Obelisco, Deuses e Constelações – Por Vitor Manuel Adrião Domingo, Out 12 2014 

obelSintra, 28 de Setembro de 2014

O Empório celeste descreve em letras siderais que são estrelas, formando frases que são as constelações, o Mapa da Evolução Universal, diz a Tradição Iniciática das Idades. As energias cósmicas do Empório vertem-se na Terra sobretudo através de três constelações fundamentais à Evolução Planetária “balizando” cosmicamente as Três Hipóstases do Logos Planetário, como sendo Orion, Cruzeiro (do Sul) e Sirius (estrela alfa da constelação do Cão Maior) indicativos do Pai (1.º Aspecto Divino, Poder da Vontade), da Mãe (2.º Aspecto Divino, Amor-Sabedoria) e do Filho (3.º Aspecto Divino, Actividade Inteligente), diz ainda a mesma Tradição Primordial.

Dessas três constelações destaca-se a do Cruzeiro por sua importância capital à Vida na Terra, consignada como “reservatório cósmico” da essência dos 5 Elementos naturais ou Tatvas derramados como Pardas ou “Rios celestes” no nosso Globo, facto descrito em 1952 pelo insigne teósofo António Castaño Ferreira nas suas aulas sobre Cosmogénese e Antropogénese:

“Por isso nós falamos, na linguagem oculta, que o AKASHA (Éter) é, realmente, a fonte de todas as energias. É a Energia Mater, que se diferencia nas outras quatro (Ar – Fogo – Água – Terra) que têm o nome simbólico de Elementos. É a razão pela qual o Homem, na fase actual, pôde desenvolver os cinco dedos, porque cada um deles corresponde a uma Energia Cósmica, sendo que o polegar corresponde ao Akasha que é o Tatva móvel, o centro, portanto, onde se manifestam os outros Tatvas. Por esta razão é que o polegar se opõe a cada um dos outros dedos, dando ao Homem a capacidade de criar com as mãos tudo o que se encontra ao seu alcance. Através das civilizações a actividade criadora do Homem foi sempre fornecida pelo poder do Akasha, ligado aos outros Tatvas que fluem, também, como magnetismo diferenciado pelas pontas dos dedos dos homens, e então podem transferir essas energias e excitá-las naqueles em que elas se encontram em deficiência. O Akasha, portanto, é a fonte de Energia Primordial que forma as outras fontes de energias secundárias.

“A constelação do Cruzeiro do Sul é o centro donde emana essa Energia que, para o clarividente, apresenta-se com a forma simbólica de uma grande pirâmide. Foi baseado nesse conhecimento, que só a vista espiritual alcança, que os antigos egípcios ergueram as suas pirâmides, bem como os povos pré-colombianos para expressar a formação quíntupla do nosso Universo ou a expressão dessas cinco Energias do Cosmos. O vértice da pirâmide está voltado para a estrela central que se encontra num plano mais afastado dos outros 4 centros cósmicos que formam o Cruzeiro, constelação que todos nós estamos acostumados a ver. A sua projecção parece uma Cruz, com uma estrela menor no centro. Estou falando em linguagem teosófica na sua realidade, e não como ela possa ser encarada sob o ponto de vista meramente profano, como acontece com a Astronomia ou a Astrofísica, que não nos interessa de momento. De futuro, será justamente em harmonia com este local, com este centro cósmico onde se encontram essas cinco rodas que giram, emitindo todas as energias vitais que sustentam e alentam a vida, que nós deveremos provocar o grande milagre da transformação superior, isto é, pondo em actividade as energias que estão latentes em nós para que desperte a consciência superior de cada um. Está baseada nesse princípio a Yoga chamada Universal. Esses cinco Hálitos vibram em SHAMBALLAH.”

Sendo assim neste panorama cosmosófico, pergunta-se se haverá algum objecto ou coisa que canalize ou filtre para a Terra essa Energia Primordial de natureza quíntupla (e até sétupla), fixando-a nela a fim de dar-lhe o alento necessário? Sim, há: trata-se do obelisco, como aquele junto ao Portal do Santuário Akdorge direcionado à sua abóbada onde domina o signo magno da Rosacruz, Cruzeiro, Cruziat ou simplesmente Ziat, em língua sagrada aghartina.

Aliás, em toda a praça dianteira de outros tantos Templos da Obra do Eterno na Face da Terra, no Brasil, Pátria-Gémea de Portugal, está igualmente plantado o obelisco com cercadura circular em que se inscreve uma cruz no centro da qual ele se levanta. Rosacruz, Cruziat, portanto. Confere.

Templos

De maneira que o obelisco serve de catalisador do Akasha Universal com este atraindo as energias vitais celestes, indo assim magnetizar intensamente o espaço em redor do Templo assim transformado em Terra Santa, lugar fortemente imantizado pelas forças subtis encadeadas nele por via do Obelisco com as suas formas encausadoras e revigoradas pelo poder da Ritualística levada a efeito no Templo, lugar sagrado de Iniciação e Realização.

No Antigo Egipto, os obeliscos foram levantados para honrar o Deus Sol, , na pessoa de Hórus como Segundo Aspecto do mesmo Logos Solar. Os egiptólogos crêem que o seu formato originou-se das pirâmides e que os primeiros obeliscos foram erigidos na cidade egípcia de Jonu (a Om bíblica), acreditando significar “Cidade da Coluna” talvez como referência aos próprios obeliscos. Os gregos chamavam Jonu de Heliópolis, significando “Cidade do Sol” por ser o principal centro devocional ao Espírito do Astro-Rei. Esse nome grego Heliópolis corresponde ao hebraico Bete-Semes, que significa “Casa do Sol”. Na Bíblia, o profeta Jeremias fala da “destruição das Colunas de Bete-Semes, que está na terra do Egipto” (Jer. 43:13), muito possivelmente referindo-se aos obeliscos de Heliópolis, como vingança do hebreu escravo contra o seu antigo senhor.

Símbolo solar por natureza e excelência, a própria etimologia da palavra obelisco já o revela: provém do egípcio cóptico obelós, importado para o grego obeliskô e deste para o latim obeliscus, “ponta inflamada”, “assador”. A “ponta inflamada” indica a extremidade pontiaguda do obelisco, tradicionalmente considerada o ponto bindú de ligação entre a Terra e o Céu ou Mundo do Segundo Logos (Cruzeiro), cuja fácies superior é o Filho (Hórus, para os antigos egípcios) e a inferior alentando a Terra, a Mãe (Ísis, para os mesmos egípcios), nesta revelada como Espírito Santo. O Pai (Osíris) é o Imanifestado que só se revela pelos subsequentes Aspectos assinalados (correspondendo no Hinduísmo a BrahmaVishnuShiva, ou 1.º, 2.º e 3.º Logos), tal qual Orion se manifesta pelo Cruzeiro e este por Sirius, sobre quem diz António Castaño Ferreira nas suas aulas sobre Cosmogénese e Antropogénese:

“Quanto ao nosso Sistema Solar, sabemos que gravita em torno de SIRIUS, que é um Logos Solar presentemente numa etapa superior da sua evolução. Em verdade, os Logoi Solares evoluem de maneira análoga aos nossos Sistemas Planetários, embora em Planos Cósmicos diversos (Prakriti e Kama-Fohat, Físico Cósmico e Astral Cósmico). Sirius é um Logos Solar de natureza superior que dirige um sistema de Logoi Solares inferiores, digamos, em número n de Sóis menores. Por outro lado, Sirius faz parte de um grupo de Sóis de natureza idêntica à sua que gravita em redor e um Sol mais evoluído, embora situado no mesmo Plano (Kama-Fohat). Ao conjunto desse sistema de Sóis é que chamamos uma galáxia, no sentido de uma multidão de constelações visíveis através do véu da Matéria Cósmica física. Daí dizerem as Estâncias de Dzyan: “Os Sóis Filhos são inumeráveis…”.

“Outrossim, é importante saber que, desses “Sóis Filhos”, os que se encontram em sua última etapa evolutiva formam um Sistema que gira em torno de um Sol Central Espiritual e que o conjunto dos Sóis Centrais Espirituais – Nucléolos no seio do Espaço-Mãe – constitui a Mente Infinita ou MAHAT.”

Era precisamente com Sirius ou Sothis, a estrela do Egipto, que se alinhava a Grande Pirâmide de Kheops, anterior ao Dilúvio Universal que submergiu o continente da Atlântida, a Kusha das escrituras sagradas do Oriente, e reconstruída posteriormente pelo faraó do mesmo nome (Kheops ou Khu-Fu) no Vale de Gizeh, estando estrategicamente plantada no meridiano que divide a Terra ao meio (Medis Terris, donde Mediterrâneo, que também é o Maris Nostrum ou Mare Internus simbólico da Água Mercurial dos antigos Alquimistas), ficando assim como baliza ou vau fronteiriço ao Oriente e o Ocidente.

Com efeito, a Tradição Iniciática das Idades dá as construções das principais pirâmides do Egipto como anteriores à catástrofe da Atlântida, sendo a sua edificação, segundo os historiadores antigos e modernos, datada da época em que Alpha Polaris era a estrela polar em sua culminação inferior e por cima as Plêiades, ou seja, há 31.150 anos, aproximadamente. A construção da Grande Pirâmide foi dirigida por sacerdotes artífices atlantes instalados no Egipto atlante, e muito depois reconstruída pelos faraós da 4.ª Dinastia já no Egipto ariano, auxiliados pelos hierofantes artífices do país que conservavam nos seus arquivos secretos a herança da Tradição Iniciática Atlante e a sua contagem do tempo relativa a estas construções. Neste monumento, como igualmente noutras pirâmides, eram celebrados os Mistérios Iniciáticos da Geração, chamados de Osíris e Ísis (respectivamente representados nas “Câmaras do Rei e da Rainha”), pelos faraós e os membros mais destacados da família real.

