulo, o nosso destino último e fatalmente certo: os do Bem, do Bom e do Belo.

E que ele, Hitler, por sua vez desejava formar uma «Ordem universal de origem germânica» com todos os mentecaptos desse ciclo agonizante, servindo-se dos mitos nórdicos, isto é, do Passado remoto, Involução portanto, aos quais tão bem e também se ajustaram e ajustam os fanáticos autistas, por muita cultura teórica que possuam mas nenhuma experiência de Vida que se traduz em Sabedoria vivida, conquistada ou arrancada com sangue, suor e lágrimas ao athanor enrubescido das experiências diárias, que são a maior Riqueza, sejam ou não dolorosas… e, na sua sandice, geralmente nem se apercebem das suas contradições palmares, não raro em menos de uma ou duas horas, quando não de uma frase para a outra, dizia, está visto através de um «novo segredo» que ele, Hitler, tinha para Hermann Rausohning, autor de Hitler m’a dit (“Hitler ditou-me”, na página 261 e seguinte desse livro, no capítulo intitulado “Revelações sobre a doutrina secreta”):

«– Vou confiar-lhe um segredo: fundo uma Ordem

«Essa ideia de Hitler já era minha conhecida. O seu autor era (Alfred) Rosenberg (sobre essa «novidade», de facto – direi agora eu em consonância com o que dizia o Professor Henrique José de Souza – na época actual a originalidade desapareceu: não se faz outra coisa senão copiar as ideias alheias e, ainda por cima, não raro, denegrir e tentar arremessar ao ostracismo o autor original vitimado, sendo os que agem dessa maneira espúria, cruel e desonesta algo assim como folhas secas arrastadas pela impetuosidade de uma cachoeira: a cachoeira deste mesmo ciclo em franca decadência prestes a desaparecer…). Pelo menos, da boca de Rosenberg a ouvi pela primeira vez. Rosenberg pronunciara, para número restrito de assistentes, uma conferência no salão de Marienburg, no antigo Castelo dos Cavaleiros Teutónicos. Recordando os acontecimentos históricos da grande época dos Cavaleiros, traçava um paralelo entre a sua acção na Prússia e o programa do Nacional-Socialismo, e sugeria que a Ordem poderia ser reconstituída. Um escol de valentes, que seriam ao mesmo tempo administradores hábeis (viu-se…) e sacerdotes, que resguardassem ciosamente uma doutrina secreta oculta ao mundo profano (poderiam ser todas menos a da Verdadeira Sabedoria Iniciática das Idades, direi eu absolutamente convicto face às atitudes que se viram… e se vêem ainda, desgraçadamente, tanto em Portugal como no Brasil e demais «pontos quentes» do Globo); a hierarquia daqueles monges-soldados, os seus métodos de governo, a sua disciplina – tudo isso poderia ser restaurado e servir de exemplo.»

Quando o mesmo Hitler se manifestou a respeito da nova religião (nova para ele, mas velhíssima, ultrapassada para a História da Evolução Humana…) que desejava instituir no mundo, várias rochas enormes começaram a despenhar-se nos montes da Floresta Negra (da personalidade, desencontrada com a individualidade espiritual no Homem), o Junfrau dos Eddas ou escrituras sagradas nórdicas. Algo assim como se os deuses estivessem revoltados contra ele,  apedrejando-o!…

Ontem e hoje, é facto reconhecido que nem todos podem ou devem manusear livros de Cavalaria antiga, pois tomam as coisas ao vivo, e… começam a matar, a destruir a torto e a direito mental, moral e fisicamente, para um dia, eles mesmos, compreenderem que tudo não passava de um sonho, ou antes, de terem criado um maldito pesadelo…

Decerto nós, teúrgicos, teósofos e demais espiritualistas e humanistas de escol, não seremos desses criadores de pesadelos malditos, mas criadores de realidades diáfanas que se fazem dos sonhos benditos. Assim, benditos seremos nos pensamentos e vozes dos nossos futuros em conformidade à boa Sementeira que lançamos agora à Terra inteira, para que a Colheita seja rica em frutos… sim, os Frutos benéficos de uma Nova Era plena de Paz e Prosperidade para o Mundo!

