Sintra, 28.09.2008

A gloriosa Graça de Deus faz-se efectiva Presença Real na Terra (Shekinah) através da Obra do Eterno (Teurgia) que é a mesma Merkabah.

“Carro de Apolo, Helius ou Elias”, figuração de SURYA o Logos Solar manifestado no seu Universo, tanto neste como na sua parcela sideral, a Terra, a OBRA DO ETERNO, a MERKABAH, não pára nunca o seu rodar na Roda ou Ronda da Evolução Planetária, mesmo com os desaires históricos acontecidos nesta Magnus Opus do Deus AKBEL, expressão directa do mesmo ETERNO ou 8.º Logos na Terra. Ela não parou, mesmo tendo recuado do Médio para o Extremo Oriente, para em seguida, no ano 985 d. C., ter se impulsionado para o Extremo Ocidente da Europa (Portugal), e após,  no crepúsculo da Idade Média (século XV), para o Extremo Ocidente do Mundo (Brasil).

Sim, a MERKABAH locomoveu-se do Oriente para o Ocidente… inaugurando em 1924 o Ciclo do EX OCCIDENS LUX, com a transladação da Grande Loja Branca dos BHANTE-JAULS (“Irmãos de Pureza”, Mestres Reais, Adeptos Independentes, etc.) dos recônditos reservados do Norte da Índia e do Oeste do Tibete para estas partes ocidentais do Mundo, indo intensificar o labor humano de tear a Raça Futura, Ibero-Ameríndia, ou por outra, a Raça Dourada, Crística ou dos 10.000 anos do Ciclo de Maitreya.

Este termo caldeu, Merkabah, Mercabah ou Merkavah, significa literalmente “carro”, ou seja, expressivo de mobilidade. É o nome de uma das escolas mais antigas do povo de Israel, desenvolvendo-se pelas narrações do 1.º capítulo do Livro de Ezequiel. A literatura da Merkabah não é das mais vastas, e além desse Livro também é representada pelas Hekhalot, Grande e Pequena, encontrando-se também alguma coisa, de grande valor esotérico, na literatura apócrifa, principalmente no Livro de Enoch.

Efectivamente, a Merkabah é a primeira mística judaica, a primeira série religiosa secular, mas não trata da contemplação concentrada sobre a verdadeira natureza de Deus, antes, da sua aparição sobre o Trono, tal como é descrita pelo Profeta Ezequiel, sendo o tema predilecto das suas divagações sobre o conhecimento dos Mistérios do Mundo Celeste. O Trono representa para o místico judeu o mesmo que a Esfera ou Sephiroth fulgurante da Divindade (IHVH, Iod-He-Vau-He ou Jehovah, expresso pelo Totreossyah ou TETRAGRAMATON), cercada pelos Éons, Arcontes, Dominações, etc. (Hierarquias Criadoras), significava para os antigos gnósticos e hermetistas. O Trono preexistente de Deus, que contém e ilustra todas as formas da Criação, é o tema e o fim da visão mística.

Por isso os rabinos iniciados na Tradição velada ou Kaballah (que também significa “Livro cerrado”) afirmam que o Ser Supremo, o Logos Criador do Mundo, após ter estabelecido os 10 Sephiroths, Esferas ou Planos de Evolução da Vida e da Consciência (que na sua totalidade perfazem Adam-Kadmon, o 2.º Logos Planetário como Homem Arquetipal ou Celeste) utilizou-os como “Carro” ou “Trono de Glória”, para descer com ele sobre as almas dos homens. Para que a sua série religiosa secular alcançasse o fim místico proposto, deram-lhe o nome de Merkavah, isto é, o corpo exterior, o “veículo” ou a coberta que encerra a Alma oculta, ou seja, a sua Ciência secreta mais elevada.

A figura dominante da MERKABAH é METRATON (de Meta ou Metra+Aton, a “Medida Perpendicular do Sol à Terra”), associado a MIRRAÏL ou MIKAEL, o mesmo Arcanjo MIGUEL na sua função medianeira, psicopompa entre o Espaço Sem Limites e o Espaço Com Limites, o que vai identificá-lo ao mesmo Deus, Logos ou Ishvara de Mercúrio, AKBEL, possuído de funções idênticas às de MIKAEL ou METRATON. Com efeito, este antecede YAHOEL, que é dizer, o próprio JEHOVAH ou SANDALPHON como “Anjo” ou Logos da Terra iluminada por Ele mesmo cuja Luz Vital recebe, por seu turno, do Homem Cósmico ou Solar, o ETERNO. É assim que entre os Logos Solar e Terrestre está METRATON na função de medianeiro à guisa de “Tubo Cósmico” veiculador da Energia Celeste (FOHAT) a animar a Terra, e a Energia Planetária (KUNDALINI) volver ao Alto pelo mesmo “Tubo”.

