Sintra, 2007

Sim, Sinais de Shamballah! – foi como os Lamas, companheiros de Nicholas Roerich, sussurraram a aparição súbita de um misterioso objecto voador não identificado a cerca de 400 metros do solo, por cima do seu acampamento na fronteira do Tibete com o Norte da Índia, no caminho para Srinagar, no ido 1924.

Segundo a descrição feita desse avistamento, tratou-se de um corpo luminoso, sulcando o espaço em velocidade vertiginosa, semelhante a um “disco incandescente” de estranha luminosidade azulada. O próprio Roerich dá conta desse facto na página 149 do seu livro The Hearth of Asia, publicado em Nova Iorque, não sem antes acrescentar que tais avistamentos são muito comuns nas regiões do Himalaia: «Manhã de sol, sem nuvens, o céu azul esplendente. Por cima do nosso acampamento voava um enorme abutre negro. Os nossos mongóis e nós o observávamos. De repente, um dos nossos Lamas apontou para o céu azul. Então avistámos algo brilhante, que voava muito acima do abutre, de Nordeste para Sul. Tirámos da capa três poderosos binóculos de campanha e apontámo-los na direcção do gigantesco corpo esferóide e brilhante que se destacava contra o Sol, claramente visível sobre o céu azul e que avançava velozmente. Vimos em seguida que mudava de direcção Sul-Sudeste, e desapareceu por detrás dos montes da cadeia de Humboldt. Todos presenciaram a aparição inusitada e os Lamas sussurraram entre eles: – Um Sinal de Shamballah!».

Posteriormente, ainda nesse ano, o grande explorador e iniciado visitou o Mosteiro de Ghum, no Tibete, e o Lama ou Sacerdote responsável por ele, após lhe terem contado o caso do óvni, adiantou peremptório: «Sinal da Nova Era! Em verdade, o tempo do Grande Advento se aproxima.  Segundo as nossas profecias, a Era de Shamballah já começou. RIGDEN-DJYEPO (isto é, “Rei dos Jivas ou homens”, logo, o Rei do Mundo), o Soberano de Shamballah, lá está preparando o seu exército invencível para a batalha decisiva, e já se estão encarnando todos os seus auxiliares e oficiais».

Tais “auxiliares e oficiais” são os Preclaros Membros da Excelsa Loja Branca. Tal “exército invencível” constitui-se das Forças Desarmadas de Agharta, mesmo assim bem mais poderosas que todos os exércitos juntos da face da Terra, por dominarem os poderes das Forças Universais de Fohat e Kundalini, ou seja, a Electricidade e o Electromagnetismo Cósmicos. Ainda e significativamente, igualmente tal ano de 1924 assinalou, à escala planetária, de modo decisivo a passagem dos valores espirituais do Oriente ao Ocidente, marcando o EX ORIENS UMBRA para o EX OCCIDENS LUX! E, mais, sendo o dito óvni um “enviado de Shamballah” e estando esta no seio da Terra, então esse misterioso objecto voador só do seio da Terra poderia provir… mas lá iremos.

Sem pretender adentrar o gigantesco folclore “new age” actual, onde a teoria da «conspiração dos governos» se mistura com «longínquas e pressupostas galáxias e planetas» de nomes extravagantes e de localização impossível, junto a «extraterrestres fantásticos que nos visitam, abdução, clonam e outras coisas do género», possuídos de nomes cuja aberração semântica orbita entre a fantasia, o infantil e o plágio de nomes creditados pela Tradição Iniciática das Idades, mesmo assim não raro completamente alterados, prefiro ater-me a factos concretos e não a estados oníricos infundidos ou auto-infundidos por má informação e pior formação que, neste caso, e são tantos os casos que conheço, mais ou menos dia acaba num hospital de psiquiatria. Rima, é verdade e é triste…

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Havia terminado o parágrafo anterior e cessado por instantes este estudo quando, ligando a televisão, a Lei de Causalidade mesmo agora não deixa de surpreender-me: o jornalista informava que o vaivém espacial da Nasa havia atrasado o seu regresso à Terra devido ao avistamento de objectos voadores não identificados em seu redor, ao mesmo tempo que passava o filme desses objectos: eram minúsculos parecidos a estilhaços, o que indiciava tratar-se de lixo espacial de satélites ou foguetões em desintegração gradual no espaço, isto se não forem estilhaços do próprio vaivém, razão mais que suficiente para os cientistas e astronautas ficarem preocupados e logo retardarem o regresso em segurança da astronave. Quase de certeza dentro de horas os sítios e blogues da internet serão inundados por notícias espantosas de naves alienígenas cercando a terrestre e outras coisas mais e más do género. Fiquemos para ver, como já vimos essa foto de satélite truncada por um habilidoso «astronauta» do “new age” para dizer que está configurado um triângulo submarino defronte ao forte de São Julião da Barra (!!!), sede da Nato em Portugal. Como conheço sobremaneira esse tipo de raciocínio ingénuo e infantil, sei que o que ele pretendia dizer é que aí se localiza uma base secreta de óvnis (!!!) e que os governos mundiais sabem disso e escondem… Pois, pois, assim não é possível chegar-se a qualquer consenso minimamente racional…

Mas, ainda assim, não sou completamente alheio a avistamentos pessoais do género testemunhado por Roerich, tanto em Sintra, como em Sagres, como noutras partes. Mas, para quê narrá-los? Para incorporar o rol imenso dos «adoradores de óvnis»? Mas estes não me interessam minimamente, não passam de máquinas… bem melhor seria tentar perceber quem vai dentro deles, e donde vêm. E é isto que agora vou tentar esclarecer, sem entrar no «realismo fantástico» atendo-me exclusivamente à Tradição Iniciática das Idades, assim como a alguns factos concretos desconhecidos da grande maioria.

