Lisboa Secreta * Capital do Quinto Império – O mais recente livro editado de Vitor Manuel Adrião Segunda-feira, Jun 29 2015 

capa de vma

EDIÇÃO DO LIVRO MAIS RECENTE DE VITOR MANUEL ADRIÃO:

LISBOA SECRETA – CAPITAL DO QUINTO IMPÉRIO

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capa - lisboa secreta

LISBOA SECRETA – CAPITAL DO QUINTO IMPÉRIO

A origem histórica e mítica, as gentes e os monumentos, as crenças e os segredos, os mistérios e as revelações, a evolução da cidade rumo ao cumprimento da Utopia feita V Império, promessa de Advento repetida de Bandarra a Fernando Pessoa, esta é a História não-contada da Capital de Portugal.

Vitor Manuel Adrião

ÍNDICE

I – POVOADORES PRIMITIVOS

II – EVOLUÇÃO TOPONÍMICA

III – O TEJO SAGRADO

IV – AS SETE COLINAS

V – O BRASÃO OLISIPONENSE

VI – LISBOA ANDRÓGINA

VII – 1755: A IRA DIVINA

VIII – LISBOA RESTAURADA

IX – LISBOA DESVELADA

X – DESVELANDO A SIMBOLOGIA OCULTA DE LISBOA (I)

XI – DESVELANDO A SIMBOLOGIA OCULTA DE LISBOA (II)

XII – JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA

XIII – LISBOA DO QUINTO IMPÉRIO

XIV – O MISTÉRIO DA LISBOA SUBTERRÂNEA

XV – O SEGREDO DA ESTÁTUA DE D. JOSÉ I

XVI – LISBOA NO “ORÁCULO PROFÉTICO”

XVII – LISBOA DO V IMPÉRIO NA PROSA PESSOANA

A Serra de Sintra na Era de Promissão – Por Vitor Manuel Adrião Segunda-feira, Jun 15 2015 

jhs-sintra[1]

Por um desses dias de Setembro de 2013 voltei ao Castelo dos Mouros, em Sintra. Não ia lá há bastante tempo… estranhei tantas modificações entretanto efectuadas aí, se para melhor ou pior fica ao critério de cada um, mas sem dúvida conformadas à evolução temporal que não pára a sua marcha avante, mesmo que acaso o progresso sociocultural imediato possa não corresponder às expectativas do espaço em causa. Fez-me impressão o debaste florestal, pareceu-me exagerado, e já menos impressão, porque outra coisa não esperava, provocaram-me as interpretações dadas aos achados e levantamentos arqueológicos neste espaço, onde tudo são silos de cereais encostados a túmulos, alguns não os sendo mas simples fissuras nas rochas. Custa-me aceitar a existência de celeiros em espaço cemiterial, tanto quanto chamar a simples cavalariças de “aposentos dos cavaleiros”. Igualmente duvido da veracidade utilitária com fim militar da pressuposta “porta da traição”, que só os autores do século XIX assim identificaram, mais parecendo simples vazadouro de águas correntes, pequeno túnel que transpus centenas de vezes para ir até junto dos vários túmulos de cavaleiros templários, no exterior da muralha, cujas pedras sepulcrais ainda jazem esquecidas entre penhas. Já os abarracamentos de madeira entretanto levantados no castelo como postos de apoio aos visitantes, a sua moderna visão, confesso, provocaram-me interiormente um “agridoce” ao confrontá-la com o passado de algumas décadas cujas vivências aqui experimentadas, neste espaço antes «primitivo», marcaram e mudaram para sempre o rumo da minha vida. Mas os tempos são outros, as gerações são novas, tudo mudou e por certo mudará cada vez mais nos tempos presentes e futuros. É, realmente, a marcha avante de um Novo Ciclo, e só me resta aceitar que assim seja porque assim é, mas reservando-me o direito de continuar a defender as propostas de reforma paisagística do romantismo de D. Fernando II, que aliás foram parcialmente executadas nos anos 40 do século XX.

Castelo dos Mouros - junto à porta da traição

É facto histórico assente que entre os séculos XII-XVI em volta do castelo o seu povoamento era muitíssimo escasso, tão-só casebres dispersos de pastores e camponeses aqui e além, pois a massa populacional fixava-se onde hoje é a Vila Velha de Sintra, protegida pelo terceiro e mais exterior dos seus lances de muralhas, o qual desapareceu nos finais do século XVII indo sobrar aqui e além um ou outro fragmento, um ou outro trecho de cubelo desmoronado, o que também acontece com os restantes lances, pois a fortaleza era muito mais extensa e ampla do que se vê hoje, cujos sinais arquitectónicos mais evidentes não vão além do século XVII e das reformas do rei D. Fernando II no século XIX. As suas fases medievais alta e baixa, a maioria, ainda jazem subterradas sob as terras revolvidas pelos violentos terramotos de 1531 e 1755, tendo deixado este castelo uma ruína abandonada até D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha acudiu-o em 1840, altura em que o arrendou e a quase toda a serra que quase tudo deve a esse mais que “Rei Artista”, verdadeiramente “Rei Iluminado”, pensando e projectando, na senda dos ilustres varões lusitanos mais antigos, fazer de Sintra “Paraíso Terreal”, Capital Espiritual da Europa, projecto de Parúsia conformado ao tema da translatio imperii do Oriente ao Ocidente destinando esta serra sagrada a peanha de eleição de Cristo e do Santo Vaso (Saint Vaisel), que daqui irradiou a toda a Europa medieval e renascentista como o próprio Mistério do Santo Graal. Não deixa de ser significativo que no sinal rodado constante na carta régia de doação em 1161 de Sintra à Ordem dos Templários, por D. Afonso Henriques à pessoa do seu Mestre Provincial Gualdim Pais, tendo ocupado o Castelo dos Mouros pacificamente, lê-se duplamente “Portugal” e “Portogral”, isto é, Porto-Graal, espécie de sinalética indicadora de ser aqui o berço espiritual do País, já que o temporal é tradicionalmente Guimarães.

selo-sintra-portogral1[1]

Mesmo com todos os modernismos impostos recentemente no espaço envolvente do Castelo dos Mouros, ele não perdeu o seu halo de mistério e misticismo insinuando-se no íntimo de qualquer um, seja quem for e de que maneira for, certamente em boa parte consequência e influência psicomental da ampla divulgação pública que fiz deste espaço, inicialmente pela comunicação social sobretudo a partir dos meados dos anos 80 do século passado, a qual fazia parte do programa iniciático de inaugurar o Ciclo de Sintra para a Nova Era de Promissão já adentrada desde 28 de Setembro de 2005. Esse “mistério e misticismo”, não importa se acaso desapurado por ausência de enquadramento espiritual e didáctico que só uma Escola Iniciática pode dar, no caso, a Comunidade Teúrgica Portuguesa, que foi por ela que se iniciou o Ciclo Sintriano pela minha própria pessoa, revela-se ainda na “misteriosa” cisterna do castelo entretanto aberta a visita pública, cuja proporção de altura e lonjura deixa os visitantes abismados, espanto repassando ao íntimo de alguns extravasando-o em desencontradas mas fantásticas lucubrações acaso travestidas de misticismo, de historicismo, de cientismo ou seja lá o que for.

A “cisterna dos mouros”, tirando a meia altura empedrada das paredes e a escadaria, obras do século XVII com reformas impostas pelo rei D. Fernando no século XIX, apesar de ainda mostrar o traçado de abóbada de berço, está notoriamente alterada pelas obras impostas possivelmente por volta de 1940. Tirando as bocas cónicas à superfície reproduzindo o formato árabe mas que não são as originais atendendo à idade dos minerais utilizados não indo mais longe que Seiscentos, e um aparelho metálico para extrair água junto a um tanque de lavar, este possivelmente do século XVII e aquele (que cheguei a ver intacto) obra do monarca citado que, piedoso, terá mandado instalá-lo aí para simplificar o trabalho duro das lavandeiras, tudo o mais não parece situar-se mais longe que a época das obras de restauração dos monumentos nacionais ordenadas por António Ferro, director do Secretariado de Propaganda Nacional e presidente do Conselho de Ministros do Estado Novo.sintra_castelo_dos_mouros_cisterna1[2]

Ao contrário do que muitos afirmam hoje, apesar da não afirmação de Francisco de Almeida Jordão em sua obra rara Relação do Castelo e Serra de Cintra, Lisboa, 1748, ou do autor anónimo da Cintra Pinturesca ou Memória Descritiva da Vila de Cintra, que era José António de Lemos Pereira de Lacerda, o Visconde de Juromenha, obra editada em Lisboa em 1838, ou mesmo do abade António Dâmaso Castro e Sousa, mais conhecido por Abade da Serra, na sua obra Investigação ao Castelo situado na Serra de Sintra, Lisboa, 1843, as águas da cisterna do castelo jamais foram pluviais e sim freáticas, resultantes do enorme lençol de água subterrânea resultante do afundamento da cordilheira, no final do Miocénico, que se estendia entre a Serra de Sintra e o Cabo Espichel prolongando-se para Sul e Ocidente, facto aceite pela Geologia, e Carlos Freire de Andrade (in Os vales submarinos portugueses e o diastrofismo das Berlengas e da Estremadura, Lisboa, 1937) inclusive afirma que a tectónica do vale do Tejo e dos vales submarinos da costa da Caparica têm relação com as nascentes termominerais de Lisboa, consequentemente, também com as de Sintra em cujo aro geográfico está aquela. Termominerais, “águas santas” sempre foram as da Serra de Sintra, particularmente estas do castelo, sobre quem diz o Abade da Serra na sua obra citada:

Não longe da sobredita igrejinha (capela de São Pedro de Canaferrim ou Penaferrim, apodo indistinto alusivo à “cana” do escárnio que impuseram ao Senhor no Martírio, e ao “ferro” que O trespassou no Calvário) se acha uma fonte singular, distante das primeiras três torres 300 passos: entra-se para ela por uma porta pequena, descendo dois degraus, e à esquerda há outros dois que estão metidos dentro da água. É esta nascente coberta de abóbada com três arcos (cheios de plantas musgosas que crescem nas fisgas do antigo cimento, e de estalagmites) bem obrados, e se acha arruinada, tendo duas fendas por onde se observam as suas águas que são de um belo sabor; e compreende 63 palmos de comprimento e 26 de largura. Tal nascente é o primeiro objecto que se oferece a quem vai ver o Castelo pela iminência em que fica, e o seu nascimento é tão copioso como maravilhoso, pois no Verão não se conhece míngua em suas linfas cristalinas (mas se conheceria se fossem águas pluviais ou oriundas da chuva aqui retidas na estação quente), que se encaminham às fontes do Paço Real, na Vila. Está bastante entulhada de caliça que tem caído, e vai caindo das fisgas da abóbada.

cisterna-castelo[1]

Portanto, as águas da cisterna são águas de nascente captada, ou seja, resultantes do afloramento à superfície de lençol freático mas com captação subterrânea das mesmas, facto comprovado pelo cano aberto no centro da cisterna por cujo ralo não cabe pessoa alguma mas sim e só a canalização necessária, substituída por tubagem nova que lá está.

Contudo, o vozerio popular insiste e persiste na lenda antiga de “existir por debaixo da cisterna o túmulo de um rei mouro guardado por demónios ferozes” que “transmitem propriedades miraculosas às águas da cisterna com as suas varinhas mágicas”. Realmente “o mito é tudo e nada”, parafraseando Fernando Pessoa. É nada para quem não apercebe o seu subentendido, mas é tudo para quem vê “além da letra que mata” e perpassa as brumas da lenda…

Sendo Sintra um dos 8 Montes Santos do Planeta consignado Quinto Centro Vital do mesmo correspondente ao Laríngeo ou, como diriam os orientais, o Chakra Vishuda, a Tradição Iniciática das Idades dispõe esta serra em relação directa com o Submundo dito Badagas conforme o definido na tese do Professor Henrique José de Souza (1883-1963), fundador da Sociedade Teosófica Brasileira (1928-1969), constituído por sete cantões ou cidades cuja quinta estará sob a própria Sintra e cuja capital, para onde concorrem todas as artérias subterrâneas deste Mundo Badagas ou Sedote, na nomenclatura nahua do México, leva o nome Meka-Tulan, que os hindus traduzem literalmente como “A Lua Velada ou Escondida”. Diz mais: que cada cidade badagas possui um lago de águas puríssimas, mineromedicinais, que afloram à superfície da terra por um ou vários lençóis freáticos, podendo ser o mesmo onde vários córregos encontram a sua foz, facto passível de explicar o lençol freático de Sintra com origem no lago sagrado do seu Submundo ou Mundo Jina. O sistema hidráulico tem papel preponderante nesse outro Mundo, segundo o mesmo Henrique José de Souza que o descreveu parcialmente em 1957 (in Livro-Revelação Renascimento de Akbel) ao referir-se a Meka-Tulan:

O nome do intérprete do Sétimo Rei Aghartino é Jonas-Tulam, e o nome do Santuário de 49 degraus (conforme foi apresentado na fotografia materializada dentro do Livro dos Psalmos) chama-se Meka-Tulam.

TULAM e ASTARLAM são expressões atlantes, com o sentido de Terra Santa.

TULÃ (sânscrito) – Balança, sétimo signo do Zodíaco hindu que corresponde a Libra (peso de ouro ou prata – igualdade).

TULA (sânscrito) – céu, atmosfera, éter, algodão, etc.

TULÂDHARA (sânscrito) – o Sol.

MEKA – em árabe é OM e KORÁ (“a mãe das cidades”).

Geografia – do ponto de vista geográfico tem o sentido de Canaan, isto é, o nome da cidade santa dos muçulmanos, aquela que viu nascer Mahometh e que encerra a Kaaba, pequeno templo sagrado, que a tradição diz ter sido fundada por Abrahão…

Quem foi Abrahão ou Abrahmã (“não-Brahmã”)? Abrahão foi um Tulku (Sub-Aspecto) do Quinto Senhor.

Tulã, sendo um termo que corresponde a Libra ou Balança, signo de Vénus, logo está estreitamente ligado ao Senhor de Vénus, Lúcifer ou o Portador da Luz. De maneira que o Templo de Meka-Tulam é o Templo que foi conservado para nele fazer-se a exaltação do Senhor de Vénus, Lúcifer, o Portador da Luz, etc. Dentro da simbologia sideral, Vénus – Balança representa o equilíbrio, portanto. Que vemos? Os dois Irmãos Crivatza (Cristo Humano, Senhor do Poder Temporal) e Jeffersus (Cristo Místico, Senhor do Poder Espiritual) se equilibrando dentro da MEKA dos MAKARAS.

Jonas-Tulam ou João de Tulan, Yokanan de Tulam, ou seja, o Yokanan ou Profeta dos Senhores de Tulam ou do Templo Subterrâneo. Diz a Bíblia: Jonas foi engolido por uma Baleia (ou Dragão). Isto quer dizer que Jonas foi engolido pela Agharta. Jonas ou Jara Lhagpa foi um Yokanan que se deu em holocausto pela Obra, quando estava sendo atacada pelo Cascão do Quinto Senhor.

Glória à sublime Meka-Tulam com o seu primoroso trabalho de Perfeito Equilíbrio entre o Quinto, Sexto e Sétimo Senhores!

Glória ao Eterno agindo como PÍ ou “partes iguais” através dos seus dois Filhos!

E mais adiante no mesmo Livro de Revelações, em Conversa com JHS em 1 de Junho de 1957:

O nosso Supremo Dirigente, antevendo o entusiasmo da Coluna J (António Castaño Ferreira), mostrou aos Irmãos o Livro dos Psalmos, juntamente com a fotografia do Templo Meka-Tulan e as assinaturas dos Yokanans. Depois fez um pequeno relatório do que existe dentro do referido Templo:

a) o aparelho Matra-Akasha;

b) possui 49 degraus, sendo 14 no primeiro plano, 14 no segundo e 21 no terceiro. Ao todo, 49 degraus;

c) tem uma taça opaca, que se enche e esvazia. O líquido que enche a mesma é água, e o movimento é como se fosse o das marés. No alto há algo como se fosse um Sol aceso. Está sempre em movimento como alguma coisa que esteja pulsando.

Lá se conhece perfeitamente a geologia da Terra. Há também um pequeno planetário.

Ainda que a presença do Mundo de Badagas aflore a superfície da Terra a sua localização está entre 60 a 90 quilómetros de profundidade, segundo o Professor Henrique José de Souza e o Engenheiro António Castaño Ferreira, sua Coluna J. Isto para situar onde acaso esteja o misterioso “túmulo do Rei Mouro” guardado por dedicados Jinas ou Djins, em árabe, algures no esconso subterrâneo do Castelo dos Mouros que foi Rábita (“templo-fortaleza”) Maridj, em português, Mariz. Já escrevi várias vezes sobre o assunto em textos de teor esotérico assentes nas Revelações Iniciáticas do Mestre JHS (forma como os teúrgicos e teósofos reconhecem o Professor Henrique José de Souza), e aqui repito mas com alguns acréscimos e corrigendas:

De Sintra projectou-se a edificação da Obra Espiritual de São Lourenço. Tal como através de Sintra – Portugal peregrinam já as Mónadas Eleitas para São Lourenço – Brasil, umas ficando no Celeiro de TASSÚ e outras saindo do Celeiro de TASSÚ (São Tomé das Letras – Minas Gerais), de acordo com a necessidade do Novo Ciclo que ora urge sob o patronímico IBERO-AMERÍNDIO. Por isso, no Templo de MITRA-SHERIM (o de São Lourenço), à boca de ZOARACI (“Sol Central”, nome da Loka ou Embocadura Sul-Mineira), há um túnel físico-akáshico inicialmente construído por EL RIKE e depois revigorado por JEFFERSUS, pelo qual discorrem as Energias Crísticas ou Búdhicas vinculando-o aqui, ao Templo de AK-SHERIM (o de Sintra), à boca de LSN por onde se chega pela SURA-LOKA, cuja entrada principal incrusta-se na parede de uma das muralhas no interior do Castelo dos Mouros, descendo-se logo em seguida 44 degraus e mais um patamar de 5 degraus até um anfiteatro de espaço razoável onde há um pequeno lago (com cerca de 5 metros de largura por 6,5 metros de comprimento), cujas águas afloram à superfície concentrando-se num reservatório ligado à lenda jina “do túmulo do rei sábio e dos demónios subterrâneos que lhe montam guarda”. Esta lenda ainda vigora na memória da população local. Dizia, os caboucos internos do castelo assentam aí, e é a partir daí, região já interdita, que começa realmente a viagem levando à Catedral Universal do Mundo de Badagas.

Nesse anteposto há um altar quadrangular saído da pedra maciça com alguns caracteres e gravuras lapidados no granito, falando em arábigo da REALIZAÇÃO DE DEUS (Allah Al-Berith), dizendo-se ter sido construído por Solaiman Shari Al-Shantara, pai do Vali de Xentra ou Xintria (Al-Shantara), no século IX. Diante do altar, num intervalo de cerca de 3 metros, há um sepulcro, o do Sábio Solaiman, sem outro adorno senão uma meia-lua sobreposta por uma flor-de-lis gravada na tampa trifacetada. Assenta sobre quatro colunelos nus.

Formato aproximado do túmulo do rei mouro de Sintra (composição de Vitor Manuel Adrião)

Formato aproximado do túmulo do rei mouro de Sintra (composição de Vitor M. Adrião)

O Professor Henrique (JHS) esteve aí. Duas vezes em corpo físico (quando da sua viagem a Portugal em 1899, após ir de Lisboa à Índia e regressar da Índia a Lisboa a caminho do Brasil), e muitas outras em Corpo Flogístico ou Causal. Há uns anos atrás correu na vila de Sintra a notícia desse hipógeo proibido, escondido na lenda que fabula, notícia propalada pelo falecido guarda do castelo, Abílio Duarte (Duat…), e pelo antigo presidente da câmara municipal da edilidade, também maçom de alto grau do Rito Escocês Antigo e Aceite, José Alfredo da Costa Azevedo, igualmente já falecido. Ambos falecidos mais que por Lei da Natureza que dita o nascimento, crescimento e morte de todas as criaturas, por terem falado demais (sem autorização superior para tanto), verdade seja dita!… O poder autárquico sintrense até considerou abrir esse hipógeo ao público (!!!), mesmo desconhecendo a sua localização exacta, verdade também seja dita. Subitamente, deixou-se de falar no assunto e ele acabou morrendo no esquecimento das mentes profanas, logo, despreparadas, sem mais valia. Hoje, o portal que leva ao hipógeo jina Al Berith está “trancado a sete chaves”! Ninguém o abre nem abrirá, tampouco sabe a sua localização. Deixar o Adormecido dormir no descanso dos Deuses no sepulcro lapidar que é leito de Manasaputra, de “Filho da Mente Universal”.

No texto do Professor Henrique José de Souza reproduzido mais atrás, fala-se na relação sideral do Sol e de Vénus com o Meka-Tulan, motivo de sumo interesse a este espaço do Castelo dos Mouros e à própria Serra de Sintra, esta sob a égide de Vénus como Quinto Princípio da Natureza, o Éter ou Akasha, em paridade com Júpiter como Quinto Raio Espiritual, e aquele postado no lugar altaneiro assinalando o próprio Sol, como Astro-Rei. Aliás, o Sistema Geográfico de Sintra perfaz em miniatura um Sistema Solar com os Planetas orbitando em torno do Sol, aqui assinalados em lugares demarcados pela Tradição os quais trouxe ao conhecimento público há vários decénios por serem indispensáveis à abertura de Sintra à Nova Era de Promissão, ou por outra, ao Novo Pramantha a Luzir, como sejam: Sol Central (Mónada Divina) – Quinta da Trindade; Júpiter (Espírito, Atmã, Adi ou “Atómico”) – Parque da Pena; Mercúrio (Intuição, Budhi, Anupadaka ou “Subatómico”) – Seteais; Vénus (Mental Superior ou Causal, Manas Arrupa, Akasha ou “Éter”) – Lagoa Azul; Saturno (Mental Inferior, Manas-Rupa, Vayu ou “Ar”) – São Saturnino da Peninha; Marte (Emocional, Kamas, Tejas ou “Fogo”) – São Martinho da Vila; Lua (Vital, Linga-Sharira, Apas ou “Água”) – Santa Eufémia da Serra; Sol (Físico, Stula-Sharira, Pritivi ou “Terra”). São essas as “sete substâncias que compõem a Serra de Sintra” de que fala JHS nas suas Cartas-Revelações. Ademais, descartando quaisquer improvisos marginais à Tradição Iniciática, sabendo que Sintra expressa o Quinto Posto Representativo da Obra do Eterno na Face da Terra que é a mesma de AKBEL como Princípio Deífico do mesmo JHS ou El Rike (Henrique), Roberto Lucíola, discípulo coevo partilhando a intimidade do Mestre, no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 17 – Dhyanis (São Lourenço, Novembro 1998) afirma que “cada Posto Representativo forma um Sistema”, e justifica a afirmação com as palavras do próprio Mestre JHS:

De facto, há 49 Sistemas ou Universos. Em cada grupo de sete há um Sol ou Núcleo Central, e como satélites sete Planetas ou Globos. Esses Sistemas estão objectivados no planeta Terra nos Sistemas Geográficos existentes no Mundo. Além do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, há muitos outros e mais antigos. Em São Lourenço, a Mónada atingiu a sua expressão máxima na Face da Terra. Esses Sistemas a que nos referimos estão espalhados desde o Pólo Norte atingindo o Pólo Sul, através do primoroso Itinerário de IO. Cada Dhyani – em seu Posto Representativo – expressa a apoteose do trabalho do Universo. Cada Posto, dirigido por um Dhyani-Kumara, representa a parte central de cada Universo. No seu conjunto, os sete Dhyanis representam a apoteose dos Centros dos sete Sistemas.

Aranha d´Ouro

Aranha d´Ouro

No que toca a Sintra – Portugal, essa apoteose já foi alcançada quer interior, quer exteriormente. Interiormente, a chamada 5.ª Cidade Jina de Sintra identificada como a Sura-Loka dirigida pelo 5.º Arcanjo ou Dhyani-Kumara Sakiel, está inteiramente construída e realizada, como Paulo Machado Albernaz, discípulo de JHS, afirmou algumas vezes quando visitou esta Serra Sagrada em que tive a honra de servir-lhe de guia e a sua digníssima esposa, D. Neuza Maragni Albernaz. Exteriormente, o quinto estado de consciência Mental Superior impõe-se cada vez mais em conformidade com a Tónica da actual 5.ª Raça-Mãe Ariana caminhando a passos largos para o dealbar da futura Raça-Mãe, que alguns chamam Raça Dourada. E também todas as actividades ligadas ao Akasha, o quinto Elemento, sobretudo as do Som que o dão como Éter Sonoro, vão atingindo predominância sobre as demais. Enfim, é já o Futuro em realização – a Realização de Deus, conforme a quinta linha do Odissonai ou “Ode ao Som” – no Presente, pelo que as sementes estão lançadas e terreno e frutificam de maneira extraordinariamente acelerada como acelerada parece ser a marcha do Progresso, o que se verifica até nas modernizações feitas recentemente no Castelo dos Mouros e noutras partes monumentais da serra. Tudo como consequência positiva da minha oposição pública ao arremedo das forças sinistras em Sintra, entre 1996 e 2000, as quais foram derrotadas monumentalmente, e sobretudo graças à acção oculta de Henrique José de Souza e Helena Iracy Gonçalves da Silva Neves, sua contraparte, desde 1899, quando aqui estiveram, até 1963, ano do desaparecimento físico do mesmo.

A poucos passos da entrada do castelo está a antiga mesquita de Fátima convertida no século XII pelo rei D. Afonso I, através dos templários, em capela – com direito a capelão – de São Pedro de Canaferrim, sobre a qual diz o abade António Dâmaso Castro e Sousa na sua obra de 1843 já citada:

Depois de se haver entrado (no reduto do castelo), se encontra uma antiquíssima Igrejinha, que se denota ter sido Mesquita de Mouros, e a qual D. Afonso Henriques, logo que tomou o Castelo (é bem de crer), tratou de mandar purificar e converter em Casa de Oração (com faculdade de D. João Peculiar, Arcebispo de Braga), que dedicou ao Apóstolo S. Pedro de Canaferrim.

Na Capela maior se observa actualmente um sinal pintado da Imagem do Príncipe dos Apóstolos, que já mal se conhece. Tem a referida Igrejinha na capela-mor 32 palmos de largo e 20 de comprido, com uma inscrição em caracter antigo em círculo, em muitas partes apagada; e ainda se conserva coberta de abóbada.

O corpo desta Igrejinha abandonada está todo descoberto, e tem 49 palmos de comprido; a porta principal fica ao ocidente, e da banda do sul tem outra pequena porta, e uma janela fronteira com 10 palmos de alto.

Além da Imagem pintada no espaldar do Altar maior, havia outra de pedra de Ançã, que hoje existe na Ermida de Santa Eufémia (que fica em um monte vizinho ao Castelo, da parte do sul), onde se pode ver.

O evoco São Pedro de Canaferrim imposto pelo arcebispo de Braga, D. João Peculiar (Coimbra – Braga, 3.12.1175), a pedido de D. Afonso Henriques donato próximo da Ordem do Templo, conforma-se à afiliação e ao cultual desta, reconhecidamente milícia militar fincada ao sólio papal ou de São Pedro, príncipe da Igreja, e ao devocional à Santa Cruz e ao Santo Sangue, motivo caríssimo ao cavaleiro crúzio eterno vizinho da morte eminente sempre assomando na sua vida de militar, por um lado o mais imediato, e por outro o mais reservado, possível ou provavelmente o principal, o culto rendido ao Santo Sangue, Sangue Real, Sang Greal, San Grial ou Santo Graal, cujos Maiores ou mais Ilustrados na Razão da Fé, reservados “clausurais” ou “encapuçados”, teriam aqui servido de “escudo defensivo” ou “círculo de resistência”, com desconhecimento da maioria e conhecimento por minoria, mas todos compartilhando a catequese segundo o entendimento e a visão de cada um lhe facultasse. Essa minoria compartilharia da mesma ceia de sapiência sagrada sob o evoco Espírito Santo que se revelara em Maria, Mãe dos Profetas e dos Apóstolos, os mesmos das Escrituras Velha e Nova e até do Corão, assim reunindo à mesma távola os saberes reservados das 3 religiões monoteístas do Livro: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. E em lugar que a Natureza elevou como espécie de dossel sob que se abriga a Alma prenha do Divino (Senhora do Ó, Shekinah, Allatah) que como a Serra também é de condição Feminina, sideralmente assinalada pela Lua e geologicamente pela Água cujos predicados simbólicos e reais desde sempre se reconheceram como os da Mãe Divina, motivo do evoco Maria, Maris, Mariz, Maridj e até Mouro, que mais que sinónimo de “mauritano” se associará aos antropónimos latinos Maurus e Marcus derivados do indo-europeu Macara ou Makara. Sinónimo de Iluminados Espirituais, portanto, Seres Superiores, Makaras seriam realmente os primitivos moradores árabes do castelo reclusos no usufruto de rábitos ou de quem vive na rábita. Gozando do reconhecimento popular de “homens santos”, alguns dispersos pela serra escusando o mundo no seu viver eremita entre fragas e frestas, com estatuto de santos e santões que coloriam peculiarmente a mística árabe, e até a cristã dos primeiros tempos, tanto valeu para Sintra e particularmente o seu castelo ficarem envoltos no halo maravilhado da santidade, motivo para muitos procurarem a última morada no privilegiado chão santo junto às muralhas deste “templo-fortaleza” com a certeza que a fé dá na ressurreição final, quando os mortos despertarem dos seus sepulcros ao chamado do Juiz Eterno comovido na Misericórdia doce da Mãe Divina pelas almas dos justos.

Como a morte não discrimina raças e credos, e o Deus Único e Verdadeiro independe dos nomes que se lhe dêem de acordo com as culturas religiosas próprias, e Sintra é só uma e um só é o seu castelo miraculado, tanto serviu para este chão santo abrigar como última morada cristãos e mouros indiscriminadamente, facto atestado pela recolha de ossadas à volta da fortaleza e colocadas num ossário de mármore junto à entrada lateral da capela, nos anos 40 do século passado, e não se sabendo se eram restos de cristãos ou de mouros ficaram todos juntos, assinalados por uma cruz sobre um crescente lunar deitado servindo de epitáfio. Nisto revela-se a universalidade da morte na universalidade da Fé assim unindo para sempre o Oriente (Islão) ao Ocidente (Cristianismo).

Mas também no culto dos vivos essa universalidade se manifestava na mais concorde das tolerâncias entre as três religiões do Livro em Sintra, afectando positivamente a mentalidade religiosa popular reconhecendo sem nenhuma espécie de conflito interior a Palavra da Salvação tanto na Torah, como no Evangelho ou no Corão, estatuto eclético mantendo-se pelos séculos afora que veio a ser comprovado nos anos 80 do século passado, quando foi descoberto um colar de cariz apotropaico na necrópole do Castelo dos Mouros, mais propriamente na capela de São Pedro. Esse colar datado do século XVIII, possivelmente de uma criança, apresenta os símbolos judaico, cristão e árabe juntos, manifestação de ausência das diferenças teológicas mas afirmação de unidade da Fé. Um pequenino sino junta-se a esses símbolos dependurados no colar, que se destinaria a tocar e despertar a alma do puro na hora do Juízo Final.

capela do castelo

A fama do chão santo da necrópole do castelo, como lugar de certeza na ressurreição no Dia do Juízo Final, terá recrudescido a partir da supradita tradição tumular do misterioso “rei mouro” algures sob aqui tendo a última morada, portanto, desde o século IX, não descarecendo os anteriores visigodos e celtas que também por aqui passaram, os últimos tendo feito deste lugar castro de que sobejam vestígios dentro e fora das muralhas.

Deixando para trás a tradição necrolátrica popular e indo ao escrínio da questão que a Tradição Iniciática resolve, nada importando ser aceite ou não pela mentalidade profana de alguma natureza confessional, seja religiosa ou científica, sempre especulativa e divagadora na deriva incerta empurrada pelo capricho dos ventos das “coisas fascinantes, misteriosas e inexplicáveis”, como é próprio da natureza inconstante, socorro-me das Revelações de JHS destinadas a esta Nova Era de Promissão para proceder ao necessário aprofundamento iniciático.

Antes de tudo o mais, o Dia do Juízo Final significa o Final de um Ciclo, grande ou pequeno, onde as Mónadas consideradas aptas são separadas das inaptas a fim de irem inaugurar e povoar um novo período evolucional, o que vale tanto para um Ramo Racial, uma Sub-Raça, uma Raça-Raiz, um Ronda, uma Cadeia, um Sistema de Evolução, etc., marcando sempre a fase final de Actividade ante Repouso ou estado de assimilação das experiências vividas colectivamente, e a consequente tomada de consciência mais ampla e madura que antes.

As almas recolhidas ao descanso no Eterno corporalmente jacentes em lugares santos, como aqui no Castelo dos Mouros, é tradição popular e religiosa confessional herdada daquela outra original dos Manasaputras ou “Filhos do Mental” criados pelos Sete Planetários Originais – Kumaras – nos meados da 3.ª Raça-Raiz Lemuriana, para servirem de veículos aos Deuses Celestes – Matra-Devas – que não tinham formas físicas para se manifestarem na Terra, como diz JHS no seu Livro da Pedra datado de 1951. Foram criados 777 Manasaputras destinados a 777 Matra-Devas, repartidos em grupos de 111 cada. Com a queda da 4.ª Raça-Mãe Atlante, esses Manasaputras foram recolhidos ao Mundo de Agharta onde jazem em estado de sono espiritual, monádico ou paranispânico, por entretanto os Matra-Devas terem regressado ao Pombal Celeste do Plano Intermediário ou Segundo Trono, que é o Mundo da Mãe Divina. Só despertam ciclicamente na Hora do Avatara ou da manifestação cíclica do Espírito de Verdade como Messiah ou Messias, tradição que começou com o final da Atlântida. E despertam por os seus respectivos Matra-Devas descerem em revoada indo ocupá-los perpassando a Face da Terra até ao Mundo de Duat, onde vibram nos Mahatmas (como fracções dos mesmos Matra-Devas chamadas Matratmãs) que aí servem de elo ou união entre eles e os Manasaputras. Por isso, estes últimos são chamados de Adormecidos, Corpos Eucarísticos e até Vasos Insignes de Devoção, melhor seria de Eleição, na ladainha de todos os santos da Igreja Católica. Dante Alighieri, na sua Divina Comédia, chamou os Matra-Devas de Humanidade Celeste.

Roberto Lucíola, no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 16 – Manasaputras e Matra-Devas (São Lourenço, Agosto 1998), diz sobre o assunto:

O Logos para poder manifestar-se nos Mundos Formais, basicamente desdobra-se em 777 Manasaputras, os quais expressam os Seus valores individualizados. São as células que conjuntamente formam o próprio Logos em acção no Terceiro Trono. A Suprema Essência repartiu-se em 777 Individualidades Matra-Dévicas. Este conjunto de Seres Divinos, constituído de 777 Essências Espirituais (Matra-Devas) e 777 Corpos Eucarísticos (Manasaputras), constitui o que no Alto Esoterismo se denomina Pantheon de Shamballah. No nível da Antropogénese, essas Consciências Superiores fraccionam-se ou subdividem-se em inúmeras Personalidades, e desta mecanogénese nascem as raças e os povos que criam as civilizações. Em suma, o Pantheon de Shamballah é donde irrompe a semente geradora da Humanidade.

Cada Manasaputra, detendo um grande potencial criador e multiplicador, pode gerar 777 Personalidades. Em harmonia com essa numerologia divina, durante um Ciclo de Manifestação o Avatara toma expressão humana 777 vezes.

Segundo as Revelações, os Matra-Devas expressam medidas (Matras) e descem ciclicamente medindo a capacidade de realização conseguida pela Divindade através da Humanidade. São as medidas do Atmã Universal, representam o múltiplo de Matratmã que significa “Medida do Atmã Universal” manifestado, portanto, sob medida. Matratmã expressa a síntese ou o conjunto dos Matra-Devas. Esta mensuração é feita através da capacidade veicular dos Munindras em suportar a potencialidade espiritual desses Seres Angelicais em seus veículos humanos. Quando eles desceram em 1948 apenas deram um impacto rápido nos Munindras, que na época ainda não tinham condições para uma avatarização integral. Algum dia este fenómeno terá que dar-se integralmente como fruto da Vitória do Trabalho da Divindade na Face da Terra.

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Por sua vez, o inestimável amigo professor Archimedes Carpentieri, de Nova Xavantina (Mato Grosso), um dos fundadores da cidade, coevo do Mestre JHS e condiscípulo do mesmo, escreveu-me em carta datada de 21-22-23 de Março de 2015, também abordando a questão dos Manasaputras:

“Decorridos 52 anos dos mesmos dias e mês do ano 1963, abordaremos as considerações sobre os Manasaputras, que representam as Vestes Celestes do Eterno.

“Pela doutrina budista do Trikaya podemos saber das Vestes Dharmakaya, Shambogakaya e Nirmanakaya. Elas fazem parte de um septenário que está relacionado com o misterioso evento conhecido como “A retirada das Vestes de Mahimã”.

“O Mestre JHS mencionou 3 categorias de Manasaputras:

“1 – Os Manasaputras relativos à 1.ª Cadeia deste Quarto Sistema de Evolução Universal, através dos quais é ativado o Sopro Incessante que vibra na Cidade Eterna, Shamballah;

“2 – Os relativos à 2.ª Cadeia, que são os Fachos Sagrados, a manifestação do Fogo Universal, os Munis;

“3 – Os relativos à 3.ª Cadeia, que são os Insignes Vasos de Eleição, guardando a Essência do Eterno através das Hierarquias Criadoras. Estas tiveram de corrigir as tentativas que não conseguiram ser completadas.

“Nessa sequência, será natural supormos que haverão os relativos à 4.ª Cadeia, e perguntamos: serão os 777 Adeptos Jivas que em Jivatmãs se transformaram ao se defrontarem com os do grupo anterior, no dia 22 de Março de 1963?

“Tomando como base 7 Bodhisattwas e um Budha, 7 Princípios e um 8.º, 7 Raças e uma 8.ª, que funciona como 8.º Ramo Racial, a Missão dos 7 Raios de Luz para a vinda do 8.º, podemos deduzir que as Vestes também têm manifestação septenária para que se manifeste a 8.ª Veste, o Cristo Universal.

“Como correcção de trabalhos não completados houve a necessidade do nascimento de 3 categorias de Seres: Dharanis, Dwijas e Druvas, e como coroamento dessa sagração de veículos à Lei nasceram os 7 Dhyanis-Jivas.

“A palavra Jiva, segundo a definição do Excelso Dhyani Mikael, expressa a Hierarquia Humana. Quando esta é bafejada pelo Poder de Agharta torna-se Jivatmã – Jiva+Atmã. Os membros da antiga S.T.B. em Niterói, os Dharanianos, eram portadores da natureza da Hierarquia Jiva. Mas quando houve os nascimentos de Akdorge e Akgorge, em 10-02-1935, esses membros foram elevados à categoria de Arhats de Fogo, o 4.º Grau do Budismo Esotérico. Com os Rituais realizados com o Sangue dos Kumaras e dos Bodhisattwas, os Irmãos daquela época foram ligados aos Manasaputras – um corpo físico e um corpo transcendente. Esse evento sublime preparou-os para serem bafejados pela Quinta-Essência Divina e também para conscientizá-los para o nascimento dos Dois Budhas Mitra-Deva e Apavana-Deva em 24-02-1949.

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“JHS falava-nos sobre 5 Panteons: o de Shamballah, o da 7.ª Cidade Aghartina, o do Caijah, o do Panteon Jina e do Panteon da Obra. Revelou também que os Arcanos Menores estão relacionados com a transformação humana, física, e são em número de 7×8 = 56, ou em 14 Arcanos x 4 naipes, como reflexo do Tetragramaton e quando se pensa nos valores deste surge na mente um 5.º elemento que é o Pentagrama. Nesta abstração, 5 é igual a 8.

“Quando JHS inaugurou o Novo Pramantha a Luzir, ficou claro que o novo substituiria o anterior e após os Excelsos Adeptos da Hierarquia Jiva terem-se defrontado com os Divinos Manassaputras, em 22-03-1963, Ele daria por terminado o seu trabalho de Planetário na Face da Terra e iria iniciar novos projectos do Logos Criador. Vale lembrar sempre que todos esses acontecimentos só foram possíveis pela presença do Avatara. Palavras do Venerável Sr. Sebastião VieiraVidal: “O problema do anterior com o posterior, do antigo com o novo, é como se fossem as duas Faces do Eterno individualizadas: uma Face é criada pelo Poder do Eterno, e a outra é o seu reflexo no Mundo da Forma. Daí o termo religião, religare, que é o acto de ligar essas duas Faces, a mortal com a imortal. A 1.ª Face é a real e a 2.ª o seu reflexo, o seu aspecto.

“O Ser Cósmico é imortal e tem a sua personalidade, que é o instrumento da Sua manifestação. Por exemplo, JHS foi o Sol Esplendoroso e os seus discípulos representam pequenos espelhos (ou que deveriam ser, dizemos nós), onde os Raios do Grande Senhor se projectam parceladamente. Este é o caso, respectivamente, do Avatara e das Mónadas Numeradas. O Irmão pensando no Grande Senhor, vai individualizando-O. Ele é como se fosse as nuvens e os discípulos as gotas d´água dessas nuvens.

“Todo o nosso esforço para alcançar a Iluminação pode nos transformar em um grande Sol como Unidade abrangendo a tudo e a todos, e individualizando-se em todos como parte da Unidade que é o Grande Senhor. Por exemplo, se o valor ou peso do Grande Senhor é representado pelo número 777, o do ciclo de encarnações, cada um de nós atingindo a consciência máxima passa a ter 1/777 do Todo ou da Grande Mónada. De modo que os Irmãos quando alcançarem os mais altos estágios evolucionais passam a ser uma célula consciente do Todo.

“O que não faltou na Obra foram os elementos lunares, ainda portadores da experiência lemuriana. O Mestre falava em Manasaputras, Filhos do Mental Cósmico, mas também falou sobre os Amanasas ou Mulukurumbas, restos lunares funcionando na Terra como restos humanos.”

“Vale registar que, consciente ou inconscientemente, esses “elementos lunares” sempre provocaram a falência das Instituições que abrigaram a Obra através dos Tempos. Falência no sentido de desarmonia com o Projecto do Logos.

“Continua o Sr. Sebastião Vidal:

“Os componentes da Humanidade actual já estão sofrendo uma revolução interna a fim de modificar a sua natureza. De modo que está se operando no Mundo duas coisas: 1.ª – a Transformação universal; 2.ª – o Renascimento humano. Certos factos acham-se em estado de latência, mas com o trabalho da Ritualística eles tomam força numa Esfera diferente da que vivemos. Daí o Mestre ter falado em Escola, Teatro e Templo. Escola o ensino intelectualizado; Teatro como se fosse uma terapia transcendental, lançando fora as tendências inferiores. Templo, já com o subconsciente harmónico, para manter a ligação mental com os Deuses de Agharta e Shamballah.

“Os referenciais dados pelo Mestre têm por fim nos identificar com a Obra do ponto de vista universal. O que importa na criatura humana, na sua elevação espiritual é a vivência dos aspectos da Verdade.

“O Grande Senhor está esperando que a Instituição se equilibre com a Obra, para que tudo volte ao que era anteriormente.”

“O Sr. Vidal, nos últimos dias de vida, fazia questão de dizer aos Irmãos que o visitavam que as Ordens fundadas pelo Senhor El Rike, ou seja, Ordem do Santo Graal, Ordem dos Tributários, Ordem das Filhas de Allamirah e Ordem do Ararat – os 4 naipes dos Arcanos Menores – estariam a formar as “Vestes do Esperado”. Enfatizou ainda, no hospital onde estava internado, que as Filhas de Allamirah estariam a formar a Veste Shambogakaya de Maitreya, por isso era dever de todas tratar as sementes com muita ternura e carinho a fim de despertar os acordes mais elevados do Amor Universal, que teceriam a tónica não de um Ser mas de toda a Corte de Maitreya, da mesma forma que as outras Vestes deveriam ter o respaldo das demais Ordens para ser possível a manifestação do Avatara do Novo Ciclo. O dilema estabelece-se quando nos perguntamos se tais acções ou realizações ocorreram ou não, a considerar que o ano de 2005 passou em “brancas nuvens”.

“A Ordem do Ararat, relacionada com o Porvir, não diz respeito tão-somente aos jovens, eis que já decorrem 52 anos da sua criação. São, pois, velhíssimas almas em vias de enfeixarem o seu ciclo de encarnações, melhor denominadas de “jovens consciências” em relação ao Novo Pramantha.

“Vale a lembrança de que a Suprema Lei funciona sempre em relação com a Humanidade, e se as funções determinadas pelo Avatara não são cumpridas não há retrocesso e não há espera para que as Instituições ligadas à Obra as cumpram – a Evolução é permanente e dinâmica. O Logos projecta e os seres que estão afinizados com esse Projecto fazem parte da Corte do Avatara, consciente ou inconsciente, dentro ou fora das Instituições.”

De volta a Roberto Lucíola, o autor avança no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 17 – Dhyanis, em referência ao Quinto Sistema de Evolução Universal que na Terra é reproduzido – e alimentado psicomentalmente – pelo Quinto Sistema Geográfico Internacional, sendo exactamente este de Sintra:

Assim, qualquer coisa que queira saber-se a respeito do 5.º Sistema, que será inteiramente diferente do actual 4.º Sistema, terá que ser através do 5.º Luzeiro e dos seus Dhyanis-Budhas que formam o seu Estado-Maior. O actual 4.º Sistema assenta, fundamentalmente, no conhecimento relacionado ao Mental Concreto, analítico, enquadrado no Quaternário Humano, enquanto o 5.º Sistema dinamizará os princípios superiores da Mente Humana, portanto, mais relacionados ao Mental Abstracto ligado à Intuição, denominado pelos Iniciados de Manas Taijasi, “Mental Iluminado”.