METRATON, o cabalístico “Príncipe das Duas Faces” (uma risonha voltada para o Céu, e outra tristonha contemplando a Terra, estando de permeio entre os dois Mundos por estar no 2.º Trono), é a Inteligência Cósmica (MAHAT) da 1.ª Sephiroth (“Kether”, a “Coroa” associada na geografia mística do Homem ao Chakra Coronal), Plano do Pai, e o pressuposto Guia de Moisés que se manifestou protector ao povo hebreu, nas margens do Mar Vermelho, como uma Coluna de Fogo. O seu número cabalístico é o 314 e cabe-lhe o mesmo título de Todo-Poderoso, isto é, SHADAI, por ser o mais próximo da Divindade, como o próprio nome grego Metathronon o diz: “junto ao Trono”.

METRATON é quem dá a luz da visão da MERKABAH, “Carro de Ouro, Solar”, ou Trono da Glória à alma do homem iluminado, o de consciência expandida até ao Plano do Espírito Puro (ÁTMICO, NEPHESH), onde toma acesso às Revelações ou Ciência Divina do Logos para o momento cíclico em que está. Com tal Sabedoria Secreta os cabalistas judeus retratam os seus cânones ou aspectos magisteriais e doutrinais sob a forma simbólica de “Medidas do Corpo de Deus” (SHIUR KOMA).

Afastado o Véu de SHOMA (o do Éter Universal, Akasha Superior ou Além-Akasha) que esconde o TRONO DE DEUS, finalmente o Iluminado pode contemplar face a Face a própria Divindade que lhe revelará os Mistérios do Universo, dos Deuses, da Terra, do Homem e de todas as criaturas viventes, assim igualmente passando a saber a história verdadeira de todos os Santos e Sábios (Adeptos Perfeitos de todos os Graus), e com tudo isso irá nortear a sua vida futura.

A tradição mística da MERKABAH acabou dando azo à aparição do Messianismo, tão caro à religião judaica, mormente nesta parte da Península Ibérica através dos solares Sefarditas, opostos dos Askenazis lunares, estes da linha cultuística ortodoxa de Jehovah, aqueles da heterodoxa de Adonai.

Um ponto de diferenciação da mística da MERKABAH e da ciência da KABALLAH, encontra-se na concepção da Criação. A MERKABAH não se preocupa com a explicação metafísica, apenas se fixa na descrição do facto. A KABALLAH tem finalidades teóricas, para ela a metafísica é fundamental. Todavia, a encontrar alguma tentativa de explicação metafísica é sempre na MERKABAH, pois que esta é o “Veículo da Inteligência Superior”, ou seja, da “Ciência Iniciática mais elevada”… e profunda, por estar no próprio Logos no Centro da Terra, como Quarto dentre os Sete Luzeiros (Elohins, Ishvaras, Dhyan-Choans, enfim, Logos Planetários) das 7 Cadeias Planetárias (simbolicamente, as “Rodas” do “Carro”, isto é, a dinâmica ou movimento da Evolução Celeste, Humana e Terrestre) que o Universo tem, e todos em volta do Oitavo Logos Solar.

A ver com tudo isso, diz a obra secreta reservada na Biblioteca do Mundo de Duat (a Cidade Luz ou Mansão Azul como a consigna a Kaballah, cor que por causalidade veio a dominar o pano da actual bandeira de Israel – ou Ish-Ra-Elli, “os da Realeza de Ísis”, a Mãe Divina apontada na Stella Maris, ou seja, Vénus –, o que vai bem com o Duat e a projecção de Rajas ou 2.º Trono nele através do 6.º Luzeiro, donde o sentido oculto da presença central do hexalfa na mesma bandeira), o LIVRO DA RODA:

«Três Rodas giram em torno da Quarta, que está na penumbra do Espaço. Elas, ao todo, são Sete. Quando a Roda da Vida parar diante do ponto em que ficou no Espaço, a Quinta Roda virá juntar-se ao Mistério, auxiliada pelas outras Duas. O Hálito continuará a soprar não mais sobre Três ou Quatro mas Cinco, com as sombras das outras Duas.»

Que é dizer, quando a actual quarta Cadeia terminar o seu ciclo a quinta Cadeia iniciará o seu período, trazendo consigo o auxílio superior das restantes duas Cadeias de Mercúrio e de Júpiter. Hoje mesmo e nesse sentido, já a nossa Cadeia Terrestre igualmente recebe a influência superior da imediata Cadeia de Vénus, e por isto é que este planeta é o alter-ego da Terra.

Assim, neste QUADRADO ou CARRÉ que é a TERRA ou a sua QUADRATURA manifestada com o seu LOGOS ao Centro (Sol Central, Salém ou Shamballah), só podia ser o “compasso quaternário” a marcar toda a Vida no Globo, dos seres ínfimos aos maiores. Estando o Divino Logos ao Centro, então se eleva da Terra ao Céu, ao Sol Espiritual (Surya, Helius ou Elion, donde deriva o nome Elias, também este arrebatado ao Céu num “Carro de Fogo”, isto é, Iluminado na Sabedoria Divina passando a ter pleno acesso aos mais elevados Mistérios Espirituais) como uma Quinta Coisa figurada “piramidal” mas, em verdade, sendo o TUBO CÓSMICO (assinalado pelo eixo terrestre) prefigurado pelo METRATON, com o 2.º Trono em Cima e o 3.º Trono em Baixo, penetrando pelo Pólo Norte (FOHAT, Fogo Frio Eléctrico) e saindo pelo Pólo Sul (KUNDALINI, Fogo Quente Electromagnético) do Corpo do Homem Primordial da Terra (ADAM-KADMON), assim se desvelando as suas três principais medidas (SHIUR): Pólo Norte = Cabeça; Equador = Coração; Pólo Sul = Ventre.

