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Sintra, Portugal, 27.12.2012

Eu, Vitor Manuel Adrião, português, face às atitudes reiteradas de lesa-pessoa e lesa-honra sobre mim provindas de alguns afiliados – todos identificados, no cadastro, actual morada, profissão e estado civil, de que será dada notícia no lugar previsto por Lei Jurídica pelos advogados ao juiz – na Sociedade Brasileira de Eubiose, entidade autónoma brasileira de carácter religioso como consta nos seus estatutos civis, os quais afiliados, cidadãos singulares em número colectivo, em atitudes persecutórias constantes à minha pessoa na praça pública e nas redes sociais, arrastando, mercê do seu carisma e da confiança depositada neles, outros tantos a imitá-los, a maioria confessando nunca ter sequer ouvido falar de mim até ao momento da difamação pública, argumentando acusações infundadas, improvadas e improváveis passíveis do requerimento queixoso (eu) da aplicação de sanções previstas no Código Penal da Lei Jurídica da República Federativa do Brasil – Parte Especial, Título I, Dos crimes contra as pessoas, Capítulo VI, Dos crimes contra a honra, Artigo 180.º (Difamação), Artigo 181.º (Injúrias), Artigo 182.º (Equiparação), Artigo 183.º (Publicidade e calúnia), Artigo 184.º (Agravação), Artigo 188.º (Procedimento criminal) – afirmo em plena posse das minhas faculdades mentais e psicomotoras:

1.º – Contrariamente ao afirmado publicamente e escrito publicamente por os ditos caluniadores e perseguidores da minha pessoa, em actos voluntariosos mas iguais aos do terrorismo dos fundamentalistas religiosos da espécie dos tabilãs, eu sempre reconheci e reconheço a legimidade da existência jurídico-legal da entidade colectiva Sociedade Brasileira de Eubiose, por consequência sempre reconheci e reconheço a legitimidade humana dos seus dirigentes e inclusive a legitimidade espiritual dos mesmos para com ela e os seus afiliados, aceitando tratar-se de uma entidade colectiva definida como de foro religioso, ou sejam, os respectivos senhores e senhora Hélio Jefferson de Souza, Jefferson Henrique de Souza e Selene Jefferson de Souza. Como tais, reconheci e reconheço o seu inteiro direito a nomear e a determinar como lhes aprouver no colectivo SBE.

a) Nada tenho a obstar ou a aprovar quaisquer acções dos citados dirigentes, sejam quais forem, por palavras ou acções suas, porque sou alheio às mesmas não sendo sócio da citada entidade, e tampouco privo pessoalmente com os supraditos dirigentes nomeados no parágrafo 1.º como está descrito.

b) Não sou sócio da SBE nem privo com os seus dirigentes, reitero o dito na alínea a. No entanto e por motivos exclusivamente de natureza religiosa ou espiritualista, várias vezes encetei diligências de aproximação pessoal aos mesmos, em todas as ocasiões sempre oferecendo a minha disponibilidade em préstimos exclusivamente de índole cultural-espiritualista, ou religiosa, a título absolutamente gratuito.

c) Reconheço que entre a minha pessoa e os dirigentes da entidade SBE nunca houve manifestação de hostilidade e acusação pública de nenhuma natureza. O respeito mútuo e a polidez social é permanente diante do público geral, que da minha parte nunca ouviu ou leu o que quer que fosse de ofensivo, reprovativo e também aprovativo, certamente por desprivar pessoalmente, dos citados senhores e senhora Hélio Jefferson de Souza, Jefferson Henrique de Souza e Selene Jefferson de Souza.

2.º – Dos três citados senhores filhos do finado senhor Professor Henrique José de Souza, fundador da entidade colectiva cultural-espiritualista Sociedade Teosófica Brasileira, e assim como todos o seu primogénito, senhor Hélio Jefferson de Souza, nunca teve comigo postura caluniadora e persecutória como têm repetidamente alguns afiliados na sua organização, e tampouco eu difamei-o publicamente por escrito ou oralmente, ou a algum dos seus familiares e descendentes.

d) Visitei várias vezes a cidade de São Lourenço no Sul de Minas Gerais, Brasil, onde está a sede da entidade SBE (Sociedade Brasileira de Eubiose). Dos encontros havidos, nunca houve atritos pessoais entre mim e os dirigentes da dita, inclusive com um filho do senhor Professor Henrique José de Souza com quem me entrevistei pessoalmente, tendo-o eu procurado na sua residência. Houve cordialidade e respeito mútuos. O mesmo aconteceu com um neto do Professor HJS (Henrique José de Souza), inclusive tendo-lhe transmitido o meu endereço e número de telefone pondo à sua disposição e da sua família a minha casa quando visitou Portugal recentemente, convite que preteriu mas foi feito.