Pois bem, se os 777 Matra-Devas, os 777 Matratmãs e os 777 Manasaputras repartem-se em 7 grupos em número de 111 cada, e se Sintra como 5.º Posto Representativo é afim aos 5.os desses grupos, então onde os situar? Utilizarei o seguinte critério:

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Dos 111 Matratmãs “Sintrianos” os 7 primeiros compunham os Adeptos Independentes (Mahatmas) dirigentes da 5.ª Linha Morya (Maru, Mariz, Makara…) do Antigo Pramantha como Andróginos ou Uranianos Perfeitos, assinalados na Cruz Alta “onde Cristo passou unindo o Céu à Terra”, como consta no soneto inspirado de Francisco Costa em placa aí colocada. O Livro de Revelações de JHS, Livro das Vidas – O Mistério da Árvore Genealógica dos Kabires, datado de 1933, dá a identidade dos 7 Adeptos da Linha Morya como 1.os Aspectos da mesma:

Morya

Sub-Aspectos:

Tamandaré; Kintchindjina; Ptolomeu I; Epicteto; Píndaro de Cinoscéfalos; Henrique Antunes da Silva Neves; Valter Orion de Souza.

Thomas Vaughan

Sub-Aspectos:

Nomala; Tara-Kenney-Bey; Kalidassa; Keshara-Madhava; Bacon Verulâmio; Hanahad-Shad; Panzera de Mello.

Thomas Moore

Sub-Aspectos:

Zinmsky; Lhankang-Hamopé; Abdhul-Khaled; Hipias de Elis; Hari-Havan; Sofron; Linniu Camargo Leal.

Ralph Moore

Sub-Aspectos:

Albert Moore; Ramavajra; Piteas de Marselha; Leibnitz; São Policarpo; Senmuth; Valdir Pimenta de Mello.

Mário Roso de Luna

Sub-Aspectos:

Árias Montano; Apiano de Alexandria; Haldeck; Possidónio; Kant; Hemadri-Guru; Umberto Pereira Leal.

Tyrso

Sub-Aspectos:

Eugamon de Delfos; São Timóteo (Khô-Dom); Kasina-Kevalin; Teofrasto de Ereso; Kondanya; Nicetes de Esmirna; Gilberto Nunes.

Platão

Sub-Aspectos:

Beramud-Jadir; Polimneso de Colofón Sacadas; Neith; São Dionísio, o Areopagita (Siddha-Dharma); Samvara-Pavana; Abdul-Farad-Kamir; Gabriel Tavares Leite.

A Linha Morya já cumpriu a sua função, consequentemente, retirou-se para outras plagas, tal qual a Ordem de Mariz terminou a sua função temporal e se interiorizou para o século, ambas desde 20 de Novembro de 1944 com retirada gradual do cenário humano culminada em 24 de Fevereiro de 1949. A Linha Morya tem hoje a substituí-la no espaço nacional a dos “Encapuzados” Rakowskys ou Germanos, vindos da Rússia para aqui. Mas este é outro assunto que a abordá-lo afastaria do tema central deste estudo, mesmo justificando a perpétua mobilidade do Pramantha na Terra cujo Terceiro Logos tem por Tónica a Actividade.

À Cruz Alta o Venerável Mestre JHS chamou Pico do Graal, tanto por ser o ponto mais alto da Serra de Sintra (528 metros de altura) como, sobretudo, por toda ela expressar o Santo Graal cujo Mistério e Culto teve aqui a sua origem. Pico ou Patena da Taça Sagrada é o que expressa esse lugar alto, que se fosse forno alquímico ou athanor chamar-se-ia “cabeça de mouro”, e ficaria muito bem através do subentendido de Mouro como Makara, o que possui a sua Veste Eucarística como Realização de Deus por meio do Fogo Frio Celeste (Fohat) unido ao Fogo Quente Terrestre (Kundalini), verdadeira Yoga de Akbel subentendida nos versos do soneto aí plantado e com o mesmo sentido ritualístico da Patena, espécie de prato ou grazale raso ou fundo onde se consagra o pão e o vinho transubstanciados em Corpo e Sangue de Cristo, do Avatara, de todos os Avataras imolados por Amor à Humanidade. A Tradição Secreta diz mesmo que neste lugar passou o Cristo num Avatara Momentâneo em 1800 voltando ao Adormecimento nos Mundos Internos.

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Conforme disse em 6.1.1986 em entrevista ao jornal diário Correio da Manhã e aqui repito, a Cruz Alta, a estátua do “Arquitecto” ou “Guerreiro” e o Palácio da Pena formam entre si um triângulo de forças, onde a Cruz com nós expressa a Via Seca ou o Caminho do Fogo Purificador do Espírito Santo, que é a Via do Santo e Guerreiro cuja estátua representa a São Jorge ou Akdorge com o tripenacho no elmo indicador de ser o Rei do Mundo, consequentemente, o Chefe Supremo do Governo Oculto que tem no escrínio desta serra a sua representação. Está defronte para o Palácio cuja arquitectura oriental e ocidental marca a união do Oriente com o Ocidente, mensagem derradeira do imóvel ao qual Richard Strauss chamou de “Palácio do Santo Graal”.

Esse triângulo de forças, composto pelos três monumentos, possui a seguinte relação sideral:

J. Palácio da Pena – Júpiter e Vénus (“Mansão do Espírito Santo ou Rei do Mundo”);

H. Cruz Alta – Hermes ou Mercúrio e Urano (“Caminho da Luz ou Iluminação”);

S. Guerreiro – Saturno e Marte (“Rei do Mundo nos Reinos Subterrâneos”).

O nomeativo da função “Rei do Mundo” ou Melki-Tsedek absolutamente nada tem a ver com algum sistema político monárquico, ao contrário do que muito julgam, mas antes e quanto muito com a “fina essência” do melhor da monarquia e da república juntas, ou seja, a Sinarquia Universal de Agharta, de quem esse Excelso Ser é o Dirigente máximo como o Senhor Supremo de todo o Globo habitável.

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Por outra parte, também como disse na supracitada entrevista ao Correio da Manhã, dentro do tema do Santo Graal como Taça, Livro e Pedra ou Ara juntos mas distintos, tem-se o primeiro aspecto representado no Castelo dos Mouros, o segundo aspecto no Palácio da Pena e, finalmente, o terceiro aspecto na Ermida de Santa Eufémia, igualmente triangulando entre si.

Graal-Taça – Castelo dos Mouros, Canaferrim = Sol (Culto Andrógino, Assura);

Graal-Livro – Palácio da Pena, das Letras = Júpiter (Culto Masculino, Agnisvatta);

Graal-Pedra – Ermida de St.ª Eufémia, a Boa Mãe = Lua (Culto Feminino, Barishad).

Assuras são os Arqueus, Agnisvattas os Arcanjos e Barishads os Anjos.

A lenda diz que o Graal foi esculpido de uma esmeralda caída da fronte de Lúcifer aquando da sua queda vertiginosa do Trono de Deus, por ter sonegado a Vontade Divina. Pois sim, a pedra esmeralda é verde e o sangue contido no vaso é vermelho, portanto, sendo representação de Fohat (Electricidade) e Kundalini (Electromagnetismo), fundidos num Cálice na mais sublime e transcendental Alquimia Divina. Essa União é realizada pelo Munindra ou Discípulo quando pratica a Yoga de Akbel, também chamada Yoga do Makara, visualizando essas Forças Universais, verde e vermelha, adentrando o seu corpo físico, para igualmente ele se tornar uma Taça Viva. O Munindra deve se transformar numa verdadeira Taça, para nele poder resplandecer a Divindade em todo o seu Esplendor.

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O Santo Graal é simbólico do Feminino e da Maternidade, o que se corporiza como Mental Superior, o Princípio Causal sendo a Terceira Hipóstase Divina reconhecida Espírito Santo. Por isto a Embocadura de Sintra está sob a égide da Mãe Divina – Allamirah, “Olhos do Céu” – e leva o nome tradicional de Sura-Loka, “Lugar dos Filhos do Mental”, por certo Iluminado para condizer com a condição Manas Taijasi caraterística dos Obreiros do Quinto Sistema ou Império Universal. Tal como o Trípode ou Pira do Fogo Sagrado (Agni), o Graal liga-se a Vénus e à Quinta Essência Divina, razão de ter gravado nele o Pentagrama e as quatro letras sagradas hebraicas: Yod – He – Vau – Heth (Jehovah, o Homem Cósmico sendo Júpiter como quarto Planetário contando a partir da Lua (2.ª feira) com que findou a Cadeia Planetária anterior, de onde Lúcifer ou Luzbel caiu na Terra, no Sexo e na Geração, por ordem castigadora do mesmo Júpiter ou Suprema Divindade. Por isso, a mitologia grega diz que “quando Júpiter perde os seus filhos, enlouquece-os”).

O Santo Sangue depositado na Taça Sagrada contém a quintessência das experiências da Evolução até à hora presente, traz em si a Substância Vital do Avatara, ou seja, porta a Divina Essência extraída Dele proporcionando a Sua sobrevivência na memória, espírito e tradição dos Seus Obreiros. Daí cantar-se no Hino Exaltação ao Graal: “Salve Graal, Vitória de Deus”, porque é a Vitória de Deus garantindo o aproveitamento cíclico para a continuidade do Seu trabalho. Na Alquimia, o recipiente é igual ao conteúdo. No Ritual Eucarístico, que na Obra de Akbel teve início em 20 de Maio de 1936, o Licor que o Dhyani Mikael trouxe para JHS era constituído de vários elementos extraídos de princípios profundamente espirituais: o Sangue Real dos Kumaras ou Planetários, o Suco da Árvore de Chaitânia ou a Árvore Sagrada plantada no Centro do Paraíso Terreal – Meka-Tulan – e o Leite das Mães dos Avataras para que houvesse a recuperação ou redenção da Hierarquia Assura que rolou das Esferas Celestes para os Mundos tenebrosos da Matéria com Luzbel, e isso foi feito e conseguida a solução de continuidade da Obra do Eterno na Face da Terra.

O Santo Graal é tradicionalmente associado a uma Pedra, a um Livro e a um Vaso. É um simbolismo muito rico com o significado de Sustentação, Revelação e Vida. Revelação que traz a Sabedoria, a experiência de Saturno simbolizada na Pedra de esmeralda, e ao mesmo tempo o Maná, o alimento doador da Vida, o próprio Manas ou Mental projectado da fronte do Quinto Senhor Arabel.

Falando de Arabel, o Quinto Luzeiro, o Livro de Revelações Colóquio Amoroso, escrito por JHS entre Abril e Junho de 1956, diz:

Este Livro é dedicado ao Quinto Senhor do Lampadário Celeste, ARABEL, o Deus da Ara, do Altar ou do Fogo, como Senhor do Quinto Sistema. Amor, Glória e Justiça! O Quinto Império foi implantado por Mim, Akbel, na Face da Terra. O dia de hoje (24 de Junho de 1956) tem o nome do ENCOBERTO.

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Essa foi a data do início da Era do Espírito Santo, Era de Promissão com que Sintra começou uma nova fase de progresso, acentuada quando o Quinto Senhor foi novamente entronizado no seu Retro-Trono de Shamballah às 15 horas de supradita data de 24 de Junho de 1956, quando os Portais de Shamballah se abriram dando saída a 608.000 Devas chefiado pela Anjo de nome Maliak, dirigindo-se para o escrínio da Serra do Roncador (Ararat), indo deslocar-se os Dhyanis-Kumaras dos Postos Representativos do Sistema Geográfico Internacional para os Postos Representativos do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, fazendo os Dhyanis-Budhas o inverso. Já antes, às 18 horas de 11 de Maio de 1956, AKBEL baptizara o Quinto Senhor com o nome de ARABEL, que como agradecimento ao seu Excelso Sexto Irmão ofereceu à sua Obra o Salmo 154.

Foi desde essa preciosa data secreta que a Cidade Interna de Sintra ficou completa, realizada em número e valor, dando-se início à sua realização externa que vem até hoje, com tudo numa nova feição condizente com o novo milénio iniciado há 15 anos. Não deixa de ser assaz significativo que em 12 de Maio de 1956 o Teatro Cénico de Colares, Sintra, tenha levado a cena a peça O Anjo da Guarda. Causalidades…

Tudo o dito vai contra as afirmações avulsas ouvidas do imaginário de alguns falando das suas “frequências secretas” à “cidade jina ou subterrânea de Kurat”. Este nome vale o que valeu no Passado antropológico da Humanidade, quando o espaço geográfico de Sintra levava esse nome Kurat como já disse no capítulo II, sendo a realidade factual absolutamente diferente, infinitamente além de quanto se possa imaginar ou vagar ao sabor da fantasia, ademais sendo o nome Kurat uma palavra cabalística afim à Maçonaria dos Traichus-Marutas que nesta Serra Sagrada encontram eco na Ordem dos Tributários.

Com efeito, a palavra Kurat divide-se em duas: Kur ou Khur, “Sol” em persa, e At, “Um” em assírio, logo, Sol Único, desde cedo simbolizado pela acácia amarela que também é a espinhosa tamariz, a mesma árvore que cresceu em torno do corpo de Osíris, o deus solar egípcio. Não deixa de ser significativo ao contexto da geografia sagrada olisiponense que Tamariz seja o nome de uma praia do Estoril ou Costa do Sol que, afinal, vem a ser o “Braço de Ouro” de Lisboa.

O que mais que pode dizer-se hoje de Sintra como a primitiva Kurat de que resta a morfologia geológica característica da serra, ausente de qualquer “Fraternidade Oculta ou Secreta” ou “Cidade Subterrânea” com tal designação ultrapassada em milhares de anos, é que esse nome serve exclusivamente para designar a Ordem dos Tributários portugueses que leva o dominativo Tributários de Kurat, para os distinguir dos Tributários do Ararat, brasileiros, mesmo que a sua mecânica e ritualística “maçónica” seja a mesma da Ordem dos Tributários fundada por JHS (Henrique José de Souza) em 23 de Outubro de 1954, consagrada ao Quinto Senhor Arabel e vocacionada à construção do Quinto Sistema de Evolução Universal, motivo dos Tribucci reunirem-se às 6.as feiras, dia tradicionalmente consagrado a Vénus, e as suas cores-mores sejam a verde e a vermelha, aliás, estampadas na bandeira de Portugal.

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Interiormente, a Cidade Jina do Submundo de Sintra e a Fraternidade que a povoa leva o nome secreto ou aghartino da Catedral de Lisboa (Sé Patriarcal): Templo da Luz, e também Três Chamas ou Luzes (LSN). Como já disse e escrevi inúmeras vezes nos três últimos decénios, a Taça original do Santo Graal no seu périplo na Europa esteve nesta sede devocional lisbonense durante vários séculos antes de rumar para Sintra e outras paragens do Mundo, como está descrito no Livro do Graal escrito por JHS em 1950. Isso por haver uma ligação subterrânea entre Lisboa e Sintra ligando a Sé Velha ao Mundo de Badagas, isto no conspecto ctónico, posto que no celeste a Patriarcal serve de poiso devocional às “Aves de Arribação” que são os Matra-Devas.

Exteriormente, a Tradição de JHS identifica Sintra como Sura-Loka, por todas as suas relações ocultas aos “Filhos Mental”, Manasaputras, dando-a como Embocadura do Mundo de Duat, igualmente sob a influência de Vénus, planeta da Balança ou que liga pelo braço do prato argênteo a Badagas e à Face da Terra, e pelo braço do prato aurífero a Agharta e Shamballah.

O fiel da Balança Cósmica plantada no Seio da Terra (“Quem nasce em Portugal é por missão ou castigo”… dicotomia expressiva de Libra) está assinalado nos Matratmãs, como elos de ligação espiritual entre os Matra-Devas e os Manasaputras, elos espirituais representados pelos verdadeiros Munindras Tributários do Rei do Mundo, reconhecidos e aceites vindo a engrossar as fileiras da Ordem do Santo Graal.

Em resumo, tem-se:

Matra-Devas = Sé Patriarcal de Lisboa – Templo da Luz……. Badagas.

Manasaputras = Serra Sagrada de Sintra – Sura-Loka……. Duat.

Matratmãs = Ordem do Santo Graal – Munindras……. Face da Terra.

Também se sabe pelas Revelações de JHS que o Reino Subterrâneo de Sintra escusa toda a relação com o mundo exterior, defende-se dele, protege-se, sobretudo dos “restos lunares” da flora místico-devocional Jiva ou de condição humana desapurada, cujo folclore hoje campeia pela serra em estado exaltado de quimera, ingenuidade, inocência e, por estes mesmos predicados reveladores da condição interior, a maioria reconhecidamente inofensiva, vendo aquilo que é seu desejo ver acreditando ter visto o que mais ninguém viu, começando pelos meus impenitentes plagiadores sem meios-termos. Tal traz-me à memória as palavras incisivas e bem actuais do Mestre Kut-Humi escritas numa carta de 3 Março de 1882, inserida no volumoso tomo Cartas dos Mahatmas M. e K. H. que traduzi e está no prelo em São Paulo, Brasil:

Não, nunca poderemos prosseguir a nossa viagem senão mão com mão, ao longo do largo caminho avesso às Leis Ocultas no qual espíritas e místicos, profetas e videntes, todos se acotovelam em nossos dias. Sim, em verdade, o louco disparate dos candidatos (à Verdadeira Iniciação) pode passar por várias crises durante uma eternidade antes de conseguirem abrir o “Sésamo”. Mas ele nunca se abrirá àqueles que permanecem fora destas Leis. É em vão que os videntes modernos com as suas profecias resvalem para o interior de cada fenda e de cada fractura sem saída nem continuidade que possam encontrar por acaso; e é ainda mais vão que, uma vez no interior dessas, exclamem com voz exaltada: “Eureka! Recebemos uma revelação do Senhor”. Em verdade nada receberam: tão-só molestaram os morcegos menos cegos que tais intrusos, que ao senti-los esvoaçar em torno de si tomam-nos por anjos… só por terem asas.

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Prosseguindo na mesma sequência onde traumas psicofísicos Jivas querem parecer tramas iniciáticas Assuras, questionado tive oportunidade de responder a um correspondente em Agosto de 2013:

Falei mais atrás em traumas Jivas e tramas Assuras no respeitante a especulação e iniciação, tendo em mira essas duas modalidades que apesar de distintas todavia acabam misturando-se algumas vezes vítimas, talvez ou decerto, da crise psicossocial que afecta o Mundo e consequentemente a tudo e todos, mas estando em conformidade à crise da Iniciação Colectiva por que passa o Globo e as diversas Ondas de Vida, particularmente o Género Humano. Tais modalidades observam-se nas manifestações psicofísicas de condições e posturas colectivas e individuais relativamente a Sintra, especialmente no tocante ao seu aspecto místico. Como estados primários de ambas, independentemente das idades e do tempo de afiliação, e até da própria formação académica dos envolvidos, por “o terreno do misticismo ser o campo do irracional”, como dizia o eminente teósofo Sebastião Vieira Vidal, por um lado tem-se:

INICIAÇÃO JIVA (HUMANA)

Extravasada em decalques plagiários da Obra do Eterno na Face da Terra, opiniastras pseudoliterários no género “sei mais porque tenho mais”, deambulações na serra na procura íntima, inconfessada, de algo transcendente, especulações e divagações fantásticas de leque vastíssimo indo desde reptilíneos subterrâneos a arqueologias fantásticas onde planetas imaginários entram também, sempre com a imagem sobrepondo-se à ideia com escusa imediata de alguma proposta de afiliação efectiva a que Escola seja de Sabedoria Espiritual, por se assumirem autossuficientes na crença autoinduzida quer por via cinematográfica ficcionada, quer por ficções postadas na internet, como a modalidade mais recente, quer ainda por alguma espécie de literatura simples de foro psíquico indutor de estados alterados dos sentidos provocador de anomalias psicomotoras, afectando tanto o próprio como os próximos. Tudo se resume, sob a capa do “religiosismo em bruto”, a inconvenientemente chamada “paranóia mística” pela psiquiatria, ao estado de insatisfação sexual como facilmente se observa no predomínio do sistema neurovegetativo e afectação, por vezes grave e irreversível, do sistema endócrino. No fundo, acabam sendo como a criança aprendendo a gatinhar para um dia poder andar… Mesmo assim, este estado primário da Iniciação Jiva pode muito bem, por não ser incomum nos conturbados dias de hoje onde a anarquia psicossocial campeia, atingir e envolver dramaticamente os mais imaturos, “acabados de nascer”, da

INICIAÇÃO ASSURA (DEÍFICA)

Aqui a discriminação mental tem o papel principal na separação da verdade da mentira, o certo do errado. Acontece que os mais imaturos vindos da Onda Humana que humanos também são, mas espiritualmente não sendo terrenos por serem Mónadas de 3.ª classe da Hierarquia Primordial, a Assura, facto de que ainda não tomaram consciência e até podendo não a tomar nos anos mais próximos, poderem ser vítimas fáceis da poluição do “fantástico, misterioso e inexplicável” povoando as mentes impúberes de porção estimável da Humanidade. Este estado primário da Iniciação Assura regista-se até nos mais adiantados em matéria de Ensinamentos Iniciáticos de Akbel (JHS), a ponto de alguns, por exemplo, falarem de “rituais misteriosos e transcendentes de certas Ordens Secretas do Passado e do Presente”, e quando advertidos para o óbvio de estarem participando de Ritualística dessa mesma natureza, ficarem atónitos sem palavras, é como se até ao momento estivessem participando sem realmente tomarem noção do facto, algo assim como estar sem estar sempre carecendo de “misterinhos”, alimento de especulações e divagações pseudomísticas pelos campos mais diversos onde aparentemente a fantasia devora a realidade do sagrado, este que sempre teve regra e ordem, princípios elementares ostracizados a favor da simplicidade, preferindo-se os casos do “fantástico e misterioso” mas preterindo-se a explicação dos mesmos, a não ser que sejam «explicados» também por outros tantos e iguais sucedâneos fantásticos igualmente misteriosos, alguns chegando ao delírio de associar os Ensinamentos de JHS a estados oníricos pessoais, quando não, e é o mais comum, misturá-los com divagações inconsistentes em guisa de os “justificar” e até procurar nos mesmos “panaceias” para estados inseguros de saúde psicofísica, mais induzidos pelo portador do que por naturais anomalias somáticas. Em suma, é o estar sem estar, é o alimentar noções equivocadas, estado primário da Iniciação Assura passível de superação pelo Espírito da Obra do Eterno, que no seu eterno girar em guisa de mó de moinho vai triturando sem cessar, amadurecendo as Mónadas até à exclusiva e derradeira Integração e Realização nessa mesma Obra.

Sabedor do facto, Roberto Lucíola, no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 13 – Iniciação Jiva (Novembro 1997), escreveu acerca de Iniciação Jiva e Iniciação Assura:

INICIAÇÃO ASSÚRICA – O Mestre JHS, sabendo das diferenças fundamentais, em termos de estados de consciência, entre um Jiva e um Assura, usou a sua imensa Sabedoria empregando dois métodos de Iniciação, ou seja, a Iniciação Assúrica e a Iniciação Jiva. Muitos não entenderam o processo e afastaram-se da sua Escola Iniciática, a Sociedade Teosófica Brasileira (S.T.B.), pois a natureza mística-devocional, muito comum entre os Jivas, não permitiu a alguns atingirem o nível de Consciência Assúrica, mais relacionada ao Mental Abstracto. De um modo geral, os Jivas consideram os Ensinamentos Iniciáticos da Linha Assúrica muito “intelectuais” e pouco afectivos não dando muito ênfase à “caridade”, de cunho devocionalista; outrossim, para o Assura a maior caridade que se pode prestar a uma criatura na Senda da Evolução, é transmitir-lhe conhecimentos que possam despertar-lhe um “novo estado de Consciência”, a fim de que o ser possa caminhar com os seus próprios pés e não fique dependente de qualquer força externa ou de pessoas, por melhores que elas sejam.

DISCIPLINA INICIÁTICA JIVA – A Iniciação Jiva caracteriza-se por uma disciplina rigorosa, por uma vida extremamente enquadrada em regulamentos e regras fixas. São pragmáticos no seu modo de ser, além de preconceituosos. Não são afeitos a participar da vida social por sua tendência não conservadora, por serem pessoas neoliberais e egoístas. Procuram fugir do contacto humano tentando isolar-se dos problemas da Humanidade, justamente ao contrário do Assura que é altamente participativo e idealista desligado dos interesses pessoais.

LINGUAGEM ASSÚRICA – O Assura não acredita em milagres, ele é um agente dinamizador do processo evolucional, seja este de natureza iniciática ou de carácter social. Foi em virtude disso que o Rei-Sacerdote do Altíssimo, Melki-Tsedek, esteve entre nós mas só foi reconhecido pelos da sua Hierarquia. Para enfrentar tão grave disparidade é que o Avatara desdobrou-se em sete Seres, processo esse que os Iniciados tibetanos chamam Tulkuísmo. Uma das razões de assim proceder, foi para apresentar-se a cada um segundo a sua Hierarquia, Tónica ou estado de Consciência. Quando tratava com Adeptos Jivas, revestia-se de uma Personalidade Bhakti ou Devocional e evitava falar em Mundos Subterrâneos para não chocá-los, pois esse é tema para ser tratado mais com os Assuras e Makaras.

PODER ESPIRITUAL E PODER TEMPORAL – JHS, com a sua imensa Sabedoria, sabia perfeitamente que se conseguisse redimir os divinos Rebeldes ou os Assuras caídos, isso se reflectiria de maneira marcante no aceleramento da Hierarquia Jiva em formação. Assim sendo, cabe aos verdadeiros Assuras actuarem de maneira decisiva no destino do Mundo. Para tal lhes foi rememorado o seu antigo esplendor hierárquico, e mais ainda, lhes foi conferido o Poder Espiritual pelo Grande Senhor Akbel. Está evidente que o Poder Temporal, na sua expressão humana, deverá curvar-se a um Poder maior. O Assura Luís de Camões não ignorava estas verdades transcendentais quando escreveu em seu magistral Os Lusíadas: “Cessa tudo que a Musa canta, porque outro Poder se levanta”. O Assura que permanece inactivo diante dos desmandos de uma Hierarquia ainda inexperiente, por certo está faltando para com o seu dever perante a Lei Divina. Terá que responder por isso perante o Senhor Astaroth.

Ambas as vertentes em seus estados primários de incipiência são vítimas do que os Iniciados orientais chamam Maya-Vada ou Maya Budista, no Ocidente chamado Glamour, Espelhismo, Miragem ou simplesmente “ilusão dos sentidos”. Sobre o que seja a mecânica oculta da Maya-Vada, respigo o seguinte trecho da monografia n.º 47 do Grau Astaroth da Comunidade Teúrgica Portuguesa:

Os Mestres usam ainda da Maya-Vada para afastar os indesejáveis dos seus territórios, ou para os iludir de um acto que não querem que vejam, ou então fazendo-os ver aquilo que na realidade não existe…

É o que acontece nas chamadas Regiões Jinas sobre a Terra, nas quais os habitantes do Mundo dos Badagas, também chamados Sedotes, não raro usam de Mayas Budistas, ou “recursos ilusórios”, para afastar os curiosos e profanos daí, das cercanias de suas Embocaduras, ou então para pôr à prova a perseverança e tenacidade do candidato a adentrar o Mundo Interior (o que por regra acontece só na 4.ª Iniciação de Arhat ou Chrestus, o mesmo indicado no subnome Canaferrim). Então, provocam fenómenos do mais puro ilusionismo mas que parecem bem reais, inclusive podendo materializar-se como tais, como, por exemplo, elevações e declínios súbitos do terreno, abismos abrindo-se inesperadamente diante dos viajantes desprevenidos, aterrorizando-os, perderem a noção do tempo e do espaço, desnorteando-os, aparições súbitas de cidades maravilhosas, castelos ou palácios onde pouco antes não estavam, florestas densamente cerradas onde eram simples jardins, roncos de aviões sem que se os veja e nenhuma linha aérea exista nesse espaço, grunhidos de feras podendo ser acompanhados das suas aparições enfurecidas, locomotivas e automóveis saindo de rampante do mato cerrado, declínios e subidas súbitas da temperatura, tempestades de neve, de chuva, de granizo em dias de sol ou em noites claras, enfim, uma série enorme de artifícios empregados pelos Jinas para afastar os indesejáveis ou para provar os candidatos. Apesar de serem fenómenos de espelhismo, absolutamente ilusórios, nem por isso deixam de ser bem reais para que os experimenta.

O mecanismo operado pelos Adeptos para produzir a Maya-Vada não é muito complicado, uma vez que se conheça um pouco de anatomia. Conforme o Ensinamento de JHS, vamos tentar explicar o seu procedimento.

As imagens visuais são captadas pelos nossos olhos, vão se estampar nas retinas. Até aqui trata-se de um verdadeiro fenómeno óptico natural. A partir daqui, os impulsos ópticos são transformados em impulsos nervosos, encaminhando-se através dos nervos à parte superior do cérebro, para identificação e serem guardados como memória. Durante esse pequeno trajecto percorrido pelos impulsos nervosos, é possível modificar a sua qualidade por uma sobrecarga de akasha ou éter luminoso, de maneira a provocar a impressão de que se está vendo fisicamente o que realmente não existe objectivamente. Como podem ser modificados tais impulsos?

Pois bem, quem já presenciou um ritual de umbanda ou candomblé, deve ter ouvido o rufar de pequenos tambores chamados “atabaques”. Tais tambores ao serem tocados produzem uma onda sonora acompanhada de outra onda psíquica, muito semelhante às ondas cerebrais. Isso explica porque os participantes desses rituais animistas, sobrecarregados de akasha que deixa-os num estado semelhante à embriaguez, entram em transe anímico. Toda a frequência das suas ondas cerebrais foi modificada, alterada, e por isso tais pessoas entram num “outro mundo”, como é uso dizer-se sobre o estado onírico. São impressões puramente psíquicas que dominam a consciência dos participantes. Dizemos isto para que haja conhecimento de que as ondas cerebrais podem ser modificadas, alteradas.

Por um processo que só uma pessoa muito sensitiva ou desenvolvida psiquicamente pode operar, a introdução no cérebro d´outrém de impulsos nervo-ópticos diferentes, provocados, por exemplo, por um mantram quase inaudível, poderão dar-lhe a impressão de ver algo que na realidade não impressionou a sua retina. A pessoa até poderá jurar que viu uma coisa… que realmente não existe. Uma vibração sonora quase inaudível junta com uma vibração mental produzidas por um Adepto, poderão provocar a Maya-Vada.

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Para terminar e de volta a Sintra, hoje completamente estruturada na sua Hierarquia Interna e externamente num Novo Ciclo de Progresso, a Era de Promissão, em que tudo está mudado e mudando cada vez mais em todos os sentidos, desde o paisagístico local à paisagem de um novo estado de consciência florescendo na natureza humana, tudo de acordo com a Lei que determina que quando uma região sagrada e reservada termina a sua missão externa, acaba por tornar-se simples local de passeio público, turístico, mesmo mantendo o seu halo “especial” nesse espacial, respigo agora alguns trechos à Aula n.º 9 da Série Juventude, escrita nos anos 70 do século passado por Sebastião Vieira Vidal, discípulo próximo do Mestre JHS, precisamente acerca de Sintra e a Obra do Eterno na Face da Terra:

Chegamos ao Quinto Posto Representativo, situado na Serra de Sintra, Portugal. É dirigido pelo Quinto Dhyani Jina ou Budha, EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA. O Chefe da Ordem de Mariz que lhe dá cobertura tem o privilegiado nome de MALAQUIAS. É responsável pela cobertura espiritual de todas as criaturas humanas que foram julgadas boas no último Julgamento da Humanidade (1956) e que residem ou vivem na Europa.

Este Posto Representativo está muito ligado aos mistérios da nossa Obra, posto que está localizado no interior da Serra de Sintra onde esteve por muito tempo o Quinto Bodhisattva, o Cristo, com a sua Excelsa Contraparte, Moriah. Estiveram também no mesmo local, em 1899, os corpos dos Gémeos Espirituais após o acidente de Lisboa, verificado na Rua Augusta em 27 de Julho de 1899. Estiveram nessa Serra Sagrada os Kumaras Dhyananda e Sanat-Sujat, mantendo a vida nos corpos dos Gémeos Espirituais quando tinham 16 primaveras.

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Na Serra de Sintra, internamente, funciona algo como sendo a Obra no seu aspecto universal, oculto, real. Os Augustos Seres que vivem no seu interior estão para os Irmãos de Portugal assim como nós, em São Lourenço, estamos para os do interior da Montanha Moreb. Eles não podem entrar em contacto com os Irmãos da Instituição na Face da Terra, por estarem num estágio evolucional muito mais elevado, e com isso não seriam entendidos pelos componentes da Instituição, antes, talvez, mal-entendidos… O corpo emocional dos Munindras não está preparado para receber certos impactos vibratórios. A sensibilidade desses Seres é muito refinada e a acção directa, por parte deles, na Obra, consideram como sendo um desprestígio para o nosso Mestre e para a nossa Grã-Mestrina. Eles apenas instruem, pela Inspiração, os componentes da Instituição, porque a Realização pertence aos da Face da Terra.

Os Irmãos de Portugal reverenciando a Serra de Sintra, estão reverenciando a Agharta, ao Mundo de Duat e ao Mundo dos Jinas ou Badagas, posto que naquela Serra esteve durante algum tempo a verdadeira Taça do Santo Graal com o Santo Sangue. Os Gémeos Espirituais, quando crianças, em 1800 foram apresentados ao Mundo através desse Quinto Posto Representativo. Estiveram presentes ao acto: o Bodhisattva Jeffersus, Moriah, o Dhyani-Kumara Gabriel, Ralph Moore e vários Membros da Ordem do Dragão de Ouro.

Para se sentir os valores desse Posto Representativo, dirigido pelo Príncipe EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA, basta ouvir o “Hino ao Amor” da autoria do Intérprete do Som, com a respectiva letra. Assim Portugal se uniu ao Brasil.

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Tributários e Dízima de Melkitsedek – Por Vitor Manuel Adrião Sexta-feira, Jun 12 2015 

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A fim de servir de cobertura defensiva à Obra do Eterno na Face da Terra e àqueles que eram a expressão viva da mesma no Mundo Humano, ou sejam o Professor Henrique José de Souza e a sua Família, tanto Humana como Espiritual, destinada a assegurar a perpetuação da mesma Obra Divina pelas gerações futuras, o mesmo Mestre JHS fundou na cidade de São Paulo, no dia 23 de Outubro de 1954, a Ordem dos Tributários.

Também chamada “Hoste Filhos da Luz”, referente aos Assuras humanos entretanto redimidos do seu karma passado por fim (re)integrados à Consciência Divina do Deus do Futuro Sexto Sistema, Akbel, a Ordem Tributária, como disse, possuía e possui a finalidade de defender e dar cobertura à Obra e ao Apta – ou Presépio, Sagrada Família, hoje sendo AKBEL – ALLAMIRAH – MAITREYA e que até 1963 estavam para HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA – HELENA JEFFERSON DE SOUZA – CAF e TAG, as Colunas Vivas de JHS, ou seja, António Castaño Ferreira (Coluna J) e Tancredo de Alcântara Gomes (Coluna B). Se acaso os fins dados à Ordem dos Tributários em solo brasileiro hoje em dia diferem da intenção original, confesso não me despertarem o mínimo interesse.

Trazendo o Futuro ao Presente e projectando este naquele, a Obra do Eterno fincou as suas raízes no Brasil, país sob a égide do signo da Virgem em Mercúrio, e consequentemente as Revelações do Novo Ciclo (Novus Phalux), redigidas em cartas privadas pelo Professor Henrique José de Souza (1883-1963), destinam-se sobretudo aos naturais brasileiros afiliados à sua Instituição e Obra, mas também aos seus vários discípulos esparsos pelo Mundo, especialmente Portugal, que sejam afins ao mesmo Trabalho Avatárico em plagas brasílicas. Toda a trama iniciática envolvendo a vida de JHS desenrola-se em solo brasileiro visando exclusivamente o Brasil, importando para a mesma trama outros países relacionados à sua última vida ou até anteriores, com destaque, repito, para Portugal.

Partindo dessa premissa incontestável, é de considerar os textos de Revelações do Professor Henrique José de Souza (JHS) enquadrados em três patamares distintos mas contudo interligados: o social, o nacional e o internacional. O primeiro deles, o social, sob o nome único inconverso de Sociedade Teosófica Brasileira ao longo das várias décadas da sua profícua actividade literária, o Professor HJS escreveu, documentou, ou mandou documentar, detalhadamente tudo o que fazia, pensava e todos os passos relativos à sua Instituição e às suas relações internas e externas, para conhecimento dos seus discípulos mais próximos e adiantados nos Mistérios da Obra do Eterno. Graças a esse registo sistemático, pode-se ter uma percepção minuciosa e verdadeira da História da Instituição e Obra. Nunca o Professor Henrique José de Souza fundou outra Instituição que não fosse a S.T.B., tanto dentro como fora do Brasil, consequentemente, a Comunidade Teúrgica Portuguesa não foi fundada por ele, e sim fundada (1978) por seguidores dele, e apesar de disposta dialéctica e espiritualmente sob o seu Pensamento, contudo goza de plena autonomia institucional não rendendo contas senão a si mesma e à Lei que a tudo e a todos rege.

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Portanto, os famosos Livros-Revelações, compostos de Cartas-Revelações de JHS, são destinados à sua plêiade de Makaras e Assuras brasílicos, para os instruir e iniciar nos Mistérios da Obra e pô-los em relação com o Sistema Geográfico do Sul de Minas Gerais, a fim de o povoarem e daí irradiarem a todo o Brasil e o Mundo os Poderes Divinos contidos em seu seio. Esta é a finalidade nacional das Revelações de JHS. A finalidade internacional secundariza aquela em modo de ilustração dos valores do Passado rectificados e projectados no Presente onde ancora o Futuro, mormente a presença avatárica dos Gémeos Espirituais Henrique e Helena em solo português, tanto em 1800 como em 1899, em guisa de já então preparar os Assuras lusitanos (“Filhos da Luz”) para a sua jornada em prol do Futuro abrindo a Rota SW (Sudoeste) destinada a unir o velho Portugal ao jovem Brasil, o ECCE OCCIDENS LUX! Jornada peregrina que tem início em 1500 e prossegue até hoje, com as Mónadas numeradas da Obra consciencialmente amadurecidas na Lusitânia para darem os melhores e imperecíveis frutos na abençoada Terra de Vera Cruz. Por isto, é dito que hoje Portugal é Presente e o Brasil é Futuro, mesmo já estando presente o Futuro na Obra. Razão para JHS chamar Postos Representativos (da Obra do Eterno) a todos aqueles que expressam sobre a Terra esta mesma Obra, cujas sinergias são projectadas sobre a “Oitava Coisa” ou Posto que é o São Lourenço de Minas Gerais, assim a alimentando continuamente fazendo dela um Sol do Futuro já no Presente. De maneira que não é o Brasil de JHS que tem de vir a Portugal Assúrico mas este àquele, espiritual ou iniciaticamente falando, valendo isto também para as Cartas-Revelações do Venerável Mestre, para que fique bem integrado o seu propósito principal. A marcha da evolução da civilização, o chamado Itinerário de Io ou da Mónada peregrina, não dá passos para trás… ipso facto.

Se esta é ou não uma Obra válida, vale o juízo prudente do Mestre Gamaliel (Actos dos Apóstolos, 5-34:39): “Se este Desígnio ou esta Obra for só de homens, não tardará a ser destruído; porém, se for de Deus não o podereis destruir… a menos que queirais opor-vos ao próprio Deus”.

Sendo Obra Divina carece ser protegida permanente, e para isso foi fundada a Ordem dos Tributários, espécie de “Maçonaria Teosófica” destinada a escudar das influências das Forças do Mal tanto a Instituição quanto a Obra representada naquela, cuja orgânica deífica e humana assim se apresenta desde o Segundo Mundo ou Trono Celeste:

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Para que a manutenção do Novo Pramantha ou Nova Era de Aquarius exista por parte dos Munindras ou participes da Corte e Família Espiritual de JHS, os mesmos deverão dotar-se do estado consciência afim a esse mesmo Ciclo Universal conforme a Lei exige, sem misturas oníricas de espécie alguma afins ao retrocesso ou paralisação no estado emocional, invés de avançar para o pleno domínio do Mental. Por isto, a Ordem dos Tributários possui por lema: REALIZAÇÃO ATRAVÉS DO CARÁCTER E DA CULTURA, o que se conforma à trilogia ESCOLA – TEATRO – TEMPLO, bem expressa na sua função real destacando de imediato a efectivação desse lema pelas palavras Realização – Carácter – Cultura, a primeira aparecendo como consequência das duas anteriores.

tríplice desenvolvimento

O trabalho do Discípulo no Colégio Iniciático Teúrgico possui dois aspectos: um de natureza interna, e outro de natureza externa, um actuando sobre a criação da Individualidade espiritual, e outro sobre a apuração da Personalidade material, portanto, agindo sobre as partes imortal e mortal do mesmo Munindra.

O trabalho de natureza interna diz respeito à transformação da ignorância pelo conhecimento, e consequentemente transformando as nidhanas inferiores (vícios de origem psíquica) em skandhas superiores (virtudes de natureza mental); à superação do quaternário formal, ou seja, dos maus actos, dos maus vícios, das emoções baixas e dos pensamentos inferiores; finalmente, a metástase, que resulta na realização plena da Iniciação a qual determina o caminho para o Adeptado, isto por a Tríade Superior passar a ser incorporada, avatarizada pelo Munindra, assim e paulatinamente transformando vez por todas a sua Vida-Energia (Jiva) em Vida-Consciência (Jivatmã).

O Quaternário Inferior (Mental – Emocional – Vital – Físico), como pólo dialéctico do Ternário Superior (Espiritual – Intuicional – Causal), exige a subtilização dos seus veículos para que estes se ajustem ao esplendor do seu Deus Interno, tornando-se compatíveis com Ele de tal forma que o Espírito possa manifestar-se em sua plenitude.

O chamado “caminho directo” afim a uma iniciação radical, é considerado processo de perigosidade no mais elevado grau, pois, como ensinam os Mestres de Amor-Sabedoria, muitos que o fazem em jeito de “tomar de assalto os céus”, invés de seguirem o caminho que contorna uma grande montanha, em subida gradual para o cume, procuram escalá-la em linha recta, saltando por atalhos rochosos e transpondo abismos por um simples e frágil fio estendido. Um Místico verdadeiro, que é raríssimo encontrar-se hoje em dia ao contrário dos devocionalistas com muita crença e pouco saber, campeando como ervas daninhas por toda a parte, dizia, um Ser desses tal qual um equilibrista privilegiado, de vigor excepcional e à prova de vertigens e desmaios, é o único a puder lançar-se a semelhante prova, porquanto até os mais hábeis não estão, certamente, livres de um desfalecimento repentino que os arroje no abismo, quais alpinistas presunçosos, conduzindo-os aos piores graus de perversidade.

As almas grandes iniciam-se por si mesmas, com a vontade inquebrantável de galgar o cume da Verdade Eterna, não por atalhos tortuosos mas pelo caminho normal da razão e do sentimento com que aprenderam a distinguir conscientemente o Bem do Mal, a Verdade da Mentira, o Real do Ilusório…

O verdadeiro Discípulo não é apenas um teórico, mas também um prático; não age só com o intelecto discriminativo e a crença separatista, logo, não bastando que seja bom e tenha o básico dos predicados morais que distinguem o racional do irracional… Não, pois isso é básico: antes e acima de tudo deve ser sábio e justo, de acordo com o Deus Interior de sua Consciência, o Cristo ou Budha no Homem.

A sabedoria não indica apenas conhecimento, mas também compaixão e amor, por ser o laço que une o Ser ao não-Ser, laço que os verdadeiros sábios, investigando com a sua inteligência, descobriram em seus corações. Nenhum ser humano ignorante pode, mesmo que queira, ser justo sem sabedoria. Conhecimento, liberdade e responsabilidade são, essencialmente, as características que conduzem o progresso para outros estados de Consciência.

Pressupõe-se que o Discípulo compreende que o Espírito e o Corpo de todos os homens são unos com o Espírito e a Matéria do Universo; logo, desejará unir a sua mente com a grande Mente Cósmica ou Alma do Mundo, pois sabe que é a mente, e só a mente, que o separa do resto.

A Iniciação é o Caminho da Renúncia e da Justiça que se baseia no estudo e nada mais que o estudo, logo, aplicado ou vivenciado corajosamente na vida diária. Estudo e meditação daquilo que o Discípulo recebeu do Colégio de Estudos Teúrgicos, para cada vez mais conscientizar em si o Ensinamento de JHS e fazer-se ele mesmo um prolongamento do próprio Mestre, assim imortalizando a sua Ideia e Pessoa na Face da Terra. Sobre isto, disse o nosso Venerável Mestre, Professor Henrique José de Souza:

“A Verdadeira Iniciação é aquela que obriga o homem a descobrir, por si mesmo, o que não pode, desde logo, ser desvendado diante dos olhos dos seres humanos, nublados pelos densos véus da matéria em que se acham envolvidos! O homem que pratica a meditação entra num Plano imediatamente superior ao do Mental Concreto, seguindo-se o Búdhico ou da Intuição, por serem os do Plano do Espírito, da Individualidade, e como tal uma porta aberta para que se dê a fusão completa da Alma com o Espírito.”

Discípulo verdadeiro é aquele que segue integralmente a Ideia ou Ensinamento exclusivo de um Mestre, para nós JHS, mas com isso não necessitando ser um exclusivista fanático que não possa ler ou apreciar os estudos doutros autores, mas à luz mental do que já aprendeu do seu Mestre. Discípulo verdadeiro é aquele que recebe o Ensinamento de Alguém e é fiel ao mesmo, e ainda, repito, é aquele que assim vivencia e mantém vivas as ideias do Mestre.

