Sintra, 1980

Falar do Mundo Elemental ou dos “espíritos da Natureza”, os chamados devas menores, é falar da “fácies” invisível da mesma Natureza, ou como diria o insigne Dr. Mário Roso de Luna, é penetrar o “Reino Encantado de Maya”.

Inspiradores de poetas e prosadores, razão última dos fenómenos naturais maravilhados e vazados tanto no conto infantil como na lenda antiga contada de velhos a novos, com um olho pregado na fogueira enfeitiçante, quente e acolhedora na invernia rija, e com o outro fitando as estrelas fascinantes do lácteo caminho de Santiago, frias no verão da noite, os elementais são, realmente, o “substractum” da Mãe Natureza assistindo à Vida Terrena, e que o imaginário colectivo das gentes do campo pintou com as cores mais garridas, não raro com a fantasia e a imaginação se entrelaçando quase ou mesmo inseparáveis.

Do muito já descrito e escrito sobre estes seres, a verdade é que muito pouco, ou mesmo nada, foi dito e escrito sobre como surgiram e se formaram…

Para explicar convenientemente essa questão, forçoso se torna que faça recurso das aulas teosóficas do professor António Castãno Ferreira (na verdade, engenheiro agrónomo) proferidas na Sede da Sociedade Teosófica Brasileira, em 1952, na época instalada na cidade do Rio de Janeiro.

Esse preclaro autor, justamente consignado a Coluna J do Professor Henrique José de Souza (JHS), foi dos raros que penetrou mais fundo o âmago da questão. De maneira que ele remete-se ao seguinte: para além da existência que chamamos de Mineral, a Vida apresenta-se como energia tríplice informe e bioplástica que se pode chamar de PRIMÁRIA ou, com maior propriedade, ELEMENTAL.

Pois bem, devido ao próprio tipo de Evolução do nosso Sistema Planetário, as vidas informes do tipo elemental apenas podem existir nos três Mundos das Formas mais densas (Mental Inferior, Astral e Físico Etérico). O entendimento de uma Evolução paralela à dos 4 Reinos Naturais conhecidos, vistos e tocados por todos, está em que essas forças dévicas não são consciências individualizadas como as dos outros Reinos manifestados, e sim forças vivas da Natureza (os Marutas, como consigna a Tradição Iniciática) plenamente cegas e inconscientes, orientadas por Consciências mais elevadas que para isso possuem aptidões (os Traixus, assim consignados pela mesma Tradição Iniciática). Elas são, na essência última, o resultado da animação ou actividade dos Três Aspectos do Logos Planetário nos três Mundos da Matéria imediata (Mental, Emocional e Física).

Sendo vidas informes nenhuma possui forma, por serem pura energia. Quando assumem formas grotescas parecidas com as humanas, é porque tomam para si o modelo que os homens lhes emprestam, no comum da Humanidade inconscientemente, com a sua actividade psicomental (kama-manásica). Por isso, elas aparecem ao clarividente como silfos, salamandras, ondinas, gnomos, etc., segundo a nomenclatura criada no século XVI por Paracelso (Zurich, 1493 – Saltzbourg, 1541) e perpetuada nos seus tratados escritos sobre Alquimia e Espargiria.

Com efeito, essa nomenclatura serviu doravante para classificar e identificar os elementais à substância elemental ou atómica dos Reinos da Natureza e aos quatro temperamentos humanos, como sejam:

SILFOS – AR – MENTAL – REINO HUMANO – NERVOSO

SALAMANDRAS – FOGO – EMOCIONAL – REINO ANIMAL – SANGUÍNEO

ONDINAS – ÁGUA – ETÉRICO – REINO VEGETAL – LINFÁTICO

GNOMOS – TERRA – FÍSICO – REINO MINERAL – BILIOSO

Sempre que surge a hora de uma alma humana reencarnar, ela congrega para si, num acto mecânico mais ou menos consciente, as forças primárias de naturezas mental, emocional e física, fabricando uma nova personalidade, e assim as ligando, encadeando, dá início à construção dos respectivos veículos de manifestação.

É fácil compreender, neste momento, que tudo aquilo que o homem faz, seja um pensamento, um sentimento ou uma acção, é animado pela essência elemental respectiva, constituindo, por exemplo no primeiro caso, um elemental mental artificial ou “forma-pensamento”, essências essas que, como diria Ferreira, «lhe tecem a trama do destino».