A MERKABAH ou “Ciência Iniciática das Idades” em sua mobilidade cíclica animando o ITINERÁRIO DE IO, a Mónada Peregrina, é assim descrita, com a maior clareza possível, pelo Professor Henrique José de Souza (JHS) nas suas Cartas-Revelações de 7 e 8.07.1941, dando a confirmação que faltava à assertiva EX OCCIDENS LUX:

«KABALLAH, KAB-ALLAH ou a “Voz de Allah”, etc. MERKABAH ou MER-KA-BAH, o Carro Alado, o Carro de Fogo, a “Voz de Mercúrio”, etc., etc. Carro, Carré ou Quadrado. A Merkabah na face da Terra é o nosso próprio Apta, a Obra. No meio da Terra, o Sistema Geográfico, ao mesmo Apta subordinado, e no debaixo, a terceira Merkabah ou Shamballah, cuja expressão externa é a 7.ª Cidade ou o Governo Geral Aghartino, em mão de Akdorge.»

Tudo isso está interligado, como uma só MERKABAH em essência e três na manifestação: Shamballah (1.ª Merkabah) projecta-se, por intermédio da 7.ª Cidade de Agharta, em Duat (2.ª Merkabah), onde está a Raiz do Tronco do Sistema Geográfico Internacional, por seu turno fixada e florescida sobre a Terra pela Obra de JHS (3.ª Merkabah), sim, a expressão humana do Anjo da Palavra AKBEL, o Deus Mercúrio Intérprete da Voz de Deus – Deva-Vani.

Eis aí a Sabedoria da Arca ou Agharta (MERKABAH) para este Novo Ciclo, Novus Phalux ou o próprio PRAMANTHA, para que a Humanidade Eleita – por seus próprios méritos… – possa contemplar as “novas” Glórias reveladas do Criador, “assentado” (quadrado) no Centro do Globo Mundi (círculo), sim, Ele em seu TRONO DE DEUS.

Corroborando o assinalado nos dois últimos parágrafos, têm-se as palavras misteriosas mas cuja sabedoria cala fundo nas mentes e nos peitos dos verdadeiros Kadosh ou Munindras, respigadas do Livro Estrela Flamejante, do insigne Adepto Fra Diávolo, pertencente aos acervos reservados da Biblioteca do Mundo de Duat:

«Quando o Pentalfa se transforma em Hexágono no Peito do Amoroso e é visto pelos Seres privilegiados, é sinal certo do término de um Ciclo. E todos os presentes ficam como Ele, iluminados no peito. Em cima, no meio e em baixo tudo se transforma, por ser a mesma coisa, tal como acontecerá no fim. Tudo isso indica que os Tempos são chegados. A Pomba do Espírito Santo já se terá manifestado antes.

«Nesse dia santificado pelos Deuses, a própria Merkabah tomará outra forma. A Palavra Sagrada estará por baixo do Hexágono do Grande Espelho do Supremo Arquitecto… e vibrando no Peito do Pai e do Filho (AKBEL e AKDORGE). Num, a Luz Divina será verde; no outro, vermelha… como a do Sangue do Cristo, jorrando do seu Coração.

«A Coroa de Espinhos, solar, será mais ampla e mais luminosa, vibrando, entretanto, no Trono Celeste. O Sol de 32 Raios se confundirá com o outro de cima… Os mortos desse dia, como dizem as tradições do Ciclo, serão salvos, mesmo que criminosos, do mesmo modo que os seus assassinos. No entanto, nessa Hora, que é a da aproximação do Julgamento (Universal), Ele próprio, o Senhor dos Berços e dos Sepulcros, ficará entre a Vida e a Morte. E todos ouvirão os Anjos entoando os Cânticos Celestes.»

A Redenção Taumaturgica infundida pela MERKABAH sobre os príncipes ou principais da Corte Divina lavando-os de seus pecados ou karmas passados, é descrita pelo Professor Henrique José de Souza na sua Carta-Revelação de 7.12.1951 (Livro dos Makaras):

«Quando ultimamente fiz questão de dizer que “todos vós éreis médicos”, como o era o ESCUPULÁRIO JEOSHUA, e quantos o antecederam e sucederam, pois que um só é a PERMANÊNCIA na Terra, como se fora ao mesmo tempo o Passado, o Presente e o Futuro, já agora compreendeis a razão de tão reveladora afirmativa, na razão da Linha a que pertenceis, dentre as 8 do Mistério. 666 mais 222, são todos os MAKARAS. Esses 222 últimos, que tantos horrores fizerem, no entanto, representavam “a esperança do Trachi-Lama”, que agora se vê realizada no esplendor de um ciclo que, com o maior ou de latitude 23 Sul, formam “dois círculos concêntricos”, ou o menor, já se vê, dentro do outro. Sim, vós sois os TAUMATURGOS da Divina e QUINTA ESSÊNCIA. Mas também sois matemáticos, obedientes à MERKABAH, com a qual se realizam, ao lado da primeira, os maiores prodígios na Terra, como se do Céu viessem conduzidos pelo RAIO DE JÚPITER, o Jehovah Celeste, cujo número DEZ ou ou IO também é a sua representação no dedo INDICADOR físico, através do excelso IO-PTAH, com o qual são dadas as ordens mentais, para que as mesmas “tomem vida e forma”, como se fora o próprio TETRAGRAMATON, manifestação ideoplástica desse mesmo Homem Cósmico ao qual acabei de me referir… com o respeito que a todos nós merece.