O aspecto exterior da Grande Pirâmide, hoje, difere do antigo, pois naquela época possuía um revestimento, em suas quatro faces, de fino calcário branco, polido, que reflectia o Sol (Aton) de forma deslumbrante. Por esta razão, os antigos egípcios denominavam a Grande Pirâmide de Khut, isto é, “Luz”. Hoje, as faces outrora lisas apresentam degraus por falta de revestimento, que caiu dois anos depois da passagem de Abdul Latif pelo Egipto (1200-1201), devido a um terramoto que abalou o país. Os árabes que então o dominavam utilizaram-se dos blocos para reconstruir a cidade do Cairo. Ainda hoje podem ser aí observados esses blocos de calcário branco, com hieróglifos, ornamentando edifícios antigos.

Grande Pirâmide de Kehops

Acerca do simbolismo da pirâmide e servindo de eco às Revelações do Mestre JHS (Professor Henrique José de Souza), diz o insigne teósofo Sebastião Vieira Vidal na sua Série Instrutor Secreto (I. S.):

“Os simbolismos da Montanha e da Pirâmide são bastante semelhantes. Como no Egipto, por exemplo, não há montanhas junto às grandes cidades e só deserto, construíram-se as pirâmides para esse mister. No Yukatan, México, a cidade misteriosa de Itchen-Itza é plana, e por isso foram edificados os Templos-Pirâmides testemunhando a manifestação do Avatara de Quetzalcoatl. A História Humana registou esse evento como sendo as “Ruínas de Palenque”.

“O que é Pirâmide? Deriva da palavra aghartina Purimidah.

Purimidah, por sua vez, significa “Medir a Luz”, tanto a dos Astros como a da Sabedoria, o que acontece, aliás, com a função das Pirâmides, as quais procedem filologicamente tanto daquele termo como do egípcio Pyr-Em-Us. Sim, esta expressão quer dizer “Medida do Fogo” do Sol para a Terra, como aquele Metraton a que o Senhor JHS deu o significado de “Medida entre o Sol e a Terra”.

Pirâmide, do egípcio Pymar exportado para o grego Pyramis, assim aceite pelo latim, é um sólido cuja base é um polígono qualquer, e cujas faces laterais são triângulos que têm vértice comum. Na Geometria: poliedro em que uma das faces é um polígono qualquer e as outras são triângulos com o vértice comum. Monumento em forma quadrangular.

“No interior de determinadas pirâmides egípcias, os sacerdotes dispunham-se em posição ritualística sob a direcção de um hierofante. O hierofante ficava deitado num esquife com o ventre para cima, de modo que o seu umbigo ficava na direcção de um orifício que se encontrava no vértice da pirâmide. Por esse orifício penetrava a luz do Sol ou de uma estrela, por exemplo, a Estrela Polar. Nesse acto iniciava um novo ciclo. Era anunciado o nascimento de um novo Avatara. O potencial de tal luz era tão forte que o corpo do hierofante se elevava nos ares, indo até ao ponto mais alto do salão ou câmara piramidal.

“Continuando sobre o assunto da Montanha, devemos tomá-la como sendo uma orientação para se galgar o mais alto estágio evolucional humano.”

O autor citado diz ainda na sua Série Cadete:

“Segundo a Chave Geométrica temos o Obelisco, em São Lourenço (MG), ou seja, a Pirâmide sobre o Quadrado, símbolo do Cruzeiro do Sul.

Pirâmide provém de Pyrmet (Pir-Matra), cujo sentido é a “Medida de Fogo”. Pyrmet, na língua copta, é “dividir por dez”. Dez é a manifestação integral da Divindade.”

Essas palavras do ilustre Sebastião Vidal por certo estarão inspiradas naquelas outras do Professor Henrique José de Souza na sua Carta-Revelação de 14.06.1951, Esfinge, pirâmide e outras coisas, inserta no Livro do Loto do mesmo autor: “No meu estudo de ontem, esqueci de apontar o mistério do quaternário e do septenário das pirâmides na sua própria estrutura ou conformação. Olhadas de frente, ou se uma fotografia for tirada desse modo, ver-se-á uma tríade, ou apenas uma das quatro faces da referida figura. No entanto, se multiplicarmos a face de cada triângulo da pirâmide pelos quatro lados, obteremos o número doze, para darmos o significado: os sete Astros, os sete estados de Consciência, etc., mas também os doze Seres das três Hierarquias conhecidas: Kumaras, Maha-Rajas, Lipikas ou Senhores da Evolução Humana. 12 signos zodiacais: 3×7 =21, 3×4 = 12. Chamemo-los de expressão Makárica do 2.º Trono em baixo, acompanhando a própria Evolução da Terra que reclamou a objectivação, a humanização do mistério contido no termo Adam-Kadmon, mas também no de Akbel, Ashim, Beloi. No final de contas, todos esses Seres são de uma só Origem, como estamos fartos de apontar”.

Senhores da Evolução e Pirâmide

Pois bem, se o obelisco é a forma concentrada da pirâmide ampliada com os seus compartimentos interiores, o facto é que a mesma Grande Pirâmide jamais se destinou a mausoléu funerário, como comprova o facto de nunca ter servido de jazigo a quaisquer corpos humanos. A sua finalidade era bem outra: destinava-se aos consórcios amorosos ou rituais de fecundação e geração de corpos de Seres de Hierarquia Superior, pelo “Rei” e “Rainha”, provindos dos Mundos Celestes do Seio da Terra, de Duat, Agharta e Shamballah mesmas, em ocasiões propícias determinadas pelo alinhamento de certas constelações que são os corpos físicos de Hierarquias Criadoras cujas energias concentravam-se no interior da Grande Pirâmide, sendo aproveitadas ou filtradas pelo casal eleito no acto de geração, conhecimento este herdado dos hierofantes atlantes numa época feliz onde as Hierarquias Criadoras dirigiam directamente a Humanidade insipiente.

Por esse motivo, na Grande Pirâmide a “Câmara do Rei” está acima da “Câmara da Rainha”, tal qual o homem se sobrepõe à mulher no conúbio sagrado realizado na “Câmara Subterrânea”, assim a Energia Celeste de Fohat atraindo e encadeando a Força Terrestre de Kundalini, unindo-se as duas durante o acto de procriação do casal unido à altura do omphalo do corpo que é o umbigo, com Fohat provindo de cima, do Seio do Céu, e Kundalini oriunda de baixo, do Seio da Terra. Razão de se poder visualizar a pirâmide vertida como o seu aspecto visível, e invertida ou invisível com o vértice mergulhando no subsolo, tal qual a montanha – simbólica da assunção iniciática – tem o seu cume dirigido ao Céu e a sua caverna dirigida ao Inferno, Inferius ou Mundo Subterrâneo, este para Kundalini (de cor vermelha) e aquele para Fohat (de cor verde), sendo no meio ou jardim edénico que é a floresta que ambos os Fogos Frio e Quente se encontram em guisa de omphalo, tal qual acontece na Yoga de Akbel.

Pirâmide superior e inferior

Por isso, a face triangular da pirâmide assinala a irradiação (Satva, energia centrífuga) e a base quadrangular a manifestação (Rajas, energia rítmica), e da união das duas resulta a geração (Tamas, energia centrípeta) e consequente nascimento, tanto iniciático ao nível da consciência, quanto no aspecto corporal como criação de uma veste física destinada ao trabalho futuro de sementeira e colheita da Iniciação.

Tem-se assim que no ano 1714 a. C. apareceu no Egipto (Khemi, “Terra Negra ou Primordial”) o casal privilegiado Thutmés III e Nereb-Tit (com os nomes ocultos de Pithis e Alef), que no interior da Grande Pirâmide uniu-se e gerou sete (mais um) filhos, excelsas criaturas provindas de Agharta hoje conhecidas como Dhyanis-Agnisvattas cuja natureza “arcangélica” dispõe-as na cumeeira da Evolução Planetária, dizendo-se ter sido geradas aproveitando as energias da constelação da Ursa Maior ou dos Rishis, sobre o que diz JHS em Carta Revelação de 11.11.1951, Palavras necessárias:

“Do lado oposto, as PLÊIADES. No outro hemisfério, distâncias enormes… os Rishis, a URSA MAIOR. Dizer-se outrora que as Plêiades se relacionavam com os Barishads e os Rishis com os Agnisvattas, é o maior de todos os “quebra-cabeças” do mistério celeste, do mistério da evolução da nossa Cadeia… Mas pensando bem, lembro apenas que o Futuro substitui o Passado para que o Presente evolua. Ninguém diria, pois, que as Plêiades são Barishads, nem que os Rishis são Agnisvattas. E no entanto o mistério se revela desse modo.”

O Mestre adianta em Carta-Revelação de 24.05.1951, citando um trecho do Livro dos Dhyanis:

“Os 7 Rishis são filhos de Mercúrio. E as 7 Plêiades, de Vénus. A Lua contrária ao Sol tomou-lhes entretanto o direito paterno, em benefício da Terra. Pelo que se vê, com a Queda da Lua e “Vénus adoptando a Terra por filha”, o fenómeno não podia deixar de ser através de Rishis e Plêiades ou Krittikas, com feição de Agnisvattas e Barishads. Uma questão de “veículos”, com o concurso do 2.º Trono.”

O Livro das Vidas (1933) de JHS dá os nomes dos filhos de Pithis e Alef:

8.º) PITHIS, “filho de si mesmo”, avatarizando AKBEL

7.º) MAI-SIM

6.º) MIS-RAIM

5.º) MEM-PHIS

4.º) POT-ANUM

3.º) PHAR-ANUM

2.º) ISORETH-ANUKI-PTAH

1.º) ADMI-THERAFIM

Esses Dhyanis-Agnisvattas de 3.ª classe (Agni-Kayas) são hoje os 7 Rishis ou Reis Divinos Sri-Aghartinos, inclusive tendo tomado parte no mistério dos 7 Meninos da Companhia Teatral Infantil que em 1899 levou a cena a peça Tim-Tim por Tim-Tim no Teatro São João de São Salvador da Bahia de Todos os Santos, aquando Henrique (Maha-Rishi) e Helena (Maha-Krittika) se reencontraram pela primeira vez nessa sua última vida na Face da Terra.

