Santuário Akdorge de Portugal

1.º Novembro 2014 – Todos-os-Santos

Porém, entretanto preparam-se grandes coisas; parece-me perceber um resplendor brilhante no horizonte. Levanta-se e ilumina esta maré viva. Delineia-se uma forma resplandecente, lutando contra as sombras e as nuvens opacas; reconheço o Sinal desta presença: é o do Possuidor dos sete selos lamaicos, que estão no tesouro secreto de Lhassa, o do Budha Vivente que reina sobre o Mundo. Os raios saem da boca do Bem-Aventurado e iluminam os três Mundos: os Infernos, a Terra e a Morada dos Deuses… – Jean Marquès-Rivière, A la sombra de los Monasterios Tibetanos.

Mitra-Deva virá cercado de Assuras luminosos. E se reflectirá nas três Regiões que se completam por serem o ninho onde dorme a Ave de Hamsa (tanto se refere aos três Mundos Universais, donde Maitri, Mitra, etc., como aos Mundos Inferiores: a Face da Terra, ou o nosso Templo, o Caijah e Shamballah ligada a Agharta). Os seus três Templos O receberão de portas abertas. No começo nem todos O reconhecerão (como agora mesmo, uns julgando que Ele nasceu há mais tempo, outros esperando que Ele nasça…). E depois, o seu Irmão Terreno tomará o Seu lugar, para que o Trono de Deus se firme na Terra.Livro Ciclo dos Avataras, depositado na Biblioteca de Duat, comentado por Henrique José de Souza (JHS).

E o AVATARA, que é sempre uma “criança” no começo, faz-se TRÊS EM SI MESMA, quando em forma “adulta”. Eis aí o valor do Grande Legislador ou SUPREMO ARQUITECTO como PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO. Sim, em baixo possuem o mesmo feitio e função, em CORPO HUMANO, para que a MÓNADA, a TRÍADE SUPERIOR, a CONSCIÊNCIA UNIVERSAL seja permanente na Terra. – Henrique José de Souza, Carta-Revelação de 30.5.1950.

Todos já sabem o que é MAITRI, esse Embrião mantido em nosso Santuário, e sobre o nosso Sistema Geográfico Sanlourenciano, ou antes, a Cadeia Septenária Sul-Mineira glorificada pela Serra da Mantiqueira, Manteigueira ou Pushkara. – Henrique José de Souza, Carta-Revelação de 23.06.1941.

Sabemos que estamos no fim de uma civilização e que somos a geração de elite, a semente da nova civilização, etc. Sabemos, ainda, dos destinos imediatos do Mundo, e finalmente da nossa volta à Face da Terra com MAITREYA à frente… e portanto não devemos confundir-nos com os já perdidos, embora que seja nosso dever envidar todos os esforços para salvar o maior número possível dos que permanecem indecisos.

Honrando-nos, devemos também honrar aos nossos Irmãos, como Membros da mesma Família. Família Espiritual JHS e Família Espiritual Maitreya são uma só e a mesma coisa. O Grande Lar da Humanidade Futura. “Vinde prestes, ó Senhor Cristo (ou Maitreya), para que a Terra seja Bendita com a Vossa Presença”, é evocação bem nossa, como a é ADI-BUDHA VAHAM MAITREYA. – Henrique José de Souza, Carta-Revelação de 20.06.1947.

O “vinde prestes” da evocação do Senhor JHS certamente implica o trabalho de aperfeiçoamento interior individual e colectivo dos seguidores e discípulos da sua Obra Divina, ou seja, o de procurar por esforços próprios identificar-se ao seu Cristo Interno a fim de integrar-se ao Cristo Universal, posto toda a evolução começar de dentro para fora e de baixo para cima, neste desde o Físico ao Paranirvânico ou Monádico e este afluindo desde a sua sublimidade interior até ao mais exterior ou Físico denso.