Talvez que a primeira proposição contraditória da proveniência longínqua, extra-planetária, dos chamados óvnis ou ufos, seja a de que utilizam engenharia semelhante à terrestre, façam recurso da energia terrestre e, mais que tudo, os pressupostos extraterrestres sejam semelhantes aos humanos, com cabeça, tronco e membros e falando nos dialectos da Terra mesmo entre eles. Ipso facto. E mesmo sendo facto que a maioria deseja, num anseio psicológico ou arrebate de alma, a salvação oriunda de uma galáxia ou planeta longínquo com «extraterrestres benfeitores» que venham salvar a Terra ou levar os melhores da Humanidade para esses pressupostos lugares nos confins do espaço sideral. Trata-se, tão-só, do anseio de uma condição melhor à da Terra actual tão crivada de crises desoladoras (fome, doença, guerra, etc.), e para fugir a um mundo imundo não há como perscrutar as estrelas e suplicar aos seus pressupostos habitantes a virem salvar os desolados sociais dum planeta eivado das mais gritantes injustiças!… Pondo de lado tudo isso, com o incoerente sabor de «espiritualismo materialista», eis o anacronismo da coisa em si, deveriam antes procurar a REALIZAÇÃO ou INICIAÇÃO VERDADEIRA em si mesmos, fazendo apelo, ou melhor, recurso a um Colégio Iniciático credenciado, e buscar entender, conhecer realmente a Terra em que vivem e tão mal conhecem… Quanto a essa engenharia voadora ser de fábrica secreta de alguma superpotência, não me parece, pois todas elas debatem-se com o mesmo enigma, e para recusarem a sua existência usam da contra-informação. Isto vai dar azo às «teorias da conspiração» tão em voga hoje em dia, como igualmente à «teoria extraterrestre» explorada à exaustão por não raros exploradores da ingenuidade e ignorância alheias. Ipso facto.

A Cosmogénese da Sabedoria Tradicional das Idades aplica um argumento de peso a favor da proveniência intraterrestre dessas aeronaves: o nosso Sistema de Evolução Universal compõe-se de 7 Cadeias Planetárias, cada uma com 7 Globos onde se processam as Rondas das Vagas de Vida evoluindo sobre os mesmos. Ora na presente 4.ª Cadeia Terrestre, 3 Globos ou Planetas já estão realizados e ultrapassados, outros 3 estão em formação, por realizar e ultrapassar, logo, resta o 4.º Globo que é a Terra actual. É precisamente nesta que tudo se processa, pois, por Lei de Evolução e Afinidade, o que se passa na Terra só tem a ver com ela mesma, sem qualquer tipo de intromissão exterior a si e ao seu desenvolvimento (até um Arcanjo que possa agir sobre o Globo Terrestre tem a ver com ele, pois algures no tempo passado evoluiu nele…), e isto também é válido para as Leis da Reencarnação e Karma, posto que o que se semeia na Terra na Terra se colhe.

Consequentemente, nada disso tem a ver com quaisquer «ets» de novela ou cinema, pois não passam de simples devaneios lúdicos dos sentidos imaginados por mentes férteis, como ainda esse ficcionado “Astar Sheran” inventado por um certo «espiritualista» alemão que o inventou após visitar o Templo da Sociedade Teosófica Brasileira em São Lourenço do Sul de Minas Gerais, Brasil, nos finais dos anos 60 do século passado, e tendo ouvido certas palavras que não são do uso corrente mas tiniram bem na sua fantasia, inventou um “Astar” a partir do nome do Sétimo Luzeiro e um “Sheran”, corruptela do nome inicial de um Hino Sagrado pertencente à mesma Instituição. Inventado esse «grande dirigente da confederação galáctica» (!!!), em breve arranjou seguidores em todo o mundo, inclusive Portugal, onde alguns impúberes psicofísicos e ingénuos acreditando em “estórias da carochinha”, esforçam-se por creditar a invenção recorrendo a factos bibliográficos igualmente inventados por demasiados idólatras astro-ovniológicos, notoriamente contra e anti Tradição e contra e anti Iniciação, apóstolos da anarquia e do caos numa era nova à sua maneira, a nada e a ninguém se ligando mas, em contrapartida, em tudo querendo ser especialistas e em todos mandar na mais grotesca das manifestações da psique humana iludida por si mesma, o que desagua no estado corrente dos messias mancos e dos falsos profetas, uns mais carismáticos que outros mas todos possuídos de grande fragilidade interior, o que condiz com a condição nervosa psico-vegetativa característica dos estados alterados gerados tanto por má alimentação quanto e sobretudo por péssima formação, onde o mundo das imagens domina a clareza das ideias, ou seja, a fantasia precoce ocupa o lugar da imaginação criadora.

Quando, a partir de 1947-48, começou-se a falar com maior intensidade de avistamentos ovniológicos um pouco por todo o mundo, o Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Teosófica Brasileira, foi interrogado sobre o assunto por vários membros da dita Sociedade, mas ele quedou mudo, silenciou, nada proferiu sobre o assunto, evitou-o mesmo… sempre repetindo: «Falar de discos-voadores é como pisar um ninho de vespas». Assim, não faltou quem acreditasse que ele não acreditava nisso ou, então, nada sabia do assunto e logo não tinha a mínima ideia do que fosse. Nada mais errado! A prova flagrante veio algum tempo depois e da maneira mais espectacular, sem margem para dúvidas ante centenas de testemunhas em pleno dia, o que foi largamente noticiado pela imprensa da época, nomeadamente pela revista O Cruzeiro, em 19 de Fevereiro de 1955, num artigo, de larga repercussão, assinado pelo jornalista João Martins.

Com efeito, às 17:30 h de 18 de Fevereiro de 1955, centenas de pessoas em São Lourenço de Minas Gerais do Sul, Brasil, assistiram pasmadas à materialização do inacreditável: no vulgarmente chamado Morro “Portas da Luz” (Akáshica…), cerca de 100 metros fronteiros à residência do Professor, a “Vila Helena”, na Avenida Getúlio Vargas, aterrou um fantástico veículo oval e dele saíram três belos tripulantes, com cerca de dois metros e meio de altura e cabelos longos a caírem-lhes sobre os ombros, o que causou forte comoção ao grande número de pessoas que os pôde admirar à luz do dia. Os três esbeltos gigantes estiveram durante algum tempo no lugar, andando em volta da nave, e por várias vezes voltaram-se para o alpendre da “Vila Helena” onde se encontrava o Professor Henrique José de Souza, os seus familiares e vários discípulos. Causava arrepios vê-los a saudarem teosoficamente a JHS – a quem, afinal, tinham vindo homenagear – colocando a mão direita espalmada sobre o peito e curvando-se ligeiramente. E o Professor, sorridente, retribuía-lhes aquelas saudações. Misteriosa Mensagem do Reino Aghartino… depois partiram, desaparecendo no espaço por detrás do Horto Florestal de São Lourenço, por sobre a sua Montanha Sagrada MOREB. E o Professor trancafiou-se em casa com os seus familiares e discípulos, deixando o povo ainda mais pasmado e a imprensa alarmada, logo a seguir não lhe dando descanso.

