sakiel

Recuando a 25 de Dezembro de 2004, altura em que escrevi este estudo, agora reproduzo-o aqui vindo prestar a minha humilde homenagem ao Quinto Arcanjo dentre os Sete do Lampadário Celeste, o Excelso Dhyani-Kumara Sakiel, Alter Spiritus ad Cynthia, cujo Dia de Saudação que se lhe consagra é o 5 de Julho, aquando na Ordem do Santo Graal – Grande Ocidente o cavaleiro com o respectivo pavilhão nacional do Posto ladeado pela dama com o consequente pavilhão do Subposto, adentram o Templo à dianteira de engalanado e bandeireiro cortejo.

Nesse entardecer suave de Dezembro, fitando o pôr-do-sol por detrás da serra querida, com o pensamento posto no Excelso Dhyani, acudiu-me à memória aquele poema de Fernando Pessoa, assinado pelo heterónimo Álvaro de Campos, com o título Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra, todo ele repleto de significados que as letras escondem… e o poeta, que nunca teve carta de condução, lá conduziu o vistoso “Chevrolet” (Chavaoth? Shiva-Od?) que alguém lhe emprestara, que é dizer no significado escondido, tomara posse da “Merkabah”. Eis alguns excertos do vasto poema:

Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,

Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,

Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco

Me parece, ou me forço um pouco para que pareça,

Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,

Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,

Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?

*

Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,

Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.

Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,

Sempre, sempre, sempre,

Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,

Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida

*

Maleável aos meus movimentos subconscientes do volante,

Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.

Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.

Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo no mundo

Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!

Quanto me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!

*

À esquerda o casebre – sim, o casebre – à beira da estrada

À direita o campo aberto, com a lua ao longe.

O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade,

É agora uma coisa onde estou fechado

Que só posso conduzir se nele estiver fechado,

Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim.

*

Eu, guiador do automóvel emprestado, ou o automóvel emprestado que eu guio?

*

Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,

Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,

Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,

E, num desejo terrível, súbito, violento, inconcebível,

Acelero…

Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,

À porta do casebre,

O meu coração vazio,

O meu coração insatisfeito,

O meu coração mais humano do que eu, mais exacto que a vida.

*

Na estrada de Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao volante,

Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,

Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,

Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim

Álvaro de Campos

Posta a transcrição quase total do poema de Fernando Pessoa, volvo-me novamente à Excelsa Pessoa do Dhyani desse meu solilóquio por entre as fragas encantadas da serra. Na Cabala é evocado o nome do Arcanjo Zedekiel, Zadkiel, Sarachiel, Sachiel, Saquiel ou Sakiel como “Senhor da Justiça e do Amor”, cabendo-lhe, na Árvore Sefirótica, a séfira (“atributo divino”) Chesed – “Misericórdia” – sob o auspício planetário de Júpiter (ou Tsedek, em hebreu).

Chesed é a quarta séfira ou sephiroth contando a partir de Kether, a “Coroa”, como a primeira na cúspide dentre as dez, mas também é a quinta se iniciar-se a contagem desde o mais acima Ain-Soph (ou Ab-Soo, “O Imanifesto” como Substância Universal, Svabhâvat) para baixo. Para os cabalistas dotados de Teosofia (como corpo de ensino da prática Teúrgica), esta esfera formula os princípios abstractos, a concepção da ideia arquetípica, ou seja, o Mental Superior como a Região do Espírito Santo – o Plano do 3.º Aspecto Criador do Logos expresso por Vénus ou Netzach, a sétima séfira imediatamente abaixo de Chesed, na mesma Coluna da Árvore Sefirótica que em si mesma expressa a Árvore Genealógica dos Cabires ou Cumaras que estão no seu topo, em guisa de Caprinos no montanhoso pico da Evolução Planetária, na qual se retrata o Panteão Jina da Obra do Eterno. Esse Plano Arquetípico corresponde ao estado de consciência mais imediato dos Mahatmas ou “Grandes Almas” componentes da Excelsa Fraternidade Branca, com morada em Chesed, os quais realizam o propósito do Logos Absoluto, esse mesmo Desígnio do Eterno através do Corpo Mundial de Discípulos disseminados estrategicamente no Orbe.