Concluo, então, que o nosso Venerável Mestre JHS desejava que todos os componentes da sua Obra desenvolvessem os dons da Inteligência Abstracta, da Intuição e do Espírito, à semelhança Dele. Que fossem portadores da Sabedoria e do Amor universais, como Ele era. Que tivessem pela Obra o mesmo zelo, interesse e dedicação que Ele tinha. Que conseguissem, ou simplesmente se esforçassem pela superação do quaternário da Personalidade através da multiplicidade de experiências diárias, a par dos estudo das Revelações do Novo Pramantha, e também das pesquisas científicas, levando a aprimorar e desenvolver a consciência assim alcançando uma cultura grandiosa, que é dizer, a super-acção ou superação da inteligência concreta, ultrapassando o círculo vicioso da dicção memorizada, discursiva e dispersiva para a aquisição do Mental Superior, adentrando o Mundo das Causas ou da Ideia Pura.

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Paralelamente ao trabalho de natureza interna, tem-se o trabalho de natureza externa: o trabalho no Mundo, ou seja, o trabalho para e pela Humanidade, a fim de servir a Divindade. Ou por outra, primeiro cuidarmos bem dos nossos para depois sabermos cuidar ainda melhor dos outros. Ninguém ajuda alguém se primeiro não ajudar-se e aos seus, a não ser que se pense como aquele doente crónico no entanto julgando poder curar prodigiosamente aos semelhantes de maleitas iguais ou piores que as suas…

Mas, o que é o trabalho? Pelo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, tem-se: “Trabalho (deriv. de trabalhar). S. m. 1. Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. O trabalho permite ao Homem certo domínio sobre a Natureza. 2. Actividade coordenada, de carácter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento”.

Trabalho, portanto, é ocupar-se em algum mister; exercer o seu ofício; esforçar-se para fazer ou alcançar alguma coisa; estar em movimento, em funcionamento.

O trabalho permite o pleno desenvolvimento da vontade, correspondendo ao cultivo da segurança e confiança em si mesmo. Quem tem o hábito de trabalhar não gasta o tempo inutilmente, logo, evita a ociosidade.

Trabalho, no sentido teúrgico, é o acto de esforçar-se por alguém, por um ideal nobre, por alguma coisa a construir, com o sentido de quem tributa alguma coisa para outrem, portanto, o trabalhador teúrgico é um tributário. O ser trabalhador, o ser tributário é estar sempre em acção a favor de alguma coisa construtiva, sem interesse egoísta, executando-a com prazer e não como sacrifício fastidiante. JHS proferiu, com muita sabedoria, que “a Humanidade é infeliz por ter feito do trabalho um sacrifício e do amor um pecado”.

A nossa Obra, como o próprio nome diz, é algo que está sempre sendo construído, acompanhando a marcha dos ciclos da evolução humana e planetária, individual e grupal, e assim, também, vai sendo cada vez mais apercebida à medida que o discípulo cresce em consciência, em responsabilidade para com a mesma.

Se o Homem possui o poder de movimentar-se, de agir, cria a necessidade de usar esse poder para construir algo, pois a omissão de o fazer redunda em desequilíbrio, em disfunção que se reflecte física, psíquica e mentalmente. Isto leva-me a transcrever um trecho do livro Helena P. Blavatsky – Uma Mártir do Século de XIX, de Mário Roso de Luna, que por sua vez transcreve uma Carta do Mestre Kuthumi dirigida à mesma H. P. Blavatsky:

“O Homem é a cristalização de uma Ideia e por ideias há-de ser sempre guiado. Até em sua própria existência física o Mundo Subjectivo é a sua única realidade, porquanto do Mundo externo que o rodeia ele não pode saber mais do que lhe chega pela consciência. Semelhante Mundo Subjectivo faz-se mais e mais real ao discípulo à medida que vai considerando o Absoluto como o Único e Verdadeiro, Essencial e Permanente do Grande Todo. Por isso, quem pretende investigar as Forças Ocultas da Natureza deverá antes dirigir todas as suas energias para a realização do mais elevado ideal, por meio do sacrifício de si mesmo, pelo amor à Humanidade e o sentimento da divina compaixão, como as mais altas virtudes que são dadas a alcançar neste Mundo. Quanto mais esforço se gasta para alcançar esta excelsa posição, tanto mais se fortificará a vontade, e quando, dessa maneira, chegar-se a ser Mestre no domínio de si mesmo, então se produzirá, também, em seu corpo material a tendência de fazer instintivamente tão-só aquilo que responde ao mais alto ideal.

“O bom exemplo é mais poderoso que o mero ensinamento, para conduzir o Homem no comando da Sabedoria. A acção conjunta, o Trabalho unido, pode alcançar os melhores resultados no Plano Espiritual, resultados que logo se reflectirão no Mundo externo.”

Este Trabalho de Tributário visa à transformação da Sociedade Humana intelectual, moral e nos hábitos, propondo sem impor mas sendo intransgressível no modelo em tripeça ou três Tribunas proposto por JHS. Até nisto o termo Tributário enquadra perfeitamente, atendendo à sua origem latina Tribucci, “aquele que paga tributo”, ou ainda, ampliando o sentido da palavra, “aquele que possui três atributos”, ou três formas de trabalhar pela defesa da Obra e pela evolução da Humanidade: como Teurgo, como Instrutor, como Cavaleiro Andante. Tributário tem ainda o sentido de Tri-Guna, ou seja, Tri-Buna, “três atributos” (relacionados a Satva, Rajas, Tamas – energias centrífuga, rítmica, centrípeta):

1.ª TRIBUNA: TEURGA. Através do Ritual Mágico dos Tributários, envolvendo Fohat e Kundalini, o Tributário vitaliza o Génio da sua Espada Mágica dando-lhe consciência, inteligência. Esse Génio ou Elemental criado pelo Teurgo é quem dá a cobertura psicomental à Obra. Ele opera sobre a desintegração de qualquer embrião do Mal e assim mesmo na dissolução kama-rupa ou astral dos “miasmas”, das tendências negativas e de todas as espécies de perturbações que possam envolver os membros da Instituição. O Tributário promove ainda, no decorrer do Ritual e Corrente Mágica, a manifestação da Essência Divina dos Matra-Devas ou Anjos Celestes criados e alimentado por Fohat. Este é o Trabalho Teúrgico, Mágico, de manutenção superior ou espiritual da Obra. Nesse instante, o Tributário com a sua Espada e a Tributária com a sua Bagueta (substituível pela Tesoura), são veículos, espécie de “tulkus”, ao serviço da Lei, do Eterno…

2.ª TRIBUNA: INSTRUTORA. Conhecimento, Sabedoria. O Tributário deve ser, também, um Instrutor, no sentido de trabalhar na divulgação dos conhecimentos teosóficos. A sua grande arma, para lutar nesse campo, é o perfeito entendimento da Grande Obra de AKBEL. Para tanto, deverá usar da mente ao lado do coração. Esta Tribuna do Conhecimento liga-se ao trabalho do Tributário nos diversos sectores da vida humana: ciência, arte, filosofia, política, trabalho social, etc.

3.ª TRIBUNA: CAVALEIROS ANDANTES. São aqueles que levam a Palavra do Mestre às diversas partes do País e do Mundo. São aqueles que devem trabalhar na divulgação da Instituição e da Obra num sentido mais geral, transformados em autênticos Yokanans ou Arautos da Obra, não raro entrechocando-se com a massa humana inerte, repleta de erros, superstições e fanatismos.

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Como a Ordem Tributária destinou-se inicialmente ao Brasil para que fosse digno Trono Avatárico da Divindade, o Venerável Mestre JHS dividiu-o em dois grandes sectores de Tributários: Norte e Sul. Aos Tributários do Norte foi destinado o anel com pedra azul (safira), e aos Tributários do Sul o anel com pedra amarela (topázio). Como se sabe, existem três Gunas (Triguna) cujas cores são amarelo, azul e vermelho. Mas para os Tributários brasileiros foram adoptadas apenas essas duas cores nas pedras dos seus anéis. Amarela e azul. Logo, pressupõe-se haver um terceiro tipo de anel como pedra vermelha (rubi), que não foi instituído nessa Ordem por se tratar de outra modalidade da Missão Tributária, direi, internacional, e é assim que aparece em Portugal o anel de pedra verde (esmeralda) para os Tributários do Norte-Centro do País, e o anel de pedra vermelha (rubi) para os Tributários do Centro-Sul nacional. Interessante que são as duas cores principais da Ordem dos Tributários reflectidas na Bandeira de Portugal, em guisa de plasmar no seu pano sagrado as duas Energias Universais de Fohat e Kundalini.

Essas duas cores das pedras dos Tributários do Norte e do Sul do Brasil representam, conforme dizia JHS, as duas grandes Raças-Mães futuras, Bimânica e Atabimânica. A cor azul está relacionada com a Raça Bimânica, ligada justamente aos Tributários do Norte ou do Monte Ararat (Roncador, Mato Grosso), e a cor amarela à Raça Atabimânica ligada aos Tributários do Sul ou do Monte Moreb (São Lourenço, Minas Gerais), respectivamente as sacrossantas Moradas ou Retiros Privados dos Quinto e Sexto Senhores, Arabel e Akbel.

Em uma certa ocasião, JHS disse: “Quero ver os Tributários rodando por todo o Brasil. Eles são móveis, e a Ordem do Santo Graal, Sector Templário, é imóvel. Porque estamos organizando os Tributários? Para movimentar o Pramantha, no aspecto visível. Que observamos? Tributários do Norte, ou do Ararat, e Tributários do Sul, ou de Moreb. Vamos reproduzir, futuramente, o trabalho que está sendo feito pelos Excelsos Seres Krivatza e São Germano (que se permutam, ciclicamente, entre Ararat e Moreb). Ora os Tributários devem estar em Ararat, ora devem estar em Moreb. O que fazemos hoje em São Lourenço, amanhã teremos que fazer em Arabutan (Roncador). Devemos cruzar o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste, objectivando os Poderes ou as Energias de Fohat e Kundalini, e todas as Hierarquias virão ter à nossa Obra. Por outras palavras: todos os movimentos das Hierarquias Criadoras na Face da Terra terminarão em nossa Obra…”

Trabalho Avatárico

Se o Sistema Geográfico Sul-Mineiro estivesse povoado com o valor matemático de membros da Obra como JHS pretendeu, e as suas orientações estivessem sendo plenamente realizadas, se não mesmo já realizadas e portanto já no plano das realizações de Maitreya abrindo alas ao Seu Advento sobre a Terra, que aconteceria hoje no Brasil em relação à Obra do Eterno? A Ordem do Santo Graal, com os seus 32 elementos (12 Goros, 10 Cavaleiros e 10 Arqueiros), formaria o Sector Interno, Templário, em São Lourenço, juntamente com 111 casais de Irmãos da Obra, representando os 222 Makaras da Corte de Akbel junto ao Apta que é, sobretudo, a Família Sedote de JHS no escrínio do Mekatulam, no Bairro Carioca. Ao redor de São Lourenço haveria 111 casais em cada uma das 7 cidades do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, dando um total de 777 casais ou formas duais, representando os 777 Assuras. Dessa maneira, estaria formada na face da Terra a expressão do Oitavo Sistema. Depois, viriam os Tributários, formando o Sistema Interestadual, político, científico, religioso, agindo, enfim, como se fossem os antigos Cavaleiros da Távola Redonda, dando filhos para a Obra, formando a Semente da Nova Civilização. Essa Semente ou os Jovens da Obra, os Cadetes da Ararat, liderados pelos Cavaleiros do Ararat, iriam se fixando no Sistema Geográfico do Roncador firmando, dessa maneira, o trabalho relativo ao 5.º Planetário, o Excelso Arabel.

Disse JHS: “Os Tributários são responsáveis pelos Cadetes do Ararat”. Os Tributários seriam os pais, ou aqueles que deveriam orientar os Cadetes, os filhos, sem atritos…

Os Cavaleiros Tributários, liderados pelo Príncipe do Santo Graal, o Augusto Akdorge, como se fossem os novos Cavaleiros da Távola Redonda com o novel Rei Artur à dianteira, formariam os Centros de Realização, as Távolas Tributárias, engrandecendo o Brasil tanto ritualisticamente como politicamente. Esse é o seu trabalho no Mundo, junto à Humanidade.

Como já foi dito, a Ordem dos Tributários tem o Supremo Dever de defender e manter fisicamente o Budha-Budhai, seu Chefe Máximo resguardado nas entranhas sibilinas do Monte Moreb, ou seja, Hélio e Selene, “Sol e Lua Humanos”, veículos do Guerreiro Celeste Akdorge (Paulo) e do Profeta de Deus Akgorge (Daniel), nascidos em 10 de Fevereiro de 1935, que por sua vez são as Colunas Vivas do Excelso Aktalaya (Lourenço), a “Alma Ígnea Universal”. Os Paraninfos do Budha-Budhai: o Chefe dos Yokanans, Cafarnaum, e a Sacerdotisa do Mekatulam, Noémia.

Tudo isso se liga à criação e manutenção do Novo Pramantha. Este oferece os recursos e ambientes da mais elevada natureza para que a Humanidade desperte o seu Deus Interno, e o faz trazendo os valores do futuro Quinto Sistema, indissoluvelmente unido ao Sexto, a este Quarto ainda em realização. Trata-se, pois, de um “Saque contra o Futuro”. O Pramantha, operando a partir de Agharta, senão das Quinta, Sexta e Sétima Cidades Aghartinas, vem a materializar-se sobre a Terra através do trabalho conjugado dos Adeptos Perfeitos, Mahatmas, com os Munindras da Obra do Eterno, vindo criar vestes compatíveis com a percepção de tão subtis elementos pelos seres humanos, para estes poderem ser inspirados nas boas obras, na transformação da civilização. O Pramantha vem a ser o movimento Jina ou Jivatmã inverso ao do Jiva ou homem comum.

Se as iniciais M. G. de Mato Grosso e Minas Gerais vêm a ser as mesmas do MAHA-GURU, Supremo Instrutor, este revela-se como sendo MELKI-TSEDEK, M. T., iniciais de Munindras e Tributários, os dois Sectores da Ordem do Santo Graal, que é quem traz à manifestação essa outra M. T. ou a misteriosa Maçonaria Aghartina dos TRAIXUS-MARUTAS, identificada à “Igreja Secreta de São João”, ou seja, a Excelsa Loja Branca dos Bhante-Jauls vibrando em Agharta, vivendo em Duat, convivendo em Badagas e interagindo com a Obra do Eterno na Face da Terra. Isto significa que todos os Retiros Privados de Adeptos Perfeitos estão hoje representados nos Templos desta mesma Obra Divina, facto pressupondo que a adivinhação da sua localização geográfica e até a afirmação positiva da frequência imediata deles, não passa de inteiro e redundante logro para algumas mentes afectivas e, por certo, afectadas pelo deslumbramento da demasiada Luz para as suas capacidades imediatas. Fixe-se bem: a evolução dos seres vivos faz-se exclusivamente na Face da Terra, enquanto Agharta só se manifesta sobre a Terra na Escola – Teatro – Templo desta Obra do Eterno. Ipso facto.

A defesa e manutenção da Obra do Eterno na Face da Terra apoia-se nas aghartinas ou divinas Três Mitras e Três Coroas, aquelas sagradas no dia 9 de Setembro de 1942 no Caijah, Capital do Mundo de Duat, como sejam: NARADA (AKDORGE), NAGARAJA (AKADIR) e NADYJA (KADIR). Foram os Grandes Sacerdotes de Deus que derrotaram com o Poder do Espírito as forças diabólicas de Hitler. Também entronizadas no Caijah, as Três Coroas que Aqueles representam, são: MAA ou MAHA-SHIN (AKTALAYA), TUBU ou AK-DJIN (AKGORGE) e AT ou AK-SHIN (AKDORGE).

Como a Ordem dos Templários (O.S.G.) presta Homenagem ao seu Orago AKBEL, assegurando a Autoridade Espiritual, a Ordem dos Tributários (O.T.) rende Tributo ao seu Patrono ARABEL, mantendo o Poder Temporal, este a ver com o Governo Oculto do Mundo e aquele com a Grande Fraternidade Branca, sectores distintos de uma mesma Organização.

Na Hora presente da Humanidade, desde 24 de Junho de 1956, o Excelso Quinto-Theo ARABEL (ARATUPAN-CABAYU) comanda através de AKDORGE – que faz as vezes de REI DO MUNDO – os Sete Dhyanis-Budas do Novo Pramantha, a partir da Fraternidade Jina de MATATU-ARARACANGA, Roncador, os quais irradiam as suas Tónicas a toda Terra pelos afins Postos Representativos nacionais e internacionais representados, ante a Tribuna da Humanidade, pela Ordem dos Tributários, esquema que se dispõe do seguinte modo simplificado:

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São os Tributários quem tributam Melki-Tsedek, dando-lhe a dízima ou “décima parte” da sua colheita ou evolução pessoal a favor do resgate kármico colectivo, sobretudo dos Assuras caídos em múltiplas tragédias que são um lacrimário de flores na História da Obra. Este é o sentido primordial da dízima de que fala o Génesis no Antigo Testamento, e qualquer outro significado secundário a ver com factores económicos exclusivamente profanos, corre por conta exclusiva dos seus promotores nada Assuras e tudo Jivas que dele se servem para espúria e desalmadamente explorarem os seus semelhantes, facto severamente condenado imensas vezes por JHS nas suas Cartas-Revelações, deixando a REVOLTA (própria do Quinto Senhor) na Carta-Revelação de 04.11.1959:

“Eu sou um falido, porque dei tudo o que era meu aos que choravam de joelhos aos meus pés. Isto vocês não sabem. Sempre os negócios, sempre as mulheres, as garotas que só gostam de velhos com dinheiro… Dos seus lábios só sai uma palavra: dinheiro, dinheiro. O seu deus é o Bezerro de Ouro… E tudo isso a um Homem que, todos sabem, poderia até materializar dinheiro, desde que não fosse quem é para ser um ladrão do dinheiro alheio… Os nossos inimigos se contam às dezenas. Mas eles vão passar, também, por desgraças terríveis, acompanhando o ciclo agonizante. Eu sou livre mas estou prisioneiro deste mundo imundo em que sou obrigado a viver, como o maior dos absurdos… Também temos de construir uma cadeia na Obra para prender os que roubam as nossas Revelações e as dão como suas. O Horror do Dies Irae que se manifesta… Uma Espada e um Báculo, Oriente e Ocidente, Kundalini e Fohat. Espadas, sim, e Baguetas, no começo, Tesouras.”

Por falar em Cartas-Revelações, no seu Livro do Renascimento de Akbel (1957), JHS descreve as três Ordens por ele fundadas e coloca nas suas cumeeiras os três Luzeiros (Ishvaras) na mesma razão das três “qualidades subtis da matéria” (Gunas), como sejam:

3 ordens

Se São Lourenço relaciona-se ao Mundo inteiro, Nova Xavantina representa toda a América e, finalmente, como ponte ou vau Itaparica vem ter a Portugal, tanto histórica como iniciaticamente.

De facto, Portugal desde a Tragédia do Gólgota há dois mil e alguns anos que sempre foi um “formigueiro de Assuras”, os quais vindos do Oriente para o Ocidente aqui aportavam para desenvolver a sua consciência Mental Superior em conformidade ao estado de consciência do Quinto Luzeiro entronizado sob Sintra e projectado no granítico Roncador. Tal Luzeiro é o “5.º Senhor do Lampadário Celeste, ARABEL, o Deus da Ara, do Altar, ou do Fogo, como Senhor do Quinto Sistema. Amor, Glória e Justiça. O QUINTO IMPÉRIO foi implantado por Mim (AKBEL, o 6.º Luzeiro) na Face da Terra. O dia de hoje (24 de Junho de 1956) tem o nome de ENCOBERTO” (Livro do Colóquio Amoroso, 1956). Após desenvolvidas as faculdades corporais, vinham desenvolver em Portugal as faculdades espirituais, após o que transmigravam para a “Oitava Coisa” do Futuro, o Brasil.

ritual

Assuras são todos aqueles seres de terceira classe da Cadeia de Saturno que acompanham a Evolução geral de Ronda em Ronda, de Globo em Globo, de Cadeia em Cadeia, à dianteira da mesma, e que a partir do 3.º Globo da 3.ª Cadeia da Lua ficaram sob as ordens do Terceiro Senhor LUZBEL, o qual veio a sonegar a Ordem do Eterno e acabou desterrado nas malhas tenebrosas da Matéria, acompanhando-o esses mesmos Assuras revoltados contra o Eterno (Oitavo Logos). Desde que AKBEL se manifestou na Terra para salvar o seu Irmão perdido, a Corte deste passou a ficar sob a direcção do mesmo Sexto Senhor, principalmente a partir da 3.ª Raça-Mãe Lemuriana da actual 4.ª Ronda da 4.ª Cadeia da Terra. Os mais evoluídos dos Assuras humanizados ou encarnados por essa razão, chamam-se Makaras, e têm a função de sacerdotes e instrutores, enquanto os restantes de governadores mas também instrutores. Num total de 777 Seres de classe aparte da Humanidade geral, são a elite desta e a esta misturada bem em conformidade à confusão caótica deste grande ciclo da Kali-Yuga… onde se vai plantando uma pequena Satya-Yuga.

esquema terrestre

Revela JHS na sua Carta-Revelação de 17.12.1959:

“Tudo pode acontecer, a começar pela minha morte. Mas também a minha vida não foi tão afim com essa mesma Obra. Gastei-me enquanto a Obra mais se modernizava ou se tornava mais acessível aos privilegiados do Mundo. Quem foi H.P.B., quem foi Olcott e o seu papel na Teosofia simplesmente Mental, depois do Espiritismo Kâmico ou Astral?… A seguir, vindo nós, como valor equilibrante de Manas Taijasi e Budhi Taijasi. Com palavras bem minhas: Bimânica e Atabimânica.

“Façamos agora uma síntese de todo o Passado desde a Lemúria até hoje. Síntese ou linhas gerais, tanto vale, porquanto todos na Obra estão fartos de conhecer a História, pelo menos desse modo: a Esfinge foi o nosso corpo andrógino, representando, ao mesmo tempo, as 4 Rondas, do mesmo modo que o é a Montanha Sagrada com Rabi Muni no seu interior, e período de estágio para mim até chegar a Hora Avatárica.

“A Esfinge saiu das duas Raças anteriores até ao momento de, na 3ª Raça-Mãe, o que se chamava de Humanidade se ter separado em sexos (pois até ali eram seres andróginos). Dela, Esfinge, saíram os 7 Reis de Edom; depois destes, os 111 Makaras que logo se desdobraram em formas duais (222), pelo Poder de Kriya-Shakti (o mesmo fenómeno de Eva sair da costela de Adão); e, por último, os 777 Manasaputras. O sexo tornou-se tão desenfreado a ponto de, no final daquela Raça, os degenerados terem-se ligado a animais (parecidos com a lontra que conhecemos), e destes saírem os produtos híbridos que se conhecem com o nome de símios ou macacos, dos quais os mais próximos daquela época são os antropoides, indo ter ao simples sagui, no mais estranho de todos os tulkuísmos aberrantes… e todos eles sempre propensos ao sexo, à imoralidade. Sim, daí nasceu o amor passional, e até hoje os homens confundem Amor com paixão e sexo, como prova na maioria das vezes o seu amor pela apaixonada ser apenas o de procurar a satisfação carnal ou do sexo, do desejo. São raríssimos os que pensam em montar o Lar, em ter os seus filhos, a prole que fará perdurar o seu nome na Terra, etc.

“E foi assim que depois de uma destruição pelo fogo daquele continente, como se vê no Pacífico em ilhas ou pedaços… sobreveio a Atlântida, a Raça equilibrante, com todas as Hierarquias presentes. Como se sabe, os Nirmanakayas Negros surgiram das 3.as classes de Barishads e Agnisvattas. O mal foi tão grande que acabou por se querer tirar a vida aos Gémeos, na sua forma tulkuística de Adam-Heve. Esta foi achada vazia e a revolta foi maior ainda, a ponto do 5.º Senhor, achando-se enganado, dizer a Deus: “Pensastes que me enganaste, mas foi a Ti mesmo que o fizestes”. Perigava a entrada da 5.ª Raça, com o domínio do Mental, para os seres já transformados em homens pelo caldeamento atlante, digamos, mais a caminho de deuses que de seres da espécie dos que então haviam surgido dos deuses com as filhas dos homens. Pense-se bem como o fenómeno do Homem decaído lemuriano tem algo a ver com o do Deus decadente surgido na Atlântida. O Eterno desce à Terra e se faz 5.º, este prisioneiro numa Shamballah bem diversa da de hoje. E à frente dos remanescentes Adeptos da 4.ª Raça, Ele mesmo dá impulso ao primeiro passo Ariano, deixando de lado os Gémeos, que depois são reclamados como Manus da referida Raça, conduzindo para o Planalto do Tibete, no mesmo lugar do nosso Templo na 4.ª Dimensão, a semente escolhida dentre os atlantes. E logo vieram os Dez Mandamentos, com os quais os homens deviam manter a espiritualidade na sua evolução, daquele dia em diante. Desses Mandamentos foram retirados outros, inclusive os de Moisés, em forma de Rigor, enquanto os primeiros em forma de Amor… como o 5.º o disse no COLÓQUIO AMOROSO, mostrando as duas espécies de linguagem ali empregadas. Por isso que, no Templo, os primitivos (Mandamentos) devem figurar no Altar, do mesmo modo que nos Altares das Casas Capitulares, sob a protecção do Sacerdote, etc.

“E os Gémeos, pivô de todo o mistério da Evolução na Terra, ora se faziam deuses, como eu no Egipto, no deus-deusa Ptah, e ela na Índia, em Upasika (nome que também foi dado, preste-se atenção, a Blavatsky, mas na razão de discípula, eu diria da primeira, pois como fiz ver ontem ela dizia que era uma outra quem por ela escrevia, etc.), ora se faziam homens. Cheguei mesmo a ser um rei vagabundo, todos sabem do fenómeno… e assim até chegar ao Brasil Fenício, de que todos conhecem a tragédia da barquinha, os mistérios da Pedra da Gávea, etc. E, já agora, aquele ser que veio da Índia para ali ficar por algum tempo, pois ele foi – recompensa do Karma – o núbio morto com os Gémeos, e era quem fazia mover a barquinha. A núbia não podia deixar de ser a sua shakti…

“Os preparativos para o Trabalho de hoje, o Quinto, sempre ligado ao Quarto… procurou destruir sob o nome de Mano Satanas, como lhe chama a lenda árabe, sobre a qual Gustavo Barroso (logo neste momento é que morre…) escreveu no seu livro Aquém da Atlântida. O seu nome está escrito entre os redimidos do último Julgamento. Bem que o merecia.

“Depois da Atlântida tivemos mais duas vidas integrais, inclusive no Oriente e no Ocidente, vindo ter à Revolução Francesa, onde S. Germano era o 6.º e Cagliostro o 5.º; o 4.º foi o verdadeiro José Bálsamo – tudo isso figura no fenómeno do Tulkuísmo. Agora mesmo se vê Kadir e Akadir a meu lado: um no Norte, Roncador, Bahia, etc., e outro no Sul, Minas, S. Lourenço, mesmo até com Kadir no Oriente, como Mestre mayávico em Simlah, e Akadir no Ocidente. Grande Trabalho teve ele no papel Manúsico a meu lado, enquanto o de Kadir também Manúsico, mas em Simlah, enquanto os dois Kumaras, Sanat e Kali, em Srinagar, ou Índia, Tibete, etc. Todos conhecem os factos desenrolados na Revolução Francesa… a ponto de perderem a cabeça 432.000 pessoas, o mesmo número de almas que foram salvas quando eu dei a Atlântida como redimida, na então Matriz da S.T.B. no mesmo sobrado da Rua Buenos Aires, etc.

“Vamos aqui abrir um parêntesis interessante em guisa de anotação, que é o da Evolução dos 3 Reinos da Natureza anteriores ao Humano ou 4.º, na razão dos 3 Sistemas anteriores para o 4.º em que estamos. Como o Brasil será o Berço da Nova Civilização, já foi dito várias vezes, e Portugal é o Arquivo das Sub-Raças Arianas, inclusive a Greco-Romana, etc., notam-se coisas interessantes: na espécie aviária, digamos assim, vemos a formação de classes da mesma espécie que raramente se unem – canários hamburgueses, a ver com a Raça Anglo-Saxónica; canários belgas, a ver com a Raça Latina. Os pardais foram o Karma – como ave – que foi trazido para destruir o esforço dos homens. Começaram matando o tico-tico, tão amigo das crianças, serviram de portadores dos micróbios – inclusive de galinheiro para galinheiro – da colerina, moléstia que dizima as nossas aves aos milhares. Não falemos nos urubus, que são os mesmos corvos da Índia que até cadáveres devoram em Bombaim, porque a tradição fanática dos hindus assim o permite. Ave agourenta e carniceira que procede da Lemúria, como o anu, etc. E isto apenas para provar que todos os Reinos da Natureza – animais, vegetais e até minerais – acompanham a seu modo a Evolução Humana. Sim, uns favorecendo, outros servindo de obstáculo e até de morte… E chega a hora, digo depois desse parêntesis necessário de que Rabi Muni é a sua síntese… dos Gémeos virem para o Brasil, depois de seu avatara momentâneo na Serra de Sintra, apresentados pelo 5.º Bodhisattva. Sim, no palacete vizinho ao Passeio Público, hoje Palácio da Aclamação onde funciona o Governo da Bahia, digo, foi aí o impulso da Obra. Com longos cabelos fiz o papel de mulher, no mais sublime de todos os vaticínios para o primeiro dos meus, também, impulsos evolucionais na Terra, ou Vitória de Herakles sobre o 5.º, matando a sua Shakti, a Hidra dos sete cachos transformados em serpentes. E para que fosse vitorioso tamanho Mistério, aqueles mesmos cabelos cortados com 5 anos foram ter na cabeça do Senhor dos Passos, isto é, do 5.º Bodhisattva, o mesmo que fez o nosso avatara em 1800, na Serra de Sintra. Onde já se viu tamanha causalidade, tamanha grandeza em matéria de causalidade?… Deus foi sempre o mágico testemunho da vida dos Gémeos. Mas a contraparte só apareceu quando ambos tinham 16 anos, a idade do Eterno Adolescente.

“E assim foram ter a Itaparica, a seguir, a Lisboa, mas da maneira que todos conhecem… Finalmente, na casa n.º 63 da Rua do Pilar, digamos, com a penúltima batalha… até chegar a hora da ida à Montanha Sagrada em S. Lourenço, e finalmente chegar ao dia de hoje, quando aqui bem perto, no Monumento do Ipiranga, foi realizada a 6.ª União, com a presença de Irmãos e do próprio Povo paulista. A seguir, a bandeira materializada de São Paulo. Não esquecer que, na Praça da Sé, também foi feita a devida homenagem, como que relembrando os feitos de Anchieta, de vida andrógina… em separado, etc. Do mesmo modo, no Monumento das Bandeiras, porque as Bandeiras do Mundo não estavam de acordo com as Bandeiras Bandeirantes do Itinerário Evolucional de IO…

Missão Y

“Mas é preciso voltar atrás para dizer o motivo por que eu chamava Krishnamurti de “aborto de Bodhisattva”: primeiro, por não ser, de facto, o Messias, ou antes, o Avatara Maitreya, como eles queriam que fosse, isto é, os de Adyar. Depois, porque foi, de facto, aborto, na vida de Luís XIV, quando Jean le Flibustier teve a cabeça decepada, e Magdeleine de la Motte envenenada pelo veneno que lhe foi fornecido por La Voisin, a famosa feiticeira da época… Blavatsky não poderia ousar em apresentar algum messias, pois foi ela própria quem escolheu o lema Satya Nasti Paro Dharma, “Não há religião superior à Verdade”, muito menos, uma nova religião. Esse Trabalho era bem nosso, tanto no Messias ou Avatara desse nome, como na Nova Religião, de acordo com o Pastor Angelicus ou Pio XII, aquele que foi Pedro… No próximo número de Dhâranâ, o Ven. Dr. Ermelino Pugliese apresentará valioso trabalho nesse sentido, estribado numa notícia dos jornais sobre homens de grande cultura que apontam uma Nova Religião, em lugar das múltiplas que interditam a própria Evolução Humana. E isso sem esquecer as Profecias, inclusive a de Paracelso, ou a que foi comentada por ela, Blavatsky.

“Henrique e Helena são nomes nascidos no Ouroboros bem por cima do Olho de Druva ou Estrela Polar… Valha a honra de quem em seu próprio nome o apontava. E que no Odissonai vale duas vezes na Sexta Linha, bem sua como Sexto Sistema, volta à Quarta Linha, o Mundo, e volta ainda para a Sexta com som de Sétima, no sentido de descida.”

Com esse roteiro breve de algumas das vidas integrais e parciais do Mestre JHS fazendo uso das suas próprias palavras, devo agora adiantar que nem todos os Makaras e Assuras da Corte de Akbel terão reencarnado na época da sua permanência na face da Terra, portanto, entre 1883 e 1963, mesmo que boa parte dos mesmos tenha efectivamente reencarnado. De 1963 para cá tornou-se mais rara a aparição de Assuras e raríssima a de Makaras, possivelmente por já não terem o seu Dirigente sobre a Terra. Isto não invalida a reencarnação de valorosas almas Jivas que, vez por outra, vêm abrilhantar com maiores e mais dignos valores o colar de Sutratmã que une a Família Humana, muitas delas pertencentes à Hierarquia Planetária dos Adeptos Perfeitos humanos.

Sabendo melhor que ninguém, por ser o principal Protagonista da multimilenar Peça Iniciática, o Professor Henrique José de Souza deu como cores mores da Ordem dos Tributários o verde e o vermelho (mesmo que a cor das capas tributárias seja vermelha e amarela, mas não prescindindo daquelas matizes primordiais) como Homenagem a Portugal e à Tradição dos seus Maiores, perfilados secretamente como Ordem de Mariz cujas cores são as mesmas dos Tributários, cujo Ritual Mágico sob a égide do Filho ou Espírito Santo plasma na Terra os valores universais do Pai (Fohat) e Mãe (Kundalini) Cósmicos, em uma verdadeira Yoga Universal que é de Akbel, que aqui destinou à redenção assúrica dos Lusos ou “Filhos da Luz” renascidos na sua época no nosso país, mas em breve a maioria deles rumando para junto do Professor.

De maneira que a Lusitânia Assúrica é igual a Portugal Tributário, nisto residindo a chave do mistério do “tesouro real português desaparecido no tempo de D. João VI”, assim como a do igualmente desaparecido “tesouro dos templários”, aquele outro no fundo e realmente não sendo senão o tributo espiritual de Portugal ao Brasil, abrindo um novo ciclo de progresso da Humanidade com a ida de D. João VI para aí, e assim também com o tributo dos antigos cavaleiros templários a Melkitsedek, o Rei do Mundo, tributo esse não tanto em ouro e outros valores materiais mas, sobretudo, em ouro espiritual, ou seja, pelos seus mais nobres e abnegados esforços em contribuir para a criação do Quinto Sistema de Evolução Universal, tanto que a Ordem Templária, Guerreira, era notoriamente Tributária do Quinto Senhor Jesus Cristo ou o Quinto Bodhisattva Jeffersus. Os factores imediatos fiduciários e profanos escondidos nas entranhas de Sintra, como pretenderam certos autores no ido 1987, levantando grande celeuma no país, levou-me a contrapor a isso publicamente com o argumento até então inédito, impensável, da relação iniciática de Sintra, cabeça motora das sinergias nacionais, com o simbolismo das dízimas das Ordens Iniciáticas a Melki-Tsedek nesse mesmo lugar, por outras palavras, a relação jina ou aghartina dessa Montanha Sagrada com o Imperador Universal tributado por uma mesma Milícia, sob nomes diversos de acordo com os ciclos históricos da sua manifestação, O representando sobre a Terra, ou seja, a Ordem dos Tributários.

Pena 3

Na altura em que se falou em “desenterrar o tesouro real juntamente com a coroa real” (sic), tive ocasião de dizer ao jornalista que me entrevistou (Victor Mendanha, Correio da Manhã, 17.6.1987): “Eu questiono o dossier sobre o Tesouro da Casa Real que se encontra nas mãos do Governo, pois julgo que possui apenas uma migalha do segredo e pouca noção da responsabilidade do caso. Estes assuntos têm de ser vistos com outros olhos, pois só se atinge a Matéria-Prima quando o nosso corpo se encontra rectificado e alinhado. Quanto à Coroa Imperial Portuguesa, só reaparecerá à superfície da Terra quando o Encoberto vier e instaurar o Quinto Império, o que ainda demora relativamente”. O Quinto Império corresponde ao Quinto Sistema de Evolução Universal, enquanto o Encoberto é ARABEL o AL-DJABAL, “Todo-Poderoso” manifestado por Maitreya, Mitra-Deva ou Akdorge, tanto vale. Na ocasião não falei tão abertamente, por ainda não ser chegada a Hora de 2000, mas ficaram todos os subentendidos. O facto é que depois disso o assunto esmoreceu e caiu no esquecimento. Melhor para todos os que insensatamente queriam o impossível…

Falando de Sintra é o mesmo que falar do Quinto Posto Representativo da Obra do Eterno na Face da Terra, composto de todos(as) os(as) teúrgicos(as) portugueses. Os seus foros internos assumindo-a “Lugar Sagrado, Jina”, são justificados de certa maneira pela tese trinitária do Visconde de Figanière nos fins do século XIX, Supramundo, Mundo e Inframundo, baseada em idênticas muito mais antigas, vindo a ajustar-se, à luz da Tradição Iniciática da Obra do Eterno, ao seguinte que decerto esse autor não sabia mas por certo pressentia na sua relação com a Serra Sagrada de Sintra, o Quinto Monte Santo do Mundo, no dizer da Mensagem provinda para JHS da Fraternidade de Baalbeck:

monte tríplice

Os três níveis juntos equivalem ao Theotrim, ao Perfeito Equilíbrio das Três Hipóstases Divinas, prerrogativa necessária para sacralizar a santidade assinalada do Monte Sintra ou, conforme as escrituras orientais, Kala-Shista ou Sishita. Monte Santo prefigurando idealmente a condição alada do Andrógino Perfeito do futuro Quinto Sistema de Evolução Universal (composto de 7 Cadeias Planetárias), tema que, mais correntemente, banalizou-se na ideia translatio imperii vazando no próximo vindouro Quinto Império dos Lusos ou Assuras, de que o jovem malogrado rei D. Sebastião por seu nome drácono (sebastòs, vazando em “dragão”) não passa de símbolo fugaz do mais transcendente Al-Djabal, o “Todo-Poderoso” Arabel, o Quinto Luzeiro representado no escrínio desta Serra Sagrada pela presença (até cerca dos inícios dos anos 50 da anterior centúria) do Quinto Bodhisattva Jeffersus (Jesus) e sua Santa Mãe Moriah (Maria).

Durante largos séculos o Deus ARABEL manifestou-se do Oriente para o Mundo inteiro através da Série de 31 Budas-Vivos da Mongólia sob o nome de Takura Bey à cabeça da Maçonaria Universal Construtiva dos Três Mundos, a dos Traichus-Marutas liderados sobre a Terra pelo Traichu-Lama, Coluna Viva do 31.º Último Buda Vivo da Mongólia, Avatara do Quinto-Theo, ou seja, Sua Santidade Kjerib Hap Bogdo-Gheghen Hutuktu de Narabanchi Kuri. Estes Seres estão hoje no escrínio do Roncador, no cristalino Palácio do Quinto Senhor, que desde 1924 vibra no Ocidente e desde 1956 age sobre a Terra através de Akdorge. Significativo, ainda, que todas as escrituras orientais definam a liturgia transcendental do Rei do Mundo como de carácter Teúrgico, como sempre será por ser a da Obra de Deus.

buda-vivo[1]

A responsabilidade de todo o Tributário e Tributária é de tal e tamanha grandeza que quem entra para a Ordem é para sempre, e se acaso a disciplina marcial da mesma for um incómodo desagradável para a pessoa e ela queira sair, poderá fazê-lo… mas também ficará fora da Instituição e da Obra para sempre. É um compromisso ad perpetuam que ninguém deve assumir com a maior ligeireza para depois, a breve ou médio prazo, vir a arrepender-se amargamente de tê-lo assumido dando um “passo maior que a perna”.

Distinguindo abertamente duas classes de Humanidade, a dos JIVAS e a dos ASSURAS, interligadas mas distintas, já em seu tempo o Venerável Mestre JHS dirigia as palavras firmes e implacáveis da Lei aos traidores da sua divina condição, os quais vicejam até hoje no campo agitado da sociedade humana após terem abandonado, alguns mesmo antes de serem expulsos efectivamente por atitudes espúrias de lesa-evolução, as fileiras da OBRA DO ETERNO. Diz ele na Carta-Revelação de 26.04.1951 (Livro do Loto):

“Um Jiva que já tenha estado em nossa Obra (e muito mais os que nunca estiveram), podendo ter fugido dela por ignorância, orgulho, vaidade, etc., acaso poderá voltar. Mas os que eu considero ASSURAS, mesmo que peçam perdão de joelhos dentro do Templo, diante do GRAAL, etc., não voltarão mais. Que trabalhem fora, que se sujeitem ao que lhes fizer o Karma. Eu não posso ser nem bom nem mau… no presente momento, cujo maior trabalho, à frente dos mesmos Assuras, é salvar os que erram por não nos conhecerem, por a sua inteligência ainda estar ofuscada pelas coisas terrenas. E com o Bodhisattva, digo: “Felizes daqueles que não viram e creram”, algo assim como em nosso caso antes apontado: Viram e não creram, porque me julgaram indigno, canalha como eles… Que agora, portanto, se salvem sozinhos, pois assim mesmo têm o sinete do gado nas costas… e já é alguma coisa.”

O Ritual Mágico dos Tributários realiza-se com duas fileiras em círculos de 12 Cavaleiros e respectivas 12 Damas em volta do Fogo Sagrado, crepitando na pira ou trípode no centro do Templo, eles com as suas espadas e elas com as suas baguetas, que vieram a substituir as originais tesouras. Inibo-me revelar o roteiro desse Ritual num estudo público como este, pois tal seria uma violação do juramento de silêncio e segredo, mas não me inibo de transcrever as seguintes palavras do Venerável Mestre JHS, extraídas do seu Livro de Herakles:

“Já se sabe do papel dos Assuras ou Seres da primeira Cadeia, Cadeia das Trevas ou de Brahmã, repartidos em 3 classes, estando na do meio os Escribas ou aqueles que escrevem o Bem e o Mal que as Mónadas levam aos pontos claros ou luminosos e aos escuros ou negros de cada Universo. Estudando-se o Mundo de Duat, também chamado de Mundo Jina, nele se encontram espaços claros e espaços escuros ou negros. Na mesma razão – para completar as Revelações anteriores – vê-se o Senhor da Cadeia anterior na mesma Cadeia já apagada, donde se chamar à Lua de satélite da Terra, e o Quarto na Terra. O de cima, na razão do Passado, e o de baixo, na razão do Presente.

“Se eu dissesse que as Estrelas, como Jivas, são formações do Bem que se transformam em Mónadas, todos ficariam assombrados, porque isso é coisa que ninguém ousou dizer até hoje. Mas eu o digo porque tenho direito para tanto. E onde fica o Mal? – Perguntarão outros. Respondo: – Nas mãos daquele que deve dirigir a próxima Cadeia, etc. Mas, então, um Ser Superior já vem de cima portador do Mal? Sim, para que a sua Humanidade, ou seres da sua Cadeia, possa ganhar a experiência com o Mal e adquirir o Bem que lhe trará o Outro, que sendo o Futuro o seu lugar é no Segundo Trono. E é a razão de sempre se dar a este a classificação de ”Espírito da Terra”, no caso actual, ou da Cadeia, seja ela qual for que esteja em função. Daí a Lua influindo no final da 4.ª Raça para esta não ter continuidade, isto é, não passar ao estado de consciência imediatamente superior, que era o do Mental Superior na referida Cadeia, e o 5.º Senhor, que deveria descer do Segundo Trono mas já havia descido com os 4.º e 6.º, fazer questão de assumir o seu lugar, o que concorreu para o Eterno, em forma obscura, ou como MAL, viesse, digamos, enganar os que ficaram fiéis… a ele próprio. Os Gémeos, aos quais ele queria decepar as cabeças, seriam os Manus da consciência mais elevada, isto é, do Mental Superior ou Manas Taijasi, e, consequentemente, das por mim chamadas Raças Bimânica e Atabimânica.

Brasão

“Repito, o fenómeno geral do Bem, da Neutralidade e do Mal, uma espécie de corrente trifásica ou das três ondas divinas: Satva para o Bem ou Divino, Rajas para a Neutralidade, ou o espaço entre um e outro, e Tamas para a Terra, como Mal. Transformar o Mal em Bem e com os dois chegar à Neutralidade, eis o mistério. Por isso é que a Bandeira do Rei do Mundo é amarela ou sátvica, com a Cruz Gamada no centro em vermelho, isto é, o que ele pretende é salvar o Mundo daquela maneira. Agora, entretanto, no intervalo ou interregno de uma Raça para outra, como Oitavo Ramo Racial, a Bandeira é aquela do Dragão central, cercado de sete torres ou Raças, estados de Consciência, etc., e o JHS por baixo, sendo tudo, finalmente, azul e amarelo, porque são as duas Raças que nos interessam: Bimânica e Atabimânica, após a 5.ª… do mistério de após a 4.ª Raça, que obrigou o Eterno a tomar a forma do Mal no chamado Homem da Capa Preta.