Mas quem eram esses três personagens vindos do «outro lado do Mundo», que é dizer, dos Mundos Subterrâneos? Nada mais e nada menos que os Três Representantes da Tríade formadora na época do Governo Oculto do Mundo – R.D., P.I., M.S. – e que em Nome deste vieram prestar Homenagens à sua Digníssima Expressão manifestada na Face da Terra.

Caverna do Monte Verde da Montanha Sagrada Moreb (São Lourenço, Sul de Minas Gerais) que o Professor Henrique José de Souza mandou fechar nos inícios dos anos 60 do século passado. Na foto, a entrada da embocadura está adornada com a bandeira da Obra de JHS.

Só depois desse acontecimento fantástico mas bem real – cujas provas fotográficas pertencem ao acervo do Arquivo Interno da nossa Instituição – é que o Professor Henrique começou a revelar a origem INTRATERRENA dos famosos «discos-voadores» e qual a sua mecânica oculta. Sabe o respeitável leitor porque pouco tempo depois o Presidente da República Brasileira, Juscelino Kubitschek de Oliveira, após o avistamento de óvnis pela Marinha de Guerra do Brasil, autorizou a sua divulgação pública sem reserva de espécie alguma? Porque ele era membro da S.T.B. e estava autorizado directamente pelo próprio JHS! Como se repara, tudo passa por Henrique José de Souza… pois sem este, cai-se na fantasia e no logro.

Ainda a ver com esse acontecimento ocorrido  em São Lourenço e a mecânica oculta do mesmo, brindo o respeitável leitor com um excerto de obra reservada levando de título Livro dos Arcanos da Era de Aquarius, de JHS, retirado de uma sua Carta-Revelação datada de 23.7.1956 emitida de São Lourenço, com o título O que temia, a mim próprio, o Excelso Rabi-Muni:

«Todos imaginam que PRANA (Energia Vital) vem directamente ao Homem e a tudo o mais, na face da Terra. Pois bem, ele vem indirectamente, enquanto em baixo ele vem directamente, sem o que não haveria Vida naquele Lugar. É ele, por exemplo, que apresenta nos 4 Reinos da Natureza o que neles existe na face da Terra, mas completamente modificado. As cores das plantas, das flores, dos legumes equivalem às cores dos Tatvas (vibrações subtis da Matéria). E estes provêm de PRANA. Um cavalo aghartino não é igual a um cavalo chamado “terreno”. Do mesmo modo, a ave, a planta. E até as águas, que deslizam mansamente nos lagos e canais laterais de tão misterioso Lugar, possuem um brilho tão grande que denota a vitalidade imensa que as faz mover (os chakras tomam maior brilho ou luminosidade, de acordo com a velocidade que lhes dá a evolução e a saúde do homem), ou antes, fazem mover, pois quem diz Prana diz ao mesmo tempo Vayu e Tejas (Ar e Fogo), os impactos originais de todos os Tatvas. Como tenho afirmado, semelhante Vida vem através do TUBO CÓSMICO, cuja entrada é o Pólo Norte e cuja saída é o Pólo Sul. Assim também é a Luz permanente da Cidade da “Eterna Luz”, Agharta, mas também, BELOVEDYE (ou Bela Aurora) e CLARION, como disseram alguns viajantes dos discos-voadores, com o sentido de Clarão, luz, brilho, etc., tal como eles (os discos) o são. E a prova é que, ao aterrarem, se apagam. E ao descolarem se iluminam, tal como acontece com a electricidade, ou seja, na voltagem, amperagem, etc… Quanto aos seres que neles viajam, como aqui se deu bem em frente à Vila Helena, eu prestei bastante atenção ao FENÓMENO: estavam brilhantes, flogísticos ou ígneos, e aos poucos se tornaram verdadeiras sombras ou silhuetas de si mesmos… (escuros como em Shamballah). Os seus gestos eram visíveis, entretanto, porque o brilho das estrelas e da própria luz artificial das lâmpadas eléctricas provocavam semelhante fenómeno. Não esquecer que a própria H.P.B. fez ver que “a electricidade era a manifestação mais grosseira de Fohat”. Assim o é, mas restava que ela dissesse tudo quanto se refere a Kundalini, ou tudo quanto representa calor, fogo, e para Fohat, frio, humidade, ar, etc… Eu mesmo chamei Fohat de “Fogo Frio” e Kundalini de “Fogo Quente”… Com outras palavras, Luz e Força (Ligth and Power). O Dínamo Gerador dessas duas Forças provém do 8.º Sistema, chamem-nas de “braço direito e braço esquerdo de Deus”, como diz certo livro das Bibliotecas de Duat, na Secção 1, Códice 19, que é Ayuruoca na face da Terra. Título do livro: “Fohat e Kundalini (como Pai-Mãe Cósmico)”

Ora o ocorrido com o Professor Henrique José de Souza há 52 anos atrás, repetiu-se recentemente sobre a mesma Montanha Sagrada de São Lourenço, ou seja, nos finais de Agosto de 2005 (já antes, em 8 do mesmo mês, haviam sido avistados vários óvnis que se deslocaram de São Lourenço em direcção a Carmo de Minas), aquando um pressuposto «disco-voador» em plena luz do dia apareceu em plena exibição da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira. Também essa astronave misteriosa sobrevoou e desapareceu detrás da Montanha Sagrada MOREB, sobre o local preciso onde meses antes eu havia estado com vários Irmãos da Obra do Eterno na Face da Terra preparando, precisamente, a abertura do Portal do Ciclo de Aquarius em 28 de Setembro desse mesmo ano, o que realizei templariamente com outros tantos Irmãos da Obra do Eterno já em Sintra, Portugal, exactamente na 7.ª Substância ou Pritivi correspondente a São Saturnino da Peninha.