Como a energia segue o pensamento, conclui-se que mais feliz será uma vida quanto mais positivos forem os pensamentos e emoções, e quanto mais negativos forem os pensamentos e emoções mais infeliz será uma vida, motivo para se encontrar no Alcorão o axioma capital: «Quanto mais pesado fizeres o mundo, mais o mundo pesará sobre ti».

Pois bem, na sua relação com o Homem o 1.º Reino Elemental relaciona-se com a actividade mental, agindo nos centros nervosos superiores (córtex cerebral). O 2.º Reino Elemental liga-se à actividade sensorial, actuando nos centros nervosos intermediários (base do cérebro, pedúnculo, bulbo). O 3.º Reino Elemental associa-se à actividade física, impressionando através dos centros medulares (acção motora externa ou da vida de relação).

Os elementais, ou “espíritos primários da Natureza”, dividem-se em “encadeados” e “livres”. Os primeiros constituem os nossos corpos físico, emocional e mental. Os segundos são os génios da Natureza. As Yogas e Tantras incidem sobre os “encadeados”, e a Magia Teúrgica sobre os “livres”. Mas agindo-se sobre um aspecto actua-se sobre o outro, fazendo jus à Lei da Reciprocidade.

Como disse, os elementais são extractos da animação dos 3 Aspectos do Logos Planetário dos Mundos Mental Inferior, Astral e Físico; possuem uma reduzida “inteligência artificial” a par de uma grotesca “forma artificial”, constituída pelas energias humanas do pensamento e da emoção, da ideia e da imagem de que se alimentam, assim tomando essas expressões etéricas. Sujeitos periodicamente à dissolução na Vida Informe ou a morte tal qual o Homem que imitam, eles são simples e cegas forças primárias naturais particularizadas pela acção, consciente ou inconsciente, do Homem na Natureza que as modela no tríplice Mundo em que vive. Portanto, os elementais são mortais, pois nascem, envelhecem e morrem. Por viverem junto da Humanidade sentem quase todas as necessidades desta, e apesar de serem denominados, para simplificar, «espíritos», não o são, antes são energias cegas, primárias, que adquiriram forma temporariamente, mas passado algum tempo retornam à Vida Informe. Quanto muito, poderei chamá-los de ALMAS EM FORMAÇÃO (sem Espírito!), no contexto mais primário. Por sua ligação permanente à criatura humana esta pode, se for um Iniciado verdadeiro, conferir-lhes pelo Poder de sua Vontade uma parcela da sua Substância Divina e torná-los imortais, assim entrando de imediato no Reino Angélico ou Barishad, sob cuja chancela ficam, iniciando um percurso evolucional paralelo ao da Hierarquia Humana (Jiva).

Os elementais estão ainda retratados na Lenda Maçónica como os “operários silenciosos” do arquitecto Hiram Abiff, construtor do Templo de Salomão.

Tendo falado de Magia Teúrgica, é meu dever destacar que esta Obra Divina (TEURGIA), por estar inteiramente conectada aos Poderes Celestes, sobrepõe-se e incide sobre a Laboração Mágica que se fundamenta, principalmente, no manuseio consciente das forças elementais constituintes dos Mundos Inferiores da Natureza através das correntes etéricas que cruzam o Globo impregnadas das energias astral e mental.

Quanto à Ideia Mágica, ela traduz-se em

LUZ para os olhos;

HARMONIA para os ouvidos;

PERFUMES para o olfacto;

SABORES para a boca;

FORMAS para o tacto.

Este tema da Vida Elemental, que ainda é parte da Antropogénese, pode ser esquematizado do modo seguinte, para melhor elucidação do respeitável leitor:

No seguimento do esquema apresentado e em resposta a questão relacionada ao mesmo assunto, tive a oportunidade recente de responder:

O saudoso amigo e Venerável Irmão Roberto Lucíola foi muito feliz na composição dos seus Cadernos Fiat Lux, nos quais os temas são apresentados de forma breve e sintética, apesar de expostos num linguagem clara, simples mas profunda. O tema dos elementais, espíritos da Natureza ou devas menores, porque criação doutros maiores, os próprios Barishads ou Hierarquia Angélica, é muito aliciante.