Filhos de Tutmés

Filhos de Thutmés III e Nereb-Tit

Pelo ano 1370 a. C. a Grande Pirâmide viria novamente a servir de transcendente leito esposal a um outro casal dos mais excelsos que o Egipto e o Mundo já conheceram: Aken-Aton ou Kunaton e Nefer-Tit ou Titi, como nova reencarnação dos Gémeos Espirituais. Kunaton veio restabelecer o culto solar dos Avataras promanados do Segundo Logos (Hórus) e revificar, ou antes, rectificar o terreno humano a fim de vicejar uma mais positiva ordem das coisas, uma nova vida. O seu Deus era o próprio Logos Solar, Aton-Rá, e a sua insígnia só podia ser o disco solar dourado.

O divino casal apareceu no Mundo com mais dois Seres origem aghartina que foram os seus Ministros ou Colunas Vivas: Mirtabá e Morirá, de nomes profanos Muk-Aton e Gem-Aton. Os três formavam as Três Chamas que nunca se apagam: os Supremos Dirigentes do G.O.M. (Governo Oculto do Mundo), tendo por emblema a Flor-de-Lis, o lírio do Nilo (Nihil) sagrado. Kunaton era Rei, Sacerdote e Pastor. Era o defensor da civilização do “grande imperador escuro” (Thutmés III) que deixara o seu império gravado com as melhores impressões psicofísicas.

No Egipto somente o melhor das suas castas militar e sacerdotal se mantinha fiel à Boa Lei, e assim influenciava positivamente o sistema político e religioso do país. Foi dispondo desse “melhor” que Kunaton trabalhou, indo desenvolver o sistema educacional e administrativo. Cuidou da vida física, vital e espiritual do povo e tentou redimir os egípcios do seu atavismo necromante.

Do insigne casal Kunaton e Nefertiti houveram oito filhas (a oitava era a própria progenitora) geradas no escrínio da Grande Pirâmide, as oito Musas, Plêiades ou Krittikas. Tais Musas eram as Dhyanis-Barishads de 3.ª classe (Atavânicas), hoje conhecidas como as Rainhas de Agharta ou Sri-Aghartinas, também elas tendo entrado em cena na apoteose teatral de 1899 através das 7 Meninas do Tim-Tim por Tim-Tim. Segundo o Livro das Vidas, de JHS, os seus nomes eram:

8.ª) NEFERTITI, “filha de si mesma”, avatarizando ALLAMIRAH

7.ª) PSCHENT-RUR-ATON

6.ª) AGARTHERITH-NEIR-ATON

5.ª) MOPHTA-ATON

4.ª) NEPHER-DEIR-ATON

3.ª) BAHA-TIT-ATON

2.ª) RADHAM-ATON

1.ª) AKTEK-ATON

Filhas de Nefertiti

Filhas de Aken-Aton e Nefer-Tit

No final do seu reinado, o Faraó Iluminado delegou no seu mais devotado confidente, Morirá, o cargo de Sumo-Sacerdote e “Grande Vidente de Aton”, porém tendo o cuidado de não lhe conferir funções civis, isolando-o nas suas próprias exclusivamente religiosas, e confiando ao outro, Mirtabá ou Mirtabah, a administração financeira e jurídica do Egipto. Nesse caso, assumindo as funções vivas de Colunas da Sabedoria e da Justiça de que ele, Kunaton, representava a Coluna Central, a do Amor para com todos os seres, na mesma razão do Rei do Mundo, Brahmatma, e seus dois Ministros, Mahima e Mahinga.

É de notar a coincidência da letra M em tais cargos, envolvendo, muitas vezes, a mesma Coluna Central, ou seja, o Rei do Mundo ladeado pelos seus dois Ministros ou Colunas Vivas. O mesmo termo Melkitsedek (“Rei de Salém e Sacerdote do Altíssimo”) o indica. Eis aqui a razão do misterioso Rito Egípcio praticado até hoje por Maçons e Rosacruzes, ou seja, o de MENFIS – MISRAIM – MAISIM.

Escusado será dizer que na época de Kunaton e seus Ministros eles foram os representantes directos na Face da Terra do próprio Rei do Mundo e suas Colunas, logo, da Excelsa Fraternidade Branca representada pela Linha Serapis, a dos “Construtores” do Seio da Terra, do Amenti ou próprio Duat, Adeptos de natureza Assura que com as respectivas contrapartes o guarneciam na Obra Construtora de um império solar verdadeiramente Sinárquico. Foi quando, ainda no ano 1370 a. C., Kunaton fundou a Ordem Rosacruz dos Andróginos ou Ordem Lapis Faraôni no Grande Templo de Aton em Heliópolis indo em seguida com Nefertiti para o acto privado na Grande Pirâmide em Gizeh.

Sobre a Ordem da Rosacruz dos Andróginos, a sua matriz directora e respectivas correspondências com o G.O.M. pode dispor-se da maneira seguinte:

Rosacruz Andrógina

Por todas as razões apontadas, a Rosa+Cruz é tomada como emblema místico da Geração pelo Amor, predicado de Sentimento afim ao Mundo das Emoções ou Astral assinalado no Tarot pelo Arcano XVIII, A Lua (planeta “feminino” das libações e gerações), a que causalmente se encadeia o 18.º Grau de Príncipe Rosacruz na Maçonaria Escocesa (1+8 = 9, número cabalístico da Geração Humana sob o auspício da mesma Lua, o que é deveras significativo). Também por isto a Iniciação Rosacruciana é sobretudo de natureza Astral, logo, depende do desenvolvimento dos sidhis ou faculdades psíquicas, sobretudo da capacidade de desdobramento psicofísico, ou seja, da alma desligar-se temporariamente do corpo conscientemente, para investir-se nos conhecimentos afins a essa Região do Kama-Loka e quem nela habita, mas que sem um Guia ou Ser de Hierarquia Superior pode redundar em tremendas aflições psicológicas e afectações sexuais, por esse ser um Mundo de imagens preconcebidas com as consequentes ilusões que de tão vivas que são geram verdadeiras possessões. Contudo, o verdadeiro Rosacruz ou Adepto Perfeito vai muito além desse Mundo da “Grande Maya” e penetra mesmo o Astral Cósmico (Kama-Fohat), onde habitam os Logos Planetários de cuja Essência participa conscientemente, Plano esse que se reflecte no Astral interiorizado da Terra que é o Mundo de Duat, este donde promanam para a superfície os 5 Alentos ou Hálitos Vitais (Tatvas) entretanto recebidos da constelação do Cruzeiro, e filtrados pelo obelisco sagrado em lugar igualmente sagrado.

Pushkara

Segundo as Revelações do Venerável Mestre JHS em seu Livro Síntese, os três supraditos centros cósmicos de Orion – Cruzeiro – Sirius importam ao mistério particular do obelisco e geral da Evolução Planetária por sua relação aos Três Tronos ou Logos por sua vez representados por outros tantos centros planetários, como sejam:

L7

Pois bem, em Carta-Revelação de 11.11.1951, com o título Continuação do mistério das 3 constelações que mais de perto nos interessam, o Mestre revelou:

“ORION, também chamado de ESPÍRITO DE BRAHMA, o Seu próprio reflexo para todos os efeitos, mesmo que visto de baixo do seguinte modo:

l1“O seu valor cabalístico e LINEAR (antes dito, supralinear) é o seguinte:

l2

“Idêntico em valor ao CRUZEIRO DO SUL, mas não em função, nem mesmo em posição celeste. Sim, porque o Cruzeiro do Sul com o valor de 5, oculta mais dois, porque Um vale por 3, que com mais quatro é igual a 7. Senão, vejamos:

l3

“Presentemente com a inclinação conhecida, hoje mais 5 graus e não apenas os 23º da catástrofe atlante. Desse modo, com 28 graus de inclinação. Já foi dito que o valor geométrico do Cruzeiro do Sul é igual ao da PIRÂMIDE:

clip

“Com outras palavras, numa posição celeste diferente da de ORION, o seu valor cabalístico é o do mesmo SETE da de ORION. Função governamental da 4.ª Cadeia pela 5.ª, esta equivalendo por 3 segundo o mistério de AKBEL – ASHIM – BELOI, ou os Dois Ashins e mais AKBEL ou ASHIM 1.º, como representação do Pai no Primogénito em Três. O Cruzeiro do Sul também é chamado de ALMA DE BRAHMA ou VISHNU, embora que com a DUPLA FACE de VISHNU e SHIVA no respectivo Plano, mas em função, representação, etc., com TRÍPLICE FACE: AKBEL como BRAHMA, e os Dois Ashins ou ASWINS respectivamente como VISHNU e SHIVA. Em Orion, Eles apresentam-se os 3 no meio e o quaternário em volta, o que não difere dos 4 braços da Cruz do Cruzeiro.

“Modificam-se os traços ou linhas, devido às distâncias e às posições, mas fica o valor representativo da figura.”

L6Prossegue o Venerável Mestre JHS na mesma Carta-Revelação:

“Quanto a SIRIUS, ou Cão Maior, como CORPO DE BRAHMA ou SHIVA (Akdorge, por exemplo, Avatara seu, do mesmo modo que o é AKTALAYA) visto de outro ponto é a própria ÁRVORE DA VIDA, de cujo madeiro, alegoricamente falando, surgiu tanto a Roda como a Cruz onde o CHRISTOS foi crucificado, ROSACRUZ ou RODA, a CRUZ do Pramantha, etc. Não é Akbel o seu timoneiro como CHAKRAVARTI?

“Sirius está linearmente representado deste modo com 8 estrelas:

l4“A Tríade figurando em ambas as constelações, na presente serve de ponta de seta (do Sagitário de Júpiter, etc.) para um Ternário Maior de estrelas em direcção à Terra, ou apontando que “os seres desse lugar devem lutar para ganhar a Tríade Superior, a Mónada, a Consciência, etc.” Isto quanto ao que se vê, porque, em verdade, o que não se vê é que é o verdadeiro.

“ CÃO, KALEB ou KALIB, KALIBA, etc. (que faz lembrar Kabira ou Kumara), fala bem alto da origem animal dos seres da Terra dirigidos por deuses dessas natureza, os quais passaram para a Cadeia imediata como deuses humanizados, mas… embrionariamente, animais-deuses.

“Há muito para meditar-se sobre a nossa Cadeia e a sua administração forçada, ou de saque contra o Futuro, isto é, servindo-se de TAURUS. Tal mistério aí se acha e Bey Al Bordi chamou a atenção da Venerável Coluna J aconselhando-a a colocar-se diante do Zodíaco e pensar sobre os signos inferiores do círculo, que são GEMINIS, LIBRA ou Balança e SCORPIO. Mercúrio, Vénus e Marte… E com isso ele dizia muita coisa.

