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Por um desses dias de Setembro de 2013 voltei ao Castelo dos Mouros, em Sintra. Não ia lá há bastante tempo… estranhei tantas modificações entretanto efectuadas aí, se para melhor ou pior fica ao critério de cada um, mas sem dúvida conformadas à evolução temporal que não pára a sua marcha avante, mesmo que acaso o progresso sociocultural imediato possa não corresponder às expectativas do espaço em causa. Fez-me impressão o debaste florestal, pareceu-me exagerado, e já menos impressão, porque outra coisa não esperava, provocaram-me as interpretações dadas aos achados e levantamentos arqueológicos neste espaço, onde tudo são silos de cereais encostados a túmulos, alguns não os sendo mas simples fissuras nas rochas. Custa-me aceitar a existência de celeiros em espaço cemiterial, tanto quanto chamar a simples cavalariças de “aposentos dos cavaleiros”. Igualmente duvido da veracidade utilitária com fim militar da pressuposta “porta da traição”, que só os autores do século XIX assim identificaram, mais parecendo simples vazadouro de águas correntes, pequeno túnel que transpus centenas de vezes para ir até junto dos vários túmulos de cavaleiros templários, no exterior da muralha, cujas pedras sepulcrais ainda jazem esquecidas entre penhas. Já os abarracamentos de madeira entretanto levantados no castelo como postos de apoio aos visitantes, a sua moderna visão, confesso, provocaram-me interiormente um “agridoce” ao confrontá-la com o passado de algumas décadas cujas vivências aqui experimentadas, neste espaço antes «primitivo», marcaram e mudaram para sempre o rumo da minha vida. Mas os tempos são outros, as gerações são novas, tudo mudou e por certo mudará cada vez mais nos tempos presentes e futuros. É, realmente, a marcha avante de um Novo Ciclo, e só me resta aceitar que assim seja porque assim é, mas reservando-me o direito de continuar a defender as propostas de reforma paisagística do romantismo de D. Fernando II, que aliás foram parcialmente executadas nos anos 40 do século XX.

Castelo dos Mouros - junto à porta da traição

É facto histórico assente que entre os séculos XII-XVI em volta do castelo o seu povoamento era muitíssimo escasso, tão-só casebres dispersos de pastores e camponeses aqui e além, pois a massa populacional fixava-se onde hoje é a Vila Velha de Sintra, protegida pelo terceiro e mais exterior dos seus lances de muralhas, o qual desapareceu nos finais do século XVII indo sobrar aqui e além um ou outro fragmento, um ou outro trecho de cubelo desmoronado, o que também acontece com os restantes lances, pois a fortaleza era muito mais extensa e ampla do que se vê hoje, cujos sinais arquitectónicos mais evidentes não vão além do século XVII e das reformas do rei D. Fernando II no século XIX. As suas fases medievais alta e baixa, a maioria, ainda jazem subterradas sob as terras revolvidas pelos violentos terramotos de 1531 e 1755, tendo deixado este castelo uma ruína abandonada até D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha acudiu-o em 1840, altura em que o arrendou e a quase toda a serra que quase tudo deve a esse mais que “Rei Artista”, verdadeiramente “Rei Iluminado”, pensando e projectando, na senda dos ilustres varões lusitanos mais antigos, fazer de Sintra “Paraíso Terreal”, Capital Espiritual da Europa, projecto de Parúsia conformado ao tema da translatio imperii do Oriente ao Ocidente destinando esta serra sagrada a peanha de eleição de Cristo e do Santo Vaso (Saint Vaisel), que daqui irradiou a toda a Europa medieval e renascentista como o próprio Mistério do Santo Graal. Não deixa de ser significativo que no sinal rodado constante na carta régia de doação em 1161 de Sintra à Ordem dos Templários, por D. Afonso Henriques à pessoa do seu Mestre Provincial Gualdim Pais, tendo ocupado o Castelo dos Mouros pacificamente, lê-se duplamente “Portugal” e “Portogral”, isto é, Porto-Graal, espécie de sinalética indicadora de ser aqui o berço espiritual do País, já que o temporal é tradicionalmente Guimarães.

selo-sintra-portogral1[1]

Mesmo com todos os modernismos impostos recentemente no espaço envolvente do Castelo dos Mouros, ele não perdeu o seu halo de mistério e misticismo insinuando-se no íntimo de qualquer um, seja quem for e de que maneira for, certamente em boa parte consequência e influência psicomental da ampla divulgação pública que fiz deste espaço, inicialmente pela comunicação social sobretudo a partir dos meados dos anos 80 do século passado, a qual fazia parte do programa iniciático de inaugurar o Ciclo de Sintra para a Nova Era de Promissão já adentrada desde 28 de Setembro de 2005. Esse “mistério e misticismo”, não importa se acaso desapurado por ausência de enquadramento espiritual e didáctico que só uma Escola Iniciática pode dar, no caso, a Comunidade Teúrgica Portuguesa, que foi por ela que se iniciou o Ciclo Sintriano pela minha própria pessoa, revela-se ainda na “misteriosa” cisterna do castelo entretanto aberta a visita pública, cuja proporção de altura e lonjura deixa os visitantes abismados, espanto repassando ao íntimo de alguns extravasando-o em desencontradas mas fantásticas lucubrações acaso travestidas de misticismo, de historicismo, de cientismo ou seja lá o que for.

A “cisterna dos mouros”, tirando a meia altura empedrada das paredes e a escadaria, obras do século XVII com reformas impostas pelo rei D. Fernando no século XIX, apesar de ainda mostrar o traçado de abóbada de berço, está notoriamente alterada pelas obras impostas possivelmente por volta de 1940. Tirando as bocas cónicas à superfície reproduzindo o formato árabe mas que não são as originais atendendo à idade dos minerais utilizados não indo mais longe que Seiscentos, e um aparelho metálico para extrair água junto a um tanque de lavar, este possivelmente do século XVII e aquele (que cheguei a ver intacto) obra do monarca citado que, piedoso, terá mandado instalá-lo aí para simplificar o trabalho duro das lavandeiras, tudo o mais não parece situar-se mais longe que a época das obras de restauração dos monumentos nacionais ordenadas por António Ferro, director do Secretariado de Propaganda Nacional e presidente do Conselho de Ministros do Estado Novo.sintra_castelo_dos_mouros_cisterna1[2]

Ao contrário do que muitos afirmam hoje, apesar da não afirmação de Francisco de Almeida Jordão em sua obra rara Relação do Castelo e Serra de Cintra, Lisboa, 1748, ou do autor anónimo da Cintra Pinturesca ou Memória Descritiva da Vila de Cintra, que era José António de Lemos Pereira de Lacerda, o Visconde de Juromenha, obra editada em Lisboa em 1838, ou mesmo do abade António Dâmaso Castro e Sousa, mais conhecido por Abade da Serra, na sua obra Investigação ao Castelo situado na Serra de Sintra, Lisboa, 1843, as águas da cisterna do castelo jamais foram pluviais e sim freáticas, resultantes do enorme lençol de água subterrânea resultante do afundamento da cordilheira, no final do Miocénico, que se estendia entre a Serra de Sintra e o Cabo Espichel prolongando-se para Sul e Ocidente, facto aceite pela Geologia, e Carlos Freire de Andrade (in Os vales submarinos portugueses e o diastrofismo das Berlengas e da Estremadura, Lisboa, 1937) inclusive afirma que a tectónica do vale do Tejo e dos vales submarinos da costa da Caparica têm relação com as nascentes termominerais de Lisboa, consequentemente, também com as de Sintra em cujo aro geográfico está aquela. Termominerais, “águas santas” sempre foram as da Serra de Sintra, particularmente estas do castelo, sobre quem diz o Abade da Serra na sua obra citada:

Não longe da sobredita igrejinha (capela de São Pedro de Canaferrim ou Penaferrim, apodo indistinto alusivo à “cana” do escárnio que impuseram ao Senhor no Martírio, e ao “ferro” que O trespassou no Calvário) se acha uma fonte singular, distante das primeiras três torres 300 passos: entra-se para ela por uma porta pequena, descendo dois degraus, e à esquerda há outros dois que estão metidos dentro da água. É esta nascente coberta de abóbada com três arcos (cheios de plantas musgosas que crescem nas fisgas do antigo cimento, e de estalagmites) bem obrados, e se acha arruinada, tendo duas fendas por onde se observam as suas águas que são de um belo sabor; e compreende 63 palmos de comprimento e 26 de largura. Tal nascente é o primeiro objecto que se oferece a quem vai ver o Castelo pela iminência em que fica, e o seu nascimento é tão copioso como maravilhoso, pois no Verão não se conhece míngua em suas linfas cristalinas (mas se conheceria se fossem águas pluviais ou oriundas da chuva aqui retidas na estação quente), que se encaminham às fontes do Paço Real, na Vila. Está bastante entulhada de caliça que tem caído, e vai caindo das fisgas da abóbada.

cisterna-castelo[1]

Portanto, as águas da cisterna são águas de nascente captada, ou seja, resultantes do afloramento à superfície de lençol freático mas com captação subterrânea das mesmas, facto comprovado pelo cano aberto no centro da cisterna por cujo ralo não cabe pessoa alguma mas sim e só a canalização necessária, substituída por tubagem nova que lá está.

