Hélio Jefferson de Souza - Portugal Abril 2015

24.5.2015

Exm.º Sr. Hélio Jefferson de Souza.

Ignoro se esta presente chegará ao seu conhecimento por via deste meio digital, ou se chegará “pela metade”, quero dizer, não censurada por quem eventualmente tenha acesso ao seu computador. Seja como for, endereço-lha de todo o modo.

Antes de tudo o mais, transmito-lhe os seus pêsames pelo falecimento do senhor seu filho, notícia que publiquei 25 minutos após a sua passagem acompanhada dos respectivos pêsames aos seus pais, esposa e restante família. Quando em Abril último o senhor veio a Portugal, também dirigi-lhe publicamente uma saudação com as respectivas boas vindas, deixando o subentendido de caso o senhor e a sua esposa precisassem de alguma coisa ou houvesse algum percalço, eu interviria de imediato tanto através dos meus conhecimentos como “in locu”. Isso foi censurado e eliminado por um seu seguidor. O mesmo eu já fizera com o seu sobrinho senhor Henrique, filho da sua irmã Selene, quando tencionou deslocar-se a Portugal, inclusive pondo a minha casa à sua disposição. Se das pessoas que acompanharam o senhor a Santa Eufêmia da Serra de Sintra, nessa sua última vinda, alguém me tivesse contactado directamente e com boas maneiras, eu teria mandado abrir a capela e o portão da estrada do parque para que pudessem ir à Cruz Alta. Não tendo acontecido, ficaram no arvoredo junto à fonte lateral da capela, no caminho para o cruzeiro do miradouro.

Hélio em Sintra - 22.4.2015

Como o senhor sabe, nunca em tempo algum lhe dirigi qualquer ataque escrito nem a seus irmãos e restantes familiares, tampouco à sociedade que o senhor dirige. Mas há quem ache o contrário, como o seu afiliado senhor António Oro, que distribui ameaças a “torto e a direito” a n pessoas entre as quais me incluo. Diz que eu ofendi a família dele, quando lhe disse que era um malcriado que a sua família não soubera educar, isto depois de chamar-me “fuinha, ser rastejante, vil e ladrão, que já devia estar morto” e muitos outros mimos que vem tornando públicos chocando as pessoas, porque ele poderá ser grande no meio que o senhor dirige, mas o mundo é muito mais grande que o meio em que ele se pretende o maior, agindo notoriamente como se fosse exclusivo proprietário da SBE. Por fim, chama a Portugal um “país de bandidos”, depois desculpa-se alegando a frase estar fora de contexto, mas que o disse, lá isso disse. No entanto, semanas depois vem ao “país dos bandidos” e é acolhido de braços abertos pelo meu povo. Diz esse senhor António Oro que está juntando aos meus emails para pôr-me um processo em tribunal. Alucinado como anda, com conversas alienígenas mas sobretudo mostrando a sua natureza ruim e até efeminada por essas atitudes (não sou homofóbico), parece ignorar o elementar: eu postar-lhe uma contraordenação em tribunal recorrendo às forças político-sociais que disponho no Brasil, onde sou comendador académico. Indo para tribunal, muita coisa virá a lume e por certo nem o senhor Hélio e nem ninguém seu próximo o deseja, a começar por mim apesar de não sermos próximos.

Este “dèjá vu” o senhor Hélio e os seus familiares, a começar pela estimada e saudosa senhora sua mãe, D. Helena Jefferson de Souza, já é nosso conhecido através de um vizinho do senhor António Oro, ou seja, o senhor Alberto Vieira da Silva, português residente no Brasil (Tubarão, Santa Catarina), que também é próximo de si. O senhor Hélio sabe dos problemas que esse senhor arranjou em Portugal, intrigando junto da senhora sua mãe para pô-la contra os portugueses, a maioria coevos do senhor seu pai, e acabando nos assaltos aos Templos de Sintra e do Porto, dizia, esses problemas nunca ficaram sanados até hoje. Tudo em notória manifestação de fanatismo ou exclusivismo, como quiser, para todo o efeito de má educação, sendeiro que agora prossegue o seu “director de arquivo”. O senhor Hélio sabe melhor do que ninguém que o senhor seu pai, Professor Henrique José de Souza, criticava e condenava vigorosamente actos como esses na S.T.B., e agora apresentando-se nos afiliados à sua sociedade. Assim, pergunto-me: um dia que o senhor falte quem o irá substituir e alargar a sua sociedade ao mundo? Se com atitudes que venho recebendo da parte de uma ou duas pessoas que não conheço de parte alguma, e de outras por aquelas envenenadas que em sítios virtuais fechados e disfarçadas prosseguem a mesma lavra contra mim, actos altamente reprováveis aos olhos do mundo e até mesmo entre os do seu meio, como conseguirão atrair gente para o mesmo? Mas é assunto do senhor, não meu.

No entanto, não deixo de reconhecer que o senhor fez muito bem em não assumir o papel de “Maitreya” (quem é Este senão o próprio CRISTO?), como sonham os seus seguidores esperando que um dia venha a assumi-lo. Mas também esse considero, com base nas atitudes, apenas pretexto para alguns se servirem do seu nome e pessoa para cometerem os desmandos que entendem fazer, não olhando a meios para isso, acusando e ameaçando como alucinados sem verem que um dia ficam estendidos no chão, porque com tanta ameaça acabará por haver alguém que não goste das mesmas e reaja em conformidade.

Se gente assim é malcriada no seu fanatismo, o problema não é meu, mas passa a ser no momento em que me ameaçam constantemente e tentam silenciar-me. Se o que faço, digo e escrevo há quase 50 anos no âmbito da Obra do Professor Henrique José de Souza, fosse contra a mesma e o mesmo, nesse caso eu estaria a pedi-las, mas passasse precisamente o contrário. Como sou figura pública, tenho obra feita e reconhecida em muitos países, como tenho quase a certeza que o senhor sabe, não seria de esperar que certos “reis do mundo” viessem afrontar desconhecidos, como é o meu caso, repito, e eu não reagisse. Para mim criaturas dessa índole valem nada de nadíssima, e se continuar assim esta perseguição insana vai acabar tudo em tribunal, coisa que certamente tanto o senhor como eu não desejamos. Só quero que me deixem em paz e que me deixem trabalhar, que o património de JHS que possuo de mãos legítimas o recebi e o conservo como um tesouro de sabedoria de que não abro mão a ninguém, muito menos a estranhos cheios de prosápia de não sei o quê.

Deixo esta à sua consideração, sendo eu livre de a tornar pública pelos meios que achar mais convenientes, e por ser o senhor quem legitimamente tem a última palavra na sua sociedade, acredito que encontrará uma solução a contento das partes para este caso que, no final de conta, nem caso é.

Queira aceitar os meus mais respeitosos cumprimentos, extensivos à sua digníssima família.

Atenciosamente,

Vitor Manuel Adrião

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