Sendo o Cristo Interno parcela monádica (Anupadaka) do Cristo Universal (Paranirvânico) como Segundo Aspecto do Logos Único que se triparte na Manifestação Universal em Três Aspectos ou Hipóstases, chamadas Brahma – Vishnu – Shiva ou Pai – Filho – Espírito Santo, dispostas nos Mundos Divino, Celeste ou Terreno ou das Causas, Leis e Efeitos, também chamados Celeste, Humano e Terreno. Segundo o teósofo António Castaño Ferreira, esses Três Aspectos Divinos (Theotrim) do Logos Único e Impessoal (do nosso Sistema de Evolução Universal), são conceituados do modo seguinte:

1.º Logos – As Sete Energias ou Forças Criadoras da Natureza que irradiam da Essência Una.

2.º Logos – Os Sete Raios do Plano do Espírito, as Sete Purushas, o CRISTO CÓSMICO.

3.º Logos – Os Sete Centros no Plano da Matéria, as Sete Prakritis.

“Não há, com efeito, já o dissemos, Três Logos distintos mas Três Aspectos diferentes do Logos Único, coexistentes e coeternos, que exprimem as Sete Forças Criadoras da Natureza, vivificadoras do Espírito e da Matéria manifestados; os Sete Raios desse Espírito, isto é, os Sete estados de Consciência Cósmica manifestada; e os Sete Centros de Prakriti, que são as formas materiais de que se revestem essas Consciências no acto da Manifestação.” – António Castaño Ferreira, Série D da S.T.B. (Sociedade Teosófica Brasileira), aula n.º 6.

Sendo assim, ao nível do Plano do Segundo Logos tem-se nele a Semente ou Bijam dos Avataras que periodicamente se têm manifestado sobre a Terra, o Plano da Matéria ou o Terceiro Logos. Sendo o Avatara Um só como Essência Divina ao manifestar-se apresenta-se com Três Aspectos afins à natureza dos Três Logos ou Mundos, motivo porque o nome Maitreya significa “Senhor dos Três Mundos” desde logo dispondo-o na participação integral das naturezas do Pai Imanifesto e do Espírito Santo ou Mãe Manifesta, assim mesmo como Filho ou Cristo Universal, o Senhor do Segundo Trono portador do Livro ou as Leis e da Balança signatária das mesmas.

Segundo o Mestre JHS, o Senhor Maitreya na função de Supremo Instrutor da Humanidade e também da Hierarquia dos Anjos (Barishads), apresenta-Se de modo tríplice no Mundo manifestado, como seja:

Maitreya, o Buda Celeste – portador de 100% da Consciência de Brahma, o Pai;

Apavanadeva, o Buda Humano – portador de 75% da Consciência de Vishnu, o Filho;

Mitradeva, o Buda Terreno – portador de 50% da Consciência de Shiva, o Espírito Santo.

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Esses Três Aspectos de Um só correspondem à Tríade Superior que perfaz a Mónada ou Essência Divina – Espírito, Intuição, Mental Superior (Atmã – Budhi – Manas). São os 3/7 dos 7/7 que individual e colectivamente ao Homem cabe realizar, já que 4/7 correspondentes à personalidade manifestada encontram-se formados (Mental Inferior, Emocional, Vital e Físico).

Os Quatro Aspectos manifestados à escala geral são assinalados por 4 Linhas de Adeptos, como sejam as Linhas Hilarião – Morya – Kuthumi – Serapis, aos quais o mesmo Castaño Ferreira chama de “Apóstolos do Cristo”.

Espírito, Alma, Corpo

É sabido que os sete estados de consciência humana são aqueles conhecidos como Espiritual, Intuicional, Mental Abstracto, Mental Concreto, Emocional, Vital e Físico, havendo ainda dois outros estados chamados de Divino e Monádico (Adi e Anupadaka) que se manifestam pelo Chakra Cardíaco Inferior de nome Vibhuti, enquanto os restantes estados reflectem-se através dos Centros bioenergéticos de Vida e Consciência chamados Chakras, significando “rodas” em sânscrito pelo movimento rotativo sobre si mesmos e paulatinamente expansivo nos que dilatam a sua consciência, ou então contrativo nos que retraem a mesma. Nisto se contém o sentido de evolução verdadeira tanto pessoal como colectiva. Adianto que os corpos de consciência não estão “encavalitados” uns nos outros mas interpenetrados, e à medida que a atenção se focaliza em estados cada vez mais subtis por interesse afim aos mesmos, mais a consciência se subtiliza e aprofunda.