“Deus está no Trono em Orion. Deus está no Carro em ZIAT ou Cruzeiro do Sul. Deus está na Terra, ou crucificado, martirizado, etc. E isso porque os homens são mais que animalizados… que o diga a constelação de Sirius, que recebe em seus braços os Avataras que lhe vêm de cima, do Berço Celeste, depois da sua Origem Solar do centro do Sistema.”

Orion, Cruz, Sirius

No mais, Orion ou Zainat representa o 1.º Trono, a Vontade imanente do Eterno. O Cruzeiro do Sul, Cruziat, Ziat ou Zait representa o 2.º Trono, ou seja, essa mesma Vontade reflectindo-se no Universo através do Tetragramaton ou os 5 Tatvas do mesmo Ziat. E Sirius (Estrela Polar) ou Kaliba representa o 3.º Trono ou Terra, como Sol Marciano fixando a Vontade do Eterno no Espaço Com Limites que é o mesmo Universo onde um e todos evoluem.

Na sua Carta-Revelação de 17.06.1951, JHS diz ainda:

“Dizer-se que certas tradições dão o CENTAURO como o mesmo CRUZEIRO DO SUL, não deixa de ter uma certa razão, porque é como se disséssemos que do primeiro nasceu o segundo. Alegoricamente falando, daquele forma esfingética cósmica, que é ainda o CENTAURO, nasceu a CRUZ redentora do Sexo: Rosa e Cruz do SEGUNDO TRONO, com o nome mais conhecido e sublime de ZIAT (ou ZAIT).

“O Centauro, ligado ao Cruzeiro do Sul, surgiu nos meados da 3.ª Raça-Mãe Lemuriana, como prova a Esfinge. O Eterno é o Leão, a Águia, o Boi ou a Vaca, tanto vale. O Anjo ou Mulher é a Virgem Universal, etc. A Esfinge diante de Akbel é 4 mais 1 igual a 5, mais 2 igual a 7, mais 1 igual a 8, e os homens (dessa época) metade animais ou TOUROS, CENTAUROS ou MENTAUROS, etc.”

A constelação do Centauro ou Sagitário – causalmente a mesma que auspicia a Península Ibérica e o seu planeta Júpiter a Portugal, consequentemente ligando-se todos estes mistérios à História Oculta do nosso País e da Ibéria por extenso – agiu sobre a formação e acção da Esfinge no início da 3.ª Raça-Mãe e levou à geração dos 7 Kumaras Primordiais. Haja vista os 4 Animais da Esfinge que com ela mesma são 5, havendo mais 2 ocultos perfazendo total de 7, mesmo sendo ela o 8.º. Da Esfinge (constelação do Centauro) nasceram os 7 Kumaras expressos na constelação do Cruzeiro do Sul, fluindo os 2 últimos pelo 5.º e este pelos 4 manifestados ou formais, também tendo em vista os 5+2 Tatvas). Daí BAAL-BEY (“Deus-Homem”), Senhor da Agharta e 1.º Buda Vivo do Ocidente que é o mesmo ZIAT-RAMUNI atlante (“Essência Mística do Sol”), como reflexo andrógino do 2.º Trono (ao lado de sua contraparte BAAL-MIRAH) ter tido na Esfinge a sua primeira manifestação na Terra. Donde também ter a sua manifestação flogística, pneumática ou estátua que fala nos 7 Templos centrais de Agharta, tendo por síntese o seu corpo fluídico (8.º) no Caijah, 8.ª Cidade do Mundo de Duat, como síntese da Evolução Planetária até ao presente momento e que é conhecido como Deva-Mundi. Pelo que se vê, a constelação do Cruzeiro do Sul e a do Centauro são complementares. O mesmo mistério expresso na Esfinge (Centauro) e na Grande Pirâmide (Cruzeiro) do Egipto. Quanto aos Centauros ou Mentaurus, são os mesmos Manasaputras criados pelos Kumaras na Raça Lemuriana.

Centauro

Corrobora o parágrafo anterior a Carta-Revelação de 11.11.1951, com o título Palavras necessárias, onde o Venerável Mestre JHS diz:

“Já é sabido é sabido que a CONSTELAÇÃO DO CRUZEIRO tem o nome de ZIAT (o Deus da Cruz, em vez do Deus Poderoso que é ZAIN) e é ELE quem regula os TATVAS, como reflexo do 2.º Trono em relação à Terra.

“No centro está AKBEL. E em cada extremidade da Cruz um dos 4 Maharajas. Assim, AKBEL é como se disséssemos o Deus do ÉTER; DRITARASTHRA, o Deus do AR; VIRUDAKA, o Deus do FOGO; VIRUPAKSHA, o Deus da ÁGUA; e VAISVARANA, o Deus da TERRA ou Matéria. Com outras palavras já conhecidas, Deus do Akasha, Deus de Vayu, Deus de Tejas, Deus de Apas, Deus de Pritivi.

“A catástrofe atlante concorrendo para o desvio da Terra do seu eixo primitivo, concorreu para a constelação de ZIAT tomar a posição onde desde então se acha. O seu antigo lugar é a Loka de Luzbel, mais conhecida como “Saco de Carvão”. Donde ser chamado na Agharta de BETUZA, o “Deus apagado”. Betuza ou Bituza, tanto vale.

“Quanto ao TETRAGRAMATON (o Pentalfa), possui a seguinte expressão:

l5 - Cópia

Há a palavra sagrada KAKIM de origem sânscrita com que se designam os Três Tronos ou Logos assinalados nas supraditas constelações. Segundo o Livro Síntese de JHS, Kakim designa a Manifestação Universal e decompõe-se em três termos afins aos mesmos constelados, como sejam:

KIM – 1.º LOGOS – ZAINAT (ORION)

AK    – 2.º LOGOS – ZIAT (CRUZEIRO)

KA    – 3.º LOGOS – KALIBA (SIRIUS)

Orion e o Cruzeiro consignam-se os Portais Celestes sobre o equador galáctico, isto é, na intersecção do plano galáctico e da esfera celeste, ficando assinalados pelo Trópico de Câncer (Porta por onde as almas vêm à Terra – Pitri-Yana) e o Trópico de Capris (porta por onde as almas sobem ao Céu – Deva-Yana), com Ziat de permeio a ambos.

A Porta de Zainat (BADRAKIM) é a primeira a abrir e a última a fechar, enquanto a Porta de Ziat (BADRAK) é a primeira a fechar e a última a abrir. Abaixo delas, em guisa de Chave (de PUSHKARA), fica Kaliba servindo de ponto de intersecção entre aquelas e o ponto bindú do obelisco sagrado. Por esta razão as suas faces são de cor amarela assinalando a energia centrífuga (Satva) do Pai (Zain), que como Imanifesto é Zainat planetariamente manifestado como Mercúrio (Budha). Já a base é de cor azul, a mesma de Ziat por que se manifesta a energia rítmica ou equilibrante (Rajas) da Mãe (Zione) assinalada em Vénus (Shukra). Sirius, Sothis ou Kaliba fica indicado pelo próprio objecto destinado a farol espiritual dos peregrinos da vida no caminho para o Templo da Verdadeira Iniciação.

DSCI0583

Também por esse motivo, as medidas canónicas do obelisco sagrado da TEURGIA relacionam-se a Zain-Zione, como sejam: 70 cm de altura assinalando os 7 Planos da Evolução Universal (Zainat), e 32 cm (3+2 = 5) na base marcando a manifestação dos 5 Elementos Universais (Ziat), animadores da Vida e da Consciência neste palco cénico que é a Face da Terra onde um e todos evoluem sob a luz brilhante de Kaliba no horizonte apontando os Portais do Céu, tal qual o obelisco aponta os Portais do Templo.

Sim, como diz JHS “tudo o que se faz pela Obra e nela deve ser feito dentro da Lei”, e assim mesmo acontece neste particular com o obelisco da Teurgia Portuguesa, induzindo às mais atrevidas e certeiras intuições que levam a levantar o véu cerúleo de Ísis e perscrutar os Mistérios do Céu revelados na Terra por quanto de grandioso e sublime se oculta nela. Céu – Terra – Agharta. Confere.

Assim mesmo também confere com tudo o dito a Profecia da Grande Pirâmide que o Professor Henrique José de Souza traduziu e revelou e agora ofereço ao respeitável leitor em guisa de desfecho:

Desde os céus de há muito estava escrito,

E a Pirâmide que o mesmo subscreve

Não ocultou ao mundo o manuscrito

Que falava de dois Seres muito em breve…

*

Fê-lo com o rigor da matemática

Um amigo de Ptah, seu sacerdote,

Que, aliando a Magia à Pragmática,

Cedeu ao mundo o incomparável dote.

E, desta sorte:

“Veio o tempo, veio a vida, veio a morte”!…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Auxiliares Espirituais e Evolução Humana – Por Vitor Manuel Adrião Segunda-feira, Out 6 2014 

1381769_340529422759797_1374787334_n[1]

Sintra, 1980

 É necessário aprender a matar a Morte.

 Mário Roso de Luna

Quando se adentra o Caminho da Verdadeira Iniciação de transformação da Vida-Energia em Vida-Consciência, e pelo exemplo permanente se influencia positivamente os semelhantes em Humanidade, cada vez mais, pela espiritualidade inata, cresce a certeza de que a morte é uma grande mentira no sentido de fim absoluto de tudo, pois se o fosse a existência física com os seus multicoloridos de factos, progressos ou retrocessos, seria a maior das incoerências e o ser vivo algo sem sentido prático, se não e só o facto de existir porque existe, logo, só teria lógica o niilismo e a anarquia existencialista produtos de uma mecânica cega. Mas, até para um espírito pouco atento e sem quaisquer necessidades metafísicas, é fácil aperceber que a Mecânica Universal não é cega nem incoerente, pois que manifesta uma Inteligência lógica regendo a tudo e a todos. Chame-se-lhe Deus, Consciência Cósmica, Substância Universal, etc., o nome que se queira dar desde que se atenha ao seu sentido real.