Contudo, o vozerio popular insiste e persiste na lenda antiga de “existir por debaixo da cisterna o túmulo de um rei mouro guardado por demónios ferozes” que “transmitem propriedades miraculosas às águas da cisterna com as suas varinhas mágicas”. Realmente “o mito é tudo e nada”, parafraseando Fernando Pessoa. É nada para quem não apercebe o seu subentendido, mas é tudo para quem vê “além da letra que mata” e perpassa as brumas da lenda…

Sendo Sintra um dos 8 Montes Santos do Planeta consignado Quinto Centro Vital do mesmo correspondente ao Laríngeo ou, como diriam os orientais, o Chakra Vishuda, a Tradição Iniciática das Idades dispõe esta serra em relação directa com o Submundo dito Badagas conforme o definido na tese do Professor Henrique José de Souza (1883-1963), fundador da Sociedade Teosófica Brasileira (1928-1969), constituído por sete cantões ou cidades cuja quinta estará sob a própria Sintra e cuja capital, para onde concorrem todas as artérias subterrâneas deste Mundo Badagas ou Sedote, na nomenclatura nahua do México, leva o nome Meka-Tulan, que os hindus traduzem literalmente como “A Lua Velada ou Escondida”. Diz mais: que cada cidade badagas possui um lago de águas puríssimas, mineromedicinais, que afloram à superfície da terra por um ou vários lençóis freáticos, podendo ser o mesmo onde vários córregos encontram a sua foz, facto passível de explicar o lençol freático de Sintra com origem no lago sagrado do seu Submundo ou Mundo Jina. O sistema hidráulico tem papel preponderante nesse outro Mundo, segundo o mesmo Henrique José de Souza que o descreveu parcialmente em 1957 (in Livro-Revelação Renascimento de Akbel) ao referir-se a Meka-Tulan:

O nome do intérprete do Sétimo Rei Aghartino é Jonas-Tulam, e o nome do Santuário de 49 degraus (conforme foi apresentado na fotografia materializada dentro do Livro dos Psalmos) chama-se Meka-Tulam.

TULAM e ASTARLAM são expressões atlantes, com o sentido de Terra Santa.

TULÃ (sânscrito) – Balança, sétimo signo do Zodíaco hindu que corresponde a Libra (peso de ouro ou prata – igualdade).

TULA (sânscrito) – céu, atmosfera, éter, algodão, etc.

TULÂDHARA (sânscrito) – o Sol.

MEKA – em árabe é OM e KORÁ (“a mãe das cidades”).

Geografia – do ponto de vista geográfico tem o sentido de Canaan, isto é, o nome da cidade santa dos muçulmanos, aquela que viu nascer Mahometh e que encerra a Kaaba, pequeno templo sagrado, que a tradição diz ter sido fundada por Abrahão…

Quem foi Abrahão ou Abrahmã (“não-Brahmã”)? Abrahão foi um Tulku (Sub-Aspecto) do Quinto Senhor.

Tulã, sendo um termo que corresponde a Libra ou Balança, signo de Vénus, logo está estreitamente ligado ao Senhor de Vénus, Lúcifer ou o Portador da Luz. De maneira que o Templo de Meka-Tulam é o Templo que foi conservado para nele fazer-se a exaltação do Senhor de Vénus, Lúcifer, o Portador da Luz, etc. Dentro da simbologia sideral, Vénus – Balança representa o equilíbrio, portanto. Que vemos? Os dois Irmãos Crivatza (Cristo Humano, Senhor do Poder Temporal) e Jeffersus (Cristo Místico, Senhor do Poder Espiritual) se equilibrando dentro da MEKA dos MAKARAS.

Jonas-Tulam ou João de Tulan, Yokanan de Tulam, ou seja, o Yokanan ou Profeta dos Senhores de Tulam ou do Templo Subterrâneo. Diz a Bíblia: Jonas foi engolido por uma Baleia (ou Dragão). Isto quer dizer que Jonas foi engolido pela Agharta. Jonas ou Jara Lhagpa foi um Yokanan que se deu em holocausto pela Obra, quando estava sendo atacada pelo Cascão do Quinto Senhor.

Glória à sublime Meka-Tulam com o seu primoroso trabalho de Perfeito Equilíbrio entre o Quinto, Sexto e Sétimo Senhores!

Glória ao Eterno agindo como PÍ ou “partes iguais” através dos seus dois Filhos!

E mais adiante no mesmo Livro de Revelações, em Conversa com JHS em 1 de Junho de 1957:

O nosso Supremo Dirigente, antevendo o entusiasmo da Coluna J (António Castaño Ferreira), mostrou aos Irmãos o Livro dos Psalmos, juntamente com a fotografia do Templo Meka-Tulan e as assinaturas dos Yokanans. Depois fez um pequeno relatório do que existe dentro do referido Templo:

a) o aparelho Matra-Akasha;

b) possui 49 degraus, sendo 14 no primeiro plano, 14 no segundo e 21 no terceiro. Ao todo, 49 degraus;

c) tem uma taça opaca, que se enche e esvazia. O líquido que enche a mesma é água, e o movimento é como se fosse o das marés. No alto há algo como se fosse um Sol aceso. Está sempre em movimento como alguma coisa que esteja pulsando.

Lá se conhece perfeitamente a geologia da Terra. Há também um pequeno planetário.

Ainda que a presença do Mundo de Badagas aflore a superfície da Terra a sua localização está entre 60 a 90 quilómetros de profundidade, segundo o Professor Henrique José de Souza e o Engenheiro António Castaño Ferreira, sua Coluna J. Isto para situar onde acaso esteja o misterioso “túmulo do Rei Mouro” guardado por dedicados Jinas ou Djins, em árabe, algures no esconso subterrâneo do Castelo dos Mouros que foi Rábita (“templo-fortaleza”) Maridj, em português, Mariz. Já escrevi várias vezes sobre o assunto em textos de teor esotérico assentes nas Revelações Iniciáticas do Mestre JHS (forma como os teúrgicos e teósofos reconhecem o Professor Henrique José de Souza), e aqui repito mas com alguns acréscimos e corrigendas:

De Sintra projectou-se a edificação da Obra Espiritual de São Lourenço. Tal como através de Sintra – Portugal peregrinam já as Mónadas Eleitas para São Lourenço – Brasil, umas ficando no Celeiro de TASSÚ e outras saindo do Celeiro de TASSÚ (São Tomé das Letras – Minas Gerais), de acordo com a necessidade do Novo Ciclo que ora urge sob o patronímico IBERO-AMERÍNDIO. Por isso, no Templo de MITRA-SHERIM (o de São Lourenço), à boca de ZOARACI (“Sol Central”, nome da Loka ou Embocadura Sul-Mineira), há um túnel físico-akáshico inicialmente construído por EL RIKE e depois revigorado por JEFFERSUS, pelo qual discorrem as Energias Crísticas ou Búdhicas vinculando-o aqui, ao Templo de AK-SHERIM (o de Sintra), à boca de LSN por onde se chega pela SURA-LOKA, cuja entrada principal incrusta-se na parede de uma das muralhas no interior do Castelo dos Mouros, descendo-se logo em seguida 44 degraus e mais um patamar de 5 degraus até um anfiteatro de espaço razoável onde há um pequeno lago (com cerca de 5 metros de largura por 6,5 metros de comprimento), cujas águas afloram à superfície concentrando-se num reservatório ligado à lenda jina “do túmulo do rei sábio e dos demónios subterrâneos que lhe montam guarda”. Esta lenda ainda vigora na memória da população local. Dizia, os caboucos internos do castelo assentam aí, e é a partir daí, região já interdita, que começa realmente a viagem levando à Catedral Universal do Mundo de Badagas.

Nesse anteposto há um altar quadrangular saído da pedra maciça com alguns caracteres e gravuras lapidados no granito, falando em arábigo da REALIZAÇÃO DE DEUS (Allah Al-Berith), dizendo-se ter sido construído por Solaiman Shari Al-Shantara, pai do Vali de Xentra ou Xintria (Al-Shantara), no século IX. Diante do altar, num intervalo de cerca de 3 metros, há um sepulcro, o do Sábio Solaiman, sem outro adorno senão uma meia-lua sobreposta por uma flor-de-lis gravada na tampa trifacetada. Assenta sobre quatro colunelos nus.

Formato aproximado do túmulo do rei mouro de Sintra (composição de Vitor Manuel Adrião)

Formato aproximado do túmulo do rei mouro de Sintra (composição de Vitor M. Adrião)

O Professor Henrique (JHS) esteve aí. Duas vezes em corpo físico (quando da sua viagem a Portugal em 1899, após ir de Lisboa à Índia e regressar da Índia a Lisboa a caminho do Brasil), e muitas outras em Corpo Flogístico ou Causal. Há uns anos atrás correu na vila de Sintra a notícia desse hipógeo proibido, escondido na lenda que fabula, notícia propalada pelo falecido guarda do castelo, Abílio Duarte (Duat…), e pelo antigo presidente da câmara municipal da edilidade, também maçom de alto grau do Rito Escocês Antigo e Aceite, José Alfredo da Costa Azevedo, igualmente já falecido. Ambos falecidos mais que por Lei da Natureza que dita o nascimento, crescimento e morte de todas as criaturas, por terem falado demais (sem autorização superior para tanto), verdade seja dita!… O poder autárquico sintrense até considerou abrir esse hipógeo ao público (!!!), mesmo desconhecendo a sua localização exacta, verdade também seja dita. Subitamente, deixou-se de falar no assunto e ele acabou morrendo no esquecimento das mentes profanas, logo, despreparadas, sem mais valia. Hoje, o portal que leva ao hipógeo jina Al Berith está “trancado a sete chaves”! Ninguém o abre nem abrirá, tampouco sabe a sua localização. Deixar o Adormecido dormir no descanso dos Deuses no sepulcro lapidar que é leito de Manasaputra, de “Filho da Mente Universal”.