Pois, Lutemos pelo Dever!

Um correspondente carioca, portanto, do Rio de Janeiro, pressuposto confrade nesta Obra Divina, escreveu-me há tempos colocando várias e inquietantes questões que, todas elas, estão inteiramente relacionadas ao tema agora em estudo. Podem resumir-se no trecho seguinte da sua carta:

– Sobre Hitler. Sabemos que ele foi um Nirmanakaya Negro e que veio com a função ceifadora de mão de Yama, mas como ficamos quando a derrocada do Nacional-Socialismo alemão permitiu a ascensão e o domínio judaico do Sionismo Internacional? Não é esta situação de domínio económico (e perversão dos sistemas de comunicação), perversão mundial pior do que seria a condição económica e social com a vitória de Hitler? Os famosos “7 dias” em que JHS determinou (na sua função de Akbel) o afastamento de Hitler do seu “mestre” não foram perniciosos para o Mundo, a contar com essa ascensão Judaica e consequente consecução dos “Protocolos dos Sábios de Sião”?

Ao ilustre e pressuposto confrade brasileiro, parecendo-me preocupado com algum e íntimo «problema existencial» que não fica bem com a sua pressuposta condição de médico, respondi nos termos seguintes:

– Postas as suas questões pertinentes, bem melindrosas pela controvérsia que geram na turbulência dos dias que vivemos, dou-lhe as devidas respostas.

O Venerável Mestre JHS previu no Livro do Akasha que compõe a ambiência do Mundo de Duat, qual seja uma Biblioteca Planetária, o que viria a ser o Mundo actual, neste Interregno Cíclico que irá um pouco mais além de 2005, digamos, até aos inícios de 2017, aquando inicia o ciclo da Lua. Previu, interferiu e pouco depois estacou diante das investidas das Hostes Negras chefiadas na altura pelo saturnino ou satânico chefe dos Nirmanakayas NegrosBaal-Babu, maioral de todas as desgraças e dores na maior das Talas, Maha-Tala – de quem Adolf Hitler era um «médium de incorporação», em termos espíritas, ou um seu «avatara sombrio», em termos bem nossos, teosóficos.

Quando digo “JHS estacou”, a assertiva importa justificação com o seguinte episódio muito pouco conhecido nos anais da História da Obra do Eterno. Pois bem, pelos idos dos anos 40 do século passado, em plena 2.ª Guerra Mundial com Hitler conquistando toda a Europa, preparando-se para avançar na Ásia e investir contra o continente americano, exterminando implacavelmente tudo quanto fosse judeu ou similar, ante isso o Venerável Mestre JHS, como Avatara de AKBEL, Senhor Absoluto do AMOR e da SABEDORIA, detentor de todos os tálamos do PODER Divino, tomado de revolta e compaixão pelo que estava acontecendo à Humanidade, decidiu intervir por iniciativa própria.

JHS chamou para junto de si um vasto número de Irmãos Maiores da Obra, agregados pelo saudoso Dr. Eugénio MARINS (o nome vai bem com MAR, MARE, MARIS…), e dispô-los em 7 grupos de 7 pessoas em 7 pontos diferentes do Rio de Janeiro, tendo por centro a Baía de Guanabara. Penso que esses Irmãos ocuparam os pontos estratégicos do Sistema Geográfico Atlante de TERESÓPOLIS, a partir do Rio de Janeiro, a Terra CARIOCA, CÁRIA, MA-KÁRIA, tendo por “Vigilante Silencioso” pétreo a METARACANGA, ou seja, a Pedra da Gávea, do Gaveiro dos Céus plantado na Terra: EL RIKE, o antigo príncipe fenício YET-BAAL-BEY.