CHAKRAS E SIGNOS

A figura acima induz o conceito de cada chakra estar sob a égide de um planeta e respectiva constelação, e de facto assim é, posto cada Planetário corresponder a um Luzeiro dos sete que assinalam os dias da semana e caracterizados por estados de Consciência Cósmica os quais repercutem nos afins estados de Consciência Humana, na escala de 1 a 7 Deuses do Empório tradicionalmente conhecidos como Mikael, Gabriel, Samael, Rafael, Sakiel, Anael, Kassiel, cada um deles dirigindo determinada Hierarquia Criadora e todos rodeando o Trono Celeste da Suprema Divindade, o Logos Solar.

LUZEIROS DA SEMANA

Pois bem, o despertar do Cristo Interno como parcela do Cristo Universal é gerado pelo interesse e atenção intensos e permanentes no Plano Físico, com a consequente intensidade da vibração e transmissão como resposta do Plano Espiritual. De maneira sucinta a fim de dar uma ideia pálida de tão transcendente processo de Iluminação Crística, os princípios partícipes da mesma são:

E1

De maneira que quem se une ao seu Cristo Interno ao Cristo Universal unido está, ao próprio Segundo Trono ou Logos em Sua natureza incondicional de Amor-Sabedoria. A Sabedoria do Pai e o Amor da Mãe manifestando no Filho a Omnipresença do Eterno. Motivo porque o Segundo Trono é igualmente o Andrógino Primordial tão bem reflectido pelo signo de Taurus empático a Vénus afim ao mesmo, cuja natureza Feminina o caracteriza mas igualmente contendo em si a Masculina, como seja:

E2

Tal como há Metástase Avatárica da Individualidade com a Personalidade, e vice-versa, ou seja a União do Homem a Deus (JHS) e de Deus ao Homem (HJS), o mesmo sucede no Segundo Trono onde os Três Logos se encontram como Plano Celeste Intermédio entre o Divino e o Terreno. Fica claro o sentido enigmático da frase inscrita num Livro Jina onde se lê: Akbel veio para a Terra montado no Touro alado Tur-Zim-Muni. Isto é, manifestou-se desde o Segundo Mundo sob a influência de Taurus/Vénus.

Ele foi o Primeiro a fazê-lo, e por isso mesmo é o BIJAM DOS AVATARAS que O seguiram muito depois, após a Tragédia Atlante e no decurso cíclica da História da Raça Ariana repleta de epopeias e tragédias, de caídas e levantares sucessivos do Género Humano, particularmente daqueles que têm acompanhado ao longo de vidas sucessivas ao mesmo AKBEL, o Sexto Luzeiro, sob nomes e corpos os mais diversos.

Pois sim, como não podia deixar de ser o Mestre Vivo que se ocultou no nome Henrique José de Souza também deixou uma série de práticas espirituais, para que os seus discípulos se unissem ao Cristo Interno e por Ele ao Christus Universal; fez mais ainda, nessa sua última encarnação (1883-1963) que valeu por toda uma Ronda (palavras suas): redimiu de todas as Tragédias passadas, consequentemente, do Karma contraído nelas, todos os seus discípulos ou a sua Corte em 23 Março de 1963, tendo às 24 horas desse dia despertado os Deuses do Panteão de Shamballah – o Sol Interno da Terra – e vibrado durante igual número de horas no Templo de Maitreya, na Face da Terra (em São Lourenço, Sul de Minas Gerais, Brasil), com impacto no ovo áurico de todos os Munindras ou discípulos, aonde quer que estivessem. Essa data ficou conhecida como Triunfo do Trono de Deus ou a Vitória dos Bhante-Jauls, e é celebrada num ciclo ritualístico de três dias (21, 22 e 23 de Março) chamado Ritual do Despertar dos Manasaputras, conforme o próprio JHS estipulou:

Dia 21 – Nome do dia: “Equilíbrio dos Três Mundos (Itaparica, na Terra representando o 2.º Logos)”. Ressurreição do Espírito na Carne. As Sete Trombetas Celestes anunciam o despertar da Consciência.

