A Comunidade Teúrgica Portuguesa congratula-se efusivamente pela honra enorme de ter recebido em seu seio o ilustre casal amigo e irmão nesta Obra Divina, Exm.º Sr. Paulo Machado Albernaz e sua esposa, Exm.ª Sr.ª D. Neuza Maragni Albernaz.

Com efeito, acedendo ao convite endereçado pelo Presidente no activo da Entidade portuguesa, o ilustre casal vindo de São Paulo, Brasil, no voo da TAP n.º 1574, desembarcou no Aeroporto da Portela, Lisboa, cerca de 13.30 horas de 4.ª-feira do dia 2 de Maio de 2001.

Após a comoção do momento de quem há muito não se via fisicamente, de imediato rumou-se para Sintra a cuja sombra benfazeja os veneráveis amigos ficaram 15 astarôticos dias, instalando-se na residência de membro da C.T.P., que prestimosa e antecipadamente a cedera nesse sentido. Por tanto, merece reconhecimento agradecido por tamanho préstimo, sem dúvida indo influir o mais beneficamente possível no seu karma pessoal em detrimento de quaisquer outros aspectos negativos, coisa que, afinal, todos carregamos como “saco de experiências e débitos”, estes a esgotar, aquelas a aumentar!…

Paulo Machado Albernaz constitui-se na “velha guarda” do escol do Professor Henrique José de Souza, para nós, teúrgicos e teósofos, o Mestre JHS. Entrado na Sociedade Teosófica Brasileira cerca de 1949, no ano de 1950 penetrava já as fileiras internas da mesma Instituição, ingressando com a sua esposa no Corpo Templário da Ordem do Santo Graal, tendo chegado ao cargo de organistas e pianistas (por seu domínio do órgão e do piano), e finalmente, anos depois, às funções respectivas de sacerdote e sacerdotisa. Estes últimos cargos foram exercidos com a maior proficuidade no Templo do Departamento de Baturité, em São Paulo. Ao cargo de sacerdote templário juntou-se o de mestre tributário, em cuja Ordem dos Tributários também exerceu papel relevante.

Acerca da sua investidura sacerdotal pelo próprio JHS, é Paulo Machado Albernaz quem a descreve em palavras pouco usuais, mesmo para os esoteristas mais «amadurecidos», com as quais brindo o respeitável leitor ávido de mais e maior Luz Mental como expressão directa do Espírito:

«Exerci o espinhoso cargo de Sacerdote na Instituição, e fui ungido em 07-10-59; tendo recebido o Báculo Sacerdotal directamente das mãos de JHS, em 17-05-62. […] A Espada de Templário que possuo, em cuja lâmina está gravada a palavra “Phalus”. Em seu livro precioso (Portugal Templário, de minha autoria, antiga edição), tive ocasião de ler, na página 39, uma citação de que se trata do antigo nome da Cruz. O Professor me disse um dia: “Paulo, tu és Phalus, os braços da Cruz”, e deixou escrito numa das suas Cartas-Revelações» (Carta pessoal de 28-12-1999).

«Assistimos a muitos e muitos Rituais conduzidos pelo Professor. A maioria deles no Templo de Vila Canaã, em São Lourenço. Neles o Venerável Mestre era de um desempenho único, pois mais pareciam aulas onde se absorviam os mais transcendentes conhecimentos, que saídos de sua “Santa Boca” entravam pelos nossos ouvidos de maneira suave e calavam fundo em nossas mentes. Jamais nos esqueceremos daqueles régios tempos em que JHS se transformava na “Palavra Viva” e sua Contraparte se desdobrava em gestos magníficos, ornados por inúmeros e desconhecidos “Mudras”. Era um verdadeiro sonho e ao terminar o Ritual ficávamos todos aguardando mais e mais… Um dos últimos que assistimos, foi o da nossa Consagração como Sacerdote e Sacerdotisa. Ele havia reunido toda a Série Interna ou dos Irmãos Maiores da Instituição em sua casa; encomendara previamente uma Espada e um Báculo. Nós ficámos ladeando os GÉMEOS. Segurando as duas peças, na mão direita a Espada e na esquerda o Báculo. Ele iniciou o Ritual evocando a parte Divina do Quinto Senhor e pedindo para que Ele chegasse mais perto. Saudou-O chamando-O de “Venerável Irmão” e exaltando todas as suas boas qualidades. Falou sobre diversos assuntos, mas nunca deixando de transmitir novos conhecimentos aos que assistiam. Terminado o Ritual, sem dizer uma única palavra, entregou-nos o Báculo e ficou com a Espada. Somente anos mais tarde, depois de seu passamento, é que passámos a entender o seu gesto» (Carta pessoal de 07-12-2000).