Então, deu-se início ao Ritual de obstaculizar, anular o Karma Atlante da Humanidade, indo travar os avanços sangrentos do antigo Átila (Hitler). Como foi feito? Visualizando jactos de luz irradiados da Terra para a estrela do “Saco de Carvão” (ALGOL) passando pelo Portal Celeste da constelação do “Cruzeiro do Sul” (ALLAMIRAH). As energias astrais roubadas ao 3.º Senhor LUZBEL pela Loja Negra, foram assim impedidas de descer à Terra em forma de jactos sombrios, e consequentemente Hitler começou a sofrer os primeiros revezes na sua pretensão de conquista militar do Mundo (os acordos com o Japão fracassaram, a conquista da Inglaterra falhou, a Rússia criou uma tenaz implacável às forças ocupantes, sofreu um atentado feito pelos seus próximos de que escapou por pouco, etc., etc.). Esse Ritual demorou 7 dias e deveria prolongar-se por 49 dias. Durante esse tempo, e isto é significativo, a América do Norte entrou na Guerra, logo também o Brasil, que é igualmente América. De súbito, a Grande Fraternidade Branca dos 49 Adeptos Independentes ordenou que esse Ritual cessasse imediatamente, pela simples razão de que a Humanidade tinha de pagar e bem caro o seu Karma Racial, e que quando dois terços da mesma Humanidade estivessem contra Hitler, este seria derrotado com a “sombra astral” de LUZBEL, ou seja BAAL-BABU, sendo fortemente vergastada ou castigada pelo 5.º Senhor ARABEL, este que é a “INDIVIDUALIDADE” da “PERSONALIDADE” do mesmo LUZBEL. Assim foi feito e assim aconteceu.

Quem ordenou a cessação imediata desse Ritual exorcizante dos poderes das Trevas? O próprio 7.º DHYANI-JIVA, como “8.º Choan da 7.ª Linha Saturnina”, o Dr. ISRAEL GORDON SCHMIDT (hoje, desde 1949, o 7.º  DHYANI-BUDA GODOFREDO, não vindo ao caso o seu nome aghartino). Ora o DR. ISRAEL GORDON SCHMIDT é quem dirige a Raça JUDAICO-ALEMÃ, saída da 5.ª Sub-Raça Ariana, a TEUTÓNICA, ou melhor, TEUTO-ANGLO-SAXÓNICA.

Túmulo de familiar do Dr. Israel Gordon Schmidt

E quem mandou o Dr. Schmidt ordenar a cessação do Ritual através do Templo-Túmulo da Pedra da Gávea, para cujo topo tem que se passar antes pelo “Pico do Papagaio” tendo em baixo, na encruzilhada dos trilhos do Horto Florestal, a capela MARIZ? O próprio jupiteriano ou divino BAAL-BEY, Senhor Supremo de todas as Regiões Celestes plantadas no Seio da Terra, como sejam as Lokas constituintes do Mundo de Agharta.

BAAL-BEY e BAAL-BABU, ou JÚPITER e SATURNO em oposição ou fricção de maneira a formar a conjunção astral ASGA-LAXA. Quando ela acontece e por muito poderoso que seja, não há Mal que resista.

Sobretudo, tal interrupção Ritualística implicou respeitar o LIVRE-ARBÍTRIO de cada um e de todos conforme o seu KARMA. A LIBERDADE de expressão ou manifestação, por muito dolorosa e revoltante que se possa aparentar, é o paradigma mais caro e respeitado por todo e qualquer Adepto da Evolução. Para este não há Deus maior do que a própria LEI, manifeste-se como se manifestar. Portanto, em última análise, não foi JHS quem derrubou Hitler, mas a própria Humanidade foi quem o recusou, e só após recusá-lo é que a Grande Fraternidade Branca interviu, não antes.