Foto 136A imagem mágica de Chesed é um Rei sentado no seu trono (figurado no Arcano 4 do Tarot, “O Imperador”, que naquele outro Sacerdotal ou Aghartino é o “Reflexo de Deus” portando o ceptro e o livro aberto, como “Poder Temporal e Espiritual do Senhor da Ronda” – Melkitsedek, o mesmíssimo Chakravarti em volta do qual tudo se movimenta sem que Ele mesmo comparticipe, apesar de estar presente em tudo), transmitindo a ideia de um Governante pacífico, legislando, preservando e conservando os seus territórios (idealização configurada no compósito do “trono do rei” (D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha) encravado entre penhas no alto do morro de St.ª Catarina, defronte ao Palácio Real da Pena de Sintra), o que é corroborado pelos outros títulos conferidos a esta esfera: Majestade, Experiência Espiritual, Visão do Amor.

Trono do Rei

É na Visão do Amor que subjaz a natureza primordial da Mãe Divina, a Alma Mater de Portugal, P.A.N. ou Patriae Alter Nostrum que a lenda antiga vinda das brumas do tempo apoda de grande “Moira encantada” sintriana, desde os céus pintados de azul akáshico projectada no seio da Serra Sagrada, Ela a Mama, Plêiade ou Krittika como maternal Aspecto Feminino do próprio Dhyani-Budha Eduardo, portanto, sendo a Dhyani-Budhai Joana ou Jove Pluvius, tanto vale, desde que é a expressão ideoplástica nesta assúrica Terra Lusa do Espírito Santo, no mapa estelar representado por Peixes e Balança, ou seja, o Pai agindo através da Mãe, isto é, Júpiter em Vénus, ou Chesed sobre Netzach, ou ainda, na linguagem viva da Obra do Eterno na Face da Terra, Pithis e Alef juntos, sendo Xadú o Filho Eduardo, enquanto aqueles estão para Sakiel e Joana, Selene em grego ou Maghavanti em védico.

Mãe do Mundo

Como disse, o chakra mundanal de Chesed é Júpiter (ou Tsedek, a “Rectidão”), cujo aspecto refere-se a todos os pontos de vista governamentais, sejam de que natureza forem, concorrentes para uma simbiose social justa e perfeita, isto é, sinárquica, interpretando esta como Concórdia Universal. Desde já apercebe-se não ser por acaso mas por causalidade oculta que todos os governantes nacionais e estrangeiros, de uma forma ou de outra, acabam sempre reunindo-se em Sintra para decidir dos destinos do país, do continente e mesmo do mundo.

Chesed é o ponto de encontro, de acção e reacção, entre o Logos Planetário e a Humanidade através do Rei do Mundo (Melki-Tsedek). A cruz de braços iguais, o cubo, a espada, o báculo, o ceptro e a esfera, não deixam de ser símbolos confirmatórios da imagem de poder relacionada a Chesed.

O número cabalístico da supracitada esfera (CheSeD) é o 20, e o de SiNTRa é o 5. Ora o 20 corresponde no Tarot Boémio ao “Julgamento”, à Ressurreição do Espírito do seio da Matéria, isto é, segundo o “Anjo da Palavra” ou Deva-Vani, à “Saída do Ciclo da Necessidade” para poder penetrar o Arcano 21: “A Libertação” como “A Vitória da Mónada” na derradeira “Dissolução no seio real e obscuro de Deus”, tornando-se o Arcano 22… a Laurenta.

Mas essa reintegração final só se pode processar através do Arcano 5: “O Hierofante” ou “Grão-Sacerdote”, este aqui expressando a Inteligência Universal do Quinto Espírito Planetário Arabel, como sendo “O Poder Religioso separado do Temporal”, ou seja, “ao Céu o que é de Deus, e à Terra o que é do Homem”. Cada coisa no seu devido lugar.

O número cinco, no respeitante ao pensamento esotérico português, deixa subentender o augúrio de Quinto Império, a teoplasmação do Quinto Reino Espiritual, o que novamente reporta à derradeira mensagem do Arcano 20, a Ressurreição ou Ressurgimento do Povo Eleito da Agharta mesma sobre a Terra – tanto que esse é o Reino Espiritual dos Imortais ou Seres Viventes no seio da Terra… – e, diz a Tradição, que apesar de essa Ressurreição ser universal mesmo assim, no tocante às plagas lusas, acontecerá pela Embocadura de Sintra, como 5.º Centro de Irradiação Espiritual do Globo correspondendo à garganta do Homem Cósmico, o mesmo Logos Planetário. Mas quando acontecerá… só os Deuses o sabem!