Após adentrar o Caminho da Verdadeira Iniciação, o estudo e entendimento das leis ocultas regendo a Mecânica Universal torna-se uma necessidade tão premente para o Aspirante como a alimentação física, pois que na realidade está alimentando o seu Ego Superior. Transportando o estudo dessas leis da Natureza para o plano prático a fim de as experimentar tangível e sensivelmente em si mesmo, o Aspirante entrega-se de seguida à prática regular de uma série de exercícios espirituais (oração, meditação, ritual, etc.), aprovados e reconhecidos pela Tradição Iniciática para a tónica colegial a que se vincule por simpatia ou afinidade às suas carências interiores, e assim unindo a teoria com a prática satisfaz a sua fome de espiritualidade, ao mesmo tempo que abre caminho através da espessa floresta negra da personalidade até ao âmago mais profundo e divino de Si mesmo, percorrendo uma verdadeira Via Cristocêntrica até à união final ao seu Cristo Interno e, a rigor, afirmar: – Eu e o Pai somos Um!

Dessas duas necessidades sobressai uma terceira, consequência do seu refinamento mental e emocional, tendo pelos estudos superiores entendido que só será inteiramente feliz quando a Humanidade também for: preocupando-se com a evolução dos seus semelhantes, com as suas venturas e desventuras, germina nele o ensejo premente de servir.

Mas, servir como?…

De uma maneira genérica, aponto três modalidades: 1.ª) Realizando a verdadeira Caridade – o Amor incondicional aos seres viventes – através de meios materiais, sem exageros para que não seja o próprio a ficar descarecido, e saber a quem caridar, pois que muitos se escondem por detrás de uma pobreza aparente para ocultar os seus vícios e alimentá-los às custas da boa vontade alheia. E de maneira que o objecto ofertado vá impregnado das impressões magnéticas positivas da alegria e desprendimento no acto de dar, que descarece de ostentação e também de humilhação, tanto para o que dá como para o que recebe, pois senão a Caridade corrompe-se em esmolismo constrangedor e pueril.

2.ª) Se o discípulo possui dificuldades económicas inibindo-o de dar cumprimento à Caridade objectiva, pois então que a faça como Esperança, isto é, use da palavra consoladora e até, muitas vezes, curadora, semeando esperanças novas no ouvinte. Isto é verboterapia. Um conselho fraternal dado na hora certa, acaba valendo mais que todo o ouro do mundo e jamais será esquecido. Alguém está desalentado? Alguém chora e sofre? Coragem, ânimo, tudo passa – por detrás das nuvens pesadas de um dia carregado está sempre o Sol, e este não desaparece ao contrário daquelas. A Abundância Divina nunca deixou um ser vivo por atender, mesmo que nada pareça ser assim, pois quando os homens nos fecham a porta, Deus nos abre a janela… Nada está perdido para sempre, e só resta reconhecer que o sofrimento de hoje é a consequência do que originámos ontem, por conseguinte, restando-nos aceitar o nosso destino, não impassíveis de braços cruzados mas sim transformando a noite triste de hoje no dia alegre de amanhã, fazendo com o futuro se apresente sempre risonho trazendo melhores dias para um e todos. E isto é feito entre todos num serviço impessoal de boa vontade.

3.ª) Pela inquebrantável expressa como trabalho dedicado ao mundo em aflição, com a alma posta em Deus e os Deuses evocando-os a estenderem a sua Presença a quantos sofrem, seja de que maneira for, e assim, anonimamente, ajudando a secar as lágrimas do próximo infundindo-lhe misteriosos e suaves alentos como se fossem beijos etéreos do Céu à Terra.

Caridade

Regra geral, é por essas três modalidades que o Aspirante serve a Deus servindo à Humanidade. Humanidade carente da Luz Mental da Sabedoria Divina e da Luz Emocional do Amor Divino que é a Essência Única de Budhi, o Cristo Interno. Tal carência gera nela os mais díspares conflitos interiores cuja solução procurada leva a resvalar ou para o materialismo grosseiro ou para o religiosismo idolátrico, mantendo-se a cegueira espiritual e com esta as ilusões que, após desfeitas por um percalço qualquer da vida, redundam em tremendas desilusões.

Seja como for, a sabedoria retirada das experiências sofridas amplia a consciência e com isso amadurece a alma até que desperta, finalmente no momento próprio, para a vida superior do Discipulado, reconhecendo que os seus erros passados a si mesma se deveram e que não deixaram de ser preciosas lições de vida para maior crescimento da consciência.

O estudante espiritual adiantado além de dar o seu contributo à Felicidade Humana no Plano Físico, também o faz nos Planos subtis como Auxiliar Espiritual ou Invisível… aos olhos físicos, assim continuando a agir anónima e discretamente.

É precisamente sobre o Auxiliar Invisível que irei discorrer neste estudo que já foi palestra várias vezes repetida há muitos anos, cerca de trinta e três, tanto em Sintra como em Lisboa e no Algarve (Lagos e Faro).

A presença do Auxiliar Espiritual justifica-se pelo factor DOR (física, moral ou ambas em simultâneo por uma acompanhar sempre a outra) que assiste à evolução do comum Género Humano, levando a perguntar: “A Evolução tem que se fazer com Dor ou a Evolução pode fazer-se sem Dor?”

“A Evolução faz-se pelo atrito” (Djwal Khul).

Essa pergunta já aparecia entre os membros inflamados por ela do extinto Ramo “Alvorada” da Sociedade Teosófica de Portugal, nos idos anos 80 século findado, sendo pomo de muita discussão, desentendimento e debandada quando aí cheguei. Volto a responder a essa antiga questão em termos bem actuais:

Primeiro que tudo, a Iniciação não é Religião, tal como Pensamento não é Sentimento, consequentemente, sendo a Iniciação superior à Confissão, logo também o Ideal supera a Moral tal qual o Pensamento vai além do Sentimento, a Ideia sobrepuja a Imagem. Sem repelir mas superar o afectivo moral, o entendimento da Dor como consequência do Mal tem explicação muito mais além da dogmática confessional: a teosófica ou racional (de Razão ou Inteligência no sentido de Manas Taijasi, “Mental Iluminado”) oriunda da Sabedoria Iniciática dos Deuses que, afinal, no Todo perfazem Deus.

A origem do Mal Cósmico e consequentemente da Dor começa no 3.º Sistema de Evolução Universal abruptamente terminado no 3.º Nódulo, segundo as Estâncias do Dhyani Mikael, por “demasiada pressa” do seu Logos em findá-lo, por assim dizer. A partir daí, o posicionamento normal das Hierarquias Criadoras do 3.º Sistema sofreu alterações profundas a fim de corrigir as alterações súbitas no Mapa da Evolução Universal, mesmo assim a Tragédia do 3.º Nódulo acabando por repercutir na 3.ª Cadeia já neste 4.º Sistema de Evolução Universal, mais uma vez cessando subitamente a sua Evolução, ainda por “demasiada pressa” de Lz., passando as Ondas de Vida à 4.ª Cadeia Terrestre de maneira precoce, apesar do mesmo Lz. “só” pretender o desenvolvimento do princípio Mental Humano, contudo antes do tempo previsto pela Suprema Lei, a fim de mais rapidamente libertar-se dos grilhões da Matéria em que estava incarnado e assim voltar à sua dignidade de Trono Celeste. Mas o Eterno (8.º Logos) “trocou-lhe as voltas” e ele teve de prosseguir na Matéria o trabalho inacabado que iniciara no longínquo 3.º Nódulo… Daí a lenda de Prometeu agrilhoado no Cáucaso ou “cárcere carnal”.

A Dor nasce assim, acompanhada do Mal que é a expressão da Revolta do 3.º Logos afectando a tudo e a todos, isto é, à multiplicidade das Ondas de Vida manifestadas, e até às Hierarquias Superiores mais afins à natureza daquele, o que até hoje se regista. Entretanto, respondendo ao apelo do Eterno para O qual por sua vez apelara Lz., desceu dos páramos celestes o 6.º Logos Ak. a fim de temperar o Rigor (Karma) com o Amor (Dharma), descida muito precoce em milhões de anos e que sucedeu só pela abnegação da sua natureza toda amorável mas também sábia, por expressar ao próprio Amor-Sabedoria do Logos Eterno de que é a 6.ª parte. Daí o Venerável Mestre JHS (de nome profano Henrique José de Souza) apelar constantemente ao equilíbrio entre Mente e Coração, pois quem pensa (e mal) que conhecer é saber e estar é integrar, realmente anda muito enganado… como Lz. se enganou, ainda assim acabando por favorecer à Evolução geral, justificando o axioma “Deus escreve direito por linhas tortas”.

A Tragédia Lunar da 3.ª Cadeia repercutiu na 3.ª Ronda da 4.ª Cadeia Terrestre que assim ecoou funestamente na 3.ª Raça-Mãe Lemuriana – mesmo provocando a Iniciação Colectiva do Género Humano por intervenção dos Kumaras como “personalidades” manifestadas dos 7 Ishvaras ou Logos, Iniciação essa que deu ao Homem o sentido do discernimento do Bem e do Mal pela separação dos sexos e dos hemisférios cerebrais; foi o início do princípio de “Ahamkara” ou da individualização como “conhecimento do bem e do mal de cujo fruto provaram Adam-Heve”, padrão da Humanidade física. Também aí agiu Ak. na forma elementar de animal fantástico que “um dia veio a morrer de inanição à entrada do deserto (egípcio)”, nas palavras enigmáticas do Adepto Ralph Moore. Por sua vez, a Tragédia Lemuriana levará milénios depois à revolta da 3.ª Sub-Atlante e esta da 3.ª Sub-Raça Ariana, ambas repercutindo no 3.º Sistema Geográfico da actual Raça Ária, como seja o Hindu-Tibetano (sendo os dois anteriores, respectivamente, o de Jerusalém – com as suas sete Igrejas – e o de Roma – com as suas sete Catedrais), onde Lz. travestido de “santo” Padmasambhava levou à queda dos Bhante-Yauls (discípulos de) ou “Irmãos de Pureza” que aí viviam. Mais uma vez, Ak. intervém depois – sempre respeitando a Lei do Karma, ou melhor, do Livre-Arbítrio – incarnado como o Santo Sábio Tsong-Kapa. Em tudo isso revela-se a multimilenar “batalha entre Mikael e Lúcifer”, até ao dia sacrossanto, já no início dos anos 50 do século XX, em que JHS levou os dois Irmãos desavindos a entender-se para sempre com as suas “duas Bocas bebendo da mesma Taça”. Esse foi o dia em que o Mal e a Dor findaram para sempre, e o que desde então até hoje se regista é o Karma Colectivo que um e todos têm de resgatar, pois depois de contraído não há maneira para animais, homens e deuses de o contornar senão pela sua “queima” que é a consciência individual (para homens e deuses; para animais, a consciência colectiva) ardendo na culpa do mal feito. Só a prática do bem aliviará a mesma consciência.