“Parece que com a vitória do Colóquio Amoroso, da Estrela Algol se transformar em Goberum e estar conservada ao lado do seu Senhor, na Pedra do RONCA A DOR, belo nome para o seu passado, mas, em verdade, transformada hoje em ARARAT se defrontando com MOREB, para que as Duas Bocas bebam na mesma Taça, repito, com essa vitória da Estrela ALGOL tenha ela se transformado em ALGAS, em cogumelos, que no reino das águas, de qualquer modo, são flores.

Herakles é algo assim como o ponto de partida de todas as Espadas. Na Magia Transcendental, a Espada vale por defesa contra o Mal. E a Bagueta, a evocação ao Bem. Nunca se realizou esse Ritual como se devia fazer: Homens sustentando a Espada. Senhoras sustentando a Bagueta. Do Bem e do Mal nasce a Neutralidade, que, na questão evolutiva dos seres, equivale ao Andrógino, como Neutralidade. Tenho batido muito nessa tecla ultimamente, ajudando o meu Irmão na estruturação do seu Sistema. Razão do acidente sofrido no dia 5. Ele não é culpado, nem a sua Contraparte redimida. A Estrela Algol, Alma de Proserpina, chamemo-la assim, tornou-se GOBERUM. E se acha no Ararat ao lado de seu Esposo-Irmão, o 5.º. Goberum equivale a GOBI e ERUM ou HEROS, o 7.º Princípio, o Deus Cupido ou do Amor Universal, e não o sexual que é, em verdade, paixão ou passional, causa de crimes, suicídios e muitas desgraças na vida dos seres da Terra.

“Todos viram e poderão ver que Herakles, Mercurius, Ulisses, etc., são todos representações daquele que o Eterno escolheu para lhe entregar a sua Espada forjada no seu próprio Fogo, isto é, num dos 777 Raios de que se compõe o Sol que aquele mesmo representa. E assim tem vindo, como reflexo, Tulku, etc., de Ordem em Ordem até chegar à mais digna e valiosa dentre todas, que é a dos TRIBUTÁRIOS. Abraão paga TRIBUTOS a Melki-Tsedek. Mas este paga tributos a Deus, por ser nascido desse mesmo Deus, como acontece com os demais Planetários… O caso é para estudar com todo o carinho possível.”

JHS - Chefe dos Tributários

A Espada é a alfaia principal da Ordem dos Tributários, representa a Língua de Fogo dos Assuras e, relativamente a Portugal, foi com uma Espada Tributária que o Venerável Mestre JHS posou para a fotografia tirada em 1962 que enviou de São Lourenço, em 16.02.1963, a vários condiscípulos portugueses, por certo pelas razões já indicadas que absolutamente nada têm a ver com o esdrúxulo hodierno «priorado sinárquico eubiótico da Lusitânia» (!!!), coisa impensável na época e até muito recentemente, título arrastado e forçado gramaticalmente, para não dizer, completamente estranho à Linguagem de Akbel, e assim mesmo igualmente para essa pressuposta «ordem secreta de Kurat», cuja maior valia não passa da fantasia dos seus promotores, autointitulados soberanos dotados de nomes esquisitos, astrais ou mayávicos, facto passível de explicação pelo delírio onírico e possível adulteração de igualmente possíveis escassas e esparsas Revelações de JHS do acesso deles, por certo remendadas para adaptação a noções estritamente pessoais, tudo pela ignorância da totalidade das mesmas Revelações e o objectivo último e único delas; a verdadeira ORDEM DE KURAT é hoje, tal como a ORDEM DO ARARAT no Brasil, um Colégio de Cadetes, de crianças, meninos e meninas dirigidos por Tributários(as), por regra os seus próprios pais, obedientes à Ordem do Quinto Senhor: “Deixai vir a Mim as crianças, que delas é o Reino de Deus”… o Reino do Quinto Sistema de Evolução Universal! Donde o Spes messis in semine, “a esperança da colheita está na semente”.

Quando os 12 Tributários, em posição nobre, enfiam as suas espadas nas ranhuras do trípode inflamado e o casal dirigente a seguir lhes ordena ficarem na posição Akdorge, desse momento em diante as lâminas metálicas se transformam em Espadas de Fogo, como a de Mikael, como a de Akdorge… Nos idos anos 50 e 60, havia Tributários que até dormiam com as suas espadas ao lado, imantizando-as cada vez mais, aumentando o poder do seu Génio. Sobre o simbolismo das mesmas, confidenciou-me Paulo Machado Albernaz em 28.12.1999:

“Estou-lhe enviando uma foto da espada de Templário que possuo, em cuja lâmina está gravada a palavra “Phalus”. Num seu livro precioso tive ocasião de ler, na página 39, uma citação de que se trata do antigo nome da Cruz. O Professor disse-me um dia: “Paulo, tu és Phalus, os braços da Cruz”, e deixou escrito numa das suas Cartas-Revelações. Muito mais tarde me foi dito que a haste vertical da Cruz significava a Inspiração Divina, a Revelação; os braços ou haste horizontal seriam a sua propagação, ou divulgação. A mão do Cavaleiro empunha a espada, segurando a madeira ou Reino Vegetal; também há um enfeite de marfim, que representa o Reino Animal; e a mão do Cavaleiro representa o Reino Humano, dando a força necessária para se proceder ao Ritual através dos quatro Reinos da Natureza. A espada mede um metro (lâmina e empunhadura).”

Por sua vez, diz o Livro dos Tributários:

“A PRIMEIRA ESPADA (flogística) foi criada pelo próprio ETERNO. Logo, o Excelso Senhor AKBEL foi o PRIMEIRO TRIBUTÁRIO COBRADOR, para o Excelso Senhor ARABEL ser o PRIMEIRO TRIBUTÁRIO COBRADO, a PAGAR TRIBUTO.

“A Espada compõe-se de duas partes essenciais: o punho e a lâmina. O conjunto do punho compreende: o botão do punho, o punho propriamente dito, e a guarda. A lâmina é sempre retilínea. O estojo é a sua bainha. É feita de cobre (Vénus) e aço ou ferro (Marte). Mãe e Filho, como foram os dois Planetas dirigentes da Raça Lemuriana…

“Os copos da Espada são feitos com o signo de Peixes, do Ciclo que está a findar-se. A referida Espada atravessa os sete Planos ou estados de Consciência.

“O signo de Piscis por Copa ou Taça. Sim, Espada e Copa, ficando Pau e Ouro. São os Quatro Maharajas (para o próprio Tributário ser a expressão do Quinto).”

Disse JHS: “As Espadas Mágicas dos Tributários representam, também, algo semelhante ao Emblema de AGHARTA: as Luas superiores e inferiores não indicam apenas o signo de PISCIS, mas também as polaridades curvas, para defenderem o MAGO que as maneja, atirando para cima e para baixo (ficando ele no meio) as radiações contrárias à sua pessoa. E portanto, podendo vencer os inimigos vivos ou mortos, ou astrais”.

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Disse ainda o Venerável Mestre:

“As Espadas Mágicas dos Tributários deverão ser de Pai para Filho. A minha Espada é Flogística, está com Akdorge. Nomes masculinos nas espadas não servem: é preciso pôr nomes femininos. Cuidar dela, pois espada enferrujada não vibra. Uma outra Espada, forjada no Fogo de Vulcano, era de Orikalki, pertencia também ao Excelso Senhor Akbel. Cada espada é uma forma radiosa daquela forjada pelo Eterno (dir-se-ia “Espada-Tulku”). Elas têm grande poder.”

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Para terminar e como tema de meditação, transcrevo as seguintes palavras sagradas:

Ali é a Morada dos Deuses do Sexto Sistema: o Luzeiro e os Matra-Devas. Eu sou aquele (ou aquela) que servindo de barreira entre eles e o Mundo, transformo-me em vítima ou sou vitimado(a) pela minha incompreensão. Pela Vontade de Akbel na Esfinge que caiu do Céu e caminhou idades sem conta como Animal, fui criado como Homem, Agnisvatta, como Mulher, Barishad, para que, como humana Esfinge, possa igualar-me ao Facho Luminoso que me foi dado pelo Sexto Luzeiro, pelo meu Matra-Deva, de modo que um dia, por sua vez, possamos todos ser idênticos ao Deus Único e Verdadeiro, ao Sol Oculto que se acha encravado no Seio da Terra – Shamballah!

De maneira que

SALVE, AUGUSTO PAI E EXCELSO SENHOR AKBEL, QUE MERECIDAMENTE REPOUSA NO INTERIOR DA MONTANHA MOREB, NO SEXTO TRONO TERRESTRE, CERCADO PELOS DEVAS E DEUSES DO TRONO DE DEUS, ESPERANDO O SANTO MOMENTO PARA VOLTAR À TERRA VIBRANDO EM MAITREYA!

BIJAM

Geosofia “Avatárica” de Portugal – Por Vitor Manuel Adrião Quarta-feira, Jun 10 2015 

Brasão de Portugal

Tão bons livros havemos nós aqui como vós em Roma e tão bem sabemos como o Filho de Deus descendeu do Céu e incarnou na Virgem Maria por obra do Espírito Santo e procedeu dela sem corrupção, e como morreu na santa vera Cruz para remir os pecadores, e como ressurgiu e ascendeu ao Céu e está à destra do Pai, donde há-de vir julgar os vivos e os mortos; e também cremos a Santa Trindade ser Pai, Filho e Espírito Santo, Três Pessoas em Uma divinal Essência, como vós, os romanos. E não queremos outra coisa de Roma. – Palavras de D. Afonso Henriques ao enviado papal, Guido de Vico.

Essas palavras do primeiro rei de Portugal, além de reafirmarem a soberania do País e a sua independência psicofísica do jugo de Roma com a recusa firme de lhe prestar tributo, igualmente revelam dispô-lo sob a protecção da Santíssima Trindade, a mesma que se lhe revelou em Ourique na célebre aparição cristológica do Filho sagrando a Terra Lusa, o seu Povo e descendência. Assim mesmo o Porto-Graal de Afonso I é colocado em posição de primazia sobre Roma, tema geosófico da translatio imperii onde essa última herdeira da Romakapura atlante transfere, com o nascimento deste País, os seus valores espirituais e humanos à Kalasishita ariana, a mesma Sintra como Áxis Mundi ou Centro do Quinto Sistema Planetário, onde aliás se recolheu o Quinto Bodhisattva Jeffersus (Jesus) acompanhado de sua Excelsa Mãe Moriah (Maria), após a Tragédia do Gólgota há 2000 anos.

Afonso Henriques, Chefe Temporal da Ordini Moriah ou Ordem de Mariz no latinismo, Quinta Rama da Excelsa Fraternidade Branca dos Sete Raios de Luz, evocando a Santíssima Trindade é igual a evocar o Divino Theotrim, “Deus Trino em Acção” para o Reino nascente na sua forma geográfica de rectângulo ou duplo quadrado. Este, o quadrado, com o valor 4 dos seus lados manifestados mais o 3 do triângulo da Divindade imanifestada, dá a soma 7, nisto expressando esotericamente tanto a Tríade Espiritual como o Quaternário Material, e assim também aos Sete Espíritos diante do Trono dos quais o primeiro é Mikael sob cujo Orago ficaria Portugal a par de Maria, expressão terrena da Mãe Divina Allamirah, os “Olhos Celestes”, que é quem dá à manifestação o seu Divino Filho como Vontade posta em Actividade, revelada como Espírito Santo – o Terceiro Logos Criador da Matéria ou Mater-Rhea, a Mãe-Terra.

Portugal

É o Espírito Santo o regulador do biorritmo de Portugal, que como 3.º Centro Vital (Chakra) do Globo, contando de cima para baixo de um a sete, igualmente é o 5.º Princípio de Consciência, contando de baixo para cima. O 5.º Princípio de Consciência é o Mental Superior (Causal, Manas Arrupa) portando consigo os dois Princípios imediatos, Intuicional e Espiritual (Búdhico e Átmico), manifestado na Terra e no Homem através do Centro Laríngeo (Chakra Vishuda) por onde escoa o Poder de Kundalini, o Fogo Criador do Espírito Santo. Geosoficamente, o Centro Laríngeo Planetário corresponde à consagrada região da Serra de Sintra, como Sistema Geográfico Fundamental expressivo da Mãe Divina ou Anima Mundi. Encabeça no centro do País, próxima ao litoral evocativo do Passado Atlante, dois Sistemas Subsidiários: o de Tomar para o Pai (1.º Logos) e o de Sagres para o Filho (3.º Logos), sendo Ela o 2.º Logos revelado na Terra como 3.º, tal qual o 3.º se revela no Céu como 2.º. Donde, Pai – Filho – Espírito Santo, mistério afim à própria génese de Portugal conhecido do Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Teosófica Brasileira sendo brasileiro mas com ascendência portuguesa, tendo-se pronunciado sobre o mesmo (Carta-Revelação de 1.1.1941):

“Mas, não esqueçamos que em 1800, três séculos depois de 1500, também firmando o referido ciclo do Oriente ligado à Europa (de que tanto se ocupa Saint-Yves d´Alveydre, falando mesmo na Agharta, nos 22 Templos dos Taichus-Marus, etc.) o mesmo Rei do Mundo faz avatara em Portugal, onde se acha a famosa profecia sibilina que anuncia “a união das águas do Ganges com as do Tejo”, ou do ciclo anterior para a descida das Mónadas afro-ibéricas ao continente americano, etc., isto é, o Oriente com a Europa, para depois ambos com o referido continente do outro fenómeno cíclico que envolve os preciosos nomes de Colombo e Cabral: o Christus e o Cumara. Sem faltar o símbolo do Espírito Santo – Columba, Colombina, AVIS RARIS IN TERRIS. Sic illa ad arcam reversa est. Com vistas à Ordem de AVIS, que é a mesma de Mariz. Verde para esta e vermelho para a de Cristo.

Colombo e Cabral

“Sim, o referido avatara em Portugal obedece às três fases, encobertas por Maya por não se poder dizer às claras, que são as seguintes:

“1.ª – do Pai que é, ao mesmo tempo, Filho e Espírito Santo. Donde o termo Maitri, “Senhor dos Três Mundos”, mas também “das Três Manifestações”.

“2.ª – do Filho que é Pai.

“3.ª – da Mãe do Primeiro e Esposa-Irmã do Segundo.”

Ainda sobre o mistério da Trindade ou Theotrim, o Professor Henrique José de Souza, para os Teúrgicos e Teósofos consignado o Venerável Mestre JHS, adianta numa outra Carta-Revelação de 8.9.1954 (Livro do Perfeito Equilíbrio):

“A Hora é imprópria para Julgamentos, muito mais já tendo sido realizado o de Final de Ciclo. Acontece, porém, que essa mesma Igreja está atrapalhando a Missão que nos foi dada por Deus. Este não pode dirigir a Sua Vontade por directrizes diferentes a não ser pela OMNIPOTÊNCIA, OMNISCIÊNCIA e OMNIPRESENÇA. Estes TRÊS PODERES É QUE ESTABELECEM A LEI. E, portanto, só poderia ser na mesma vertical que chegando à horizontal depois de ter tocado em 3 pontos diferentes, que são UM SÓ, definem em si mesmos essa VONTADE em ACTIVIDADE e SABEDORIA. É a isso que se chama de Pai, Mãe (ou Espírito Santo) e Filho. Mais uma vez o dizemos: O PAI NO PAI. O PAI NA MÃE. O PAI NO FILHO, como a Sua própria Essência Nele e na Mãe. Por isso é Sabedoria. É a expressão dessa mesma Lei, que não pode ser abandonada sob pena de não ser levada a efeito a EVOLUÇÃO.

“E assim, no próprio Homem, existe a Vontade, a Actividade e a Sabedoria. Do mesmo modo que CORPO, ALMA e ESPÍRITO. O Corpo já nasceu da Vontade. E esta nele perdura. A Alma da Actividade, pois como o seu nome o diz, ANIMA esse mesmo Corpo e o UNE (mas também o desune, se o Homem se afasta donde lhe veio a sua própria Criação) ao Espírito através da SABEDORIA. O Poder de Kriya-Shakti é a lídima expressão.

“Coração e Cérebro valem por AMOR e SABEDORIA. Sim, do Pai e da Mãe vertidos no Filho. Assim, este será a Justiça. AMOR, VERDADE E JUSTIÇA equivalem a Corpo, Alma e Espírito. ACTIVIDADE, VONTADE E SABEDORIA. RITMO, HARMONIA E MELODIA…”

No “trocadilho” iniciático – Iniciação Assúrica – que se repara no texto, o Mestre JHS fê-lo assim mesmo pondo à prova a capacidade de discernimento do Munindra, o Discípulo, deixando subentendido que o CORPO está para a VONTADE ou OMNIPOTÊNCIA, a ALMA para a ACTIVIDADE ou OMNIPRESENÇA, e o ESPÍRITO para a SABEDORIA ou OMNISCIÊNCIA. Organizando esses princípios universais, dando-lhes a ordem estabelecida pela Tradição Iniciática das Idades, tem-se:

Pai – 1.º Logos – 1.º Raio – Omnipotência – Vontade – Espírito… reflectido no Corpo.

Filho – 2.º Logos – 2.º Raio – Omnisciência – Sabedoria – Alma… reflectida no Espírito.

Mãe (Espírito Santo) – 3.º Logos – 3.º Raio – Omnipresença – Actividade – Corpo… reflectido na Alma.

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Por isso as escrituras sagradas dizem que ninguém irá ao Pai, o Imanifesto, sem passar primeiro pelo Filho, o Cristo Universal, a Segunda Hipóstase Divina, e que a Mãe sendo a Matéria é também a Alma, donde ser “Mãe do Primeiro e Esposa-Irmã do Segundo”, com isso ficando o Filho de permeio ao Pai e à Mãe, donde os gnósticos primitivos adoptarem a Trindade Pai – Mãe – Filho, “trocadilho” iniciático por bem poucos entendido, onde o Pai expressa Purusha e a Mãe é Prakriti, ou seja, o Espírito e a Matéria, participando o Filho de ambas as naturezas como o Andrógino Universal. Diz René Guénon no seu livro A Grande Tríade: “De facto, a “operação do Espírito Santo”, na geração do Cristo, corresponde propriamente à actividade “não-eficaz” de Purusha, ou do “Céu”, segundo a linguagem da tradição extremo-oriental; a Virgem, por outro lado, é uma perfeita imagem de Prakriti, que a mesma tradição designa como a “Terra”; e quanto ao próprio Cristo, é ainda mais evidentemente idêntico ao “Homem Universal”. Assim, se se quiser achar uma concordância, dever-se-á dizer, empregando os termos da teologia cristã, que a Tríade não se relaciona em absoluto com a geração do Verbo ad intra, inclusa na concepção da Trindade, mas com a sua geração ad extra, isto é, de acordo com a tradição hindu, com o nascimento do Avatara no Mundo manifestado. Isto é, de resto, fácil de compreender, pois a Tríade, partindo da consideração de Purusha e Prakriti, ou dos seus equivalentes, só pode efectivamente situar-se do lado da Manifestação, cujos dois primeiros termos são os dois pólos, e poder-se-ia dizer que ela preenche por inteiro, pois o Homem aparece verdadeiramente como a síntese de tudo que está contido na integralidade da Existência Universal.”

Nisso contém-se a razão do Professor Henrique José de Souza assinalar os Três Logos como Pai – Mãe – Filho revestidos das “qualidades subtis da matéria” ou gunas, respectivamente, Satva (centrífuga), Rajas (rítmica, equilibrante), Tamas (centrípeta), unidas como Triguna animadora do Trikaya, os “Três Corpos” inseparáveis do “Veículo de Diamante” ou Nous, Anupadaka, a Mónada, a “divina Solitária dos Céus” segundo as Estâncias de Dzyan.

O valor 3 de Portugal fica assim dilucidado no seu significado profundo, aliás, apontado nos três centros geográficos que brilham no seu mapa compondo o Triângulo Mágico da Iniciação Lusa ou Assúrica, como sejam: SINTRA para a MÃE (ALEF), TOMAR para o PAI (PITHIS) e SAGRES para o FILHO (XADÚ). Esses três últimos nomes designam as Três Hipóstases Universais reveladas como Luz, Calor e Chama, princípios do Pramantha Místico com que se produz o Fogo Sagrado (Agni) do Pramantha-Samsara, ou Ciclo de Evolução Universal, e do Pramantha-Dharma ou a Grande Fraternidade Branca dos verdadeiros “Encapuçados” ou “Encobertos”, os Mestres Reais do Mundo, Adeptos Independentes assinalados Homens Representativos do Ciclo em vigor.

O valor 4 do quadrado (duplo formando rectângulo) do mapa de Portugal conduz-me mais além de quaisquer significados divinatórios, sempre perecíveis nos seus sentidos, para o campo iniciático da Obra Divina do Mestre JHS realizada em Portugal. Diz ele na sua Carta-Revelação de 23.3.1962 (Livro de Tsong-Kapa):

“Entremos na Vida (Manu) e deixando a Morte (Yama) para trás:

“Os nossos 4 Graus Iniciáticos, são: Manu – o Legislador – Yama – o Executor – Karma – o Judiciário – Astaroth – o Coordenador, pois que o Moderador (na Monarquia era o Imperador) ou fica em cima ou em baixo, segundo a interpretação. Sim, Manu, o Homem, o Guia, o Mental; Yama, a Morte – a Justiça e a Iluminação. Mas, em verdade, é aqui que vai a grande Revelação: Manu é Mineral como prova a KIFFA, as Tábuas ou Pedras da Lei… Jesus diz a Pedro: “Pedro, tu és Pedra e sobre ti Eu fundarei a minha Igreja”. Yama – o Vegetal, a Árvore que vivifica no Verão e cujas folhas caem no Inverno, etc. Karma – o Animal ou Passional (Anima, em latim), como causa de todos os erros do Homem. E, finalmente, Astaroth – o Hominal, ou Homem Superado. Donde Eu dizer que “o Tributário tem um facho na fronte”… A repercussão dessa alegoria de imenso esplendor está nos Quatro Maharajas, ou Dritarasthra, como Mineral – a Espada (esta é a Balança que Eu trago nas mãos, no Segundo Trono), Virudaka como Árvore ou Vegetal, a Árvore da Vida, etc. Já ia deixando outra coisa: como Paus ou Árvore. Virupaksha como Copas ou Amor, Coração, etc. E Vaisvarana como Ouros ou Inteligência, Ouro Filosofal, etc., o Humano. Repito: Espadas para Mineral; Paus para Vegetal; Copas para Animal e Ouros para Humano. Agora está certíssimo. E vêm os Kumaras, tendo como exemplo o acidente de Lisboa (em 1899, ocorrido com os Gémeos Espirituais Henrique e Helena): os dois primeiros como Mineral e Vegetal, que ficaram na Serra de Sintra com os nossos corpos (Pedra e Vegetação). Os dois que seguiram (para o Norte da Índia): Animal e Hominal. Não foi pelo Amor transformado em Mal que houve o acidente?… Era preciso vencer o Animal no Hominal para o nascimento dos Avataras, sendo que primeiro os 7 Dhyanis… Agora, sim, está tudo certo.

“Na Montanha Moreb (São Lourenço, MG) – o Mineral ou Pedra. E o Vegetal – a Árvore. O Animal – o Touro. O Hominal – Rabi-Muni.

“Os 4 Reinos no Homem, os 4 Reinos em Manu, Yama, Karma e Astaroth, os 4 Reinos nos 4 Kumaras, os 4 Reinos nos 4 Maharajas = 16. A Casa de Deus.”

4×4 = 16, a Torre Tombada ou A Rebeldia Celeste contra A Casa de Deus, na época atlante representada por Shamballah sobre a Terra, a Muakram residência da Divina Tríade manifestada humanamente nas pessoas de Mu-Iska, Mu-Ísis e Mu-Ka, sofrendo o atentado letal das Forças do Mal representadas pelos Assuras revoltosos da 4.ª cidade atlante chefiados pelo rei da mesma. Esse Arcano foi o do Portugal Atlante, teve o seu ciclo de vigência, passou… Desde que Afonso Henriques fundou este seu Porto-Graal contribuindo para a fundação da Milícia de Mariz constituída dos Maiores da Raça como antigos Kurats em novos corpos, passou a reger o Arcano 17 do Portugal Ariano, As Estrelas de A Imortalidade, contribuindo neste Quinto Sistema Racial para o consolidação do futuro 6.º Sistema Bimânico, isto é, Budhi e Manas como características conscienciais da Raça Dourada ou Crística a advir sobre a Terra, na semeadura que vem se realizando em solo lusitano contribuindo para a colheita a fazer um dia na terra brasílica.

Arcano XVI – A Rebeldia Celeste

Um trono, tendo por dossel a própria abóbada celeste, estava cercado por doze filas de Devas diferentes. Abaixo dessa alegoria, um grande Deva gesticulando com uma espada na mão fez apagar aquele quadro que sumiu à frente de JHS.

Arcano XVII – A Imortalidade

Eu (JHS) via o Sexto Sistema. Um Sol Central tinha por embrião enorme Borboleta saindo de um Ser de aspecto feminino. Tive a impressão de que chocavam enorme Ovo, que era aquele mesmo Sol.

Pois bem, se o duplo quadrado que é o rectângulo possui o valor 16 – relativo à descendência atlante de Portugal – extraído dos seus 8 lados (4×4), já o 4×8 = 32, expressivo do Sol de 32 Raios que emana do Trono de Shamballah sendo o 33.º a própria Divindade, o Logos Planetário em seu Tríplice Aspecto manifestado sobre a Terra Lusitana nos 3 Centros Fundamentais do País (Tomar, Sintra, Sagres), logo, 32+3 = 35, número dos Tirtânkaras ou aqueles que alcançaram a Imortalidade despertando os Oito Poderes Místicos da Yoga que todo o homem traz em semente no seu Chakra Cardíaco Inferior, chamado Vibhuti. Os Tirtânkaras – os Anciãos do Apocalipse, nos quais a Igreja se inspirou para criar o seu Colégio de Cardeais, a Cúria – são aqueles Seres que mantêm a Lei de Deus em vigor sobre a Terra em cada Ciclo Racial, e por isso o seu nome sânscrito significa literalmente “fazedor de Vau” equivalendo ao Pontífice ou Pontifex como construtor da ponte mística entre dois Ciclos de Humanidade. Por tudo, é igualmente sinónimo de Jina Vencedor… do Ciclo das Necessidades.

Por outra parte, se ao valor 16 acrescentar-se o 3 das Hipóstase da Divindade assinalada nos 3 Centros Fundamentais, ter-se-á o valor cabalístico 19, Arcano de A Realeza, O Sol do Segundo Mundo Celeste que dardeja sobre Portugal caracterizando-o como País Solar, Portus-Galliae, Porto Galo, precisamente representado pela ave (seu ex libris) que anuncia o dia e esconjura as trevas soturnas. Por isto, a Soberana Ordem de Mariz é sobretudo uma Ordem Solar, mesmo ajuntando-se-lhe a característica Lunar para denotar a sua natureza Andrógina, como a é em todas as Ordens Iniciáticas Secretas de natureza Jina, mesmo que fundadas por Jivas, ou melhor, Dhyanis-Jivas.

Arcano XIX – A Realeza

O Sol dardejando raios dourados, atirava-os para mim (JHS)… Um personagem, metade homem, metade mulher, montava um touro, cuja cara era preta à esquerda e branca à direita. Essas cores mudavam para violeta e púrpura. Quando se abria na metade, via-se o rosto de uma criança.

O Touro Sagrado (Tur-Zin-Muni) foi cultuado pelos povos ibéricos atlantes, dos quais descende o culto bodivo lunar-neptuniano dos taurobólios. O Andrógino Primordial montando-o é o próprio Deus Akbel que fez avataras tanto em Ur-Gardan, como em Vercingétorix e ainda em Viriato. No seu seio imaculado é gerada a Consciência Cósmica, resultada das experiências realizadas nas 4 Rondas Planetárias da actual 4.ª Cadeia Terrestre, que leva o nome de Buda Humano ou Rabi-Muni, ou por outra, Astaroth (Asta-Roth ou Ro-ta, As-Tarot…), o qual é a forma veicular daquele como a sua própria Essência Espiritual.

Moeda ibérica

Moeda ibérica

Certamente por essas razões iniciáticas apontadas para Portugal, o Venerável Mestre JHS proferiu na Carta-Revelação de 7.7.1941: “Sublime homenagem prestada ao Posto Português, em verdade, o de maior Irradiação por alcançar toda a Europa”. Adiantando na Carta-Revelação de 3.5.1958: “O Quinto Sistema naquele lugar, isto é, em Portugal, na SERRA DE SINTRA, onde a sibila estampou o mistério do Futuro… o mistério do QUINTO IMPÉRIO, também cantado pelo poeta lusitano que fala de um só Altar, de um só Cálice de Ouro que haverá de luzir.

“Portugal, Arquivo das Raças de Elite, principalmente greco-romanas, não podia deixar de ser o Quinto Sistema. Não esquecer que o Manu Ur-Gardan, que trouxe o seu povo da “Terra (celta) do Fogo”, veio ter a Portugal ou Porto-Galo, dando como capital de toda essa região Ulissipa, como feminino de Ulisses, o grande herói de Tróia, donde procede o mistério do ODISSONAI, que é a origem de todas as ODES, de todos os psalmos, cânticos, etc.”

“Ulisses e Ulissipa, mas agora, nesta vida, Henrique e Helena, ou melhor, Akbel e Akbelina ou Allamirah, Olhar de Deus ou o seu Aspecto Feminino”. – Carta-Revelação de 5.5.1958.

Pois bem, olhando o mapa de Portugal, separando-o em três corpos distintos e comparando-os com a coreografia do Ritual do Odissonai (com as suas 7+1 linhas, posto que a 4.ª por ser andrógina é dupla), encontro nele profundas relações iniciáticas que lhe conferem as características geosóficas a partir do seu Centro Fundamental (Central ou Meridiano) e dos dois outros Subsidiários (Paralelos), como seja Sintra para Tomar e Sagres. O Mestre JHS chama a tais Centros de “Sistemas definitivos e Sistemas complementares, ou de passagem de um definitivo para outro definitivo” (Carta-Revelação de 28,4.1958), neste caso, a transferência paulatina mas permanente dos valores espirituais de Sintra – Portugal a São Lourenço – Brasil, portanto, do 5.º Sistema (englobando o 6.º e o 7.º) para o 8.º Sistema na Terra representativo do próprio Eterno, isto de acordo com os 7+1 estados de Consciência assinalados nos Luzeiros regentes dos Sistemas Geográficos, como sejam segundo Paulo Machado Albernaz (Carta pessoal de 3.3.2000) de acordo com a monografia n.º 27 do Grau Manu da Comunidade Teúrgica Portuguesa:

Brasil – Sol Central – Mónada… reflecte em todo o continente americano.

Portugal – Júpiter – Espírito… reflecte em toda a Península Ibérica e Europa.

Austrália – Mercúrio – Intuicional… reflecte em U.S.A. e Alemanha.

Egipto – Vénus – Mental Superior… reflecte na Grécia e na Rússia.

Índia – Saturno – Mental Inferior… reflecte na Austrália e na Polónia.

U.S.A. – Marte – Emocional… reflecte no Egipto e na Síria.

México – Lua – Vital… reflecte na Índia e na Inglaterra.

Peru – Sol – Físico… reflecte no Japão e na China.

Os quais países são regidos pelos respectivos “elementos subtis da Natureza” ou Tatvas, relacionados a determinado estado de Consciência e Luzeiro afim:

Brasil – Maha-Tatva – Síntese de todos os Tatvas – Sol Central… Cardíaco Inferior e Monádico.

Portugal – Akasha-Tatva – Éter – Vénus… Laríngeo e Mental Superior.

Austrália – Vayu-Tatva – Ar – Saturno… Cardíaco Superior e Mental Inferior.

Egipto – Anupadaka-Tatva – Subatómico – Mercúrio… Frontal e Intuicional.

Índia – Adi-Tatva – Atómico – Júpiter… Coronal e Espiritual.

U.S.A. – Tejas-Tatva – Fogo – Marte… Umbilical e Emocional.

México – Apas-Tatva – Água – Lua… Esplénico e Vital.

Peru – Pritivi-Tatva – Sol… Sacro e Físico.

Com essas tabelas o prezado leitor, particularmente o Munindra, poderá deduzir outras conclusões, especialmente aquelas relacionadas a várias passagens da História da Obra do Eterno na Face da Terra desde 1883 a 1963 conhecidas dos seus conspícuos estudiosos. E se quiser ordenar os Postos Representativos do Sistema Geográfico Internacional de acordo com os dias da semana, de domingo a sábado, poderá dispor:

Semana – Sol Oculto – Metraton – Brasil

Domingo – Sol – Mikael – Peru

Segunda – Lua – Gabriel – México

Terça – Marte – Samael – U.S.A.

Quarta – Mercúrio – Rafael – Austrália

Quinta – Júpiter – Sakiel – Portugal

Sexta – Vénus – Anael – Egipto

Sábado – Saturno – Kassiel – Índia

Os Arcanjos assinalados do Candelabro Celeste foram os mesmos Sete Reis de Edom que como Luminários ou Luzeiros (Dhyan-Choans) reinaram nas sete cidades da Atlântida ao lado de suas excelsas contrapartes, as Rainhas de Edom, encarnações terrestres das Sete Plêiades brilhando na abóbada celeste, sobre quem diz o Mestre JHS na sua Carta-Revelação de 20.5.1950 (Livro do Graal):

“Os Dhyan-Choans naquela época (na Atlântida), ou sejam os chamados, com propriedade, SETE REIS DE EDOM (Éden ou Paraíso Terrestre), tinham o precioso nome de ZAIN-TAO, com o significado: “Deuses da Cruz”, ou da Roda, do Caminho, etc., acompanhando os Gémeos Espirituais, os Pais, por serem eles os LAURÉIS do Segundo Trono qual Arcano XXII.

“As Mulheres, isto é, como Shaktis como naquela época, também em número de SETE, eram as gloriosas PLÊIADES… que depois subiram para o céu, diante da catástrofe sexual havida naquele tempo. Assim, também, SOL e LUA subiram… logo que aos Gémeos sacrificaram os representantes do Mal influindo no espírito dos Deuses, para que ambos os sectores se confundindo… houvesse uma OUTRA QUEDA (a da própria Atlântida – nota VMA). Mas o ETERNO, com as suas vestes de Mahimam, tendo AKDORGE por CORPO, a eles dá terrível combate no começo da Raça Ariana, de onde também começa a deslizar o FIO DE ARIADNE (nome mitológico) que é o da Evolução através do 5.º estado de consciência, mas no sentido racial do mistério, pois que o Mental se acha no 3.º Plano.”

No tocante a Portugal, depreende-se que o 5.º estado de consciência Mental Superior – também chamado de “Corpo do Espírito Santo”, “Vaso da Mãe Criadora”, Augoeides e Causal por encausar os dois princípios imediatamente “acima” – é actuado directamente pelo Espírito ou Centelha Divina, deixando subentender a presença do Pai e da Mãe cujo Filho gerado, neste particular geosófico, é o próprio Portugal, o seu Povo eleito pelo próprio Filho de Deus no Campo de Ourique em 25 de Julho de 1139.

Revela-se nisso o Poder do Espírito Santo que tomando a feição feminina de Kundalini vem a ser a Mãe Criadora dando à luz o Filho. Sobre isso diz J. J. Van der Leeuw, no seu livro O Fogo Criador:

“Assim, por meio de Atmã nos aproximamos do Aspecto de Deus Pai; por meio de Budhi do Deus Filho; e por meio de Manas de Deus Espírito Santo. A energia que sentimos é a Energia Criadora de Deus, o Poder do Espírito Santo manifestado por meio da nossa mente. Deus Espírito Santo é Deus em sua Actividade Criadora, assim como o pensamento humano é o poder criador que modela a vida humana em todos os mundos.

“Na Trindade Divina o Pai é a Vontade Criadora; o Filho é Deus Crucificado em Sua própria Criação; e Deus Criador é a Actividade que projecta o Seu Universo e cria-o pelo Poder da Sua Mente: é o Deus Espírito Santo. Com esta Energia de Deus pomo-nos em contacto por meio da Mente Superior, e ao experimentar esse contacto convencemo-nos que há um só Poder, uma só Força, uma só Energia em todo o Universo, isto é, a Energia Criadora de Deus, o Poder do Espírito Santo.

“Essa Energia reina tanto no mundo externo como no interno de nossa consciência, pois todas as forças e energias da Natureza são a manifestação do Poder Criador de Deus Espírito Santo, bem como toda a força e energia criadora em nosso interior é a manifestação do Supremo Poder Criador.

“A força que mantém o átomo e converte-o num vórtice de energia que a ciência descobriu nele, a força que faz do Sol um manancial de vida e de energia que nos parece inesgotável, a que converte o homem em sua vida interna num radiante sol de energia criadora que tanto mais aumenta quanto mais se consome, todas essas forças são manifestações de Deus Espírito Santo, da Energia Criadora da Divindade cuja influência experimentamos.”

Pax Pomba

A experiência pessoal do Espírito Santo é a mesma da Transformação ou Transfiguração que ocorre na 3.ª Iniciação Real do Anagami, ou seja, do Discípulo Aceite por seu Mestre. Pois bem, a Tríade Superior é composta de Espírito – Intuição – Mental Abstracto, ou por outra, Atmã Budhi Manas (Arrupa), e estas são as hipóstases ou qualidades da própria Mónada ou Anupadaka que com elas se reveste. Como o Homem é constituído de 7/7 do Atmã Universal ou Espírito Divino que para nós é o Logos Planetário de quem somos “células”, então temos já desenvolvido 4/7 a nível de Personalidade material e estamos desenvolvendo os restantes 3/7 da Individualidade espiritual. Por isso é que existe o Ciclo das Reencarnações, figurado como Roda de Samsara, para possibilitar através da Personalidade uma cada vez maior formação e expansão da Individualidade, até atingir os 7/7 que tornam o homem um Adepto Perfeito. Até que se alcance esse estado de Perfeição, a Mónada continua a agir no seu Plano, ora para cima, para o Mundo de Adi ou Divino, ora para baixo, chegar até ao último sub-plano do Mental Superior, mesmo sendo uma fagulha minúscula aos poucos, mercê da Vida-Energia positiva enviada a ela como fruto da experiência da Personalidade e assim se tornando cada vez mais Vida-Consciência, ampliando constantemente até provocar o «milagre» da Transfiguração ou Transformação da Personalidade abarcada pelo seu Raio Divino penetrando pelo Chakra Coronário. Esta é a meta do exercício de Alinhamento Vital. Como a Mónada é a Centelha Divina que paira sobre o Homem e a ele se liga pela Personalidade ao projectar o seu Raio sobre o Mental Concreto, quando os canais internos (chakras) do(a) discípulo(a) estão desimpedidos de escórias psicomentais e até físicas graças à sua constante meditação iniciática, como diria o saudoso Roberto Lucíola, ele estabelece uma cada vez maior aproximação ao seu Ego Divino, e aquietados os sentidos começa a ouvir a Voz do Silêncio, isto é, absorve-se na Paz e Serenidade ao penetrar ou entrar no diapasão vibratório da Divindade em si. E nesse Silêncio vem a ouvir a Voz Angélica, ou seja, a do seu próprio Raio que é o da sua própria Mónada. É então que além de ser sereno é sábio, porque chega a ouvir a Sabedoria Divina provinda do Alto Céu – Mental Superior ou Mundo do Espírito Santo – ao princípio indistintamente, como sussurros, depois como palavra, depois frase e finalmente ditado completo. É um processo paulatino para a Iluminação. E aquilo que se ouve interiormente e parece tão perfeito e exacto ao ouvinte – donde a recomendação do uso de um diário pessoal – acontece graças à matéria mental superior ou causal que nessas ocasiões penetra a Personalidade. Também por esse Raio Monádico do verdadeiro Mestre Interno pode agir desde os Planos Superiores o verdadeiro Mestre Externo, pois que a Mónada é uma Chispa desprendida dele mesmo. Isto atendendo a que todo o Mestre Real possui a sua Essência como Kumara, que é ele mesmo no Plano Monádico. Assim, pode acontecer, a partir da 3.ª Iniciação Real, que além de se ouvir a Voz Interna (Budhi) ouve-se também segredar à mente e ao peito a Voz Externa (Bodhi) do Mestre. O próprio discípulo terá a noção exacta do «fenómeno» e saberá destrinçar uma da outra Voz, que no fundo são a mesma, e as terá como algo absolutamente natural e normal para si. Até chegar a esse ponto, vai se meditando ou medindo e encurtando a ligação ao Eu Superior, tendo vez por outra o sentimento profundo de Paz e Felicidade e até ouvindo a Voz do Céu, de Deus sobre e em si.

Os Três Logos ou Hipóstases do Eterno assim revelado como Uno-Trino, apresentam-se como:

Brahma (Pai) – 1.º Logos – Svabhâvat (Substância)

Mundo Divino – Criador – Causas – Atmã – Prana – Satva – Suprema Unidade.

*

Vishnu (Filho) – 2.º Logos – Purusha (Espírito)

Mundo Celeste – Conservador – Leis – Budhi – Fohat – Rajas – Suprema Polaridade.

*

Shiva (Espírito Santo) – Prakriti (Matéria)

Mundo Terrestre – Destruidor – Efeitos – Manas – Kundalini – Tamas – Suprema Transformação.

Três TronosA Essência do Pai frutifica na Mãe que se manifesta no Filho. Isto mesmo observa-se no mapa geosófico de Portugal tri-repartido: do Minho à Estremadura, toda a Estremadura, da Estremadura ao Algarve. Na região centro que é a andrógina localizam-se dois Centros Fundamentais: o de Tomar e Sintra que estão o Pai-Mãe Cósmico (Zain e Zione, em aghartino); por isso é que Fohat (Electricidade Cósmica) está em cima e Kundalini (Electromagnetismo Planetário) está em baixo, ficando Prana no centro como dupla Energia Vital: Prana e Apana, a Energia da Vida (Criação) e a Energia da Morte (Destruição). Todas essas cores verde, amarela e vermelha estão para as Três Forças Universais (Fohat, Prana, Kundalini) que por Lei de Causalidade vieram a ser estampadas no Pavilhão Pátrio, sabendo-se ainda que da fusão do verde com o vermelho extrai-se o púrpura como cor do Quinto Posto Universal de Sintra, assim mesmo característica do Homem Superior, do Andrógino Perfeito que mesmo estando neste 4.º Sistema Planetário é já um Ser do futuro 5.º Sistema de Evolução, o mesmo V Império Universal.

Comparando a coreografia ritualística do Odissonai com a disposição trinitária do mapa de Portugal, deduzem-se transcendentes analogias recolhidas do jardim onde florescem mimosas flores búdhicas ou da pura inteligência espiritual. Com efeito, se na coreografia do Odissonai aparece no Templo junto ao Altar a Tríade Feminina P.A.X. (PITHIS – ALEF – XADÚ) encabeçando as primeiras quatro filas cada uma com sete senhoras defronte para o Portal, expressando os quatro primeiros Planos da Natureza e os respectivos Chakras – Coronal (púrpura) – Frontal (amarelo) – Laríngeo (azul) – Cardíaco (verde) – fazendo “front” à Tríade Masculina X.A.P. (XADÚ – ALEF – PITHIS) junto ao Portal defronte para o Altar assim como as quatro fileiras cada uma com sete senhores, manifestativos dos restantes quatro Planos da Natureza e os respectivos Chakras – Cardíaco (verde) – Umbilical (vermelho) – Esplénico (violeta) – Sacro (laranja) – e que se unem na quarta linha (dupla) onde o par andrógino em separado, representativo dos Gémeos Espirituais (Henrique e Helena ou Ulisses e Ulissipa), se encontra e toca com as palmas das mãos, isso mesmo revela-se no mapa geosófico do País dos Lusos ou Assuras, com os seus triângulos vertido, invertido e unidos, onde formam o Hexalfa (Exagonon) do Excelso Sexto Senhor Akbel fazendo avatara no seu digníssimo Irmão, o Augusto Quinto Senhor Arabel.

portugal[1]

Não deixa de ser interessante ter sido o quinto filho de Lorenzo-Lorenza, o Dhyani-Kumara Sakiel, responsável pelo Posto Representativo de Sintra, quem revelou ao Venerável Mestre JHS, em 27 de Julho de 1924, a Yoga do Globo Azul com o PAX dourado em triângulo no centro, em conformidade à Egrégora do “Anjo Azul” dos Tuatha de Danand a qual desde então é celebrada até hoje sob as mais diversas formas, mas sendo a essência sempre a mesma, inclusive em músicas e toponímias como essas da valsa do Danúbio Azul, em Viena de Áustria, ou do nome Lagoa Azul, em Sintra.

No Norte de Portugal, tem-se o verde Minho celebrado nas danças e cantares populares no vira do Verde-Gaio, como se o inconsciente colectivo reflectisse o próprio Fohat como uma cachoeira electrizante de águas verdes descendo do Seio do Céu à cabeça do País. E nessa torrente irresistível descessem por Vontade de Deus os 111 dos 777 Matra-Devas chefiados pelo próprio Vímara Peres, o Príncipe Iracundo do Norte, ou melhor, expressivo de Akdorge, Avatara de Maitreya, o Cristo Universal.

Os Matra-Devas, como “Anjos da Medida”, vêm a ser os “corpúsculos luminosos”, a veste colectiva de natureza Anupadaka ou Monádica da 2.ª Hipóstase do Logos Planetário incarnada no Supremo Instrutor do Mundo, Salvador de Homens e Anjos, o Buda Mercúrio Maitreya, ou em termos mais familiares, o Cristo Universal ou Cósmico. O saudoso Roberto Lucíola apodava os Matra-Devas de as “Medidas de Deus”, dizendo no seu estudo sobre Manasaputras e Matra-Devas redigido em Agosto de 1998 (Caderno Fiat Lux n.º 16):

“As Hierarquias Rúpicas são constituídas por Seres já manifestados no Terceiro Trono, enquanto as Hierarquias Arrúpicas são os Devas do Além-Akasha, os Matra-Devas. Todo o trabalho evolucional, basicamente, consiste em criar a parte veicular ou material para que os Devas dos Planos Superiores possam se manifestar no Terceiro Trono. Este trabalho de natureza cósmica está relacionado ao mistério de Matratmã.

