Cristo

Todas as vezes, ó Arjuna, que a Lei justa declina e a lei injusta se levanta, EU me manifesto para salvação dos bons e destruição dos maus. Para restabelecimento da Lei, EU nasço em cada Idade.

Bhagavad-Gïta, livro IV, vers. 7-8

Profundo e inefável mistério envolve a vida de Jesus o Cristo perfumada pelas mais belas flores de santidade, colorida pelos tons mais diáfanos da sabedoria. Transcorridos dois mil e alguns anos sobre a sua passagem pela Terra, a sua Presença, Pensamento e Obra continuam a ser o sinal mais evidente da manifestação de Deus sobre a Terra, a tal ponto que até os artistas que fizeram o papel do Messias ou Avatara para o teatro ou o cinema viram as suas vidas seriamente alteradas, o seu pensamento gravemente atingidos nas fímbrias mais íntimas pela personagem divina representada, incarnada num momento cénico reproduzindo a solenidade de um momento único no Teatro da Vida, assim mesmo realizando o mais elevado sentido último dessa palavra Teatro, que é dizer, “Acto Divino” (Theos+Acto).

A Tradição Iniciática das Idades revela o Senhor Jesus o Cristo como um dos raríssimos Seres que alcançou os mais elevados Graus da Disciplina Iniciática – Arani Dhruva Paraemi Paryapti Samyama – muito antes da actual Raça-Mãe Ariana urgir no palco evolucional do Mundo, portanto, na anterior 4.ª Raça-Mãe Atlante, e que quando se manifestou na actual há pouco mais de dois milénios já possuía o elevado galardão espiritual de Bodhisattva ou “Budha de Compaixão”, algo equivalente à 7.ª Iniciação Real correspondendo ao estatuto de Supremo Instrutor do Mundo cuja Palavra Viva até hoje fá-lo o Salvador de Homens e Anjos cuja tónica de Amor-Sabedoria revela-o Avatara Integral da própria Segunda Hipóstase do Logos Planetário e, consequentemente do Logos Solar agindo por aquele. Este Cristo Cósmico ou Universal é mais que o Jesus Homem, é a própria Presença Divina agindo pelo seu veículo privilegiado, é o Avatara no Avatarizado, ou ainda, o Espírito de Verdade manifestado no corpo eleito.

Quando o Bodhisattva ou Christus manifestou-se através de Jesus há dois milénios e alguns anos, reproduziu todos os Passos da Verdadeira Iniciação nos principais lances de sua vida, o que os próprios evangelhos sinópticos apontam. Com efeito, a vida do Excelso Mestre (Jeoshua Ben Pandira, em hebreu, ou Tyani Tsang, em tibetano, também chamado Issa e que é o mesmo Jesus) reparte-se por cinco etapas principais representativas das cinco Iniciações Reais que levam do Discipulado ao Adeptado. Tem-se o seu NASCIMENTO no interior de uma caverna em Belém, e tal facto expressa a Iniciação Mineral e a formação do Corpo. Após, o BATISMO no Rio Jordão como Iniciação Lustral ou Líquida – momento singular em que Jesus foi avatarizado pelo Espírito de Verdade descido do Céu ou Sol Espiritual como uma Pomba alva – levando ao desabrochar do princípio Emocional, Psíquico ou Astral. Seguiu-se a TRANSFIGURAÇÃO no Monte Tabor – onde a natureza real do Cristo se revelou aos discípulos – correspondendo à Iniciação Ígnea ou Mental, com o despertamento do princípio afim. Levantaram-se nuvens sombrias e rebentou a tempestade terrível da Tragédia da CRUCIFICAÇÃO – pouco antes, no Monte das Oliveiras, o Avatara abandonava os veículos emprestados do Avatarizado: “Pai, afasta de Mim este Cálice!”, e mais sereno, aceitando o destino fatal próximo qual Cordeiro submisso deixando-se arrastar à imolação: “Que se cumpra a Tua Vontade!” – no Monte Gólgota, instante derradeiro do domínio da Personalidade humana pela Individualidade espiritual cujo fluxo celeste (Fohat) se encontra e cruza com o influxo terrestre (Kundalini) formando o Cruzeiro Mágico da Redenção pela Dor. Este estado é o do Chrestus ou o mesmo Arhat (de Fogo), cuja Iniciação Volátil, Aérea ou Intuicional leva ao despir dos Véus de Ísis, ao penetrar na Sabedoria Oculta doravante Revelada, facto assinalado na cortina do Tabernáculo que se rasgou no momento do último suspiro do Senhor. Mas resta a RESSURREIÇÃO, mensagem maior do Cristianismo, e essa é a Iniciação Asekha, Akáshica ou Etérica como a Quintessência Universal correspondendo à plenipotência manifestada do princípio Espiritual (Jivatma, Nirvânico, Vida-Consciência, etc.) quando o Homem se transforma, de facto e direito, Super-Homem, Homem Divino, Mahatma, verdadeiro Adepto Real ou Mestre Perfeito.