Escritor de raro talento, sensibilidade e preocupação constante em trazer as modernas descobertas da Ciência Académica às teses mais vastas e antigas da Ciência Tradicional, sob a notória influência do 5.º Raio de Luz cuja tónica é a da Literatura mas também a do Conhecimento Científico, aliás, sendo esse o Raio ou Linha do Espírito Português com cúspide no respectivo Posto Representativo da Obra do Eterno na Face da Terra, o de Sintra, Paulo Machado Albernaz foi redactor-chefe da revista Dhâranâ, órgão oficial da (extinta) Sociedade Teosófica Brasileira, tendo mesmo expedido, sob ordens expressas de JHS, exemplares para o Adepto Bey Al Bordi, no Cairo, e para António da Silva Neves, o “Antonino”, filho mais novo do Barão da Silva Neves, então residente em Goa, antiga Índia portuguesa, e colaborador da mesma revista. Acrescento, ou revelo, como se queira, que o supradito Barão nada mais era (e é!) do que o próprio Chefe Supremo da Ordem de Mariz, a mesma dos “Barões assinalados” no poema épico de Camões.

Contudo, o maior desvelo literário de Paulo Machado Albernaz é precisamente a sua A Grande Maiá, organizada em mais de duas dezenas de volumes, precisamente 22, alguns dos quais já publicados pela Madras Editora de São Paulo. Aparte algumas imprecisões constantes na mesma que não lhe retiram o valor, é obra imprescindível na biblioteca de todo o investigador e demais leitores interessados por assuntos científicos vistos da perspectiva tradicional, cujo fundo revela ser a própria Teosofia desenvolvida pelo Professor Henrique José de Souza.

Aliás, fora o próprio Professor Henrique José de Souza quem encomendara a feitura dessa obra monumental a Paulo Machado Albernaz, depois deste ter-se candidatado a realizá-la. A partir de então, o Professor Henrique passou a reunir-se em privado (na sua residência paulista, na Rua João Moura) com o Venerável Paulo e dar-lhe instruções privadas sobre como deveria construir a obra e o que nele haveria de constar. Entretanto, o Professor faleceu (9.9.1963) e o discípulo continuou a escrever o livro, até ao ano em que pessoalmente nos conhecemos. Para o auxiliar nesse trabalho titânico, Paulo Albernaz faz reunir em sua casa (na Avenida Angélica, paulista) uma plêiade de discípulos esclarecidos que dedicadamente o coadjuvaram noite após noite, ano após ano, após os deveres diários da conquista do “pão nosso de cada dia”, com destaque para os nomes de Isaac Luztig, Lupécio Gonçalves, Aulus Ronald Cirillo e, então o mais jovem de todos e o mais afano por seu entusiasmo pela Sabedoria de JHS, António Carlos Boin, que se dedicou incondicionalmente a Paulo Machado Albernaz e à obra encomendada pelo Mestre. Numa das suas correspondências mantidas comigo, António Carlos Boin escreveu:

«Já na Série Interna, conheci o nosso grande Irmão Paulo Machado Albernaz, com quem tive convívio mais estreito, acompanhando muito de perto a feitura do Livro da Grande Maya, pois procurávamos trocar ideias sobre os temas que iam em desenvolvimento. E foram muitas as discussões em torno dos vários capítulos que, gradativamente, iam se estendendo. No ano de 1979, se não me falha a memória, outros incidentes mudaram mais uma vez os rumos da Sociedade. […] E começaram o mais doloroso: passaram a instituir o Odissonai (Ode ao Som) em todas as mudanças de Lua. O Odissonai até então, era realizado sempre na Lua Nova quando, justamente, a Lua é neutra. Pois meu caríssimo Irmão, passaram a dar a uma extraordinária Yoga Solar o carácter de Lunar, como lunáticos eram os Irmãos que inventaram isso. Foi quando o Sacerdote de São Paulo, o Irmão Paulo Albernaz, se recusou a tais práticas e resolveu pedir demissão e se retirar da Sociedade» (Carta pessoal de 14-09-2002).