Na grande batalha planetária entre TEURGIA e GOÉCIA, LUZ e TREVA, SINARQUIA e ANARQUIA arrastando-se aos dias de hoje, acaba sobressaindo a tabela dos opostos “EL RIKE – HERR HITLER”, que assim considero:

 Concluiu-se: “SPES MESSIS IN SEMINE!” ou “SPES MESSIS IN SEMINE?”. Eis a questão. Compete a todos nós, os que nos consideramos espiritualistas de escol adeptos da Evolução e amigos verdadeiros da Humanidade, na parte que nos cabe no grande plano universal delineado pela Excelsa Fraternidade Branca para o momento actual ante o Futuro imediato do Mundo, dar a resposta e resolução a esse magno problema que é, afinal e tão-só, o da FELICIDADE HUMANA.

Com tudo, tudo está bem e vai bem com o momento crítico por que passa o Mundo, em plena “encruzilhada de caminhos”, ou seja, o INTERREGNO INTERCÍCLICO, onde não se é Peixe nem Aquário mas uma mistura de ambas as coisas. Com o tempo tudo se encarreirará no decurso normal da Marcha Evolutiva da Civilização. Antes de andar a criança gatinha, e antes de gatinhar, esbraceja. A Humanidade está esbracejando agora… deixemos o Tempo cumprir a sua função.

Ainda assim, respeitável senhor, sabe quem fez «Hitler assumir-se messias e salvador da antiga Germânia e conquistador do Mundo»? O próprio sionismo judaico, apesar de maneira absolutamente indirecta e involuntária. Foi neste que a mística ocultista racial alemã se inspirou para manifestar-se através do partido nacional-socialista, que era um «socialismo nacional» ou uma manifestação invertida da Sinarquia, tal como esse ocultismo, assumindo-se negro por os princípios universais do verdadeiro Ocultismo terem sido pervertidos, decepados para adaptação a conceitos estritamente pessoais e nacionalistas, abertamente xenófobos. Consequentemente, o nacional-socialismo germânico é fruto e igual do modernamente inventado sionismo judaico no seu pior, politicamente falando e levando as coisas para a segregação imposta pela força armada, mesmo assim o seu fundador sendo também um judeu alemão, Theodor Herzi (1860-1904).

A diáspora judaica na Europa, desde o ano 400 d. C., pontificando o Papa Adriano I, cedo se dividiu em duas facções: ao Sul, os judeus sefarditas (a Península Ibérica é chamada “Terra de Sefarad” por eles, inclusive associando o onomástico Ibero a Hebreu), de tendência mística e solar, inclusive tendo sido quem deu origem à Kaballah Profética, vulgo Hispânica; ao Norte, os judeus ashkenazim, de tendência materialista e lunar, os quais sendo práticos no mundo das finanças depressa se assenhorearam de boa parte da economia do Centro e Norte da Europa. Foi para resgatar o poder fiduciário aos judeus que se iniciou a perseguição e o seu consequente holocausto por parte dos «arianos puros». Também nisto há um erro crasso: não havia nem há «ariano puro», porque a maioria dos alemães, desde o século V, são ashkenazim, isto é, germano-judaicos.

De maneira que indo às origens filológicas do termo, buscando apoio em Helena Blavatsky e René Guénon, askenazi ou ashkenazim de maneira alguma é um pejorativo, antes o nome eslavo da comunidade sinagogal norte-europeia, mormente alemã. Nazir ou nazar é o seu diminutivo, e a origem provém do aramaico nazireth, nazireu ou nazareno, na época de Cristo não uma cidade perfeitamente sedentarizada mas uma comunidade móvel de pastores e comerciantes que acabou fixando-se nas proximidades do Mar Morto, antes de encetar diáspora para o Ocidente no tempo do imperador romano Tito, 60 d. C., sob o pretexto de estabelecimento comercial com outros povos. De maneira que o Ramo Nazireu da Raça de Judah nada tem de pejorativo no nome. O perjúrio veio muito depois de certos hodiernos dos séculos XIX-XX, tomando esse designativo para, numa habilidade filológica, alterar nazir para nazi, como contracção da expressão “national sozialismus” (NS).