Isso induz a seguinte tabela de correspondências:

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As escrituras do Novo Testamento repetem consecutivamente que Cristo pouco antes de ascender ao Céu (do Segundo Trono projectado na Terra, no Terceiro Trono idealizado na Jerusalém Paradísica que vem a ser Shamballah, o Sol Oculto do Globo, Centro da própria Canaã simbólica, a Asgardi sendo o Mundo de Agharta), prometeu volver sobre a Terra no Fim dos Tempos, isto é, no Final do Ciclo de Peixes e dar início a uma Nova Era que é exactamente o momento intercíclico actual por que passa a Humanidade, vindo restaurar a Boa Lei e instaurar o seu Reinado de 10.000 anos (correspondente ao actual 8.º Ramo Racial) marcado pela concórdia dos povos em franca harmonia mental e coracional. Essa Segunda Vinda ou Advento de Cristo sobre a Terra é a Parúsia, “Presença” em grego, evento anunciado pelo próprio Avatara ou Messias como Paracleto, “Consolador” em grego, em Mateus 24: 27, e como Juiz das Nações, também em Mateus 25:31:46, tomando assim as feições de Profeta ou Pontífice de Deus, como o foi Jesus, e de Juiz ou Monarca de Deus, como o foi Jairo, irmão gémeo daquele, segundo a Tradição Iniciática, ficando o Cristo para os dois como Rei e Sacerdote (Melki-Tsedek, o mesmo Chakravarti, o Kumara ou Planetário da Ronda de quem Ele era a expressão representativa directa). Os Apóstolos deram lugar destacado ao Advento, sobretudo nos Actos 10:42, e nas epístolas (Romanos 2:5-16, 14:10; I Coríntios 4:5; II Coríntios 5:10; II Timóteo 4:1; II Tessalonicenses 1:5; Tiago 5:7). Desde então que Cristo é aguardado, muito mais nos dias angustiosos que o mundo pena sobrando só como derradeira esperança a Sua vinda e o início da Nova Jerusalém…

Mas não é só o mundo cristão que O aguarda. Também os demais povos, através das suas culturas religiosas e respectivas tradições, crêem e aguardam o Seu advento no “Fim do Ciclo podre e gasto” que é o tempo presente, e mesmo dando-lhe nomes diversos conforme as suas culturas, a Essência Divina, o Espírito Avatárico permanece o mesmo… Os hindus referem-se a Kartikeya, o “Guerreiro Celeste”, como o Kalki-Avatara, que cavalga o “Corcel Branco”, a 10.ª derradeira Encarnação do Deus VISHNU – equivalente ao Segundo Logos, o CRISTO UNIVERSAL como a mais lídima expressão do AMOR-SABEDORIA. Os tibetanos falam de Maitreya, os mongóis de Chenrazi, os japoneses de Miroku. Os muçulmanos aguardam o Iman Madhi, os judeus o Messiah, os persas o Sossioh, e finalmente os portugueses o Encoberto, o mais Desejado. Enfim, a esperança no Seu retorno é universal como é a própria Parúsia. Se as profecias dos verdadeiros vates, sibilas, pitonisas, bandarras ou profetas de todos os tempos passados não falharam até hoje, por que haverão de falhar no futuro?…

Convém, no entanto, manter a maior prudência relativamente aos hodiernos lances divinatórios de natureza milenarista e apocalíptica, não raro ambas inextricavelmente juntas, limitando a manifestação da Divindade a dado tempo e lugar, fenómeno afim à ideologia messiânica de grupos humanos distintos mas excluídos do sentido divino do mesmo, onde o tempo e o espaço sagrados são absolutamente distintos do tempo e o espaço profanos, tal qual o Divino é distinto do Humano a todos os níveis no Plano da Manifestação ou Mundo das Formas.

Esse último parágrafo remete-me mais uma vez para o assegurado (por alguns) evento avatárico na data de 28 de Setembro de 2005, que durante cerca de 30 anos repeti exaustivamente via a ser o dia da grande decepção, o que se confirmou não precisando eu ser profeta nem adivinho: bastaram umas poucas noções elementares de Teosofia. O Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Teosófica Brasileira (1928-1969), assinalou inúmeras vezes e destinou a data supracitada como marco inicial da ERA AVATÁRICA DE MAITREYA, o CRISTO UNIVERSAL, englobando os já referidos 10.000 anos deste 8.º Ramo Racial destinado a semente ou projecção de uma Nova Raça, a 6.ª, nascida de todas as experiências e valores do Passado. De maneira que “Cristo advirá sobre a Terra” quando o Homem O descobrir ou despertar primeiro em si, no mínimo três quartos da Humanidade vindo a afectar positivamente o quarto que sobeja. Então, com todas as condições físicas e psicomentais criadas por certo Ele advirá sobre a Terra, esta que também estará num estado de matéria diferente, muito mais etérico e vibrátil que o espesso e imóvel actual, em conformidade à conciência global por certo muito mais elevada. Mas em que data, dia, hora e minuto? Todas as que a vã fantasia humana quiser, mas, certamente, naquela que SÓ ELE SABE.

Isso mesmo tive ocasião de responder numa carta remetida em 5.07.2005 para São Lourenço, Sul de Minas Gerais, Brasil: “Se então ou pouco depois (até ao final deste ciclo solar de 35 anos) o CRISTO UNIVERSAL virá ou não virá, bem, só Ele o sabe e de que maneira o fará, certamente não para um homem ou uma organização mas para toda a Humanidade, já que Ele é o Supremo Instrutor do Mundo, de Homens e de Anjos – o Excelso e Divino Bodhisattwa CHENRAZI AKTALAYA MAITREYA.