“Os Manasaputras são permanentes na Terra até ao final dos Ciclos, enquanto os Matra-Devas descem e sobem de acordo com o Avatara. Por isso, JHS disse que quando os Devas retornam ao Pombal Celeste são as Aves de Hamsa, e quando descem ciclicamente para os Templos da Face da Terra são as Pombas do Espírito Santo. Os Devas do Além-Akasha são os habitantes do Segundo Trono. São Seres luminosos cuja estrutura é constituída de matéria sátvica. Dante, na sua Divina Comédia, denominou-os de Humanidade celestial.

“Segundo as Revelações, Os Matra-Devas expressam as medidas (matras) e descem ciclicamente, medindo a capacidade de realização conseguida pela Divindade através da Humanidade. São as medidas do Atmã Universal, representam o múltiplo de Matratmã, que significa Medida do Atmã Universal, manifestado sob medida. Matratmã representa a síntese ou conjunto dos Matra-Devas. Esta mensuração é feita através da capacidade veicular dos Munindras de suportar a potencialidade espiritual desses Seres angelicais vibrando em seus veículos humanos.

“No Segundo Trono, a Balança pesa a medida da manifestação da Divindade através dos Matra-Devas em seu conjunto, que é denominado de Matratmã. Este mistério é expresso pelo simbolismo da Balança. No Terceiro Trono, temos a Ampulheta que é o símbolo iniciático do registo do Tempo, dos Ciclos, das Idades em que é realizado o trabalho no Terceiro Trono. Finalmente, a Âncora delimita o local onde a Obra se firma para a realização deste trabalho. São os conhecidos Sistemas Geográficos ou os locais onde actua a Obra.

“Cada Raça-Mãe deveria sintetizar 111 Adeptos ou Consciências plenamente realizadas. Se tudo ocorresse dentro da programação da Mente Cósmica, a Realização Divina obedeceria ao seguinte esquema:

“1.ª Raça-Mãe – 111 Seres realizados – 666 Essências

“2.ª Raça-Mãe – 222 Seres realizados – 555 Essências

“3.ª Raça-Mãe – 333 Seres realizados – 444 Essências

“4.ª Raça-Mãe – 444 Seres realizados – 333 Essências

“5.ª Raça-Mãe – 555 Seres realizados – 222 Essências

“6.ª Raça-Mãe – 666 Seres realizados – 111 Essências

“7.ª Raça-Mãe – 777 Seres realizados – A Divindade manifestada integralmente.”

Por este motivo primacial é que a região Norte do País ficou assinalando o Buda Celeste, Maitreya, Avatara Total de Brahmã, o Pai a ver com Pithis assinalado em Tomar (Tat-Maris), e por esta causalidade é que São Salvador do Mundo, nas cercanias de São Lourenço de Ansiães, berço genesíaco da Ordem de Mariz, foi escolhido no século XII para primeira Comenda da Ordem dos Templários em Portugal. São Salvador do Mundo, já se vê, é o próprio Cristo Universal na sua função de Melki-Tsedek.

Como oposto complementar, no Sul de Portugal onde o Sol mais abrasa e a terra é vermelha de fogo, o mesmo Fogo de Kundalini ascendendo do Seio da Terra à sua Face como coluna ígnea turbilhonante no enleio de salamandras dançando, facto registado no inconsciente colectivo popular nas danças e cantares onde o frenético volteio do corridinho do Malhão, “com um pé no ar e outro no chão”, malha, bate freneticamente sobre as entranhas telúricas da Terra atraindo as mesmas volteantes salamandras fogosas indo impelir os pares ora à atracção sexual inferior, ora ao consórcio amoroso superior, ou não fosse Kundalini a Energia Electromagnética que mantém a gravidade dos corpos.

Abarcando o Alentejo e Algarve, o Fogo Quente da Terra morena a tez do povo parente mourisco, endurecido nas lides do campo mas deixando o coração soltar ais de saudade por amores partidos cuja memória a terra conserva. Pedro Homem de Mello, em Danças Portuguesas (Lello & Irmão Editores, Porto, 1962), diz:

“Eis-nos, finalmente, em plena moirama portuguesa, quer dizer: no Alentejo. As moças trazem a boca tapada. Nos rostos, provavelmente belos, nada descobrimos senão os olhos. Trigueiro, espadaúdo e alto, o homem lembra o califa, diante do qual treme a escrava, mas por quem ela, em ele estando longe, constantemente suspira. E não será, só no modo de esconder o sorriso, que a origem árabe se revela. Até a saia, sob o pretexto de que as lides campesinas o exigem, toma o jeito da calça de odalisca.

“Arrastado, o canto dá voz à distância, sem que nada ou ninguém a possa vencer.

“Ao invés do que sucede no Alto Minho, em que, por função dominante, a melodia nasce dos passos, no Alentejo não sabemos de danças propriamente ditas, mas sim de cantigas bailadas.

“A vida, ali, é uma canção perpétua…

“Qual o nosso espanto, uma vez atravessada a Serra do Caldeirão, ao descortinarmos, de súbito, o Algarve, onde tudo (mesmo a noite!) conserva um frescor de madrugada.

“Assim, desde Vila Real de Santo António à ponta de Sagres, apagam-se, para sempre, sob a luz leve, as letras da palavra «ontem». Quem dança ri. «Corridinho» é o nome do bailado popular.

“E quando o Inverno chega, o Algarve, mais jovem do que nunca, põe aos ombros um manto nupcial: o das amendoeiras em flor.

“Lá, onde a terra acaba e o mar começa…”

Para lá da Serra do Caldeirão ou de Mu (evocação toponímica da Atlântida e do Mistério do Graal que aí teve a sua origem) e do Rio Guadiana (ou da deusa Dana, evocação dos primitivos Tuatha de Danand ou o “Povo de Dana” de que descendem os Cúneos) está, com efeito, Sagres, expressivo do Chakra Sacro ou Raiz de Portugal, Usina de Kundalini, escoadouro ou portal do Laboratório do Espírito Santo, como seja a mesma Shamballah ou Sol Oculto da Terra, promontório eleito pelo Infante Henrique de Sagres para cogitar no silêncio solene, só interrompido pela voz incessante e madorra do oceano, sobre a Conquista Espiritual do Mundo, enviando as caravelas de Cristo, a sua Cavalaria do Mar à demanda do Grande Ocidente. Ele, o Infante Navegador, Avatara Parcial de Shiva, o Espírito Santo que sopra sobre as Águas do Oceano da Vida, e com isto a região Sul do País ficou assinalando o Buda Terrestre, Mitra-Deva, dispondo-se sob a égide de Xadú, o Filho assinalado em Sagres (Sacrum). Pela Vontade de Deus posta em Actividade, do Seio da Terra subiram 111 dos 777 Manasaputras chefiados pelo próprio Infante Henrique de Sagres, ou melhor, este como expressão humana do divino Mitra-Deva.

Manasaputra e Sintra

Os Manasaputras, evocados pela Igreja na “Ladainha de Todos os Santos” como Vas Insigne Devotioni, são os “Vasos Insignes de Eleição” filhos do Mental Cósmico (Mahat), criações mentais dos Kumaras na 3.ª Raça-Mãe Lemuriana. Como Corpos Eucarísticos ou Veículos Imortais, constituem as Vestes Átmicas ou Espirituais da Tríade Superior como Essência da “Personalidade” do Terceiro Logos. Adormecidos no Mundo das Formas, estão bem Despertos em si mesmos para o Mundo Informe, puramente Espiritual. No seu estudo já citado, diz Roberto Lucíola:

“Os Manasaputras são formas angelicais que deram aos homens, nos meados da 3.ª Raça-Mãe, princípios que os elevaram, segundo JHS, à categoria de deuses encarnados. Encerram em si todas as experiências do Passado.

“No actual momento cíclico, o conceito das Hierarquias Criadoras e a sua influência sobre a Humanidade é que explica o trabalho que se vem realizando, ocultamente, pela Obra da Divindade na Face da Terra. Além de abrir perspectivas do que seremos futura e remotamente. São Seres físicos que, a grosso modo, servem de sacrários para as Almas e os Espíritos sendo de uma tal magnitude que estão acima da compreensão humana. Contudo, embora os seus veículos sejam de natureza física, trata-se do físico mental que difere daquele que nós conhecemos, pois refere-se a sub-planos da Matéria ainda não activados no actual Ciclo evolucional.

“São Almas e Corpos que são animados por Espíritos Cósmicos, Kumaras, que encerram as experiências dos Manuântaras do Passado e vêm animar as novas Cadeias que, sucessivamente, surgem na marcha inexorável da Vida. São Seres poderosos, imortais, eternos, portanto, nada têm de humanos que são entidades não passando de simples aglomerados de forças elementais encadeadas, repositórios de karmas passados. Estes Seres são expressões gloriosas das experiências onde já tinham atingido a plenitude do Ser e a consciência da Eternidade. Em suma, representam a Vitória de Deus manifestado.

vas insignis devotionis

“Os Manasaputras, conhecidos também por os Adormecidos, são os Vasos Sagrados onde são depositadas as experiências de todas as Hierarquias, principalmente da Jiva ou Humana, que lhes tributam os seus esforços positivos.

“Quando se diz que é no Presente que se forja o Futuro, esta assertiva é muito mais profunda do que parece à primeira vista. Para sabermos como esta Lei funciona, temos que compreender o que se encarnará futuramente numa próxima vida. Na realidade, o que encarna são os nossos restos kármicos, ou seja, aquilo que criamos na nossa vida presente. Portanto, não será propriamente nós que vamos encarnar, mas as causas geradas por nós com os nossos pensamentos, emoções e acções. Daí a vigilância permanente que devemos ter em relação ao nosso comportamento aqui e agora, para não termos arrependimentos e sofrimentos futuros. É, em virtude disso, que se afirma que os Manasaputras são os Filhos do Mental e que depois de já terem realizado um trabalho no Mundo, estão resguardados no Seio da Terra. Não estão como múmias, mas como Seres bem vivos tendo as suas respectivas expressões bem actuantes entre os homens, realizando um trabalho de natureza transcendental.

“A Hierarquia Assura (Kumara), usando uma faculdade chamada Kriyashakti pelos Iniciados hindus, criou as Almas dos Munindras. Por isso, as Estâncias de Dzyan fazem referências aos chamados Filhos da Yoga, pois o poder de criação mental não deixa de ser uma Yoga de altíssimo valor, privilégio daqueles que já atingiram alto grau de consciência iniciática. As Almas dos Munindras foram geradas por Seres Imortais, portanto, elas mesmas fadadas, também, a serem Imortais algum dia como os seus Progenitores Divinos. Também algum dia nos iluminaremos e ocuparemos o nosso Vaso de Eleição, o Manasaputra, no qual vertemos todas as experiências positivas. Este facto está ligado ao Mistério do Santo Graal.

“Assim, o que chamamos de Eu Superior necessita apropriar-se de todas as experiências relacionadas com os Planos Inferiores deste Sistema Planetário, para deles adquirir plena consciência. É indispensável, para essa Essência Espiritual, extrair da forma, da emoção e do raciocínio tudo quanto possa ser útil ao conhecimento da sua natureza total, a fim de se tornar um Ser Integral, com plena consciência do Todo.”

Na região Centro de Portugal o Norte e o Sul encontram-se e fundem-se num espécie de Metástase Avatárica, tal qual sucede na orgânica da Ordem do Santo Graal onde a Ala dos Cavaleiros à direita do Altar (configurando o Norte) e a Ala dos Arqueiros à esquerda do mesmo (prefigurando o Sul), acabam encontrando-se ao Centro (diante do Altar), na união com a Ala dos Goros (Sacerdotes). Estes estando para a Energia Satva ou do Espírito, os Cavaleiros para a Energia Rajas ou da Alma, e finalmente os Arqueiros para a Energia Tamas ou do Corpo. Por isso os seus trajes canónicos são nas respectivas cores Amarela, Azul e Vermelha. No todo, constituem a Guarda do Santo Graal.

Precisamente a norte de Lisboa está a Serra Sagrada de Sintra, ponto de encontro de todos os mistérios e revelações, o natural Altar de Allamirah, a Mãe Divina que sendo Alef se manifesta como Akasha repleto de Prana, ou seja, o Éter carregando a Energia Vital – o azul celeste da Mãe Divina e Rainha do Mundo se encontrando com o dourado profundo do Pai nascido na Terra como Filho – que anima a tudo e a todos e onde Fohat e Kundalini se encontram e “temperam” na mais mística das bodas ígneas aí mesmo, nesse lugar sagrado fazendo as vezes de Sanctum Sanctorum da Mãe-Terra que no Homem é o Coração. Este Coração vem a ser a lídima expressão do Graal-Consciência, de quem o Graal-Objecto é símbolo. Para aquele ficando a alegoria do Coração Iluminado, para este a da Pomba do Espírito Santo, a Ave de Hamsa descendo, ou seja, a Revelação.

Cavaleiro do Santo Graal, Galaaz ou Cristo da Casa de Avis (Siva ou Shiva, anagramaticamente), ele próprio Grão-Chefe Temporal da Ordem de Mariz (Avis Raris in Terris…), foi o Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, depois Frei Nuno de Santa Maria fazendo de Avatara Momentâneo de Vishnu manifestado no Buda Humano, Apavana-Deva, este como a Alma Universal do mesmo Maitreya, cujo Corpo Eucarístico vem a ser Mitra-Deva. Por isso, Maitreya significa o “Senhor dos Três Mundos, Mayas, Malhas, Corpos”, mesmo que o seu nome ocidental seja bem outro com significado afim à Parúsia ou o seu Advento Final, para todo o efeito, o Christus Senhor do Céu, da Terra e do Inferno ou Inferius, o Mundo Subterrâneo indicativo da própria Agharta.

Tal como na coreografia e processamento ritualístico do Odissonai os pares de opostos se encontram na 4.ª linha mercuriana ou andrógina – a Vontade de Deus – assim também o Centro de Portugal corresponde ao mesmo fim, representado por 111 dos 777 Munindras integrados a seus Makaras ou Consciências Superiores, os quais são retratados na figura do próprio Nuno Álvares Pereira, o Santo e Guerreiro, isto é, tendo tanto de Profeta de Deus como de Gladiator da Divindade na defesa da “Terra de Luz” (Lux-Citânia), características dos Excelsos Akgorge e Akdorge, Avataras de Apavana-Deva e Mitra-Deva, o “Buda Aquático” e o “Buda de Fogo”. Por esse Trabalho Redentor de Agharta na Face da Terra levado a efeito pelos Munindras, é que considerei as letras do nome S.I.N.T.R.A. como alusivas da mais que significativa frase Serviço Intenso No Trabalho Redentor (da) Alma.

Inclusive nas danças e cantares populares estremenhos revela-se a influência oculta da 4.ª linha do Odissonai, onde Ulisses e Ulissipa, esta descendo e aquele subindo, finalmente se encontram e unem no mais perfeito e apoteótico dos consórcios amorosos. Com efeito, no Bailarico Saloio cantam e dançam oito pares (8 linhas…) que volteando vão ao centro, recuam e voltam a fazer roda em volteio três vezes para a direita, outras tantas para a esquerda e indo ao centro. Não é isto por demais significativo, sobretudo para quem já presenciou o desenrolar da mecânica do excelso Ritual Maior da Obra Divina de Akbel ou JHS?

Munindra ou Muni de Indra, o verdadeiro Discípulo do Fogo Sagrado da Mente e do Coração do Mestre revelado, assim mesmo a Ele integrado, é aquele em quem, ainda segundo o saudoso amigo Roberto Lucíola, desta vez em seu estudo Maitreya datado de Novembro de 2005 (Caderno Fiat Lux n.º 44), “o esplendor do Espírito ou Mónada que potenciou traz em si todos os valores da Divindade de onde se originou, e irá se ampliar às custas dos diversos segmentos que formam o Ser humano. No processo de retorno à Casa do Pai a Luz Espiritual iluminará, primeiramente, o Corpo Mental, por ser este veículo o mais próximo da Luz Interior, que esclarecido e escudado por uma poderosa Vontade transmitirá esses valores ao Corpo das Emoções, ou Corpo Astral, que bafejado pela Luz Interior sofrerá profundas alterações vibratórias, fazendo desabrochar no campo da consciência emocional o Amor iluminado pela luz da Razão. Em outras palavras, dotará as criaturas humanas do Amor-Sabedoria, apanágio dos que vão formar a futura Humanidade de Maitreya.

“Após a união do Corpo Mental com o Corpo Emocional, como uma decorrência natural do processo iniciático, finalmente chegará a vez do veículo mais grosseiro, que é o Corpo Físico, ser bafejado pela Luz Espiritual, o que consiste numa verdadeira Metástase ou Eucaristia, tornando o Corpo Físico um verdadeiro Templo que abrigará a Divindade Monádica. Em primeiro lugar, a Luz envolverá a região mais nobre e sensível do corpo, ou seja, o cérebro, ou mais precisamente as glândulas aí enquistadas, para daí irradiar-se para os demais centros glandulares e energéticos, localizados em determinadas regiões do nosso universo físico.

“Os que lograrem atingir a união do Espírito – Alma – Corpo, tornar-se-ão Seres plenamente realizados. Efectuaram o Casamento Místico das tradições Rosa+Cruzes, que consiste na fusão da Alma, que expressa o Princípio Feminino ou Lunar, com o Espírito, que expressa o Princípio Masculino ou Solar. Passaram, portanto, a pertencer à Hierarquia dos Andróginos Perfeitos, precursores da Nova Era de Maitreya de há muito anunciada pelas mais sagradas tradições.”

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Por fim, para que todos fiquem cientes, definitivamente informados sobre o momento do Advento de Chenrazi Aktalaya Maitreya Budha sobre a Terra, a consumação da Parúsia Universal na Pessoa do Cristo da Nova Era esplendendo sobre o Mundo, fazendo-o despertar primeiro em si mesmos para que depois Ele se revele, pois sem ouvir primeiro o Mestre Interno jamais se compreenderá o Mestre Externo, arredando definitivamente quaisquer datas espúrias nascidas da fantasia crencista da impuberdade humana, restam as divinas e decisivas palavras do Venerável Mestre JHS, que também afirmam Portugal como o Presente da Obra de Deus garantindo a sua plena realização no Brasil Futuro, poucos importando os incidentes humanos provocados por esparsas personalidades ainda desencontradas com a Lei no ocaso das suas existências interiormente imaturas:

Os sinais que os homens estão procurando confundir com os do Céu, nenhum valor possuem. O único e verdadeiro Sinal do Céu é aquele a que já me referi e que anunciará, durante três dias, a Vinda de Maitreya. São justamente os dois Diademas: a Serpente Irisiforme e o Olho do Supremo Arquitecto, centralizando duas pestanas de cílios dourados. Este é o Grande Mistério. Vós outros deveis estar alerta para o Grande Dia, trabalhando com Afinco, com Amor e Respeito de acordo com a Nova Ordem. Nada que se apresentar na Face da Terra, na actualidade, é perdurável; tudo é falso. Os próprios tronos dentro em breve cairão, como simples castelos de cartas.

Marchemos para diante, sob a égide do Amor e da Mente Universal.

Kumaras! Ou Filhos do Éter. Makaras! Ou Filhos do Fogo. Assuras! Ou Filhos do Hálito. Cada qual em seu lugar, mas todos dignos de entoar o Cântico dos Cânticos! Louvado seja o Nome do Eterno!

É dever, pois, dos Veneráveis Makaras conhecer a fundo o Movimento Cíclico, ou de Maitreya, no preparo do 8.º Ramo Racial, ou dos 10.000 anos do qual o mesmo Ser, como Único, toma o nome de Apavanadeva, por ser do signo de Aquarius.

Melki-Tsedek Zau Crav Bel Ziat Deva-Pis!

(Melki-Tsedek saúda e se congratula com os seus Filhos, no raiar do Novo Ciclo!)

OBRAS CONSULTADAS

Henrique José de Souza, Cartas-Revelações do ano 1941. Livro do Graal (1950). Livro do Perfeito Equilíbrio (1954). Livro do Ciclo de Aquarius (1958). Livro de Tsong-Kapa – B (1962).

Vitor Manuel Adrião, Portugal, os Mestres e a Iniciação. Via Occidentalis Editora, Lda., Lisboa, Agosto de 2008.

Vitor Manuel Adrião, Terra Nostra – Os Mestres e a Iniciação. Madras Editora Ltda., São Paulo, 2013.

Vitor Manuel Adrião, A Teurgia e a Fraternidade Espiritual Portuguesa. Edição Comunidade Teúrgica Portuguesa, Sintra, 2011.

Vitor Manuel Adrião, As Forças Secretas da Civilização (Portugal, Mitos e Deuses). Madras Editora Ltda., São Paulo, 2003.

Roberto Lucíola, Manasaputras e Matra-Devas. Caderno “Fiat Lux” n.º 16, São Lourenço (MG), Agosto 1998.

Roberto Lucíola, Maitreya. Caderno “Fiat Lux” n.º 45, São Lourenço (MG), Novembro 2005.

J. Van Der Leeuw, O Fogo Criador. Editora Pensamento, São Paulo, 1964.

René Guénon, A Grande Tríade. Editora Pensamento, São Paulo, 1989.

J. Pinharanda Gomes, S. Nuno de Santa Maria – Nuno Álvares Pereira (Antologia de documentos e estudos sobre a sua espiritualidade). Editora Zéfiro, Sintra, Março de 2009.

Pedro Homem de Mello, Danças Portuguesas. Lello & Irmão Editores, Porto, 1962.

Ordem e Rito de Melkitsedek – Por Vitor Manuel Adrião Segunda-feira, Jun 8 2015 

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MELKITSEDEK E PRESTE JOÃO

O nome Melkitsedek, ou antes, Melki-Tsedek, como é designado na tradição judaico-cristã, refere-se à função de “Rei do Mundo” na cúspide dirigente de toda a Evolução Planetária, sendo Aquele que está mais próximo de Deus – o Logos Planetário – de cuja natureza participa a ponto de se confundir com Ele, mesmo estando “como a personalidade humana está para a sua individualidade espiritual”, na mais pálida definição.

Na Bíblia, aparece a primeira referência a Melki-Tsedek no Génesis (XIV, 19-20): “E Melki-Tsedek, Rei de Salém, mandou que lhe trouxessem pão e vinho e ofereceu-os ao Deus Altíssimo. E bendisse Abraão (…) e Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”, instituindo-se a Ordem de que fala o Salmo 110, 4: “Tu és um sacerdote eterno, segundo a Ordem de Melkitsedek”. Este é assim definido por S. Paulo na sua Epístola aos Hebreus (VII, 1-3): “Melki-Tsedek, Rei de Salém, Sacerdote do Deus Altíssimo que saiu ao encontro de Abraão (…) que o abençoou e a quem Abraão deu o dízimo de tudo, é em primeiro lugar e, de acordo com o significado do seu nome, Rei da Justiça, e em seguida, Rei de Salém, isto é Rei da Paz; existe sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tem princípio nem fim a sua vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece Sacerdote para todo o sempre”.

É assim que o sacerdócio da Igreja cristã chega a identificá-lo à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, mantenedor da Tradição Apostólica que vem do Apóstolo Pedro até ao Presente. De maneira que o Sacrifício de Melki-Tsedek (o pão e o vinho) é encarado habitualmente como uma “prefiguração” da Eucaristia, pois que o próprio sacerdócio cristão se identifica, em princípio, ao Sacerdócio de Melki-Tsedek, segundo a aplicação feita a Cristo das mesmas palavras do Salmo 110, e que no Apocalipse vem a ser a “Pedra Cúbica” do Trono de Deus em que assenta a Assembleia ou Igreja Universal da Corte dos Príncipes ou Principais do mesmo Rei do Mundo.

O livro do Génesis e a epístola de S. Paulo aos Hebreus referindo-se a esse misterioso Soberano, levou a tradição judaico-cristã a distinguir dois sacerdócios: um, “segundo a Ordem de Aarão”, irmão de Moisés; outro, “segundo a Ordem de Melkitsedek”, instituído por Abraão e ministrado por Cristo. Este superior àquele, pois se liga do Presente aos Tempos do Advento do Messias, expressando os Apóstolos, os Bispos e a Igreja do Ocidente. E aquele vincula o Passado ao Presente, expressando os Profetas, os Patriarcas e a Igreja do Oriente.

Melki-Tsedek é, pois, ao mesmo tempo, Rei e Sacerdote. O seu nome significa “Rei da Justiça”, e também é o Rei de Salém, isto é, “Rei da Paz”. “Justiça” e “Paz” são precisamente os dois atributos fundamentais do “Rei do Mundo”, assim como do Arcanjo Mikael portador da espada e da balança, atributos iconográficos de natureza psicopompa indicativos do Metraton, nisto como intermediário entre o Céu e a Terra, entre Deus e o Homem, vindo a corresponder à presença indispensável do Paraninfo mercuriano ou Akbel que é quem carrega o Anel ou Aro como prova da Aliança eterna do Criador com a Criação e a Criatura, o que na Natureza tem a sua expressão lídima nas sete cores espectrais do Arco-Íris; assim, sempre que a Humanidade declina na sua evolução o Eterno envia a ela o seu “Filho Primogénito” para restabelecer a Boa Lei, anular a anarquia e a injustiça e restaurar a Ordem e a Justiça, ou seja, desde o Segundo Trono ciclicamente descem do Céu à Terra os Avataras ou Messias. O termo Salém designa a “Cidade da Paz”, arquétipo sobre que se construiu Jerusalém, e veio a ser o nome da Morada oculta do “Rei do Mundo”, chamada nas tradições transhimalaias de Agharta e Shamballah, correspondendo ao Paraíso Terrestre, ao Éden Primordial que a Mítica Lusitana insiste em identificar ao vindouro Quinto Império do Mundo, trazendo no bojo um Reinado de Felicidade e Concórdia com o Imperador Universal, Melki-Tsedek, a dirigi-lo.

Melki-Tsedek tinha o seu equivalente no antigo Egipto na função de Ptah-Ptahmer; na Índia, é chamado Chakravarti e Dharma-Rajah; os antigos Rosacruzes reconheciam-no como Imperator Mundi e Pater Rotan, e foi assim que a Maçonaria o reconheceu no século XVIII, consignando-o Maximus Superius Incognitus, para todo o efeito, o Imperador Universal.

Melkitsedek - Tomar

No século XII, na época do rei S. Luís de França, os relatos das viagens de Carpin e Rubruquis invés de usarem o nome Melki-Tsedek substituíram-no por Preste João, que morava num país misterioso no Norte da Ásia distante. Preste significa tanto “Pai” como “Presbítero”, e João é referência tanto ao Anunciador do Messias, João Baptista, quanto ao Apóstolo João Evangelista, que escreveu o Apocalipse, sendo referência óbvia ao Sacerdócio do Rei do Mundo, insistindo as três religiões do Livro (judaica, cristã e islâmica) que será por Ele que haverá um Reinado de Concórdia Universal sobre a Terra.

As primeiras notícias do Presbítero chegaram à Europa em 1145, quando Hugo de Gebel, bispo da colónia cristã do Líbano, informou o Papa da existência de um reino cristão situado “para lá da Pérsia e da Arménia”, governando por um Rei-Sacerdote chamado Iohannes Presbyter (João, o Presbítero, isto é, Sacerdote, Ancião) e que seria descendente de um dos Reis Magos que visitaram o Menino em Belém.

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O primeiro documento conhecido sobre esta misteriosa personagem, é a famosa Carta do Preste João endereçada em 1165 a Manuel Comneno, imperador bizantino de Constantinopla, assim como a Barba-Ruiva, imperador da Alemanha, e ao Papa Alexandre III, parecendo que o documento tem a sua origem em Portugal. Isto porque a versão mais antiga do texto original data dos finais do século XIV e encontra-se no Cartório do Mosteiro de Alcobaça, apesar de ter sido impressa pela primeira vez em língua italiana em Veneza, no ano 1478, na qual se inspiraram outras obras também na mesma língua, como a versão rimada do Tratacto del maximo Prete Janni (Veneza?, 1494), de Giuliano Dati, tudo próximo da época em que o viajante Marco Pólo regressou Oriente a Veneza e falou da existência do Preste João, como soberano da Igreja Etíope. Por outra parte, ao longo dos séculos XV e XVI apareceu uma série de cartas enviadas pelo Preste João da Índia aos soberanos portugueses (D. João II, D. Manuel I e até D. Sebastião que, diz-se, recebeu uma embaixada no Preste João nos seus paços em Santos-o-Velho, Lisboa), que por sua vez enviaram embaixadas à corte daquele, como foi o caso notável de Pêro da Covilhã, enviado de D. Afonso V.

O mito do Preste João foi amplamente divulgado pela Ordem dos Templários e serviu de principal impulsor do processo das Descobertas Marítimas pelos Portugueses, aparentemente com a intenção de incentivar à conquista cristã de novas terras e obter riquezas fartas, mas realmente estabelecer a ligação de Portugal com o Centro Primordial do Mundo, chamado indistintamente Salém e Shamballah.

MELKITSEDEK E SEUS MISTÉRIOS

Quando o Iluminado S. Paulo, na Epístola aos Hebreus, descreve que “Melki-Tsedek não tem pai, nem mãe e tampouco genealogia terrena”, impôs um enigma a decifrar, possibilidade exclusiva da Tradição Iniciática das Idades.

Ela identifica Melkitsedek como uma poderosa Entidade Cósmica da natureza de um Arqueu ou Assura, mais propriamente um Kumara ou Planetário, que há cerca de 18 milhões e meio de anos, decorria a 3.ª Raça-Mãe Lemuriana, projectou-se desde o 5.º Globo da 5.ª Ronda da 5.ª Cadeia de Vénus no 4.º Globo da 4.ª Ronda da 4.ª Cadeia da Terra, passando a dirigir a sua Evolução e assim auxiliando ao Ishvara ou Luzeiro dirigente da nossa Cadeia ou Manvantara, sob cujo desígnio esse Planetário de Ronda ficou, e ficando conhecido nas tradições teosóficas como Sanat Kumara, o Chakra-Varti, ou seja, “Aquele em torno do qual tudo se move sem que Ele se mova”, isto é, “imutável na sua permanência dinâmica”.

Sobre o assunto, respigo umas quantas linhas a um texto teúrgico reservado que diz a dada passagem:

Foi durante a transição da 3.ª para a 4.ª Sub-Raça da 3.ª Raça-Mãe que veio firmar-se decisivamente em Bhumi (a Terra) a estrutura da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA com SANAT KUMARA à testa, faz cerca de 18 milhões e meio de anos, por altura da Grande Iniciação Colectiva do Género Humano conferida pelos SENHORES DE VÉNUS, os PITRIS KUMARAS, provenientes da mesma Vénus (ou Shukra), alter-ego da Terra e uma Cadeia adiante desta.

Isso correspondeu à acção empreendida por ARABEL (o 5.º Luzeiro) e a sua Corte de MAKARAS e ASSURAS em coadjuvarem na Evolução Humana, pelos motivos kármicos suscitados por LUZBEL (o 3.º Luzeiro) na anterior Cadeia Lunar.

A formação de uma Grande Loja de Deuses humanizados na Terra, os quais vieram a iniciar os humanos mais adiantados da Raça Lemuriana e que adentraram a Raça seguinte, a Atlante, já como Adeptos Perfeitos, essa formação ou estruturação viria muito mais tarde, durante a 5.ª Raça Mãe Ariana, a ser designada pelos Adeptos e Iniciados da Soberana ORDEM DE MARIZ de PRAMANTHA ou CRUZEIRO MÁGICO A LUZIR.

Diz a Tradição Iniciática das Idades que 888 Deuses humanizados advieram sobre a Terra acompanhando o divino SANAT KUMARA, tendo sido então que Ele se entroncou decisivamente aos destinos deste 4.º Globo tornando-se o 4.º REI DO MUNDO, MELKITSEDEK, ROTAN, CHAKRAVARTI ou PLANETÁRIO DA RONDA. Coadjuvaram-no na manifestação avatárica sobre a Terra, ocupando o Animal Esfingético que AKBEL lhe cedeu, os seus 3 Irmãos Kumaras das 3 Rondas anteriores de Bhumi. Sanat Kumara, por seu turno, era na época um Avatara de ARABEL – LUZEIRO DE VÉNUS.

Foi Ele quem deu início à Grande Loja Branca dos Mestres Justos e Perfeitos, essa que na Índia é chamada de SUDHA-DHARMA-MANDALAM, “Excelsa Fraternidade Branca”, no Tibete de Confraria dos BHANTE-JAULS, “Irmãos de Pureza”, distinguidos pelas suas roupagens e faixas amarelas-azuis, e que a Igreja Cristã cognomina devotamente de COMUNHÃO DOS SANTOS E SÁBIOS.

Esquema da Hierarquia Planetária

O Professor Henrique José de Souza referiu-se a essa Excelsa Fraternidade dos Mestres Espirituais do Mundo, em um texto publicado numa antiga revista “Dhâranâ”, como sendo a Maçonaria Universal ou a Igreja de Melkitsedek:

Há uma antiga tradição que afirma a existência, no Mundo, de uma Igreja Secreta, que torna a ligar (religo, religare, religio, religione ou religião) o homem a Deus, sem necessidade de sacerdócio nem outro qualquer intermediário. Todo o ser iluminado, directamente ou por iniciação, desde que esteja de posse de certos mistérios, faz parte do Culto, que tem o nome velado de Igreja de Melkitsedek. Tal Culto sempre existiu, por ser o da mais preciosa de todas as religiões, ou seja: a da Fraternidade Universal da Humanidade.

A sua origem procede dos meados da 3.ª Raça-Mãe, pouco importa o seu nome naquela época se, com o decorrer dos tempos, recebe o de Sudha-Dharma-Mandalam na antiga Aryavartha – a nossa Mãe-Índia – mas, para todos os efeitos, Excelsa Fraternidade, quer na razão de sua existência – por ser composta dos verdadeiros Guias ou Instrutores Espirituais da Humanidade – quer pela sua vitória sobre o que se concebe como Mal, na Terra, se ao lado do Planetário (a Força Cósmica dirigente do nosso Globo… em forma humana, aparte as opiniões contrárias) – após a tremenda queda que teve lugar na decadência atlante de que tanto nos temos ocupado, embora que de modo velado – tiveram os seus primeiros componentes de combater as referidas “Forças do Mal”, sem falar na sua própria transformação de homens vulgares em semideuses.

Por isso é que tal Fraternidade ou “Culto Universal” – que a bem dizer é o do Amor, da Verdade e da Justiça entre todos os seres da Terra – se compõe de 7 Linhas, cada uma delas com o respectivo Raio, na razão dos próprios Astros ou Planetas. Donde os seus Chefes, Reis ou Guias serem Seres tão elevados que bem se podem comparar aos mesmos Dhyan-Choans ou “Logos Planetários”. Na Índia, o termo Maha-Choan é dado aos mais elevados entre tais Seres, enquanto outrora, no Egipto, recebiam o nome de Ptahmer. São os mesmos “Goros do Rei do Mundo”, nas escrituras transhimalaias.

Como Guias ou Instrutores dos Homens – pouco importa se, para muitos, de modo invisível – não podiam deixar de possuir “regras especiais”, se Eles, por sua vez, além de guiados por aqueles Sete referidos Seres o são ainda por Outro mais elevado, que se firma por detrás de tudo isso, em forma Ternária. O seu Santuário, digamos assim, é aquele mesmo APTA, “creche, manjedoura, presépio, lugar onde o SOL nasce” e quantos nomes o mesmo possui desde os memoráveis tempos da Atlântida, se ali era representado como “8.ª Cidade”. Razão de tal Ser ser considerado, ao mesmo tempo, Uno e Trino, como “Rei dos Reis”.

Os mesmos gnósticos reconheciam o número 888 – ou 8 vezes o misterioso 111 – como “Número Crístico”, embora que o resto seja proibido revelar.

O mesmo René Guénon, em sua obra Le Roi du Monde – pois que teve como Guru ou Mestre famoso rabino – diz o seguinte, a respeito de tão Excelsa Organização: “O Chefe de uma tal organização é o próprio Manu, que poderá legitimamente possuir ou encarregar a outro desse seu título e demais atribuições”.

Diz ainda a Tradição Iniciática das Idades que a tríplice Pedra de Fundação da Excelsa Fraternidade é alegorizada pelo Trigo ou Cereal, Mel ou Abelha e Formiga que os Senhores de Vénus trouxeram como dádiva para a Terra, no fundo assinalando os três Caminhos ou Margas por que o Homem evolui, ou seja, Trigo para Jnana-Marga (Conhecimento), Mel para Bhakti-Marga (Devoção) e Formiga para Karma-Marga (Acção). Acerca disto, disse o Professor Henrique José de Souza:

Pão substancial, que tanto a ricos como a pobres alimenta, aquele que é feito puramente com TRIGO, como o mais precioso de todos os cereais, se as próprias escrituras sagradas – desde tempos imemoriais – o incluem na vida de todos os Itinerários místicos, ou sejam as excelsas figuras dos Manus conduzindo os seus Povos à Terra Prometida, se aquelas donde vinham começavam a ser destruídas… pelo mesmo ciclo em franca decadência para um outro portador de melhores dias para os eleitos, que são sempre os que ficam fiéis à Lei!

Escrituras mais antigas ainda, formam uma Tríade espiritual entre o TRIGO, o MEL e a FORMIGA “trazidos pelos Senhores de Vénus para a Terra”, cujo simbolismo é: o TRIGO como alimento sintético para o Corpo; o MEL, que tanto vale pela “ambrósia dos Deuses”, alimento da Alma, ou “Pão espiritual”, embora que o Espírito propriamente dito seja o responsável directo pela sua evolução, segundo aquela judiciosa afirmação de Plutarco de que “enquanto vivemos na Terra, o nosso Corpo a ela pertence (“volta à terra o que à mesma pertence”… pois que pó és e em pó te tornarás), a Alma à Lua e o Espírito ao Sol”, o que vale por “três Pessoas distintas e uma (UNIDADE) só verdadeira”…

Quanto à FORMIGA, o próprio Karma que obriga o Homem “a ganhar o pão com o suor do seu rosto”, na ampla extensão das suas sete interpretações cabalísticas, sejam materiais ou físicas, científicas, filosóficas ou religiosas, etc., etc.

Na Vedanta, são os 3 Caminhos que conduzem o Homem à Meta desejada: Jnana, ou do Conhecimento, Iluminação, Sabedoria Perfeita, por outro nome, TEOSOFIA; Bhakti, Amor, Devoção, etc., porém no seu verdadeiro sentido, que é o equitativo para todos os seres da Terra. Nenhum ideal superior ao da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de crença, casta, cor, etc. E finalmente o terceiro ou Karma, como Acção e Reacção, Compensação, Distribuição, etc., na razão do “quem com ferro fere, com ferro será ferido”, símil também do “dente por dente, olho por olho”. É o Caminho central por onde palmilha a Humanidade inteira, justamente por se ter afastado dos dois Caminhos laterais, como as duas conchas da Balança de onde Karma é o fiel.

Essas três Dádivas dos três KumarasDhyananda, Sujat, Sanatana – trazidas para a Terra pelo quarto Sanat, têm correspondência simbólica com as três Oferendas trazidos pelos três Reis Magos ao Menino Deus, o Cristo, nascido no Apta presepial e jina da Gruta de Belém, tanto que eles eram os respectivos avataras desses Deuses Primordiais, mas aí como “Kumaras Secundários” ou Humanos rendendo Homenagem ao “Rei dos Reis”, o Imperador Universal como Sacerdote Eterno da Ordem de Melkitsedek, da qual é o Coração FlamejanteJefffersus, o Christus.

Ordem de Melkitsedek ou Excelsa Fraternidade Branca, tanto vale, sendo que os principais 49 Adeptos Independentes da mesma perfilam-se Apóstolos do Cristo Universal, o mesmo Chenrazi Aktalaya Maitreya – hoje Manuel Gonçalo Budha; Gonçalo ou “Deus Salve” e Emmanuel, Manuel ou El Manu, tanto vale – expressando fidedignamente Melkitsedek desde o Coração da Terra, Agharta, sobre o Corpo da mesma, toda a Face do Globo, palco do Teatro da Evolução de tudo quanto nele vive.

Os três Reis Magos, expressando a Trindade Aghartina na cúspide do Governo Oculto do Mundo, ofereceram ao Avatara do Ciclo de Piscis: Mahima ou Melchior (“Meu Rei é Luz”) depõe aos pés de Cristo o Ouro e saúda-o como Rei (Adonai-Tsedek ou Karma-Tama); Mahanga ou Gaspar (“Aquele que vai vigiar”) oferece-lhe Incenso e saúda-o como Sacerdote (Kohen-Tsedek ou Dharma-Raja); Brahmatmã ou Baltasar (“Deus manifesta o Filho”) dá-lhe a Mirra, perfume de Vénus como bálsamo da incorruptibilidade, e homenageia-o como Profeta (Melki-Tsedek ou Rigden-Satva).

As Dádivas dos Senhores de Vénus têm eco no episódio inicial do Antigo Testamento com Abraão prestando o dízimo do Karma da sua Raça a Melkitsedek, enquanto no Novo Testamento tem-se o episódio secundário das Oferendas dos Reis Magos a Jesus Cristo. Reflectem, respectivamente, a Iniciação e a Confirmação, a Realeza e o Sacerdócio do Senhor do Mundo. Ao todo, seis dádivas assim inter-relacionadas:

MEL – MIRRA = ESPÍRITO

FORMIGA – INCENSO = ALMA

TRIGO – OURO = CORPO

E Melkitsedek agracia Abraão ou Ab-Ram com o Rito do Pão e do Vinho, ministério confirmado por Cristo aquando da Última Ceia ao ungir o Vinho do Céu e o Pão da Terra, este expressando ao Planetário e aquele ao Luzeiro.

VINHO = LUZEIRO (CÉU)

PÃO = PLANETÁRIO (TERRA)

Depois de ter recebido o Ministério de Melkitsedek, Abraão teve a visão de Deus em Siquém, junto ao carvalho de Moré. Mas Siquém é Sikkim, a “Essência Avatárica”, e portanto significará que alcançou a Iluminação Integral nesse lugar cananeu. Facto reforçado pelo simbolismo do carvalho, indicativo de Templo ou “Lugar Sagrado”, de Moré, antes, Moreb, “onde o Sol se põe”, ou seja, Occidens, o Ocidente em cujo extremo ocidental do Mundo está hoje a outra Montanha Sagrada de Moreb… em pleno coração do Brasil, a Brasa do Fogo Sagrado.

No texto teúrgico citado mais atrás, fala-se no “Animal Esfingético” ou a Esfinge cuja forma foi animada durante algum tempo por Sanat Kumara, nesses tempos longínquos da Lemúria. Razão porque os antigos egípcios reconheciam o divino Ptahmer na figura da Esfinge, já não em carne mas de pedra, contudo, o mais perfeito símbolo sintético da Evolução dos 4 Reinos Naturais, ao mesmo tempo exprimindo as 4 Hierarquias Criadoras afins ao desenvolvimento dos mesmos.

Com efeito, as quatro características anímicas ou animais dessa figura fabulosa estão igualmente patentes na Bíblia, tanto nos 4 Animais da “Visão de Ezequiel” quanto nos animais iconográficos dos 4 Evangelistas. Essa simbologia da Esfinge é notável porque representa o Universo vivente. De maneira que prefigura as 4 Cadeias ou Manifestações Cósmicas por que a Terra já passou: as asas de Águia alegorizam a 1.ª Cadeia de Saturno (onde se desenvolveu a Hierarquia dos Assuras ou Arqueus, correspondendo ao estado Mineral da Humanidade); as garras de Leão representam a 2.ª Cadeia Solar (onde evoluiu a Hierarquia dos Agnisvattas ou Arcanjos, a ver com o estado Vegetal da Humanidade); a cabeça de Homem e seios de Mulher (desde logo denotando a sua característica Andrógina) assinalam a 3.ª Cadeia Lunar (a dos Barishads ou Anjos, os Progenitores da Humanidade que então estava no estado Animal); os flancos de Touro assinalam a actual Cadeia Terrestre (onde evolui a Hierarquia Jiva ou Humana). A Esfinge por inteira simboliza, pois, a Unidade Imperecível, o Andrógino Alado – cujo modelo de perfeição é o próprio Melkitsedek como Kumara ou “Caprino” no topo do esquema de Evolução Planetária – que haverá de caracterizar a 5.ª Cadeia de Vénus (da Terra) ainda em formação.