As Hierarquias Criadoras deram à Manifestação Universal os elementos naturais que saíram de si para formar a Matéria de que é composta a Natureza visível e tangível. Assim, temos:

ASSURAS ou ARQUEUS (cujo corpo mais denso é o Mental Concreto): projectaram os seus elementos atómicos na criação da Matéria Mental. Esses elementos são os devas encadeados ou princípios atómicos de que é feito esse Plano e que corresponde ao 1.ª Reino Elemental, o AR (VAYU). Colectivamente, como força elemental encadeada na Natureza antes de no Homem, corresponde ao tipo de vida formal primária chamada SILFO, os elementais do Ar projectados no 1.º Éter da Natureza desde o Plano Mental Concreto. São o resultado do esforço da Hierarquia Assúrica, uma espécie de “suor” da mesma.

Essa Matéria Mental primária vai interpenetrar a matéria mais densa seguinte, a Astral, encadeada pelos:

AGNISVATTAS ou ARCANJOS (cujo corpo mais denso é o Emocional ou Astral), que projectaram de si os seus elementos atómicos na criação da Matéria Astral. Esses elementos são os devas encadeados ou princípios atómicos de que é feito esse Plano e que corresponde ao 2.º Reino Elemental, o FOGO (TEJAS). Colectivamente, como força elemental encadeada na Natureza antes de no Homem, corresponde ao tipo de vida formal primária chamada SALAMANDRA, os elementais do FOGO projectados no 2.º Éter da Natureza desde o Plano Astral. São o resultado do esforço da Hierarquia Agnisvatta, uma espécie de “suor” da mesma.

Essa Matéria Astral primária, já animada pela MENTAL, apesar de distintas na Manifestação ou Manvantara, por sua vez vai interpenetrar a matéria mais densa seguinte, a Etérica, encadeada pelos:

BARISHADS ou ANJOS (cujo corpo mais denso é o Etérico ou Vital), que projectaram de si os seus elementos atómicos na criação da Matéria Etérica. Esses elementos são os devas encadeados ou princípios atómicos de que é feito esse Plano e que corresponde ao 3.º Reino Elemental, a ÁGUA (APAS). Colectivamente, como força elemental encadeada na Natureza antes de no Homem, corresponde ao tipo de vida formal primária chamada ONDINA, os elementais da ÁGUA projectados no 3.º Éter da Natureza desde o Plano Etérico. São o resultado do esforço da Hierarquia Barishad, uma espécie de “suor” da mesma.

Com a descida da Onda de Vida, ou antes, com a densificação gradual da Onda de Vida do Logos impulsionada pelas 3 Hierarquias apontadas e já dotada das 3 matérias indicadas, pela intercombinação destas o Éter densifica-se e surgem os elementos orgânicos, físicos densos, correspondendo ao 4.º Éter da Natureza onde se agita o 4.º Reino Elemental, a TERRA (PRITIVI), correspondendo ao tipo de vida formal primária chamada GNOMO, os elementais da TERRA. É partir desse que se dá a combinação cada vez mais complexa dos elementos químicos até que, mercê da Lei da Evolução, a Mónada toma um corpo físico, passando às fases Mineral, Vegetal e Animal até finalmente urgir no Reino Hominal. Por tudo isto, o Homem possui Corpos Físico, Etérico, Emocional e Mental, interpenetrados todavia distintos na funcionalidade. E os possui porque os seus elementos atómicos, elementais encadeados, constituem o seu organismo que vai da menor à maior densidade, ou seja, do Mental ao Físico.

Quando a pessoa morre, os elementais volvem ao seu ambiente natural no qual se dissolvem. A decomposição orgânica, física, leva mais tempo, a etérica um pouco menos de tempo, a astral ainda menos e a mental menos que a astral. Seja como for, o tempo de dissolução dos devas encadeados no meio afim é sempre relativo, de acordo com a evolução já alcançada pela Alma evoluinte. Essa dissolução corresponde a voltarem à condição de devas libertos ou elementais livres, agitando-se na Natureza. Quando a Alma volta a reencarnar, absorve para si elementos afins à sua evolução já alcançada, não significando que sejam os mesmos elementos da reencarnação anterior, mas podendo ou não ser da mesma qualidade, de acordo com a referida evolução consciencial da mesma. Digo que a Alma reencarna porque é construída pela Mónada, mas não digo que a Mónada reencarna, tão-só é transferida para ela a quintessência das vivências da Alma reencarnada, assim ganhando a Mónada Divina CONSCIÊNCIA PELA EXPERIÊNCIA.