“Consequentemente, é uma perfeita insanidade pretender a Expressão Viva do ETERNO ser e fazer o que nós pretendemos e fazemos. Mas estamos falando de Deus, do Cristo Universal, e não de um qualquer humano, infalivelmente – ou não fosse humano… – com as suas limitações, doenças, impropriedades, etc., o que é perfeitamente legítimo a qualquer e vulgar criatura humana. Por isso, quando perguntavam ao Professor Henrique José de Souza “como iria agir Maitreya na `sua´ Sociedade?”, ele respondia invariavelmente o mesmo: “Mas Maitreya irá querer saber da Sociedade para alguma coisa?…” Sim, porque Ele vem – quando muito bem decidir e condições humanas hajam para tanto – para toda a Humanidade, e não para uma exclusiva parcela mínima da mesma.

“Os Mistérios da Cristandade ligam-se inteiramente ao escrínio lapidar da Serra Sagrada de Sintra, alter-ego de MARIZ NOSTRUM, como seja o Quinto Universal em consonância com o Quinto Bodhisattva, Jeffersus. É também pecado capital, karma voraz contraído falar e tratar do CRISTO DIVINO como se falasse e tratasse de um qualquer homem simples à mercê das impropriedades comuns da sua natureza Jiva ou, tão-só, Vida-Energia. Por falar em JEFER-SUS (Jeffersus, como herança nominal do Divino avatarizando o humano Jeoshua Ben Pandira há dois mil e alguns anos atrás), fixe-se: CRISTO ou MAITREYA são uma e mesma Entidade. É, como disse atrás, o Divino BODHISATTVA como Supremo Instrutor Mundial de Homens e de Anjos. É o Avatara – Messias, Manifestação do Espírito de Verdade – da Segunda Hipóstase AMOR-SABEDORIA do Logos Solar – o Supremo Arquitecto do Universo – que se manifesta pela mesma Hipóstase do Logos Planetário, o Segundo Trono, em quem está o Sexto Luzeiro AKBEL com MAITREYA representando-O do Mundo Intermediário ou Celeste ao Terreno ou Humano.

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“De modo que, para melhor compreensão didáctica, comporei o esquema seguinte:

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“De maneira que MAITREYA expressando o Mundo Divino ou de BRAHMA, o PAI, se «bicéfala» em dois Aspectos a partir do Mundo Intermediário, aqui como BUDA CELESTE (APAVANA-DEVA) dando expressão a VISHNU, o FILHO, vindo projectar-se no Mundo Humano ou Inferior como BUDA TERRESTRE (MITRA-DEVA), Avatara da Terceira Pessoa, ou seja, SHIVA, o ESPÍRITO SANTO… Isto vale por o FOHAT celeste a «cavalgar» a KUNDALINI terrestre e se torna assim de Consciência Interplanetária e Transcontinental, logo, UNIVERSAL, por ser a antropomorfização da própria SHAMBALLAH – ou SALÉM, WALHALLAH, “Vale de Allah ou Deus”, etc., sendo o “Laboratório do Espírito Santo”, o Núcleo ou Sol Interno do Globo – na Face da Terra, nesta exprimindo ao SEGUNDO TRONO como TERCEIRO TRONO que é!

“De maneira que sendo Três Aspectos no Mundo Mayávico ou das Formas, em verdade é UM SÓ que a Si mesmo se projecta em três dimensões de Ser – Divina, Celeste, Humana. Donde MAITREYA significar “SENHOR DAS TRÊS TRAMAS, MAYAS, MUNDOS”… porque a sua Essência está acima delas, absorvida no ESPAÇO SEM LIMITES do próprio ETERNO, antes, da SUBSTÂNCIA UNIVERSAL (SVABHÂVAT).”

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Repito o que já disse e escrevi reiteradamente desde há tantos anos: a Consciência do CRISTO UNIVERSAL é isso mesmo – UNIVERSAL, Cósmica, “Transcontinental” por abarcar a Terra inteira indo muito além dela. Quando Ele advir sobre a Terra não precisará de ninguém para O anunciar nessa Hora: um e todos os reconhecerão unanimemente pela vibração de AMOR-SABEDORIA de seu Ser. Antes, segundo as Revelações do Venerável Mestre JHS, chuva de estrelas – “lágrimas de São Lourenço” – sobre o Pólo Norte e lavas vulcânicas desde o Pólo Sul, além de outros eventos propiciados pela Grande Hierarquia Branca, indo desfechar num arco-íris que volteará a Terra, anunciarão o Seu advento próximo. Quando? Quando o Homem se dispuser à transformação verdadeira de si mesmo e alguns insensatos finalmente deixarem de brincar com coisas sérias, seríssimas, então, sim, O reconhecerá… porque, afinal, JÁ VEIO… e ninguém O reconheceu! Quem era ou é? AKBEL em forma humana.

