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A fim de servir de cobertura defensiva à Obra do Eterno na Face da Terra e àqueles que eram a expressão viva da mesma no Mundo Humano, ou sejam o Professor Henrique José de Souza e a sua Família, tanto Humana como Espiritual, destinada a assegurar a perpetuação da mesma Obra Divina pelas gerações futuras, o mesmo Mestre JHS fundou na cidade de São Paulo, no dia 23 de Outubro de 1954, a Ordem dos Tributários.

Também chamada “Hoste Filhos da Luz”, referente aos Assuras humanos entretanto redimidos do seu karma passado por fim (re)integrados à Consciência Divina do Deus do Futuro Sexto Sistema, Akbel, a Ordem Tributária, como disse, possuía e possui a finalidade de defender e dar cobertura à Obra e ao Apta – ou Presépio, Sagrada Família, hoje sendo AKBEL – ALLAMIRAH – MAITREYA e que até 1963 estavam para HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA – HELENA JEFFERSON DE SOUZA – CAF e TAG, as Colunas Vivas de JHS, ou seja, António Castaño Ferreira (Coluna J) e Tancredo de Alcântara Gomes (Coluna B). Se acaso os fins dados à Ordem dos Tributários em solo brasileiro hoje em dia diferem da intenção original, confesso não me despertarem o mínimo interesse.

Trazendo o Futuro ao Presente e projectando este naquele, a Obra do Eterno fincou as suas raízes no Brasil, país sob a égide do signo da Virgem em Mercúrio, e consequentemente as Revelações do Novo Ciclo (Novus Phalux), redigidas em cartas privadas pelo Professor Henrique José de Souza (1883-1963), destinam-se sobretudo aos naturais brasileiros afiliados à sua Instituição e Obra, mas também aos seus vários discípulos esparsos pelo Mundo, especialmente Portugal, que sejam afins ao mesmo Trabalho Avatárico em plagas brasílicas. Toda a trama iniciática envolvendo a vida de JHS desenrola-se em solo brasileiro visando exclusivamente o Brasil, importando para a mesma trama outros países relacionados à sua última vida ou até anteriores, com destaque, repito, para Portugal.

Partindo dessa premissa incontestável, é de considerar os textos de Revelações do Professor Henrique José de Souza (JHS) enquadrados em três patamares distintos mas contudo interligados: o social, o nacional e o internacional. O primeiro deles, o social, sob o nome único inconverso de Sociedade Teosófica Brasileira ao longo das várias décadas da sua profícua actividade literária, o Professor HJS escreveu, documentou, ou mandou documentar, detalhadamente tudo o que fazia, pensava e todos os passos relativos à sua Instituição e às suas relações internas e externas, para conhecimento dos seus discípulos mais próximos e adiantados nos Mistérios da Obra do Eterno. Graças a esse registo sistemático, pode-se ter uma percepção minuciosa e verdadeira da História da Instituição e Obra. Nunca o Professor Henrique José de Souza fundou outra Instituição que não fosse a S.T.B., tanto dentro como fora do Brasil, consequentemente, a Comunidade Teúrgica Portuguesa não foi fundada por ele, e sim fundada (1978) por seguidores dele, e apesar de disposta dialéctica e espiritualmente sob o seu Pensamento, contudo goza de plena autonomia institucional não rendendo contas senão a si mesma e à Lei que a tudo e a todos rege.

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Portanto, os famosos Livros-Revelações, compostos de Cartas-Revelações de JHS, são destinados à sua plêiade de Makaras e Assuras brasílicos, para os instruir e iniciar nos Mistérios da Obra e pô-los em relação com o Sistema Geográfico do Sul de Minas Gerais, a fim de o povoarem e daí irradiarem a todo o Brasil e o Mundo os Poderes Divinos contidos em seu seio. Esta é a finalidade nacional das Revelações de JHS. A finalidade internacional secundariza aquela em modo de ilustração dos valores do Passado rectificados e projectados no Presente onde ancora o Futuro, mormente a presença avatárica dos Gémeos Espirituais Henrique e Helena em solo português, tanto em 1800 como em 1899, em guisa de já então preparar os Assuras lusitanos (“Filhos da Luz”) para a sua jornada em prol do Futuro abrindo a Rota SW (Sudoeste) destinada a unir o velho Portugal ao jovem Brasil, o ECCE OCCIDENS LUX! Jornada peregrina que tem início em 1500 e prossegue até hoje, com as Mónadas numeradas da Obra consciencialmente amadurecidas na Lusitânia para darem os melhores e imperecíveis frutos na abençoada Terra de Vera Cruz. Por isto, é dito que hoje Portugal é Presente e o Brasil é Futuro, mesmo já estando presente o Futuro na Obra. Razão para JHS chamar Postos Representativos (da Obra do Eterno) a todos aqueles que expressam sobre a Terra esta mesma Obra, cujas sinergias são projectadas sobre a “Oitava Coisa” ou Posto que é o São Lourenço de Minas Gerais, assim a alimentando continuamente fazendo dela um Sol do Futuro já no Presente. De maneira que não é o Brasil de JHS que tem de vir a Portugal Assúrico mas este àquele, espiritual ou iniciaticamente falando, valendo isto também para as Cartas-Revelações do Venerável Mestre, para que fique bem integrado o seu propósito principal. A marcha da evolução da civilização, o chamado Itinerário de Io ou da Mónada peregrina, não dá passos para trás… ipso facto.

Se esta é ou não uma Obra válida, vale o juízo prudente do Mestre Gamaliel (Actos dos Apóstolos, 5-34:39): “Se este Desígnio ou esta Obra for só de homens, não tardará a ser destruído; porém, se for de Deus não o podereis destruir… a menos que queirais opor-vos ao próprio Deus”.

Sendo Obra Divina carece ser protegida permanente, e para isso foi fundada a Ordem dos Tributários, espécie de “Maçonaria Teosófica” destinada a escudar das influências das Forças do Mal tanto a Instituição quanto a Obra representada naquela, cuja orgânica deífica e humana assim se apresenta desde o Segundo Mundo ou Trono Celeste:

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Para que a manutenção do Novo Pramantha ou Nova Era de Aquarius exista por parte dos Munindras ou participes da Corte e Família Espiritual de JHS, os mesmos deverão dotar-se do estado consciência afim a esse mesmo Ciclo Universal conforme a Lei exige, sem misturas oníricas de espécie alguma afins ao retrocesso ou paralisação no estado emocional, invés de avançar para o pleno domínio do Mental. Por isto, a Ordem dos Tributários possui por lema: REALIZAÇÃO ATRAVÉS DO CARÁCTER E DA CULTURA, o que se conforma à trilogia ESCOLA – TEATRO – TEMPLO, bem expressa na sua função real destacando de imediato a efectivação desse lema pelas palavras Realização – Carácter – Cultura, a primeira aparecendo como consequência das duas anteriores.

tríplice desenvolvimento

O trabalho do Discípulo no Colégio Iniciático Teúrgico possui dois aspectos: um de natureza interna, e outro de natureza externa, um actuando sobre a criação da Individualidade espiritual, e outro sobre a apuração da Personalidade material, portanto, agindo sobre as partes imortal e mortal do mesmo Munindra.

O trabalho de natureza interna diz respeito à transformação da ignorância pelo conhecimento, e consequentemente transformando as nidhanas inferiores (vícios de origem psíquica) em skandhas superiores (virtudes de natureza mental); à superação do quaternário formal, ou seja, dos maus actos, dos maus vícios, das emoções baixas e dos pensamentos inferiores; finalmente, a metástase, que resulta na realização plena da Iniciação a qual determina o caminho para o Adeptado, isto por a Tríade Superior passar a ser incorporada, avatarizada pelo Munindra, assim e paulatinamente transformando vez por todas a sua Vida-Energia (Jiva) em Vida-Consciência (Jivatmã).

O Quaternário Inferior (Mental – Emocional – Vital – Físico), como pólo dialéctico do Ternário Superior (Espiritual – Intuicional – Causal), exige a subtilização dos seus veículos para que estes se ajustem ao esplendor do seu Deus Interno, tornando-se compatíveis com Ele de tal forma que o Espírito possa manifestar-se em sua plenitude.