Cedo a diáspora judaica (tefutzah, em hebreu) misturou o seu sangue com o de outras etnias, contrariando os princípios étnicos seculares vigentes em Jerusalém, pois se não o fizesse não poderia sobreviver em terras estranhas à sua raça, cultura e religião. Por isso observa-se a maioria das melhores famílias europeias terem herança consanguínea judaica. Não há mal nenhum nisso, tampouco «impureza de sangue», este o princípio básico de qualquer crença racial, que é sempre uma xenofobia atlante, consequentemente, retrógrada ante a evolução para Fraternidade Universal dos Povos, e isto é Sinarquia, sim, a mesma Concórdia Universal.

Quanto aos famosos Protocolos dos Sábios de Sião, eles são uma invenção redigida em 1897 pela Okhrana (a polícia secreta russa do czar Nicolau II) que se tornou pública em 1905. Ainda assim, também essa redacção é copiada de uma novela do século XIX (Biarritz, 1868) escrita por um novelista alemão anti-semita chamado Hermann Goedsche, sob o pseudónimo Sir John Ratcliffe. Por sua vez, ele havia roubado a ideia de outro escritor, Maurice Joly, cujos Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu (1864) envolviam uma conspiração do Inferno contra Napoleão III.

Portanto, os tais Protocolos foram escritos por xenófobos europeus «puros» e não pelos próprios judeus alemães que, mesmo assim e de há muito, pretendiam fundar uma “Nova Sião” ou “Nova Israel”, não na Palestina mas na própria Europa (tentativa feita várias vezes, inclusive em Portugal), o que foi pretexto mais que bem vindo para se incorporar essa redacção ao ocultismo nazi e à sua propaganda anti-semita. Esse livro é uma autêntica patranha da primeira à última página, um mal-entendido completo do grito de desespero pela Israel perdida que se queria (re)fundar em alguma parte do Mundo, mesmo que se diga que as emigrações maciças dos judeus europeus para a Palestina começaram no final do século XIX sob a influência dos ideais geopolíticos do Sionismo que, em boa verdade, não existia formado senão no pensamento perturbado de Theodor Herzi, inconformado em ser judeu e só querer ser alemão… Por fim, em 14 de Maio de 1948, os britânicos cederam o seu protectorado palestino, com sede em Jerusalém, aos judeus da diáspora (aliayah, em árabe) para aí, que de imediato fundaram o Estado de Israel.

Israel (ISIS-RA-ELLI, “Os da Realeza de Ísis”) era o nome primitivo desse iniciático “Colégio dos Patriarcas do Tabernáculo do Deserto”, em torno do qual as 12 Tribos se reuniram e acabaram fundando o país com o nome do mesmo. Depois perderam-no para outros povos, encetaram diáspora e quiseram (re)fundar Israel em Portugal, inclusive nos Açores, também no Sul da África, propriamente Moçambique, e logicamente no Norte da Europa, na Alemanha. Por isso se assenhorearam dos poderes vitais dessa última: a força económica, eles próprios eram o poder económico da Alemanha. Os idealistas germânicos «puros», ainda que todos eles com sangue judaico (inclusive Hitler, por parte paterna), revoltaram-se contra isso e foi o que se viu: o burguês judeu-alemão Karl Marx vendo o seu livro O Capital elevado a paradigma místico do doutrinário socialista germânico que, anacronicamente, afirmava-se anti-comunista. Todos os outros contrários a tamanha e insensata aberração racista (Gothe, Rudolf Steiner, Wagner, etc.) viram as suas obras desapropriadas ou destruídas e eles mesmos perseguidos. Foi o caso do supradito Richard Wagner, desapropriado das suas músicas pelo movimento nazi que as tocou à exaustão, escondendo de todos que os maiores amigos de toda a vida do grande compositor foram judeus, por exemplo: o maestro judeu Hermann Levi (o primeiro a reger a ópera Parsifal), o pianista judeu Joseph Rubinstein (assistente musical de Wagner desde 1872) e o pintor judeu Paul Jukovsky.