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Sendo o Planetário da Ronda em que se reflecte o Logos da Cadeia, Melkitsedek é o “Grande Chakra”, o Chakravarti no qual o Logos Planetário manifesta-se como Deus agindo pela sua Consciência, assim idealizando e dirigindo toda a Evolução dos 4 Reinos na actual 4.ª Ronda a qual vem a reunir a experiências das 3 Rondas anteriores, perfazendo a Natureza inteira como ora se vê no Mineral, no Vegetal, no Animal e no Hominal. Tendo o seu Corpo Flogístico presente no Centro Ígneo do Mundo – Shamballah – servindo de “Regato Vital”, “Capa” ou intermediário entre a Hierarquia Planetária e a Divindade da Terra, Melkitsedek reparte-se em 5 partes pelos diversos Reinos corporificando-se o próprio Tetragramaton como Pentalfa Luminoso. Senão, vejamos:

Face da Terra – Sexo – Pritivi (Terra) = Sol em Escorpião

Badagas – Baço – Apas (Água) = Lua em Caranguejo

Duat – Estômago – Tejas (Fogo) = Marte em Balança

Agharta – Coração – Vayu (Ar) = Saturno em Virgem

Shamballah – Cabeça – Akasha (Éter) = Vénus em Leão

“Vénus em Leão” equivale à Mãe Divina, corporificando o Terceiro Aspecto do Logos como Espírito Santo, agindo por seu Divino Filho, o Cristo Universal “aparelhado” ao próprio Rei do Mundo, por em sua função ser o Supremo Instrutor de Homens e Anjos. Pois bem, a Cabeça Coroada pelo resplendor espiritual do Chakra Sahasrara (Coronal) de Melkitsedek em Shamballah reparte-se em cinco quintos, onde cada 1/5 vem a representar a Evolução já realizada por um Reino da Natureza desde o seu início na Terra até ao momento actual, dirigida pelo mesmo Rei do Mundo, arquétipo universal das realizações já alcançadas e a alcançar pelos 5 Reinos da Natureza. Assim, tem-se:

1) 1/5 na parte traseira ou hemisfério cerebral esquerdo representando a Pedra Sagrada AG-ZIN-MUNI de MANU, síntese de todas as experiências evolucionais do Reino Mineral;

2) 1/5 na parte traseira ou hemisfério cerebral direito representando a Árvore Sagrada MAG-ZIN-MUNI de YAMA, síntese de todas as experiências evolucionais do Reino Vegetal;

3) 1/5 na face dianteira esquerda ou feminina representando o Animal Sagrado TUR-ZIN-MUNI de KARUNA, síntese de todas as experiências evolucionais do Reino Animal;

4) 1/5 na face dianteira direita ou masculina representando o Homem Sagrado RABI-MUNI de ASTAROTH, síntese de todas as experiências evolucionais do Reino Hominal;

5) 1/5 no cerebelo central ou andrógino representando o Anjo Sagrado ASTAR-MUNI de ARDHA-NARISHA, síntese de todas as experiências evolucionais do Reino Espiritual.

Com efeito, até 26 de Maio de 1948 quem dirigiu os destinos da Terra foi o 4.º Kumara Sanat, agindo sobre a Terra através do seu veículo físico Rigden-Djyepo (“Rei dos Jivas”), ambos na representação do 4.º Ishvara Atlasbel. Daí em diante, os destinos do Mundo passaram a estar sob o comando do 5.º Kumara Ardha-Narisha, actuando na Terra através do seu veículo físico Akdorge, ambos na representação do 5.º Ishvara Arabel. Assim, o Futuro começou a tomar forma no Presente, através das projecções do mesmo pelos Deuses de Shamballah agindo neste 4.º Globo. Em consequência disso, em 1 de Julho de 1948 a 4.ª Hierarquia Humana ficou definitivamente formada e firmada na Terra, como informam os anais reservados da Grande Loja Branca.

Esquema de Evolução

MELKITSEDEK E O SANTO GRAAL

O Rito de Melkitsedek é perpetuado sobre a Terra pela Ordem do Santo Graal, que desde tempos longínquos e através de variadas expressões místicas e filosóficas manifesta a sublimidade da sua presença fincando sobre o Globo as Glórias de Deus decorrendo no seio do mesmo, vindo a Taça Sagrada a representar o próprio Espírito Santo como Mente Universal cuja demanda última é a absorção do templário peregrino na mesma, assim realizando a maior das conquistas: a verdadeira Realização Espiritual.

Para a espiritualidade ocidental o Santo Graal ou Saint Vaisel é ligado à Taça Sagrada onde Jesus Cristo bebeu na Última Ceia, antes do Calvário, e neste José de Arimateia com essa mesma Taça recolheu o Sangue Real do Salvador.

A Tradição Iniciática informa que após a Tragédia do Gólgota o Santo Graal foi recolhido a 7 Templos da Ásia, de certa maneira assinalados pelo Apóstolo S. João nas “7 Igrejas do Oriente”, e que depois disso, cerca do ano 985 da nossa Era, peregrinou por 7 Catedrais do Ocidente rumo ao quinto continente, a América do Sul, mais propriamente o Brasil. Essas 7 Catedrais Graalísticas, informa ainda a mesma Tradição, foram as seguintes:

1.ª) Abadia de Westminster, Londres, Inglaterra. Planeta: Saturno. Arcanjo: Kassiel. 12 Goros (“Sacerdotes”) mantendo 111 Anjos (“Devas”).

2.ª) Santa Maria Maggiore, Roma, Itália. Planeta: Vénus. Arcanjo: Anael. 12 Goros mantendo 111 Anjos.

3.ª) Catedral do Precioso Sangue, Bruges, Bélgica. Planeta: Júpiter. Arcanjo: Sakiel. 12 Goros mantendo 111 Anjos.

4.ª) Catedral de Santa Maria Maior (Sé Patriarcal), Lisboa, Portugal. Planeta: Mercúrio. Arcanjo: Rafael. 12 Goros mantendo 111 Anjos.

5.ª) Catedral de S. Pedro e S. Paulo, Washington, E.U.A. Planeta: Marte. Arcanjo: Samael. 12 Goros mantendo 111 Anjos.

6.ª) Catedral da Cidade do México, México. Planeta: Lua. Arcanjo: Gabriel. 12 Goros mantendo 111 Anjos.

7.ª) Basílica do Salvador, S. Salvador da Bahia, Brasil. Planeta: Sol. Arcanjo: Mikael. 12 Goros mantendo 111 Anjos.

O trabalho iniciático executado secretamente nessas Catedrais tinha o nome de código, entre os Adeptos que o realizavam, de Setentrião. Mas nos dias de hoje já “Setentrião caiu”, logo, findou a sua Missão no Mundo… ela projectou-se para o seio da Ordem do Santo Graal cujos Mistérios da Iniciação relacionados com o Governo Oculto do Mundo, sob o comando de Melkitsedek, têm hoje o nome de código Ecce Occidens Lux!

Roteiro Catedrais do Graal

Na Idade Média a Tradição do Santo Graal foi associada ao mito do Rei Artur e os 12 Cavaleiros da Távola Redonda, cuja demanda era a da mesma Taça Sagrada. Apesar da lenda arturiana só tomar forma literária no fim do século XII com a actividade poética de Chrétien de Troyes, já antes ela fora espalhada pela Europa graças à divulgação feita por esses bardos itinerantes que eram os trovadores e jograis, fortemente protegidos pela Ordem dos Templários, cujo ponto de partida da disseminação não foi exactamente a Bretanha celta mas a Sintra mourisca, cujo Mouros ou Moryas, no século VIII, trouxeram para esta Serra aclamada Sagrada o culto do Vaso Djin ou Divino, associado a esse outro bíblico do rei Salomão, tradição que o conde D. Henrique de Borgonha, pai de Afonso Henriques, receberia do Islão em 1095, quando conquistou Sintra e logo a perdeu a favor dos almorávidas. Só 1147, com o exército de Afonso Henriques ajudado pelos templários, é que Sintra passou definitivamente a ser cristã, parte integrada neste mesmo Porto-Graal, como esse rei chamou ao País nascente.

Segundo a etimologia grega, a palavra graal provém de kratale e de kratêr e têm sido exploradas de variadíssimas maneiras. Desde graalz, grazale (provençal), significando “prato”, do suposto latim gradalis, “prato gradual”, ou que se serve gradualmente ou várias vezes, até à derivação “grato” e “agradar”. Esta é a interpretação cortês que chegou à actualidade. Por outro lado, o Santo Graal derivará de Sang Greal ou “Sangue Real” (de Jesus Cristo da linhagem real de David e Salomão) vindo dar San Grial e Saint Graal, em todo o caso, significado uma taça, um cálice, um prato ou pátena com que se fecha a boca do mesmo cálice, assim se identificando ao caldeirão mágico celta, ao vaso alquímico e mesmo ao útero gerador da Mulher o qual, na Natureza, é representado pela gruta sagrada.

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Etimologicamente, há também uma diferença entre Gral e Graal. O Gral é o almofariz, objecto de laboratório, onde são feitas certas misturas químicas. O Graal é a Taça Sagrada, e nela, naturalmente, são feitas as mais sublimes, espirituais e místicas fusões e sublimações alquímicas.

É assim que a influência dominante do Santo Graal nota-se claramente na:

1) Tradição Teúrgica, em que os Mistérios do Santo Graal são sinónimos de Tradição Iniciática das Idades.

2) Tradição Bizantina, encontrando-se equivalentes dos elementos do Rito do Graal na Missa de S. João Crisóstomo do rito bizantino, identificando o Rei-Pescador com Cristo, o Presbítero com o Espírito Santo e a Sacristia com a “Câmara do Graal”.

3) Tradição Druídica ou Celta, que vai buscar as origens do Graal aos ritos de fertilidade e aos mistérios de Elêusis.

4) Tradição Judaico-Cristã, que identifica o Graal com as relíquias do Velho Testamento depois transformadas em símbolos cristãos.

5) Tradição Persa, que identifica o Castelo do Graal com o Takh-i-Taqdis ou “Trono dos Arcos”, palácio acastelado mandado construído na Pérsia pelo rei Choroes II (590-628), e que vê no Graal o disco ou prato, actualmente no Museu Nacional de Berlim, onde foi gravada uma alegoria desse castelo persa.

6) Tradição Egípcia, onde o Castelo do Graal é identificado com a arca funerária ou barca fúnebre contendo os 14 pedaços de Osíris que Ísis havia recuperado.

7) Tradição Islâmica, que interpreta o simbolismo do Graal de acordo com o seu esoterismo, o Sufismo, enquadrando-o como o Vaso Djin.

8) Tradição Gnóstica, onde o Graal é interpretado como o Sacrum ou o símbolo sagrado representando o Mistério da Santíssima Trindade.

9) Tradição Hermética, em que o Graal é associado às doutrinas de Hermes Trismegisto no Corpus Hermeticum da Tábua Esmeraldina.

10) Tradição Cisterciense, cujo ideário contido na redacção da Quête du Saint Graal influenciou amplamente os seus e outros (beneditinos, carmelitas e franciscanos, inclusive) ideais monásticos.

11) Tradição Templária, ligada ao Culto do Sangue Real e de Cristo Ressuscitado, dando ampla difusão ao Nuevo Evangelio do cisterciense Joachim da Fiore.

12) Tradição Cavaleiresca, da qual se depreende a Tradição do Santo Graal patente tanto nos Quatro Livros de Linhagens ou Nobiliários como no Amadis de Gaula, dentre outros mais.

Quando na Idade Média o trovador Wolfram d´Eschenbach chamou “Pedra de Deus” (Lapsit Exilis) ao Graal, de imediato os alquimistas identificaram-no à “Pedra Filosofal”, que em última essência corresponde à verdadeira Realização Espiritual do Homem. E, em boa verdade, o Graal tanto é Pedra ou Ara, como Livro e como Taça, ou seja exprime tanto o Corpo, como a Alma e o Espírito de Santidade contendo a Quintessência da Sabedoria Eterna e do Amor Universal, reflectidos pela Omnisciência do Filho que traz consigo a Omnipotência do Pai e a Omnipresença da Mãe.

Sobre a questão da Demanda do Santo Graal, assim se expressou um preclaro Adepto Independente conhecido, no seio da Grande Loja Branca, pelo nome de Gamael ou Gamaliel:

O verdadeiro Homem é aquele que encontrou o Caminho do Graal!

O seu nome já não pertence a este mundo…

E a maldição lhe pese se ousar dizer o seu verdadeiro nome.

A “PORTA SANTA” DA SÉ PATRIARCAL DE LISBOA

Ao contrário de que se possa pensar, não são só as 4 basílicas maiores de Roma a ter “portas santas”. Como se pode ver no interior da Sé Patriarcal de Lisboa, entrando à esquerda, uma inscrição sobre a portada atesta a existência aqui mesmo de uma Porta Santa. No exterior, subindo a Rua do Aljube, junto à parede norte deste edifício está o outro lado da Porta. As explicações para a sua existência têm sido escassas e vagas, só sendo certo que dá acesso directo tanto ao interior da igreja como ao camarim do cardeal-patriarca, por uma outra porta lateral a essa dentro do seu pequeno espaço vedado.

Inquestionavelmente, esta é a Porta Santa da Sé de Lisboa, meritória da mesma por desde cedo ser sede devocional marcada pelo culto a Santa Maria Maior, tão antigo como o portal gótico da mesma. Essa consignação terá tomado maior força no século XVIII, quando o primeiro cardeal-patriarca D. Tomás de Almeida, em paridade com o rei D. João V, obteve do papa Clemente XI a autorização de fundação do Patriarcado de Lisboa, em 3.11.1716. Nesta data, a Sé Catedral foi elevada à dignidade Patriarcal da Mitra Portuguesa, desde logo mostrando-se oposta e até opositiva da Cardinalícia de Roma.

Se a Basílica de S. Pedro de Latrão, em Roma, tem uma Porta Santa, o Patriarcado português achou por bem que aqui, nesta sua Sede ou Sé de Lisboa, também a deveria ter. Sob pretexto de criação do camarim do patriarca, anexou-se-lhe a Porta Santa nos inícios de 1717, atitude reveladora de pressuposta Igreja Portuguesa independente da política da Igreja Romana, algo assim como se dissesse: “o que os romanos têm também os portugueses possuem”.

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A tradição das Portas Santas é muito antiga, a ponto de no século XII (1101) o bispo Diego Gelmírez a ter inaugurado na Catedral de Santiago de Compostela, por altura do Ano Santo (25 de Julho), e só depois, em 1499, o papa Alexandre VI a ter iniciado em Roma, decerto inspirado naquela outra Porta Santa existente em Jerusalém, vulgo “Porta do Sol, Dourada ou do Leão”, por onde Jesus passou no Domingo de Ramos e por onde haverá de passar, segundo a crença comum dos simples, o Messias futuro, o Salvador do Mundo.

Esta tradição liga-se à celebração do Jubileu, altura em que o papa ou o patriarca abrem as Portas Santas, comemoração celebrada em um Ano Santo, mas o que difere deste é a comemoração jubilar ser feita de 25 em 25 anos. Foi instituída de 100 em 100 anos pelo papa Bonifácio VIII em 22.2.1300, e de 25 em 25 anos pelo papa Paulo II em 9.4.1470.

O Jubileu celebrado nesta Sé lisbonense teria foros nacionais exclusivos à data da fundação do Patriarcado de Lisboa, como atesta o facto de após transposta a Porta Santa o cardeal-patriarca ver-se no meio da assembleia do templo, onde os fiéis prestam devoção à Mãe Divina, como seja o povo cristão de Portugal de quem ele, patriarca, emissário da Jerusalém Celeste cujo Portal Santo abriu, é o guia canonicamente eleito, no tempo de Jubileu transmitindo a Paz e a Reconciliação do Homem com Deus, Santa Aliança assinalada pela Taça Sagrada ou Santo Graal, mais real que fabuloso, por intercessão da Graça Divina de Maria.

Com efeito, toda a Porta Santa representa Maria, a “Porta do Céu” (Janua Coeli), a Rainha dos Anjos e Rainha do Mundo, assinalada pela Flor-de-Lis, expressiva da Realeza Divina, esculpida junto a esta entrada lateral para os aposentos secretos ou reservados do “Todo-Poderoso”, representado pelo cardeal-patriarca como o único com legitimidade canónica que a pode abrir e transpor, nesse rito de passagem cíclica da mortalidade à imortalidade.

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O patronímico “Todo-Poderoso” é assegurado pelas letras gregas Alfa e Ómega juntas gravadas nesta Porta, assinalando o “Princípio” e o “Fim”, indicativas do Todo-Poderoso Deus Senhor da Vida e da Morte por quem todas as coisas foram criadas e serão colhidas, segundo o Apóstolo S. João na Escritura Nova (Apocalipse, 1, 4-8), e o Profeta Isaías (44, 6-8) na Escritura Velha. Na Idade Média, o Alfa e Ómega adornam frequentemente a auréola do Juiz do Universo à direita e à esquerda da Sua fronte.

Essas duas letras gregas são muito usadas como adorno em túmulos cristãos, para indicar que o sepultado vira em Deus o princípio e o fim do seu propósito.

A maior das razões do Jubileu está no Advento sobre a Terra do Avatara Universal de Aquarius, no Dia do “Sede Connosco”, aquando a Porta Santa de Shamballah – matriz de todas as demais sobre Terra que a prefiguram – que a separa da Sétima Cidade Aghartina, for aberta pelo Rei do Mundo, já hoje Akdorge, o maior todos os Patriarcas ou Rishis, empunhando a Chave de Pushkara para dar saída à manifestação da Divindade na Augusta Pessoa de Maitreya.

Para a realização desse evento de abrangência planetária, muito concorreu o trabalho iniciático secretamente levado a efeito nesta Sé Catedral, com o seu nome oculto de Templo da Luz ou As Três Chamas, Lumes ou Luzes, sob a égide de Mercúrio – estampado no seu frontal, para quem tenha olhos de ver – e, portanto, do próprio Deus Akbel, Luzeiro de Amor temperando o Rigor de seu Divino Irmão Arabel.

Como o resultado, o produto final do trabalho avatárico realizado na Sede devocional de Lisboa, a Boa Lis como Lei Justa e Perfeita, trasladou-se, por imperativo cíclico, para o seio da Ordem do Santo Graal com o seu Santuário Português consagrado ao Cavaleiro das Idades Akdorge, também este Templo tem o seu Portal sacralizado pela presença invisível mas sensível do seu Guardião akáshico ou etérico, verdadeira “Estátua Viva” levando de nome Mahimam, o Gladiator, que no Passado se chamou Ulisses, o Navigator.

O Guardião Mahimam vem a ser o intermediário entre os Templários da Ordem do Santo Graal, que é a própria Agharta na Face da Terra, e o Porteiro de Shamballah, com a Espada Flamejante na destra e a Chave de Pushkara na sinistra, com o Tetragramaton aceso em seu peito, ou seja, Akdorge, portanto, Melkitsedek.

Escusado dizer que a “Porta Santa” igualmente assinala a presença de embocadura para o seio da Terra presente, apesar de sempre encoberta ou velada por maya-vada, nas proximidades de qualquer um desses portais distintos.

O RITO TEÚRGICO DE MELKITSEDEK

O Culto do Santo Sangue, o Mistério do Santo Graal, corresponde aos Mistérios dos Sacrifícios dos Grandes Avataras, dos Excelsos Seres de Compaixão, verdadeiros Bodhisattvas que se deixaram sacrificar a fim de, com a divina quintessência do seu Sangue Real, redimir os componentes das Hierarquias envolvidas nos grilhões tenebrosos do Karma Humano. Logo, os que se consagram aos Mistérios e Culto do Santo Graal, digo, do Santo Sangue, é o mesmo que se dizer: são os que se consagram aos Mistérios dos Sacrifícios, ao Culto ao Sacrifício.

Segundo a língua sânscrita, há os termos yajur, yajú, yagú, yugo, yoga, que têm o sentido de temor, culto, oração, hino, sacrifício, este último sempre no sentido místico de sacrifício a favor da Evolução Humana, tal qual se acha explicitado no primoroso livro hindu Yajur-Veda.

YAJUR-VEDA – Ciência ou Tratado dos Sacrifícios. É o segundo dos três Vedas primitivos, sendo quase exclusivamente composto de hinos retirados do Rig-Veda. Mas também possui algumas passagens em prosa que são relativamente novas, modernas. A sua parte principal é formada por invocações e preces aplicadas às consagrações das vítimas dos sacrifícios e dos utensílios próprios para os mesmos, o que fez deste livro Yajur-Veda o Livro do Sacerdote, do oficiante ordenado canónica e liturgicamente, portanto, sagrado por seus superiores na hierarquia tradicional para com autoridade ministerial proceder à celebração dos sacrifícios (in Glossário Teosófico, de H. P. Blavatsky), pois sem a mesma aprovação do “sacramento sacerdotal” apenas haverá “paródias ritualísticas”, ou como diz o povo, “brincar às missas”, com o risco permanente de redundarem em consequências funestas. Atente-se no episódio bíblico dos dois levitas que entraram às escondidas no Santo dos Santos, no Templo de Salomão, tocaram na Arca da Aliança e de imediato tombaram fulminados de morte.

Tem-se também o termo sânscrito Yajvanâm Pati, que quer dizer a Lua, cujo curso regula o calendário litúrgico dos sacrifícios.

YAJVÂN ou YAJWÂN – O sacerdote oficiante do sacrifício, o sacrificador.

YAJYU – Brahmã, o Pai, no Yajur-Veda, ou o Supremo sujeito ao Sacrifício. A Ciência do Sacrifício, ou seja, a Arte Sacerdotal, englobando o Dogma (instrução) e o Magistério (aplicação).

YAGU – A ave que alegoriza o sacrifício, devido às suas atitudes e hábitos. É semelhante ao pelicano.

PELICANO – No simbolismo maçónico é o emblema da Caridade. É o símbolo da Morte e do Renascimento perpétuos na Natureza. É a terra que nutre os seus filhos; é uma mãe cheia de deveres sagrados; é um bom pai de família.

pelicano sagradoNo antigo Rito da Rosa+Cruz, o Pelicano é exaltado pela Cruz. É uma das representações mais expressivas da Crucificação de Cristo. Por isso é encontrado no distintivo do 18.º Grau da Maçonaria, entre as hastes de um compasso, rodeado por sete filhotes e em atitude de despedaçar-se, de despedaçar o peito para alimentá-los, tal qual o Luzeiro da Terra faz com os Sete Planetários da mesma e o Logos Solar com os Sete Logos Planetários, assim como o Mestre Perfeito com os mais próximos Sete Discípulos.

O Mistério do Sacrifício é inerente à Arte Sacerdotal, ao Sacerdócio, este que implica sempre o exercício dos Mistérios Sagrados a favor da Redenção e consequente maior Evolução tanto da Humanidade como, principalmente, dos seus confrades em Hierarquia. É assim que, servindo de medianeiro entre o Espiritual e o Terreno, o sacerdote vem a sujeitar-se ao seu próprio e voluntário sacrifício. Razão porque a Via Sacerdotal é igualmente chamada Via dos Humildes.

O próprio termo latino sacerdos, “sacerdote”, significa precisamente “o que sacrifica”. O mesmo sentido tinha hiereus entre os gregos, e hem-netjer entre os egípcios. Geralmente chamavam-se aos sacerdotes de “sacrificadores”. Eram muito respeitados, consultados e considerados sábios. Seleccionados com o máximo rigor por seus dotes de virtude e sabedoria, constituindo uma classe minoritária mas dominante sobre as demais, os sacerdotes de outrora eram igualmente rerapeutas, ou seja, teurgos e taumaturgos, verdadeiros Adeptos cujo dom sacerdotal – outorgado mercê da sua investidura legal e logo com pleno acesso aos Poderes Espirituais dos seus Mestres, fossem Cristo, Buda, Krishna, Maomé, etc. – fazia com que, por exemplo, ao benzerem ou abençoarem os doentes muitas vezes de imediato os curassem magneticamente.

Presentemente, por afastamento do estudo da Teosofia e consequentemente do entendimento real das Leis que regulam a Vida e a Evolução Universal, esse “dom sacerdotal” ou o “Dom do Espírito Santo”, nas religiões exotéricas, é forçoso reconhecer, pouco mais é que simples formalidade ministerial, não passando de “letra morta”, sim, porque um sacerdote só possui maior Poder Divino quanto mais evolui verdadeiramente. Portanto, para evitar mal-entendidos, é bom que não se confunda “catarses psicológicas ou psíquicas de foro religioso”, individuais e colectivas, com verdadeiras “curas espirituais”, estas só possíveis se o enfermo realmente predispor-se à sua transformação interior, largando cada vez mais o lastro de vícios (nidhanas) e aumentando o seu quinhão de virtudes (skandhas), ou seja, que tenha a boa e firme disposição de transformar o seu karma em dharma. Sim, porque em boa verdade ninguém evolui por alguém, tão-só colabora na maior e mais rápida evolução do seu próximo. É esta a missão do sacerdote.

Conclui-se que o sacrifício sacerdotal corresponde a um acto realizado com a finalidade de redimir o Mundo, a Humanidade dos arquétipos lunares, das nidhanas ou tendências negativas provindas, como “restos lunares”, da respectiva Cadeia Lunar.

No judaico-cristianismo o Sacerdócio é classificado em dois vectores:

Exotérico (público, moral) – O Sacerdócio de Araão ou Sacerdócio Menor. Ministra as coisas temporais e é o dominante na principal religião do Ocidente.

Esotérico (reservado, mental) – O Sacerdócio de Melkitsedek ou Sacerdócio Maior. Ministra as coisas celestiais e temporais e é o dominante na Ordem do Santo Graal.

O reservado dos Mistérios de Melkitsedek contém-se no Silêncio Sacerdotal, equivalente da Palavra Perdida na Maçonaria, nos quais a Opera Dei, “Obra Divina” ou Teurgia é o exercício exclusivo, por ser a Obra do Eterno na Face da Terra possuída de leis e regras canónicas que constituem a Ciência Sacerdotal.

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Entre os brahmanes, os sacerdotes hindus, há a prática de Tharana, que em sânscrito significa “mesmerismo”, por outras palavras, o estado de êxtase (transe) provocado por uma auto-hipnose. Trata-se de uma acção que na Índia é considerada de carácter mágico, sendo uma espécie de exorcismo. No sentido literal, significa “varrer, limpar, suprimir da mente, do ambiente”, com origem nos termos tharan, “escova”, e thâranan, “penacho”. Refere-se a essa espécie de exorcismo capaz de limpar a aura psíquica dos bhutãs daninhos, os “maus espíritos” que formam as nidhanas ou vícios humanos, vindo a ser neutralizados pela acção benéfica do mesmerizador ou magnetizador. Esse acto corresponde ao da imposição das mãos e a bênção sacerdotal entre os sacerdotes cristãos.

Tharana corresponde ao nosso termo Teurgia, sim, a Magia Divina com que já os antigos pretendiam alcançar a protecção das divindades benfeitoras e produzir efeitos sobrenaturais. Provém dos termos grego e latino Theourgia e Theurgia, “Ciência do Maravilhoso”, “Arte de fazer Milagres”. Observa-se assim a perfeita harmonia reinando entre os sentidos de Tharana e Teurgia, esta absolutamente alheia a quaisquer magias psíquicas e demais práticas animistas, por ser a sua meta exclusiva a Iluminação Integral do Homem pelo seu Deus e deste pelo Deus Absoluto, o Eterno.

Com isso, compreende-se que a Teurgia tem por fim permitir à Humanidade ou à criatura humana, numa escala menor, identificar-se com o Espírito, com a Consciência Superior, com a Divindade existente no interior dela. Realizando a Magia Teúrgica, está naturalmente comungando com a Divindade, seja Ela Integral, o Logos, seja Ela Parcial, o Espírito, o Cristo, o Peregrino Sereno…

No dia 25 de Dezembro de 1951, por necessidades imperiosas do Ciclo, e apesar de já existir velada ou esotericamente desde 1921, o Professor Henrique José de Souza fundou, ou melhor, refundou a Ordem do Santo Graal com 32 membros (“32 místicos cristãos”, conforme está redigido na Acta original), adaptando-a à Nova Era do Espírito Santo, consequentemente, adaptando-a ao biorritmo da Nova Era de Promissão e dos seus valores reais já urgindo no seio da Humanidade, cujo Patrono maior é, certamente, não o Cristo de Peixes que já veio mas o do Aquário por advir. Sobre isso, é o próprio Professor Henrique quem diz:

A nossa Ordem (ou do Santo Graal), entretanto, por servir de síntese a todas as tradições passadas, e como símbolo do futuro Avatara, e consequentemente, da Nova Raça, da Nova Civilização, etc., possui DOZE GOROS, DEZ CAVALEIROS e DEZ ARQUEIROS, ao todo 32 Figuras, do mesmo modo que aquele Sol de 32 Raios que se vê por detrás dos antigos crucifixos do Cristianismo. Nas tradições orientais, são os “32 Portais da Sabedoria” que, além do mais, estão simbolizados nos dentes que guarnecem a Boca, como “Órgão da Palavra ou Verbo”.

Sendo o Ciclo imediato o do Aquário ao qual foi dedicado o nosso Templo, consequentemente, ao seu Avatara MAITREYA (de Maitri), o “Senhor das Três Mayas”, das “Três Ilusões”, das “Três Gunas” (qualidades de matéria), mas, em verdade, dos Três Mundos: o Divino, o Intermediário (como Segundo Logos, Trono, etc.) e o Terceiro que é a própria Terra…

Os DOZE GOROS ou SACERDOTES vêm a representar a Energia Espiritual SATVA, de cor amarela, e são sobre a Terra, na orgânica da O.S.G., a Guarda do REI DO MUNDO (CHAKRAVARTIN) representando ao PAI (AKBEL). A sua constelação é ORION, o seu planeta MERCÚRIO e a sua tónica AGHARTA.

Os DEZ CAVALEIROS exprimem a Energia Psicomental RAJAS, de cor azul, expressando sobre a Terra a Guarda da RAINHA DO MUNDO (CHAKRAVARTINI) representando à MÃE (ALLAMIRAH). A sua constelação é o CRUZEIRO DO SUL, o seu planeta VÉNUS e a sua tónica DUAT.

Os DEZ ARQUEIROS representam a Energia Material TAMAS, de cor vermelha, sendo sobre a Terra a Guarda do PRÍNCIPE DO GRAAL (AKDORGE) representando ao FILHO (MAITREYA). A sua constelação é SIRIUS, o seu planeta MARTE e a sua tónica BADAGAS.

Como a função dos Adeptos Humanos, de natureza Jiva, não é agir sobre os que participam de uma Obra não-Humana, de natureza Jina, o que seria uma falha grave na Ética Iniciática, acontece que os 32 Membros ou Templários do Graal, dirigidos pelo 33.º que é o próprio Mestre Fundador, poderão apontar, se evolução tiverem para tanto, dificuldade quase insuperável nos dias d´hoje, o Caminho de Agharta que falta saber a esses mesmos Adeptos Humanos. Por isso se diz – disse o Manu Vaisvasvata ou Supremo Dirigente da actual Raça Humana – que os verdadeiros Makaras (Sacerdotes) e Assuras (Instrutores) da Obra do Deus Akbel têm o dever de ir ao encontro dos Adeptos Humanos e concluir a ligação celeste, já realizada por Eles, ao seio da Terra, à Mansão dos Deuses ou Shamballah. Isso é feito sobretudo por transmissão oral e prática, e não tanto por manuscritos ou coisa que o valha. Mas, repito, só um verdadeiro Iluminado Jina pode estar à altura de um verdadeiro Iluminado Jiva, para que o reconhecimento e a relação se estabeleça.

Ao estabelecer inicialmente 32 Membros como assento, ponto de origem da Ordem do Santo Graal, o Professor Henrique José de Souza reproduziu em forma humana aquele Sol de 32 Raios que se acha por detrás do Trono do Rei do Mundo em Shamballah. É o valor do Bodhisattva, Maitreya o Compassivo – Objecto de Redenção. Assim, Shamballah e Maitreya passaram a ser prefigurados sobre a Terra no Corpo Templário da O.S.G., em princípio certamente humano, mas com certeza não terreno.

Falando de Makaras e Assuras, hoje chamados indistintamente de Munindras, tal binómio vem a reflectir as Duas Faces do Eterno, que astronomicamente são tanto Júpiter e Saturno como Mercúrio e Vénus, ou por outra, Fohat e Kundalini, “Fogo Frio” celeste e “Fogo Quente” terrestre. A Face Direita de Deus está representada na Ordem dos Templários do Santo Graal, enquanto a sua Face Esquerda representa-se na Ordem dos Tributários ou Taumaturgos, estes para os Assuras e aqueles para os Makaras, que no conjunto perfazem 888 Seres os quais são, em boa verdade, a verdadeira Linhagem do Santo Graal, matemática e estrategicamente disposta no Mundo.

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Falando em Mundo, tem-se no Sistema Geográfico Internacional 7 Embocaduras para o Mundo de Badagas, cada uma assinalada à Face da Terra pela cidade que lhe corresponde. Nesta e conectados à respectiva Embocadura, há 111 Seres Assuras, na totalidade das 7 Embocaduras perfazendo 777, cujo trabalho espiritual é estabelecerem a ligação imediata entre a actual 5.ª Raça-Mãe e a futura 6.ª Raça-Mãe (sementes de futuros Universos…). Têm a comandá-los, desde uma 8.ª Embocadura Central, 111 Seres Makaras com as suas respectivas contrapartes femininas (portanto, 222), os quais já estão dotados do estado de consciência da 6.ª Raça-Mãe, correspondendo ao Búdhico ou Intuicional, o estado Crístico da pura Inteligência Espiritual.

A Embocadura Central irradia as Revelações ou Sabedoria da Nova Era através dos 222 Sacerdotes em seu trabalho de Iniciação, transmitindo-a aos 777 Taumaturgos em seu trabalho de Teurgia no Mundo Humano. Tem-se, pois, 777 externos ligados aos trabalhos humanos, e 222 internos vinculados às actividades espirituais. É assim composto o Sistema Geográfico dos Assuras que permite o contacto do Mundo Jiva com o Mundo Jina. Não pertencendo à Obra do Eterno e à Instituição que a representa, acontece que a validade espiritual desse Sistema Geográfico valerá tanto como um “roteiro turístico” para todo o profano ou estranho aos Mistérios de Melkitsedek, excepto, possivelmente, sentir um inexplicável bem-estar d´alma nesses lugares privilegiados, mas sem saber por quê…

Reiniciando a Tradição do Santo Graal, sistematizada em uma Ordem Templária, sob a égide do Ecce Occidens Lux, reunindo uma Corte de 32 Membros num todo de 888 Seres, o Professor Henrique José de Souza deu início à Sucessão Sacerdotal Akbelina, cuja mecânica se assemelha a Sucessão Apostólica cristã, e onde a legitimidade está inteiramente nas suas Revelações e Ritos inéditos, vindo distingui-la de quaisquer outras correntezas acaso possuídas de nome semelhante mas certamente de espírito desigual. Com efeito, essa legitimidade iniciática só acontece com a fundação de raiz de uma Ordem, toda ela inédita mas que tenha por base a herança cultural e espiritual da Primitiva Tradição a ver com o trabalho a realizar por essa “nova” Ordem, assim “ressuscitando” com novo e mais amplo aspecto, mercê de Revelações e Ritos inéditos trazendo o Passado ao Presente e projectando-o no Futuro. Começa com essa fundação distinta a Sucessão Sacerdotal, sendo só o seu Fundador, ou quem o represente legitimado por ele, o único a puder investir sacerdotes. Estes, se viverem longe do Templo Supremo, serão enviados para a direcção espiritual dos Templos nos locais onde vivam, podendo, por sua vez e sempre que haja necessidade, investir novos sacerdotes, depois de aprovados pelo Fundador ou quem o represente. Se acaso se investirem vários sacerdotes de uma só vez e de momento não houver Templo ou Santuário onde os colocar para o exercício do ministério, então acolitarão o Grão-Sacerdote daquele onde estiverem, podendo os mais velhos substituí-lo sempre que haja necessidade, e assim que houver um novo Templo da Ordem serão encaminhados para a direcção ministerial do mesmo, pela ordem de antiguidade, isto é, os que foram investidos primeiro terão prioridade. Se, acaso, derivar dessa Ordem uma outra de nome diferente mas de praxis idêntica, essa outra só terá validade iniciática se for herdeira regular das Revelações e Ritos que caracterizam a primeira, acrescidos de novos aspectos da Tradição respectiva, e sendo o seu Fundador o único a poder iniciar (e posteriormente a interromper, se for caso disso) Sucessão Sacerdotal nos moldes iguais aos já apontados.

Finalmente, em guisa de desfecho, transcrevo preciosas palavras insertas em obra reservada chamada Livro do Graal, da autoria do Venerável Mestre JHS, onde a dado trecho é revelado:

Na lenda do GRAAL figura, por exemplo, a de Lohengrin, quando ele é forçado a revelar a Elsa, diante de seu pai e de toda a corte, o seu verdadeiro nome e origem: “Eu sou Lohengrin, e meu Pai é Parsifal”. E depois relata que tais cavaleiros velam pelo Graal, expresso numa Taça contendo o Sangue de Cristo. E que anualmente “uma Pomba desce do Céu para renovar o Mistério contido na referida Taça”… E depois parte na mesma barquinha em que veio, puxada por um cisne branco.

Lohengrin, Artus e outros mais cavaleiros, figuram em todas as lendas relacionadas com o Graal. Na vida de Buda, entretanto, fala-se nas 4 Taças ou Cálices. O Mistério da Comunhão Espiritual do Homem com a sua própria Divindade, expressa em seu Eu ou Consciência Interna.

Por tudo isso e muito mais ainda, é que no Altar do nosso Templo figura uma GRANDE TAÇA ou CÁLICE, circundada por dois candelabros de 7 velas cada um (os Sete Arcanjos, Dhyan-Choans, Swans, Sweens que têm por expressão viva o próprio CISNE das referidas lendas). Por detrás do Cálice está a Tríade Superior, ou o Triângulo do Supremo Arquitecto. Haverá, por acaso, na Face da Terra um Templo que alegorize – com tanta elevação e transcendência – o Mistério da União do Homem com a sua Consciência? Mas, justamente pela razão daqueles Templos do Cristianismo possuírem a sua parte esotérica, que talvez a própria Igreja a desconheça, é que eles figuram em forma septenária em torno do nosso Templo. Templo dedicado a todas as religiões do mundo, e consequentemente à PAZ UNIVERSAL, para não dizer, ao Culto de Melkitsedek, que é o da “Comunhão Espiritual” entre todos os seres da Terra.

OBRAS CONSULTADAS

Vitor Manuel Adrião, Guia de Lisboa Insólita. Éditons Jonglez, Paris, 2010.

René Guénon, O Rei do Mundo. Editorial Minerva, Lisboa, 1978.

Jean Tourniac, Melquisedeque ou a Tradição Primordial. Madras Editora Ltda., São Paulo, 2006.

Comunidade Teúrgica Portuguesa, Grau Munindra, monografia n.º 56, O Pramantha Mágico a Luzir – I.

Sebastião Vieira Vidal, Akbel – Novo Pramantha a Luzir (Novo Paluz), 1965. Edição reservada da Comunidade Teúrgica Portuguesa.

Lorenzo Paolo Domiciani, O Mistério do Santo Graal. Revista “Dhâranâ”, Maio/Junho de 1954, São Paulo.

Lorenzo Paolo Domiciani, O Mistério do Cálice. Revista “Dhâranâ”, Julho/Agosto de 1954, São Paulo.

Henrique José de Souza, Livro do Graal, 1950.

O Túmulo de Melkitsedek – Por Vitor Manuel Adrião Quinta-feira, Jun 4 2015 

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Sintra – São Lourenço, Páscoa de 2010

Na Biblioteca do Mundo de Duat está depositado um pequeno livro com cerca de 130 páginas, pouco ilustrado mas em forma de diálogo ilustrativo, escrito, salvo erro, por Mr. Thomas Vaughan, o Adepto Filaletus (1622-66). Na sua capa de fundo amarelo claro, onde se vêem duas colunas egípcias ladeando um túmulo encimado por uma ave parecida à íbis, lê-se o título: Ritual do Funeral de Salomão, e o subtítulo na primeira página: Exéquias Fúnebres do Rei Salomão. Composto por 13 curtos capítulos, lê-se o seguinte na página 24 do capítulo 3, na sequência do cortejo fúnebre e deposição do féretro de Salomão no seu jazigo: “Profundo é o túmulo do rei Salomão [Schlomô] elevado pelos Anjos [Malachim] por sobre o alto de Moriah. Os Santos [Kadosh] o contemplam e guardam cientes, no sacrifício puro cantam Louvores [Tehilim] para memória da prole futura”.

Além do seu sentido iniciático, profundamente espiritual, o “túmulo profundo do rei Salomão” é igualmente alusão ao fundo do vale, autêntica bouça, onde jaz esse sepulcro num templo subterrâneo na área geográfica de Jerusalém, apontado como próximo do Monte Moriah. Esta revelação inédita, até hoje completamente desconhecida do mundo inteiro, a começar pelo religioso e espiritualista, é feita inspirada na visão daquele outro Túmulo de JHS plantado no centro do cemitério de São Lourenço, Sul de Minas Gerais, Brasil, portanto, no Grande Ocidente.

Esse jazigo tumular do Venerável Mestre JHS, na sua última vida terrena portando o nome Henrique José de Souza (Salvador, 15.9.1883 – São Paulo, 9.9.1963), conhecido como o Adepto El Rike entre os seus pares da Grande Loja Branca, dizia, esse túmulo compõe-se da seguinte forma: sobre os dois gavetões onde repousam os restos mortais do Professor Henrique e da sua esposa, D. Helena Jefferson de Souza (Pontalete, 13.8.1906 – São Lourenço, 31.7.2000), estão as estátuas pétreas de dois Anjos erectos, cada um com a destra armada de espada tributária (representando os Querubins, Matradevas, Senhores da Sabedoria = 2.º Trono, Seio do Céu, Logos), postados nos lados extremos dianteiros do túmulo. Aos pés, de costas para aqueles, também nos lados extremos, erguem-se duas outras estátuas pétreas de Anjos reverentes com as destras espalmadas no peito (assinalando os Serafins, Manasaputras, Senhores do Amor = 3.º Trono, Seio da Terra, Planetário). No centro, ergue-se um obelisco pontiagudo – expressivo de Ziat, Cruziat ou o Cruzeiro do Sul, o “Sul Sidéreo da Iniciação”, no dizer de Fernando Pessoa em A Mensagem, como Morada Celestial da Mãe Divina Allamirah, os “Olhos do Céu” – tendo na dianteira uma lápide metálica onde se lê:

“A SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA mandou erigir este Monumento aos seus dois Dirigentes, o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA e HELENA JEFFERSON DE SOUZA, sua esposa e companheira de Missão, assim como aos seus quatro herdeiros directos. Tal homenagem é o fruto do muito que ambos fizeram por todos aqueles que fielmente os acompanharam em tão elevada Missão, do mesmo modo que por esta cidade, o mesmo fazendo pelo Brasil, pelo Mundo inteiro.”

Na traseira do obelisco, dentro dum quadrado cavado no mesmo, inscreve-se em metal a configuração geométrica seguinte: um círculo envolvendo um triângulo dentro do qual se descreve outro círculo menor com um pequeno ponto ou esfera ao centro. Trata-se do símbolo indicativo do Logos ou Deus, como JHS deixou assinalado no seu Livro da Pedra.

O jazigo está no centro do cemitério e tem na dianteira o número 302. Em volta dele estão as sepulturas de grande número dos antigos membros da Sociedade Teosófica Brasileira, que em seu tempo a nobilitaram por palavras e acções.

Na sua Série Munindra, Sebastião Vieira Vidal deixou escrito: “O Túmulo de JHS, cuja planta foi desenhada por Ele em vida, possui quatro Devas e um Obelisco no centro. Nesse Túmulo, em São Lourenço, há uma perfeita expressão do Segundo Trono, da constelação do Cruzeiro do Sul. O nosso caro Senhor determinou isso em vida, para demonstrar aos seus discípulos e ao mundo a existência, a vivência da REALEZA DO SEGUNDO TRONO NA TERRA”.

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Na cidade sul mineira de São Lourenço há três Monumentos expressivos da Obra do Eterno na Face da Terra: o Templo de Maitreya, o Obelisco defronte ao mesmo na Praça da Vitória, e o Túmulo de JHS, no cemitério municipal. Além desses, há mais dois subjectivos ou ocultos: a Casa do Mekatulam, no Bairro Carioca, em São Lourenço Velho, e a Montanha Sagrada Moreb, como foi consignada pelo próprio Professor Henrique José de Souza.

Falando de Moreb e também de Ararat, entre os cananeus e hebreus havia a palavra har para denominar as elevações de terras, tal como se reconhece no orónimo Araés ou Har-Heres, que quer dizer “Monte do Sol” (Juízes, I: 35). Para designar o “Outeiro do Ocidente” ou “do Espírito Santo”, os cananeus dispunham da expressão Har-Abu que os hebreus encurtaram na variante Horeb, donde Moreb, também com a interpretação livre de “Montanha que Fala” para aquela Ararat, “Montanha que Ruge” ou “que vomita Fogo”, igualmente em interpretação livre, enquadrando-se nos sentidos primaciais de Fohat e Akbel, como “Anjo da Fala ou da Sabedoria” (Deva-Vani, em sânscrito), que está para Moreb, e de Kundalini e Arabel, como “Deus da Ara do Fogo Sagrado”, que está para Ararat.

Consequentemente, relacionados à Obra do Eterno em São Lourenço há 5 Monumentos cujo valor é igual ao do número do túmulo: 302 = 3+2 = 5, expressivo do Quinto Luzeiro Arabel que é quem conduz através da sua Corte, que tem à cabeça Rabi-Muni, o Chefe dos Munis guardiões das Montanhas Sagradas, as almas salvas de um Mundo a outro. Com efeito, a passagem à Imortalidade de JHS, como corpo físico do Sexto Luzeiro Akbel, acolhe intimamente tanto Arabel como Rabi-Muni em quem ele fez avatara, ou seja, a sua Essência Divina alojou-se na Veste Flogística ou Etérica desse último em São Lourenço, e após dirigiu-se de retorno à “Casa do Pai”, à Agharta mesma através do Retiro Privado do Quinto Senhor no Roncador, Mato Grosso.

Acerca dos Munis e a sua origem relacionada aos Matra-Devas e aos Manasaputras, deve contextualizar-se as mesmas afins às Cadeias Planetárias e as suas respectivas Hierarquias Criadoras. Assim, tem-se:

Cadeia de Saturno – 777 Matra-Devas de 1.ª Classe – As “Medidas de Deus” – Vestes dos Leões de Fogo dirigindo os Assuras.

Cadeia Solar – 777 Matra-Devas de 2.ª Classe – Os “Fachos de Fogo” – Vestes dos Olhos e Ouvidos Alerta dirigindo os Agnisvattas.

Cadeia Lunar – 777 Matra-Devas de 3.ª Classe – Os “Munis” – Vestes dos Virgens da Vida dirigindo os Barishads.