O chamado “caminho directo” afim a uma iniciação radical, é considerado processo de perigosidade no mais elevado grau, pois, como ensinam os Mestres de Amor-Sabedoria, muitos que o fazem em jeito de “tomar de assalto os céus”, invés de seguirem o caminho que contorna uma grande montanha, em subida gradual para o cume, procuram escalá-la em linha recta, saltando por atalhos rochosos e transpondo abismos por um simples e frágil fio estendido. Um Místico verdadeiro, que é raríssimo encontrar-se hoje em dia ao contrário dos devocionalistas com muita crença e pouco saber, campeando como ervas daninhas por toda a parte, dizia, um Ser desses tal qual um equilibrista privilegiado, de vigor excepcional e à prova de vertigens e desmaios, é o único a puder lançar-se a semelhante prova, porquanto até os mais hábeis não estão, certamente, livres de um desfalecimento repentino que os arroje no abismo, quais alpinistas presunçosos, conduzindo-os aos piores graus de perversidade.

As almas grandes iniciam-se por si mesmas, com a vontade inquebrantável de galgar o cume da Verdade Eterna, não por atalhos tortuosos mas pelo caminho normal da razão e do sentimento com que aprenderam a distinguir conscientemente o Bem do Mal, a Verdade da Mentira, o Real do Ilusório…

O verdadeiro Discípulo não é apenas um teórico, mas também um prático; não age só com o intelecto discriminativo e a crença separatista, logo, não bastando que seja bom e tenha o básico dos predicados morais que distinguem o racional do irracional… Não, pois isso é básico: antes e acima de tudo deve ser sábio e justo, de acordo com o Deus Interior de sua Consciência, o Cristo ou Budha no Homem.

A sabedoria não indica apenas conhecimento, mas também compaixão e amor, por ser o laço que une o Ser ao não-Ser, laço que os verdadeiros sábios, investigando com a sua inteligência, descobriram em seus corações. Nenhum ser humano ignorante pode, mesmo que queira, ser justo sem sabedoria. Conhecimento, liberdade e responsabilidade são, essencialmente, as características que conduzem o progresso para outros estados de Consciência.

Pressupõe-se que o Discípulo compreende que o Espírito e o Corpo de todos os homens são unos com o Espírito e a Matéria do Universo; logo, desejará unir a sua mente com a grande Mente Cósmica ou Alma do Mundo, pois sabe que é a mente, e só a mente, que o separa do resto.

A Iniciação é o Caminho da Renúncia e da Justiça que se baseia no estudo e nada mais que o estudo, logo, aplicado ou vivenciado corajosamente na vida diária. Estudo e meditação daquilo que o Discípulo recebeu do Colégio de Estudos Teúrgicos, para cada vez mais conscientizar em si o Ensinamento de JHS e fazer-se ele mesmo um prolongamento do próprio Mestre, assim imortalizando a sua Ideia e Pessoa na Face da Terra. Sobre isto, disse o nosso Venerável Mestre, Professor Henrique José de Souza:

“A Verdadeira Iniciação é aquela que obriga o homem a descobrir, por si mesmo, o que não pode, desde logo, ser desvendado diante dos olhos dos seres humanos, nublados pelos densos véus da matéria em que se acham envolvidos! O homem que pratica a meditação entra num Plano imediatamente superior ao do Mental Concreto, seguindo-se o Búdhico ou da Intuição, por serem os do Plano do Espírito, da Individualidade, e como tal uma porta aberta para que se dê a fusão completa da Alma com o Espírito.”

Discípulo verdadeiro é aquele que segue integralmente a Ideia ou Ensinamento exclusivo de um Mestre, para nós JHS, mas com isso não necessitando ser um exclusivista fanático que não possa ler ou apreciar os estudos doutros autores, mas à luz mental do que já aprendeu do seu Mestre. Discípulo verdadeiro é aquele que recebe o Ensinamento de Alguém e é fiel ao mesmo, e ainda, repito, é aquele que assim vivencia e mantém vivas as ideias do Mestre.

Concluo, então, que o nosso Venerável Mestre JHS desejava que todos os componentes da sua Obra desenvolvessem os dons da Inteligência Abstracta, da Intuição e do Espírito, à semelhança Dele. Que fossem portadores da Sabedoria e do Amor universais, como Ele era. Que tivessem pela Obra o mesmo zelo, interesse e dedicação que Ele tinha. Que conseguissem, ou simplesmente se esforçassem pela superação do quaternário da Personalidade através da multiplicidade de experiências diárias, a par dos estudo das Revelações do Novo Pramantha, e também das pesquisas científicas, levando a aprimorar e desenvolver a consciência assim alcançando uma cultura grandiosa, que é dizer, a super-acção ou superação da inteligência concreta, ultrapassando o círculo vicioso da dicção memorizada, discursiva e dispersiva para a aquisição do Mental Superior, adentrando o Mundo das Causas ou da Ideia Pura.

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Paralelamente ao trabalho de natureza interna, tem-se o trabalho de natureza externa: o trabalho no Mundo, ou seja, o trabalho para e pela Humanidade, a fim de servir a Divindade. Ou por outra, primeiro cuidarmos bem dos nossos para depois sabermos cuidar ainda melhor dos outros. Ninguém ajuda alguém se primeiro não ajudar-se e aos seus, a não ser que se pense como aquele doente crónico no entanto julgando poder curar prodigiosamente aos semelhantes de maleitas iguais ou piores que as suas…

Mas, o que é o trabalho? Pelo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, tem-se: “Trabalho (deriv. de trabalhar). S. m. 1. Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. O trabalho permite ao Homem certo domínio sobre a Natureza. 2. Actividade coordenada, de carácter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento”.

Trabalho, portanto, é ocupar-se em algum mister; exercer o seu ofício; esforçar-se para fazer ou alcançar alguma coisa; estar em movimento, em funcionamento.

O trabalho permite o pleno desenvolvimento da vontade, correspondendo ao cultivo da segurança e confiança em si mesmo. Quem tem o hábito de trabalhar não gasta o tempo inutilmente, logo, evita a ociosidade.

Trabalho, no sentido teúrgico, é o acto de esforçar-se por alguém, por um ideal nobre, por alguma coisa a construir, com o sentido de quem tributa alguma coisa para outrem, portanto, o trabalhador teúrgico é um tributário. O ser trabalhador, o ser tributário é estar sempre em acção a favor de alguma coisa construtiva, sem interesse egoísta, executando-a com prazer e não como sacrifício fastidiante. JHS proferiu, com muita sabedoria, que “a Humanidade é infeliz por ter feito do trabalho um sacrifício e do amor um pecado”.

A nossa Obra, como o próprio nome diz, é algo que está sempre sendo construído, acompanhando a marcha dos ciclos da evolução humana e planetária, individual e grupal, e assim, também, vai sendo cada vez mais apercebida à medida que o discípulo cresce em consciência, em responsabilidade para com a mesma.

Se o Homem possui o poder de movimentar-se, de agir, cria a necessidade de usar esse poder para construir algo, pois a omissão de o fazer redunda em desequilíbrio, em disfunção que se reflecte física, psíquica e mentalmente. Isto leva-me a transcrever um trecho do livro Helena P. Blavatsky – Uma Mártir do Século de XIX, de Mário Roso de Luna, que por sua vez transcreve uma Carta do Mestre Kuthumi dirigida à mesma H. P. Blavatsky:

“O Homem é a cristalização de uma Ideia e por ideias há-de ser sempre guiado. Até em sua própria existência física o Mundo Subjectivo é a sua única realidade, porquanto do Mundo externo que o rodeia ele não pode saber mais do que lhe chega pela consciência. Semelhante Mundo Subjectivo faz-se mais e mais real ao discípulo à medida que vai considerando o Absoluto como o Único e Verdadeiro, Essencial e Permanente do Grande Todo. Por isso, quem pretende investigar as Forças Ocultas da Natureza deverá antes dirigir todas as suas energias para a realização do mais elevado ideal, por meio do sacrifício de si mesmo, pelo amor à Humanidade e o sentimento da divina compaixão, como as mais altas virtudes que são dadas a alcançar neste Mundo. Quanto mais esforço se gasta para alcançar esta excelsa posição, tanto mais se fortificará a vontade, e quando, dessa maneira, chegar-se a ser Mestre no domínio de si mesmo, então se produzirá, também, em seu corpo material a tendência de fazer instintivamente tão-só aquilo que responde ao mais alto ideal.

“O bom exemplo é mais poderoso que o mero ensinamento, para conduzir o Homem no comando da Sabedoria. A acção conjunta, o Trabalho unido, pode alcançar os melhores resultados no Plano Espiritual, resultados que logo se reflectirão no Mundo externo.”