Aparição de astronave misteriosa sobre a Montanha Sagrada de São Lourenço (MG)

Aprofundando ainda mais o mistério dos Sinais de Shamballah, os famosos «discos-voadores», antes, vimanas e vaidorges para hindus e mongol-tibetanos, segundo o  Venerável Mestre JHS dos Teúrgicos e Teósofos, eles provêm das 4.ª, 5.ª e 6.ª Cidades do Submundo de BADAGAS, e operam com energias e Iniciados da face da Terra que têm a ver com os 4.º, 5.º e 6.º SISTEMAS DE EVOLUÇÃO UNIVERSAL. Ora essas Cidades Badagas ou Sedotes (os “Filhos do Suor” ou do intercâmbio sexual dos deuses com as filhas dos homens, durante a 4.ª Raça-Mãe Atlante) têm a sua representação exacta, no Sistema Geográfico Sul-Mineiro, nas cidades de MARIA DA FÉ (a ver com o 4.º Planeta MERCÚRIO e AK.), S. TOMÉ DAS LETRAS (a ver com o 5.º Planeta JÚPITER e AST.) e CONCEIÇÃO DO RIO VERDE (a ver com o 6.º Planeta VÉNUS e AR.). Essa ordenação dos astros é afim aos dias planetários da semana, de domingo (Sol) a sábado (Saturno).

A ver com o 5.º Sistema de Evolução Universal em formação (5.ª Ronda, neste caso) imediato ao 4.º actual, o Venerável Mestre JHS terá revelado a sua localização ao eng.º agrónomo António Castaño Ferreira, a sua Coluna J ou da Sabedoria: «Eu disse uma vez ao Ferreira que é no meio da Via Láctea onde ele tem de ver o Sol do 5.º Sistema». Como a formação do 5.º Sistema implica a formação conjunta do 6.º Sistema de Evolução (6.ª Ronda, neste caso, pois é a partir das Raças e Rondas que se projectam as Cadeias e Sistemas mais latos), sobre este último JHS assim se expressou:

«O Sexto Sistema não existe como Natureza activa, porque o seu desenvolvimento pertence a um futuro remoto. O que existe dele?… Apenas um Embrião no meio do Universo, expressando a Causa das Causas… Nele, a criatura humana possuirá seis sentidos, seis constituições orgânicas e a Natureza terá seis Reinos. Os Makaras de hoje formarão a Humanidade daquele Sistema, embora adquirindo experiências nos campos emocionais e mentais… Nessa ocasião, os Seres Humanos não andarão… voarão… É isso que se pretende quando se fala em Espaço Sem Limites, enquanto que os Gémeos Espirituais, o seu aspecto masculino estará expresso pelo Dragão Celeste e o aspecto feminino pela Coroa Boreal.

«Os Discos-Voadores já expressam, em nossa época, os veículos daquele Sistema; ou, em outras palavras, eles são constituídos de elementos, de moléculas que formam o sexto Reino da Natureza… São impulsionados pelas energias de Fohat e Kundalini.»

Falando do BRASIL, como o estou fazendo, devo falar um pouco mais dessa gente de BADAGAS, sim, porque Badagas etimologicamente também significa “Gente do Brasil”: Bad ou Bab é “Deus”, e agas é o prefixo de “Fogo” (Agni), “Agharta”, etc. Portanto, Gente Iluminada da Agharta na Face da Terra.

E o fazendo precisarei mais sobre os imprecisamente chamados «discos-voadores», pois ainda que alguns possuam esse formato, outros por certo não. A Tradição Iniciática prefere chamar-lhes Vimanas, e este é o termo consagrado nas escrituras sagradas das principais religiões do mundo, principalmente nas escrituras hindus (Mahabhârata, Puranas, etc.). A Bíblia chama-lhes «rodas de fogo», «carros de fogo», etc., mas cujas traduções do hebraico para o hindustânico levam ao mesmo termo Vimana (Vi, de Vril, a Energia Vital, Akasha ou Mash-Mask dos Atlantes, operada e dirigida por Mana ou Manas, a Força Mental). Tais aparelhos são oriundos, repito, da Civilização Intraterrena do Mundo de Badagas, que se expande em pleno cerca de 60 a 90 km abaixo da crosta terrestre, ainda que até lá hajam aqui e ali “anfiteatros” ou “postos avançados” de gentes desse Outro Mundo, estabelecendo a ligação entre ele e a superfície. Por exemplo, revelo sem desvelar coisa alguma, 350 metros abaixo do Templo de Maitreya em São Lourenço (MG) existe um grandioso Templo Jina (do M.T.) físico, visível e tangível, onde ocorrem as mais maravilhosas e apoteóticas manifestações espirituais – do qual temos uma fotografia a preto e branco em nosso Acervo Interno, mostrando o Portal desse Templo aberto na rocha viva, oferecida pelo Excelso Daniel (Akgorge). Além disso, o que mais surpreende o visitante da superfície em Badagas é precisamente o seu elevadíssimo desenvolvimento científico e tecnológico, o qual recua aos dias da Atlântida em que os melhores da Raça se interiorizaram levando consigo todos os saberes que a caracterizaram, muitos deles ainda não alcançados pelas gentes da superfície.

Há também referências aos Vimanas nas escrituras tradicionais hindus Ramayana e Samarangana Sutradhara. Nesta última são dedicados 230 versos a esses veículos aéreos, na linguagem alegórica da época em que foram escritos, mesmo assim bastante compreensíveis em vários pontos. Assim, é dito que os Vimanas eram usados para a guerra e para a paz. Há mesmo uma observação curiosa: «O piloto do Vimana oferecia leite aos três fogos de Agni». Ora, em muitos relatos verídicos actuais de avistamentos de «discos-voadores» há referências a três esferas que correm num rasgo circular na parte inferior do aparelho, esferas essas que alguns pensam ser um trem de aterragem e outros julgam que são acumuladores de energia, condensadores, produtores de uma corrente trifásica que entra ou sai, mas sempre da mesma natureza da Energia Cósmica que, para todos os efeitos, os dinamiza. Neste caso particular e não deixando de o ser no geral, é Agni, que literalmente quer dizer Energia.