Cadeia Terrestre – 777 Manasaputras – Os “Filhos da Mente Universal” – Vestes dos Jivatmãs dirigindo os Jivas.

Com efeito, na longínqua Raça Lemuriana quando o Homem apareceu pela primeira vez fisicamente, apesar de mais antropoide que propriamente humano, os 7 Kumaras Primordiais da Hierarquia Assura criou cada um deles 7 Manasaputras (logo, 7×7 = 49) ou “Filhos da Mente Universal” (Mahat) pelo Poder de Kriya-Shakti, destinando-os a Vestes Flogísticas de 49 Makaras da mesma Hierarquia, os quais viriam a constituir os principais 49 Mahatmas ou Adeptos Independentes na liderança da Grande Loja Branca, cujos caboucos foram lançados a terreno nesse período distante. Coube aos Kumaras agir sobre a Mente do Homem incipiente, o Jiva, e aos Makaras actuar sobre a separação do Sexo do mesmo, terminando assim o Hermafroditismo primitivo que caracterizou a 2.ª Raça-Mãe. Desses 49 Makaras surgiria depois, mercê dos seus próprios esforços ao longo das Idades, um número vultuoso de Jivatmãs ou Mahatmãs saídos das fileiras humanas, perfazendo o número de 777. Por sua vez, 1 Manasaputra age em simultâneo por 7 Mahatmas de determinada Linha que assim adquire características próprias, e por seu turno 1 Mahatma manifesta-se através de 7 Arhats. Assim, tem-se: 1 Kumara = 7 Manasaputras; 1 Manasaputra = 7 Mahatmas; 1 Mahatma = 7 Arhats. Por conseguinte, 7 + 7 + 7 = 777 Membros da Grande Loja Branca. Assim revelou o Venerável Mestre JHS.

Kumaras e Manasaputas

Devo informar que todos os verdadeiros Iniciados ou Filhos do Avatara, Nosso Senhor o Cristo ou Maitreya, por norma (salvo as devidas excepções, decerto por motivos kármicos) desencarnam às 3 horas da madrugada, às 12 horas da noite ou do dia, ou às 15 horas da tarde. Tanto assim é que foi às 15 horas da tarde que Jesus expirou no Calvário, segundo as Escrituras, e o próprio Mestre JHS em 9 de Setembro de 1963, no quarto 209 do Hospital São Lucas (o Apóstolo Mariano), em São Paulo, apesar de ter desencarnado às 2:45 horas da madrugada, foi realmente às 3 horas que fez o seu avatara em Rabi-Muni, no Monte Moreb em São Lourenço, seguindo daí para o Monte Ararat no Roncador, e após para a 7.ª Cidade de Pushkara em Agharta, onde foi recebido aos acordes e cânticos apoteóticos do Ladack-Sherim pelo Povos das 7 Cidades Aghartinas. Já antes, em 12 de Agosto de 1963, houvera a Bênção de Agharta a toda a Terra, conforme as palavras do próprio JHS: “Às 3.00 horas da manhã, a AGHARTA ABENÇOOU O MUNDO”! E adiantou: “Ainda que o peso da Cruz da Terra continue o mesmo, a Salvação acontecerá se cada um, através dos Ensinamentos, se transformar. Quem souber colocar a sua inteligência ao lado do coração, alcançará na Terra as maiores alturas, o poderio”.

O Mestre JHS adoecera irrecuperavelmente em São Lourenço, em 12 de Julho de 1963. Menos de uma semana depois é levado para o hospital paulista, tendo sido o digníssimo Hilário Ferreira, amigo que recordo com saudade, português naturalizado brasileiro, quem pegou ao colo o Mestre desfalecido e levou-o da Vila Helena à viatura que o levaria para sempre. No regresso de São Paulo dos restos mortais do Venerável Mestre, ainda no mesmo dia da sua morte, o cortejo fúnebre quando passou diante da igreja matriz de São Lourenço os altifalantes dessa ressoaram o Hino Nacional do Brasil, em homenagem ao filho da Terra Pátria partido para a Eternidade. Foi uma homenagem repentina – ninguém a esperava da parte da Igreja católica – muito comovente e mais que merecida Àquele que sempre primara, como mente de escol, o respeito e a concórdia entre todas as religiões e movimentos espirituais, o que deixou consignado como Frente Única Espiritualista.

No Templo de Maitreya, estando presentes a viúva D. Helena Jefferson de Souza e os quatro filhos do seu casamento com o Professor, a Guarda de Honra do Santo Graal postou-se em volta da urna aberta, ficando junto à sua cabeceira o meu digníssimo amigo e Irmão Roberto Lucíola, envergando a capa de Goro que instantes antes Sebastião Vieira Vidal lhe impusera a sua. Após as exéquias fúnebres do novel Salomão do Grande Ocidente, o cortejo fúnebre saiu do Templo e foi depositar a urna com o féretro de Henrique José de Souza no seu jazigo, no cemitério de São Lourenço.

O cemitério, Kam ou Cham-Ther, em aghartino, é a “Terra Astral” reflectindo esse outro Mundo Astral ou Jina como 4.ª Dimensão, o próprio Mundo de Duat. É a “Embocadura” objectiva para o mesmo. Ainda hoje inúmeras almas humanas ou terrenas, francamente Jivas, cujos corpos foram aí sepultados, aglomeram-se de joelhos suplicantes em torno da Luz irradiando do Túmulo de JHS, defendido por Anjos que de palma e espada cercam em guarda perpétua o mesmo, não permitindo que cheguem próximo dele. Rezam, imploram, choram e muitas, tocadas de verdadeiro arrependimento e perdão, elevam-se como estrelas luminosas nas asas dos Anjos à Luz de Deus.

O arrependimento traz a caridade, a caridade é sempre amor, e o amor maior vem com o perdão, seu e do semelhante. O espectáculo astral dessas almas que rogam e dos Anjos que acolhem é dos mais sublimes e tocantes. Por sobre o Túmulo de JHS, a Estrela do Divino brilha sem cessar na cintilância etérea do firmamento.

Juro, Senhor, não mais pecar.

Hora esta de Verdade sem par

Sou todo vosso, só vos posso implorar…

*

Herdo o vosso perdão

Junto ao vosso temor.

Senhor, acolhei-me, por amor.

Rogo evocativo de Ressurreição espiritual como assinala o Salmo 129 (“Dos profundos abismos eu clamei por meu Senhor…” – De profundis clamavit Domine meus), como aquele proferido pelo sacerdote na abertura do Ritual de Encaminhamento (da Alma desencarnada):

“Em Nome do Divino Theotrim, a Glória da Ressurreição seja clamada pelas Três Excelsas Trombetas do Eterno – Akbel no Pai! Ashim no Filho! Beloi na Mãe! Ave Espírito Santo, Ave Allamirah, Mãe Boníssima de todas as criaturas na Vida e na Morte – Misericórdia, Protecção, Salvação, Elevação, Glória, Ressurreição!”

A que se junta o rogo dos presentes no evoco sentido:

“Yama! Yama! Yama! Conduz que esta Alma generosa e boa para o Tabernáculo dos Deuses, no Glorioso Mundo de Duat! Bijã.”

E por sobre o Altar sagrado ascende aos páramos da Eternidade a Alma assim se evolando, qual estrela cintilante recoberta de promessas e esperanças, amparada por dois Anjos do Céu.

Esses Anjos são os Munis, Guardiões das Montanhas Sagradas, que quando se manifestam ficam nos seus vácuos luzes brancas em forma de trilhas no céu.

O cemitério de São Lourenço está junto à Montanha Sagrada Moreb, nesta onde se localiza a Embocadura bem física para o Mundo Jina dos Sedotes ou Badagas, assim mesmo guardada por cascavéis implacáveis abrigadas debaixo da “maya” de rochedo enorme que veda a entrada. Tem-se assim o Templo-Túmulo, ou montanha e cemitério, como outrora acontecia nesse outro Templo-Túmulo da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.

Isso leva-me a citar o trecho seguinte da Série Novo Pramantha a Luzir, de Sebastião Vieira Vidal: “E os 4 Devas [Anjos] estão sobre o Túmulo do Mestre, indicando o Futuro da Obra, indicando a objectivação do subjectivo. A Montanha: o Passado; os Devas: o Futuro. Pois bem, a Montanha, as Pedras simbolizando o marco inicial da Obra, o dia da sua fundação espiritual (28.9.1921), e os Devas do Túmulo expressando o dia 28.9.2005, a partir do qual Maitreya irá firmar-se na Face da Terra”.

A Montanha é expressa pela frase aghartina Tao-Ting-Tang, precisamente significando “O Caminho para o Seio da Montanha” percorrido pelas Almas humanas, mas não terrenas, dos preclaros membros da Família Espiritual JHS que se tenham integrado às suas Vestes Imortais ou Manasaputras, vibrando no Seio da Terra nos 7 Tons de Shamballah que são as 7 Cidades de Agharta.

Os Anjos representam-se na frase aghartina Ata-Dharma-Meru, expressando o Segundo Logos ou Mundo Intermediário, “O Lugar onde a Montanha da Lei possui o seu ápice”, de onde descem os Matra-Devas a avatarizarem os verdadeiros Munindras já em suas Vestes Imortais. É o Céu beijando a Terra feliz no canteiro florido da Corte de Akbel.

Chegado aqui, é legítimo que alguém questione: serão todos os afiliados da Instituição de JHS verdadeiros Munindras do quilate referido? É justa a pergunta, e mais justa será a resposta do próprio Fundador, Henrique José de Souza, em palavras bem actuais, apesar de escritas em 28.8.1954, respigadas do seu Livro do Perfeito Equilíbrio:

“Um fenómeno, entretanto, deve ser aqui apontado: o das quatro espécies de seres que deram entrada na Obra:

“1.ª) Os que só desejavam fenómenos, interesses pessoais, portanto. E assim, mal entravam já estavam de costas para a Obra.

“2.ª) Os místico-devocionais, ou dessas tendências perdulárias procedentes de encarnações sempre embrionárias, isto é, sem tomarem a forma por Lei exigida. Se ficaram mais tempo na Obra, posteriormente ao verem a exigência do Mental ou Sabedoria preferiram Instituições daquela natureza, mesmo que todas elas com falsas encenações tomadas por verdadeiras. Inúmeras delas querendo imitar a nossa Obra, a nossa Instituição, e, portanto, destruídas pelo tempo, sendo que, as continuadoras, são francamente exploradoras da credulidade dessa mesma espécie de gente. A Igreja a tem aos milhares pelo facto de serem da referida espécie, isto é, místico-devocionais, ou dos adeptos do “menor esforço”. Vão à missa aos domingos, confessam, comungam… e com isso estão salvos. Na mesma razão, os chamados erroneamente espíritas, quando são francamente “anímicos” ou relacionados com a alma, corpo emocional, e portanto atraídos para os fenómenos emocionais ou psíquicos, anímicos, etc. Na sua maioria, com tendências psicopáticas. No hospício nacional de alienados e noutros sanatórios dessa natureza, encontram-se aos milhares. Quase todos se dizem “perseguidos”… quase todos possuem manias esquizofrénicas e das demais séries psiquiátricas.

“Da Obra saíram inclusive, repito, epilépticos, um deles, da própria Ordem do Graal, sugestionado pela indumentária, as lanças e demais objectos… Assim como os devocionais da Igreja que se consolam em andar de opa, tocha e carregar o andor de uma imagem qualquer, contando que façam parte do cortejo imaginário, justamente por ser formado de imagens em vez de realidades positivas expressas pelo Mental ou Inteligência. Na segunda parte, pois, da nossa Obra – como na de Jesus, etc. – dezenas deles se afastaram, quando eu mesmo anunciei que, de tal época em diante, “estavam acabados os fenómenos”.

“3.ª) Os puramente místicos, com um pouco de inteligência. Estes, por lhes predominar a BONDADE, foram ficando, e assim… até hoje connosco se acham, logo, pois, de acordo com o velho brocardo de “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”, equivalente ao GUTA CAVAT LAPIDEM, “a gota acaba por cavar a pedra”. Muito mais por tal pedra não fazer resistência, e sim já trazer o molde que lhe imprimiram diversas encarnações ao nosso lado, acabaram por se equilibrar com a 4.ª classe, que é a dos com alguma ou bastante inteligência. Estes aceitaram logo de entrada, como se diz, porque ensinamentos de tão alta transcendência não se inventam. Muito menos, as dores que a própria Obra tem trazido até hoje aos seus dois Dirigentes. Em psicanálise, tanto bastaria para um veredictum altamente sábio… O número dessas 4 classes faria pendant com os 4 graus do Budismo, embora que aí não figurem traidores e perjuros, por ser a única religião que mais defende as duas Leis da Reencarnação e do Karma. Do mesmo modo que com os 4 Senhores da Evolução Humana: Manu – Yama – Karma – Astaroth.

“Sim, é a essas duas últimas classes da Obra a quem mais a Lei deve, e consequentemente, os Gémeos Espirituais. Já foi dito, Makaras e Assuras, por possuírem profundas raízes que força alguma as pode extirpar ou aniquilar.”

Decerto por causa desse Karma da sua Instituição, imposto pelas duas primeiras classes referidas, já na época isso afligia tremendamente o Professor Henrique José de Souza, impondo-lhe um terrível sofrimento moral manifestado corporalmente como doenças psicossomáticas estranhas, intrigando a todos os médicos – karma patológico indirecto, sim, por não ter sido causado pelo próprio – e as quais acabaram atirando-o no túmulo, apesar de toda a protecção espiritual que o assistiu. Com efeito, não raro ele despertava subitamente a meio da noite e via à cabeceira e aos pés da cama Anjos protectores, isolando-o e à sua amada contraparte das influências nefastas do mundo externo. Dois Anjos à cabeceira como Querubins (“Senhores da Sabedoria”), e dois Anjos aos pés como Serafins (“Senhores do Amor”). São exactamente os mesmos representados no seu túmulo em São Lourenço, assim prolongando a protecção eterna.

Acerca das nocturnas envolvências protectoras da Guarda Angélica, o Professor Henrique José de Souza escreveu em 22.7.1950 no seu Livro da Pedra: “Outrora, nas ocasiões difíceis, dolorosas, etc., dois Querubins mantinham guarda à cabeceira. E dois Serafins faziam o mesmo aos pés da cama”. Isto em continuidade do que dissera antes, em 6.7.1950, no mesmo Livro: “O H, assumindo tal forma, é a cama ou LEITO onde dormem os Avataras. Sim, o estrado e a duas cabeceiras. Em cada uma destas, qual acontece aos Gémeos nas suas noites de vigília, dois Querubins à cabeceira e dois Serafins aos pés, também vigiam ou montam guarda ao Mistério. SERAFINS ou SEFIRAS, tanto vale. Deste nome precioso também nasceu o de SERAPIS”.

Os Querubins expressam o Mental e o Seio do Céu, consequentemente, os Anjos Luminosos Celestes ou Matra-Devas da Corte do Filho. Os Serafins representam o Coracional e o Seio da Terra, logo, os Anjos Flogísticos Terrestres ou Manasaputras da Corte da Mãe. Estes estão para o Terceiro Logos ou Espírito Santo representado pelos Senhores do Karma Planetário: Manu – Yama – Karuna – Astaroth. Aqueles estão para o Segundo Logos, o Cristo Universal (o Filho na Mãe), expressado pelos Senhores do Karma Cósmico: os quatro Maharajas.

Os restos mortais do excelso Casal nesse túmulo sanlourencianos representam na Morte o que viveram na Vida: o Andrógino Celeste, o Segundo Logos, resultado do Poder do Pai que junto à Actividade da Mãe geraram o Amor-Sabedoria do Filho.

O Segundo Logos tem a sua expressão sideral na constelação do Cruzeiro do Sul (Cruziat ou Ziat), que sendo planimetricamente quadrangular é, em projecção, piramidal. Por isso o Cruzeiro do Sul é realmente constituído de cinco estrelas principais, visto que além das quatro dispostas em quadrilátero, e que representam os quatro braços da cruz, tem outra ao centro, que assinala o vértice da pirâmide de base quadrangular. É daí que o Logos projecta para a Terra as cinco Forças universais que na mesma tomam a forma de cinco Elementos naturais: Éter – Ar – Fogo – Água – Terra, ficando o primeiro ao centro na quadrilateralidade do Globo, marcado assim pelo compasso quaternário pelo qual evolui.

Pois bem, o Túmulo-Obelisco dos Gémeos Espirituais Henrique – Helena, depostos frontalmente para o Templo de Maitreya, conforma-se canonicamente à quadrilateralidade da Terra, ficando o Brasil – São Lourenço – Túmulo e Templo no centro, sob a égide de Cruziat, logo, do Segundo Trono.

túmulo de JHS

No seu Livro Diário Estranho, datado de 1956, o Professor Henrique José de Souza desenhou e descreveu a planta do Obelisco que está defronte ao Templo de Maitreya, na Praça da Vitória, obra encetada e consumada pelo saudoso e digníssimo amigo Roberto Lucíola, por ser canteiro de profissão. Foi inaugurado em 24 de Junho de 1957. Nesse Livro o Professor associa o simbolismo do Obelisco e da Pirâmide ao Segundo Logos, já tendo dito anteriormente (14.6.1951) no seu Livro do Loto:

“No meu estudo de ontem, esqueci de apontar o mistério do quaternário e do septenário das Pirâmides, na sua própria estrutura ou conformação. Olhadas de frente, ou se uma fotografia for tirada desse modo, ver-se-á uma tríade, ou apenas uma das quatro faces da referida figura. No entanto, se multiplicarmos a face de cada triângulo da Pirâmide pelos quatro lados, obteremos o número doze, para darmos o significado: os Sete Astros, os Sete estados de Consciência, etc., mas também os Doze Seres das Três Hierarquias conhecidas: (4) MAHARAJAS, (4) KUMARAS, (4) LIPIKAS ou Senhores da Evolução Humana (12 Signos Zodiacais). Chamemo-los de Expressão Makárica do 2.º Trono em Baixo, acompanhando a Evolução da Terra que reclamou a objectivação, a humanização do Mistério contido no termo Adam-Kadmon (2.º Trono).”

De onde se tem:

MUNDO DA CAUSA (SHAMBALLAH)

MAHARAJAS: DRITARASTHRA (Balança) – VIRUDAKA (Escorpião) – VIRUPAKSHA (Sagitário) – VAISVARANA (Virgem)

*

MUNDO DA LEI (AGHARTA)

KUMARAS: DHYANANDA (Touro) – SANAT-SUJAT (Aquário) – SANATANA (Peixes) – SANAT (Capricórnio)

*

MUNDO DO EFEITO (DUAT)

LIPIKAS: MANU (Leão) – YAMA (Caranguejo) – KARUNA (Carneiro) – ASTAROTH (Gémeos)

Esses últimos representados por:

MUNDO DA COLHEITA (BADAGAS)

MAHATMAS: HILARIÃO (Mercúrio) – MORYA (Marte) – KUTHUMI (Lua) – SERAPIS (Sol)

*

MUNDO DA SEMEADURA (FACE DA TERRA)

MUNINDRAS: AUSTRÁLIA (Saturno – Ar) – PORTUGAL (Vénus – Éter) – ÍNDIA (Júpiter – Atómico) – EGIPTO (Mercúrio – Subatómico)

De onde a avatarização dos Munindras nas suas Vestes Imortais ser feita por intermédio dos Mahatmas que os assistem, na ordem seguinte:

MUNINDRAS (Marte) – Face da Terra (Tamas) = FILHO

MAHATMAS (Vénus) – Duat (Rajas) = MÃE

MANASAPUTRAS (Mercúrio) – Agharta (Satva) = PAI

Para finalmente constituírem o Homem Integral ou Perfeito:

SHAMBALLAH (Triguna) = THEOTRIM (Uno-Trino):

MATRADEVAS (Sol) – Vestes Luminosas Celestes

MANASAPUTRAS (Lua) – Vestes Flogísticas Terrestres

MUNINDRAS (Terra) – Vestes Eleitas Humanas

Os Mahatmas ou Excelsos Seres Representativos da Grande Loja Branca são quem estabelece a ligação das Almas e Espíritos dos Munindras com os seus Corpos de Cima (Segundo Trono) e de Baixo (Terceiro Trono).

Por sua forma piramidal, o obelisco corresponde à objectivação no Plano Condicionado dos valores do Plano Incondicionado. Assim é que as linhas dos lados do obelisco cruzam-se no ápice, formando outra invisível mas igual configuração no Plano Incondicionado ou das Ideias. Pirâmide invisível essa em relação com a constelação do Cruzeiro do Sul, possuindo configuração geométrica piramidal, cujo ápice é marcado pela Quinta Estrela, a “Intrometida” (Akasha, Vril, Mash-Mask, Éter, etc. = valor 7, ou o 5 do Elemento contendo os restantes 2 ocultos, Atómico e Subatómico), e as quatro restantes formando a base da constelação (Ar – Fogo – Água – Terra, ou o Quaternário da Manifestação multiplicado pelo Sete da Evolução, como seja, 4×7 = 28. Tem-se aqui as medidas canónicas do obelisco: 4 metros de largura e 7 metros de altura, podendo o volume métrico ser ampliado ou diminuído, mas sempre com base nesses valores).

Dessa forma, o ápice do obelisco constitui-se no ponto bindú, o limite entre o Segundo Trono, o Plano Incondicionado, e o Terceiro Trono, o Plano da Manifestação, senão, a Realização de Deus e a Expansão de Deus, se o estabelecer conforme o Odissonai como “Ode ao Som” ou “Cântico dos Cânticos”.

O símbolo do Logos Eterno está gravado na face traseira do obelisco, de acordo com figura idêntica revelada pelo Professor Henrique José de Souza no seu Livro da Pedra (1950), como já disse. Nele, além do quadrado da Matéria e do triângulo do Espírito, vêem-se 3 círculos, contados a partir do ponto central. Do menor para o maior expressam os Três Mundos, Matérias, Malhas ou Mayas contidas no nome Maitreya, ou seja, o “Senhor dos Três Mundos”, pois o Filho (triângulo) contém o Pai (círculo) e revela a Mãe (quadrado).

MUNDO DIVINO – PAI – OBELISCO

MUNDO CELESTE – FILHO – ANJOS

MUNDO TERRENO – ESPÍRITO SANTO – CORPOS JACENTES

*

CORPOS JACENTES – FACE DA TERRA

ANJOS – DUAT

OBELISCO – SHAMBALLAH

*

SHAMBALLAH – TEMPLO… ATA-DHARMA-MERU = MATRADEVAS

DUAT – TÚMULO… TAO-TING-TANG = MANASAPUTRAS

FACE DA TERRA – MONTANHA = LORENZO-PRABASHA-DHARMA = MUNINDRAS

Acontecimento significativo: no dia 1.º de Abril de 2002, feriado municipal em São Lourenço, após ter prestado a minha homenagem póstuma aos Gémeos Espirituais (Deva-Pis, em sânscrito) Henrique – Helena, depondo sobre o seu Túmulo a minha Grã-Cruz d´ouro da Ordem do Santo Graal, aí deixando uma medalha com fio de ouro representando a Mãe Divina Allamirah, os “Olhos que miram do Céu”, ou seja, o Sagrado Coração simbólico do Graal-Consciência, ao sair do cemitério procurei um cigarro no bolso do casaco, e em vez dele saiu uma flor em forma de lótus. Trouxe-a para Portugal e muitos viram-na, até que, em pleno Ritual, devolvia-a ao Akasha arremessando-a no Fogo Sagrado, como única maneira que tinha de também eu preitear a minha gratidão com um ramalhete de flores a quem flores me tinha oferecido…

VMA Túmulo

Só lastimo que no Túmulo não esteja gravada a frase lapidar que o Professor Henrique destinara postumamente aos Gémeos Espirituais, a modo de sugestão, como consta no seu Livro da Pedra (Carta-Revelação de 26.08.1950): “Se quiserem podem juntar qualquer epitáfio, que seja: Aqui repousa (?) a MEMÓRIA daquele que soube morrer pela Obra Grandiosa dos Deuses”. Sim, repousa a memória imortalizada, mas não o Homem Imortal, porque esse, em seu Espírito ou Essência Divina, volveu de vez ao Reino do Deus dos Deuses.

Por volta de 2003 encetei diligências com alguns Irmãos Maiores da Obra do Eterno em São Lourenço, para que na Montanha Sagrada daí se plantasse um obelisco que teria as mesmas medidas canónicas daquele defronte ao Templo de Maitreya. Na sua face frontal, ou aquela defronte para o Monte Verde onde está o Templo, possuiria uma estrela de sete pontas em metal dourado, ou então esculpida na própria pedra, mas sempre pintada na mesma cor brilhante. Seria referência à Missão Y ou dos Sete Raios de Luz em que a Obra do Eterno na Face da Terra está empenhada. Por baixo, em letras douradas esculpidas na pedra, ou então em placa de mármore ou de metal da mesma cor, a lápide:

MONTE MOREB – SÃO LOURENÇO, TERRA JINA –

ONDE NASCEU A OBRA DO ETERNO NA FACE DA TERRA,

EM 28.9.1921, PARA O NOVO CICLO DE EVOLUÇÃO UNIVERSAL –

MONUMENTO À MEMÓRIA ETERNA DO PAI E DO FILHO

NESTA TABA BRASÍLICA DO ESPÍRITO SANTO.

J.H.S.

L.P.D.

ADVENIAT REGNUM TUUM!

Ao mesmo tempo seria erigido em Sintra, Portugal, junto ao Castelo dos Mouros um obelisco idêntico mas com letreiro diferente, com palavras mais afins à Obra Divina levada a exercício pelos Portugueses desde há quase 1000 anos, e para isso também encetei diligências junto das respectivas autoridades oficiais. Ficaria assim testemunhada a união das Quinas às Estrelas do Segundo Trono, de Portugal ao Brasil, de Kurat a Moreb.

Até hoje permanece esse projecto, adiado mas não anulado. Deixe-se aos Deuses ditarem o Futuro… e confie-se. Alea jacta est!

Cynthia Semper Fidelis! Ecce Occidens Lux! – Por Vitor Manuel Adrião Terça-feira, Jun 2 2015 

cabeçalho JHS

Pensamento

22.08.2009

Alguém perguntou ao Professor Henrique José de Souza, por volta de 1959 ou 1960, sobre a Missão de Portugal e o derradeiro destino dos Portugueses, pergunta já várias vezes feita em diferentes ocasiões, e invariavelmente o rosto do Mestre abriu-se num sorriso rasgado repleto de luz, sim, luz bem visível a todos numa benfazeja auréola de glória:

Tudo o que acontece em Portugal reflecte-se aqui no Brasil, na Obra, e vice-versa. Toda a nossa Obra tem a ver com Portugal, e assim a Minha pessoa. Foi até no “Salão Portugal”, em Salvador, na Bahia, que cortei os meus longos cabelos quando criança… para desgosto de minha mãe.

E disse mais nos finais de 1962, numa carta que endereçou a antigos condiscípulos portugueses:

A Teosofia, no Brasil e em Portugal, corresponde a duas Ramas da mesma Árvore, que devem desenvolver-se em harmónico equilíbrio, como os braços de uma Balança, na qual o Fiel é a Grande Fraternidade Branca vibrando no peito do Monarca Universal, de cujo centro mesmo irradiam para os quatro direcções os Quatro Animais da Esfinge, expressão ideoplástica da Suprema Hierarquia Assúrica. Eu estou em Verdade e Espírito nessas plagas (Portugal), origem da Obra, porque aí sou exaltado com fé e amor. Eu sempre estou onde Me amam e com aqueles que crêem em Mim…

Adiantando em carta emitida de São Paulo em 14.3.1963 dirigida ao senhor J. Neves Gonçalves, que na época representava os condiscípulos portugueses:

– Estabelecidos, assim, os laços espirituais que de há muito (tenho a certeza) nos unem, qual acontece com o Brasil e Portugal, tereis sempre notícias nossas, da Obra e da Instituição. Desse modo, nenhum livro melhor do que essa maneira de vivermos unidos para a Vida e para a Morte, de acordo com a Lei que a tudo e a todos rege.

Um grande abraço, extensivo aos outros queridos Irmãos, com os votos de PAZ, LUZ E PROGRESSO, em HARMONIA DE PENSAMENTO.

Em língua aghartina: AT NIAT NIATAT, ou seja: UM POR TODOS. TODOS POR UM.

Do servo e irmão muito grato:

Henrique José de Souza.

Por seu lado, D. Helena Jefferson de Souza, companheira inseparável de Missão do Professor Henrique José de Souza, assim se expressou numa carta dirigida aos condiscípulos portugueses, emitida da cidade de São Paulo em 4.12.1967:

Aí está a Serra de Sintra – ondulada pelos ventos refrescantes do Oceano Atlântico. Este mar que ladeia pelo lado do Ocidente une-nos com laços fraternais e espirituais, pois naquele Sacrossanto Monte, em 28 de Setembro de 1800, dealbava-se a aurora de um Novo Mundo.

Naquele instante histórico, portador de melhores dias para o Mundo, Portugal despontou de Luz, chamando para si as Bênçãos do Eterno, já que no glorioso momento o Profeta da Galileia e a sua compassiva Mãe apresentaram, a este mesmo Mundo, as preciosas Gemas enxertadas na Coroa do Buda Celestial.

Perante a História da Evolução Terrestre, perenemente o destino de Portugal fez brilhar a lâmpada da chama clara, inspirando novos desígnios na elaboração e construção do QUINTO IMPÉRIO. Tenha-se em conta o evento de 27 de Julho de 1899, na capital lisboeta, nessa Bela ou Boa Flor-de-Lis, que na excelsa motivação ornamentava subjectivamente a Praça dos Arcos. Aquela data marcou, de forma indelével, no Ouro e na Prata dos 23 Arcos, como prova indubitável, a Grande Missão de Portugal diante do Mundo.

Na razão do sucesso, pela essência do êxito, no meio de lágrimas, surgiu a gloriosa sentença do Eterno: “No entanto desta Mulher nascerá o Meu Filho”. E realmente cumpriu-se a sagrada profecia. Não só ressurgiu o “Monarca dos Três Logos”, o Senhor Maitreya, mas com Ele os Sete Dhyanis ou Príncipes da Sua Excelsa Corte.

Trago em Minha destra o fanal do Amor Universal. Por isso já disse o Menino Deus, no Templo subterrâneo do Caijah: “Com a Sabedoria do Pai e o Amor da Mãe se firmará no Filho a Omnipotência do Eterno”.

Com esses testemunhos escritos pelos primeiríssimos e principais actores da peça mais que iniciática, HENRIQUE e HELENA no papel de ULISSES e ULISSIPA, em boa verdade desde a sua primeira hora o Novo Ciclo Avatárico da Obra do Eterno na Face da Terra, com centro irradiador na figura magistral do próprio Henrique José de Souza (1883-1963), tem como Apta, Presépio, Berço ou “Casa de Deus” da sua aparição e acção este mesmo Portugal, antes, PORTO-GRAAL.

JHS 16 anos

Em Julho-Agosto de 1899, na primavera dos seus 16 anos de idade os dois jovens enamorados, Henrique José de Souza e Helena “Iracy” Gonçalves da Silva Neves, provindos de São Salvador da Bahia para Lisboa integrados numa Companhia Teatral Infantil, dirigida por um casal lusitano dos mais insignes, os Barões Henrique e Helena Gusmões Antunes da Silva Neves, realizaram um périplo iniciático no país, desde Lisboa-Sintra a Pombal de Ansiães, em Trás-os-Montes, conduzidos pelas mãos vigorosas e protectoras dos “Maiores da Tradição” (Avarat) que na velhinha Lusitânia mantêm viva a “chama clara” da sua espiritualidade, agindo de forma secreta, sim, contudo sensível a tudo e a todos, matematicamente harmónica numa justa e perfeita Ordem (Mariz).

Durante os 17 dias da sua estadia em Portugal, Henrique e Helena foram primeiro a São Lourenço dos Ansiães, junto ao Rio Tua, nas montanhas transmontanas, como se estas fossem aqui a reprodução das montanhas da Mongólia Interior do Traixu-Lama, Chefe Supremo da Grande Confraria Branca. Foram de comboio até ao Porto, de onde prosseguiram até Ansiães pela linha ferroviária do Tua, inaugurada no final de 1887. Foi breve a sua estadia aí, um dia e uma noite. De regresso a Lisboa, vão a Sintra e visitam o Castelo dos Mouros, a Cruz Alta… indo até São Lourenço das Azenhas do Mar, para que o Mistério ficasse completo.

casal sintra

Por fim, na Lua Nova de 27 de Julho de 1899, 5.ª feira, cerca das 15 horas da tarde no cruzamento da Rua Augusta com a da Conceição, em Lisboa, a caleche que transportava os jovens Henrique e Helena, vinda do Alto de Santa Catarina para a residência do Barão Henrique Álvaro Antunes da Silva Neves, junto à Sé Patriarcal, repentinamente foi interceptada por uma quadrilha de cinco malfeitores, antes, magos negros (número assim configurando o pentagrama invertido), que assustou os cavalos e fez a carruagem voltar-se. Helena sucumbiu sob os rodados do carro e os cascos das bestas, mas Henrique sobreviveu, tendo sofrido apenas algumas escoriações ligeiras.

Ela, Helena, de imediato foi levada pelos Adeptos presentes para um recanto da Sé Catedral próxima, onde lhe ministraram os socorros urgentes, mas como não dava sinal de vida abriram o alçapão que aí está, próximo do altar-mor, e desceram com o corpo inerte ao seio da Terra, ao seio de Sintra.

Ele, Henrique, só muito mais tarde soube do destino da sua bem-amada, e enquanto não embarcou, a fim de a viagem prosseguir para o Oriente, foi levado, em guisa de conforto, à “Estrela da Sé”, que era a taberna do Barão, e aí pôde saborear várias especialidades: tâmaras (mandadas vir do Oriente pelo mesmo Barão, que era armador e fretador marítimo), iguarias portuguesas e provar os famosos vinhos do Porto e da Madeira. Finalmente, na tarde de 7 de Agosto de 1899 deu-se o embarque do jovem, acompanhado de distinta comitiva de Adeptos, a caminho do Cairo, Egipto, com destino certo a Srinagar, Norte da Índia.

Sobre a Tragédia da Rua Augusta ocorrida consigo, o Venerável Mestre JHS deixou escrito na sua Carta-Revelação de 25.7.1961, O estado de Consciência da Era de Maitreya, in Livro da Reconstrução do Pramantha do Ciclo de Aquarius:

(…) com Ela aconteceu em Lisboa, na Rua Augusta, ou Sushumna, com as suas duas Ruas Ida e Pingala, que são as do Ouro e da Prata ou no sentido do que foi dito, a da Prata e a do Ouro, em lateralidade. E Eu tive que dar o meu sangue pelos dois braços ou lados, Ouro e Prata, Pingala e Ida, por Ela, na Sé Patriarcal, que inscreve no seu frontispício os dois HH dos nossos nomes. E depois acabei realizando uma espécie de “Ritual Eucarístico” numa taverna bem em frente ao lugar da Rua Augusta, onde se deu o acidente. (…) Como se vê, o pivô da nossa Obra começa na Serra de Sintra (…).

Quanto às razões iniciáticas para a mesma Tragédia, o Mestre discrimina-as na Carta-Revelação de 28.1.1953, Sintra e seus Mistérios (para ser lido com os Olhos do Espírito), inserta no Livro Chuva de Estrelas – A.

Para todo o efeito, o Jove ou Jovem Henrique ladeado pelo Dhyani-Kumara Gabriel ou Abraxis, tutor de Helena em Goa, e o Barão Henrique da Silva Neves, acabam expressando a Trindade Divina na Terra: Henrique para Akbel e a própria Divindade – 1.º Logos; Gabriel para o Plano Intermédio dos Deuses – 2.º Logos; e o Barão para o Mundo Humano ou Jiva representado na mais sublime Milícia Iniciática Secreta – 3.º Logos.

Tem-se, pois, a Viagem Avatárica do Adolescente das 16 Primaveras (número cabalístico do Kumara, o “Eterno Adolescente” ou “Eterno Virgem”) com três etapas iniciáticas bem demarcadas, duas em solo Luso ou Assúrico, sim, o da “Terra dos Filhos da Luz” (Luxcitânia), para que resultasse a terceira derradeira:

três lugares

Esses “Inferno, Purgatório e Céu” estão consentâneos com a formação gnosiológica da Quinta Rama da Excelsa Fraternidade Branca, como seja a Soberana Ordem de Mariz, cujo desenvolvimento escatológico se fez mais sensível nos seguintes lugares do País:

NORTE – ANSIÃES – FORMAÇÃO (TAMAS) = Conde D. Henrique e a Ordem Franca de AVARAT (século XI); D. Afonso Henriques e a Ordem Lusa de MARIZ (século XII).

CENTRO – SINTRA – ORGANIZAÇÃO (RAJAS) = Ordens de AVIS e do TEMPLO, com as cores verde e vermelha de FOHAT e KUNDALINI, servindo de “Escudo Defensivos” à Ordem de MARIZ.

SUL – SAGRES – EXPANSÃO (SATVA) = Infante Henrique de Sagres e a diáspora marítima sob o pendão espiritual de MARIZ representado pelas Ordens de AVIS e de CRISTO.

Motivo mais que suficiente para o saudoso amigo Paulo Machado Albernaz, preclaro discípulo de JHS, escrever-me (São Paulo, 2.8.2000) o seguinte:

Por esta razão a Península Ibérica tornou-se a verdadeira Iniciadora do Ocidente, portadora dos Mistérios. Naquela mesma ocasião foi fundada a Ordem de Avarat (que quer dizer: “A Tradição dos Nossos Maiores”). Bem mais tarde surgiria aquele príncipe de origem francesa, D. Afonso Henriques, que libertaria uma pequena parte da Península, fundando o pequeno mas glorioso Reino de Porto-Calens, hoje, Portugal. Em São Lourenço dos Ansiães, funda-se a prodigiosa Ordem de Mariz, que como sabemos usava as famosas cores verde e vermelha, que mais tarde seriam usadas no pendão português até aos dias de hoje.

Essas palavras preciosas reproduzem quase textualmente aquelas outras sábias da Coluna J do Venerável Mestre JHS, António Castaño Ferreira, proferidas na cidade de São Paulo em 7.6.1952:

Tornou-se a Península Ibérica a verdadeira Iniciadora do Ocidente, portadora dos Mistérios. Foi fundada então a Ordem de Avarat (que quer dizer: “A Tradição dos Nossos Maiores”). Mais tarde (…) em São Lourenço dos Ansiães, funda-se a prodigiosa Ordem de Mariz, que como sabemos usava as famosas cores vermelha e verde (…). Este pequeno Centro deu origem às grandes navegações e, consequentemente, às grandes descobertas. Foi então que D. Henrique fundou em Sagres a sua famosa Escola de Navegação, donde sairiam os bravos marujos que descobririam para o mundo terras até então desconhecidas. D. Henrique era o Chefe da Ordem de Mariz, que tinha por sinal secreto AVI-MAR (AVE MARIS) que pronunciava pondo a mão sobre o coração, gesto tão nosso conhecido. Preparou-se em seguida, em 1500, a descoberta da América.

Disse-me ainda Paulo Albernaz, desta feita em carta datada de 28.12.1999:

Não resta a menor dúvida que o Arcano 17 está estreitamente ligado à Nação Portuguesa, cuja extensão não deixa de ser o Brasil! “As Estrelas” guiaram os intrépidos navegantes que chegaram à “Nova Terra” e colonizaram o Brasil, dando início à Glória da Sub-Raça Latina, representada por Portugal, Espanha e antigas colónias, pois serão o Berço do Avatara.

Com um preito de saudade apertando o coração, lembro aqui as preciosíssimas palavras que Roberto Lucíola, fidelíssimo discípulo de JHS, enviou-me de São Lourenço em 27.5.2002:

Residir numa Região “Jina” como Sintra não deixa de ser um privilégio e, acima de tudo, indica desfrutar de um bom Karma. Como sabemos, Sintra é o Centro de Poder Espiritual da Europa, pois aí está localizado um “Posto Representativo” presidido por um Excelso Dhyani-Kumara, responsável pela Tónica da Literatura. Por aí se pode aquilatar o potencial de Conhecimento Humano que Portugal encerra em seu seio.

Todos os sete “Postos Representativos” espalhados pelo Mundo encerram em si um grande potencial da mais alta vibração de Energia Espiritual, no sentido iniciático. São, pois, Centros Irradiadores das mais sublimes Forças. Sob a égide espiritual de Sintra, estão sete importantes capitais europeias, tais como: Roma, Londres, Bruxelas, Paris, Madrid, Copenhaga, Berlim… Estas capitais estão na órbita portuguesa segundo nos ensinam os mais sagrados e misteriosos Ensinamentos Ocultos. Não esquecer que cada “Posto Representativo” abriga em seu seio uma determinada Ordem Secreta composta por um Dirigente, que é o próprio Kumara e mais 111 Adeptos, totalizando o número cabalístico 777, ou seja: 111 x 7 = 777.

O Infante D. Henrique de Sagres foi uma expressão da Divindade encarnada entre os homens para implantar uma nova etapa na Civilização. Só este facto é suficiente para glorificar a sua Pátria e ser motivo de orgulho pertencer a uma Região escolhida por Deus para firmar a Sua Obra. Outrossim, coisa que muita gente ignora, o “Império Lusitano” não foi fruto de impulsos expansionistas ou obra do acaso, como querem os materialistas que ignoram os Desígnios de Deus. O “Império Lusitano” foi uma imposição da Lei Divina que a tudo preside. Assim sendo, ele jamais foi destruído, devido às suas origens.

Na realidade, o “Império Lusitano” é o “Império da Luz”, ou seja, da Luz Espiritual, e como tal é eterno. Esse “Império da Luz” foi recolhido aos Mundos Interditos do Interior da Terra para emergir em tempo oportuno, ele jamais foi destruído, porque o que é sagrado não pode ser destruído pela maldade humana. Os Preclaros Adeptos todos pertencentes à Linhagem do Planetário da Ronda, ou sejam, os componentes da Hierarquia dos Assuras, ao longo da História fizeram diversas tentativas para implantar na Face da Terra a Sinarquia Universal, esse “Quinto Império Encoberto” de que nos fala Fernando Pessoa.

esfinge

Não sofrendo de qualquer crise de etnia xenófoba, somente o Povo Português tinha condições para dar origem a uma Nova Raça que fosse o fruto das experiências e dos sofrimentos por que já passou toda a Humanidade na sua longa caminhada em busca do seu destino, que é o retorno ao Espírito Santo, segundo as várias “Promessas” feitas por todos os Avataras que a este Mundo vieram.

Se lançarmos um olhar nas páginas da História Oculta da Humanidade, verificaremos que as Forças Obscuras, que sempre dão combate à Luz, tudo fizeram para impedir que os desideratos da Lei se cumprissem, mas sempre foram vencidas, porque a derrota dos Lusitanos seria a derrota da própria Divindade, coisa que é inconcebível e inteiramente impossível de acontecer. As Forças Obscuras foram sempre vencidas pelas Forças do Espírito Santo.

Muito embora não termos tido por estas bandas (Brasil) nenhum “Condestável”… os Céus nunca nos abandonaram. Temos a certeza que o Império Eubiótico ou Sinárquico, mais dias menos dias, será reimplantado, pois as “Sementes” nunca morreram e estão bem vivas, e na Hora aprazada florescerão como Lei bem certa. Porque contra os Desígnios da Lei não há força que resista.

Posso citar ainda António Carlos Boin, que nos idos anos 70 e 80 do século passado exerceu o cargo de Secretário de Instrução em diversos Departamentos Eubióticos (Maria da Fé, São Paulo e Santo André). Além da correspondência que trocámos, certa vez e em conversa telefónica com o finado amigo, a dado passo ele adiantou-me que “as cores verde e vermelha da Ordem dos Tributários são herança e reprodução directas das iguais da Ordem de Mariz, expressivas de Deus Pai-Mãe, as quais, ao nível imediato, unem Portugal e Brasil”.

Em uma Carta-Revelação de JHS escrita em São Lourenço datada 16.2.1963 (Arcano XVI – A Revolta no Trono, Antiga Casa de Deus, in Livro Vitória dos Bhante-Yaul), o Mestre refere que “S. Lourenço dos Ansiães ligava-se outrora, subterraneamente, com o Mundo de Duat”, e aplica a seguinte dicotomia aparentemente inconciliável: por uma parte diz que “a Ordem de Mariz não se dissolveu, e sim bifurcou-se exotericamente nas de Avis e de Cristo”; e por outra parte, “a Ordem de Mariz não existe mais”!

Pois sim, é a mais pura verdade: “a Ordem de Mariz não existe mais”… em actividade franca ou aberta à Face da Terra. Isso acabou no reinado de D. João I, e depois disso o seu primeiro eco exotérico ou público foi a Escola Náutica de Sagres. Como todas as seis restantes Fraternidades de Adeptos (sendo as Ramas da Árvore dos Kumaras no todo, ou Grande Fraternidade Branca), está cerrada para o século ou ciclo profano, repito, praticamente desde os finais do reinado de D. João I, o “Mestre Perfeito”, e o desaparecimento do Santo Condestável, Nuno Álvares Pereira, que foi a antiga reencarnação do próprio Barão Henrique Álvaro Antunes da Silva Neves, de nome esotérico Malaquias, Dharani de 1.ª Classe, Grão-Chefe Temporal da Ordem de Mariz.