Um Mago ou Teúrgico Tributário pode individualizar um elemental, mercê da sua Vontade poderosa, como, por exemplo, o seu “Génio da Espada”. Este Génio irá servir-lhe de “Anjo da Guarda” e vê assim aberta a sua entrada, invés de no Reino Humano (seguindo o curso natural dos Reinos anteriores), no Reino Dévico ou Angélico, e aí irá aparecer sob diversas expressões (desde espírito das nuvens até deva protector de dado aglomerado tanto elemental como doutrosReinos) até assumir a condição efectiva de um novo Barishad. Sim, porque o Homem na futura Cadeia de Vénus não será Anjo ou Barishad, tão-só deterá uma consciência algo similar à do Barishad, o que é bem diverso. Os elementais imortalizados pelos Iniciados cuja matéria mais densa é a ETÉRICA, nunca afloram o FÍSICO DENSO.

Põe-se agora outra questão: quais são os elementais dos corpos de manifestação dos ASSURAS, AGNISVATTAS e BARISHADS? Por certo serão de uma categoria superior à daqueles gerados por eles, e aí teremos a presença dos Tatvas Cósmicos (Orbaltara, Itabalalai, etc.) que agregam os Planos Cósmicos. Então, os elementais encadeados do Corpo Assúrico são os mesmos do Plano Mental Cósmico (MAHAT); os do Corpo Agnisvatta os do Plano Astral Cósmico (KAMA-FOHAT); os do Corpo Barishad os do Plano Físico Cósmico (PRAKRITI), mas no seu aspecto superior que corresponde, ao nível Humano, ao NIRVÂNICO – BÚDHICO – MANAS ARRUPA. O aspecto inferior do Plano Físico Cósmico (PRAKRITI) é o cenário da evolução o JIVA ou Homem, como sejam MANAS RUPA – KAMAS – LINGA SHARIRA – STUHLA SHARIRA ou PRITIVI, a matéria mais densa onde temos focados os nossos sentidos físicos.

Para além dos Planos Cósmicos e Terrenos, o ATMÃ UNIVERSAL, o LOGOS IMPERECÍVEL, a DIVINDADE UNO-TRINA dando de Si a Manifestação da Vida, da Consciência e da Forma, ao início no estado mais primário ou elemental. Donde Castaño Ferreira  dizer, como muita propriedade, que no fundo “os elementais são produtos saídos dos Três Aspectos do Logos”.

Os elementais estão sob a direcção de quatro Espíritos Soberanos que os ordenam no aglomerado dos 4 Reinos da Natureza. Tais Espíritos Soberanos actuam no Mundo da Forma ou TAMAS, sendo conhecidos como MAHA-TAMAS ou, mais genericamente, como Devas Lipikas, os “Anjos Registadores” do Karma Planetário cuja pena e tinta são os elementais, devas menores, e cujo papel é o próprio Homem, tanto individual como colectivamente.

Sendo de natureza e consciência cósmica, Kumárica, esses MAHA-TAMAS, como BUDAS PERFEITOS ou REALIZADOS dirigem as 4 Rondas desta 4.ª Cadeia Terrestre e são conhecidos sob diversas designações, uma delas a de “4 Anjos Coroados”, das quais só apontarei a designação teúrgica e a judaica cabalística:

BUDA MINERAL = MANU ou GOB = GNOMOS = 1.ª RONDA SATURNINA

BUDA VEGETAL = YAMA ou DJIN= SALAMANDRAS = 2.ª RONDA SOLAR

BUDA ANIMAL = KARUNA ou NICKSA = ONDINAS = 3.ª RONDA LUNAR

BUDA HUMANO = ASTAROTH ou PARALDA = SILFOS = 4.ª RONDA TERRESTRE

Por seu turno, esses 4 MAHA-TAMAS são dirigidos desde o Mundo Celeste ou RAJAS pelos respectivos 4 MAHA-RAJAS, os “Grandes Reis Celestes” encarregues da Evolução do Sistema de Evolução Planetária e do seu respectivo Karma, pelo que dirigem as 4 Cadeias já realizadas (a actual em realização…) deste mesmo 4.º Sistema. São conhecidos sob vários nomes, dos quais darei unicamente os nomes teúrgico e judaico-cristão, juntando os seus pontos cardeais com as cores respectivas, exotéricas (em letras minúsculas) e esotéricas (em letras maiúsculas).