Dia 22 – Nome do dia: “Glorificação do Oitavo Sistema como Oitavo Princípio no Homem”. Exaltação ao Templo do Caijah. Exaltação do Livro do Kâmapa.

Dia 23 – Nome do dia: “Triunfo do Trono de Deus ou a Vitória dos Bhante-Jauls”. Exaltação ao Meka-Tulan ligado às sete Galerias que, por sua vez, o unem às sete Cidades do Sistema Geográfico Sul-Mineiro (com extensão às sete Cidades do Sistema Geográfico Internacional, L.isboa Y S.intra incluídas).

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Assim se firmou o Novo Pramantha sobre a Terra – o chamado Novo Esplendor Celeste –e abriu-se um leque de possibilidades ao venturoso Advento do Cristo Universal sobre a Terra a partir da data padrão de 28 de Setembro de 2005, esta já de si marcando a alvorada do Ciclo de Aquarius.

O “leque de possibilidades” foi sendo criado aos poucos ao longo do século XX, com os Mundos Jinas agindo directamente no seio da Obra antecipadamente dando nascimento aos Budhas e Bodhisattvas do Novo Pramantha em plagas ocidentais o que lhes valeu serem baptizados com novos nomes portugueses, além dos seus tradicionais do Oriente, assim firmando o Novo Esplendor Celeste.

Na mesma razão, vieram ao Mundo as duas Colunas Gémeas do Avatara Aktalaya, uma como o Guerreiro dirigente da Agharta até determinado ciclo, a outra como Oráculo, também Aghartino, funcionando no Mundo de Duat, formam as duas tradicionais Colunas da Justiça e da Sabedoria. De Apavanadeva o seu nome já todos o sabem: Henrique. Os das suas Colunas: José e Saulo. HJS ou JHS, tanto vale. Do mesmo modo que o do seu Irmão: Lourenço. E os das suas Colunas: Paulo e Daniel (os mesmos Akdorge e Akgorge). Neste caso, o tradicional LPD. – Henrique José de Souza, Carta-Revelação de 24.02.1953.

Novo Esplendor

Dos vários métodos de preparação e aperfeiçoamento interior que o Mestre JHS promoveu e ensinou aos seus discípulos, têm especial relevo dois de carácter individual e colectivo:

Método pessoal (Munindra) = Yoga Akbel

Método colectivo (Munindras) = Yoga Universal

A Yoga Universal acompanhando o Odissonai é a Yoga de União à Divindade Imanente e Transcendente, Individual e Universal, sendo a comunhão perfeito entre o Humano e o Divino como processo transcendente da transformação da consciência, com isso transformando nos Munindras as suas constituições física, psíquica e mental até alcançarem a Iluminação Espiritual. E isso o faz fazendo vibrar com maior intensidade as partes dinâmicas dos sete Tatvas ou Elementos subtis Natureza vindo a constituir no Presente o que será a natureza do futuro 6.º Sistema de Evolução Universal já projectado no porvir da 6.ª Raça-Mãe Bimânica e da sua “oitava maior”, a 6.ª Ronda da actual Cadeia Planetária. Assim o Futuro se faz Presente e se apresenta a solução da continuidade. Por tudo isso, o Mestre revelava em 22.07.1957:

A Yoga Universal produz milagres, em primeiro lugar de ordem espiritual, se Ela mesma serve de motivo para cada um pautar a vida com dignidade e inteligência. Sim, a Yoga Universal só modifica a vida daqueles que a praticam, quando se fazem iguais a Ela. Os membros da Obra, embora sendo constituídos de organização humana, vão sofrendo uma transformação progressiva no sentido do mais grosseiro para o mais subtil até se confundirem com os divinos Matra-Devas. É, em síntese, capaz de trazer a verdadeira Paz espiritual e material para todos os Makaras e Assuras.