No texto do Professor Henrique José de Souza reproduzido mais atrás, fala-se na relação sideral do Sol e de Vénus com o Meka-Tulan, motivo de sumo interesse a este espaço do Castelo dos Mouros e à própria Serra de Sintra, esta sob a égide de Vénus como Quinto Princípio da Natureza, o Éter ou Akasha, em paridade com Júpiter como Quinto Raio Espiritual, e aquele postado no lugar altaneiro assinalando o próprio Sol, como Astro-Rei. Aliás, o Sistema Geográfico de Sintra perfaz em miniatura um Sistema Solar com os Planetas orbitando em torno do Sol, aqui assinalados em lugares demarcados pela Tradição os quais trouxe ao conhecimento público há vários decénios por serem indispensáveis à abertura de Sintra à Nova Era de Promissão, ou por outra, ao Novo Pramantha a Luzir, como sejam: Sol Central (Mónada Divina) – Quinta da Trindade; Júpiter (Espírito, Atmã, Adi ou “Atómico”) – Parque da Pena; Mercúrio (Intuição, Budhi, Anupadaka ou “Subatómico”) – Seteais; Vénus (Mental Superior ou Causal, Manas Arrupa, Akasha ou “Éter”) – Lagoa Azul; Saturno (Mental Inferior, Manas-Rupa, Vayu ou “Ar”) – São Saturnino da Peninha; Marte (Emocional, Kamas, Tejas ou “Fogo”) – São Martinho da Vila; Lua (Vital, Linga-Sharira, Apas ou “Água”) – Santa Eufémia da Serra; Sol (Físico, Stula-Sharira, Pritivi ou “Terra”). São essas as “sete substâncias que compõem a Serra de Sintra” de que fala JHS nas suas Cartas-Revelações. Ademais, descartando quaisquer improvisos marginais à Tradição Iniciática, sabendo que Sintra expressa o Quinto Posto Representativo da Obra do Eterno na Face da Terra que é a mesma de AKBEL como Princípio Deífico do mesmo JHS ou El Rike (Henrique), Roberto Lucíola, discípulo coevo partilhando a intimidade do Mestre, no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 17 – Dhyanis (São Lourenço, Novembro 1998) afirma que “cada Posto Representativo forma um Sistema”, e justifica a afirmação com as palavras do próprio Mestre JHS:

De facto, há 49 Sistemas ou Universos. Em cada grupo de sete há um Sol ou Núcleo Central, e como satélites sete Planetas ou Globos. Esses Sistemas estão objectivados no planeta Terra nos Sistemas Geográficos existentes no Mundo. Além do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, há muitos outros e mais antigos. Em São Lourenço, a Mónada atingiu a sua expressão máxima na Face da Terra. Esses Sistemas a que nos referimos estão espalhados desde o Pólo Norte atingindo o Pólo Sul, através do primoroso Itinerário de IO. Cada Dhyani – em seu Posto Representativo – expressa a apoteose do trabalho do Universo. Cada Posto, dirigido por um Dhyani-Kumara, representa a parte central de cada Universo. No seu conjunto, os sete Dhyanis representam a apoteose dos Centros dos sete Sistemas.

Aranha d´Ouro

Aranha d´Ouro

No que toca a Sintra – Portugal, essa apoteose já foi alcançada quer interior, quer exteriormente. Interiormente, a chamada 5.ª Cidade Jina de Sintra identificada como a Sura-Loka dirigida pelo 5.º Arcanjo ou Dhyani-Kumara Sakiel, está inteiramente construída e realizada, como Paulo Machado Albernaz, discípulo de JHS, afirmou algumas vezes quando visitou esta Serra Sagrada em que tive a honra de servir-lhe de guia e a sua digníssima esposa, D. Neuza Maragni Albernaz. Exteriormente, o quinto estado de consciência Mental Superior impõe-se cada vez mais em conformidade com a Tónica da actual 5.ª Raça-Mãe Ariana caminhando a passos largos para o dealbar da futura Raça-Mãe, que alguns chamam Raça Dourada. E também todas as actividades ligadas ao Akasha, o quinto Elemento, sobretudo as do Som que o dão como Éter Sonoro, vão atingindo predominância sobre as demais. Enfim, é já o Futuro em realização – a Realização de Deus, conforme a quinta linha do Odissonai ou “Ode ao Som” – no Presente, pelo que as sementes estão lançadas e terreno e frutificam de maneira extraordinariamente acelerada como acelerada parece ser a marcha do Progresso, o que se verifica até nas modernizações feitas recentemente no Castelo dos Mouros e noutras partes monumentais da serra. Tudo como consequência positiva da minha oposição pública ao arremedo das forças sinistras em Sintra, entre 1996 e 2000, as quais foram derrotadas monumentalmente, e sobretudo graças à acção oculta de Henrique José de Souza e Helena Iracy Gonçalves da Silva Neves, sua contraparte, desde 1899, quando aqui estiveram, até 1963, ano do desaparecimento físico do mesmo.

A poucos passos da entrada do castelo está a antiga mesquita de Fátima convertida no século XII pelo rei D. Afonso I, através dos templários, em capela – com direito a capelão – de São Pedro de Canaferrim, sobre a qual diz o abade António Dâmaso Castro e Sousa na sua obra de 1843 já citada:

Depois de se haver entrado (no reduto do castelo), se encontra uma antiquíssima Igrejinha, que se denota ter sido Mesquita de Mouros, e a qual D. Afonso Henriques, logo que tomou o Castelo (é bem de crer), tratou de mandar purificar e converter em Casa de Oração (com faculdade de D. João Peculiar, Arcebispo de Braga), que dedicou ao Apóstolo S. Pedro de Canaferrim.

Na Capela maior se observa actualmente um sinal pintado da Imagem do Príncipe dos Apóstolos, que já mal se conhece. Tem a referida Igrejinha na capela-mor 32 palmos de largo e 20 de comprido, com uma inscrição em caracter antigo em círculo, em muitas partes apagada; e ainda se conserva coberta de abóbada.

O corpo desta Igrejinha abandonada está todo descoberto, e tem 49 palmos de comprido; a porta principal fica ao ocidente, e da banda do sul tem outra pequena porta, e uma janela fronteira com 10 palmos de alto.

Além da Imagem pintada no espaldar do Altar maior, havia outra de pedra de Ançã, que hoje existe na Ermida de Santa Eufémia (que fica em um monte vizinho ao Castelo, da parte do sul), onde se pode ver.

O evoco São Pedro de Canaferrim imposto pelo arcebispo de Braga, D. João Peculiar (Coimbra – Braga, 3.12.1175), a pedido de D. Afonso Henriques donato próximo da Ordem do Templo, conforma-se à afiliação e ao cultual desta, reconhecidamente milícia militar fincada ao sólio papal ou de São Pedro, príncipe da Igreja, e ao devocional à Santa Cruz e ao Santo Sangue, motivo caríssimo ao cavaleiro crúzio eterno vizinho da morte eminente sempre assomando na sua vida de militar, por um lado o mais imediato, e por outro o mais reservado, possível ou provavelmente o principal, o culto rendido ao Santo Sangue, Sangue Real, Sang Greal, San Grial ou Santo Graal, cujos Maiores ou mais Ilustrados na Razão da Fé, reservados “clausurais” ou “encapuçados”, teriam aqui servido de “escudo defensivo” ou “círculo de resistência”, com desconhecimento da maioria e conhecimento por minoria, mas todos compartilhando a catequese segundo o entendimento e a visão de cada um lhe facultasse. Essa minoria compartilharia da mesma ceia de sapiência sagrada sob o evoco Espírito Santo que se revelara em Maria, Mãe dos Profetas e dos Apóstolos, os mesmos das Escrituras Velha e Nova e até do Corão, assim reunindo à mesma távola os saberes reservados das 3 religiões monoteístas do Livro: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. E em lugar que a Natureza elevou como espécie de dossel sob que se abriga a Alma prenha do Divino (Senhora do Ó, Shekinah, Allatah) que como a Serra também é de condição Feminina, sideralmente assinalada pela Lua e geologicamente pela Água cujos predicados simbólicos e reais desde sempre se reconheceram como os da Mãe Divina, motivo do evoco Maria, Maris, Mariz, Maridj e até Mouro, que mais que sinónimo de “mauritano” se associará aos antropónimos latinos Maurus e Marcus derivados do indo-europeu Macara ou Makara. Sinónimo de Iluminados Espirituais, portanto, Seres Superiores, Makaras seriam realmente os primitivos moradores árabes do castelo reclusos no usufruto de rábitos ou de quem vive na rábita. Gozando do reconhecimento popular de “homens santos”, alguns dispersos pela serra escusando o mundo no seu viver eremita entre fragas e frestas, com estatuto de santos e santões que coloriam peculiarmente a mística árabe, e até a cristã dos primeiros tempos, tanto valeu para Sintra e particularmente o seu castelo ficarem envoltos no halo maravilhado da santidade, motivo para muitos procurarem a última morada no privilegiado chão santo junto às muralhas deste “templo-fortaleza” com a certeza que a fé dá na ressurreição final, quando os mortos despertarem dos seus sepulcros ao chamado do Juiz Eterno comovido na Misericórdia doce da Mãe Divina pelas almas dos justos.

Como a morte não discrimina raças e credos, e o Deus Único e Verdadeiro independe dos nomes que se lhe dêem de acordo com as culturas religiosas próprias, e Sintra é só uma e um só é o seu castelo miraculado, tanto serviu para este chão santo abrigar como última morada cristãos e mouros indiscriminadamente, facto atestado pela recolha de ossadas à volta da fortaleza e colocadas num ossário de mármore junto à entrada lateral da capela, nos anos 40 do século passado, e não se sabendo se eram restos de cristãos ou de mouros ficaram todos juntos, assinalados por uma cruz sobre um crescente lunar deitado servindo de epitáfio. Nisto revela-se a universalidade da morte na universalidade da Fé assim unindo para sempre o Oriente (Islão) ao Ocidente (Cristianismo).

Mas também no culto dos vivos essa universalidade se manifestava na mais concorde das tolerâncias entre as três religiões do Livro em Sintra, afectando positivamente a mentalidade religiosa popular reconhecendo sem nenhuma espécie de conflito interior a Palavra da Salvação tanto na Torah, como no Evangelho ou no Corão, estatuto eclético mantendo-se pelos séculos afora que veio a ser comprovado nos anos 80 do século passado, quando foi descoberto um colar de cariz apotropaico na necrópole do Castelo dos Mouros, mais propriamente na capela de São Pedro. Esse colar datado do século XVIII, possivelmente de uma criança, apresenta os símbolos judaico, cristão e árabe juntos, manifestação de ausência das diferenças teológicas mas afirmação de unidade da Fé. Um pequenino sino junta-se a esses símbolos dependurados no colar, que se destinaria a tocar e despertar a alma do puro na hora do Juízo Final.

capela do castelo

A fama do chão santo da necrópole do castelo, como lugar de certeza na ressurreição no Dia do Juízo Final, terá recrudescido a partir da supradita tradição tumular do misterioso “rei mouro” algures sob aqui tendo a última morada, portanto, desde o século IX, não descarecendo os anteriores visigodos e celtas que também por aqui passaram, os últimos tendo feito deste lugar castro de que sobejam vestígios dentro e fora das muralhas.