Maitreya (मैत्रेय), que em sânscrito significa literalmente o “Amorável”, também quer dizer “Consolo, Consolação. Logo, a Sua presença será consolação espiritual para todos os Munindras”. – In Carta-Revelação de JHS de 27.12.1949, Livro O Despertar de Mahimã. Quando os Rosacruzes e outros Místicos apontam Cristo como “o maior dos Arcanjos Solares, senão mesmo o próprio Espírito do Sol”, a afirmação exige apuramento: descrito dessa maneira simples e exaltada, indica que o Ser Assúrico que é Maitreya chega a confundir-se com o próprio Espírito ou Logos Solar (Surya) de quem é Avatara canalizando as suas energias para a Terra através do Logos Planetário (Bhumi), assim se identificando integralmente ao Segundo Aspecto da Divindade como AMOR-SABEDORIA nisso assumida como o CRISTO CÓSMICO. Trata-se da Metástase Avatárica da Divindade Humana com a Divindade Universal, o que está indicado na sigla cabalística JHS. Ainda no mesmo Livro-Revelação de JHS, na Carta de 19.10.1949, pode ler-se relativamente a esta questão:

“Há um Sol Central Espiritual, invisível e inatingível. Em seu torno Polar gira a sua Primeira Manifestação. Na Segunda, o Equatorial, com o Segundo Aspecto. E o Terceiro Aspecto é o Sol Visível. É uma alegoria bela e profunda. O que chamamos Deus é aquele Centro do próprio Sistema. O que chamamos a Via Láctea (uma lente biconvexa dilatada no Centro) constitui-se de uns cem bilhões de Sóis girando em torno desse Ponto, e ainda todas as galáxias do infinito. É o Sol Espiritual Oculto em seu estado passivo, mas como Causa de toda a Actividade; onde termina toda a Actividade, é onde se encontra toda a plenitude do Ser. É o Logos com as Três Hipóstases, segundo as sábias tradições alexandrinas. As suas Três Hipóstases correspondem a Três Centros: o Sol Polar – o Olho de Dhruva, o Sol Equatorial – Sirius, e o Sol Visível.

“Por isso há referência ao Sol Oculto. A sua Primeira Hipóstase tem como centro a Estrela Polar cujo olhar, desde a Aurora de um Grande Dia, não deixa de estar fixo sobre a Terra. É o Olho de Dhruva. Os pecados que os homens cometem durante o dia podem ser destruídos à noite, se eles meditarem sobre a Luz de Dhruva. É a Vontade. Neste Centro Cósmico, o Princípio da Vontade se manifesta como Espiritual. O Sol Equatorial se identifica com Sirius; é o Cristo Cósmico – o Verbo, o Hálito, o Princípio da Vida. O Princípio da Vontade como o Olho de Dangma, o Verbo como a Boca e as Narinas do Homem Cósmico; o Princípio de onde surge na Terra a manifestação do Espírito de Verdade. Surma é o filho de Surya, o Sol, sob a protecção do Olho de Dhruva. O 2.º Logos tem esta expressão de Sothis, Canis, a estrela que marcava as enchentes do Nilo e que viria a originar o calendário egípcio. O 3.º Aspecto, o Físico, é o Coração do Mundo, é o Grande Centro que irradia as energias electromagnéticas que se liquefazem em nosso sangue. O Sol que vemos foi considerado como uma Potência Feminina. Os indígenas o chamam “A Sol”. Podemos dizer que é o Aspecto Feminino Aditi, a Potência Cósmica Materna que origina toda a Vitalidade ligada à Virgem Maria – o Aspecto Feminino como um Centro Cósmico.

“O 2.º Aspecto é o Filho, o 1.º é o Pai e o Central é o “Motor Invisível”. Com estes Três Aspectos, precisa o Logos agir para se manifestar e através dos quais toma a Forma Vivente: os Pitris Agniswattas (Solares) e os Pitris Barishads (Lunares). Na Grande Ursa, nas Plêiades ou Krittikas, são respectivamente os 7 Irmãos em torno de Amba (a Grande Mãe), e os 7 Pitris em torno do Senhor das Águas, Ambahansi. O Logos manifesta-se através das Três Hipóstases Cósmicas. Para tanto se apoia em duas coisas: Amba e Ambahansi, a Grande Mãe e o Senhor das Águas. Quando Sirius vai tomar forma são as Krittikas, as Ambas ou Mamas, as Plêiades quem o criam, as Amas. Este Ser é Kartikeya, o Guerreiro Celeste. Senhor dos Poderes Cósmicos – Akdorge. É a Segunda Hipóstase com o Nome e a Forma que lhe dão os Rishis e as Plêiades apoiados, respectivamente, na Grande e na Pequena Ursas. E os seus Pais O apresentam na Terra.

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“Estes são os Sóis de Vida – a Mãe, o Filho e o Aspecto Vontade, o Pai. São os Três Aspectos de que resultam Akbel, Ashim, Beloi em relação aos três Astros. O Dragão Celeste, o Guardião dessa região do Guerreiro Kartikeya. É o mistério de Júpiter, Mercúrio e Saturno (J.H.S.) através das Três Hipóstases. Akta-Alaya é a Alma Ungida do Universo – Iaja.

“Assim, em relação aos 3 Sóis o que vemos não é o Surya das tradições indianas. Um Sumo-Sacerdote da Fraternidade Budista do Norte da Índia já esclareceu, em certa ocasião, que Surya é o Instrutor Universal; o 2.º Aspecto liga-se ao 1.º, resultando os 3 Sóis: Pai, Mãe e Filho – uma Forma Única. O Avatara Aktalaya (Maitreya) é a expressão das Três Hipóstases no mesmo Ser.

“O Sol Físico é Allamirah, a Alma da Lua onde esplende o Espírito do Sol, a síntese de todas as Krittikas ou Plêiades que serviu de Hálito para a Terceira Hipóstase.