«E para quê mais, se a MEDICINA DO ESPÍRITO realiza maiores milagres que a outra, desde que a harmonia seja perfeita, ou de acordo com as “medidas canónicas”? Para isso não há necessidade do “Compasso e do Esquadro”, desde que eles já existem no KÂMAPA (Livro do Karma, onde são registados todos os actos passados e presentes da Mónada humana encarnada, e com os mesmos projectados os futuros, que é dizer, tecido o destino futuro da Mónada em encarnação posterior – VMA), como um aviso do que agora mesmo a cada um de vós pode acontecer, colocando-vos no ponto terminal do Globo Terrestre e, consequentemente, no Divino, pois que em tal momento Corpo, Alma e Espírito são idênticos ou harmónicos com os Três Mundos, “qualidades de Matéria” (Gunas) e a própria Mónada, como reflexo do Supremo Arquitecto… Por sua vez, não há necessidade do TEODOLITO – como instrumento geodésico com o qual se levantam as plantas, medem-se os ângulos reduzidos ao horizente e às distâncias zenitais, etc… Não disso precisais para Curar, para realizar os Mistérios Cabalísticos ou da verdadeira Matemática Divina. Vós sereis quem sereis, como EU SOU QUEM SOU, e que fez dizer ao próprio Jeoshua Ben Pandira que “aquilo que Eu faço vós também podereis fazê-lo”. E isto, como foi repetido aqui há dias, numa simples frase psalmódica, de comum acordo, ou em harmonia perfeita, do Judaísmo com o Cristianismo: TUDO É POSSÍVEL ÀQUELE QUE CRÊ. Com Fé, como um simples grão de cevada que és, dirás aquele monte que se atire ao mar, e ele se atirará. Sim, é precisa muita Fé para realizardes os fenómenos naturais, que nada têm de milagrosos… por serem levados a efeito “dentro das leis da Natureza”, ou da Natura Naturante com o auxílio da Natura Naturada, como no Arcano XIV, onde os fluídos universais passam de um vaso para outro, no mais perfeito dos equilíbrios.»

Falando de Merkabah contida na Tebah ou Arca da Aliança de Deus com o Homem, através da Assembleia dos Santos e Sábios assistentes de Israel (os da “Realeza de Ísis” ou do 2.º Trono, portanto, os únicos possuidores de “Sangue Azul” como os Eleitos ou a Elite do mesmo Logos Feminino, cujo número bíblico 144.000 se reduzido cabalisticamente dá o 9, e assim se torna genérico indicador do Arcano 9, “O Ermitão”, o Adepto Perfeito que povoará a “Nova Jersusalém”, a Nova Era de Promissão) que é símbolo da Nova Terra, como sejam os Kadosh ou “Consagrados” Bhante-Jauls, “Irmãos de Pureza” perfilados como Grande Confraria Branca, temos de imediato o simbolismo da Arca bíblica transposto para a actual orgânica ritualística dos Munindras (“Pequenos Sábios” ou Munis de Indra, por conseguinte, discípulos dos Bhante-Jauls) da Obra do Eterno, correlacionada à própria Agharta como a maior de todas as Barcas, Arcas, etc.

Quem manifesta a MERKABAH na Terra? A SHEKINAH! Quem é SHEKINAH? O próprio ASPECTO FEMININO DA DIVINDADE!

É aqui que entra o Aspecto Actividade Universal do Logos Eterno no acto de Criação, que por sua função similar à da Mulher em gestação foi pelos antigos Iniciados ligado à Fácies Materna de Deus, à Mãe de Deus assumida Espírito Santo no acto de se mover sobre as “águas etéricas” do Além-Akasha antes da Criação, para logo “soprar” ou “alentar” a mesma como o Espírito de Deus portador do Hálito Divino (acto repetido pelo Sacerdote da Ordem do Santo Graal quando sopra sobre o Fogo Sagrado), acto primordial, de génese universal que leva o nome hebreu Meracha Phath.