3.º – Fiz parte dos quadros de sócios da SBE em 1994-1995, e cumpri no exigido pela mesma até à Apostila n.º 5 da sua Série Peregrino, recebendo a correspondência directamente de São Lourenço (MG). Ainda em 1987-1988 mantive relações com a representação portuguesa da SBE e recebi duas colecções policopiadas de textos sem indicativos de quaisquer graus. Foi uma relação muito esporádica que interrompi e deitei no lixo o dito recebido, motivos que esclarecerei no lugar próprio do queixoso se a tanto se chegar. Tudo isso apesar de já estar na entidade teosófica desde 1973-1974, com actividade total na mesma a partir de 1976 e que durou até 1978-84, já intercalada com as actividades culturais-espiritualistas da Comunidade Teúrgica Portuguesa em cuja fundação estive à dianteira, primeiro em Sagres (1978), depois em Sintra (1982) e finalmente em Lisboa com a sua abertura ao público (1984).

4.º – Conhecedores do meu trajecto teosófico empático com o pensamento de Henrique José de Souza, e a dedicação exclusiva ao mesmo, vários(as) discípulos(as) dele vieram consecutivamente e ao longo dos anos confiar-me o legado que receberam do líder da entidade Sociedade Teosófica Brasileira, sempre de espontânea vontade sem alguma vez eu ter pedido alguma coisa ou pressionado nesse sentido.

e) A prova da veracidade das minhas palavras no parágrafo 4.º está no acontecido no ano 2004 na cidade de São Lourenço (MG), propriamente no Hotel Jina, quando de livre e espontânea vontade, à vista de todos(as) que enchiam o apartamento, a maioria meus desconhecidos mas que estão identificados(as), um discípulo já finado do Professor Henrique José de Souza ofereceu-me todo o seu espólio literário pessoal, desde o mais privado ao mais público. Factos idênticos a esse passaram-se com muitos outros e muitas outras, cujos nomes reservo para a ocasião propícia e a convocação das respectivas testemunhas, se for caso disso.

5.º – O legado teosófico inteiro do Professor Henrique José de Souza que chegou à minha posse aconteceu da maneira descrita na alínea e), não da forma com que sou caluniado: por roubo ou plágio de bens e pessoas, destas boa parte de quem sou livre de discordar inteiramente das suas palavras e actos. Se não concordo como posso plagiar ou roubar aquilo que discordo?

f) Revela-se publicamente em alguns sócios da entidade SBE um “papismo” doentio, incoerente nas palavras e actos com as intenções aparentes, cuja habilidade de alguns para inventar feitos fantásticos revela a insanidade da sua natureza alucinada e fraqueza de carácter, como qualquer psiquiatra pode verificar no mais elementar exame, mas tudo isto à margem da postura pública dos dirigentes para com os quais, repito, nada tenho a favor ou a desfavor. Respeito-os como pessoas com responsabilidades no meio em que estão, e mais nenhum “pró ou contra”.

g) Os mesmos alguns sócios revelam publicamente as suas naturezas perversas e a ânsia de destaque público com a mania das grandezas em serem mestres sobre tudo e todos, talvez como satisfação pessoal da sua miudeza humana, social e espiritual, demonstrando uma tremenda confusão apesar de usarem e abusarem da lógica das ideias mas sem certeza alguma, havendo entre eles quem seja português e em Portugal deixou má-fama e proveito (o seu nome e o dos outros, repito, serão relatados pormenorizadamente com testemunhas abonatórias dos factos no lugar próprio, repito ainda, se aí se chegar). No entanto, pervertem os factos e querem ser donos exclusivos da entidade colectiva SBE no género “salvadores do mundo”, como demonstram nos seus actos, vindo apodar-me entre outros mimos de ladrão, de assassino e desejam abertamente a minha morte com todas as letras impressas, usando de todos os meios ao dispor para calar-me, como o têm feito com a maior  desfaçatez  escondidos na cobardia das redes sociais. Sobre isto e nisto, tenho a certeza, não são os dirigentes mas alguns dirigidos quem destróem a mais bela Obra espiritualista do século XX, a criada pelo Professor Henrique José de Souza.

Fica a presente Carta Aberta ao cuidado e apreciação parcial ou imparcial do público geral, reservando-me o direito de utilizá-la como entender e onde quiser.

Vitor Manuel Adrião

Comendador do Título da Cadeira Histórica e Filosófica da Sociedade de Estudos de Problemas Brasileiros – SP.

Licenciado em Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa.

Bacharel em Sociologia da História pela Universidade Internacional – Lisboa.

Professor e conferencista com mais de 40.000 aulas e conferências realizadas, em Portugal e no estrangeiro.

Escritor e articulista com mais de 50 livros escritos e editados, e cerca de 5.000 artigos escritos e publicados, em revistas e jornais, em Portugal e no estrangeiro.

Fundador da Comunidade Teúrgica Portuguesa em 1978, no Promontório de Sagres, Algarve, Portugal.

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