DRITHARASTRA ou ARIEL – NORTE – Ouro e VERDE = 1.ª CADEIA SATURNINA

VIRUDAKA ou MIKAEL – SUL – Azul e VERMELHO = 2.ª CADEIA SOLAR

VIRUPAKHSA ou GABRIEL – LESTE – Branco e AZUL = 3.ª CADEIA LUNAR

VAISVARANA ou RAFAEL – OESTE – Vermelho e AMARELO = 4.ª CADEIA TERRESTRE

Dirigindo a todos desde o mais elevado Mundo Divino ou SATVA, estão os 4 MAHA-SATVAS ou Logos Planetários (Dhyan-Choans) directores dos 3+1 Sistemas de Evolução por que a Terra já passou e passa, e para além de tudo e todos… o INCOGNOSCÍVEL ABSOLUTO.

É com essas Divindades Soberanas do Universo que a TEURGIA, como OBRA DO ETERNO NA FACE DA TERRA, opera por cânones matematicamente justos e perfeitos, usando de dialéctica operática bem em conformidade às Revelações Avatáricas do Ciclo actual.

Nesse sentido, como remate final a esta presente, respeitante à Realização Teúrgica do Homem em Deus (JHS) e de Deus no Homem (HJS), trago aqui as oportunas palavras do insigne teósofo Sebastião Vieira Vidal:

THARANA corresponde ao nosso termo TEURGIA, sim, a Magia com que os antigos pretendiam alcançar a protecção das divindades benfazejas e produzir efeitos sobrenaturais. Compreendemos com isso que a TEURGIA tem por fim permitir à Humanidade ou à criatura humana numa escala menor, identificar-se com o Espírito, com a Consciência Superior, com a Divindade existente no interior dela…

Pondo em funcionamento a terceira (das 12+2) pétala (ou raio) do Chakra Cardíaco, de nome sânscrito THARANA, e realizando a Magia Ritualística (presente tanto na Igreja como na Maçonaria) está, naturalmente, comungando com a Divindade: seja Ela integral, o Logos, seja Ela parcial, o Jivatmã, o Cristo, o Peregrino Sereno…

Com a elaboração meditativa sobre a manifestação do seu JIVATMÃ alcançou, provavelmente, o Plano Búdhico (Intuicional ou Crístico). Se a Consciência Búdhica começou a vibrar no mesmo diapasão… então o discípulo passou a ter, naturalmente, uma visão mais ampla das coisas.

Se a Alma do discípulo foi envolvida pelo Espírito, naturalmente, identificou-se com ELE. Logo, a Alma, a personalidade do discípulo, entrou em sintonia com o “EU” Superior (Consciências Búdhica e Átmica ou Espiritual), sim, com o JIVATMÃ.

Assim sendo, é lógico, ficou à semelhança DELE. Se o discípulo passou a ter a estrutura semelhante ou afim à do “EU”, à do EGO, à do MESTRE, é bastante compreensível, passa a poder evocar a protecção DELE; há entre ambos uma identificação vibratória. Se o discípulo vive em sintonia com o “EU” Interno, Superior, logo, há identificação com a Consciência Búdhica e Átmica, posto que se está identificando com o Plano da Intuição, da Mente Universal.

OBRAS CONSULTADAS

António Castaño Ferreira, Cosmogénese e Antropogénese. Dois volumes com Aulas dadas à Série D da Sociedade Teosófica Brasileira em 1952-1953.

Roberto Lucíola, Elementais. Caderno “Fiat Lux” – 7, Maio de 1996, São Lourenço, Minas Gerais, Brasil.

Sebastião Vieira Vidal, Série O.S.G. Edição Sociedade Teosófica Brasileira.

Sebastião Vieira Vidal, Série Magia. Edição Sociedade Teosófica Brasileira.

Comunidade Teúrgica Portuguesa, apostilas reservadas do Grau Manu.

 

 

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