Este Trabalho de Tributário visa à transformação da Sociedade Humana intelectual, moral e nos hábitos, propondo sem impor mas sendo intransgressível no modelo em tripeça ou três Tribunas proposto por JHS. Até nisto o termo Tributário enquadra perfeitamente, atendendo à sua origem latina Tribucci, “aquele que paga tributo”, ou ainda, ampliando o sentido da palavra, “aquele que possui três atributos”, ou três formas de trabalhar pela defesa da Obra e pela evolução da Humanidade: como Teurgo, como Instrutor, como Cavaleiro Andante. Tributário tem ainda o sentido de Tri-Guna, ou seja, Tri-Buna, “três atributos” (relacionados a Satva, Rajas, Tamas – energias centrífuga, rítmica, centrípeta):

1.ª TRIBUNA: TEURGA. Através do Ritual Mágico dos Tributários, envolvendo Fohat e Kundalini, o Tributário vitaliza o Génio da sua Espada Mágica dando-lhe consciência, inteligência. Esse Génio ou Elemental criado pelo Teurgo é quem dá a cobertura psicomental à Obra. Ele opera sobre a desintegração de qualquer embrião do Mal e assim mesmo na dissolução kama-rupa ou astral dos “miasmas”, das tendências negativas e de todas as espécies de perturbações que possam envolver os membros da Instituição. O Tributário promove ainda, no decorrer do Ritual e Corrente Mágica, a manifestação da Essência Divina dos Matra-Devas ou Anjos Celestes criados e alimentado por Fohat. Este é o Trabalho Teúrgico, Mágico, de manutenção superior ou espiritual da Obra. Nesse instante, o Tributário com a sua Espada e a Tributária com a sua Bagueta (substituível pela Tesoura), são veículos, espécie de “tulkus”, ao serviço da Lei, do Eterno…

2.ª TRIBUNA: INSTRUTORA. Conhecimento, Sabedoria. O Tributário deve ser, também, um Instrutor, no sentido de trabalhar na divulgação dos conhecimentos teosóficos. A sua grande arma, para lutar nesse campo, é o perfeito entendimento da Grande Obra de AKBEL. Para tanto, deverá usar da mente ao lado do coração. Esta Tribuna do Conhecimento liga-se ao trabalho do Tributário nos diversos sectores da vida humana: ciência, arte, filosofia, política, trabalho social, etc.

3.ª TRIBUNA: CAVALEIROS ANDANTES. São aqueles que levam a Palavra do Mestre às diversas partes do País e do Mundo. São aqueles que devem trabalhar na divulgação da Instituição e da Obra num sentido mais geral, transformados em autênticos Yokanans ou Arautos da Obra, não raro entrechocando-se com a massa humana inerte, repleta de erros, superstições e fanatismos.

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Como a Ordem Tributária destinou-se inicialmente ao Brasil para que fosse digno Trono Avatárico da Divindade, o Venerável Mestre JHS dividiu-o em dois grandes sectores de Tributários: Norte e Sul. Aos Tributários do Norte foi destinado o anel com pedra azul (safira), e aos Tributários do Sul o anel com pedra amarela (topázio). Como se sabe, existem três Gunas (Triguna) cujas cores são amarelo, azul e vermelho. Mas para os Tributários brasileiros foram adoptadas apenas essas duas cores nas pedras dos seus anéis. Amarela e azul. Logo, pressupõe-se haver um terceiro tipo de anel como pedra vermelha (rubi), que não foi instituído nessa Ordem por se tratar de outra modalidade da Missão Tributária, direi, internacional, e é assim que aparece em Portugal o anel de pedra verde (esmeralda) para os Tributários do Norte-Centro do País, e o anel de pedra vermelha (rubi) para os Tributários do Centro-Sul nacional. Interessante que são as duas cores principais da Ordem dos Tributários reflectidas na Bandeira de Portugal, em guisa de plasmar no seu pano sagrado as duas Energias Universais de Fohat e Kundalini.

Essas duas cores das pedras dos Tributários do Norte e do Sul do Brasil representam, conforme dizia JHS, as duas grandes Raças-Mães futuras, Bimânica e Atabimânica. A cor azul está relacionada com a Raça Bimânica, ligada justamente aos Tributários do Norte ou do Monte Ararat (Roncador, Mato Grosso), e a cor amarela à Raça Atabimânica ligada aos Tributários do Sul ou do Monte Moreb (São Lourenço, Minas Gerais), respectivamente as sacrossantas Moradas ou Retiros Privados dos Quinto e Sexto Senhores, Arabel e Akbel.

Em uma certa ocasião, JHS disse: “Quero ver os Tributários rodando por todo o Brasil. Eles são móveis, e a Ordem do Santo Graal, Sector Templário, é imóvel. Porque estamos organizando os Tributários? Para movimentar o Pramantha, no aspecto visível. Que observamos? Tributários do Norte, ou do Ararat, e Tributários do Sul, ou de Moreb. Vamos reproduzir, futuramente, o trabalho que está sendo feito pelos Excelsos Seres Krivatza e São Germano (que se permutam, ciclicamente, entre Ararat e Moreb). Ora os Tributários devem estar em Ararat, ora devem estar em Moreb. O que fazemos hoje em São Lourenço, amanhã teremos que fazer em Arabutan (Roncador). Devemos cruzar o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste, objectivando os Poderes ou as Energias de Fohat e Kundalini, e todas as Hierarquias virão ter à nossa Obra. Por outras palavras: todos os movimentos das Hierarquias Criadoras na Face da Terra terminarão em nossa Obra…”

Trabalho Avatárico

Se o Sistema Geográfico Sul-Mineiro estivesse povoado com o valor matemático de membros da Obra como JHS pretendeu, e as suas orientações estivessem sendo plenamente realizadas, se não mesmo já realizadas e portanto já no plano das realizações de Maitreya abrindo alas ao Seu Advento sobre a Terra, que aconteceria hoje no Brasil em relação à Obra do Eterno? A Ordem do Santo Graal, com os seus 32 elementos (12 Goros, 10 Cavaleiros e 10 Arqueiros), formaria o Sector Interno, Templário, em São Lourenço, juntamente com 111 casais de Irmãos da Obra, representando os 222 Makaras da Corte de Akbel junto ao Apta que é, sobretudo, a Família Sedote de JHS no escrínio do Mekatulam, no Bairro Carioca. Ao redor de São Lourenço haveria 111 casais em cada uma das 7 cidades do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, dando um total de 777 casais ou formas duais, representando os 777 Assuras. Dessa maneira, estaria formada na face da Terra a expressão do Oitavo Sistema. Depois, viriam os Tributários, formando o Sistema Interestadual, político, científico, religioso, agindo, enfim, como se fossem os antigos Cavaleiros da Távola Redonda, dando filhos para a Obra, formando a Semente da Nova Civilização. Essa Semente ou os Jovens da Obra, os Cadetes da Ararat, liderados pelos Cavaleiros do Ararat, iriam se fixando no Sistema Geográfico do Roncador firmando, dessa maneira, o trabalho relativo ao 5.º Planetário, o Excelso Arabel.

Disse JHS: “Os Tributários são responsáveis pelos Cadetes do Ararat”. Os Tributários seriam os pais, ou aqueles que deveriam orientar os Cadetes, os filhos, sem atritos…

Os Cavaleiros Tributários, liderados pelo Príncipe do Santo Graal, o Augusto Akdorge, como se fossem os novos Cavaleiros da Távola Redonda com o novel Rei Artur à dianteira, formariam os Centros de Realização, as Távolas Tributárias, engrandecendo o Brasil tanto ritualisticamente como politicamente. Esse é o seu trabalho no Mundo, junto à Humanidade.

Como já foi dito, a Ordem dos Tributários tem o Supremo Dever de defender e manter fisicamente o Budha-Budhai, seu Chefe Máximo resguardado nas entranhas sibilinas do Monte Moreb, ou seja, Hélio e Selene, “Sol e Lua Humanos”, veículos do Guerreiro Celeste Akdorge (Paulo) e do Profeta de Deus Akgorge (Daniel), nascidos em 10 de Fevereiro de 1935, que por sua vez são as Colunas Vivas do Excelso Aktalaya (Lourenço), a “Alma Ígnea Universal”. Os Paraninfos do Budha-Budhai: o Chefe dos Yokanans, Cafarnaum, e a Sacerdotisa do Mekatulam, Noémia.