A doutrina oculta da Shekinah para os hebreus, ou Sakinah para os árabes, tem o seu principal ponto de referência no Antigo Testamento nas passagens onde se trata da instituição de um centro religioso e espiritual: a construção do Tabernáculo, a edificação dos Templos de Salomão e de Zorobabel. Tal centro, constituído em condições regularmente definidas, devia ser efectivamente o lugar da Manifestação Divina, da “Presença Real de Deus”, Shekinah, sempre representada como “Luz” (Domus Lucis, Portae Lucis, Janua Lux…). É curioso observar que a expressão “mais iluminada e mais regular” que a Maçonaria tem conservado, parece ser a memória da antiga Ciência Sacerdotal que presidia à construção dos Templos, o que, de resto, não era exclusividade particular da Raça de Judah. Na Shekinah está a causa da Influência Espiritual presidindo a todas as modalidades de Iniciação e Iluminação. Ainda que a Igreja Cristã lhe chame Bênção, o sentido exacto é Influência Espiritual, como se traduz do termo hebraico original, berakoth, e do árabe barakah.

Mas é o Sepher-Ha-Zohar, obra do rabino ibérico Moisés de Leon (século XIII), quem aprofunda e explana mais a doutrina oculta da Shekinah. Toda ela se inscreve numa Fede de Amor em referência ao amor do Homem por Deus e ao sentimento recíproco da Divindade. Aí postula-se a identidade entre o temor de Deus e o amor mais puro, traduzido como fé. O Zohar, na descrição da longa viagem que a alma executa ao deixar o corpo, fala na assunção da mesma na sua peregrinação até ao “Palácio do Amor”, onde ela deixa cair o último véu ao apresentar-se diante do seu Mestre, ou seja, ao alcançar o derradeiro e supremo estado de Consciência Espiritual. Para Moisés de Leon, só houve um que, enquanto vivo na Terra, mostrou-se ligado à Presença Real de Deus, à Shekinah: o Patriarca Moisés. Deste, e unicamente deste, é dita a sentença: “Esteve unido intimamente com Shekinah”. Pela primeira vez, a união mística entre o mortal e o imortal foi representada em termos de casamento terreno.

É por isso que o mistério do sexo desempenha um papel importantíssimo na Kaballah. O mistério da existência humana, para a Kaballah, é um símbolo do amor entre o “EU” Divino e o “TU” Divino, o Santo… bendita seja a sua Shekinah! A união do Rei e da Rainha, do Esposo e da Esposa Celestes, para empregar apenas alguns símbolos, é o ponto crucial da cadeia de Manifestações Divinas desde o Mundo Oculto. Em Deus há uma união entre o activo e o passivo, uma fecundação e uma concepção, da qual derivou a vida e a beatitude.

Em todas as correntes místicas encontra-se a imagem sexual para descrever o acto criador. Na Kaballah, encontra-se que o desenvolvimento das Sephiroths é o fruto da procriação mística na qual o primeiro Raio de Luz Divina é também a primeira Semente da Criação; o Raio promanado do Tudo-Nada, a Substância Absoluta (AIN SOPH, SVÂBHÂVAT), semeia o ventre fecundo da Mãe Celeste, isto é, a Mente Divina, e do seu Seio surgem as Sephiroths, “Atributos”. É por isto que o sinal sagrado da circuncisão é uma prova para o cabalista judeu de que as forças vitais estão plenamente activas.

Com efeito, do ponto de vista sexual a doutrina kabalista é ideal. A mística não judia, que glorificava o ascetismo, acabava  transplantando o erotismo para as uniões do Homem com Deus. A Kaballah, por outro lado, procurou descobrir em Deus, Nele mesmo, o mistério do sexo, até finalmente rejeitar o ascetismo e conceber o casamento não como uma concessão à fragilidade da carne, mas como um dos mistérios mais sagrados.

O papel da Shekinah, tão largamente discutido, interpretado ocultamente é fácil de compreender-se: Shekinah é o Aspecto Feminino da Divindade. Na doutrina hindu, mormente no Shaktismo, encontra-se que cada deus apresenta a sua contraparte ou shakti. Shakti e Shekinah se confundem, se identificam. A União de Deus e Shekinah constitui a verdadeira Unidade Divina (Yihud, em hebreu), que se acha além da multiplicidade dos diversos aspectos manifestados no Mundo das Formas.

A mística mais elevada do Sepher-Ha-Zohar é a de Devekuth. Por esta entende-se a União do Homem com Deus, a adesão entre o Divino e o Humano. Esta união traduz-se em valor social, pois o verdadeiro Devekuth deve ser realizado no seio da comunidade (alfama ou aljama). Todos os outros valores éticos da Kaballah – amor de Deus, temor de Deus, pureza de pensamento, castidade, caridade, estudo da Torah, penitência e oração – derivam de Devekuth. A Kaballah prega a Pobreza espiritual, no sentido de desposse do mundo profano, pois como Shekinah é pobre, nada tem de seu, e o que tem veio a receber dos Sephiroths.

A psicologia do Zohar apresenta ainda o Homem dotado de uma Alma tríplice e que, quando Deus organizou o Mundo, chamou as almas e deu-lhes uma missão: animar os corpos ou os moldes (Kuf) e buscar a Perfeição, e como esta geralmente não se conquista numa vida só, logo tal psicologia esotérica é acompanhada da doutrina da reencarnação ou renascimento sucessivo das almas, a que chama Gilgul.