“O Sol Equatorial corresponde a Akdorge e Aktalaya, o Filho Cósmico. Akbel é a Vontade como Maha-Rishi (isto quando ainda separados). Quando preparados para a Grande Síntese, os 3 Aspectos passam à fusão no Integral, apoiados nos Rishis e nas Plêiades (quando separados nas 3 Hipóstases são diferentes). Daqui a uns 20 anos, Aktalaya estará perfeitamente desenvolvido. Agora ainda é o Filho no Segundo Aspecto. No momento da Síntese, o Primeiro e o Terceiro Aspectos se fundem no Segundo, e Aktalaya passa a constituir uma expressão dos Três Aspectos. E os Seres que nele desaparecem se apoiam nos Rishis e nas Plêiades, como Agniswattas e Barishads (Arcanjos e Anjos), as Colunas Sol e Lua.”

A teologia hindu é pródiga a assinalar as manifestações planetárias do Deus Vishnu ou o Segundo Aspecto do Logos Único através dos seus Avataras, faltando a reaparição sobre a Terra do 10.º, o Kalki-Avatara como o mesmo Maitreya, assim tomado como Avatara Síntese de todas as manifestações anteriores revelado como Omnisciência de Deus. Dos 10 Avataras de Vishnu (Dashavatara), segundo o Rig-Veda, já se manifestaram os seguintes: 1.º Matsya; 2.º Kurma; 3.º Varuna; 4.º Nirshima; 5.º Rama; 6.º Parashu-Rama; 7.º Rama-Chandra; 8.º Krishna; 9.º Gautama. Mas como a Tradição Iniciática das Idades fala num total de 14 Avataras de Vishnu (correspondentes aos 14 pedaços ou expressões de Osíris – o Logos Solar), ter-se-á: 10.º Akdorge (Kalki-Avatara); 11.º Akgorge; 12.º Mitra-Deva; 13.º Apavana-Deva; 14.º Maitreya.

A potencialidade desses últimos cinco Avataras manifestar-se-á em simultâneo porque, em verdade, Ele são UM só, como Bodhisattvas (Akdorge e Akgorge) avatarizados pelos respectivos Budhas (Mitra-Deva e Apavana-Deva), Seres de uma 7.ª Iniciação Cósmica para afins de uma 8.ª Iniciação Cósmica, todos como expressões de um único MAITREYA.

Akdorge Avatara de Mitra-Deva = Plano Físico avatarizado pelo Mental (Avatara de Shiva, 3.º Logos, Omnipresença).

Akgorge Avatara de Apavana-Deva = Plano Emocional avatarizado pelo Intuicional (Avatara de Vishnu, 2.º Logos, Omnisciência).

Aktalaya Avatara de Maitreya = Plano Mental avatarizado pelo Espiritual (Avatara de Brahma, 1.º Logos, Omnipotência).

Maitreya é a Essência Divina de todos os Bodhisattvas e Budhas como Avatara do próprio Espírito ou Atma Universal.

10 Avataras

O Kalki-Avatara de Vishnu, enfim, tem como representação tradicional Akdorge ou o São Jorge cristão, lídima expressão directa do Senhor dos Três Mundos, Maitreya, o Budha-Mercúrio assim apontado por se o colocar na cúspide governativa da 6.ª Raça-Mãe Mercuriana, a Raça Dourada, semente das futuras 6.ª Ronda e 6.ª Cadeia Planetária. Akdorge vem a ser o Desejado ainda Encoberto, o Príncipe do V Império cujo Monarca Universal é o próprio Quinto Luzeiro, o Ishvara AL-DJABAL, o “Todo-Poderoso” ARABEL. É o Messiah aguardado pela raça de Judah, mas colectivamente é o Ex Occidens Lux, o Grande Ocidente Ibero-Ameríndio que já despontou na Nova Aurora do Mundo de acordo com o Novo Ciclo de Evolução Universal.

O Senhor Maitreya é descrito como ocupando actualmente um corpo céltico cujo brilho intensíssimo da sua aura a tudo a e todos se distende fazendo vibrar o mais profundo e transcendente sentimento de Amor. De longos cabelos d´oiro velho, barba em ponta e olhos de brilho transparente com cintilâncias violáceas ou purpúreas, tem uma altura aproximada de três metros e é em Shamballah a irradiação em arco-íris vivo do Amor-Sabedoria de Deus, é a própria corporização do Eterno, o testemunho e garante perpétuo da Aliança de Deus com o Homem. É como diz a letra do Mantram do 2.º Raio de Luz:

Advenha a Energia doce e harmoniosa do 2.º RAIO de Deus, como AMOR-UNIDADE e SABEDORIA-ETERNA!

Que o AMOR-UNIDADE (provindo do Coração Flamejante do Divino Mestre) irradie através do meu próprio Coração assim Iluminado, iluminando, unificando e inspirando a SABEDORIA-ETERNA à Comunidade dos Munindras, e irradie, silenciosamente, da Comunidade dos Munindras a dulcificar as relações humanas!

O AMOR-UNIDADE é a Essência do próprio Universo.

Por Ele, tudo existe.

Por Ele, todos estamos, para sempre, interligados.