Os Matra-Devas são os Deuses do Segundo Trono adejando em torno do Cristo Universal, tal qual os Manasaputras são os Deuses do Terceiro Trono no Panteão de Shamballah. Mas já antes o Mestre havia advertido acerca do cuidado pessoal e colectivo em não misturar a Yoga da Obra com práticas estranhas à mesma, sobretudo práticas animistas, cujos perigos dessa confusão podem redundar em graves prejuízos pessoais e colectivos. Diz Ele na sua Carta-Revelação de 6.05.1952:

Antes de começarmos o nosso silêncio devo pedir aos Irmãos, a fim de não prejudicar a Yoga, a que estamos fazendo, o seguinte: devemos evitar espiritismo em nosso ambiente, a fim de não prejudicar a Yoga no nosso ambiente.

A Yoga Universal ingerindo directamente sobre as Forças Cósmicas e Elementos Planetários que estão na sua origem a partir das três Energias Universais promanadas dos Três Logos, pela sua excelsitude deve ser realizada com a maior pureza de pensamento e sentimento movida pela mais nobre intenção, com total descuro da ingerência de elementos estranhos – mentais (intrigas), psíquicos (animismos) e físicos (actos perniciosos) – à mesma Obra Divina. Todos os elementos universais estão presentes nesta Yoga Universal aparelhando com o Odissonai, a Ode ao Som.

E3

Com efeito, na Yoga Universal expõe-se e realiza-se o esquema completo do Universo representado por 7 Linhas Humanas correspondentes a outros tantos Atributos de Deus, sendo 3 masculinas, 3 femininas e uma 4.ª andrógina ou mista, cenicamente representando mas também reproduzindo e recrescedendo a força e movimento da Evolução avante do Esquema de Evolução em que tudo e todos estamos.

E4

Como cada uma das 7 Linhas (sendo a 4.ª dupla) compõe-se de 7 “sementes” ou bijas, os 49 totais têm os seus fundamentos nas 7 vogais e nas 7 consoantes da Língua Sagrada Portuguesa, constituindo afinal o escrínio vatânico ou da Língua Assúrica da famosa “Fala dos Pássaros”, dos Anjos ou moradores naturais do Quinto Reino Espiritual, na Terra representado em Agharta, imediato ao Humano ou Terreno, e que é a chave mais preciosa da Cábala Fonética.

I É Ê Á Â O U – Sete vogais = Mundo Divino, Luzeiros (Ishvaras)

B D L M P T Z – Sete consoantes = Mundo Humano, Planetários (Kumaras)

O Agudo “I” (Isbil) está no Mundo Divino, na Terra representado pelo Pólo Norte; o Médio “Á” (Ásbal) está no Mundo Humano, representado pelo Equador; o Grave “U” (Usbul) está no Mundo Terreno, representado pelo Pólo Sul.

E5

Representando o desenvolvimento dos chakras acompanhando a evolução da consciência nos Planos do Universo, circula permeio às sete Linhas um casal, ela descendo e ele subindo, representando os Gémeos Espirituais Henrique e Helena, ou por outra, Ulisses e Ulissipa (Sol e Lua – Odissonai e Odissonal – mas também expressando o Espaço Sem Limites, o Absoluto, e o Espaço Com Limites, o Universo) que se encontram e tocam na 4.ª Linha, justificando plenamente a sua natureza andrógina.

Odissonai

Assim também, quando fechardes os olhos nas vossas meditações, na própria Yoga Universal, deveis ter os vossos braços para o solo, como posição natural no homem, mas de agora em diante com a consciência plena de que estais dando as mãos ou em contacto com aquele a que cada um corresponde no Reino Aghartino ou Akdorgeano das 7 Cidades ou estados de Consciência. Cada bija é entoado como martelar na bigorna, a linguagem é Aghartina. – Henrique José de Souza, Carta-Revelação de 4.05.1952.

Após a realização da Yoga Universal é recomendado silêncio absoluto, com o objectivo de fixar na aura de cada um dos Munindras os valores que acabam de construir. Por isso, o Mestre recomendava:

Juntar as duas mãos, comprimindo muscularmente a parte que fica junto ao pulso, é sinal de pedido, de súplica, mas também de ordem, de comando, ao mesmo tempo que científico e místico; os dois pólos ou partes do corpo, lunar e solar, provocando o equilíbrio perfeito, é Magia transcendente, é TEURGIA. Comprimindo-se a parte final da palma de cada uma delas, junto ao pulso, este processo tem ainda a propriedade de obrigar à concentração, qual acontece a toda a contracção muscular, que obriga também aos movimentos ósseos ou a compreensão complementar. – Henrique José de Souza, Carta-Revelação de 5.05.1952.