Por tamanho mérito, virtude e sacrifício, António Carlos Boin atraiu a minha atenção e a mais sincera admiração. Fiz questão que falasse comigo pessoalmente menos de um mês antes de falecer. O que falámos, reservo-me de comentar… mas a verdade é que foi merecedor dos galardões sintrianos da Hierarquia do Quinto Dhyani-Budha, EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA, o mesmo Jehovah Júnior”, como consignou Sebastião Vieira Vidal, não só por ter estado entronizado em Shamballah por muito tempo mas também por ser a antropomorfização do Raio Planetário de JÚPITER. Aliás, não esqueço as palavras do próprio Mestre JHS de que “TUDO QUE ACONTECE EM PORTUGAL SE REFLECTE NO BRASIL, E VICE-VERSA”!

Imaginoso e engenhoso, como é próprio ao tipo de 5.º Raio, as mãos de Paulo Machado Albernaz construíram objectos de grande valor e beleza, desde espadas a objectos entalhados de madeira (flores-de-lises, Templo de São Lourenço com busto de JHS, Chakra Cardíaco com as 12+2 pétalas e o Vibhuti com as respectivas letras sânscritas, etc.) até artefactos de acupuntura, estes muito procurados pelo público geral por serem considerados os melhores feitos no Brasil.

Artista, pois, pintor o foi. O próprio Mestre JHS recomendou-lhe que pintasse o Tarot Sacerdotal da Nova Era do Aquário, como o descreveu na sua Carta-Revelação de 03.09.1954, Arcanos do Novo Ciclo de Aquarius, pertencente ao Livro do perfeito Equilíbrio. Paulo Albernaz assim o fez. De todas as versões desse Tarot Aghartino conhecidas da Comunidade Teúrgica Portuguesa, é precisamente a do nosso Venerável Irmão PHALUS a utilizada no seu Grau Interno, o de Integração ou do Munindra.

Hoje mesmo, essas lâminas coloridas estão expostas em grandes quadros no Salão do Departamento de São Paulo da ex-S.T.B., muito apreciados por todos ainda que, verdade se diga, só escassa minoria entenda o seu significado profundo. Para o Templo do mesmo Departamento, Paulo Machado Albernaz pintou um lindo Cruzeiro do Sul, que foi colocado na abóbada mas… às avessas, a despeito dos avisos constantes de Paulo sobre a sua posição incorrecta, assim não fazendo inteiramente jus ao Mundo Equilibrante do 2.º Logos representado por Cruziat ou Ziat, em língua aghartina, ou seja, o mesmo Cruzeiro do Sul.

Emissário póstumo da forma humana do Deus AKBEL, é, pois, num dia de Mercúrio (4.ª-feira) que o insigne casal Albernaz desembarca em Lisboa, do voo 1574 que, reduzido teosoficamente, dá o 17, número do biorritmo de Portugal como a tarôtica Estrela dos Magos… e em 17, também em Maio, Paulo M. Albernaz recebeu a sua consagração sacerdotal por JHS em pessoa!

Casualidades obedecendo à Causalidade do Arquétipo Primordial que subjaz a todas as tramas e desenvolvimentos da Obra Divina e de seus Filhos(as) sobre a Terra.

E desembarcado, como disse, em Maio (Maia, Maya, Mãe, Matriz, Mariz…), no dia 2. Dois é Casal, é Geminidade, é Novo Pramantha ou Novis Phalux a Luzir no horizonte dos Novos Tempos apontando a Idade dos Andróginos. Novos Tempos ou N. P., que também vale por Neuza e Paulo.