BIJAM

Desempenhando a função de Supremo Instrutor do Mundo na cúspide da Hierarquia Planetária ao lado do Manu (Vaisvasvata) e do Mahachoan (Viraj), o Bodhisattva Maitreya e aqueles têm a seu cargo:

MANU:

Poder da Vontade (Pai)

A Política

A Raça

BODHISATTVA:

Amor-Sabedoria (Filho)

A Educação

A Fé

MAHACHOAN:

Actividade Inteligente (Mãe)

A Civilização

A Ciência

O Manu, o Bodhisattva e o Mahachoan mais que personalidades em si são funções determinadas, tipos de energia, formas de consciência específicas. Tome-se o seguinte exemplo: actualmente existem dois Manus. Um, o principal, é o Manu Vaisvasvata da 5.ª Raça-Mãe Ariana, que está no apogeu das suas funções. O outro é o Manu Chakshusa, Legislador da Raça-Mãe anterior, a Atlante, trabalhando actualmente no que resta dela acompanhando-a no balanço final dos aspectos conseguidos em toda a sua evolução.

Também não é demais considerar não dever-se confundir o Cristo com o Bodhisattva. São funções diferentes, embora por vezes um Cristo possa assumir a função de Bodhisattva, como é o caso actual do Senhor Maitreya. Observe-se: o Cristo ou Chrestus é aquele que crestado foi pela prova do fogo da 4.ª Iniciação, correspondendo à Crucificação. Todos que passaram, pois, pela 4.ª Iniciação são Cristos. Mas o Bodhisattva é mais do que isso, por ter alcançado a 7.ª Iniciação como a mais elevada possível aos Seres da Hierarquia Humana com isso tornando-se Christus Universal, na sua relação absoluta tanto com a Terra, como com o Céu e ainda com o Inferno ou Mundo Subterrâneo, a Morada Oculta dos Deuses.

O Mahachoan também tem uma função muito importante. Na sua relação com a Mãe Divina como ideoplasmação do Espírito Santo, o Terceiro Trono, é ele quem supervisiona não só o 3.º Raio de Atributo mas igualmente os 4 Raios subsidiário dele (no todo 7), tornando-o “Supremo Dirigente da Grande Confraria Branca dos Bhante-Jauls”.

Dos esforços espirituais e humanos de 7 Adeptos ou Choans nasce um Bodhisattva, tal como dos esforços de 7 Bodhisattvas forma-se 1 Budha. Pois bem, durante largos milénios e até ao seu Advento o Senhor Maitreya desempenha a função de Bodhisattva da Raça actual e desempenhará a de Budha na futura, sendo sabido dos estudantes de TEURGIA E TEOSOFIA que uma Ronda Planetária comporta 7 Raças-Mães cada uma com o seu Budha e o Bodhisattva, em parte identificados na obra tibetana Kalachakra-Tantra, como sejam:

1.ª Raça-Mãe Polar – Bodhisattva Krakucehanda – Budha Dipankara

2.ª Raça-Mãe Hiperbórea – Bodhisattva Kanakamuni – Budha Krakucehanda

3.ª Raça-Mãe Lemuriana – Bodhisattva Kasyapa – Budha Kanakamuni

4.ª Raça-Mãe Atlante – Bodhisattva Sakyamuni (Gautama) – Budha Kasyapa

5.ª Raça-Mãe Ariana – Bodhisattva Maitreya – Budha Gautama

6.ª Raça-Mãe Bimânica – Bodhisattva Akdorge – Budha Maitreya

7.ª Raça-Mãe Atabimânica – Bodhisattva Akgorge – Budha Akdorge (Aktalaya)

A Tradição Iniciática afirma que desde 24 de Fevereiro de 1949 o Senhor Maitreya tem projectado as suas energias directamente de Shamballah ao Ocidente do Globo, e que o seu nome é português diverso do conhecido oriental. A aproximação do Cristo Universal e da Hierarquia dos Mestres à Humanidade torna-se mais sensível nos períodos de Plenilúnio sobretudo de Áries, Taurus e Geminis, cujas energias construtivas são captadas directamente pela mecânica templária da Comunidade dos Munindras ou Discípulos do Novo Ciclo a Luzir, dessa maneira colaborando na abertura física e psicomental do caminho ao Advento do Supremo Instrutor do Mundo, Salvador de Homens e de Anjos.

Falando de Plenilúnios ou Luas Cheias, o tema exige a clarificação de alguns tópicos da maior importância relativamente às fases lunares. Como já foi descrito, a Teurgia considera a existência de três Sóis no nosso Sistema de Evolução Universal: o Sol Interior (que vibra no centro da Terra), o Sol Exterior (que vibra no centro do Sistema Solar) e o Sol Oculto (como Oitavo do Sistema) em torno do qual o Sol Exterior se move acompanhado dos planetas. Pois bem, o que se vê no Sol Exterior ou Físico não é senão a manifestação de algo que se esconde dos sentidos comuns, ou seja, o Sol Oculto ou Espiritual, de quem aquele é emanação, reflexo para o nosso Sistema Planetário. Se o Sol Físico é o mantenedor e dador da Vida, é igualmente o símbolo espiritual da Luz da Alma reflectindo a Evolução futura no Presente. Ao contrário, a Lua é um planeta morto, cadáver de um ciclo de existência anterior (Cadeia Lunar) em desintegração, símbolo das experiências do Passado. A verdadeira Lua – Chendra – existiu no Passado e representa a respectiva Evolução.