Tudo isso se liga à criação e manutenção do Novo Pramantha. Este oferece os recursos e ambientes da mais elevada natureza para que a Humanidade desperte o seu Deus Interno, e o faz trazendo os valores do futuro Quinto Sistema, indissoluvelmente unido ao Sexto, a este Quarto ainda em realização. Trata-se, pois, de um “Saque contra o Futuro”. O Pramantha, operando a partir de Agharta, senão das Quinta, Sexta e Sétima Cidades Aghartinas, vem a materializar-se sobre a Terra através do trabalho conjugado dos Adeptos Perfeitos, Mahatmas, com os Munindras da Obra do Eterno, vindo criar vestes compatíveis com a percepção de tão subtis elementos pelos seres humanos, para estes poderem ser inspirados nas boas obras, na transformação da civilização. O Pramantha vem a ser o movimento Jina ou Jivatmã inverso ao do Jiva ou homem comum.

Se as iniciais M. G. de Mato Grosso e Minas Gerais vêm a ser as mesmas do MAHA-GURU, Supremo Instrutor, este revela-se como sendo MELKI-TSEDEK, M. T., iniciais de Munindras e Tributários, os dois Sectores da Ordem do Santo Graal, que é quem traz à manifestação essa outra M. T. ou a misteriosa Maçonaria Aghartina dos TRAIXUS-MARUTAS, identificada à “Igreja Secreta de São João”, ou seja, a Excelsa Loja Branca dos Bhante-Jauls vibrando em Agharta, vivendo em Duat, convivendo em Badagas e interagindo com a Obra do Eterno na Face da Terra. Isto significa que todos os Retiros Privados de Adeptos Perfeitos estão hoje representados nos Templos desta mesma Obra Divina, facto pressupondo que a adivinhação da sua localização geográfica e até a afirmação positiva da frequência imediata deles, não passa de inteiro e redundante logro para algumas mentes afectivas e, por certo, afectadas pelo deslumbramento da demasiada Luz para as suas capacidades imediatas. Fixe-se bem: a evolução dos seres vivos faz-se exclusivamente na Face da Terra, enquanto Agharta só se manifesta sobre a Terra na Escola – Teatro – Templo desta Obra do Eterno. Ipso facto.

A defesa e manutenção da Obra do Eterno na Face da Terra apoia-se nas aghartinas ou divinas Três Mitras e Três Coroas, aquelas sagradas no dia 9 de Setembro de 1942 no Caijah, Capital do Mundo de Duat, como sejam: NARADA (AKDORGE), NAGARAJA (AKADIR) e NADYJA (KADIR). Foram os Grandes Sacerdotes de Deus que derrotaram com o Poder do Espírito as forças diabólicas de Hitler. Também entronizadas no Caijah, as Três Coroas que Aqueles representam, são: MAA ou MAHA-SHIN (AKTALAYA), TUBU ou AK-DJIN (AKGORGE) e AT ou AK-SHIN (AKDORGE).

Como a Ordem dos Templários (O.S.G.) presta Homenagem ao seu Orago AKBEL, assegurando a Autoridade Espiritual, a Ordem dos Tributários (O.T.) rende Tributo ao seu Patrono ARABEL, mantendo o Poder Temporal, este a ver com o Governo Oculto do Mundo e aquele com a Grande Fraternidade Branca, sectores distintos de uma mesma Organização.

Na Hora presente da Humanidade, desde 24 de Junho de 1956, o Excelso Quinto-Theo ARABEL (ARATUPAN-CABAYU) comanda através de AKDORGE – que faz as vezes de REI DO MUNDO – os Sete Dhyanis-Budas do Novo Pramantha, a partir da Fraternidade Jina de MATATU-ARARACANGA, Roncador, os quais irradiam as suas Tónicas a toda Terra pelos afins Postos Representativos nacionais e internacionais representados, ante a Tribuna da Humanidade, pela Ordem dos Tributários, esquema que se dispõe do seguinte modo simplificado:

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São os Tributários quem tributam Melki-Tsedek, dando-lhe a dízima ou “décima parte” da sua colheita ou evolução pessoal a favor do resgate kármico colectivo, sobretudo dos Assuras caídos em múltiplas tragédias que são um lacrimário de flores na História da Obra. Este é o sentido primordial da dízima de que fala o Génesis no Antigo Testamento, e qualquer outro significado secundário a ver com factores económicos exclusivamente profanos, corre por conta exclusiva dos seus promotores nada Assuras e tudo Jivas que dele se servem para espúria e desalmadamente explorarem os seus semelhantes, facto severamente condenado imensas vezes por JHS nas suas Cartas-Revelações, deixando a REVOLTA (própria do Quinto Senhor) na Carta-Revelação de 04.11.1959:

“Eu sou um falido, porque dei tudo o que era meu aos que choravam de joelhos aos meus pés. Isto vocês não sabem. Sempre os negócios, sempre as mulheres, as garotas que só gostam de velhos com dinheiro… Dos seus lábios só sai uma palavra: dinheiro, dinheiro. O seu deus é o Bezerro de Ouro… E tudo isso a um Homem que, todos sabem, poderia até materializar dinheiro, desde que não fosse quem é para ser um ladrão do dinheiro alheio… Os nossos inimigos se contam às dezenas. Mas eles vão passar, também, por desgraças terríveis, acompanhando o ciclo agonizante. Eu sou livre mas estou prisioneiro deste mundo imundo em que sou obrigado a viver, como o maior dos absurdos… Também temos de construir uma cadeia na Obra para prender os que roubam as nossas Revelações e as dão como suas. O Horror do Dies Irae que se manifesta… Uma Espada e um Báculo, Oriente e Ocidente, Kundalini e Fohat. Espadas, sim, e Baguetas, no começo, Tesouras.”

Por falar em Cartas-Revelações, no seu Livro do Renascimento de Akbel (1957), JHS descreve as três Ordens por ele fundadas e coloca nas suas cumeeiras os três Luzeiros (Ishvaras) na mesma razão das três “qualidades subtis da matéria” (Gunas), como sejam:

3 ordens

Se São Lourenço relaciona-se ao Mundo inteiro, Nova Xavantina representa toda a América e, finalmente, como ponte ou vau Itaparica vem ter a Portugal, tanto histórica como iniciaticamente.

De facto, Portugal desde a Tragédia do Gólgota há dois mil e alguns anos que sempre foi um “formigueiro de Assuras”, os quais vindos do Oriente para o Ocidente aqui aportavam para desenvolver a sua consciência Mental Superior em conformidade ao estado de consciência do Quinto Luzeiro entronizado sob Sintra e projectado no granítico Roncador. Tal Luzeiro é o “5.º Senhor do Lampadário Celeste, ARABEL, o Deus da Ara, do Altar, ou do Fogo, como Senhor do Quinto Sistema. Amor, Glória e Justiça. O QUINTO IMPÉRIO foi implantado por Mim (AKBEL, o 6.º Luzeiro) na Face da Terra. O dia de hoje (24 de Junho de 1956) tem o nome de ENCOBERTO” (Livro do Colóquio Amoroso, 1956). Após desenvolvidas as faculdades corporais, vinham desenvolver em Portugal as faculdades espirituais, após o que transmigravam para a “Oitava Coisa” do Futuro, o Brasil.

ritual

Assuras são todos aqueles seres de terceira classe da Cadeia de Saturno que acompanham a Evolução geral de Ronda em Ronda, de Globo em Globo, de Cadeia em Cadeia, à dianteira da mesma, e que a partir do 3.º Globo da 3.ª Cadeia da Lua ficaram sob as ordens do Terceiro Senhor LUZBEL, o qual veio a sonegar a Ordem do Eterno e acabou desterrado nas malhas tenebrosas da Matéria, acompanhando-o esses mesmos Assuras revoltados contra o Eterno (Oitavo Logos). Desde que AKBEL se manifestou na Terra para salvar o seu Irmão perdido, a Corte deste passou a ficar sob a direcção do mesmo Sexto Senhor, principalmente a partir da 3.ª Raça-Mãe Lemuriana da actual 4.ª Ronda da 4.ª Cadeia da Terra. Os mais evoluídos dos Assuras humanizados ou encarnados por essa razão, chamam-se Makaras, e têm a função de sacerdotes e instrutores, enquanto os restantes de governadores mas também instrutores. Num total de 777 Seres de classe aparte da Humanidade geral, são a elite desta e a esta misturada bem em conformidade à confusão caótica deste grande ciclo da Kali-Yuga… onde se vai plantando uma pequena Satya-Yuga.

esquema terrestre

Revela JHS na sua Carta-Revelação de 17.12.1959:

“Tudo pode acontecer, a começar pela minha morte. Mas também a minha vida não foi tão afim com essa mesma Obra. Gastei-me enquanto a Obra mais se modernizava ou se tornava mais acessível aos privilegiados do Mundo. Quem foi H.P.B., quem foi Olcott e o seu papel na Teosofia simplesmente Mental, depois do Espiritismo Kâmico ou Astral?… A seguir, vindo nós, como valor equilibrante de Manas Taijasi e Budhi Taijasi. Com palavras bem minhas: Bimânica e Atabimânica.