A Shekinah apresenta-se sob múltiplos aspectos, dos quais dois são os principais: o interno e o externo, assinalados tão claramente quanto possível na tradição cristã pelas frases Gloria in excelsis Deo e in terra Pax hominis bonae voluntatis. A palavra Gloria refere-se ao aspecto interno em relação ao Princípio Espiritual, ao Espírito Santo promanando, através dos 7 Anjos Diante do Trono (Malakim), os 7 Influxos ou Raios Espirituais no aspecto externo ou Mundo manifestado pela mesma Shekinah, indo caber-lhe a palavra Pax.

Pax et Gloria são os atributos da Shekinah como Terceiro Trono manifestado e manifestando ao Eterno representado em cima por Metraton, no Plano do Segundo Trono, logo só por Aquela o Pai e o Filho se tornam possíveis de idealizar e alcançar pelas criaturas humanas da Terra.

A Shekinah contém-se, pois, na tríplice fórmula de Lux – Gloria – Pax, Divina, Celeste e Humana, e para a sua pré-anunciação a iconologia judaico-cristã destinou-lhe o símbolo alvo da Pomba que, expressando ao Espírito Divino de Santidade, traz consigo a Boa-Nova do Pai na forma avatárica do Messiah, do Filho Incarnado ou dado à Luz do Mundo pela Divina Mãe, para Glória das Almas e Paz dos Povos.

No simbolismo tradicional, a Luz da Shekinah, que é Kundalini, representa-se pela amendoeira florida, expressando a Pureza e a Virtude, enquanto a sua antítese é a figueira seca, exprimindo a Heresia e o Pecado. Sobre isto, ouvi há poucos dias, num programa radiofónico, certo autor português atribuir de maneira fantástica, muito imprecisa, o símbolo do figo à Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, ao Pai que se manifesta misteriosa e subitamente tal qual a figueira que dá os frutos sem serem anunciados pela flor. Algo tenho a dizer sobre o assunto, pois na leitura simbológica de uma única peça não costuma haver espaço para duas interpretações distintas… a não ser que se queira tombar na impuberdade psíquica das “fantasias e falas poéticas”, como alguns, acaso muito líteros mas por certo completamente profanos, logo à margem dos Mistérios Sagrados desta Obra Divina, invés de atribuírem a si mesmos tais epítetos desgraciosos preferem propagá-los e atribuí-los à minha pessoa, o que não me incomoda minimamente, sabendo-os partidos da mortal inveja maledicente.

Ao contrário do que se diz a figueira dá flor, sim senhor, pois que desde os finais de Junho até Agosto as figueiras apresentam um bolbo que floresce e logo se contrai para daí nascer o figo. Ao suco leitoso, látex, desse bolbo costuma-se chamar-lhe “leite”, que se mantém na protuberância superior do fruto mas já adocicado, chamando-se então “mel”. Por volta dos finais de Setembro e inícios de Outubro as figueiras já estão secas, tal qual os frutos, e então costumava-se varejá-las para recolher os figos secos que, recheados com amêndoas, são especialidade da doçaria algarvia. Foi assim que vi e fiz durante os anos da minha infância e parte da adolescência nos campos do Algarve, junto aos familiares da minha mãe adoptiva.

Em árabe, a figueira chama-se  kurma, termo associado ao hindustânico karma. O seu simbolismo apresenta dois aspectos distintos: como figueira viçosa representa a Ciência Espiritual, tanto Iniciática como Religiosa, consequentemente, a abundância do Saber e da Fé, e foi à sombra da ficus religiosa, a Árvore Bodhi do Budismo, que o Príncipe Sidarta Gautama Sakia Muni alcançou a Consciência Iluminada de Budha. Como figueira seca representa a heresia e a negação do Pai, e é assim que aparece no Novo Testamento com Jesus Cristo amaldiçoando a figueira (Mateus, 21:19; Marcos, 2:12 s.). Também foi numa figueira seca que Judas se enforcou após ter traído o seu Mestre. Deve-se notar que Jesus dirige-se à figueira como símbolo da Ciência Espiritual que representa, mas que apresentando-se seca equivalia à sua corrupção moral e intelectual pela perversão dos saduceus e levitas. Por isso Ele disse a Natanael: “Eu te vi, quando estavas sob a figueira” (João, I, 48-49). Natanael era um intelectual ainda não alheado do jugo imoral do pecado; faltava-lhe provar o suco meloso da figueira que ao início apresenta-se como látex leitoso, que é dizer, faltava-lhe deixar de ser simbólico ou figurativo para se assumir verdadeiro ou efectivo Iniciado na Ciência Sacerdotal.

A ver com a Pureza da Shekinah, a Sabedoria da Merkabah e o Poder do Metraton está a Montanha Sagrada de Sintra, ela mesma a Merkabah sobre a Terra para todo o continente europeu, por ser Arca da Sabedoria Iniciática das Idades em posse de dois legados humanos, um interiorizado e outro exteriorizado: a Soberana Ordem de MARIZ, que apesar de findada ou cerrada para o século ou ciclo humano, antes, profano, contudo é alumiada pela Santidade da Shekinah manifestada sobre o Altar central do Templo Maior no escrínio de Sintra, e a Augusta Ordem do SANTO GRAAL que sobre Sintra recebe a Luz daquela.