Realizada no 1.º dia da Lua Nova (Novilúneo), a Yoga Universal possui o nome sagrado Laus Perennis Dei, “Louvores Perenes a Deus” ou “Louvemos Perenemente a Deus”… no 2.º Trono, e por isso, em honra à Mãe Divina, o Odissonai também pode ser chamado de Hino à Mãe Universal (Maha-Shakti). Ele é o Cântico dos Cânticos, o Psalmo dos Psalmos (JHS, Cartas-Revelações de 27.04.1958 e 5.05.1958).

D. Helena

De tudo o dito concluiu-se que a Nova Era, o Advento de Maitreya, a Revelação do G.O.M. (Governo Oculto do Mundo) sobre a Terra, etc., é realizada por um e todos os Munindras no trabalho de semeadura humana e espiritual das condições propícias a tão sublimes auspícios, criando e ampliando as oportunidades favoráveis a um novo estado de consciência na Humanidade encaminhando-a para a objectivação de tamanhas e gloriosas realizações espirituais, sim, mas igualmente humanas. Enfim, é como diz a letra do Hino de Mato Grosso por JHS: Cada vez cavar mais fundo para servir ao Rei do Mundo…

Mas de maneira alguma o mesmo JHS – Professor Henrique José de Souza – fulanizou e limitou em si e na sua Instituição Teosófica a universalidade e transcendência de Maitreya e do seu Advento sobre a Terra, pois sabia muito bem que a Advir – Parúsia Universal –  o Supremo Instrutor de Homens e Anjos não seria para qualquer instituto de homens mas para toda a Humanidade e demais Reinos da Natureza. Por isso, quando lhe perguntavam – e perguntaram-lhe muitas vezes, sobretudo os incertos e indecisos – como Maitreya iria agir na S.T.B. quando adviesse, ele respondia sempre invariavelmente: “Mas Maitreya irá querer saber da S.T.B. para alguma coisa?…” Pois sim, já que Ele advirá para o Mundo na impessoalidade de seu Ser Divino, como Cristo Universal, e não como um qualquer vulgar mortal possuído de gostos e desgostos por isto ou aquilo.

Mas essa resposta incisiva de JHS também estava em conformidade ao seu empêchement do culto de personalidades que, de uma forma ou de outra, acaba sempre descambando na gurulatria e nos consequentes erros e desaires. O próprio Professor proibiu que o venerassem publicamente como um Mestre Vivo pedindo que “o poupassem ao ridículo da praça pública que o mundo já tem de sobejo gurus e avataras de fancaria”. Por certo estaria bem vivo na sua memória o tristemente famoso episódio de Krishnamurti que pretenderam destinar a avatara de Maitreya e que cobriu de rídiculo até aos dias actuais a Sociedade Teosófia de Adyar, Índia, tal a repercussão desse caso mundialmente conhecido.

Também é por essa razão, e não só, que pessoalmente digo e redigo que tal como a Sociedade Teosófica Brasileira igualmente a Comunidade Teúrgica Portuguesa “não é uma fábrica de gurus e messias… salvo dos que se servem da mesma, abandonam-na de seguida e vão fazer na praça pública as maiores fancarias ”, a despeito do que afirmam esses mesmos trânsfugas e traidores que sempre os houveram na Instituição querendo manchar a Obra.