Deixando para trás a tradição necrolátrica popular e indo ao escrínio da questão que a Tradição Iniciática resolve, nada importando ser aceite ou não pela mentalidade profana de alguma natureza confessional, seja religiosa ou científica, sempre especulativa e divagadora na deriva incerta empurrada pelo capricho dos ventos das “coisas fascinantes, misteriosas e inexplicáveis”, como é próprio da natureza inconstante, socorro-me das Revelações de JHS destinadas a esta Nova Era de Promissão para proceder ao necessário aprofundamento iniciático.

Antes de tudo o mais, o Dia do Juízo Final significa o Final de um Ciclo, grande ou pequeno, onde as Mónadas consideradas aptas são separadas das inaptas a fim de irem inaugurar e povoar um novo período evolucional, o que vale tanto para um Ramo Racial, uma Sub-Raça, uma Raça-Raiz, um Ronda, uma Cadeia, um Sistema de Evolução, etc., marcando sempre a fase final de Actividade ante Repouso ou estado de assimilação das experiências vividas colectivamente, e a consequente tomada de consciência mais ampla e madura que antes.

As almas recolhidas ao descanso no Eterno corporalmente jacentes em lugares santos, como aqui no Castelo dos Mouros, é tradição popular e religiosa confessional herdada daquela outra original dos Manasaputras ou “Filhos do Mental” criados pelos Sete Planetários Originais – Kumaras – nos meados da 3.ª Raça-Raiz Lemuriana, para servirem de veículos aos Deuses Celestes – Matra-Devas – que não tinham formas físicas para se manifestarem na Terra, como diz JHS no seu Livro da Pedra datado de 1951. Foram criados 777 Manasaputras destinados a 777 Matra-Devas, repartidos em grupos de 111 cada. Com a queda da 4.ª Raça-Mãe Atlante, esses Manasaputras foram recolhidos ao Mundo de Agharta onde jazem em estado de sono espiritual, monádico ou paranispânico, por entretanto os Matra-Devas terem regressado ao Pombal Celeste do Plano Intermediário ou Segundo Trono, que é o Mundo da Mãe Divina. Só despertam ciclicamente na Hora do Avatara ou da manifestação cíclica do Espírito de Verdade como Messiah ou Messias, tradição que começou com o final da Atlântida. E despertam por os seus respectivos Matra-Devas descerem em revoada indo ocupá-los perpassando a Face da Terra até ao Mundo de Duat, onde vibram nos Mahatmas (como fracções dos mesmos Matra-Devas chamadas Matratmãs) que aí servem de elo ou união entre eles e os Manasaputras. Por isso, estes últimos são chamados de Adormecidos, Corpos Eucarísticos e até Vasos Insignes de Devoção, melhor seria de Eleição, na ladainha de todos os santos da Igreja Católica. Dante Alighieri, na sua Divina Comédia, chamou os Matra-Devas de Humanidade Celeste.

Roberto Lucíola, no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 16 – Manasaputras e Matra-Devas (São Lourenço, Agosto 1998), diz sobre o assunto:

O Logos para poder manifestar-se nos Mundos Formais, basicamente desdobra-se em 777 Manasaputras, os quais expressam os Seus valores individualizados. São as células que conjuntamente formam o próprio Logos em acção no Terceiro Trono. A Suprema Essência repartiu-se em 777 Individualidades Matra-Dévicas. Este conjunto de Seres Divinos, constituído de 777 Essências Espirituais (Matra-Devas) e 777 Corpos Eucarísticos (Manasaputras), constitui o que no Alto Esoterismo se denomina Pantheon de Shamballah. No nível da Antropogénese, essas Consciências Superiores fraccionam-se ou subdividem-se em inúmeras Personalidades, e desta mecanogénese nascem as raças e os povos que criam as civilizações. Em suma, o Pantheon de Shamballah é donde irrompe a semente geradora da Humanidade.

Cada Manasaputra, detendo um grande potencial criador e multiplicador, pode gerar 777 Personalidades. Em harmonia com essa numerologia divina, durante um Ciclo de Manifestação o Avatara toma expressão humana 777 vezes.

Segundo as Revelações, os Matra-Devas expressam medidas (Matras) e descem ciclicamente medindo a capacidade de realização conseguida pela Divindade através da Humanidade. São as medidas do Atmã Universal, representam o múltiplo de Matratmã que significa “Medida do Atmã Universal” manifestado, portanto, sob medida. Matratmã expressa a síntese ou o conjunto dos Matra-Devas. Esta mensuração é feita através da capacidade veicular dos Munindras em suportar a potencialidade espiritual desses Seres Angelicais em seus veículos humanos. Quando eles desceram em 1948 apenas deram um impacto rápido nos Munindras, que na época ainda não tinham condições para uma avatarização integral. Algum dia este fenómeno terá que dar-se integralmente como fruto da Vitória do Trabalho da Divindade na Face da Terra.

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Por sua vez, o inestimável amigo professor Archimedes Carpentieri, de Nova Xavantina (Mato Grosso), um dos fundadores da cidade, coevo do Mestre JHS e condiscípulo do mesmo, escreveu-me em carta datada de 21-22-23 de Março de 2015, também abordando a questão dos Manasaputras:

“Decorridos 52 anos dos mesmos dias e mês do ano 1963, abordaremos as considerações sobre os Manasaputras, que representam as Vestes Celestes do Eterno.

“Pela doutrina budista do Trikaya podemos saber das Vestes Dharmakaya, Shambogakaya e Nirmanakaya. Elas fazem parte de um septenário que está relacionado com o misterioso evento conhecido como “A retirada das Vestes de Mahimã”.

“O Mestre JHS mencionou 3 categorias de Manasaputras:

“1 – Os Manasaputras relativos à 1.ª Cadeia deste Quarto Sistema de Evolução Universal, através dos quais é ativado o Sopro Incessante que vibra na Cidade Eterna, Shamballah;

“2 – Os relativos à 2.ª Cadeia, que são os Fachos Sagrados, a manifestação do Fogo Universal, os Munis;

“3 – Os relativos à 3.ª Cadeia, que são os Insignes Vasos de Eleição, guardando a Essência do Eterno através das Hierarquias Criadoras. Estas tiveram de corrigir as tentativas que não conseguiram ser completadas.

“Nessa sequência, será natural supormos que haverão os relativos à 4.ª Cadeia, e perguntamos: serão os 777 Adeptos Jivas que em Jivatmãs se transformaram ao se defrontarem com os do grupo anterior, no dia 22 de Março de 1963?

“Tomando como base 7 Bodhisattwas e um Budha, 7 Princípios e um 8.º, 7 Raças e uma 8.ª, que funciona como 8.º Ramo Racial, a Missão dos 7 Raios de Luz para a vinda do 8.º, podemos deduzir que as Vestes também têm manifestação septenária para que se manifeste a 8.ª Veste, o Cristo Universal.

“Como correcção de trabalhos não completados houve a necessidade do nascimento de 3 categorias de Seres: Dharanis, Dwijas e Druvas, e como coroamento dessa sagração de veículos à Lei nasceram os 7 Dhyanis-Jivas.

“A palavra Jiva, segundo a definição do Excelso Dhyani Mikael, expressa a Hierarquia Humana. Quando esta é bafejada pelo Poder de Agharta torna-se Jivatmã – Jiva+Atmã. Os membros da antiga S.T.B. em Niterói, os Dharanianos, eram portadores da natureza da Hierarquia Jiva. Mas quando houve os nascimentos de Akdorge e Akgorge, em 10-02-1935, esses membros foram elevados à categoria de Arhats de Fogo, o 4.º Grau do Budismo Esotérico. Com os Rituais realizados com o Sangue dos Kumaras e dos Bodhisattwas, os Irmãos daquela época foram ligados aos Manasaputras – um corpo físico e um corpo transcendente. Esse evento sublime preparou-os para serem bafejados pela Quinta-Essência Divina e também para conscientizá-los para o nascimento dos Dois Budhas Mitra-Deva e Apavana-Deva em 24-02-1949.

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“JHS falava-nos sobre 5 Panteons: o de Shamballah, o da 7.ª Cidade Aghartina, o do Caijah, o do Panteon Jina e do Panteon da Obra. Revelou também que os Arcanos Menores estão relacionados com a transformação humana, física, e são em número de 7×8 = 56, ou em 14 Arcanos x 4 naipes, como reflexo do Tetragramaton e quando se pensa nos valores deste surge na mente um 5.º elemento que é o Pentagrama. Nesta abstração, 5 é igual a 8.

“Quando JHS inaugurou o Novo Pramantha a Luzir, ficou claro que o novo substituiria o anterior e após os Excelsos Adeptos da Hierarquia Jiva terem-se defrontado com os Divinos Manassaputras, em 22-03-1963, Ele daria por terminado o seu trabalho de Planetário na Face da Terra e iria iniciar novos projectos do Logos Criador. Vale lembrar sempre que todos esses acontecimentos só foram possíveis pela presença do Avatara. Palavras do Venerável Sr. Sebastião VieiraVidal: “O problema do anterior com o posterior, do antigo com o novo, é como se fossem as duas Faces do Eterno individualizadas: uma Face é criada pelo Poder do Eterno, e a outra é o seu reflexo no Mundo da Forma. Daí o termo religião, religare, que é o acto de ligar essas duas Faces, a mortal com a imortal. A 1.ª Face é a real e a 2.ª o seu reflexo, o seu aspecto.