“Façamos agora uma síntese de todo o Passado desde a Lemúria até hoje. Síntese ou linhas gerais, tanto vale, porquanto todos na Obra estão fartos de conhecer a História, pelo menos desse modo: a Esfinge foi o nosso corpo andrógino, representando, ao mesmo tempo, as 4 Rondas, do mesmo modo que o é a Montanha Sagrada com Rabi Muni no seu interior, e período de estágio para mim até chegar a Hora Avatárica.

“A Esfinge saiu das duas Raças anteriores até ao momento de, na 3ª Raça-Mãe, o que se chamava de Humanidade se ter separado em sexos (pois até ali eram seres andróginos). Dela, Esfinge, saíram os 7 Reis de Edom; depois destes, os 111 Makaras que logo se desdobraram em formas duais (222), pelo Poder de Kriya-Shakti (o mesmo fenómeno de Eva sair da costela de Adão); e, por último, os 777 Manasaputras. O sexo tornou-se tão desenfreado a ponto de, no final daquela Raça, os degenerados terem-se ligado a animais (parecidos com a lontra que conhecemos), e destes saírem os produtos híbridos que se conhecem com o nome de símios ou macacos, dos quais os mais próximos daquela época são os antropoides, indo ter ao simples sagui, no mais estranho de todos os tulkuísmos aberrantes… e todos eles sempre propensos ao sexo, à imoralidade. Sim, daí nasceu o amor passional, e até hoje os homens confundem Amor com paixão e sexo, como prova na maioria das vezes o seu amor pela apaixonada ser apenas o de procurar a satisfação carnal ou do sexo, do desejo. São raríssimos os que pensam em montar o Lar, em ter os seus filhos, a prole que fará perdurar o seu nome na Terra, etc.

“E foi assim que depois de uma destruição pelo fogo daquele continente, como se vê no Pacífico em ilhas ou pedaços… sobreveio a Atlântida, a Raça equilibrante, com todas as Hierarquias presentes. Como se sabe, os Nirmanakayas Negros surgiram das 3.as classes de Barishads e Agnisvattas. O mal foi tão grande que acabou por se querer tirar a vida aos Gémeos, na sua forma tulkuística de Adam-Heve. Esta foi achada vazia e a revolta foi maior ainda, a ponto do 5.º Senhor, achando-se enganado, dizer a Deus: “Pensastes que me enganaste, mas foi a Ti mesmo que o fizestes”. Perigava a entrada da 5.ª Raça, com o domínio do Mental, para os seres já transformados em homens pelo caldeamento atlante, digamos, mais a caminho de deuses que de seres da espécie dos que então haviam surgido dos deuses com as filhas dos homens. Pense-se bem como o fenómeno do Homem decaído lemuriano tem algo a ver com o do Deus decadente surgido na Atlântida. O Eterno desce à Terra e se faz 5.º, este prisioneiro numa Shamballah bem diversa da de hoje. E à frente dos remanescentes Adeptos da 4.ª Raça, Ele mesmo dá impulso ao primeiro passo Ariano, deixando de lado os Gémeos, que depois são reclamados como Manus da referida Raça, conduzindo para o Planalto do Tibete, no mesmo lugar do nosso Templo na 4.ª Dimensão, a semente escolhida dentre os atlantes. E logo vieram os Dez Mandamentos, com os quais os homens deviam manter a espiritualidade na sua evolução, daquele dia em diante. Desses Mandamentos foram retirados outros, inclusive os de Moisés, em forma de Rigor, enquanto os primeiros em forma de Amor… como o 5.º o disse no COLÓQUIO AMOROSO, mostrando as duas espécies de linguagem ali empregadas. Por isso que, no Templo, os primitivos (Mandamentos) devem figurar no Altar, do mesmo modo que nos Altares das Casas Capitulares, sob a protecção do Sacerdote, etc.

“E os Gémeos, pivô de todo o mistério da Evolução na Terra, ora se faziam deuses, como eu no Egipto, no deus-deusa Ptah, e ela na Índia, em Upasika (nome que também foi dado, preste-se atenção, a Blavatsky, mas na razão de discípula, eu diria da primeira, pois como fiz ver ontem ela dizia que era uma outra quem por ela escrevia, etc.), ora se faziam homens. Cheguei mesmo a ser um rei vagabundo, todos sabem do fenómeno… e assim até chegar ao Brasil Fenício, de que todos conhecem a tragédia da barquinha, os mistérios da Pedra da Gávea, etc. E, já agora, aquele ser que veio da Índia para ali ficar por algum tempo, pois ele foi – recompensa do Karma – o núbio morto com os Gémeos, e era quem fazia mover a barquinha. A núbia não podia deixar de ser a sua shakti…

“Os preparativos para o Trabalho de hoje, o Quinto, sempre ligado ao Quarto… procurou destruir sob o nome de Mano Satanas, como lhe chama a lenda árabe, sobre a qual Gustavo Barroso (logo neste momento é que morre…) escreveu no seu livro Aquém da Atlântida. O seu nome está escrito entre os redimidos do último Julgamento. Bem que o merecia.

“Depois da Atlântida tivemos mais duas vidas integrais, inclusive no Oriente e no Ocidente, vindo ter à Revolução Francesa, onde S. Germano era o 6.º e Cagliostro o 5.º; o 4.º foi o verdadeiro José Bálsamo – tudo isso figura no fenómeno do Tulkuísmo. Agora mesmo se vê Kadir e Akadir a meu lado: um no Norte, Roncador, Bahia, etc., e outro no Sul, Minas, S. Lourenço, mesmo até com Kadir no Oriente, como Mestre mayávico em Simlah, e Akadir no Ocidente. Grande Trabalho teve ele no papel Manúsico a meu lado, enquanto o de Kadir também Manúsico, mas em Simlah, enquanto os dois Kumaras, Sanat e Kali, em Srinagar, ou Índia, Tibete, etc. Todos conhecem os factos desenrolados na Revolução Francesa… a ponto de perderem a cabeça 432.000 pessoas, o mesmo número de almas que foram salvas quando eu dei a Atlântida como redimida, na então Matriz da S.T.B. no mesmo sobrado da Rua Buenos Aires, etc.

“Vamos aqui abrir um parêntesis interessante em guisa de anotação, que é o da Evolução dos 3 Reinos da Natureza anteriores ao Humano ou 4.º, na razão dos 3 Sistemas anteriores para o 4.º em que estamos. Como o Brasil será o Berço da Nova Civilização, já foi dito várias vezes, e Portugal é o Arquivo das Sub-Raças Arianas, inclusive a Greco-Romana, etc., notam-se coisas interessantes: na espécie aviária, digamos assim, vemos a formação de classes da mesma espécie que raramente se unem – canários hamburgueses, a ver com a Raça Anglo-Saxónica; canários belgas, a ver com a Raça Latina. Os pardais foram o Karma – como ave – que foi trazido para destruir o esforço dos homens. Começaram matando o tico-tico, tão amigo das crianças, serviram de portadores dos micróbios – inclusive de galinheiro para galinheiro – da colerina, moléstia que dizima as nossas aves aos milhares. Não falemos nos urubus, que são os mesmos corvos da Índia que até cadáveres devoram em Bombaim, porque a tradição fanática dos hindus assim o permite. Ave agourenta e carniceira que procede da Lemúria, como o anu, etc. E isto apenas para provar que todos os Reinos da Natureza – animais, vegetais e até minerais – acompanham a seu modo a Evolução Humana. Sim, uns favorecendo, outros servindo de obstáculo e até de morte… E chega a hora, digo depois desse parêntesis necessário de que Rabi Muni é a sua síntese… dos Gémeos virem para o Brasil, depois de seu avatara momentâneo na Serra de Sintra, apresentados pelo 5.º Bodhisattva. Sim, no palacete vizinho ao Passeio Público, hoje Palácio da Aclamação onde funciona o Governo da Bahia, digo, foi aí o impulso da Obra. Com longos cabelos fiz o papel de mulher, no mais sublime de todos os vaticínios para o primeiro dos meus, também, impulsos evolucionais na Terra, ou Vitória de Herakles sobre o 5.º, matando a sua Shakti, a Hidra dos sete cachos transformados em serpentes. E para que fosse vitorioso tamanho Mistério, aqueles mesmos cabelos cortados com 5 anos foram ter na cabeça do Senhor dos Passos, isto é, do 5.º Bodhisattva, o mesmo que fez o nosso avatara em 1800, na Serra de Sintra. Onde já se viu tamanha causalidade, tamanha grandeza em matéria de causalidade?… Deus foi sempre o mágico testemunho da vida dos Gémeos. Mas a contraparte só apareceu quando ambos tinham 16 anos, a idade do Eterno Adolescente.