Ainda naquele livro citado da religião hindu, Samarangana Sutradhara, há outros detalhes acerca dos Vimanas. O corpo do veículo deve ser forte, durável e leve. Dentro, deve colocar-se a “máquina de mercúrio” com o seu “aparelho acendedor de ferro” por debaixo. Por meio do “poder latente do mercúrio, que coloca o turbilhão em movimento”, um homem “pode viajar grandes distâncias pelos céus”. Podiam-se construir Vimanas do “tamanho de um templo”. Quatro fortes vasos de mercúrio precisavam ser construídos na estrutura inferior: quando estes eram aquecidos pelos controladores dos vasos de ferro, o Vimana “desenvolvia o poder do trovão e imediatamente se tornava uma pérola no céu”. Podiam subir e descer verticalmente, andar para a frente e para trás, deslocar-se em silêncio, tornar-se invisíveis (tudo graças à acção maleável do mercúrio propulsor em contacto ou atrito com o não menos maleável éter ambiente donde os “vasos”, antes usinas filtradoras, extraíam o mercúrio universal – Mash-Mask – necessário à alimentação do seu rotor) e levar determinado número de passageiros, calculado conforme o tamanho da nave. Tudo isto foi escrito há mais de 8.000 anos e, segundo tudo indica, refere-se aos tempos primordiais da 5.ª Raça-Mãe Ariana onde aqui e ali, um pouco por todo o Globo, ainda subsistiam restos da findada 4.ª Raça-Mãe Atlante, origem dessa ciência Física-Nuclear.

Quanto aos relatos actuais que descrevem raptos de pessoas por alienígenas, quando não mantêm relações sexuais com elas e muitas vezes até as matam no fim, qual «viúva negra» alienígena, como também a animais e plantas, bem parece que a ficção ocupa o lugar da realidade… tornando real a ficção, com muitos acreditando piamente nesta os quais, nesse caso, descarecem de Teosofia mas carecem urgentes de psiquiatria. Seja como for, tenho a declarar pelas informações recolhidas junto de quem mais sabe, que aparte os inevitáveis acidentes acaso acontecidos aqui e ali por acidentes mecânicos imprevistos, só muitíssimo raramente os tripulantes das naves recolhem pessoas, Jivas da face da Terra, e mais raramente ainda as devolvem ao seu meio ambiente, neste caso sempre com parca ou nenhuma lembrança do ocorrido. Essas muitíssimo raríssimas pessoas, nos casos ainda mais raríssimos em serem verdade, para sempre marcadas pelo encontro com o Desconhecido Superior, pois que por força de Lei Maior o Mundo Jina não se intromete nos negócios kármicos do Mundo Jiva, dizia, essas raríssimas pessoas, devido às suas boas tendências (skandhas) e consequente bom karma, destinam-se, cada qual à sua maneira, a servir de arautas de um Mundo e de Gentes que nos estão próximos e, contudo, distantes…

Conta-se também, nos avistamentos reais, por norma provados e comprovados sem que se necessite recorrer a «habilidades engenhosas», que as naves parecem flutuar num sobe e desce como se estivessem sobre ondas num oceano invisível. Pois bem, trata-se da flutuação do Vimana sobre as ondas químico-etéricas. Comparando as descrições alegóricas dos Vimanas com as inúmeras observações reais que são feitas um pouco por todo o mundo de «discos-voadores», parece que há três processos principais de movimentação. Um, deve ser o ancestral, semelhante ao jacto. Neste, aparentemente, a energia é gerada por um processo semelhante ao da produção da energia atómica: uma radiação circular incidindo sobre o mercúrio desmaterializa-o, transformando-o em energia atómica. E esta energia é utilizada em aparelhos, turbinas, tubulações, resultando daí um «disco» a jacto-propulsor, com jactos orientáveis. Entretanto, se em alguns relatos verídicos há referências a silvos, a grande maioria deles acusa um completo silêncio. Neste caso, deve se tratar de um dos outros dois processos de que falam os escritos milenares. Um, é o processo electromagnético, que só pode ser utilizado próximo à superfície. Utilizando a própria energia magnética da Terra, desviando as linhas de força magnética elas produzem resultantes de força que os movimentam. «Discos» assim propulsionados, ao passarem por cima de transmissores de rádio, de televisão e de centrais eléctricas bloqueariam as transmissões, assim como afectariam as agulhas magnéticas das proximidades. O outro processo é aquele que nos velhos livros aparece alegoricamente como energia tirada do ar. Isto é, a utilização directa da Energia Cósmica. No Cosmos tudo é Energia, tudo é Vibração. Espaço, Tempo e Vibração é a síntese de Tudo. Mas esta vibração tem uma certa “frequência”. Produz-se no interior do aparelho um campo de energia da mesma frequência da Energia Cósmica; sendo ela da mesma frequência tudo fica em harmonia, mas se adiantarmos ou atrasarmos essa frequência, introduzimos um factor de potência, semelhante ao que acontece nos motores trifásicos, nos motores síncronos, nos quais há uma difasagem e desta difasagem resulta a força.

Mas ainda resta o problema do aquecimento em alta velocidade e o mistério da falta de ruído, pois bem se conhece o estrondo verificado quando um avião ultrapassa a barreira do som. Isso, talvez, tenha sido resolvido com um revestimento de matéria radioactiva: esta matéria ioniza o ar, isto é, dá uma carga eléctrica ao ar vizinho. Esta carga repele os átomos e impede que o ar entre em contacto com o aparelho.