Voando pela TAP ou TOMANDO AEREAMENTE PORTUGAL, este que antanho ao Brasil tomou por Maris Nostrum, unindo-se assim o lindo Cruzeiro do Sul às cintilâncias multicoloridas de Sirius o Kaliba – PORTUSBRASIS.

Nós te saudamos assim, Brasil!

Desenhando num Céu de anil

O teu símbolo: Cruzeiro do Sul.

(Hino Santuário do Brasil)

E que

Ao chegarem no litoral

Já no Céu estava escrito

Como se fora um manuscrito:

Eis ali PORTUGAL.

(Hino ao Amor)

Por escassez de tempo, não houve oportunidade de viajar a São Lourenço de Ansiães, berço da Soberana Ordem de Mariz, de maneira a correlacionar esse rincão sagrado de Trás-os-Montes às Terras Altas do Traixu-Lama, na Mongólia Interior. E sob a égide taumatúrgica de ALLAMIRAH, os “Olhos do Céu”, a Mãe Divina desde sempre Orago e Matriz ou Mariz como Miz-Ra (Miz, Mis, Sin, “Lua”, e Ra como “Fogo, Luz, Iluminação”), que é dizer, Mãe da Luz, o Feminino Universal.

Mas houve tempo para oferecer aos ilustres Irmãos visitantes vasta documentação escrita e fotográfica sobre o tema Mariz e a localidade transmontana, como de outras mais, incluindo Sagres, o Sacrum ou “Cóccix” de Portugal expressando o LABORATÓRIO DO ESPÍRITO SANTO, assim mesmo aflorado sobre o País como a mesma SHAMBALLAH no Centro do Globo. Promontório esse onde, na noite de São João Baptista de 1978, seis pares se reuniram formando o HEXAGONON do Sexto Sistema, com o fim de dar continuidade em plagas lusas, de maneira autónoma e com nome novo que garantisse a mesma independência (Comunidade Teúrgica Portuguesa), à Obra Divina de EL RIKE (Henrique… José de Souza) no segundo ciclo do Graal, ou seja, o da Idade do Espírito Santo (de 25.06.1956 em diante). O mais, mistério…

É sob a égide do Quinto Luzeiro ARABEL, o do Mental Superior como o mesmo Paraninfo celeste da consagração sacerdotal do Venerável Phalus, que os ilustres Irmãos da Pátria Gémea da nossa visitam boa parte da Estremadura “esotérica”, direi assim, de onde o culto à Deusa-Mãe Primordial irrompeu para a Europa no final do Paleolítico e no Neolítico, continuando nas épocas posteriores, portanto, sendo a Estremadura portuguesa o berço cultual do Eterno Feminino, auspiciador da estadia e itinerário desses nossos Irmãos no País.

Em Lisboa, dentre muitos outros lugares, teve-se oportunidade de visitar e apreciar demoradamente o Castelo de São Jorge (AKDORGE), a “Abadia” Maçónica no subterrâneo do Palácio Foz, a Sé Patriarcal de Santa Maria Maior (o “Templo da Luz”) e seguir todo o decurso do Barão Henrique Álvaro Antunes da Silva Neves: a sua residência, a misteriosa Taberna, o Arco Triunfal da Rua Augusta, a Praça dos Arcos ou Arcanos, vulgo do Comércio, a encruzilhada na Baixa Pombalina onde se deu o acidente com os Gémeos Espirituais em 1899, etc., etc., não deixando de passar ao largo das antigas residências palacianas dos Condes de São Germano e Cagliostro, na capital.

Em Sintra, visitou-se e apreciou-se longamente o Cabo da Roca (ou Caput Serpens – a Cabeça da “Serpentária” KUNDALINI), o ponto mais ocidental da Europa, após vinda da Boca do Inferno (Inferior ou Interior Lugar, Seio da Terra, portanto), em Cascais, passando-se ao Castelo dos Mouros de Sintra, a Santa Eufêmia da Serra, ao Palácio do Parque da Pena (das “Letras mais Altas” – ASGARMAT – assinaladas na Cruz Alta, o “Pico do Graal”), à Quinta da Regaleira (REIFADAK), a São Miguel de Odrinhas, etc., etc., pois perante o muito percorrido a memória falha, mas com a certeza, porém, de ter-se feito a Volta inteira ou Ronda completa a esta nossa Serra Sagrada (KURAT-AVARAT).