Consequentemente, a Evolução faz-se com Dor para o homem comum (mesmo para o anacoreta que se esconde da Humanidade em grutas, montanhas ou eremitérios, o seu karma não é anulado: é adiado), mas faz-se sem Dor para o Homem Iniciado que, parafraseando Camões, “já passou o Bojador, já foi além da dor”. Tudo isto não impede, pelo contrário, impele, que se auxilie a Humanidade em sofrimento sobretudo “ensinando-a a pescar”, isto é, transmitindo-lhe o conhecimento divino das Leis que regem o Universo e a tudo quanto nele vive. O afecto, carinho, afeição, enfim, simpatia para com as vidas que sofrem exigem intervenção de um e de todos, cada qual ao seu nível e nas suas capacidades, porque, para fechar, “todo o grito de dor é uma ordem de Deus”.

10650037_576983632406526_1939533832734488128_n[1]

Separarei agora o tema dos Colaboradores Espirituais em três classes: 1.ª) o Auxiliar inconsciente; 2.ª) o Auxiliar consciente; 3.ª) os Auxiliares não-humanos.

O Auxiliar que apesar de não ter desenvolvida qualquer faculdade psicomental (sidhi) que o leve a agir fenomenicamente sobre a matéria, no entanto é capaz de dirigir pela meditação e pela visualização a sua energia psicomental, pode colaborar de maneira simples mas de grande eficácia: como a meditação aclara a Voz da Intuição ou Budhi, a Fala do Cristo Interno, Filia Vocis, foca a consciência nela e dela irradia os mais nobres ensejos de Paz e Amor a alguém corpóreo ou incorpóreo, dirigindo pela imaginação ou “mente criadora” – a prática da mentalização acelera o desenvolvimento natural da clarividência – a energia despendida. De maneira que o Ser Crístico remete e o Auxiliar encaminha esse fluxo espiritual, o qual inevitavelmente alcançará o ente em causa, porque, como afirma o Mestre Djwal Khul, a energia segue o pensamento.

Por exemplo, no meio católico é costume rezar-se pelas almas em provação no Purgatório e no Inferno, neste caso, o Baixo Astral composto dos quatro sub-planos inferiores desse Plano, as quais estão “encalhadas” entre a Terra e o Céu, o Mundo Mental. Na Teurgia, antes, na Ordem do Santo Graal que a exerce – como nas demais doutrinas reconhecidas pela Tradição –, além de se cumprir o encaminhamento canónico da alma que parte daquele ou daquela que a ela esteve efectivamente ligado(a) pelos laços santos da Iniciação, também se faz o apelo a Deus e aos Deuses para que distendam a sua Divina Luz a essas regiões de sombra e dor e elevem as almas dos que aí estão.

Quando nos momentos de pausa o corpo é entregue ao repouso reparador, o Discípulo auxiliar não cessa a sua actividade. Isto porque ele já não se sente só o corpo físico, tendo o estudo e a vivência das “oitavas superiores” da sua consciência, símile microcósmico da do Universo, lhe outorgado a certeza inabalável de que além de sangue, carne e ossos é também uma inteligência subtil que se expressa pelo órgão cerebral.

Antes de se entregar ao sono reparador, o Discípulo volve o melhor do seu pensamento e sentimento para o seu Deus Interno pedindo desculpa por quanto fez de errado ao longo do dia e perdoando com sinceridade a quantos o magoaram, seja física ou moralmente. Após, fixa o seu pensamento em determinada imagem desejando firmemente realizá-la mal adormeça e a alma se desprenda temporariamente do corpo. Claro que essa intenção é variável: pode desejar encontrar-se com algum conhecido encarnado ou desencarnado, deslocar-se a algum país próximo ou distante, adentrar o Templo Interno cuja réplica física é aquele a que está ligado fisicamente, e aí ir receber do seu Mestre ou de Irmãos mais adiantados do seu Grupo Egóico, externamente representado pelo Grupo Esotérico, quanto necessita para a sua maior Realização Espiritual, etc., etc.

desdobramento

Tem-se o exemplo, digno do maior louvor, no Discípulo de tónica mais coracional, devocional, preocupado com a Paz no Mundo e consequentemente com o bem-estar dos seus semelhantes. É seu costume, antes de adormecer, visualizar as imagens de pessoas necessitadas (não importando a sua posição social, racial, política ou religiosa) com que tenha cruzado ao longo do dia, e desejar intensamente ir junto delas auxiliá-las com as suas melhores vibrações de amor e sabedoria.

A verdade é que incontáveis milhares de almas em sofrimento têm sido assim, pelas mãos carinhosas e perseverante paciência desses Auxiliares Espirituais, resgatadas ao limbo da dor para os páramos da Luz Eterna.

Apesar de quando volvido ao corpo físico não ter lembrança do sucedido nos Mundos subtis ou paralelos da Alma, excepto de quando em vez este ou aquele sonho assombroso, mesmo assim confirma fortificar-se cada vez mais nele a certeza da sua imortalidade. Se não detém a lembrança cerebral imediata do acontecido, é porque a consciência física residente nos dois éteres superiores do seu Corpo Etérico ou Vital ainda não conseguiu desprender-se temporariamente dos dois éteres inferiores em que reside a memória cerebral. De maneira que tem-se a memória imediata ou de estado de vigília mas não a consciência contínua, mormente acompanhando o estado de sono ou adormecimento da mesma memória cerebral assim, por momentos, apagando-se, desligando-se da consciência física da qual é repositório.

O Corpo Físico está composto da maneira seguinte:

cQuanto ao Auxiliar Invisível que se desdobra conscientemente levando consigo a memória física ininterrupta que assim se liga à memória astral e mental, conseguiu tal capacidade após ter desenvolvido à máxima potência as cinco qualidades seguintes:

1.ª) Unidade de Espírito. O reconhecimento e assimilação integral de que Espírito e Matéria são essencialmente uma só e mesma Substância energética, liberta e condensada, e da aceitação incondicional das ordens dos Grandes Mestres quanto à Obra que querem que realize, o que implica o seu auto-aperfeiçoamento ingerindo positivamente no de todos os seres viventes.

2.ª) Perfeito domínio de si mesmo. Isto nos níveis do pensamento, da emoção, da reacção vital e da acção física.

3.ª) Calma. Este é outro ponto importantíssimo: a ausência de toda a apoquentação e de depressão. Grande parte do trabalho consiste em acalmar os que estão perturbados e animar os que estão tristes. Como o poderá fazer um Auxiliar se estiver no estado de apoquentação, de incerteza e depressão?

4.ª) Conhecimento. O conhecimento exacto, tanto teórico como prático, dos Planos em que tem de trabalhar, assim como da composição oculta do Homem e de todas as coisas, animadas e inertes.

5.ª) Amor. Esta a última e a maior de todas as qualidades. Só dotado de intenso Amor genuinamente Espiritual o Auxiliar Invisível, em voluntário e sublime sacrifício, é capaz de mergulhar nas trevas mais densas ante as quais os próprios Anjos tremem, e arrancar daí para a Luz de Deus almas desgraçadas em sofrimentos indizíveis.

Essa última qualidade aporta-me à memória aquele episódio marcante ocorrido com um discípulo junto do seu Mestre em suas viagens pelos Mundos Internos. Em dado momento deparou-se-lhes uma alma dotada de rara beleza multicolorida mas que, para estranheza do discípulo, apresentava o semblante carregado de uma tristeza imensa. Inquirindo o seu Mestre sobre o facto, a resposta foi: – Quando essa alma estava encarnada, no mundo foi um homem de grande sabedoria, sabia de tudo e a tudo respondia, mas… não aprendeu a amar. Por isso está triste…

Remata o Professor Henrique José de Souza (JHS): “Tudo que morre cai na vida. Nenhum corpo, nenhum acto, nenhum pensamento pode cair fora do Universo, do Tempo e do Espaço… onde a Vida existe sempre. A dificuldade está apenas em saber morrer, para puder viver no palco cénico da realidade”.

b

A terceira classe de Auxiliares Espirituais é a não-humana, despossuída de corpo físico e até numa evolução paralela à Humana, podendo pertencer aos tipos seguintes:

1 – Homens desencarnados ou Elementares;

2 – Elementais ou “espíritos da Natureza”;

3 – Anjos;

4 – Iniciados incorpóreos;

5 – Mestres incorpóreos.

Sendo tão-só o fenómeno natural da “morte a curva da estrada” (… da vida), citando Fernando Pessoa, a vida prossegue avante além-túmulo, levando a alma do falecido para o Plano da sua simpatia os mesmos vícios e virtudes que cultivou quando encarnada. Se foi um ente de bom carácter, virtuoso, amigo e leal, poderá, se for seu ensejo e para tanto estiver capacitado, colaborar no despertamento interior dos que ainda estão encarnados e inspirá-los aos estreitos mas rectos caminhos da vivência sã, virtuosa e sábia, agindo como «guia», ou melhor, como conselheiro invisível de uma só pessoa ou de toda uma família, ou, ainda, de um grupo vocacionado ao estudo dos Mistérios da Vida, tudo conforme as suas capacidades psicomentais (kama-manásicas). Segundo as informações recolhidas pelos Auxiliares Invisíveis encarnados, a actividade dessas entidades “não-humanas” (no sentido de estarem despossuídas do veículo físico, entenda-se) é vastíssima, tendo mais ou menos como base a afirmação positiva da imortalidade do Espírito Eterno e a necessidade de identificação com Ele.