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O órgão da voz também se situa na garganta, no gargalo, o ponto de estrangulamento ou passagem entre o resto do corpo, pólo negativo, e a cabeça, pólo positivo, correspondendo na dimensão etérica a Vishuda, o Chakra Laríngeo. Quando os dois pólos se encontram e neutralizam, o homem realiza-se e pode fazer uso da palavra. Ele é um só com a Voz e o Verbo. Engendra a sua linguagem, que é a da Mente Universal. Descobre a Palavra Perdida, torna-se o Senhor da Lavra de todas as Letras e de todos os Números. Volta-se para si mesmo como a serpente que devora a própria cauda, desenhando um zero sobre a Face do Abismo (Ab-Soo).

A título de exemplo, numa referência mais detida nesta Homenagem ao Dhyani Celeste ou Kumárico do 5.º Sistema Geográfico, tome-se Kundalini como o Poder do Quinto Planetário funcionando a modo de Energia Criadora na espinha dorsal do ser humano, que na assunção do chakra raiz ao coronário escoa-se como corrente concentrada pelo desfiladeiro do laríngeo, válvula de escape por onde a consciência humana vê o verbo transformar-se em som e forma, luz e revelação.

Assim, buscando a União com a Alma Universal do homem individual e colectivo, a Grande Obra Teúrgica vai se realizando até ao momento da derradeira e suprema Metástase da humana criatura com o Divino Criador, e este avatarizando a ela, penetrando o seu imo com a Luz da Consciência Universal o que se prefigura como Revelação do Espírito Santo, “a Pomba branca que desce do Céu à Terra”, do espiritual ao corporal, do Segundo Trono ao Terceiro, dando consumação à 5.ª Linha do Odissonai: A Realização de Deus. Esta tem toda a ver com SINTRA, ou não significasse, no tocante ao Pensamento e Obra Teúrgicas, S.I.N.T.R.A. o S.erviço I.ntenso no T.rabalho de R.edenção da A.lma.

Seis letras para um quinto princípio, que é dizer, as seis letras ou a Palavra Redentora prefigurando o Exagonon (Hexalfa) do Sexto Senhor Akbel devolvendo a refulgência à Estrela Flamejante (Pentalfa), o Tetragramaton, do Quinto Senhor Arabel, que é o Mental Superior do mesmo entretanto “apagado” quando da sua queda celeste para o desterro na Terra, onde ficou agrilhoado no Cáucaso, isto é, no “cárcere carnal”.

O Venerável Mestre JHS, Professor Henrique José de Souza, em 1950 revelou o seguinte sobre o Pentalfa Luminoso – igual ao Infinito – no seu Livro do Graal (“A Estrela de Belém e outros Mistérios…”):

“A Estrela de Belém, embora que obediente a uma conjunção exigida ao nascimento do Bodhisattva – como acontece sempre em tais ocasiões cíclicas, como prova a influência de JÚPITER para a de Aktalaya, estando, além do mais, o referido PLANETA “perpendicular à Terra” naquele momento –, repetimos, tal ESTRELA, como síntese gloriosa dos mistérios celestes (ou estelares), é a representação apoteótica do TETRAGRAMATON. E isto para provar que, acima de todas as conjunções e influências planetárias do momento, o que exalta semelhantes nascimentos é o TETRAGRAMATON, ou melhor, a “Quinta Essência Divina” entronizada no SEGUNDO TRONO (aparte o pleonasmo). Sim, o “Mundo Akáshico ou Rajásico que separa o Superior do Inferior”. Quod superius, sicut quod inferius. Com outras palavras, “separa a matéria SÁTVICA da TAMÁSICA”. Como AZUL que é, separa o AMARELO do VERMELHO. Preste-se atenção que o ângulo, qual acontece no nariz do Homem, da RAIZ para as duas narinas é um “A” perfeito. Vejamos o TETRAGRAMATON alegorizado dessa maneira:

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“Pelo que se vê, cinco A A A A A repetem o nome do ARQUITECTO, o ALTÍSSIMO em nosso idioma, cinco vezes ou a Cadeia seguinte como dirigente da Terra. Em outras línguas, AT, AD, ADI, etc., querem dizer “primeiro”, etc. Ora, cinco “primeiros” ou 1 1 1 1 1 dariam, do mesmo modo, o número 5…

“Repito: a ESTRELA DE BELÉM é o Excelso TETRAGRAMATON, “como manifestação ideoplástica do HOMEM CÓSMICO que é JEHOVAH”. Razão pela qual (e nenhum cabalista o SABE) o mesmo termo fala em TETRA, que é quatro, e no entanto é cinco. Sim, Ele, o Eterno, através da 5.ª Cadeia dirige a 4.ª. Mas, já se vê, através do Segundo Logos ou Trono ou da Sua forma-dual latente (“Júpiter é o Esposo e Esposa Divinos”, segundo a Mitologia Grega), ou dos DOIS OLHOS que são os GÉMEOS ESPIRITUAIS. A manifestação tetragramática da 5.ª Essência Divina foi realizada através dos referidos GÉMEOS…

“Sim, “final deste Ciclo”… pois a seguir vem o Avatara ou o repouso em Uma só Pessoa, valendo por Três. Pai, Filho e Espírito Santo. Mas também, Atmã – Budhi – Manas, equilibrando as Três Gunas ou “qualidades de Matéria” – Satva – Rajas – Tamas. Donde o termo REX MUNDI ou Rei dos Mundos para apenas AKBEL, pois que o Outro também o sendo, o é apenas de um só Mundo ou Terreno.”

O itinerário dos Arcanos 5 ao 20 faz-se pelo 7 (5+2(0) = 7), esse o do “Carro de Deus”, expressivo da Merkabah, o que assinala a “Sublimação da Queda (do antigo Aluzbel entretanto se transformado Arabel, o “Deus da Ara” ou Terra) pela Vitória do Segundo Trono (agindo por Akbel)”, por intercessão de “O Vitorioso” Avatara de Aquarius, Akdorge ou Aktalaya, no Templo das Riquezas, encravado no escrínio da Kala-Sishita ou Sintra mesma, aguardando a Sua Hora de reaparecer sobre o Mundo, Ele que porta o elmo com o tripenacho expressivo da Grande Fraternidade Branca de quem é o Chefe Supremo, tripenacho, ainda, com as cores básicas das 3 Gunas ou “qualidades de matéria”, o que se representa no Candelabro de 3 Luzes, Lumes ou Chamas, assinaladas na letra hebraica Schin expressiva dos 3 Mundos de Evolução. Esse divino Guerreiro Celeste na Terra, Asgartock, Akdorge ou São Jorge, é aquele que se avista no Parque da Pena de Sintra erecto sobre penhas como o “Arquitecto” ou “Guerreiro”, no vozerio comum, identificação confirmada em imagem idêntica num vitral na capela do palácio do mesmo parque.

O sete é, por excelência, o algarismo solar da Iniciação Eu-Crística ou Eucarística assinalada no Santo Graal na sua duplicidade inseparável de Taça Sagrada expressiva do repositório da Consciência Divina, esta corporificada no Filho (Akdorge ou Maitreya, tanto vale, pois no Bodhisattva o Budha faz o Avatara e os Dois se fazem Um), facto transcendente que na Serra Sagrada também tem a sua referência geográfica no ponto mais alto da mesma, como se fosse ápice de Obelisco ou patena de Cálice: a Cruz Alta, muito justa e significativamente desde 1899 chamada por JHS de Pico do Graal. Se o divino Guerreiro tem aqui a sua Morada interior, esta vem a ser representada no exterior pelo misterioso Castelo dos Mouros (Morias, Marus, Marizes…), também este sob o auspício de Surya e Savitri, o Sol Espiritual e sua contraparte criadora ou Shakti Cósmica, imediatamente representados sideralmente por Brihaspati ou Júpiter em védico, o mesmo Jehovah das escrituras sagradas judaico-cristãs.