Mas houve um tempo, pouco antes da época em HJS se uniu ao seu Mestre Interno tornando-se JHS (acontecimento que teve lugar em 28 de Abril de 1928, no Santuário de Dhâranâ – Sociedade Cultural-Espiritualista, Rua Otávio Carneiro, n.º 9, Niterói, e que na História da Obra ficou conhecido como o Dia dos Imortais ou da Vinda Definitiva do Mestre, também chamado Dia do Sede Connosco), portanto, de se unir ao seu Cristo Interno na mais excelsa das Metástases Avatáricas, que o Cristo Externo ou Universal se manifestou nele projectando o Raio Monádico da Sua Consciência Divina. Isto é relatado no Livro Síntese de JHS (Acta de 11 de Janeiro de 1925), reproduzindo a Fala de Maitreya, o Supremo Instrutor do Mundo:

A Paz de meu Pai esteja convosco. Venho lançar a minha Bênção a todos quantos aqui se acham, para que possam continuar esta grande Missão de espalhar a Luz e a Caridade entre os ignorantes e os sofredores. DENTRO EM POUCO ESTAREI CONVOSCO NA TERRA – embora para morrer novamente pelos meus Irmãos que não Me compreendem…

Tratou-se de um avatara momentâneo. O fenómeno não se repetiu, ao contrário das pretensões aparentemente semelhantes de outros inteiramente alheios à Obra do Eterno na Face da Terra. Refiro-me a Charles Leadbeater e a Annie Besant, querendo fazer de Jiddu Krishnamurti um avatara de Maitreya, mas este mal alcançou a maioridade e tomou as rédeas da Ordem “Estrela do Oriente”, fundação  destinada a angariar os “novos apóstolos” do “novo messias”, recusou tal função e dissolveu esse instituto, acabando de vez com esse papel messiânico que arbitrária e precocemente lhe haviam imposto era ainda criança. Desdenhara-se o mais básico da lei do livre-arbítrio: ninguém perguntara a Krishnamurti se queria ser um veículo do Cristo Universal, mas ele não o quis ser e, como “divino Rebelde”, recusou firmemente esse destino por mais excelso que acaso fosse. Não era essa a sua vocação…

Ainda assim, acorreu com Krishnamurti um fenómeno de avatara momentâneo semelhante àquele de JHS, que também nunca mais se repetiu. Segundo Mary Lutyens (em Krishnamurti: os anos do despertar), em 28 de Dezembro de 1925, cerca das oito horas da manhã, aquando do Congresso da Ordem da “Estrela do Oriente” e estando Jiddu debaixo da figueira de Bengala, com as pessoas acomodando-se para o início dos trabalhos, uma calmaria súbita desceu sobre o recinto e uma poderosa corrente eléctrica percorreu todos que caíram prostrados. Então, deu-se uma mudança dramática nas feições de J. K. e a Voz do Mestre Universal soou: – Eu venho para os que querem amor, os que desejam sabedoria, os que anseiam libertar-se, os que almejam encontrar a felicidade em todas as coisas. Venho para reformar e não para derrubar, não venho para destruir senão para construir.

De nada vale procurar fora o que se encontra dentro. E não procurando primeiro dentro, na alma mesma, impossivelmente se encontrará fora o Cristo, tampouco se O reconhecerá mesmo que se apresente em majestade e glória rodeado das hostes celestes. Por isso, dizia acertadamente Angelus Silesius, o poeta místico cristão do século XVII:

Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém,

Se não nasce dentro de ti, tua alma segue extraviada,

Olharás em vão a cruz do Gólgota,

Enquanto ela não se erguer dentro de ti mesmo.

A chamada Religião-Sabedoria de Maitreya vem a ser a mesmíssima Sabedoria Divina (Teosofia) que a implantar-se no Mundo será pela aproximação e união dos seus hemisférios geográficos oriental e ocidental, com aquele desde 1924 transferindo a este todos os seus valores espirituais. Mas Religião no sentido latino original de religare ou “tornar a ligar” (a Personalidade Humana à Individualidade Espiritual), equivalente ao significado de “união” ou yoga. E Sabedoria comportando Filosofia – Arte – Ciência, conhecendo-se cientificamente (Mental) o sentido da Devoção, e sentindo-se misticamente (Coracional) o valor da Ciência, sempre manifestando-se juntas nunca uma recusando a outra. Aos poucos, com o desenrolar da evolução consciencial humana, a Religião-Sabedoria vai impondo-se no Mundo, sobretudo através das novas gerações dotadas de novos meios tecnológicos, de hábitos e comportamentos dispondo-as numa visão nova da espiritualidade jamais sonhada pelos antepassados. São os novos tempos desta Nova Era de Promissão por certo trazendo no bojo revelações e realizações nunca vistas e com as mesmas levando avante a marcha da Evolução Humana, fixando as condições propícias a que os deuses estejam novamente entre os homens com Maitreya reinando.