Se a nossa Obra afirma que os Vimanas provêm do interior da Terra, então porque muitos dos que acaso e sendo verdade que os avistaram mesmo sem pertencerem a esta mesma Obra Divina (TEURGIA), afirmam que vêm de Marte, Vénus, etc.? Porque com uma verdade ocultava-se verdade ainda maior, ou seja, como cada uma das 7 Cidades Badagas representa um dos 7 Planetas tradicionais canalizando para ela a sua energia peculiar, os Sedotes ao insinuarem, por exemplo, que vinham de Vénus, queriam na realidade dizer que provinham da 6.ª Cidade ou Loka Badagas em relação com esse Globo. Isto é válido para as restantes Cidades e Planetas. Posso adiantar que as 7 Cidades Badagas com os 7 Planetas físicos, estes em torno do Sol e aquelas em volta da sua Capital, M.T., representam na Terra o próprio Sistema Solar, visível e tangível, onde vivemos e temos o ser… de carne, sangue e ossos.

Por exemplo, e partindo da premissa de que esses eventos sejam verídicos, no caso de George Adamski o tripulante da nave ao revelar-lhe que provinha de Vénus poderia estar se referindo à 6.ª Cidade ou Região (Loka) Badagas, relacionada com esse Planeta. No caso de Daniel Fry que dizia ter voado num «disco», a voz fazia-se ouvir directamente, coisa que é possível aos Seres dos Mundos Subterrâneos por meio de telepatia, e tudo quanto ela disse está de acordo com o que aqui se apresenta, inclusive quando se refere à Lemúria e à Atlântida. No caso de Bethlurum no qual a comandante do «disco» dizia vir de «detrás da Lua», naturalmente estava referindo-se tanto à 2.ª Cidade Sedote quanto à Agharta que fica «atrás» do Mundo de Duat, este que se relaciona com a Lua através de Vénus. No caso dos irmãos Duclout, de Buenos Aires, pode ter havido interferência da personalidade que recebeu as mensagens, a qual interpretou da maneira que compreendia as revelações recebidas, mas, mesmo assim, nota-se naquele relato a descrição acerca da vida subterrânea da Terra. E assim por diante, naturalmente partindo da premissa, repito por não ser demais a prudência, de que toda essa gente estivesse falando a verdade!… Mas, porque então os tripulantes dos «discos» não falavam logo claramente donde vinham? A minha resposta é que, em primeiro lugar, eles não estavam autorizados a tanto, e, em segundo lugar, mesmo que o dissessem isso não seria compreendido pelos interlocutores, que não tinham os conhecimentos nem a formação necessários para entender a profundidade de revelações dessa natureza.

Falar de outros «iluminados pelos astros e os discos-voadores» que povoam e poluem a praça pública actual, não o farei, por os conhecer a TODOS e saber onde foram buscar tudo aquilo que andam vendendo como «novidade»… bem estragada, porque inteiramente estropiada do seu sentido original. Mesmo não falando, a bom entendedor…

Sinais de Shamballah, como os consignou Nicholas Roerich, na realidade os Vimanas transportam os Emissários do Governo Oculto do Mundo (oculto porque escondido, velado aos olhares profanos, logo à indignidade do comum Género Humano que, assim, é mais afim à capacidade belicista de destruir que qualquer outra coisa mais nobre e edificante…), em cuja cúspide está o Rei dos Reis: MELKI-TSEDEK ou CHAKRA-VARTIN. A interferência do Governo Oculto do Mundo através dos ditos «discos-voadores» não pode ser feita sem transição, de maneira brusca e violenta, sob risco de ferir o próprio princípio do livre-arbítrio, princípio básico da Evolução de tudo e de todos. A função desses Emissários parece ser a de evitar uma catástrofe planetária, a qual parece sempre iminente, muito mais nos dias conturbados d’hoje, a de trazer novos esclarecimentos a todos os sectores da Sociedade Humana, de dar uma das últimas, senão a última, oportunidades à Humanidade de recuperar o equilíbrio perdido e, assim, escapar de uma grande destruição, de uma depuração violentíssima. Esta é a MISSÃO dos Badagas, que vez por outra se deslocam no espaço da Terra em seus misteriosos aparelhos voadores, os Vimanas avistados e testemunhados em todas as épocas e latitudes, assinalados e relatados em todas as tradições orais e escritas do mundo, nomeadamente as religiosas.

Madona do Ufo, Palácio Vechi, Florença (Itália)

Repito: realmente o que mais assombra o visitante vindo da superfície desse Mundo Escondido, Mundo Perdido para o vulgar e profano, encravado entre a face da Terra e o mais interior, cerca 60 a 90 km sob a crosta, é o extraordinário avanço tecnológico dos seus habitantes, todo ele em conformidade profunda com os ritmos da Natureza, ou seja, matematicamente ajustado às leis e princípios do Universo. Os sábios da superfície, geralmente sem que sequer sonhem, não deixam de ser intuídos pelos Sábios Sedotes ao «invento» de coisas extraordinárias que de há muito existem nesse Mundo, como por exemplo: a energia eólica e solar, já hoje considerada a energia do futuro, é uma clara inspiração Jina, pois que a energia do Sol Central que ilumina as Cidades Badagas é desde o final da Atlântida aquela utilizada por esse Povo a qual ilumina os seus aglomerados populacionais, enquanto a energia eólica oriunda de Vayu-Tatva (Elemento Ar), também desde há milhares de anos é utilizada pelos Badagas na higienização dos seus espaços de vivência, retirando-a do Ar exterior que entra pelas frestas e embocaduras sobre a Terra, filtrando-o e deixando-o completamente purificado, usando de aparelhos nucleares próprios para esse efeito. Engenharia nuclear é, já se vê, outra inspiração Badagas aos sábios da superfície que, reitero, geralmente nem sequer suspeitam donde lhes proveio tamanha «iluminação» ou «ideia luminosa» súbita!… Foi assim, também, com a invenção da lâmpada eléctrica, que de há muito existe em Badagas com o nome de “Lâmpada Fo”, animada directamente por Fohat, a Electricidade Cósmica, e igualmente com o telefone, inspirado no aparelho “Sono-Logos”, ou então com a televisão, inspirada na “Tela Protoplásmica” existente lá em baixo. Isto para não falar nos metropolitanos, imitando muito imperfeitamente as viaturas deslizando em monocarris de fibra de vidro entre regiões Sedotes. O mesmo se poderia dizer da aviação… mas fique-se por aqui, para não se perder numa lista abarcando toda a tecnologia da face da Terra, que a presunção e o preconceito científicos consideram nunca ter havido nada igual no mundo e que a época moderna é a de maiores avanços científicos jamais havidos. Vaidade pura e simples, presunção inábil de quem decerto nunca leu as escrituras hindus e tibetanas no que dizem sobre a ciência tecnológica desse Passado remoto em que os deuses, antes, Iniciados na Sabedoria Arcana, deslocando-se nos seus Vimanas, conviviam com os homens e os instruíam directamente. E aqui entrar-se-ia, para além dos inventos tecnológicos, também nas ciências da sociologia, da agricultura, da arquitectura, das matemáticas e geometrias, etc., etc., dadas pelos Badagas aos sábios da superfície para que a Humanidade progrida paulatinamente em conformidade às Leis do Espírito.