“O Ser Cósmico é imortal e tem a sua personalidade, que é o instrumento da Sua manifestação. Por exemplo, JHS foi o Sol Esplendoroso e os seus discípulos representam pequenos espelhos (ou que deveriam ser, dizemos nós), onde os Raios do Grande Senhor se projectam parceladamente. Este é o caso, respectivamente, do Avatara e das Mónadas Numeradas. O Irmão pensando no Grande Senhor, vai individualizando-O. Ele é como se fosse as nuvens e os discípulos as gotas d´água dessas nuvens.

“Todo o nosso esforço para alcançar a Iluminação pode nos transformar em um grande Sol como Unidade abrangendo a tudo e a todos, e individualizando-se em todos como parte da Unidade que é o Grande Senhor. Por exemplo, se o valor ou peso do Grande Senhor é representado pelo número 777, o do ciclo de encarnações, cada um de nós atingindo a consciência máxima passa a ter 1/777 do Todo ou da Grande Mónada. De modo que os Irmãos quando alcançarem os mais altos estágios evolucionais passam a ser uma célula consciente do Todo.

“O que não faltou na Obra foram os elementos lunares, ainda portadores da experiência lemuriana. O Mestre falava em Manasaputras, Filhos do Mental Cósmico, mas também falou sobre os Amanasas ou Mulukurumbas, restos lunares funcionando na Terra como restos humanos.”

“Vale registar que, consciente ou inconscientemente, esses “elementos lunares” sempre provocaram a falência das Instituições que abrigaram a Obra através dos Tempos. Falência no sentido de desarmonia com o Projecto do Logos.

“Continua o Sr. Sebastião Vidal:

“Os componentes da Humanidade actual já estão sofrendo uma revolução interna a fim de modificar a sua natureza. De modo que está se operando no Mundo duas coisas: 1.ª – a Transformação universal; 2.ª – o Renascimento humano. Certos factos acham-se em estado de latência, mas com o trabalho da Ritualística eles tomam força numa Esfera diferente da que vivemos. Daí o Mestre ter falado em Escola, Teatro e Templo. Escola o ensino intelectualizado; Teatro como se fosse uma terapia transcendental, lançando fora as tendências inferiores. Templo, já com o subconsciente harmónico, para manter a ligação mental com os Deuses de Agharta e Shamballah.

“Os referenciais dados pelo Mestre têm por fim nos identificar com a Obra do ponto de vista universal. O que importa na criatura humana, na sua elevação espiritual é a vivência dos aspectos da Verdade.

“O Grande Senhor está esperando que a Instituição se equilibre com a Obra, para que tudo volte ao que era anteriormente.”

“O Sr. Vidal, nos últimos dias de vida, fazia questão de dizer aos Irmãos que o visitavam que as Ordens fundadas pelo Senhor El Rike, ou seja, Ordem do Santo Graal, Ordem dos Tributários, Ordem das Filhas de Allamirah e Ordem do Ararat – os 4 naipes dos Arcanos Menores – estariam a formar as “Vestes do Esperado”. Enfatizou ainda, no hospital onde estava internado, que as Filhas de Allamirah estariam a formar a Veste Shambogakaya de Maitreya, por isso era dever de todas tratar as sementes com muita ternura e carinho a fim de despertar os acordes mais elevados do Amor Universal, que teceriam a tónica não de um Ser mas de toda a Corte de Maitreya, da mesma forma que as outras Vestes deveriam ter o respaldo das demais Ordens para ser possível a manifestação do Avatara do Novo Ciclo. O dilema estabelece-se quando nos perguntamos se tais acções ou realizações ocorreram ou não, a considerar que o ano de 2005 passou em “brancas nuvens”.

“A Ordem do Ararat, relacionada com o Porvir, não diz respeito tão-somente aos jovens, eis que já decorrem 52 anos da sua criação. São, pois, velhíssimas almas em vias de enfeixarem o seu ciclo de encarnações, melhor denominadas de “jovens consciências” em relação ao Novo Pramantha.

“Vale a lembrança de que a Suprema Lei funciona sempre em relação com a Humanidade, e se as funções determinadas pelo Avatara não são cumpridas não há retrocesso e não há espera para que as Instituições ligadas à Obra as cumpram – a Evolução é permanente e dinâmica. O Logos projecta e os seres que estão afinizados com esse Projecto fazem parte da Corte do Avatara, consciente ou inconsciente, dentro ou fora das Instituições.”

De volta a Roberto Lucíola, o autor avança no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 17 – Dhyanis, em referência ao Quinto Sistema de Evolução Universal que na Terra é reproduzido – e alimentado psicomentalmente – pelo Quinto Sistema Geográfico Internacional, sendo exactamente este de Sintra:

Assim, qualquer coisa que queira saber-se a respeito do 5.º Sistema, que será inteiramente diferente do actual 4.º Sistema, terá que ser através do 5.º Luzeiro e dos seus Dhyanis-Budhas que formam o seu Estado-Maior. O actual 4.º Sistema assenta, fundamentalmente, no conhecimento relacionado ao Mental Concreto, analítico, enquadrado no Quaternário Humano, enquanto o 5.º Sistema dinamizará os princípios superiores da Mente Humana, portanto, mais relacionados ao Mental Abstracto ligado à Intuição, denominado pelos Iniciados de Manas Taijasi, “Mental Iluminado”.

Pois bem, se os 777 Matra-Devas, os 777 Matratmãs e os 777 Manasaputras repartem-se em 7 grupos em número de 111 cada, e se Sintra como 5.º Posto Representativo é afim aos 5.os desses grupos, então onde os situar? Utilizarei o seguinte critério:

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Dos 111 Matratmãs “Sintrianos” os 7 primeiros compunham os Adeptos Independentes (Mahatmas) dirigentes da 5.ª Linha Morya (Maru, Mariz, Makara…) do Antigo Pramantha como Andróginos ou Uranianos Perfeitos, assinalados na Cruz Alta “onde Cristo passou unindo o Céu à Terra”, como consta no soneto inspirado de Francisco Costa em placa aí colocada. O Livro de Revelações de JHS, Livro das Vidas – O Mistério da Árvore Genealógica dos Kabires, datado de 1933, dá a identidade dos 7 Adeptos da Linha Morya como 1.os Aspectos da mesma:

Morya

Sub-Aspectos:

Tamandaré; Kintchindjina; Ptolomeu I; Epicteto; Píndaro de Cinoscéfalos; Henrique Antunes da Silva Neves; Valter Orion de Souza.

Thomas Vaughan

Sub-Aspectos:

Nomala; Tara-Kenney-Bey; Kalidassa; Keshara-Madhava; Bacon Verulâmio; Hanahad-Shad; Panzera de Mello.

Thomas Moore

Sub-Aspectos:

Zinmsky; Lhankang-Hamopé; Abdhul-Khaled; Hipias de Elis; Hari-Havan; Sofron; Linniu Camargo Leal.

Ralph Moore

Sub-Aspectos:

Albert Moore; Ramavajra; Piteas de Marselha; Leibnitz; São Policarpo; Senmuth; Valdir Pimenta de Mello.

Mário Roso de Luna

Sub-Aspectos:

Árias Montano; Apiano de Alexandria; Haldeck; Possidónio; Kant; Hemadri-Guru; Umberto Pereira Leal.

Tyrso

Sub-Aspectos:

Eugamon de Delfos; São Timóteo (Khô-Dom); Kasina-Kevalin; Teofrasto de Ereso; Kondanya; Nicetes de Esmirna; Gilberto Nunes.

Platão

Sub-Aspectos:

Beramud-Jadir; Polimneso de Colofón Sacadas; Neith; São Dionísio, o Areopagita (Siddha-Dharma); Samvara-Pavana; Abdul-Farad-Kamir; Gabriel Tavares Leite.

A Linha Morya já cumpriu a sua função, consequentemente, retirou-se para outras plagas, tal qual a Ordem de Mariz terminou a sua função temporal e se interiorizou para o século, ambas desde 20 de Novembro de 1944 com retirada gradual do cenário humano culminada em 24 de Fevereiro de 1949. A Linha Morya tem hoje a substituí-la no espaço nacional a dos “Encapuzados” Rakowskys ou Germanos, vindos da Rússia para aqui. Mas este é outro assunto que a abordá-lo afastaria do tema central deste estudo, mesmo justificando a perpétua mobilidade do Pramantha na Terra cujo Terceiro Logos tem por Tónica a Actividade.

À Cruz Alta o Venerável Mestre JHS chamou Pico do Graal, tanto por ser o ponto mais alto da Serra de Sintra (528 metros de altura) como, sobretudo, por toda ela expressar o Santo Graal cujo Mistério e Culto teve aqui a sua origem. Pico ou Patena da Taça Sagrada é o que expressa esse lugar alto, que se fosse forno alquímico ou athanor chamar-se-ia “cabeça de mouro”, e ficaria muito bem através do subentendido de Mouro como Makara, o que possui a sua Veste Eucarística como Realização de Deus por meio do Fogo Frio Celeste (Fohat) unido ao Fogo Quente Terrestre (Kundalini), verdadeira Yoga de Akbel subentendida nos versos do soneto aí plantado e com o mesmo sentido ritualístico da Patena, espécie de prato ou grazale raso ou fundo onde se consagra o pão e o vinho transubstanciados em Corpo e Sangue de Cristo, do Avatara, de todos os Avataras imolados por Amor à Humanidade. A Tradição Secreta diz mesmo que neste lugar passou o Cristo num Avatara Momentâneo em 1800 voltando ao Adormecimento nos Mundos Internos.

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Conforme disse em 6.1.1986 em entrevista ao jornal diário Correio da Manhã e aqui repito, a Cruz Alta, a estátua do “Arquitecto” ou “Guerreiro” e o Palácio da Pena formam entre si um triângulo de forças, onde a Cruz com nós expressa a Via Seca ou o Caminho do Fogo Purificador do Espírito Santo, que é a Via do Santo e Guerreiro cuja estátua representa a São Jorge ou Akdorge com o tripenacho no elmo indicador de ser o Rei do Mundo, consequentemente, o Chefe Supremo do Governo Oculto que tem no escrínio desta serra a sua representação. Está defronte para o Palácio cuja arquitectura oriental e ocidental marca a união do Oriente com o Ocidente, mensagem derradeira do imóvel ao qual Richard Strauss chamou de “Palácio do Santo Graal”.