No Castelo dos Mouros, logo na primeira visita ao topo de SINTRA que é âmbula por onde se escoa a Consciência Mental Superior ou de Espírito Santo (SURA-LOKA), ante as grutas lacradas e respiradouros abertos, Paulo M. Albernaz adiantou serem «embocaduras disfarçadas para um Povo bem organizado sob Sintra». Só lhe pude dar inteira razão!

Na Capela do Espírito Santo na Quinta da Regaleira, ante o Triângulo com o Olho no centro da Cruz Templária em resplendor, sobre o interior da entrada (nártex), Neuza Maragni exclamou: «É a Cruz Rosacruciana»! Perante quanto já disse e escrevi sobre o assunto, só lhe pude dar inteira razão!

Não se descurou a visita à Vila do V Império, Mafra, em dia que tocavam os carrilhões da basílica, deslumbrando todos os presentes. Faço agora uma pequena análise filológica esotérica: se o M de Mafra for deitado para a esquerda dá um K, e então tem-se anagramaticamente Rafak, “rasgar, cortar”, como Rakshasa, “mago negro”, cuja sede mundial é na Nova Guiné, no Monte Arfak, antítese de Mafra com o seu Convento no sítio da Vela, da Luz ou da “Estrela dos Magos” inspiradora à edificação do Templo, símile da Jerusalém Celeste sobre a Terra – Hierosoliminatus Templis Novis! Edificação a que concorreram a Hespanha, Portugal e Brasil = H.P.B.! Mas também Jove, Henrique e Sintra = J.H.S.! Enfim, Theosophicum Templis Hierusalem in Coelis et Terris!

Houve igualmente tempo para degustar e passear na Avenida Luísa Todi da antiga cidade bíblica de Tubal, hoje Setúbal, com a península de Tróia ao fundo (evocando os antigos mistérios gregos de Ulisses e da verdadeira Helena de Tróia…). Visitou-se a Serra da Arrábida, e no Portinho fiz questão que se descesse dentro da Terra pela Lapa de Santa Margarida, lugar Jina claramente matricial. Aí as Sacerdotisas da Ordem do Santo Graal, a portuguesa e a brasileira, sentiram a presença e Mestre JHS e o odor perfumado da sua Aura.

Muito mais se viu e visitou, mantendo sempre a conexão com o Mundo Jina, bem vivo, real, hiperfísico e físico, vindo desdizer na prática certos «sábios da Grécia» que nada sabem senão teoria rebuscada, sem a mínima experiência directa, prática do que seja realmente esse Mundo sem Mayas mas que se envolve em todas elas…

No dia 12 de Maio, sábado, às 16 horas, o insigne casal visitou a Sede da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA, sendo recebido aos acordes apoteóticos do Hino Aghartino Ladak-Sherim, em sua homenagem. O Portal do Santuário AKDORGE ou AK-SHERIM foi-lhes aberto e todo ele iluminado em Chamas brilhantes sobre o Altar.

Sendo véspera do Dia das Mães (que é o 13 tradicionalmente, e sempre a omnipresente GRANDE MÃE!) e em Dia de Luz ou SABATH (sábado), consagrado ao Dhyani-Kumara KASSIEL, como Senhor da Linha Teúrgica e Taumaturgica como Medicina Universal, iniciou-se a sessão com a leitura da Carta-Revelação de JHS, Caindo e Levantando… Dedicado ao Mundo, de 03.01.1952 (Livro dos Makaras). Seguiu-se o Sat-Sang, “Diálogo Colectivo”, dirigido por Paulo Machado Albernaz que brindou todos os presentes com a sua eloquente sabedoria e experiência vivida junto do Mestre JHS. Em agradecimento, fiz questão de oferecer-lhe duas das três Mensagens que a Hierarquia Branca enviara ao Mestre em 28 de Setembro de 1935, as quais Paulo ainda não possuía para integrar a sua ordenação brilhante do Livro Síntese do mesmo JHS. A Mensagem que não lhe ofereci, ele já a possuía.