Como estou superiormente autorizado a revelar, sem desvelar, quanto estou dizendo, e porque os Tempos são de uma NOVA CONSCIÊNCIA, avanço que os Badagas ou “Filhos do Suor” (aqui Sexual e não Assura), Sedotes, têm a sua génese no cruzamento sexual da Espécie Humana com Pitris Barishads ou Progenitores Angélicos servindo-se de corpos físicos, fenómeno gerado a meio da 4.ª Raça-Mãe Atlante. São, pois, semideuses, se assim posso dizer em relação ao homem vulgar, recolhidos às grandes anfractuosidades do interior da Terra pouco antes da Grande Catástrofe Atlante ou Dilúvio Universal de que fala a Bíblia, indo seguir os seus Dirigentes espirituais, acompanhados por alguns dos melhores da Raça dos Homens que nesse período haviam alcançado o nível de Iniciação humana e espiritual necessária para se equipararem aos Sedotes.

São Seres mortais, ainda que vivam mais tempo que as gentes da face da Terra. Quando morrem, os seus corpos são de imediato cremados. A sua alimentação é completamente frugívora, excepcionalmente entrando no cardápio gastronómico lacticínios. Distinguem-se fisiologicamente dos humanos em vários aspectos, desde a ausência de lóbulos nas orelhas às mãos que podem ter quatro, cinco, seis ou sete dedos, à altura, muito baixa ou então atlante, isto é, elevada, corpo musculado ou fino harmonicamente traçado, verdadeiro “Apolo” ou verdadeiro “Etéreo”, até à cor da tez, bastante moreno, distinguindo-se os olhos cor de oliva e os cabelos brilhantes escuros, ou então muito branco, distinguindo-se os olhos azuis e os cabelos louros. Estes são alguns dos seus traços fisiológicos.

Resguardam-se do Homem da superfície como «o diabo da cruz». Apesar de o considerarem seu “irmão” habitando a mesma Terra, ainda assim consideram-no pouco mais que troglodita em todos os sentidos, desde a maneira de vestir, comer e socializar-se até à ciência e à religião, e só o ajudam em seu progresso porque os seus Dirigentes espirituais (reencarnações de Aghartinos e Duates) assim o ordenam. Consideram como única excepção a essa sua apreciação geral da Espécie Humana os Iniciados verdadeiros que conquistaram esse direito à superfície, e assim os aceitam junto de si, por estarem em perfeita sintonia orgânica, emocional e mental com eles, o que é dizer, tornaram-se como eles!…

Acaso alguém que visite Badagas e sem autorização especial divulgue na superfície sobre o que viu e por onde entrou, garanto que pouco tempo viverá, por poderosa inoculação psíquica projectada nesse palrador indiscreto, ou, se o seu karma não for dos piores, perderá a voz, a visão e a locomoção. E quem for à procura dessa entrada para os Mundos Subterrâneos, provavelmente não encontrará coisa alguma, muito pelo contrário, poderá encontrar as coisas mais banais possíveis. Fenómeno de Maya-Vada em plena acção… Por isso só os Iniciados verdadeiros, por sua condição e disposição psicológica, são os únicos preferidos pelos Badagas, podendo, no entanto, mesmo entre eles ocorrer transgressões, geralmente por sua piedade dos homens, e então a fúria Sedote não lhes deixará lugar para escapar do castigo pela transgressão!… Significa isso que – o dever obriga-me a dizer para “separar a verdade da mentira, o real do irreal” – quantos por todo este mundo falam das suas viagens e relações íntimas com os Mundos Subterrâneos, com os Mahatmas, etc., etc., etc., e por muito carisma social que acaso possam ter, são, pura e simplesmente, alucinados fantasistas, cujo oco cerebral, afinal de contas, é o único «mundo subterrâneo» que visitam. Fixe-se bem: ninguém entra em casa alheia sem ser convidado, e, sobretudo, SÓ QUANDO O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO É QUE O MESTRE APARECE!

Apesar de tudo, há excepções: uma a dos Vimanas aparecerem um pouco por toda a parte, vindos de “nenhures” e desaparecendo “algures”, vindo provar visível e tangivelmente que a Humanidade não está só e que “há mais mistérios na Terra do que a vã filosofia humana concebe”. Portanto, apresentam-se para que a Humanidade reflicta sobre isso, e aos poucos se prepare para receber em seu meio esses “Sinais dos Céus”, ou como dizia o Rei do Mundo em sua Profecia: «… Então Eu enviarei sobre a Terra os Povos de Agharta…». Outra, a de humanos de credibilidade universal visitarem esse Mundo Subterrâneo e o anunciarem, só se lembrando do mínimo indispensável ocorrido com eles, de maneira a passar a mensagem de que há “outra Humanidade” nesta Terra. Antecipando essa visita e desaparecendo para sempre do palco da superfície pela floresta amazónica, está o coronel Percy Fawcett. Fazendo essa visita pelo Pólo e voltando, está o almirante Richard Bird (cujo diário dessa viagem “além-Pólo”, descrevendo o que viu e viveu, pertence ao Acervo Interno da nossa Obra, que mesmo assim faz a ressalva do mesmo manuscrito estar repleto de fantasias com sentido moral primário e até xenófobas que desconheço se foram alheias e posteriores ao próprio autor). Também Blavatsky, Ossendowsky e Roso de Luna visitaram, como INICIADOS, esse Mundo Proibido, e por isso, ao falarem dele, baralharam propositadamente todas as informações que nos dispuseram, e só as divulgaram pelo mesmo motivo dos outros: proclamarem que o Paraíso Terreal não morreu, antes desapareceu da vista dos homens.