De maneira que a verdadeira Lua existe no Plano Etérico, é constituída de matéria etérica ou vital e reflecte o Plano Búdhico, Intuicional ou do Espírito de Vida. A Lua iluminada é, pois, o veículo sideral por onde se dimana a Consciência da Alma Espiritual, a Consciência da Hierarquia Branca, a Quinta Essência Divina. Esta expressa-se, por sua vez, como reflexo, no Plano da Hierarquia Oculta, da Consciência do Segundo Mundo Celeste ou Akasha Superior, a Região dos Sete Autogerados ou Logos Planetários, ou seja, o Mundo do Eterno Som ou Verbo do Segundo Aspecto do Logos Solar. Como tal, a Lua exprime a Luz Espiritual da Alma por sua vez flectindo na consciência física. Símbolo da Mãe, a Lua é quem separa o Sol da Terra, o Pai do Filho. Por ela o Filho recebe os Raios Espirituais do Pai, contudo, já diferenciados pelas qualidades impressas pela Mãe. É sobretudo a Lua-Cheia o “espelho mágico” reflector da máxima expressão da Luz incidindo nela. Mas, o que incide realmente nela?

As revelações do Venerável Mestre JHS – Professor Henrique José de Souza – ensinam que o fenómeno da luminosidade da Lua encerra um grande mistério ainda não desvendado pela Astronomia moderna. Intrigados, os astrónomos não sabem explicar certas anomalias que contrariam o seu modelo científico relativamente ao comportamento da Lua. A realidade esotérica é que nem sempre a Lua reflecte a luz do Sol Físico, mas a luz projectada do seio da Terra pelo Sol Interior. A Lua Cheia, como espelho reflector das energias irradiadas do Sol Interno, permite beneficiar de uma ocasião excepcional para receber e dirigir as poderosas vibrações que dimanam de Shamballah.

Shamballah, o Sol Interno da Terra, é “o Sol na Lua”, o transcendente no subjectivo, alimentando todo o planeta com as energias espirituais e materiais captadas e distribuídas pela Hierarquia dos Mestres, outro ponto focal encabeçado pelo Supremo Instrutor do Mundo, o Cristo na sua função de Bodhisattva. É deste segundo Centro ou Foco de Irradiação que fluem as energias transmitidas pelo Cristo à Humanidade, o terceiro Foco, como resposta às suas aspirações e súplicas, e o faz através dos Iniciados e Discípulos estrategicamente dispostos no Mundo e os mais próximos da Hierarquia Humana, aproveitando as energias despendidas nos Plenilúnios indo constituir um canal, cada vez mais apto, à satisfação dos desígnios da Hierarquia Branca.

Acompanhando o Compasso Quaternário marcado pelos ciclos lunares, estes vêm a corresponder às fases de preparação interior do Munindra, como sejam: 1) Lua Nova, o período neutro, correspondendo ao Mental e à APREENSÃO; 2) Quarto Crescente, passivo, a fase de PERCEPÇÃO Emocional; 3) Lua Cheia, activa, sendo a etapa da MANIFESTAÇÃO Física; 4) Quarto Minguante, outra fase passiva de PREPARAÇÃO Emocional, Psíquica ou Astral.

Fases da LuaTal como a Lua Cheia emite para a Terra o Fluxo Vital dos Sóis Sistémico e Planetário, igualmente sucede o Refluxo Vital no Novilúnio ou Lua Nova, portanto, repetindo-se o Fluxo Akáshico ou Etérico saturado de Prana, a Energia Vital afluindo ao Corpo Etérico da Terra e de todos os seres, sobretudo do Homem. Contudo, para a maioria dos ocultistas, por seu distanciamento aparente do Sol e igualmente aparente aproximação da Terra, a Lua Cheia é considerada negativa. Pelo contrário, por sua aproximação aparente do Sol e distanciamento aparente da Terra, a Lua Nova é considerada positiva, assim mesmo tomada como o período de Fluxo e aquela de Refluxo…

Aparentemente estará correcto. Isto por a Lua Cheia reflectir a Luz plena de AGHARTA despendida do seu Sol Interno ou Laboratório do Espírito Santo (Terceiro Logos), a mesma SHAMBALLAH, e que quando se afasta da mesma acercando-se do Sol Externo perde a influência, perde o brilho ficando neutra, torna-se coisa nova, Novilúnio.

Mas face ao Sol da Terra projectando a sua Luz sobretudo pelo Pólo Norte indo reflectir-se na Lua, o Plenilúnio corresponde efectivamente ao Fluxo Vital da Terra ao Céu ou Sol Sistémico, enquanto o Novilúnio ao Refluxo Vital ou “resposta” do mesmo Sol à Terra. Nisto consiste a sístole e diástole do Sol Anímico ou Gravídico do seio da Terra, que é vivo em relação à Lua que é morta, satélite da Terra e não do Astro-Rei. Mais uma vez, confirma-se que tudo quanto acontece no nosso Globo e em relação ao mesmo, só pode ter origem na própria Terra.