Esse triângulo de forças, composto pelos três monumentos, possui a seguinte relação sideral:

J. Palácio da Pena – Júpiter e Vénus (“Mansão do Espírito Santo ou Rei do Mundo”);

H. Cruz Alta – Hermes ou Mercúrio e Urano (“Caminho da Luz ou Iluminação”);

S. Guerreiro – Saturno e Marte (“Rei do Mundo nos Reinos Subterrâneos”).

O nomeativo da função “Rei do Mundo” ou Melki-Tsedek absolutamente nada tem a ver com algum sistema político monárquico, ao contrário do que muito julgam, mas antes e quanto muito com a “fina essência” do melhor da monarquia e da república juntas, ou seja, a Sinarquia Universal de Agharta, de quem esse Excelso Ser é o Dirigente máximo como o Senhor Supremo de todo o Globo habitável.

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Por outra parte, também como disse na supracitada entrevista ao Correio da Manhã, dentro do tema do Santo Graal como Taça, Livro e Pedra ou Ara juntos mas distintos, tem-se o primeiro aspecto representado no Castelo dos Mouros, o segundo aspecto no Palácio da Pena e, finalmente, o terceiro aspecto na Ermida de Santa Eufémia, igualmente triangulando entre si.

Graal-Taça – Castelo dos Mouros, Canaferrim = Sol (Culto Andrógino, Assura);

Graal-Livro – Palácio da Pena, das Letras = Júpiter (Culto Masculino, Agnisvatta);

Graal-Pedra – Ermida de St.ª Eufémia, a Boa Mãe = Lua (Culto Feminino, Barishad).

Assuras são os Arqueus, Agnisvattas os Arcanjos e Barishads os Anjos.

A lenda diz que o Graal foi esculpido de uma esmeralda caída da fronte de Lúcifer aquando da sua queda vertiginosa do Trono de Deus, por ter sonegado a Vontade Divina. Pois sim, a pedra esmeralda é verde e o sangue contido no vaso é vermelho, portanto, sendo representação de Fohat (Electricidade) e Kundalini (Electromagnetismo), fundidos num Cálice na mais sublime e transcendental Alquimia Divina. Essa União é realizada pelo Munindra ou Discípulo quando pratica a Yoga de Akbel, também chamada Yoga do Makara, visualizando essas Forças Universais, verde e vermelha, adentrando o seu corpo físico, para igualmente ele se tornar uma Taça Viva. O Munindra deve se transformar numa verdadeira Taça, para nele poder resplandecer a Divindade em todo o seu Esplendor.

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O Santo Graal é simbólico do Feminino e da Maternidade, o que se corporiza como Mental Superior, o Princípio Causal sendo a Terceira Hipóstase Divina reconhecida Espírito Santo. Por isto a Embocadura de Sintra está sob a égide da Mãe Divina – Allamirah, “Olhos do Céu” – e leva o nome tradicional de Sura-Loka, “Lugar dos Filhos do Mental”, por certo Iluminado para condizer com a condição Manas Taijasi caraterística dos Obreiros do Quinto Sistema ou Império Universal. Tal como o Trípode ou Pira do Fogo Sagrado (Agni), o Graal liga-se a Vénus e à Quinta Essência Divina, razão de ter gravado nele o Pentagrama e as quatro letras sagradas hebraicas: Yod – He – Vau – Heth (Jehovah, o Homem Cósmico sendo Júpiter como quarto Planetário contando a partir da Lua (2.ª feira) com que findou a Cadeia Planetária anterior, de onde Lúcifer ou Luzbel caiu na Terra, no Sexo e na Geração, por ordem castigadora do mesmo Júpiter ou Suprema Divindade. Por isso, a mitologia grega diz que “quando Júpiter perde os seus filhos, enlouquece-os”).

O Santo Sangue depositado na Taça Sagrada contém a quintessência das experiências da Evolução até à hora presente, traz em si a Substância Vital do Avatara, ou seja, porta a Divina Essência extraída Dele proporcionando a Sua sobrevivência na memória, espírito e tradição dos Seus Obreiros. Daí cantar-se no Hino Exaltação ao Graal: “Salve Graal, Vitória de Deus”, porque é a Vitória de Deus garantindo o aproveitamento cíclico para a continuidade do Seu trabalho. Na Alquimia, o recipiente é igual ao conteúdo. No Ritual Eucarístico, que na Obra de Akbel teve início em 20 de Maio de 1936, o Licor que o Dhyani Mikael trouxe para JHS era constituído de vários elementos extraídos de princípios profundamente espirituais: o Sangue Real dos Kumaras ou Planetários, o Suco da Árvore de Chaitânia ou a Árvore Sagrada plantada no Centro do Paraíso Terreal – Meka-Tulan – e o Leite das Mães dos Avataras para que houvesse a recuperação ou redenção da Hierarquia Assura que rolou das Esferas Celestes para os Mundos tenebrosos da Matéria com Luzbel, e isso foi feito e conseguida a solução de continuidade da Obra do Eterno na Face da Terra.

O Santo Graal é tradicionalmente associado a uma Pedra, a um Livro e a um Vaso. É um simbolismo muito rico com o significado de Sustentação, Revelação e Vida. Revelação que traz a Sabedoria, a experiência de Saturno simbolizada na Pedra de esmeralda, e ao mesmo tempo o Maná, o alimento doador da Vida, o próprio Manas ou Mental projectado da fronte do Quinto Senhor Arabel.

Falando de Arabel, o Quinto Luzeiro, o Livro de Revelações Colóquio Amoroso, escrito por JHS entre Abril e Junho de 1956, diz:

Este Livro é dedicado ao Quinto Senhor do Lampadário Celeste, ARABEL, o Deus da Ara, do Altar ou do Fogo, como Senhor do Quinto Sistema. Amor, Glória e Justiça! O Quinto Império foi implantado por Mim, Akbel, na Face da Terra. O dia de hoje (24 de Junho de 1956) tem o nome do ENCOBERTO.

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Essa foi a data do início da Era do Espírito Santo, Era de Promissão com que Sintra começou uma nova fase de progresso, acentuada quando o Quinto Senhor foi novamente entronizado no seu Retro-Trono de Shamballah às 15 horas de supradita data de 24 de Junho de 1956, quando os Portais de Shamballah se abriram dando saída a 608.000 Devas chefiado pela Anjo de nome Maliak, dirigindo-se para o escrínio da Serra do Roncador (Ararat), indo deslocar-se os Dhyanis-Kumaras dos Postos Representativos do Sistema Geográfico Internacional para os Postos Representativos do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, fazendo os Dhyanis-Budhas o inverso. Já antes, às 18 horas de 11 de Maio de 1956, AKBEL baptizara o Quinto Senhor com o nome de ARABEL, que como agradecimento ao seu Excelso Sexto Irmão ofereceu à sua Obra o Salmo 154.

Foi desde essa preciosa data secreta que a Cidade Interna de Sintra ficou completa, realizada em número e valor, dando-se início à sua realização externa que vem até hoje, com tudo numa nova feição condizente com o novo milénio iniciado há 15 anos. Não deixa de ser assaz significativo que em 12 de Maio de 1956 o Teatro Cénico de Colares, Sintra, tenha levado a cena a peça O Anjo da Guarda. Causalidades…

Tudo o dito vai contra as afirmações avulsas ouvidas do imaginário de alguns falando das suas “frequências secretas” à “cidade jina ou subterrânea de Kurat”. Este nome vale o que valeu no Passado antropológico da Humanidade, quando o espaço geográfico de Sintra levava esse nome Kurat como já disse no capítulo II, sendo a realidade factual absolutamente diferente, infinitamente além de quanto se possa imaginar ou vagar ao sabor da fantasia, ademais sendo o nome Kurat uma palavra cabalística afim à Maçonaria dos Traichus-Marutas que nesta Serra Sagrada encontram eco na Ordem dos Tributários.

Com efeito, a palavra Kurat divide-se em duas: Kur ou Khur, “Sol” em persa, e At, “Um” em assírio, logo, Sol Único, desde cedo simbolizado pela acácia amarela que também é a espinhosa tamariz, a mesma árvore que cresceu em torno do corpo de Osíris, o deus solar egípcio. Não deixa de ser significativo ao contexto da geografia sagrada olisiponense que Tamariz seja o nome de uma praia do Estoril ou Costa do Sol que, afinal, vem a ser o “Braço de Ouro” de Lisboa.

O que mais que pode dizer-se hoje de Sintra como a primitiva Kurat de que resta a morfologia geológica característica da serra, ausente de qualquer “Fraternidade Oculta ou Secreta” ou “Cidade Subterrânea” com tal designação ultrapassada em milhares de anos, é que esse nome serve exclusivamente para designar a Ordem dos Tributários portugueses que leva o dominativo Tributários de Kurat, para os distinguir dos Tributários do Ararat, brasileiros, mesmo que a sua mecânica e ritualística “maçónica” seja a mesma da Ordem dos Tributários fundada por JHS (Henrique José de Souza) em 23 de Outubro de 1954, consagrada ao Quinto Senhor Arabel e vocacionada à construção do Quinto Sistema de Evolução Universal, motivo dos Tribucci reunirem-se às 6.as feiras, dia tradicionalmente consagrado a Vénus, e as suas cores-mores sejam a verde e a vermelha, aliás, estampadas na bandeira de Portugal.