Isto não tem nada a ver com as teorias espiritistas e até mesmo as desdiz: tanto neste Plano Físico como nos subtis existem pessoas bastante capacitadas para colaborar no auxílio à evolução dos que partem e dos que já partiram, pelo que não é necessário recorrer aos perigos físico-anímicos do mediunismo que mais aprisiona do que liberta as almas, tanto encarnadas como desencarnadas!… Ademais, o «espiritismo», quer ou não se queira, não deixa de ser culto psíquico ou animista da forma mayávica ou ilusória da personalidade subtil, nomeadamente no seu aspecto astral ou emocional, não deixando de arrastar a alma para baixo por ser centrípeto e lunar, desde logo, passivo (e é isto mesmo que a tradução grega da palavra médium significa); já o Auxiliar Espiritual iniciado nos Mistérios da Vida, impulsiona sempre à libertação do Mundo das Formas e à integração no Mundo Informal do Espírito Único e Verdadeiro, assim se mostrando centrífugo e solar, desde logo, activo.

Limito-me a constatar os factos e não a atacar coisa alguma em jeito de intolerância e despotismo para com as crenças alheias. Não, tanto mais que este estudo serviu como palestra pública várias vezes dentro e fora do meio Teúrgico e Teosófico, e foi assim que a sua primeira apresentação oral, no ano de 1976, realizou-se no Centro Espírita “Infante de Sagres”, na cidade de Lagos, Algarve, onde me defrontei com cerca de duas centenas de espíritas meio-assombrados e meio-decepcionados, com excepção de dois presentes: eu próprio e o distinto teósofo, saudoso amigo, coronel João Miguel Rocha de Abreu.

Quanto aos elementais, eles são os “espíritos da Natureza” de índole muitíssimo inferior à humana por estarem ainda na Fase Involutiva ou de descenso à Matéria na Cadeia em que vivemos. Inconscientemente, como energias primárias que são, estabelecem laços com os humanos pelas vibrações cegas de simpatia ou de antipatia. De maneira que os elementais mais desenvolvidos podem proteger e até auxiliar simpaticamente os homens cuja natureza seja afim às carências desses «espíritos», passando a funcionar, então, como «guias astrais».

Por norma as crianças, até aproximadamente os sete anos de idade, são extraordinariamente psíquicas, muitas até conseguindo ver os Mundos invisíveis aos nossos olhos físicos. Geralmente os seus «imaginários» companheiros de brincadeira, quando aparentemente estão sozinhas, são graciosos elementais compartilhando dos seus folguedos. À luz da Teurgia e Teosofia, a imaginação fantasiosa infantil, com os sentidos físicos ainda muito interiorizados, deixa de o ser para se tornar clarividência inata penetrando esses Mundos invisíveis, desde o Etérico até ao Astral e, às vezes, até o Mental.

Pertencendo a um esquema evolucional paralelo ao Humano, os “espíritos da Natureza” repartem-se, de modo geral, em quatro classes: gnomos e fadas, habitando a terra; ondinas e ninfas, habitando a água; silfos e sílfides para o ar; por fim, as salamandras e os vulcanos para o fogo, sendo a forma de todas essas criaturas constituídas das partículas subtis etéricas, astrais e mentais do respectivo elemento natural.

As fadas são formosas e prodigiosas criaturinhas que vivem nas florestas e têm a ver com o desenvolvimento da vegetação.

Os gnomos ostentam estatura pequena e atarracada. Operam sobre os minerais e vivem junto ou dentro das cavidades subterrâneas. Podem ser engenhosos e afáveis ao homem quando com ele simpatizam, mas perseguem-no implacáveis quando com ele antipatizam.

As ondinas e ninfas vivem nos arroios, lagos, rios e mares e apresentam grande beleza a par de intensa voluptuosidade.

Os silfos volitando nos ares acercam-se do mental humano, e quando simpatizam com este são dóceis e interessados pelos conhecimentos aglutinados na mente, pelo que sentem atracção pelos sábios; pelo contrário, são antipáticos e até hostis para com os ignorantes e os fracos cujo sistema cerebral e nervoso dominam à-vontade.

As salamandras rodopiando como chamas crepitantes e brilhantes, afinizam-se com os filósofos e religiosos de puras intenções e inflamam-se, furiosas e terríveis, com todos aqueles de paixões desregradas onde o emocional predomina sobre todos os sentidos.

Já disse que os elementais podem até viver séculos, mas não são imortais: são forças subhumanas que só num futuro muito longínquo alcançarão o grau evolutivo semelhante ao Humano.

Quanto aos Anjos, são imensamente superiores à Humanidade comum pertencendo a uma Evolução paralela à nossa, alguns deles não deixando de ser dedicados Auxiliares Invisíveis da Vaga Humana, principalmente daqueles cujas tradições consagradas a eles se liguem, apesar de só uma minoria da Classe Angélica estabelecer contacto com a Humana, principalmente através dos rituais e cerimónias tanto de cariz iniciático como religioso.

anjo da guarda

Bem parece que a principal missão dos Anjos (Barishads) é a de unir Mónadas inter-relacionadas pelo Karma para que formem um agregado familiar, e depois ligar os componentes humanos desse agregado por meio do sangue (a expressão mais densa do corpo etérico que, por sua vez, é o corpo mais denso dos Anjos e pelo qual actuam junto dos homens) e afinidade psicomental. A segunda fase deste trabalho é a de unir todas as famílias numa só, como organismo celular único do Logos Planetário.

A Vaga Angélica divide-se em sete Linhas de acordo com a tónica planetária de cada um dos sete Arcanjos principais dirigindo cada uma das mesmas, sendo:

1 – Anjos do Poder ou do Cerimonial = Sol – Mikael

2 – Anjos da Maternidade ou da Forma = Lua – Gabriel

3 – Anjos da Ordem e da Arte = Marte – Samael

4 – Anjos da Cura ou Hospitalares = Mercúrio – Rafael

5 – Anjos da Natureza ou dos Elementos = Júpiter – Sakiel

6 – Anjos da Música ou da Harmonia = Vénus – Anael

7 – Anjos do Lar ou Domésticos = Saturno – Kassiel

Já o ente humano muito espiritualizado, verdadeiro Iniciado na Sabedoria Divina que avista em tudo quando existe aos olhos físicos e não físicos, estando o seu Ego Superior irreversivelmente ligado a algum Mestre de Amor-Sabedoria, só por si é um precioso e dedicadíssimo Colaborador Espiritual da Humanidade, esta que, descarecida de verdadeira espiritualidade, erra e sofre no limbo contínuo da dúvida e do ateísmo. De maneira que ele desce voluntário dos páramos de Luz às regiões sombrias da matéria, indo inspirar os homens a encarreirar decisivamente pelo caminho do Bem, do Bom e do Belo.

Fazendo do Cristo Interno ou do Budha Interior o ideal supremo de Realização de um e todos, o Servidor é ele mesmo um Ser Crístico, um Ser Búdhico como a invisível mas sensível Panaceia Viva viável e extensível a todos os males do corpo e da alma.

imagesDJ1HO2KT

Sobre o que seja, afinal de contas, um discípulo, o Professor Henrique José de Souza descreveu-o em poucas mas induvidosas palavras: “O verdadeiro discípulo é aquele que não faz perguntas indiscretas, que não vê erros nem crimes em ninguém, preferindo ver os seus próprios. Um ladrão que salve uma criança com o perigo da sua própria vida, vale mais que um religioso que passa a vida a examinar os erros alheios, achando mesmo que a sua religião é melhor que a dos demais. Pelo que, NÃO É A RELIGIÃO QUE FAZ O HOMEM, MAS O CARÁCTER”!…

Servir traz ao discípulo a Iniciação. Servir implica em dar, e dar acarreta uma maior expansão da consciência. “É dando que recebereis”, já dizia Jesus.

Acerca do que seja, no sentido verdadeiramente iniciático, um Mestre, este é o Ser que alcançou a pleniconsciência da Supra-Inteligência (Espírito), da Supra-Emoção (Alma) e da Supra-Vontade (Corpo) atingindo o pico da Perfeição Humana. É o Mahatma, a “Grande Alma” ou Super-Homem como Jivatmã, “Vida-Consciência” integral. Superou para sempre o ciclo das necessidades ou reencarnações e só voltará a reencarnar se for seu ensejo, graças a ter desenvolvido e desabrochado todas as suas potencialidades interiores de tal maneira que, ante qualquer homem comum e até o discípulo, ele é verdadeiramente um Deus Perfeito, em verdade e pela razão indicada da sua libertação definitiva do Mundo das Formas, um Adepto Independente. Desde já fique a advertência: todo aquele, no meio da sociedade humana, que se afirma “mestre” e se comporta de maneira avessa a tamanha condição espiritual, certamente não o é, pois… “pelo fruto (produção) se conhece a árvore (produtor)”, afirmava o mesmo Jesus.

Os Mestres Reais constituem-se numa Organização Hierárquica tradicionalmente conhecida pelo nome de Excelsa Fraternidade Branca, Grande Hierarquia Oculta, Hierarquia Santa e outros nomes similares mas cujo sentido é sempre o mesmo.

A origem da Fraternidade Oculta é antiquíssima, anterior mesmo à Civilização Atlante recuando aos meados da 3.ª Raça-Mãe Lemuriana. A sua Missão mais geral é a de impulsionar a Evolução, ensinando aos homens a direcção que têm que tomar em cada nova etapa ou ciclo. Outra Missão, mais restrita, é a de ser mantenedora das Consciências e Forças Cósmicas na face da Terra.

Os Grandes Mestres a que me refiro, formando a Hierarquia Oculta, nada têm a ver com os «espíritos superiores» das doutrinas espiritistas. Claro que eles são Seres altamente espiritualizados com consciência supra-humana, mas dotados de corpos físicos resguardados nos seus Retiros Privados, logo não sendo almas incorpóreas de simples defuntos que em suas vidas foram pessoas virtuosas. Não, os Mestres Reais são infinitamente mais que isso… e mesmo quando consciente e livremente encarnam, tomando o aspecto de um homem comum, a sua evolução coloca-os em níveis de consciência e actividade insuspeitadamente muitíssimo acima do comum vulgar. Para alcançar esse altíssimo grau do Adeptado, tiveram que passar por quantas Iniciações existem no Caminho, transpondo todos os seus portais, adquirindo todas as experiências que a vida individual e colectiva pode proporcionar, aplicando integralmente as Leis Universais às suas acções, ao seu modo de sentir e de pensar.