De maneira que a Religião-Sabedoria equivale à quintessência do Budismo e do Cristianismo, representados pelos seus dois expoentes máximos: Tsong-Kapa, o reformador do Budismo no século XIV que proibiu os cultos necromânticos de magia negra herdados da Tragédia Tibetana no século X que deitou a perder os “discípulos dos Bhante-Jauls” (até 1963, ano da sua redenção pelo Sexto Senhor), e Pietrus Christi (Pio XII), no século XX salvando a Igreja das garras do Mal que sangrentamente afligia a Europa e o Mundo em geral. Isto é confirmado pelo próprio JHS no seu Livro de Tsong-Kapa – B (Carta-Revelação de 18.03.1962):

O Lugar do Vigilante Silencioso ou Senhor das Duas Faces… é o Segundo Trono, e por isso que “aquele que ultrapassa o Akasha é Fonte de toda a Riqueza”, isto é, por ter atravessado os Três Mundos ou KA-AK-KIM… na razão das três Gunas ou “qualidades de matéria”. Como se vê, o chamado Chaveiro Celeste (Pio XII), como já aconteceu a outros antecessores, não podia deixar de ser a PEDRA ANGULAR DO CRISTIANISMO, e, como tal, ser a Coluna-Mestra do Cristo, como Quinto Bodhisattva. Do mesmo modo que TSONG-KAPA, o Reformador do Budismo, o foi para o Quinto Senhor, na Pessoa do Último Buda-Vivo da Mongólia, ou 31.º. Resta hoje aos Tributários Aghartinos ou Taumaturgos, acompanhantes do Sexto Senhor, decifrarem o resto, que agora se tornou mais fácil.

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A. P. Sinnett, na sua obra Budismo Esotérico (edição portuguesa de 1923), diz sobre Tsong-Kapa:

Tsong-ka-pa, o grande Adepto tibetano, o reformador do século quatorze. Preocupou-se exclusivamente dos negócios dos Adeptos que estavam então reunidos no Tibete. Desde tempos imemoriais houve no Tibete uma região secreta, onde os Adeptos se reuniam, e que ainda hoje é desconhecida àqueles que não são Iniciados e que de lá se não podem aproximar, como é desconhecida aos próprios habitantes. No tempo de Budha esta região não era ainda escolhida pelos Adeptos como um ponto de reunião. Nos tempos antigos havia muito mais “Mathams” distribuídos por todo o mundo do que hoje. No século quatorze, de que estamos tratando agora, o progresso da civilização descobrindo o magnetismo deu origem a um movimento muito pronunciado em direcção ao Tibete por parte dos ocultistas que até então se tinham conservado desassociados. O conhecimento do Ocultismo e o seu poder estavam muito mais espalhados do que era conveniente para o bem da Humanidade. Então Tsong-ka-pa entregou-se à tarefa de o organizar e de o sujeitar a um rígido sistema de leis e regras.

Finalmente, como desfecho em guisa de resumo a tudo quanto ficou dito, reproduzo de Edwin Arnold, em sua A Luz da Ásia, a bela e sugestiva evocação de esperança de toda a Humanidade num Porvir feliz para o Mundo de novo abraçado, unido ao Cristo, o Salvador de Vidas:

Senhor e Amigo! Salvador que ama o Mundo! Tu que venceste a cólera e o orgulho, os desejos, os temores e as dúvidas, tu que te deste a cada um e a todos, vem! O triste mundo te bendiz, a ti que és o Bem-Aventurado Salvador que apaziguará as suas dores. Vem, Glorioso e Venerado, ganha para nós a tua última Vitória, Rei e grande Conquistador! Chegou a tua hora. Eis aí o dia que os séculos esperam.

BIJAM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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