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Interiormente, a Cidade Jina do Submundo de Sintra e a Fraternidade que a povoa leva o nome secreto ou aghartino da Catedral de Lisboa (Sé Patriarcal): Templo da Luz, e também Três Chamas ou Luzes (LSN). Como já disse e escrevi inúmeras vezes nos três últimos decénios, a Taça original do Santo Graal no seu périplo na Europa esteve nesta sede devocional lisbonense durante vários séculos antes de rumar para Sintra e outras paragens do Mundo, como está descrito no Livro do Graal escrito por JHS em 1950. Isso por haver uma ligação subterrânea entre Lisboa e Sintra ligando a Sé Velha ao Mundo de Badagas, isto no conspecto ctónico, posto que no celeste a Patriarcal serve de poiso devocional às “Aves de Arribação” que são os Matra-Devas.

Exteriormente, a Tradição de JHS identifica Sintra como Sura-Loka, por todas as suas relações ocultas aos “Filhos Mental”, Manasaputras, dando-a como Embocadura do Mundo de Duat, igualmente sob a influência de Vénus, planeta da Balança ou que liga pelo braço do prato argênteo a Badagas e à Face da Terra, e pelo braço do prato aurífero a Agharta e Shamballah.

O fiel da Balança Cósmica plantada no Seio da Terra (“Quem nasce em Portugal é por missão ou castigo”… dicotomia expressiva de Libra) está assinalado nos Matratmãs, como elos de ligação espiritual entre os Matra-Devas e os Manasaputras, elos espirituais representados pelos verdadeiros Munindras Tributários do Rei do Mundo, reconhecidos e aceites vindo a engrossar as fileiras da Ordem do Santo Graal.

Em resumo, tem-se:

Matra-Devas = Sé Patriarcal de Lisboa – Templo da Luz……. Badagas.

Manasaputras = Serra Sagrada de Sintra – Sura-Loka……. Duat.

Matratmãs = Ordem do Santo Graal – Munindras……. Face da Terra.

Também se sabe pelas Revelações de JHS que o Reino Subterrâneo de Sintra escusa toda a relação com o mundo exterior, defende-se dele, protege-se, sobretudo dos “restos lunares” da flora místico-devocional Jiva ou de condição humana desapurada, cujo folclore hoje campeia pela serra em estado exaltado de quimera, ingenuidade, inocência e, por estes mesmos predicados reveladores da condição interior, a maioria reconhecidamente inofensiva, vendo aquilo que é seu desejo ver acreditando ter visto o que mais ninguém viu, começando pelos meus impenitentes plagiadores sem meios-termos. Tal traz-me à memória as palavras incisivas e bem actuais do Mestre Kut-Humi escritas numa carta de 3 Março de 1882, inserida no volumoso tomo Cartas dos Mahatmas M. e K. H. que traduzi e está no prelo em São Paulo, Brasil:

Não, nunca poderemos prosseguir a nossa viagem senão mão com mão, ao longo do largo caminho avesso às Leis Ocultas no qual espíritas e místicos, profetas e videntes, todos se acotovelam em nossos dias. Sim, em verdade, o louco disparate dos candidatos (à Verdadeira Iniciação) pode passar por várias crises durante uma eternidade antes de conseguirem abrir o “Sésamo”. Mas ele nunca se abrirá àqueles que permanecem fora destas Leis. É em vão que os videntes modernos com as suas profecias resvalem para o interior de cada fenda e de cada fractura sem saída nem continuidade que possam encontrar por acaso; e é ainda mais vão que, uma vez no interior dessas, exclamem com voz exaltada: “Eureka! Recebemos uma revelação do Senhor”. Em verdade nada receberam: tão-só molestaram os morcegos menos cegos que tais intrusos, que ao senti-los esvoaçar em torno de si tomam-nos por anjos… só por terem asas.

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Prosseguindo na mesma sequência onde traumas psicofísicos Jivas querem parecer tramas iniciáticas Assuras, questionado tive oportunidade de responder a um correspondente em Agosto de 2013:

Falei mais atrás em traumas Jivas e tramas Assuras no respeitante a especulação e iniciação, tendo em mira essas duas modalidades que apesar de distintas todavia acabam misturando-se algumas vezes vítimas, talvez ou decerto, da crise psicossocial que afecta o Mundo e consequentemente a tudo e todos, mas estando em conformidade à crise da Iniciação Colectiva por que passa o Globo e as diversas Ondas de Vida, particularmente o Género Humano. Tais modalidades observam-se nas manifestações psicofísicas de condições e posturas colectivas e individuais relativamente a Sintra, especialmente no tocante ao seu aspecto místico. Como estados primários de ambas, independentemente das idades e do tempo de afiliação, e até da própria formação académica dos envolvidos, por “o terreno do misticismo ser o campo do irracional”, como dizia o eminente teósofo Sebastião Vieira Vidal, por um lado tem-se:

INICIAÇÃO JIVA (HUMANA)

Extravasada em decalques plagiários da Obra do Eterno na Face da Terra, opiniastras pseudoliterários no género “sei mais porque tenho mais”, deambulações na serra na procura íntima, inconfessada, de algo transcendente, especulações e divagações fantásticas de leque vastíssimo indo desde reptilíneos subterrâneos a arqueologias fantásticas onde planetas imaginários entram também, sempre com a imagem sobrepondo-se à ideia com escusa imediata de alguma proposta de afiliação efectiva a que Escola seja de Sabedoria Espiritual, por se assumirem autossuficientes na crença autoinduzida quer por via cinematográfica ficcionada, quer por ficções postadas na internet, como a modalidade mais recente, quer ainda por alguma espécie de literatura simples de foro psíquico indutor de estados alterados dos sentidos provocador de anomalias psicomotoras, afectando tanto o próprio como os próximos. Tudo se resume, sob a capa do “religiosismo em bruto”, a inconvenientemente chamada “paranóia mística” pela psiquiatria, ao estado de insatisfação sexual como facilmente se observa no predomínio do sistema neurovegetativo e afectação, por vezes grave e irreversível, do sistema endócrino. No fundo, acabam sendo como a criança aprendendo a gatinhar para um dia poder andar… Mesmo assim, este estado primário da Iniciação Jiva pode muito bem, por não ser incomum nos conturbados dias de hoje onde a anarquia psicossocial campeia, atingir e envolver dramaticamente os mais imaturos, “acabados de nascer”, da

INICIAÇÃO ASSURA (DEÍFICA)

Aqui a discriminação mental tem o papel principal na separação da verdade da mentira, o certo do errado. Acontece que os mais imaturos vindos da Onda Humana que humanos também são, mas espiritualmente não sendo terrenos por serem Mónadas de 3.ª classe da Hierarquia Primordial, a Assura, facto de que ainda não tomaram consciência e até podendo não a tomar nos anos mais próximos, poderem ser vítimas fáceis da poluição do “fantástico, misterioso e inexplicável” povoando as mentes impúberes de porção estimável da Humanidade. Este estado primário da Iniciação Assura regista-se até nos mais adiantados em matéria de Ensinamentos Iniciáticos de Akbel (JHS), a ponto de alguns, por exemplo, falarem de “rituais misteriosos e transcendentes de certas Ordens Secretas do Passado e do Presente”, e quando advertidos para o óbvio de estarem participando de Ritualística dessa mesma natureza, ficarem atónitos sem palavras, é como se até ao momento estivessem participando sem realmente tomarem noção do facto, algo assim como estar sem estar sempre carecendo de “misterinhos”, alimento de especulações e divagações pseudomísticas pelos campos mais diversos onde aparentemente a fantasia devora a realidade do sagrado, este que sempre teve regra e ordem, princípios elementares ostracizados a favor da simplicidade, preferindo-se os casos do “fantástico e misterioso” mas preterindo-se a explicação dos mesmos, a não ser que sejam «explicados» também por outros tantos e iguais sucedâneos fantásticos igualmente misteriosos, alguns chegando ao delírio de associar os Ensinamentos de JHS a estados oníricos pessoais, quando não, e é o mais comum, misturá-los com divagações inconsistentes em guisa de os “justificar” e até procurar nos mesmos “panaceias” para estados inseguros de saúde psicofísica, mais induzidos pelo portador do que por naturais anomalias somáticas. Em suma, é o estar sem estar, é o alimentar noções equivocadas, estado primário da Iniciação Assura passível de superação pelo Espírito da Obra do Eterno, que no seu eterno girar em guisa de mó de moinho vai triturando sem cessar, amadurecendo as Mónadas até à exclusiva e derradeira Integração e Realização nessa mesma Obra.

Sabedor do facto, Roberto Lucíola, no seu Caderno “Fiat Lux” n.º 13 – Iniciação Jiva (Novembro 1997), escreveu acerca de Iniciação Jiva e Iniciação Assura:

INICIAÇÃO ASSÚRICA – O Mestre JHS, sabendo das diferenças fundamentais, em termos de estados de consciência, entre um Jiva e um Assura, usou a sua imensa Sabedoria empregando dois métodos de Iniciação, ou seja, a Iniciação Assúrica e a Iniciação Jiva. Muitos não entenderam o processo e afastaram-se da sua Escola Iniciática, a Sociedade Teosófica Brasileira (S.T.B.), pois a natureza mística-devocional, muito comum entre os Jivas, não permitiu a alguns atingirem o nível de Consciência Assúrica, mais relacionada ao Mental Abstracto. De um modo geral, os Jivas consideram os Ensinamentos Iniciáticos da Linha Assúrica muito “intelectuais” e pouco afectivos não dando muito ênfase à “caridade”, de cunho devocionalista; outrossim, para o Assura a maior caridade que se pode prestar a uma criatura na Senda da Evolução, é transmitir-lhe conhecimentos que possam despertar-lhe um “novo estado de Consciência”, a fim de que o ser possa caminhar com os seus próprios pés e não fique dependente de qualquer força externa ou de pessoas, por melhores que elas sejam.

DISCIPLINA INICIÁTICA JIVA – A Iniciação Jiva caracteriza-se por uma disciplina rigorosa, por uma vida extremamente enquadrada em regulamentos e regras fixas. São pragmáticos no seu modo de ser, além de preconceituosos. Não são afeitos a participar da vida social por sua tendência não conservadora, por serem pessoas neoliberais e egoístas. Procuram fugir do contacto humano tentando isolar-se dos problemas da Humanidade, justamente ao contrário do Assura que é altamente participativo e idealista desligado dos interesses pessoais.