Houve uma excepção a toda a regra: Henrique José de Souza (São Salvador, Bahia, 15 de Setembro de 1883 – São Paulo, 9 de Setembro de 1963). Brasileiro de descendência Lusitana, foi preparado desde a origem para falar por enigmas ou genericamente do Mundo Aghartino em conversas e textos públicos, e preparado desde a origem para falar sem enigmas e detalhadamente do Mundo Aghartino a uma escassa minoria de Iniciados, desde há muitas vidas, para prepararem o Advento do Avatara de Aquarius e com Ele a exteriorização da Hierarquia Branca do seio da Terra. Esses Iniciados é que deveriam seleccionar ou arregimentar as diversas Mónadas humanas mais amadurecidas que viriam a perfilar-se na classe dos Makaras e Assuras na cúspide ou Câmara Interna dos vários Institutos que JHS fundou, indo desfechar no último que foi a Sociedade Teosófica Brasileira. Por seu turno, essas “Mónadas amadurecidas” tinham a missão de arregimentar para as suas fileiras outras tantas Mónadas humanas, quiçá menos amadurecidas que elas mas já despertas para a vivência espiritual. Posso, pois, considerar JHS um Privilegiado dos Mestres e o Arauto mais próximo do CRISTO UNIVERSAL, tanto em pensamento como em tempo antecedendo a Sua vinda. É a única excepção que conheço, tanto que este Homem sintetizou em sua vida todo o Pensamento e Obra da Excelsa Fraternidade Branca. Mas esse mistério de toda a sua vida era para ser conhecido só por alguns, e não por todos que, obviamente despreparados, cairiam inevitavelmente no crencismo cego e no pietismo emocional, deitando por terra todo um Projecto Avatárico.

Ao despedir-se dos seus discípulos em São Lourenço, na Vila Helena, em Julho de 1963, a caminho da capital paulista, de onde não mais voltaria com vida, a todos JHS advertiu:

Mudanças radicais se darão na Terra em pouco tempo e mesmo aqui, em São Lourenço. Dentro em breve não mais reconhecereis esta cidade. O nosso trabalho foi vitorioso, em sua estrutura interna. O vosso trabalho é apenas difundir e construir externamente. Contar ao nosso país e ao mundo o que vistes, ouvistes, aprendestes. Não 12 discípulos apenas, mas número muito maior, com a missão de divulgadores da Era do Aquário, em que um Ser Integral, representando o verdadeiro valor humano, virá ao mundo. Ser que conhecemos pelo nome de AVATARA MAITREYA, mas que terá um nome bem dentro da sagrada língua portuguesa.

Ser que encerrará em si próprio o Amor da Mãe, a Sabedoria do Pai, a Omnipotência do Eterno, palavras ainda incompreensíveis.

Ser que, nascido a 24 de Fevereiro de 1949, trará para a Terra, renascida das cinzas, a Idade de Paz, de Felicidade, tão desejada e profetizada desde há longos séculos, como a Idade de Ouro.

OBRAS CONSULTADAS

Vitor Manuel Adrião, A Ordem de Mariz (Portugal e o Futuro). Editorial Angelorum Novalis, Lda., Carcavelos, 2006.

A.B., Conversas Makáricas – II. Reservado do Arquivo Interno da Comunidade Teúrgica Portuguesa.

Nicholas Roerich, Shambhala. Les Éditions du IIIe Millénaire, Bibliothèque Nationale du Québec, 1989.

Andrew Tomas, Shambhala – A misteriosa civilização tibetana. Livraria Bertrand, S.A.R.L. – Lisboa, Março de 1979.

Hugo Rocha, Há outra Humanidade no interior da Terra? Europress, Editores e Distribuidores de Publicações, Lda., Póvoa de Santo Adrião, 1987.

Alec Maclellan, O Mundo Perdido de Agharta – O mistério do mundo subterrâneo e a energia do Universo. Editora Nova Era, Rio de Janeiro, 1999.

Harold Wilkins, Mysteries of Ancient South America. Ed. Citadel, New York, 1946.

Maharishi Bharadwaaja, Vymaanika-Shaastra Aeronautics. G.R. Josyer (trad./ed.), Mysore, Índia, 1973.

David Hatcher Childress, Vimana – Aeronáutica da Índia Antiga e da Atlântida. Madras Editora Ltda., São Paulo, 2003.

Lamasis, Os Mundos Subterrâneos à luz da Ciência ou Novas bases para a Astronomia. Centro de Estudos e Publicações da Sociedade Brasileira de Eubiose, 2.ª edição, 2001.

Darci Lopes da Silva e José Maldonado, Os Discos-Voadores e o mistério dos Mundos Subterrâneos. Centro de Estudos e Publicações da Sociedade Brasileira de Eubiose, 2002.

O.C.H., Discos-Voadores – Dos Mundos Subterrâneos para os Céus. Centro de Estudos e Publicações da Sociedade Brasileira de Eubiose, 1.ª edição, Rio de Janeiro, 1956, 2.ª edição, São Lourenço, 2002.

Raul Fontes, “Discos Voadores” ou “Signos de Shamballah”! Revista “Dhâranâ”, Ano XXVI, Ns. 2 e 3, Abril-Junho/Julho-Setembro – 1952.

Martha Queiroz, Contribuição à Biografia de Henrique José de Souza. Revista “Dhâranâ”, Ano XLI, N.o 28/29, Janeiro-Dezembro de 1966.

O Sol Central e a descoberta das Embocaduras Polares – Cientistas norte-americanos corroboram teorias teosóficas. Revista “Dhâranâ”, Anos XLII/XLIII, N.o 30/31, 1967 – 1968.

Otto Jargow, Disco Voador apareceu em São Lourenço. “Diário de São Paulo”, 16/01/1963.

Ariston Cavalcanti, Aparições de Óvnis em São Lourenço dão força a previsão de há 50 anos atrás. Jornal “Polémica”, Ano XIII – N.o 260, São Lourenço (MG), 02 de Setembro de 2005.

 

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