Ante tudo isso, acodem-me à mente algumas estrofes soltas dos Hinos Ode Avatárica e Exaltação ao Graal, do mesmo Mestre JHS, por parecem ser plenamente justas e justificadas neste espaço privilegiado a quem um outro Eduardo, desta feita o Byron, encantado apodou de “Jardim do Éden”:

Nascido das Águas

Como “Santo e Guerreiro”,

Trazia uma Lança

Do Pau do Cruzeiro.

*

No alto do Monte

Em forma de Cruz:

Na Terra exaltado

Emblema de Luz!

*

Os Anjos abrindo Ala,

Enaltecem a Shamballah,

Cedem lugar a Maria,

Fazem o mesmo a Jesus!

Hora de Paz e de Harmonia,

Hora da Santa Eucaristia,

Numa Apoteose de Luz!

Ainda sobre o Santo Graal, ele é pomo de controvérsia e confusão constantes para os estudiosos profanos, pois encontram-no com esse nome em três objectos tradicionais distintos: como Pedra, como Livro e como Vaso. O seu simbolismo – que é vivo na mecânica da Obra do Eterno – é muito rico é resume-se ao significado de Sustentação, Revelação, Vida. A Sustentação ou experiência de Saturno como a própria Matéria em que se encarna, é representada na Pedra de Esmeralda; a encarnação conduz à Revelação que traz a Sabedoria, esta que também é o Maná ou Manas, o alimento doador da Vida, o qual vazou da fronte ou Mental do Excelso Quinto Senhor.

Volvendo ao valor 5, pode-se encontrá-lo reduzido no número cabalístico 32 (3 + 2 = 5), correspondendo aos 32 Sidhis ou Poderes Espirituais do Adepto Perfeito que se assinalam nos 32 Portais do Templo da Sabedoria (Caijah), por sua vez assinalados nos 32 dentes da boca humana por onde se manifesta o Verbo. No tocante à Hierarquia Espiritual de Sintra, tem-se o 33.º, como “oitava superior” ou na cúspide da mesma, no Quinto Arcanjo ou Dhyani-Kumara Sakiel (considerado o “Fogo da Justiça Divina”, equivalendo no Odissonai à SENTENÇA DE DEUS), que destas fragas perfumadas por mil bênçãos é o “Regente Celeste da 5.ª Raça-Mãe”, sendo que a sua forma mais objectiva pode ser visualizada como “um pôr de sol purpurino detrás de uma Montanha ou sobre o Mar”.

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Ele é o verdadeiro “Jehovah Sénior” do maior que é o Luzeiro ou Logos Planetário de Júpiter. O “Jehovah Júnior”, como o designava o insigne Sebastião Vieira Vidal, será o próprio Dhyani-Buda Eduardo, este que foi assim consignado por já ter estado entronizado no Trono de Deus existente no Portal de Shamballah. Ademais, como Jove Pluto Filho do próprio Júpiter Coelis, só podia ser esse o Lugar da consagração do Excelso Dhyani no Retro-Trono Aghartino, antes de nascer na face da Terra às 5 horas da madrugada de 5 de Julho de 1900. O seu Pai deu-lhe a Vida, a sua Mãe a Geração e o Paraninfo Sakiel a Instrução…

O Júpiter Alfabético corresponde às palavras seguintes do Tetragramaton:

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O Júpiter Numérico corresponde aos números seguintes do “quadrado mágico da Terra” (em relação à qual Júpiter será o 4.º Planeta contando da Lua (Cadeia) em diante):

5050

505

100

10

1

O necessário desenvolvimento alfabético e numérico a LEI não permite que o faça num estudo público como este, se bem que todos os Iniciados da Obra do Eterno na Face da Terra o conheçam detalhadamente. Portanto, limito-me aqui a lançar as bases…

Nesta Homenagem ao Quinto Dhyani Celeste para o Ciclo de Aquário – sendo Eduardo o Dhyani Terrestre – em que se está na tónica do Quinto Sistema de Evolução alvorecendo e na objectividade do Quarto crepuscular, portanto, na transição Intercíclica entre o Quarto e o Quinto, é assim que este Excelso Arcanjo «Português» representa a tónica do Quinto Luzeiro ou Elemento Cósmico Etérico, o Akasha promanado do reservatório celeste de Vénus – “quem atravessa o Akasha é Fonte de toda a Riqueza”, diz um Livro Jina, e nisto Sakiel é o “Senhor da Cornucópia” repleta de riqueza espiritual e material, é o “Deus das Relíquias e da Riqueza, Senhor dos Poderes do Céu e da Terra e da Boa Fortuna”.