LINGUAGEM ASSÚRICA – O Assura não acredita em milagres, ele é um agente dinamizador do processo evolucional, seja este de natureza iniciática ou de carácter social. Foi em virtude disso que o Rei-Sacerdote do Altíssimo, Melki-Tsedek, esteve entre nós mas só foi reconhecido pelos da sua Hierarquia. Para enfrentar tão grave disparidade é que o Avatara desdobrou-se em sete Seres, processo esse que os Iniciados tibetanos chamam Tulkuísmo. Uma das razões de assim proceder, foi para apresentar-se a cada um segundo a sua Hierarquia, Tónica ou estado de Consciência. Quando tratava com Adeptos Jivas, revestia-se de uma Personalidade Bhakti ou Devocional e evitava falar em Mundos Subterrâneos para não chocá-los, pois esse é tema para ser tratado mais com os Assuras e Makaras.

PODER ESPIRITUAL E PODER TEMPORAL – JHS, com a sua imensa Sabedoria, sabia perfeitamente que se conseguisse redimir os divinos Rebeldes ou os Assuras caídos, isso se reflectiria de maneira marcante no aceleramento da Hierarquia Jiva em formação. Assim sendo, cabe aos verdadeiros Assuras actuarem de maneira decisiva no destino do Mundo. Para tal lhes foi rememorado o seu antigo esplendor hierárquico, e mais ainda, lhes foi conferido o Poder Espiritual pelo Grande Senhor Akbel. Está evidente que o Poder Temporal, na sua expressão humana, deverá curvar-se a um Poder maior. O Assura Luís de Camões não ignorava estas verdades transcendentais quando escreveu em seu magistral Os Lusíadas: “Cessa tudo que a Musa canta, porque outro Poder se levanta”. O Assura que permanece inactivo diante dos desmandos de uma Hierarquia ainda inexperiente, por certo está faltando para com o seu dever perante a Lei Divina. Terá que responder por isso perante o Senhor Astaroth.

Ambas as vertentes em seus estados primários de incipiência são vítimas do que os Iniciados orientais chamam Maya-Vada ou Maya Budista, no Ocidente chamado Glamour, Espelhismo, Miragem ou simplesmente “ilusão dos sentidos”. Sobre o que seja a mecânica oculta da Maya-Vada, respigo o seguinte trecho da monografia n.º 47 do Grau Astaroth da Comunidade Teúrgica Portuguesa:

Os Mestres usam ainda da Maya-Vada para afastar os indesejáveis dos seus territórios, ou para os iludir de um acto que não querem que vejam, ou então fazendo-os ver aquilo que na realidade não existe…

É o que acontece nas chamadas Regiões Jinas sobre a Terra, nas quais os habitantes do Mundo dos Badagas, também chamados Sedotes, não raro usam de Mayas Budistas, ou “recursos ilusórios”, para afastar os curiosos e profanos daí, das cercanias de suas Embocaduras, ou então para pôr à prova a perseverança e tenacidade do candidato a adentrar o Mundo Interior (o que por regra acontece só na 4.ª Iniciação de Arhat ou Chrestus, o mesmo indicado no subnome Canaferrim). Então, provocam fenómenos do mais puro ilusionismo mas que parecem bem reais, inclusive podendo materializar-se como tais, como, por exemplo, elevações e declínios súbitos do terreno, abismos abrindo-se inesperadamente diante dos viajantes desprevenidos, aterrorizando-os, perderem a noção do tempo e do espaço, desnorteando-os, aparições súbitas de cidades maravilhosas, castelos ou palácios onde pouco antes não estavam, florestas densamente cerradas onde eram simples jardins, roncos de aviões sem que se os veja e nenhuma linha aérea exista nesse espaço, grunhidos de feras podendo ser acompanhados das suas aparições enfurecidas, locomotivas e automóveis saindo de rampante do mato cerrado, declínios e subidas súbitas da temperatura, tempestades de neve, de chuva, de granizo em dias de sol ou em noites claras, enfim, uma série enorme de artifícios empregados pelos Jinas para afastar os indesejáveis ou para provar os candidatos. Apesar de serem fenómenos de espelhismo, absolutamente ilusórios, nem por isso deixam de ser bem reais para que os experimenta.

O mecanismo operado pelos Adeptos para produzir a Maya-Vada não é muito complicado, uma vez que se conheça um pouco de anatomia. Conforme o Ensinamento de JHS, vamos tentar explicar o seu procedimento.

As imagens visuais são captadas pelos nossos olhos, vão se estampar nas retinas. Até aqui trata-se de um verdadeiro fenómeno óptico natural. A partir daqui, os impulsos ópticos são transformados em impulsos nervosos, encaminhando-se através dos nervos à parte superior do cérebro, para identificação e serem guardados como memória. Durante esse pequeno trajecto percorrido pelos impulsos nervosos, é possível modificar a sua qualidade por uma sobrecarga de akasha ou éter luminoso, de maneira a provocar a impressão de que se está vendo fisicamente o que realmente não existe objectivamente. Como podem ser modificados tais impulsos?

Pois bem, quem já presenciou um ritual de umbanda ou candomblé, deve ter ouvido o rufar de pequenos tambores chamados “atabaques”. Tais tambores ao serem tocados produzem uma onda sonora acompanhada de outra onda psíquica, muito semelhante às ondas cerebrais. Isso explica porque os participantes desses rituais animistas, sobrecarregados de akasha que deixa-os num estado semelhante à embriaguez, entram em transe anímico. Toda a frequência das suas ondas cerebrais foi modificada, alterada, e por isso tais pessoas entram num “outro mundo”, como é uso dizer-se sobre o estado onírico. São impressões puramente psíquicas que dominam a consciência dos participantes. Dizemos isto para que haja conhecimento de que as ondas cerebrais podem ser modificadas, alteradas.

Por um processo que só uma pessoa muito sensitiva ou desenvolvida psiquicamente pode operar, a introdução no cérebro d´outrém de impulsos nervo-ópticos diferentes, provocados, por exemplo, por um mantram quase inaudível, poderão dar-lhe a impressão de ver algo que na realidade não impressionou a sua retina. A pessoa até poderá jurar que viu uma coisa… que realmente não existe. Uma vibração sonora quase inaudível junta com uma vibração mental produzidas por um Adepto, poderão provocar a Maya-Vada.

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Para terminar e de volta a Sintra, hoje completamente estruturada na sua Hierarquia Interna e externamente num Novo Ciclo de Progresso, a Era de Promissão, em que tudo está mudado e mudando cada vez mais em todos os sentidos, desde o paisagístico local à paisagem de um novo estado de consciência florescendo na natureza humana, tudo de acordo com a Lei que determina que quando uma região sagrada e reservada termina a sua missão externa, acaba por tornar-se simples local de passeio público, turístico, mesmo mantendo o seu halo “especial” nesse espacial, respigo agora alguns trechos à Aula n.º 9 da Série Juventude, escrita nos anos 70 do século passado por Sebastião Vieira Vidal, discípulo próximo do Mestre JHS, precisamente acerca de Sintra e a Obra do Eterno na Face da Terra:

Chegamos ao Quinto Posto Representativo, situado na Serra de Sintra, Portugal. É dirigido pelo Quinto Dhyani Jina ou Budha, EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA. O Chefe da Ordem de Mariz que lhe dá cobertura tem o privilegiado nome de MALAQUIAS. É responsável pela cobertura espiritual de todas as criaturas humanas que foram julgadas boas no último Julgamento da Humanidade (1956) e que residem ou vivem na Europa.

Este Posto Representativo está muito ligado aos mistérios da nossa Obra, posto que está localizado no interior da Serra de Sintra onde esteve por muito tempo o Quinto Bodhisattva, o Cristo, com a sua Excelsa Contraparte, Moriah. Estiveram também no mesmo local, em 1899, os corpos dos Gémeos Espirituais após o acidente de Lisboa, verificado na Rua Augusta em 27 de Julho de 1899. Estiveram nessa Serra Sagrada os Kumaras Dhyananda e Sanat-Sujat, mantendo a vida nos corpos dos Gémeos Espirituais quando tinham 16 primaveras.

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Na Serra de Sintra, internamente, funciona algo como sendo a Obra no seu aspecto universal, oculto, real. Os Augustos Seres que vivem no seu interior estão para os Irmãos de Portugal assim como nós, em São Lourenço, estamos para os do interior da Montanha Moreb. Eles não podem entrar em contacto com os Irmãos da Instituição na Face da Terra, por estarem num estágio evolucional muito mais elevado, e com isso não seriam entendidos pelos componentes da Instituição, antes, talvez, mal-entendidos… O corpo emocional dos Munindras não está preparado para receber certos impactos vibratórios. A sensibilidade desses Seres é muito refinada e a acção directa, por parte deles, na Obra, consideram como sendo um desprestígio para o nosso Mestre e para a nossa Grã-Mestrina. Eles apenas instruem, pela Inspiração, os componentes da Instituição, porque a Realização pertence aos da Face da Terra.

Os Irmãos de Portugal reverenciando a Serra de Sintra, estão reverenciando a Agharta, ao Mundo de Duat e ao Mundo dos Jinas ou Badagas, posto que naquela Serra esteve durante algum tempo a verdadeira Taça do Santo Graal com o Santo Sangue. Os Gémeos Espirituais, quando crianças, em 1800 foram apresentados ao Mundo através desse Quinto Posto Representativo. Estiveram presentes ao acto: o Bodhisattva Jeffersus, Moriah, o Dhyani-Kumara Gabriel, Ralph Moore e vários Membros da Ordem do Dragão de Ouro.

Para se sentir os valores desse Posto Representativo, dirigido pelo Príncipe EDUARDO JOSÉ BRASIL DE SOUZA, basta ouvir o “Hino ao Amor” da autoria do Intérprete do Som, com a respectiva letra. Assim Portugal se uniu ao Brasil.

BIJAM

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