“E assim foram ter a Itaparica, a seguir, a Lisboa, mas da maneira que todos conhecem… Finalmente, na casa n.º 63 da Rua do Pilar, digamos, com a penúltima batalha… até chegar a hora da ida à Montanha Sagrada em S. Lourenço, e finalmente chegar ao dia de hoje, quando aqui bem perto, no Monumento do Ipiranga, foi realizada a 6.ª União, com a presença de Irmãos e do próprio Povo paulista. A seguir, a bandeira materializada de São Paulo. Não esquecer que, na Praça da Sé, também foi feita a devida homenagem, como que relembrando os feitos de Anchieta, de vida andrógina… em separado, etc. Do mesmo modo, no Monumento das Bandeiras, porque as Bandeiras do Mundo não estavam de acordo com as Bandeiras Bandeirantes do Itinerário Evolucional de IO…

Missão Y

“Mas é preciso voltar atrás para dizer o motivo por que eu chamava Krishnamurti de “aborto de Bodhisattva”: primeiro, por não ser, de facto, o Messias, ou antes, o Avatara Maitreya, como eles queriam que fosse, isto é, os de Adyar. Depois, porque foi, de facto, aborto, na vida de Luís XIV, quando Jean le Flibustier teve a cabeça decepada, e Magdeleine de la Motte envenenada pelo veneno que lhe foi fornecido por La Voisin, a famosa feiticeira da época… Blavatsky não poderia ousar em apresentar algum messias, pois foi ela própria quem escolheu o lema Satya Nasti Paro Dharma, “Não há religião superior à Verdade”, muito menos, uma nova religião. Esse Trabalho era bem nosso, tanto no Messias ou Avatara desse nome, como na Nova Religião, de acordo com o Pastor Angelicus ou Pio XII, aquele que foi Pedro… No próximo número de Dhâranâ, o Ven. Dr. Ermelino Pugliese apresentará valioso trabalho nesse sentido, estribado numa notícia dos jornais sobre homens de grande cultura que apontam uma Nova Religião, em lugar das múltiplas que interditam a própria Evolução Humana. E isso sem esquecer as Profecias, inclusive a de Paracelso, ou a que foi comentada por ela, Blavatsky.

“Henrique e Helena são nomes nascidos no Ouroboros bem por cima do Olho de Druva ou Estrela Polar… Valha a honra de quem em seu próprio nome o apontava. E que no Odissonai vale duas vezes na Sexta Linha, bem sua como Sexto Sistema, volta à Quarta Linha, o Mundo, e volta ainda para a Sexta com som de Sétima, no sentido de descida.”

Com esse roteiro breve de algumas das vidas integrais e parciais do Mestre JHS fazendo uso das suas próprias palavras, devo agora adiantar que nem todos os Makaras e Assuras da Corte de Akbel terão reencarnado na época da sua permanência na face da Terra, portanto, entre 1883 e 1963, mesmo que boa parte dos mesmos tenha efectivamente reencarnado. De 1963 para cá tornou-se mais rara a aparição de Assuras e raríssima a de Makaras, possivelmente por já não terem o seu Dirigente sobre a Terra. Isto não invalida a reencarnação de valorosas almas Jivas que, vez por outra, vêm abrilhantar com maiores e mais dignos valores o colar de Sutratmã que une a Família Humana, muitas delas pertencentes à Hierarquia Planetária dos Adeptos Perfeitos humanos.

Sabendo melhor que ninguém, por ser o principal Protagonista da multimilenar Peça Iniciática, o Professor Henrique José de Souza deu como cores mores da Ordem dos Tributários o verde e o vermelho (mesmo que a cor das capas tributárias seja vermelha e amarela, mas não prescindindo daquelas matizes primordiais) como Homenagem a Portugal e à Tradição dos seus Maiores, perfilados secretamente como Ordem de Mariz cujas cores são as mesmas dos Tributários, cujo Ritual Mágico sob a égide do Filho ou Espírito Santo plasma na Terra os valores universais do Pai (Fohat) e Mãe (Kundalini) Cósmicos, em uma verdadeira Yoga Universal que é de Akbel, que aqui destinou à redenção assúrica dos Lusos ou “Filhos da Luz” renascidos na sua época no nosso país, mas em breve a maioria deles rumando para junto do Professor.

De maneira que a Lusitânia Assúrica é igual a Portugal Tributário, nisto residindo a chave do mistério do “tesouro real português desaparecido no tempo de D. João VI”, assim como a do igualmente desaparecido “tesouro dos templários”, aquele outro no fundo e realmente não sendo senão o tributo espiritual de Portugal ao Brasil, abrindo um novo ciclo de progresso da Humanidade com a ida de D. João VI para aí, e assim também com o tributo dos antigos cavaleiros templários a Melkitsedek, o Rei do Mundo, tributo esse não tanto em ouro e outros valores materiais mas, sobretudo, em ouro espiritual, ou seja, pelos seus mais nobres e abnegados esforços em contribuir para a criação do Quinto Sistema de Evolução Universal, tanto que a Ordem Templária, Guerreira, era notoriamente Tributária do Quinto Senhor Jesus Cristo ou o Quinto Bodhisattva Jeffersus. Os factores imediatos fiduciários e profanos escondidos nas entranhas de Sintra, como pretenderam certos autores no ido 1987, levantando grande celeuma no país, levou-me a contrapor a isso publicamente com o argumento até então inédito, impensável, da relação iniciática de Sintra, cabeça motora das sinergias nacionais, com o simbolismo das dízimas das Ordens Iniciáticas a Melki-Tsedek nesse mesmo lugar, por outras palavras, a relação jina ou aghartina dessa Montanha Sagrada com o Imperador Universal tributado por uma mesma Milícia, sob nomes diversos de acordo com os ciclos históricos da sua manifestação, O representando sobre a Terra, ou seja, a Ordem dos Tributários.

Pena 3

Na altura em que se falou em “desenterrar o tesouro real juntamente com a coroa real” (sic), tive ocasião de dizer ao jornalista que me entrevistou (Victor Mendanha, Correio da Manhã, 17.6.1987): “Eu questiono o dossier sobre o Tesouro da Casa Real que se encontra nas mãos do Governo, pois julgo que possui apenas uma migalha do segredo e pouca noção da responsabilidade do caso. Estes assuntos têm de ser vistos com outros olhos, pois só se atinge a Matéria-Prima quando o nosso corpo se encontra rectificado e alinhado. Quanto à Coroa Imperial Portuguesa, só reaparecerá à superfície da Terra quando o Encoberto vier e instaurar o Quinto Império, o que ainda demora relativamente”. O Quinto Império corresponde ao Quinto Sistema de Evolução Universal, enquanto o Encoberto é ARABEL o AL-DJABAL, “Todo-Poderoso” manifestado por Maitreya, Mitra-Deva ou Akdorge, tanto vale. Na ocasião não falei tão abertamente, por ainda não ser chegada a Hora de 2000, mas ficaram todos os subentendidos. O facto é que depois disso o assunto esmoreceu e caiu no esquecimento. Melhor para todos os que insensatamente queriam o impossível…

Falando de Sintra é o mesmo que falar do Quinto Posto Representativo da Obra do Eterno na Face da Terra, composto de todos(as) os(as) teúrgicos(as) portugueses. Os seus foros internos assumindo-a “Lugar Sagrado, Jina”, são justificados de certa maneira pela tese trinitária do Visconde de Figanière nos fins do século XIX, Supramundo, Mundo e Inframundo, baseada em idênticas muito mais antigas, vindo a ajustar-se, à luz da Tradição Iniciática da Obra do Eterno, ao seguinte que decerto esse autor não sabia mas por certo pressentia na sua relação com a Serra Sagrada de Sintra, o Quinto Monte Santo do Mundo, no dizer da Mensagem provinda para JHS da Fraternidade de Baalbeck:

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Os três níveis juntos equivalem ao Theotrim, ao Perfeito Equilíbrio das Três Hipóstases Divinas, prerrogativa necessária para sacralizar a santidade assinalada do Monte Sintra ou, conforme as escrituras orientais, Kala-Shista ou Sishita. Monte Santo prefigurando idealmente a condição alada do Andrógino Perfeito do futuro Quinto Sistema de Evolução Universal (composto de 7 Cadeias Planetárias), tema que, mais correntemente, banalizou-se na ideia translatio imperii vazando no próximo vindouro Quinto Império dos Lusos ou Assuras, de que o jovem malogrado rei D. Sebastião por seu nome drácono (sebastòs, vazando em “dragão”) não passa de símbolo fugaz do mais transcendente Al-Djabal, o “Todo-Poderoso” Arabel, o Quinto Luzeiro representado no escrínio desta Serra Sagrada pela presença (até cerca dos inícios dos anos 50 da anterior centúria) do Quinto Bodhisattva Jeffersus (Jesus) e sua Santa Mãe Moriah (Maria).