Se os Bhante-Jauls interiorizados são os verdadeiros Kadosh ou “Consagrados” Sacerdotes do Altíssimo, também os Munindras exteriorizados aparentam-se ao mesmo Sacerdócio de Melkitsedek, e é assim que estão organizados em duas alas principais, uma operativa e outra defensiva, como sejam, Templários e Tributários.

Os Templários estão para a Shekinah (representada pela Pomba Branca do Espírito Santo), enquanto os Tributários estão para o Metraton (representado pela Espada da Lei); ambos juntos,respectivamente, sob o comando do 6.º Senhor Akbel e do 5.º Senhor Arabel, dentro e fora do Sanctum-Sanctorum onde está a Tebah ou Arca da Aliança do Eterno com o Homem (o que se representa igualmente na Taça do Santo Graal).

Espada e Taça vêm a ser, na antiga hagiografia kabalística, o símbolo dos Kadosh, mas para a Teurgia a Espada está para os 777 Assuras (Tributários e Instrutores ex lege, creditados e nomeados pela Direcção Suprema da Instituição) e a Taça para os 111 Makaras (Templários e Sacerdotes ex iure, creditados e nomeados pela Direcção Suprema da Instituição), ao todo, 888 Munindras como Corte de Akbel ao serviço de Arabel, os Obreiros do Eterno no crisol da Evolução do Espírito na Matéria e da Matéria no Espírito.

A descida do Hálito Divino na Terra representa-se tradicionalmente por Mizia, isto é, a “Espada Flamejante”. A Espada, expressando objectivamente a Lex, é o Cruzeiro Celeste empunhado pelas mãos vigorosas do Cavaleiro Andante semeador da Palavra do Novo Ciclo de Evolução Universal, manejando com destreza o Tetragramaton (Iod – He- Vau – He) que esse instrumento expressa, assim expressando aos Quatro Anjos Coroados da Terra (Devas-Lipikas) como projecções deíficas dos Quatro Arcanjos Soberanos do Céu (Maha-Rajas).

Na Alta Magia, a espada surge como o primeiro dos quatro objectos tradicionais utilizados na mesma: espada, bagueta, taça e moeda, siclo ou pentagrama fechado. Todos os quatro relacionam-se as quatros letras sagradas do Tetragramaton, e assim mesmo as quatro Hierarquias Criadoras (Assuras, Agnisvattas, Barishads, Jivas) alentadas pelos quatro elementos naturais (Ar, Fogo, Água, Terra) em relação com os quatro planetas Saturno (ocultamente, Mercúrio), Sol (ocultamente, Vénus), Lua e Terra (ocultamente, Marte).

Espada encravada no topo da Serra de Sintra qual novel Excalibur ou Caliburna configurando o símbolo astrológico da própria Terra em que Marte se encerrou, qual “Prometeu Encadeado no Cáucaso” ou “cárcere carnal”, mas já hoje “liberto por seu Irmão Epimeteu”, pode-se enquadrá-la no simbolismo da Cruz Alta, finalmente reposta, iniciativa mais que feliz, indispensável, no ponto mais alto da alcantilada Sintra (530 metros de altura).

Essa Cruz, cuja original se deve ao rei D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha, havia sido destruída há alguns anos por um raio que a trespassou despedaçando-a como Ira de Deus, ao ver a Magia Negra mais nauseabunda ser praticada aos pés do seu Cruzeiro e por toda a Serra Sagrada, o que, felizmente, já cessou… O conjunto da Cruz Alta tem 3,5 m de altura, 1,5 m de largura e pesa cerca de 1700 kg.

Sendo a Cruz Alta o Pico do Graal ela é assim a figuração da Pátena da Taça Sagrada, que gnoseologicamente é toda a Serra, e igualmente como que o Zimbório do Templo Interno do Cristo Universal plantado no seio deste Monte Santo.

Devo também chamar a atenção para que a redução teosófica dos valores da altitude da Serra e da altura da Cruz e o seu peso, vem a dar o mais que significativo número 8, assinalando o 8.º Sistema de Evolução Universal que nesta Lusitana Terra desde há muito se vem construindo através da preclara Corte de 888 Munindras em suas vidas sucessivas pelo Itinerário de IO até aqui chegarem, vindos do Oriente ao Ocidente no rumo certo do Extremo Ocidente.

Nesse sentido, fazendo ainda recurso da kaballah gnoseológica sintriana, tem-se esta Serra como a mais ocidental da Europa e assim mesmo o seu Cabo da Roca (140 m acima do nível do mar), cujas latitude e longitude podem ser associadas – por via da Lei dos Arquétipos contidos no Plano Mental Superior que é o dos Assuras Primordiais, justificando a prerrogativa do “Tudo estar no Todo”, e vice-versa – aos simbolismos da Espada e da Taça da forma seguinte:

Da união dos dois Triângulos de Manifestação (Escola – Teatro – Templo) e de Realização (Transformação – Superação – Metástase) resulta o Hexalfa ou Exagonon, como “oitava maior” do próprio Tetragramaton, assinalado pela Estrela Flamejante a cujas pontas, tramos ou raios se acresce uma sexta como coisa nova. Eis aqui o novo Movimento da Merkabah (a Obra do Eterno) iluminada pela Vida da Shekinah (o próprio Eterno como Mãe Soberana na forma alada de Espírito Santo).