Para se ver definidamente essa perspectiva de transição entre o Quarto e o Quinto Sistemas de Evolução Universal, só na luz indefinida do crepúsculo. Sim, porque, como foi dito, a cor deste Dhyani Celeste é púrpura, pôr de Sol glorioso de um Luzeiro que quando morre atrás da montanha, vai renascer no dia seguinte com nova luz. Deus cria geometrizando. A noite cai a Oeste, enquanto o Sol ainda brilha a Leste, mesmo que espiritualmente já se processe o inverso. Para abreviar a Noite Inter-ciclos, é preciso voltar costas ao Sol agonizante do Oriente e marchar na direcção da Nova Aurora a Ocidente. Terá sido por isso que a Mónada Humana passou do Oriente para o Ocidente, no Itinerário de IO, o Roteiro do EU. O Sol Poente do Passado ou Peixes ainda aquece as costas do Peregrino da Vida e já a luz do Sol Nascente lhe banha o rosto, aqui o Sol Nascente da Nova Aurora de Aquarius.

Por esse motivo, o Venerável Mestre JHS revelou que a partir do ano 2005 os 7 Kumaras ou Espíritos Planetários teriam os nomes dos 7 Tatvas ou Elementos da Natureza, conforme está descrito no seu Livro de Herakles (Carta-Revelação de 9.08.1959, “Completando as últimas Revelações”). Por isso Sakiel, Saquiel ou Sealtiel também leva o nome interno de Saquibel e Satyabel, o Deus de Satva, a resplandecente Luz Primordial (Adi) expandindo a todo o Universo.

A Aura purpurina de Sakiel, plena de glória e esplendor, perfumada de maçã e trescalando a açafrão (este que em sânscrito é ahsam, a “postura divina”), congrega em si a todos os Assuras caídos outrora em tragédias várias de que resultou a grande epopeia da Evolução Humana, culminada em Sintra de Portugal onde já se abre um novo capítulo na marcha avante do Género Humano, ou seja, um novo e mais amplo Ciclo em São Lourenço do Brasil, tanto valendo pela transição da actual 5.ª Raça-Mãe às 6.ª e 7.ª Raças Futuras, Gémeas, portanto, lançando ao terreno do Futuro as sementes da Raça Dourada, Crística ou de Maitreya. Com efeito, é pelo Mental Superior ou Assúrico que hoje mesmo, nestas lusas plagas, se tece o Amanhã que se deseja o mais esplendoroso. Para além dessas representações Vegetal e Humana, ou seja, o perfume de maçã, o incenso de açafrão e a condição Mental Superior do Homem Assura, Sakiel, cujo Trono é esta sua Montanha Sagrada de Kurat-Avarat expressiva de Sura-Loka, tem ainda por totens vivos, “condensadores sinergéticos” que também são “figurativos sintéticos”, Mineral e Animal, a rubina e a raposa dourada, esta que onde inexiste é substituída pelo cão branco.

Agindo através dos Excelsos Takura-Bey e Mama-Sahib, o Quinto Dhyani-Kumara Sakiel, nascido de 1789 em diante como o quinto Filho de São Germano ou Lorenzo e Lorenza, como representante do Raio Espiritual de Júpiter teve um papel determinante na fundação do Grande Ocidente. Ele apresentou-se ao Venerável Mestre JHS no Sexto Ritual que antecedeu a fundação material da Obra do Eterno na Face da Terra, realizado em Niterói (Brasil) às 20 horas de 27 de Julho de 1924. Além de trazer para todos os presentes palavras de conforto e conselhos maravilhosos para serem adoptados, recomendou que daquele Ritual em diante se realizasse sempre a mentalização de um “Globo Azul, tendo em dourado no centro a palavra PAX”, que além do sentido de Paz para todos os seres possuía outro, ou seja, aquele relacionado com a palavra sânscrita Pakshim ou Paxa, Pax no diminutivo, que quer dizer “agir em concerto, tomar parte em determinada coisa” e que “era o que então se necessitava…” Nesse Ritual de Fundação, Sakiel veio acompanhado do Adepto seu Pai São Germano, o Mestre Justus et Perfectus, o qual deixou preciosa Mensagem na mesa da Directoria em guisa de credencial da Grande Loja Branca à Obra que se ia firmar no Ocidente.