Durante largos séculos o Deus ARABEL manifestou-se do Oriente para o Mundo inteiro através da Série de 31 Budas-Vivos da Mongólia sob o nome de Takura Bey à cabeça da Maçonaria Universal Construtiva dos Três Mundos, a dos Traichus-Marutas liderados sobre a Terra pelo Traichu-Lama, Coluna Viva do 31.º Último Buda Vivo da Mongólia, Avatara do Quinto-Theo, ou seja, Sua Santidade Kjerib Hap Bogdo-Gheghen Hutuktu de Narabanchi Kuri. Estes Seres estão hoje no escrínio do Roncador, no cristalino Palácio do Quinto Senhor, que desde 1924 vibra no Ocidente e desde 1956 age sobre a Terra através de Akdorge. Significativo, ainda, que todas as escrituras orientais definam a liturgia transcendental do Rei do Mundo como de carácter Teúrgico, como sempre será por ser a da Obra de Deus.

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A responsabilidade de todo o Tributário e Tributária é de tal e tamanha grandeza que quem entra para a Ordem é para sempre, e se acaso a disciplina marcial da mesma for um incómodo desagradável para a pessoa e ela queira sair, poderá fazê-lo… mas também ficará fora da Instituição e da Obra para sempre. É um compromisso ad perpetuam que ninguém deve assumir com a maior ligeireza para depois, a breve ou médio prazo, vir a arrepender-se amargamente de tê-lo assumido dando um “passo maior que a perna”.

Distinguindo abertamente duas classes de Humanidade, a dos JIVAS e a dos ASSURAS, interligadas mas distintas, já em seu tempo o Venerável Mestre JHS dirigia as palavras firmes e implacáveis da Lei aos traidores da sua divina condição, os quais vicejam até hoje no campo agitado da sociedade humana após terem abandonado, alguns mesmo antes de serem expulsos efectivamente por atitudes espúrias de lesa-evolução, as fileiras da OBRA DO ETERNO. Diz ele na Carta-Revelação de 26.04.1951 (Livro do Loto):

“Um Jiva que já tenha estado em nossa Obra (e muito mais os que nunca estiveram), podendo ter fugido dela por ignorância, orgulho, vaidade, etc., acaso poderá voltar. Mas os que eu considero ASSURAS, mesmo que peçam perdão de joelhos dentro do Templo, diante do GRAAL, etc., não voltarão mais. Que trabalhem fora, que se sujeitem ao que lhes fizer o Karma. Eu não posso ser nem bom nem mau… no presente momento, cujo maior trabalho, à frente dos mesmos Assuras, é salvar os que erram por não nos conhecerem, por a sua inteligência ainda estar ofuscada pelas coisas terrenas. E com o Bodhisattva, digo: “Felizes daqueles que não viram e creram”, algo assim como em nosso caso antes apontado: Viram e não creram, porque me julgaram indigno, canalha como eles… Que agora, portanto, se salvem sozinhos, pois assim mesmo têm o sinete do gado nas costas… e já é alguma coisa.”

O Ritual Mágico dos Tributários realiza-se com duas fileiras em círculos de 12 Cavaleiros e respectivas 12 Damas em volta do Fogo Sagrado, crepitando na pira ou trípode no centro do Templo, eles com as suas espadas e elas com as suas baguetas, que vieram a substituir as originais tesouras. Inibo-me revelar o roteiro desse Ritual num estudo público como este, pois tal seria uma violação do juramento de silêncio e segredo, mas não me inibo de transcrever as seguintes palavras do Venerável Mestre JHS, extraídas do seu Livro de Herakles:

“Já se sabe do papel dos Assuras ou Seres da primeira Cadeia, Cadeia das Trevas ou de Brahmã, repartidos em 3 classes, estando na do meio os Escribas ou aqueles que escrevem o Bem e o Mal que as Mónadas levam aos pontos claros ou luminosos e aos escuros ou negros de cada Universo. Estudando-se o Mundo de Duat, também chamado de Mundo Jina, nele se encontram espaços claros e espaços escuros ou negros. Na mesma razão – para completar as Revelações anteriores – vê-se o Senhor da Cadeia anterior na mesma Cadeia já apagada, donde se chamar à Lua de satélite da Terra, e o Quarto na Terra. O de cima, na razão do Passado, e o de baixo, na razão do Presente.

“Se eu dissesse que as Estrelas, como Jivas, são formações do Bem que se transformam em Mónadas, todos ficariam assombrados, porque isso é coisa que ninguém ousou dizer até hoje. Mas eu o digo porque tenho direito para tanto. E onde fica o Mal? – Perguntarão outros. Respondo: – Nas mãos daquele que deve dirigir a próxima Cadeia, etc. Mas, então, um Ser Superior já vem de cima portador do Mal? Sim, para que a sua Humanidade, ou seres da sua Cadeia, possa ganhar a experiência com o Mal e adquirir o Bem que lhe trará o Outro, que sendo o Futuro o seu lugar é no Segundo Trono. E é a razão de sempre se dar a este a classificação de ”Espírito da Terra”, no caso actual, ou da Cadeia, seja ela qual for que esteja em função. Daí a Lua influindo no final da 4.ª Raça para esta não ter continuidade, isto é, não passar ao estado de consciência imediatamente superior, que era o do Mental Superior na referida Cadeia, e o 5.º Senhor, que deveria descer do Segundo Trono mas já havia descido com os 4.º e 6.º, fazer questão de assumir o seu lugar, o que concorreu para o Eterno, em forma obscura, ou como MAL, viesse, digamos, enganar os que ficaram fiéis… a ele próprio. Os Gémeos, aos quais ele queria decepar as cabeças, seriam os Manus da consciência mais elevada, isto é, do Mental Superior ou Manas Taijasi, e, consequentemente, das por mim chamadas Raças Bimânica e Atabimânica.

Brasão

“Repito, o fenómeno geral do Bem, da Neutralidade e do Mal, uma espécie de corrente trifásica ou das três ondas divinas: Satva para o Bem ou Divino, Rajas para a Neutralidade, ou o espaço entre um e outro, e Tamas para a Terra, como Mal. Transformar o Mal em Bem e com os dois chegar à Neutralidade, eis o mistério. Por isso é que a Bandeira do Rei do Mundo é amarela ou sátvica, com a Cruz Gamada no centro em vermelho, isto é, o que ele pretende é salvar o Mundo daquela maneira. Agora, entretanto, no intervalo ou interregno de uma Raça para outra, como Oitavo Ramo Racial, a Bandeira é aquela do Dragão central, cercado de sete torres ou Raças, estados de Consciência, etc., e o JHS por baixo, sendo tudo, finalmente, azul e amarelo, porque são as duas Raças que nos interessam: Bimânica e Atabimânica, após a 5.ª… do mistério de após a 4.ª Raça, que obrigou o Eterno a tomar a forma do Mal no chamado Homem da Capa Preta.

“Parece que com a vitória do Colóquio Amoroso, da Estrela Algol se transformar em Goberum e estar conservada ao lado do seu Senhor, na Pedra do RONCA A DOR, belo nome para o seu passado, mas, em verdade, transformada hoje em ARARAT se defrontando com MOREB, para que as Duas Bocas bebam na mesma Taça, repito, com essa vitória da Estrela ALGOL tenha ela se transformado em ALGAS, em cogumelos, que no reino das águas, de qualquer modo, são flores.