Na realidade, do Sol em relação à Terra a Lua Nova emite o Fluxo e a Lua Cheia o Refluxo. Mas também e na suprema realidade, da Terra em relação ao Sol a Lua Cheia emite o Fluxo e a Lua Nova o Refluxo. A bom entendedor…

Fluxos lunaresPor esse motivo, é que a Bênção anual do Rei do Mundo à Hierarquia Planetária e à Humanidade tem a duração não de um momento ou dia mas todo o mês compreendendo as duas lunações principais, começando na Lua Nova de Maio e desfechando apoteoticamente na Lua Cheia do mesmo mês, que para os hindus é o período do Ramayana, para os tibetanos e mongóis o de Wesack, para os judeus o da Neomênia, e para os cristãos o mês de Maria, a Mãe Divina, expressiva do Divino Espírito Santo.

Como disse, há três Plenilúnios que merecem especial atenção pela sua suprema importância para o desenrolar da evolução humana e espiritual da Humanidade, durante os quais a Grande Hierarquia Branca realiza as suas principais Celebrações onde o Senhor dos Três Mundos, Maitreya, tem função destacada deste Shamballah à Hierarquia e à Humanidade. Ou sejam, na Lua Cheia do Carneiro realiza-se a Festa do Cristo, na do Touro a de Buda ou de Shamballah, e finalmente na de Gémeos, a do Mahachoan como a da própria Humanidade, isto é, Páscoa – Wesack – Asala.

Páscoa

Ritual da Páscoa – Lua Cheia do Carneiro

É a Festa do Cristo Vivo, Ressuscitado, do Supremo Instrutor de Homens e Anjos servindo de Pontífice, Ponte, Vau ou Passagem (ou Pessah, em hebraico, significado exacto do termo Páscoa) entre Shamballah ou Salém e a Humanidade postado à cabeça da Hierarquia Planetária. Neste dia é reconhecida a Hierarquia de Mestres, Iniciados e Discípulos que Ele dirige, dando-se ênfase à natureza do Amor de Deus afim ao 2.º Raio de Amor-Sabedoria. Esta celebração é fixada anualmente de acordo com a primeira Lua-Cheia da Primavera (hemisfério norte), constituindo o grande evento espiritual do Ocidente.

Wesack

Ritual de Wesack – Lua-Cheia do Touro

É a Festa de Buda, o Pontífice entre Shamballah na pessoa do Rei do Mundo e a Hierarquia Planetária representada pelo Bodhisattva. O Buda é a expressão da Sabedoria de Deus, a personificação do Pai, do 1.º Raio de Vontade ou Poder, e com isto exprime inteiramente o Desígnio Divino para o Ciclo Planetário em vigência. Por Ele se manifesta o Rei do Mundo que emite a Sua Bênção anual recebida pelo Bodhisattva que a transmite à Hierarquia dos Mestres, por sua vez irradiando-a a todos os Discípulos no Mundo e à Humanidade. Realizada durante muitos séculos, desde a passagem à imortalidade do Sidharta Sakyamuni Gautama, no Vale de Wesack ou “Maio”, no Norte da Índia e fronteira com o Tibete, esta celebração de alcance planetário constitui a principal festividade espiritual e religiosa do Oriente. Também é conhecida como Festa de Shamballah, Festa de Agharta e Dia da Bênção do Chakravarti, o Rei do Mundo.

Asala

Ritual de Asala – Lua Cheia de Gémeos

É a Festa do Supremo Dirigente da Grande Loja Branca, o Mahachoan, ante a Humanidade, com um especial realce no Nepal e Ceilão, correspondendo no Cristianismo à celebração do Corpo de Deus que é a mesma Humanidade, da qual Cristo é o “bom Pastor” dirigindo-a através do Mahachoan, desta maneira sendo pontífice o Bodhisattva e a Humanidade. Asala significa literalmente Junho, mas na realidade correspondendo ao aniversário do sermão onde Buda revelou à Humanidade o Caminho da Libertação do Karma, o famoso Suta-Dharma-Chakrapavatana (literalmente, “O Giro da Roda da Lei”). É a Festa da Humanidade sob o auspício do Espírito Santo, o Terceiro Logos, consequentemente, auspiciada pelo 3.º Raio da Actividade Inteligente. Esta celebração constitui-se numa profunda evocação e demanda, decidida aspiração ao estabelecimento da Fraternidade e Unidade entre o Homem e Deus, o Espírito, representando assim o efeito produzido na consciência humana pelo trabalho realizado por BUDA E CRISTO.

Três FestasOs restantes Plenilúnios formalizam-se em Cerimoniais menores não deixando, todavia, de serem de importância vital. Estabelecem os atributos espirituais na consciência humana, tal qual os três Rituais maiores estabelecem os Três Aspectos Divinos. Desta maneira, os doze Rituais de Lua Cheia constituem a REVELAÇÃO DE DEUS. Por eles, vai se processando a Iniciação Colectiva do Género Humano e cada vez mais se vincando a presença da Raça Dourada ou Crística, facto já caracterizada em boa porção da Humanidade pela superação do Mental pelo Intuicional.

Resta terminar, e terminando dando o remate final o Texto Antigo se firmará na Terra:

O que foi um mistério não o será jamais, o que esteve velado será agora desvelado.

O que foi ocultado agora emergirá para a Luz, aumentará esta Luz e todos os homens a verão e rejubilarão.

Tempo virá em que a destruição terá cumprido a sua obra benfazeja.

Então, agrilhoados no sofrimento, os homens buscarão o que até aí tinham desprezado. Procuravam, numa tentativa vã, o que estava ao alcance das suas mãos.

BIJAM

 

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