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Como disse, segundo as escrituras judaico-cristãs e gnósticas o nome hebreu de Sakiel, o Deus Troante ou do Trovão, significa “Fogo de Deus”, conectando-o ao sentido de “Justiça Divina”. Pertencente à Hierarquia dos Deuses Primordiais ou Tronos, os Leões de Fogo, Sakiel é o Príncipe das Dominações. Os cabalistas e gnósticos costumam invocá-lo para a resolução favorável aos actos de justiça. Como Príncipe da profecia e da inspiração, donde iconograficamente além do bastão de mando carregar um pergaminho, é ligado ao sacerdócio, às artes e ao ensino. Inspira ideias renovadoras às pessoas fracas e desanimadas para que realizem os seus objectivos, estando-lhe consignando o Salmo 34 (“Julgai, Senhor, aqueles que me prejudicam e ofendem…”).

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Sakiel, o “Fogo de Deus revelado Justiça Divina” a que os hebreus dão corpo sob o onomástico Adonay-Tsedek – o Senhor do Poder Temporal feitor de uma Nova Idade de Justiça Social para o Mundo, transformando a Anarquia em Sinarquia –, como disse, domina sobre a Hierarquia Criadora Haschmalim, em hebraico, ou Dominações, conhecida em Teurgia e Teosofia como Construtores Maiores, agindo pelos mesmíssimos “Planetários de Rondas” como Kumaras Primordiais, frutos da anterior Cadeia Lunar, para os Kumaras Secundários Filhos de Lorenzo-Lorenza, no final do século XVIII, de que, para todo o efeito, na tabela geral tanto o Sakiel Primordial como o Secundário são sempre os Quintos… um a ver com a 5.ª Ronda futura e outro relacionado com a 5.ª Raça presente.

São as seguintes as Hierarquias Criadoras afins ao Espírito e à Matéria do Universo:

RAIO DIVINO (PURUSHA, ESPÍRITO):

Domingo – Sol – Mikael – 7 Logoi ou Logos Solares

Segunda – Lua – Gabriel – 7 Raios de Luz do Pramantha

Terça – Marte – Samael – 7 Forças, Energias ou Shaktis

Quarta – Mercúrio – Rafael – 7 Dhyan-Choans ou Logos Planetários

Quinta – Júpiter – Sakiel – 7 Construtores Maiores

Sexta – Vénus – Anael – 7 Espíritos diante do Trono

Sábado – Saturno – Kassiel – 7 Anjos da Face ou da Presença

RAIO PRIMORDIAL (PRAKRITI, MATÉRIA):

Adi – Júpiter – Sakiel – Leões de Fogo

Anupadaka – Mercúrio – Rafael – Olhos e Ouvidos Alerta

Akasha – Vénus – Anael – Virgens da Vida

Vayu – Saturno – Kassiel – Assuras

Tejas – Marte – Samael – Agnisvattas

Apas – Lua – Gabriel – Barishads

Pritivi – Sol – Mikael – Jivas

A Hierarquia Haschmalim constitui uma Força agradável e construtiva que, quando evocada nos cânones ritualísticos, reforça a estabilidade mental e emocional capacitando ao maior autocontrole e disciplina psicomental, o que se interpreta como a natureza espiritual de Júpiter moldando a maleabilidade mental de Mercúrio, este o planeta de VirgemDeus Pai-Mãe ou Zain-Zione, em aghartino – o que expressa o 1.º Trono ou Logos, o mesmo Pai, Zeus, Dhyaos, Deus, Jehovah como o Júpiter mitológico.

Esse mesmo Mercúrio ou Budha, em sânscrito, está inclusive assinalado no frontal (H) da 4.ª Catedral Graalística do Ocidente, e lateralmente, junto à Porta Santa, pela Flor-de-Lis do Governo Oculto do Mundo: a Sé Patriarcal de Santa Maria Maior de Lisboa.