É assim que a Ala Feminina da Ordem do Santo Graal se chama de Filhas de Allamirah, que ao nível humano vêm a encarnar a própria Shekinah, enquanto eles, a Ala Masculina, encarnam a Merkabah, e todos sob a chancela omnipotente do Metraton (Mikael em Akbel como Cristo Universal).

Razão porque a Ordem do Santo Graal e, consequentemente, a sua Guarda, foram criadas para manter a Taça das Taças, a Mente sempre Viva, Fonte de Luz e Sabedoria, enfim, para  na Terra servir à mesma através da chefia espiritual e temporal dos dois Seres, Deva-Pis ou Gémeos Espirituais em seus vários patamares de existência, seja como Akbel-Allamirah, seja como Cristo-Maria, seja ainda como Henrique-Helena

A Taça Sagrada é uma expressão cósmica, refere-se à Taça Divina do Segundo Trono, pelo que é o Viático da Consciência de Deus para os Planos da Matéria. Como expressão do Segundo Trono necessita, para a sua manifestação, dos aspectos polares masculino e feminino. Assim, simbolicamente Ela é expressa pelos Irmãos do Santo Graal, enquanto a Pomba do Espírito Santo representa-se nas Filhas de Allamirah.

A Taça e a Espada são representações da Autoridade Espiritual e do Poder Temporal que são animados por Purusha e Prakriti, Espírito e Matéria, nas respectivas pessoas do Sacerdote (Brahmane) e do Cavaleiro (Kshatriya). A Taça (ou Cálice) expressa efectivamente a Autoridade Espiritual, a Redenção da Humanidade. A Espada (ou Lança) representa legitimamente o Poder Temporal, a luta, o caminho para se encontrar com a Espiritualidade expressa na Taça. Desta forma, vê-se que o poder material deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta, como meio para se chegar ao espiritual, pois é na vivência dos problemas do dia-a-dia, encarados de forma objectiva mas com noção espiritual, que cada um pode desenvolver os seus Princípios Superiores. Quem está e encara a vida pelos limites estreitos do egoísmo e materialismo, não pode perceber o sublime que está expresso em tudo, do mais elaborado ao mais simples, e logo propende sempre para a agonia da rotina. Trabalha, trabalha e nada realiza… O trabalho realizador é aquele que engloba dois factores: a produção material, gerando bens e serviços que favoreçam a vida humana ao mesmo tempo que possibilite o aperfeiçoamento do Ser, conduzindo-o à Paz Interior e à Glória do seu Deus Interno.

Bem se ajustando à acção profícua dos Obreiros do Eterno no Quinto Posto Representativo de Sintra, Kala-Sishita, iluminado pela Shekinah e onde a Merkabah aportou, tem-se o texto da mesma Merkabah na Canção de Massada para o “Holocausto de Sábado” (4Q405 23 ii):

«Nos seus maravilhosos Postos estão Espíritos, multicoloridos como a Obra de um Tecelão (Supremo Arquitecto), esplêndidas figuras gravadas (entronizadas). No meio de uma gloriosa aparição de escarlate (púrpura), cor de Santíssima Luz Espiritual, eles agarram-se (mantêm-se) aos seus Postos Santos ante o Rei (Melkitsedek), Espíritos de cores puras no meio de uma aparição de brancura. A semelhança com o Espírito Glorioso é como uma obra de arte de resplandecente ouro fino. Todos os seus padrões estão claramente misturados (unificados harmonicamente, donde o “Um por Todos e Todos por Um” – At Niat Niatat) como a obra de arte de um tecelão. Estes são os Príncipes daqueles maravilhosamente vestidos (preparados mental e moralmente) para o serviço, os Príncipes do Reino, o Reino dos Santos do Rei de Santidade em todas as alturas dos Santuários do Seu glorioso Reino (Agharta). Os Príncipes encarregues das oferendas (tributos espirituais e materiais) têm línguas de conhecimento (detêm a Sabedoria Iniciática), e bendizem (cultuam) o Deus do Conhecimento em todas as Suas gloriosas obras.»

Resta dizer

 YAMPADAX – LADACK – KAB-ALLAH!

BIJAM

OBRAS CONSULTADAS

António Castaño Ferreira, Egipto – Grécia – Bíblia. Aulas reservadas do Autor cerca de 1950. Edição privada da Sociedade Teosófica Brasileira.

Geza Vermes, Manuscritos do Mar Morto. Ésquilo edições e multimédia, lda, 1.ª edição Julho 2006, Lisboa.

Helena P. Blavatsky, Glossário Teosófico. Editora Ground ltda, São Paulo.

René Guénon, O Rei do Mundo. Editorial Minerva, Lisboa, 1978.

Vitor Manuel Adrião e Luís A. W. Salvi, Diálogos Agarthinos – III. Edições Agartha, 1.ª edição 2008, Alto Paraíso de Goiás.

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