Wagner, para ser mitólogo e ocultista, teve que ir formar-se nas fontes tradicionais da época, e assim tomou contacto com a Antroposofia do austríaco Rudolph Steiner (1861-1925) através do seu amigo Theodor Reuss (1855-1923) que chegara a conhecer Helena P. Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica. Em Bayreuth, o grande compositor aprofundou os seus conhecimentos da mitologia germânica numa outra organização esotérica, a Thulle Geselschft, com a qual antipatizou profundamente por ela perfilhar ideias xenófobas estranhas ao seu projecto artístico.

A maioria das obras de Richard Wagner, notadamente Parsifal e Lohengrin, são parábolas ilustrativas dos mistérios esotéricos do Cristianismo sem pretensões anti-semitas (os desabafos racistas que o maestro teve, e foram vários, deveram-se exclusivamente a desavenças pessoais com conhecidos judeus e não que fosse um assumido anti-semita, que nunca o foi e isto mesmo o disse e provou nos seus convívios com amigos judeus de toda a vida). No Parsifal, por exemplo, o rei maléfico Klingsor e o seu jardim mágico representam a natureza inferior do homem contra a qual Parsifal, o protagonista “casto inocente”, deve lutar. Já a tentadora e sensual Kundry, ora servindo ao ideal superior do Santo Graal, ora servindo ao desejo inferior de Klingsor, expressa a luta entre as Magias Branca e Negra e a indefinição da alma humana, tanto pendendo para o bem como para o mal. Quando Parsifal cai em tentação, beija Kundry e depois sente as feridas causadas no rei bom Amfortas pelo rei mau Klingsor, representa o homem perdendo a inocência mas ganhando a virtude, alcançada após vencer a tentação e passar a discernir o bem do mal. No Lohengrin, filho de Parsifal e um dos seus cavaleiros, é retomado o tema da demanda do Santo Graal, o da conquista espiritual da Perfeição Humana. O Anel do Nibelungo, embora a sua acção não esteja ligada ao Cristianismo, ilustra a evolução passada, presente e futura da Humanidade, usando elementos da mitologia nórdica mas traçando paralelos com os livros da Bíblia, como o Génesis (equivalente à ópera O Ouro do Reno) e o Apocalipse (equivalente à ópera O Crepúsculo dos Deuses).

Em resumo, a Sinarquia não se faz com apetências xenófobas e centrípetas de coisas velhas (dessas só ficando a experiência, que é quem dá consciência), mas e só, por ser centrífuga, com coisas novas, novíssimas; então, aí temos a Terra Virgem (até no signo), a “Nova Lusitânia” de Pedro de Mariz no século XVII, enfim, o Brasil, este sim, a Nova Israel ou “Terra da Virgem Mãe”… Aparecida, o que vai bem com a Era do Espírito Santo que já iniciou em 24 de Fevereiro de 1954, cada vez mais fazendo-se sentir em toda a Terra.

Foi essa a minha resposta. No mais, repito:

“SPES MESSIS IN SEMINE!” ou “SPES MESSIS IN SEMINE?”

(“A Esperança da Colheita está na Semente”)

EIS A QUESTÃO!

Compete a nós, teúrgicos e teósofos, na parte que nos cabe no grande plano universal delineado pela Excelsa Fraternidade Branca para o momento actual ante o Futuro imediato do Mundo, dar a resposta e resolução a tamanho problema magno que é, uma vez mais, o da Felicidade Humana.

No que temos a dar, para tanto estamos prontos, como demonstra este estudo começado em São Paulo e desfechado em Lisboa, separando, vez por todas, o Trigo do joio, a Verdade da mentira, a Luz das trevas neste momento crítico que tudo e todos atravessam.

À Humanidade:

– UNAMO-NOS PARA REINAR! NADA PELA ANARQUIA! TUDO PELA SINARQUIA!

Aos Tributários:

– LUTAI PELO DEVER (DA HUMANA REDENÇÃO)!

Aos Templários:

– QUE ADVENHA O VOSSO (DIVINO) REINO!

A Todos, com a destra espalmada no peito:

– PAX!

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