Após o encerramento da sessão, em dia que era solene, todos os presentes, incluindo gente da Índia, fizeram questão de brindar o casal amigo e Irmão com um jantar de homenagem num restaurante típico de Bucelas, no Termo dos Saloios, tendo decorrido no mais agradável dos convívios, como é natural entre Irmãos no mesmo Ideal.

Finalmente, a 15 de Maio (dia sob a égide de ASTAROTH, como “Senhor da Inteligência Universal”), de novo no Aeroporto da Portela, esperando o voo que levaria o casal insigne de volta ao seu País, de volta ao seu Lar, ao convívio dos seus.

Vários Irmãos teúrgicos fizeram questão de estar presentes para se despedirem pessoalmente, já com a saudade preiteando no peito. Pode ficar a saudade, sim, mas a distância material é superada pela UNIÃO MENTAL E CORACIONAL, verdadeiramente ESPIRITUAL, logo, eterna, imorredoura. O calor do abraço final de «despedida» mantém, e manter-se-á sempre!

O círculo do Ciclo Ibero-Ameríndio estreitou-se mais profundamente para Maior Glória do Eterno e de todos quantos por Ele labutam em prol da PAZ UNIVERSAL.

Está o Brasil em Portugal,

Está Portugal no Brasil.

Esplende mais o Santo Graal,

Mais forte fica a Obra, viril.

Sid – Lapadax – Arakunda

BIJAM

ADENDO

Passados cinco meses da visita do Venerável casal Albernaz a Portugal, o inestimável Paulo machado Albernaz despojou-se para sempre das suas vestes físicas na sua residência em São Paulo, cerca das 15 horas da tarde de 6 de Outubro de 2001. Apesar da notícia já ser esperada, a consternação foi geral nos membros da Comunidade Teúrgica Portuguesa: havia partido um Lúcido em meio ao marasmo deste mundo de loucos. Mas havia-se cumprido a Vontade do Venerável Mestre JHS: a vinda de Phalus ao Alpha da Obra Divina – PORTUGAL!

Hoje, passado um ano sobre o evento fúnebre, repete-se este trabalho literário dedicado à visita do insigne casal amigo e Irmão ao nosso meio lusitano, como homenagem póstuma a Paulo Machado Albernaz, igualmente tendo havido celebrações no Templo, usando-se de Falas Portuguesas e Aghartinas pela voz do sacerdote, desfechando com a deposição da espada templária sobre a boca circular da trípode aceso, tornando-a assim espada flamejante e configurando o Aspecto Masculino do Segundo Logos, tal como a letra grega Phi, fundamental à constituição do Triângulo Dourado, aqui transposto da Geometria Sagrada para a Tríade Espiritual (ATMÃ – BUDHI – MANAS), assinalada nos pés de Dragão da trípode ardente onde crepitam as chamas de AGNI, o Fogo Sagrado.

Parte das palavras foram as seguintes, acompanhadas da respectiva música:

SALVE YAMA, DEUS DA MORTE, MAS TAMBÉM DA RESSURREIÇÃO!

DÁ TODA A LUZ AOS IDOS E AOS QUE PARTEM, E TAMBÉM A PROTECÇÃO, RESGUARDA-OS NO CELEIRO DO CAIJAH, COMO A ESSE NOSSO IRMÃO, E COMO ELE TODOS USUFRUAM JUNTO AO MESTRE UNIVERSAL, O CRISTO, ESPERANÇA ÚNICA, MISTÉRIO DO SANTO GRAAL, SALVANDO DA MORTE NO LIMBO, SALVANDO DE TODA A TREVA E DOR, SALVANDO DE TODO O MAL, PELA LUZ PLENA DA JUSTA E PERFEITA JUSTIÇA, DA SABEDORIA ETERNA, DO AMOR IMORTAL E JACTANTE PAZ!

DAI A TODOS ASSIM COMO DESTES A ELE, DO CRUZEIRO O PALO FLORIDO – PAULO MACHADO ALBERNAZ!

ADI – BUDHA – VAHAM – MAITREYA!

BIJAM

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