Desde o século XV para cá, essa Soberana Confraternidade só age franca ou abertamente em baixo, nos Mundos de Badagas e de Duat, ou então, de maneira discretíssima, junto de raríssimos homens rigorosamente selecionados com Missão Divina sobre a Terra, tal qual agiu como encoberta ou encapuçada através das Ordens de Avis (Fohat) e de Cristo (Kundalini), respectivamente, possuidoras das cores mores verde e vermelho, cuja fusão cromática dá a púrpura de Kala-Shista ou Sishita, em védico, em caldaico Kurat-Avarat, a mesma Sintra como 5.º Posto Representativo dos Marizes, Mouros, Moryas, Marus

Falando das Sete Ramas da Árvore Genealógica dos Cabires ou Cumaras (Kumaras), constituindo a Excelsa Fraternidade Branca dos Sete Raios de Luz, elas são:

ORDEM DOS CAVALEIROS DO SOL – PERU – SOL – LUZ DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = MIKAEL (SABER)

*

ORDEM DOS ASTECAS CABALISTAS – MÉXICO – LUA – NOME DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = GABRIEL (BELEZA)

*

ORDEM ANDRÓGINA DA ROSACRUZ – E.U.A. – MARTE – SENTENÇA DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = SAMAEL (BONDADE)

*

ORDEM SECRETA DE MALTA – AUSTRÁLIA – MERCÚRIO – VONTADE DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = RAFAEL (PUREZA)

*

ORDEM SOBERANA DE MARIZ – PORTUGAL – JÚPITER – REALIZAÇÃO DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = SAKIEL (RIQUEZA)

*

ORDEM DOS CAVALEIROS DE ALBORDI – EGIPTO – VÉNUS – EXPANSÃO DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = ANAEL (VENTURA)

*

ORDEM DOS TRAICHUS-MARUTAS – ÍNDIA – SATURNO – TRONO DE DEUS

111 Adeptos Assuras e 1 Dhyani-Kumara = KASSIEL (SUBLIMAÇÃO)

O Venerável Mestre JHS (Henrique José de Souza) repetia amiúde que “não dava nada de bandeja”, logo, sendo o Supremo Iniciador falava e escrevia por anagramas e subentendidos para que o discípulo decifrasse e se tornasse, por fim, um Iluminado, um Integrado na Sabedoria do Deus AKBEL. Como essa sua frase citada por último, igualmente milhares de frases, parágrafos inteiros espalhados em todos os seus Livros de Revelações, são verdadeiras mayas e métodos de Verdadeira Iniciação Mental, logo, Espiritual. Bem parece que raros as dobram, perpassam, vencem de vez por todas, sobretudo os que estão na Obra, pois os que estão fora dela dão-se às maiores loucuras que só um psiquiatra calejado poderá explicar, a ponto de um desses, notoriamente afectado, ter ido ao extremo de registar em notário a Ordem de Mariz!!!

Servindo-me da mecânica sideral, planetária e natural da YOGA DA ARANHA, dada pelo Rei de Agharta, BAAL-BEY, à nossa Obra em 28 de Janeiro de 1941, transpô-la-ei para a estrutura escatológica da Hierarquia Oculta de Sintra:

ABSOLUTO – Sideral (Constelação): SIRIUS (KALIBA, em aghartino).

Sirius, segundo Roberto Lucíola (in Caderno “Fiat Lux” n.º 18, Fevereiro de 1999 – Sistemas Geográficos), integra “as sete Constelações Primordiais, relacionadas às sete Montanhas Sagradas, que, por sua vez, demarcam na Face da Terra um Sistema Geográfico, onde as Mónadas atingem o seu máximo de desenvolvimento, pois é nesses locais sagrados onde também se faz presente a manifestação humanizada da Divindade através do Avatara do Ciclo e da sua Corte ou Hierarquia.

“Cada uma das Montanhas Sagradas preside a um Ciclo Evolucional, onde determinados Seres de Hierarquia elevada se concentram, a fim de realizar um trabalho de natureza oculta obedecendo aos ditames da Lei. Em geral, funcionam sete Centros Iniciáticos de altíssimo potencial orbitando em volta de uma Oitava Montanha que expressa a própria Lei. Actualmente, o fenómeno repete-se. As pessoas ligados a esse Mistério estão se encaminhando para a Oitava Montanha Moreb que é a síntese e que expressa os esforços e experiências das sete Montanhas que já cumpriram o seu papel na História Oculta da Humanidade.

“A Montanha Moreb, na região de São Lourenço no Sul do Estado de Minas Gerais, Brasil, tem o significado de A Montanha que Ouve, e é a última Montanha do Ciclo Ariano. Ela acumula em seu seio os valores e as glórias das sete que a antecederam. Todos os valores do Passado ecoarão por Moreb. Será o Sinal dos Tempos. Sobre o assunto, assim se expressou JHS:

“Todas as glórias das Montanhas falarão por Moreb. É o Sinal da Consolidação. Depois, quando o Ciclo Ariano estiver completo, um Portal abrir-se-á através de um vulcão no Monte Moreb. Formar-se-á em São Lourenço um dos mais famosos vulcões do Mundo, cujas lavas acumuladas formarão a mais alta montanha do Globo Terráqueo.”

PAI – Planetária (Planeta): JÚPITER (JEVADAK, em aghartino).

Sobre o que diz D. Helena Jefferson de Souza na sua carta Aos queridos Filhos de Sintra (São Lourenço, 28.1.1977): “O nome dessa Augusta Ordem (de Mariz) tem, por origem, Morias, Mouros, Marus, e as suas insígnias (cruz e fita) eram nas cores verde e encarnada (…). Ambas essas cores, se fundidas, dão o PÚRPURA do 5.º Posto Representativo”. Isto na sequência do Professor Henrique José de Souza ter dado JÚPITER como Planeta regente do 5.º Posto de Sintra, no Livro da Pedra (Carta-Revelação de 3.7.1950 – Dedicado aos Excelsos Dhyanis).

Sintra e JHS

O Arcanjo, ou melhor, o Dhyani-Kumara relacionado a JÚPITER é SAKIEL (SAQUIEL ou SATYA-BEL), observado como um imenso Sol Púrpura por detrás de uma Montanha, segundo a sua visualização tradicional dada por AKBEL.

MÃE – Natural (Elemento): ÉTER (AKASHA, em sânscrito, MASH-MASK, em aghartino).

Animando o 5.º CHAKRA LARÍNGEO, trata-se da QUINTESSÊNCIA ou 5.º Elemento afim à natureza do Luzeiro Feminino ALLAMIRAH (“Olhar Celeste”), que tem por Centro de Irradiação o 5.º Globo Flogístico VÉNUS (planeta feminino por excelência). Sobre isto mesmo, D. Helena Jefferson de Souza em carta de 4.7.1967, dirigida aos condiscípulos portugueses, proferiu quando então lhes deu o Ritual da Quinta Essência Divina: “Mentalizar uma cortina ou cascata de águas AZUIS de permeio a doiradas estrelas descendo ou projectando-se sobre todos os presentes. Este Ritual propiciará, no decorrer da persistência ritualística, a, digamos assim, objectivação da QUINTA ESSÊNCIA DIVINA, agindo como uma Bênção dos Céus e equilíbrio para todos. Devido às actuais condições em que vive o Mundo, necessitamos de acção, coordenando-se, dessa forma, a actividade mística com a vontade sábia”.

FILHO – Sideral, Planetário, Natural: ARABEL (AKBELOY, em aghartino).

Segundo o Venerável Mestre JHS (in Livro do Colóquio Amoroso, 1956), trata-se do “5.º Senhor do Lampadário Celeste, ARABEL, o Deus da Ara, do Altar, ou do Fogo, como Senhor do Quinto Sistema”. Este Excelso Luzeiro em cuja fronte tremeluz o TETRAGRAMATON, tem como veículo físico o 5.º Globo em formação, Vénus, e na Terra, no Sistema Geográfico Internacional a partir de ARAKUNDA no escrínio do Roncador, em Mato Grosso, Brasil, manifesta-se pelos 7 Dhyanis-Kumaras dos quais o 5.º de Sintra, repito, é Sakiel, Raio Espiritual de Júpiter, feito assim aspecto inferior de ARABEL ou veículo da Sua manifestação universal, dando como resultante da união de Manas (Vénus) com Atmã (Júpiter) a:

GERAÇÃO – Em Cima, no Meio e em Baixo, ou Face da Terra, Duat e Agharta.

Esta Geração, Progénie ou Corte Iluminada aqui, em Sintra, é dirigida por Sakiel e constitui-se de 111 Adeptos Independentes, dos quais dois são o Filho (Dhyani-Budha) e a Mãe (Dhyani-Budhai), Dirigentes temporais do Posto para o espiritual, o Pai, o Dhyani-Kumara.

Como Ambos, Budha-Budhai, têm as suas Colunas Vivas, uma encarrega-se dos Ritos da Ordem Interna desse Posto, dessa Embocadura, pelo que é o seu Chefe Espiritual ou Grão-Sacerdote, enquanto a outra Coluna exerce as funções Administrativas da mesma Ordem, logo, sendo o seu Chefe Temporal. Quem é este? Precisamente o Barão Henrique da Silva Neves (Portugal, 1849 – Brasil, 20.11.1944), de nome esotérico Malaquias.

Quem foi ou é o Barão Henrique da Silva Neves?

Muito poderia dizer a respeito, mas prefiro reter-me no que escreveu o Professor Henrique José de Souza sobre o aspecto exotérico ou público do Venerável Adepto (in Teatro São João, revista O Luzeiro, n.os 13/14, Junho-Julho 1953):

Por Lei de Causalidade, tanto o pai de JHS como o Venerável Ser que fazia parte da comitiva que o acompanhou ao Norte da Índia (também chamado Henrique Antunes da Silva Neves, e sua esposa, Helena A. da Silva Neves, os mesmos nomes dos Dois Dirigentes da Missão Y), eram armadores. O primeiro possuía DOZE navios (algo assim como os 12 Signos do Zodíaco, os 12 Cavaleiros da Távola Redonda, os 12 Pares de França, os 12 Apóstolos, etc., etc.), inclusive um de nome “Rio Real”, que “tendo sido salvo de uma grande tempestade, o seu comandante prometeu ao Senhor do Bonfim uma miniatura do barco”, etc., como se pode comprovar na “Sala dos Milagres” dessa mesma igreja, na capital baiana. Quanto ao Venerável Ancião – que, diga-se de passagem, “foi um dos grandes amigos do pai do autor deste estudo” – possuía, por sua vez, DEZ navios, dentre eles, o de nome “DRAGÃO”… e com os quais fazia o transporte de mercadorias de Lisboa para GOA, e vice-versa. Em tal lugar, a família possuía uma valiosa mansão, onde estivemos hospedados. E na hora da partida, a sua esposa, “a santa mulher com porte de rainha”, com as faces banhadas em lágrimas, dizia adeus com o seu lenço de linho… postada à beira do cais…

No seu Livro das Vidas – O Mistério da Árvore Genealógica dos Kabires, datado de 1933, o Venerável Mestre JHS dá o Barão Henrique S. Neves como o 6.º Sub-Aspecto do 1.º Aspecto da Linha dos Cabayus ou dos Moryas. Diz:

6.º: HENRIQUE ANTUNES DA SILVA NEVES, português ilustre, que viveu muito tempo em Goa. Era amicíssimo do Mestre ABRAXIS (Jean Feliciani Domiciani), proveniente de Lorenzo e Lorenza, de quem o mesmo era filho, com mais outros 6, que figuram como 2.os Aspectos de todas as Linhas. De seu nome nos servimos quando nos hospedámos no Hotel Globo, em 1914, quando para aqui viemos do Norte: Henrique Antunes da Silva. Fizemo-lo por motivos ocultos, pois não tínhamos necessidade de viajar a descoberto, mas INCÓGNITO. Além disso, tal Ser foi um Pai que encontrámos outrora, quando fomos à Índia às ocultas, ou fugido de nosso lar. Em sua casa estivemos hospedado juntamente com Abraxis, que nos honrava com a sua presença e nos conduziu ao Norte da Índia, donde viemos recambiado, depois de nossa missão. H. A. da Silva Neves era versado em várias línguas, inclusive indianas, e muito mais em Filosofia. O seu filho, António Neves, foi representante de “DHÂRAN” em Calcutá.

Com efeito, António da Silva Neves, o “Antonino”, representou o Professor Henrique José de Souza, a Sociedade “Dhâranâ” e a revista “Dhâranâ” na Índia, como facilmente pode verificar-se na lista de colaboradores e correspondentes nos seus primeiros números, tendo o próprio Paulo Machado Albernaz, quando foi redactor-chefe de “Dhâranâ” nas décadas de 50 a 70 do século passado, expedido regularmente por correio números da revista para o endereço do filho do Barão, cujos remetente e destinatário eram inicialmente os seguintes: “De: Sociedade Dhâranâ – Budismo-Maçonaria – Niterói – Rio de Janeiro. Para: Senhor Antonino Neves – Caixa Postal 600 – Calcutá – Índia”.

Segundo as informações disponibilizadas pelo Venerável Mestre JHS nos seus Livros de Revelações, os Barões da Silva Neves haviam sido em vidas anteriores ele o Santo Condestável Nuno Álvares Pereira (posteriormente, Tomé de Souza, 1.º Governador Geral do Brasil), e ela a Rainha Santa Isabel. Isto mesmo está escrito na Carta-Revelação de 4.1.1952 pertencente ao Livro dos Makaras. Diz:

Todos já conhecem quem foi o Condestável na sua vida anterior… do mesmo modo que na seguinte, Tomé de Souza. E a seguir, o Barão Henrique Antunes da Silva Neves.

Noutra parte da mesma Carta-Revelação:

D. Nuno Álvares Pereira, tal como a Rainha Isabel, nunca deixaram de existir. As suas mortes são misteriosas… mesmo que ficassem os cadáveres, em ossos ou cinzas… para tradição das suas vidas, na História de Portugal. No entanto, mudaram de corpos. Essa esteira luminosa que mais parece a da Via Láctea… veio ter ao Brasil.

Reitera o Mestre reitera na Carta-Revelação de 20.1.1952, pertencente ao mesmo Livro:

Os Barões da Silva Neves não saíram apenas da Essência Espiritual do Condestável e da Rainha Isabel, a Santa, mas também dos seus corpos imortais, pouco importando o que deles fala a História Portuguesa, a Época, etc. (…) O meu pai e o meu avô eram amigos e parentes dos Barões da Silva Neves; por sinal que o meu pai foi armador, e ele também. Além de pertencerem a diversas Ordens de Cavalaria, etc.

Quanto à vida anterior do Barão como o “Santo e Guerreiro”, D. Nuno Patricial (Condestável) e D. Nuno Eclesial (Monge), sim, Avatara do próprio Akdorge ou “Homem da Couraça ou Manto Vermelho” (Marte) que lhe terá aparecido pouco antes da Batalha de Aljubarrota (14.8.1385), o Mestre JHS diz ainda na Carta-Revelação de 4.1.1952:

Todos os países do Mundo possuem a sua História. A verdade, porém, é que depois do Ramo Racial Greco-Latino, que inclui celtas, galos (inclusive a França), etc., nenhum se compara a Portugal ou PORTO GALO, Gaulês, etc., para cujo lugar, por ser litoral e outras razões, o Manu UR-GARDAN, “o Homem do ÉDEN ou JARDIM DE FOGO”, conduziu o seu POVO, imitado por NUN´ÁLVARES, porque… aqueles que se antepuseram aos seus passos foram derrotados, foram aniquilados, sofreram a MORTE, porque, de direito e de facto, “o Manu é Senhor de Vida e de Morte, não só sobre o seu Povo como do Mundo inteiro”, cujos seres, por sua vez, são frutos, sazonados ou não, dos Manus anteriores, todos Eles, por sua vez, nascendo do Manu Primordial.

Pois sim, avançando no tempo tem-se que após o Acidente de Lisboa, na Rua Augusta, ocorrido com os Gémeos Espirituais HENRIQUE-HELENA, alguns anos depois o Insigne Casal de Barões desfez-se dos seus negócios e bens em Lisboa e Goa (nesta última residindo na Rua Espelho de Flores, depois só Rua das Flores, n.º 19, junto ao Largo da Igreja de São Lourenço de Agaçaim, sobranceira ao Rio Zuari e a caminho do Forte dos Reis Magos) e foi fixar residência no Brasil, em São Salvador da Bahia, ou melhor, na Ilha de Itaparica fronteira à cidade, no sítio de Caixa-Pregos, próximo a Mar Grande junto à estrada (na ocasião de terra batida) levando à igreja matriz de São Lourenço de Itaparica.

Sentindo grande afecto por Henrique José de Souza, e talvez ainda coagidos pela tragédia ocorrida em Lisboa, não querendo que se repetisse alguma mais, estes seus Paraninfos ou “Barões Assinalados”, parafraseando Camões, fizeram de Itaparica a sua nova morada, onde passaram a viver de maneira mais humilde ou recatada, discreta. Acerca da instalação dos Barões em Itaparica, o Mestre JHS escreveu na sua Carta-Revelação de 11.9.1941:

Como Refugium Peccatorum, não quer dizer que seja “lugar de castigo”. Puro engano! Mas antes de purgação, de elevação, de destruição de erros ou karma, como o próprio Henrique da Silva Neves (o Santo Condestável) e Helena da Silva Neves (a Rainha Santa Isabel – Ísis Babel ou Abel, etc.) se ocultarem até hoje, cercados da sua Corte, alguns Adeptos que auxiliaram, como Eles, os primeiros dias dos Gémeos, quando ambos tinham 15 para 16 anos de idade material ou humana. Assumiram conscientemente a responsabilidade indo PURGAR-SE na referida Ilha, desde que não podiam fazê-lo em Shamballah, nem mesmo na Agharta… S. Salvador fica fronteiriça, e passa por ser a terra natal de ambos os Gémeos Espirituais, Henrique e Helena como Eles, os dois prodigiosos Seres.

Na Bahia, o Casal de Barões esteve ligado ao negócio das águas abastecedoras de São Salvador, e nesta mesma cidade, na Casa do Paço do Saldanha, os Preclaros Membros da Ordem de Mariz, vários de padrão superior e até de brasão exterior que haviam acompanhado o seu Chefe, costumavam reunir-se. Refira-se, ainda, que já em 1567 a Ordem de Mariz, através de D. António de Mariz, ajudara Mem de Sá a fundar a cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro (in Anais do Rio de Janeiro, tomo 1.º, pp. 328-329).

paço saldanha

De Itaparica o casal de Barões mudou-se para Teresópolis, em 24.12.1941, e finalmente, no início de 1944, para a região de Minas Gerais do Sul, onde passou a residir nas proximidades da cidade de São Lourenço, e aí costumava encontrar-se assiduamente com o Professor Henrique José de Souza. Diz-se até que a arquitectura e acústica do Templo da S.T.B. nessa cidade, inaugurado em 24 de Fevereiro de 1949, haviam sido sugeridos pelo Barão ao Professor…

Bastante idosos, no final das suas vidas terrenas e numa época em que o Professor H.J.S. e a sua Obra eram severamente atacados pelas Forças Sinistras da Involução, ameaçando gravemente a sua continuidade na Face da Terra, os Barões da Silva Neves juntamente com o seu sempre fiel Mordomo José Ramayana, luso-goês então também já muito idoso, em 20 de Novembro de 1944 decidiram oferecer em holocausto as dádivas das suas vidas em troca da sobrevivência na Face da Terra de Henrique José de Souza, da sua Instituição e Obra. Então, estes insignes Yokanans ou Arautos foram então recolhidos ao Interior da Terra, à capital do Mundo de Badagas, Mekatulan, localizada sob a cidade de São Lourenço (MG), e voluntariamente sujeitaram-se ao chamado Ritual Djina-Masdhar, o mesmo joanino da “Degola da Cabeça” ou do “Holocausto do Inocente”, igualmente chamado “Derrame do Sangue Real”, e que até a Maçonaria Adonhiramita reproduz no seu simbolismo ritualístico alusivo ao Martírio de S. João Baptista. Isto equivale ao sacrifício voluntário na Cruz (4.ª Iniciação Real do Arhat) a favor da Ressurreição (5.ª Iniciação Real do Asheka), o que implica o sentimento doloroso do holocausto autoimposto a favor da sobrevivência de algo ou alguma coisa, neste caso, repito, tendo como fito a salvação terrena ou humana da própria Obra do Eterno na Face da Terra, cuja expressão máxima era o próprio JHS.

Muito frequentemente o sentido da “cabeça decapitada” não representa tanto um martírio individual e mais uma “decapitação” simbólica do Chefe visível de determinada Ordem que, apesar de ter perdido quem a conduzia exterior ou publicamente, prossegue firme no Ideal que aquele havia plantado. Realmente, desde 20.12.1944 que os Barões da Silva Neves deixaram para sempre a Face da Terra, mas a Ordem de Mariz interiorizada prossegue a sua semeadura exclusivamente através da exteriorizada Ordem do Santo Graal, e de certo modo por quantos participam da Diáspora Espiritual a favor da Parúsia, do Advento do Cristo Universal.

A relação do Professor Henrique José de Souza com a Ordem de Mariz foi profícua e estreita ao longo de toda a sua vida. Até chegou a receber da mesma um estojo com o pano de cores verde e vermelha envolvendo a Cruz da Ordem, pela época do sacrifício dos Barões, altura em que o Barão Henrique S. Neves ofereceu ao Venerável Mestre a sua Comenda.

estojo mariz

No dia 14.3.1955, às 17 horas, o discípulo Carlos Lucas de Souza foi chamado à Vila Helena, residência do Professor Henrique e sua família em São Lourenço (MG), sendo aí foi nomeado “representante do Excelso Akdorge” tendo-o Mestre JHS agraciado com a mesma Grã-Comenda que pertencera ao Barão Henrique da Silva Neves, cujo símbolo liga-se ao Dragão de Ouro (Satva, Espiritual, Solar, a própria Grande Loja Branca), isto pelo valoroso trabalho do discípulo em prol da construção da Obra, solenidade a que estiveram presentes aos Irmãos Cavaleiros de Akdorge, dentre os quais Itagiba e Sebastião Vieira Vidal.

A relíquia sagrada acabou guardada por familiar de Carlos Lucas de Souza em uma caixa de papelão, conforme me informou o seu filho Henrique Arthur de Souza, a qual desgraçadamente veio a perder-se arrastada pelas enxurradas que no ano 2000 assolaram a cidade de São Lourenço.

De 20.12.1944 em diante, os Espíritos, as Essências Imortais dos Barões Henrique e Helena da Silva Neves passaram a vibrar em dois outros Seres, com 10 anos de idade, chamados Mário Lúcio e Maria Lúcia. Nascidos em 13 de Maio de 1934, tiveram como Pais espirituais Helena Iracy (1.º corpo) e Krivatza (Jesus, avatara de Akdorge), mas cujos Pais efectivos, carnais, foram os Adeptos Heinrich Gordon Schmidt e Helen Gordon Schmidt, pertencentes ao Sistema Geográfico de El Moro, E.U.A.

Como cada Yokanan possui três nomes diversos de acordo com a sua localização, como revelou JHS na sua Carta-Revelação de 17.1.1951, tem-se que os mesmos Seres são:

Mário Lúcio e Maria Lúcia = El Moro (Cimarron)

Hélio e Selene (Buda-Budai) = Bairro Carioca (São Lourenço)

Hermes e Jefferson = Mekatulan (Badagas)

Com isso, ligam-se às “misteriosas crianças” do Bairro Carioca de São Lourenço, possuídas dos mesmos nomes dos filhos físicos do casal Henrique José de Souza e Helena Jefferson de Souza, facto sobre o qual diz o Venerável Mestre JHS na sua Carta-Revelação de 25.1.1952 a qual pertence ao Livro dos Makaras:

Não devemos esquecer que há muitos anos foi anunciado: que dois Seres seriam Professores de Hélio e Selene. Tal Hélio era bem outro, do mesmo modo que Selene, como prova em tais corpos estarem hoje avatarizados os Barões da Silva Neves, tendo por Coluna Central, como já antes a tivera, um YOKANAN de elevada estirpe”… que é KAFARNAUM, o 8.º como Chefe da Linha dos 7 Yokanans principais.

Tendo sido as Colunas Vivas “emprestadas” a Akdorge no Ocidente, de 1850 a 1944, desta data em diante perfiladas Colunas Vivas de Akgorge, Irmão Gémeo daquele, teve-se no “Barão Yokanan” o exercício do Trabalho a ver com o 5.º Senhor Arabel e a 5.ª Raça-Mãe Ariana, e na “Baronesa Sibila” a consecução do Labor relacionado ao 4.º Senhor Atlasbel e a 4.ª Raça-Mãe Atlante, anunciados pelo grande Adepto seu Filho Leonel; ambos juntos operando para o 6.º Senhor Akbel e a 6.ª Raça-Mãe Crística, Cristina, Dourada ou Bimânica, acção anunciada pela Linha do Chefe dos Yokanans, Kafarnaum, das maneiras mais diversas até hoje.

Os esquemas seguintes certamente darão uma noção mais clara desse metabolismo, dessa transformação e acção que faz parte da dinâmica permanente do Mundo dos Jinas ou Adeptos Perfeitos, exercendo a sua influência constante na humana, mortal e insípida pequenez de quem vive e só na Face da Terra.

Antes 1944:

ANTES 1944

Pós 1944:

PÓS 1944

Assim se cumpriu a Profecia de Sintra, ou seja, aquela que fala da trasladação dos valores espirituais do Oriente para o Ocidente, aqui reproduzida na versão latina e respectiva tradução portuguesa:

profecia sintra

Sobre o que adianta o Mestre JHS no seu Livro do Graal (Carta-Revelação de 19.5.1950):

Não é de estranhar, pois, que na SERRA DE SINTRA, ao lado daquela profecia que fala da nossa Obra, de modo indirecto, mas para ser revelada por quem foi, embora que os lusitanos mais cultos a conheçam (inclusive através de Cintra Pinturesca), dizia, ao lado daquela famosa profecia também ali esteja mais esta: “Aqui neste lugar as ÁGUAS pariram dos VENTOS”.

Ar e Água, Vayu e Apas, Mental e Emocional, Homem e Mulher, Ulisses e Ulissipa, Henrique e Helena, juntos no mais perfeito dos Androginismos, aqui mesmo, na Montanha Sagrada dos Mouros, Moryas ou Marizes, para não dizer Marus e Marutas ou “Forças Vivas do Rei do Mundo”. Sim, aqui mesmo onde o Quinto Senhor Arabel cada vez mais se integra no seu Retro-Trono, Shamballah, pois que a Terra já passou a metade do Quarto Sistema de Evolução Universal, motivo do Futuro manifestar-se cada vez mais na Hora Presente.

As razões apresentadas não são, de maneira alguma, voluntariosas ao sabor de qualquer e pessoal apetência inflamada “patrioteira”, não, pois é o próprio Mestre JHS quem positivamente reitera o facto na sua Carta-Revelação de 2.5.1958, Duas e Três Tragédias, senão mais, in Livro do Ciclo de Aquarius:

O Quinto Sistema será naquele Lugar, isto é, em Portugal, na Serra de Sintra, onde a sibila estampou o mistério do Futuro, o mistério do QUINTO IMPÉRIO, também cantado pelo poeta lusitano, que fala de um só Altar, de um só Cálice de Ouro que há-de luzir. Portugal, Arquivo das Raças de Elite, principalmente a Greco-Romana, não podia deixar de ser o QUINTO SISTEMA.

Como o Sistema Geográfico do Roncador, Estado do Mato Grosso, Norte do Brasil, está igualmente para o Futuro Quinto Sistema ou Império Universal, como revelou o próprio Mestre, então, ter-se-á a Sintra do Presente como o Núcleo Interno da Xavantina do Futuro. E assim as dicotomias aparentes se consolidam, se desvanecem…

jhs graal

Para isso concorrem as sete substâncias ou princípios naturais (tatvas) de que se compõe o Sistema Geográfico Sintriano, em guisa de “Serpente Irisiforme” desde o Seio da Terra vomitando à Face da mesma as chamas púrpuras de Kundalini, o “Fogo Criador do Espírito Santo” que aqui é Omnipresente, por este santo vau ou “escoadouro” como Chakra Laríngeo do Mundo, sobre o que diz o Professor Henrique José de Souza na sua Carta-Revelação de 28.4.1958 (in Livro do Ciclo de Aquarius):

Quando o Bodhisattva (JEFFERSUS), em 1800, realizou o Avatara dos Gémeos no alto da Serra de Sintra, razão porque até hoje semelhante lugar se chama o “PICO DO GRAAL”. E isto diz tudo, em relação ao Graal em nosso Templo. Muito antes já tinha revelado que a Serra de Sintra também é formada de sete substâncias. Lá nasceu a Obra, no Avatara de 1800. Lá esta mesma Obra se ocultou em seu seio velada por dois Kumaras, enquanto outros dois acompanhavam as duas cigarras que ficaram naquele túmulo frio e pétreo, como o maior e mais digno de todos os Túmulos. Portugal, tu és a origem da Raça Brasileira. E esta formada por sete elos raciais, que tu guardavas também no teu régio Arquivo, como provam as tuas ruínas, a profecia da Serra de Sintra.

Com essas sete substâncias naturais se compõem as 7 Vestes do Luzeiro em Projecção (Ishvara) através do respectivo Planetário de Projecção (Kumara), que no mapa gnosiológico da Montanha Sagrada de Sintra localizam-se nos pontos seguintes, reproduzindo na Face da Terra, como Sistema Geográfico, um Sistema Planetário sideral:

MULADAK – CASTELO DOS MOUROS – PRITIVI (TERRA) – FÍSICO – SOL

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: Pouso Alto (Ceçary)

*

ISADAK – SANTA EUFÉMIA – APAS (ÁGUA) – ETÉRICO – LUA

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: Itanhandú (Inhacundá)

*

SAMADAK – SÃO MARTINHO – TEJAS (FOGO) – EMOCIONAL – MARTE

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: Carmo de Minas (Araçaranã)

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SATADAK – SÃO SATURNINO – VAYU (AR) – MENTAL INFERIOR – SATURNO

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: Aiuruoca (Ajur-Loka)

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ANADAK – LAGOA AZUL – AKASHA (ÉTER) – MENTAL SUPERIOR – VÉNUS

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: Conceição do Rio Verde (Itiquirá)

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REIFADAK – SETEAIS – ANUPADAKA (SUBATÓMICO) – INTUICIONAL – MERCÚRIO

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: Maria da Fé (Ia-Passé)

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JEVADAK – PARQUE DA PENA – ADI (ATÓMICO) – ESPIRITUAL – JÚPITER

Correlação astrogeosófica ao Sistema Geográfico Sul-Mineiro: São Tomé das Letras (Tassu)

Como Oitava Coisa ou Substância Síntese (MAHA-TATVA ou MAHA-BHUTÃ) participando da Substância Universal (SVABHÂVAT ou SINDAK, em sânscrito e aghartino), ela é representada pela própria ADITI, a “Mãe dos Deuses”, figurada na SENHORA DO Ó na QUINTA DA TRINDADE (THEOTRIM), expressiva dos Três Logos em Acção. Em sua correlação astrogeosófica ou simpatia vibratória psicomental, este Poiso dos Trinos vem a representar em solo lusitano a própria São Lourenço brasileira. Assim Portugal se une ao Brasil, a Serra de Kurat à Montanha de Moreb pelos mais profundos laços espirituais, para não dizer jinas.

Sistema Geogáfico de Sintra

A capela e a imagem de mármore em tamanho natural da Senhora do Ó, na Quinta da Trindade, desapareceram faz alguns anos, contudo, conservo o seu testemunho em fotos raras fazendo parte do meu arquivo pessoal e que aqui reproduzo.

Senhora do Ó

Na senda da presença dos Gémeos Espirituais em Portugal, no dia 3 de Agosto de 2009 desloquei-me mais uma vez a São Lourenço de Ansiães, em Trás-os-Montes, em guisa de homenagem à ida dos mesmos em 1899 aí mesmo, a esse Lugar de Purgação ou Purificação.

Sobre essa aldeia transmontana, o Professor Henrique José de Souza escreveu no seu artigo Cagliostro e São Germano (in revista Dhâranâ, n.º 110, Ano XVI, Outubro a Dezembro de 1941):

Tal Ordem (de Avis), entretanto, servia de escudo (ou “cobertura exterior”, Círculo de Resistência, etc.) a uma outra intitulada Ordem de Mariz, pouco importa que a História a desconheça por completo. Os seus raros filiados espalhavam-se por toda a parte do Mundo, como “Membros do Culto de Melquisedec”, sendo que o nome “Mariz”, que aliás inúmeras famílias nobres de Portugal o possuíram, tem por origem: Morias, Mouros, Marus, etc., etc. Os mais antigos se reuniam nas proximidades de certo lugar, que ainda hoje traz o nome de S. Lourenço de Ansiães.

No distrito de Bragança, e concelho de Ansiães, fica a 6 quilómetros desta vila a aldeia de Pombal, distando 104 quilómetros para NE de Braga e 360 para N de Lisboa. No fundo de extenso “monte”, descendo para o rio Tua, brotam aí duas nascentes num local denominado S. Lourenço, por se achar o tanque que as recebe construído em uma casa que, em outros tempos, foi a capela dedicada ao referido santo… Tão modesto balneário foi mandado construir, em 1730, pelo padre António de Seixas, talvez membro da referida Ordem… Uma das nascentes é muito abundante, e ambas são conhecidas pelos nomes: Pombal de Ansiães, S. Lourenço e Caldas de Ansiães. Outrora, porém, ninguém sabe a razão, chamavam-se, às duas Fontes, Henrique e Helena… A água jorrava por duas bocas, representadas por dois golfinhos. E por cima, Castor e Pollux.

Volvendo a S. Lourenço de Ansiães, era aí, como se disse, onde se reuniam, em tempos mui distantes de hoje, os Preclaros Membros da Ordem de Mariz. Santos e Sábios Homens muito influíram na grandeza do velho PORTUGAL, e também na do BRASIL.

A Ordem de Mariz tinha as suas insígnias (cruz e fita) em verde e vermelho, isto é, o verde que veio a usar depois a de Aviz, e o vermelho da de Cristo. Interessante que são as mesmas cores da respeitável Bandeira de Portugal… Mistério! Embora arrisquemos a dizer que “felizes daqueles que se acham sob a referida Protecção do Governo Oculto do Mundo”! Nessas condições, até hoje: PORTUGAL E BRASIL.

gémeos espirituais

Todos os que estão nas fileiras da Obra do Venerável Mestre JHS deveriam, ao menos uma vez na vida, visitar Pombal de Ansiães e a próxima Fonte Santa (Termas) de S. Lourenço. Todos os que não são da Obra também a deveriam visitar, pois a aldeia é hospitaleira e tem muito e variado para oferecer aos visitantes, desde os passeios culturais aos concertos musicais e à gastronomia regional. Só dessa maneira Pombal de Ansiães será arrancada ao seu “eterno mal” que é o de todo o país interior: o isolamento, ainda mais dificultado pelos meios de acesso, já de si parcos e pobres. Os últimos acidentes, resultando mortais, na linha ferroviário do Rio Tua, a mais bela da Península Ibérica, senão da Europa, não se deve aos carris mas aos bizarros e desequilibrados “metros de superfície”. Sugiro voltar-se aos comboios a vapor, mais afins à paisagística local e mais atrativos para o turismo em geral, principalmente o termal e ecológico.

No muitíssimo abandonado lugar da Fonte Santa, junto à arruinada “Casa da Acácia” (flor simbólica da Iniciação na Maçonaria Tradicional) a qual funcionou como hotel rural e pertenceu à família do dr. João Carlos Noronha, está a humilde capelinha de S. Lourenço, mandada faz por algum pároco de pressuposta descendência brasileira (muitas famílias brasileiras, ou luso-brasileiras, procuraram refúgio em Pombal de Ansiães nos fins do século XIX e aí construíram as suas moradias, algumas delas sumptuosas mas bem enquadradas na paisagem local) a pedido, talvez, dos fiéis que então procuravam ser baptizados aí com a água da Fonte de S. Lourenço.

Por cima da ombreira de entrada na capelinha está uma inscrição muitíssimo mal realçada a negro por alguém recente, rezando o seguinte que até hoje ninguém conseguiu traduzir, conforme me informaram:

“Mandou-a fazer o vigário da freguesia José da Leôncida Neves no ano de 1839.”

O vigário José Neves seria, possivelmente, parente do Barão Henrique da Silva Neves.

Mais uma vez deixei-me absorver pelo odor e fumo intenso das águas sulfurosas, vulcânicas, correndo constantes e abundantes dentro da Fonte Santa, edifício piramidal encimado exteriormente por uma cruz a qual, se for perspectivada na base do mesmo, apontando ao Seio Assúrico da Terra, dá precisamente o símbolo alquímico do Enxofre Filosófico, expressivo do Espírito manifestado. Assim, a dupla perspectiva desse símbolo hermético vem a significar os opostos complementares como Fogo Purificador (Interior da Terra) e Água Sublimada (Exterior da Terra), ou noutro sentido, as Iniciações Dórica e Jónica juntas para darem matematicamente certo o Andrógino em separado na Face da Terra. O ardor sulfuroso é o Arqueu do indivíduo, o seu Princípio Mental Superior ou o Génio interno (Jina para os hindu-tibetanos, e Daimon para os socráticos), exaltado na sua soberania (Iniciação Dórica ou Devek, “União” – donde o Um por Todos e Todos por Um). A Água Sublimada vem a ser o puro sentimento reflectindo as virtudes do Alto impressas na Alma Humana que nelas se banha (Iniciação Jónica ou Josephi, “Beleza, Perfeição” – donde o Justus et Perfectus). Para a Realização da Grande Obra, a entrada do Iniciado em si faz-se pela Via Seca do Jónico (Kundalini como Fogo ou Força ou de Coesão de cor vermelha), ao passo que a saída de si processa-se pela Via Húmida do Dórico (Fohat como Luz ou Energia de Expansão de cor verde). Eis aí as duas cores universais plasmadas no pano da gloriosa Bandeira Pátria.

fonte s. lourenço

Este é lugar de purgação, de purificação psicofísica a que foram sujeitos os Gémeos Espirituais em 1899, pouco antes da Tragédia na Rua Augusta. Aliás, tudo neste lugar de Pombal de Ansiães (os Anciães da Ave do Espírito Santo fundadores da Portugalidade Iniciática, ao início com residência nas proximidades, no castelo templário de S. Salvador do Mundo, tanto podendo ser o Cristo como o Quinto Luzeiro agindo por Ele, quanto ainda a corporificação operática de Ambos na Soberana Ordem de Mariz, na época – século XII – tendo como “Círculo de Resistência” externo a Ordem do Templo) tem a ver com a provação e a purgação corporal e anímica.

Ao encontro do que disse vem o coevo célebre de D. José Alves Mariz, Bispo de Bragança (1885-1912), ou seja, Francisco Manuel Alves, o Abade de Baçal (Baçal, Bragança, 9.4.1865 – ib., 13.11.1947), descrevendo estas Caldas de S. Lourenço em termos deveras incomuns num sacerdote secular católico (in Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, tomo IX, 1946, Bragança):

“POMBAL, concelho de Carrazeda de Ansiães. Fonte chamada Caldas de São Lourenço, por brotar perto da capela deste santo. São conhecidas há perto de trezentos anos, pelo menos (in António Carvalho da Costa, Corografia Portuguesa, tomo I, p. 437), como eficazes em curas reumáticas (in Alfredo Luís Lopes, Águas Minero-Medicinais…, p. 348).

“É curiosa a explicação que os padres do Tibete (Lamas) dão das águas térmicas. Dizem eles que “o fogo, vendo-se cheio de pecados, pelos muitos males que fazia no mundo, se fora pedir remédio ao Pagode Badrid, o qual lhe disse que ficasse naquele lugar com ele, que assim ficaria purgado de todos aqueles pecados; teve o fogo por grande mercê esta que lhe fazia o Pagode, e assim ficou a seus pés; e por isso saía aquela fonte de água tão “quente” de baixo do Pagode. Este fogo teve primitivamente o poder de converter em ouro tudo quanto tocava, diz a mesma lenda, mas perdeu tal virtude devido à cobiça de um ferreiro que lançou lá grande quantidade de ferro a fim de enriquecer (in António de Andrade, O descobrimento do Tibete em 1624, p. 53, edição de Francisco Maria Esteves Pereira, 1921).”

Pois sim, esse motivo purgatorial regista-se não só nas águas sulfúricas, vulcânicas, da fonte como no interior da igreja de S. Lourenço, na próxima aldeia de Pombal, onde está o interessante retábulo legendado das “almas do Purgatório e o Juízo Final”, revelando o significativo pormenor da alma humana castigada implacavelmente pelo “bicho da consciência”.

No tecto caixotões de madeira, ao centro, a pintura extraordinária do busto de S. Lourenço sobre a menorah, o candelabro de 7 bocas acesas. Sendo Lourenço um santo graalístico, solar ou luminário, tem-se então retratado o próprio “Senhor da Luz” incarnado no Cavaleiro da Couraça ou Manto Vermelho que é o mesmo Akdorge, expressão fidedigna de Arabel no topo do candelabro celeste (cujas borlas pendentes da figura formam um triângulo representativo da Tríade Superior, Flogística, em formação), ou seja, o dos 7 Fachos Vivos ou Luzeiros de que Arabel sendo o Quinto entre eles é o Primeiro aqui, na Lux-Citânia ou “Terra de Luz”, sim, a Luz Lúcida promanada do Seio da Terra desde o Quinto Posto Mundial em Sintra. Arabel, Samael, Sintra… tudo se enquadra, desde que se saiba fazê-lo à luz da Sabedoria Iniciática afim à Obra do Eterno.

cavaleiro vermelho

Por baixo da pintura dentro de um caixilho oval, inscreve-se uma legenda latina alusiva ao martírio de S. Lourenço numa grelha incandescente:

“Adhaes it animà mea post te, quia caro mea igne cremàta est prote, Deus meus.”

Tradução:

“Acolhe a minha alma em Ti, porque a minha carne queimada é destruída, meu Deus.”

O simbolismo e significado esotérico desta pintura, extraordinária e raríssima no género, já foi motivo de desenvolvimento no meu livro A Ordem de Mariz (Portugal e o Futuro), dado à estampa pela Editorial Angelorum Novalis em Maio de 2006, com algumas imprecisões cronológicas e epigráficas entretanto rectificadas aqui.

No chão da igreja estão alguns túmulos junto ao arco triunfal que abre para o altar-mor, cujas tampas inscrevem unicamente uma misteriosa letra aghartina, usada tanto para designar o signo de Aquarius como, sobretudo, o de Makara. É caso para perguntar: quem seriam esses Makaras que escolheram este templo para sua morada eterna?

No exterior da igreja, tem-se no topo da parede traseira, entre a cruz e a rosa, a inscrição seguinte: ”Esta obra mandou fazer o reverendo António de Seixas 1750”. O padre António de Seixas está retratado sobre o andro antes da assembleia, por debaixo do coro alto, mas o seu rosto foi raspado, apagado de maneira parecendo-me muito propositada. Bem parece que, realmente, os “encobertos” não gostam de desvelar-se…

Para encerrar este estudo dedicado à Excelsa Mãe Divina incarnada na Ordem que A representa como Espírito Santo na Terra, respigo alguns trechos da carta de D. Helena Jefferson de Souza, escrita em São Lourenço (MG) em 28.1.1977, dirigida Aos queridos Filhos de Sintra:

Felicito a todos por tão feliz empreendimento, que vem provar o entusiasmo e amor de vocês pela nossa Obra, a qual teve o seu ponto de apoio, para chegar ao Brasil, aí em Portugal, ou, mais precisamente, em Sintra, que lhe deu grande cobertura espiritual, com o vigoroso impacto dos Gémeos Espirituais pelos braços poderosos do 5.º Bodhisattwa. Notem bem: o 5.º Bodhisattwa no 5.º Posto Representativo. Não é admirável? É tema de meditação.

No Presente trabalhamos para o Futuro. E já que tenho falado tanto em 5.º Princípio, 5.º Sistema, não será demais lembrar que o número 5, ou melhor, o Arcano 5 é a chave numérica do Pentagrama Sagrado, o qual deu origem à forma do corpo humano. A criatura humana, de braços e pernas abertos, é uma Estrela de Cinco Pontas. É o ser da 4.ª Hierarquia com a possibilidade de alcançar o 5.º Princípio Cósmico. Será o sistema endócrino que formará a estrutura humana do 5.º Sistema, como hoje o cérebro-espinal o é do 4.º Sistema. Adianto-lhes que já existem Seres que são frascos humanos que abrigam a Quinta Essência Divina, que desceu dos Céus como Hálito de Deus. Estes são os Orientadores da Humanidade. Ai dela se não existissem esses suportes físicos, garantindo-lhe a possibilidade de evoluir.

D. Helena em Sintra

No Presente trabalhamos para o Futuro. E já que tenho falado tanto em 5.º Princípio, 5.º Sistema, não será demais lembrar que o número 5, ou melhor, o Arcano 5 é a chave numérica do Pentagrama Sagrado, o qual deu origem à forma do corpo humano. A criatura humana, de braços e pernas abertos, é uma Estrela de Cinco Pontas. É o ser da 4.ª Hierarquia com a possibilidade de alcançar o 5.º Princípio Cósmico. Será o sistema endócrino que formará a estrutura humana do 5.º Sistema, como hoje o cérebro-espinal o é do 4.º Sistema. Adianto-lhes que já existem Seres que são frascos humanos que abrigam a Quinta Essência Divina, que desceu dos Céus como Hálito de Deus. Estes são os Orientadores da Humanidade. Ai dela se não existissem esses suportes físicos, garantindo-lhe a possibilidade de evoluir.

Para terminar, um conselho que há tempos dei no Templo: “Sem o Amor Universal nós não podemos trabalhar pela Obra. Tem que haver “esta unidade”. Nós somos “um” aqui dentro; o nosso pensamento tem que ser uníssono, o corpo tem que ser “um”. Então, se Eu sofro, todos sofrem comigo, se o meu Filho sofre, todos sofrem com Ele; se o meu Irmão sofre, todos sofrem com Ele. Tem que existir essa “Unidade Absoluta” aqui dentro”.

 AT NIAT NIATAT

(Um por Todos e Todos por Um)

BIJAM