Herakles é algo assim como o ponto de partida de todas as Espadas. Na Magia Transcendental, a Espada vale por defesa contra o Mal. E a Bagueta, a evocação ao Bem. Nunca se realizou esse Ritual como se devia fazer: Homens sustentando a Espada. Senhoras sustentando a Bagueta. Do Bem e do Mal nasce a Neutralidade, que, na questão evolutiva dos seres, equivale ao Andrógino, como Neutralidade. Tenho batido muito nessa tecla ultimamente, ajudando o meu Irmão na estruturação do seu Sistema. Razão do acidente sofrido no dia 5. Ele não é culpado, nem a sua Contraparte redimida. A Estrela Algol, Alma de Proserpina, chamemo-la assim, tornou-se GOBERUM. E se acha no Ararat ao lado de seu Esposo-Irmão, o 5.º. Goberum equivale a GOBI e ERUM ou HEROS, o 7.º Princípio, o Deus Cupido ou do Amor Universal, e não o sexual que é, em verdade, paixão ou passional, causa de crimes, suicídios e muitas desgraças na vida dos seres da Terra.

“Todos viram e poderão ver que Herakles, Mercurius, Ulisses, etc., são todos representações daquele que o Eterno escolheu para lhe entregar a sua Espada forjada no seu próprio Fogo, isto é, num dos 777 Raios de que se compõe o Sol que aquele mesmo representa. E assim tem vindo, como reflexo, Tulku, etc., de Ordem em Ordem até chegar à mais digna e valiosa dentre todas, que é a dos TRIBUTÁRIOS. Abraão paga TRIBUTOS a Melki-Tsedek. Mas este paga tributos a Deus, por ser nascido desse mesmo Deus, como acontece com os demais Planetários… O caso é para estudar com todo o carinho possível.”

JHS - Chefe dos Tributários

A Espada é a alfaia principal da Ordem dos Tributários, representa a Língua de Fogo dos Assuras e, relativamente a Portugal, foi com uma Espada Tributária que o Venerável Mestre JHS posou para a fotografia tirada em 1962 que enviou de São Lourenço, em 16.02.1963, a vários condiscípulos portugueses, por certo pelas razões já indicadas que absolutamente nada têm a ver com o esdrúxulo hodierno «priorado sinárquico eubiótico da Lusitânia» (!!!), coisa impensável na época e até muito recentemente, título arrastado e forçado gramaticalmente, para não dizer, completamente estranho à Linguagem de Akbel, e assim mesmo igualmente para essa pressuposta «ordem secreta de Kurat», cuja maior valia não passa da fantasia dos seus promotores, autointitulados soberanos dotados de nomes esquisitos, astrais ou mayávicos, facto passível de explicação pelo delírio onírico e possível adulteração de igualmente possíveis escassas e esparsas Revelações de JHS do acesso deles, por certo remendadas para adaptação a noções estritamente pessoais, tudo pela ignorância da totalidade das mesmas Revelações e o objectivo último e único delas; a verdadeira ORDEM DE KURAT é hoje, tal como a ORDEM DO ARARAT no Brasil, um Colégio de Cadetes, de crianças, meninos e meninas dirigidos por Tributários(as), por regra os seus próprios pais, obedientes à Ordem do Quinto Senhor: “Deixai vir a Mim as crianças, que delas é o Reino de Deus”… o Reino do Quinto Sistema de Evolução Universal! Donde o Spes messis in semine, “a esperança da colheita está na semente”.

Quando os 12 Tributários, em posição nobre, enfiam as suas espadas nas ranhuras do trípode inflamado e o casal dirigente a seguir lhes ordena ficarem na posição Akdorge, desse momento em diante as lâminas metálicas se transformam em Espadas de Fogo, como a de Mikael, como a de Akdorge… Nos idos anos 50 e 60, havia Tributários que até dormiam com as suas espadas ao lado, imantizando-as cada vez mais, aumentando o poder do seu Génio. Sobre o simbolismo das mesmas, confidenciou-me Paulo Machado Albernaz em 28.12.1999:

“Estou-lhe enviando uma foto da espada de Templário que possuo, em cuja lâmina está gravada a palavra “Phalus”. Num seu livro precioso tive ocasião de ler, na página 39, uma citação de que se trata do antigo nome da Cruz. O Professor disse-me um dia: “Paulo, tu és Phalus, os braços da Cruz”, e deixou escrito numa das suas Cartas-Revelações. Muito mais tarde me foi dito que a haste vertical da Cruz significava a Inspiração Divina, a Revelação; os braços ou haste horizontal seriam a sua propagação, ou divulgação. A mão do Cavaleiro empunha a espada, segurando a madeira ou Reino Vegetal; também há um enfeite de marfim, que representa o Reino Animal; e a mão do Cavaleiro representa o Reino Humano, dando a força necessária para se proceder ao Ritual através dos quatro Reinos da Natureza. A espada mede um metro (lâmina e empunhadura).”

Por sua vez, diz o Livro dos Tributários:

“A PRIMEIRA ESPADA (flogística) foi criada pelo próprio ETERNO. Logo, o Excelso Senhor AKBEL foi o PRIMEIRO TRIBUTÁRIO COBRADOR, para o Excelso Senhor ARABEL ser o PRIMEIRO TRIBUTÁRIO COBRADO, a PAGAR TRIBUTO.

“A Espada compõe-se de duas partes essenciais: o punho e a lâmina. O conjunto do punho compreende: o botão do punho, o punho propriamente dito, e a guarda. A lâmina é sempre retilínea. O estojo é a sua bainha. É feita de cobre (Vénus) e aço ou ferro (Marte). Mãe e Filho, como foram os dois Planetas dirigentes da Raça Lemuriana…

“Os copos da Espada são feitos com o signo de Peixes, do Ciclo que está a findar-se. A referida Espada atravessa os sete Planos ou estados de Consciência.

“O signo de Piscis por Copa ou Taça. Sim, Espada e Copa, ficando Pau e Ouro. São os Quatro Maharajas (para o próprio Tributário ser a expressão do Quinto).”

Disse JHS: “As Espadas Mágicas dos Tributários representam, também, algo semelhante ao Emblema de AGHARTA: as Luas superiores e inferiores não indicam apenas o signo de PISCIS, mas também as polaridades curvas, para defenderem o MAGO que as maneja, atirando para cima e para baixo (ficando ele no meio) as radiações contrárias à sua pessoa. E portanto, podendo vencer os inimigos vivos ou mortos, ou astrais”.

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Disse ainda o Venerável Mestre:

“As Espadas Mágicas dos Tributários deverão ser de Pai para Filho. A minha Espada é Flogística, está com Akdorge. Nomes masculinos nas espadas não servem: é preciso pôr nomes femininos. Cuidar dela, pois espada enferrujada não vibra. Uma outra Espada, forjada no Fogo de Vulcano, era de Orikalki, pertencia também ao Excelso Senhor Akbel. Cada espada é uma forma radiosa daquela forjada pelo Eterno (dir-se-ia “Espada-Tulku”). Elas têm grande poder.”

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Para terminar e como tema de meditação, transcrevo as seguintes palavras sagradas:

Ali é a Morada dos Deuses do Sexto Sistema: o Luzeiro e os Matra-Devas. Eu sou aquele (ou aquela) que servindo de barreira entre eles e o Mundo, transformo-me em vítima ou sou vitimado(a) pela minha incompreensão. Pela Vontade de Akbel na Esfinge que caiu do Céu e caminhou idades sem conta como Animal, fui criado como Homem, Agnisvatta, como Mulher, Barishad, para que, como humana Esfinge, possa igualar-me ao Facho Luminoso que me foi dado pelo Sexto Luzeiro, pelo meu Matra-Deva, de modo que um dia, por sua vez, possamos todos ser idênticos ao Deus Único e Verdadeiro, ao Sol Oculto que se acha encravado no Seio da Terra – Shamballah!

De maneira que

SALVE, AUGUSTO PAI E EXCELSO SENHOR AKBEL, QUE MERECIDAMENTE REPOUSA NO INTERIOR DA MONTANHA MOREB, NO SEXTO TRONO TERRESTRE, CERCADO PELOS DEVAS E DEUSES DO TRONO DE DEUS, ESPERANDO O SANTO MOMENTO PARA VOLTAR À TERRA VIBRANDO EM MAITREYA!

BIJAM

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