A Excelsa Fraternidade Branca, como qualquer outro organismo hierárquico, possui uma Suprema Direcção, cabalisticamente constituída. O Supremo Dirigente, além do seu nome pessoal, possui um nome funcional, que é Manu (Legislador). É auxiliado por outros dois Seres da mesma craveira espiritual, os quais, em virtude das suas funções, denominam-se de Colunas Vivas: uma, o Mahachoan (Director), a Coluna B, e outra, o Bodhisattva (Instrutor), a Coluna J. Em seguida, um Ministério, constituído de sete Ministros, os Dhyanis-Budhas. Cada um desses Ministros é o Chefe de um determinado Grupo de Mestres, Grupo de quantidade sete que se denomina Linha de Adeptado.

Aplica-se o esquema seguinte:

Adtp.

Até ao ano de 1924, havia no Oriente, no Tibete, uma representação prodigiosa do Manu e suas duas Colunas Vivas, nas pessoas do 31.º Buda-Vivo, do Dalai-Lama e do Traixu-Lama, cujo poder repercutia até aos confins do Ocidente noutras tríades representativas. Nesse ano, foi transferida para o Ocidente a Missão que o Oriente vinha desempenhando desde o início da actual 5.ª Raça-Mãe Ariana. Três centros geográficos acham-se ligados àquelas personagens, a saber: ao 31.º Buda-Vivo (cujo nome pessoal foi Bogdo Gheghen), a cidade de Urga, na Mongólia; ao Dalai-Lama, a cidade de Lhassa, no Tibete, e ao Traixu-Lama, a cidade de Chigat-Tsé, no Pamir. Em certos meios menos adiantados nos estudos iniciáticos, julga-se que essa tríade era a própria Directora da Excelsa Fraternidade Branca, quando na realidade era a representação viva sobre a Terra da Suprema Tríade Directora – Brahmatma, Mahima e Mohima.

A Excelsa Fraternidade Branca nada tem de semelhante ou comum às organizações de natureza clerical ou eclesiástica, tampouco às sociais recreativas. O trabalho dos Mestres é, na mais ampla acepção do termo, eclético e universal. Eles não se limitam a determinado país ou região, nem professam determinada doutrina religiosa à qual desejem converter os homens.

Assim, há hoje e houve sempre Mestres em todas as regiões do Globo. Onde a História aponta uma determinada civilização, uma efervescência social, um núcleo cultural e humano, aí se encontram Eles.

De facto, se observar-se a vida e a obra dos seres superiores que deixaram o seu nome na História, os filósofos, os artistas, os grandes estadistas, os sociólogos, os cientistas, enfim, todos aqueles titãs que através de lutas sobre-humanas procuraram criar e estabelecer novas instituições, novos padrões de civilização, ter-se-á uma visão de como se faz a História.

Então, poder-se-á perguntar: mas por detrás de tudo isso haverá Seres ainda mais conscientes que sabem de antemão o que há-de vir, determinam as directrizes através das quais esses homens superiores agem para realizar um certo trabalho?

Sim, pois que é esse o trabalho oculto da Fraternidade Branca através dos melhores da Humanidade. São os componentes dessa Fraternidade os Mestres Vivos que preparam os homens, quando não são Eles a agir pessoalmente, desviando os obstáculos do Caminho da Evolução e do Progresso verdadeiros do Género Humano, para que assim o Mundo possa seguir a corrente marcada pelos ciclos da Natureza. E é assim que os acontecimentos vão surgindo…

Em face dessa jurisdição universal exercida pela Grande Fraternidade Branca, o Mestre não deve ser forçosamente, como muitos pensam, um oriental vestido com as roupagens características daquelas regiões, de longas barbas e apoiado num bordão. Há Mestres de todas as raças e de todas as nacionalidades – chineses, mongóis, hindus, etíopes, semitas, eslavos, latinos, saxónicos, etc. Os Mestres do Ocidente são tão ocidentalizados como qualquer um de nós, e tem-se registo de Mestres Orientais que, ao viajarem pelo Ocidente, assumem tão bem a atitude de um ocidental que não haverá quem os possa distinguir. Isto é válido, também, para o Adepto do Ocidente que indo ao Oriente, assume-se um oriental a pouco de confundir-se com um vulgar hindu ou tibetano… excepto na Consciência Superior que o distingue do humano ordinário.

Cada Adepto possui um número certo de discípulos, os quais, por sua vez, podem constituir um número qualquer de estudantes, primeiro laicos e depois aceites. A não ser a própria Fraternidade Oculta, cuja constituição só pode ser alterada em períodos muitíssimo lentos e espaçados entre si, o número de Adeptos e dos respectivos discípulos e estudantes pode variar mais amiúde, em face das circunstâncias locais e temporais.

Mestre e discípulo

Agora, o seguinte: quem procura feitos e factos fantásticos dentro desta Obra Divina, esquecendo ou ignorando que a sua doutrina e praxis são inteiramente vocacionadas à realização espiritual e nada à satisfação de qualquer curiosidade profana de acontecimentos extraordinários acontecidos no interior da mesma, inevitavelmente acaba tombando nas maiores desilusões, porque… nada de fantástico e extraordinário encontrará. O método não é esse, o de interpretar o espiritual à luz do material, pois que assim nunca resultará e, ademais, é prova cabal da imaturidade de consciência de quem se arremessa nesses «realismos fantásticos». Fique esta advertência, que certamente ajudará muitos a evitar dissabores desnecessários e desilusões dispensáveis.

Quanto à relação humana e espiritual da Ordem do Santo Graal, através da Ritualística canonicamente consignada para o efeito, com a Hierarquia Espiritual do Novo Pramantha a Luzir, isto é, o Novo Ciclo de Evolução Universal, ela mesma dispõe-se na ordem seguinte:

Linhas

Sendo para os da Obra do Eterno na Face da Terra (Teurgia) a figura de Henrique José de Souza a magistral de um Adepto Vivo, coloca-se a questão pertinente a ver com o que disse atrás sobre a curiosidade das manifestações fenoménicas: se ele e uns quantos raros (se contados, sobram dedos das mãos…) mantiveram contactos directos com os Grandes Mestres da Excelsa Loja Branca, então, como os mesmos se teriam processado?

Pois bem, houveram oito modos de inter-relação, a saber:

1.º) Os Adeptos projectavam o seu corpo Causal (Mental Superior, cujo átomo-semente é a causa dos restantes corpos constitutivos da personalidade ou “quaternário inferior”) na consciência mental (superior e inferior) do recipiendário, e aconteciam as mensagens e revelações.

2.º) O recipiendário projectava-se conscientemente ao Plano Causal, e daí trazia as mensagens e revelações dos Adeptos.

3.º) Os Adeptos projectavam escritos e objectos no ambiente do recipiendário, servindo-se do Éter (Akasha) da Natureza para os desmaterializar nos seus Retiros Privados e rematerializar junto do destinatário. Nisto não havia algum custo de energia vital (etérica, fluindo pelo chakra esplénico) do próprio, pois se tratava dum acto mecânico, apesar de oculto, manipulador das energias naturais.

4.º) O recipiendário, servindo-se da sua energia vital (esplénica, ligada ao baço) e do Éter da Natureza, com a sua vontade muito desenvolvida e pelo atrito de ambas as energias (a sua e a do ambiente) provocava os fenómenos de materialização de objectos junto a si, ou, então, desmaterializava-os para que aparecessem junto dos Adeptos visados no momento.

5.º) Os Adeptos visitarem fisicamente o recipiendário, trazendo-lhe, visível e tangivelmente, a sua presença, mensagens, revelações e objectos.

6.º) O recipiendário visitar fisicamente os Adeptos nos seus Retiros, e de lá trazer o testemunho da sua presença, mensagens, revelações e objectos.

7.º) O recipiendário ser visitado fisicamente por Emissários dos Adeptos que, por esta ou aquela razão, não puderam deslocar-se pessoalmente.

8.º) O recipiendário visitar fisicamente, em lugares predeterminados, Emissários dos Adeptos que, por esta ou aquela razão, não puderam estar presentes.

Para qualquer uma dessas modalidades, de certo modo todas interpenetradas, o recipiendário só poderá ser uma pessoa muito especial, um Verdadeiro e Grande Iniciado, tanto mais que a Hierarquia dos Adeptos Vivos se escusa veementemente a contactos directos, e até indirectos, com a Humanidade comum… hiper-poluída psicomentalmente, já para não falar fisicamente.

JHS

Resta ao Discípulo, ao Munindra, esforçar-se por ser, também ele, um Grande Iniciado da craveira de JHS, pois que assim, imitando o Mestre, ele mesmo é a manifestação visível e tangível do próprio Mestre. E tudo o mais advirá por acréscimo…

E é assim que

Ó Vida Oculta, vibrando em cada átomo!

Ó Luz Oculta, brilhando em cada ser!

Ó Amor Oculto, abraçando tudo numa Unidade!

Que cada um de nós

Compreenda que é Um contigo,

Sinta que é Um com todos os seres,

Viva para servir a Humanidade!

Bijam

 

OBRAS CONSULTADAS

 

Cartas dos Mahatmas M. e K.H., tradução portuguesa por Vitor M. Adrião da versão francesa de 1962. Edição particular, Lisboa, 1999.

Cartas dos Mestres de Sabedoria, anotadas por G. Jinarajadasa. Tradução portuguesa por Vitor M. Adrião da versão francesa de 1979. Edição particular, Lisboa, 1999.

Luzes da Iniciação Eubiótica, colectânea de textos de António Castaño Ferreira e Sebastião Vieira Vidal. Nova Brasil Gráfica e Editora Ltda, São Lourenço (MG), primeira edição em Fevereiro de 2006.

C. W. Leadbeater, Auxiliares Invisíveis. Editora Pensamento, São Paulo, 1976.

C. W. Leadbeater, O que há além da morte. Editora Pensamento, São Paulo, 1979.