Sendo Sintra o ponto de fixação do 5.º Chakra Laríngeo Planetário do Homem Cósmico (Adam-Kadmon, representado na Terra pela “Parelha Primordial” ou “Padrão Humano” Adam-Heve), ela tem por expressão inferior o Chakra Esplénico Planetário situado no México, sob a regência da Lua e do Dhyani-Kumara Gabriel. Tal como o Mental é a “ponte de luz” (antahkarana) entre a Individualidade espiritual e a Personalidade material, assim também é o Corpo Vital entre o Psíquico e o Físico. Essa relação Laríngeo-Esplénico traduz-se como Verbo superior, a Fala vitalizada própria ao sacerdócio cuja função também é a de instruir, portanto, à expressão humanizada da Sabedoria Divina na Terra, a Filia Vocis tendo por símbolo a Pomba do Espírito Santo.

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A Literatura, especialidade do Quinto Raio regente da Embocadura de Sintra, tem na dramaturgia um dos seus ramos mais fortes, e no palco um profundo desaguadouro, uma poderosa desembocadura das motivações humanas. A palavra, matéria-prima da Literatura, atravessa a Escola, o Teatro e o Templo. Instrumentalmente, é como que o traço de união entre eles. Uma vez que o Universo é mental, mas não ideal, tudo o que o ser humano é capaz de imaginar, ou mentalizar, existe em alguma dimensão. Dimensão como sinónima de estado de consciência é também sinónima de mente, no sentido de nível mental ou grau de mentalização. E a rigor não há, etimologicamente, diferença entre mente e mentalizar, isto é, criar pela mente.

Mas como criar pela mente é um processo subjectivo, os mundos paralelos e simultâneos não se apercebem da existência uns dos outros. O que é objectivo num mundo é subjectivo no outro, e vice-versa sucessivamente. Tomando-se a mentalização como a subjectividade mesma, e a enunciação ou formulação pela palavra escrita, falada ou pensada, como a própria objectividade, tem-se que a incomunicabilidade dos mundos simultâneos (interpenetrados mas distintos pela vibração ou tónica afim) é um problema de linguagem. Não falam a mesma linguagem, e aceitando-se esta como a realidade em si, do ponto de vista fenoménico não têm a mesma língua. Um corolário inevitável é que se dois mundos paralelos passam a usar a mesma linguagem, encontram-se e integram-se numa terceira realidade. Nasce um terceiro mundo, lembrando o “crescei e multiplicai-vos” do Génesis como a origem de todas as coisas.

Como a Natureza não dá saltos, então naturalmente essa fusão da linguagem para a fundação de um novo mundo não se faz repentinamente. Ela é, pelo contrário, um processo gradual. Para os que participam deste em completo envolvimento, inicialmente pode até parecer caótico e monstruoso, como as dores formidáveis dum parto gigantesco. O conhecimento, nesta fase de transfusão do objectivo ao subjectivo, mas também do subjectivo ao objectivo, é enigmático, mas nunca dogmático. As consciências que vão decifrando o enigma começam a adivinhar a harmonia e a maravilha da transformação. São os artistas, os músicos, os poetas, os oradores, os escritores e, muito mais acima, os Adeptos e Iluminados de todos os Graus, e ainda mais acima, os Dhyanis-Budhas Terrenos e os Dhyanis-Kumaras Celestes, paraninfos daqueles.

ccf20092010_00000[1]Nesta ordem de ideias, vale dizer que no Mundo Terreno em que ora todos vivemos, em meio a miríades de realidades entrecortantes que a todos põem à prova, o Avatara é a Consciência de ligação entre os Mundos Terreno e Psíquico em vias de se encontrarem e fundirem num terceiro: o Mundo Mental, logo e por ser o mais próximo do imediato, Espiritual. O Supremo Orientador da Teurgia e Teosofia, Professor Henrique José de Souza, o Venerável Mestre JHS (hoje laborando como El Rike o Encoberto na Agharta para a sua Corte que deixou à Face da Terra, e esta com o dever supremo de servir indiscriminadamente à Humanidade), como Protagonista Avatárico foi um mediador como Intérprete entre o Ego exterior e o verdadeiro Eu, entre a Instituição e a Obra, entre a Face da Terra e os Mundos Interiores. Ele legou aos teúrgicos e teósofos métodos, práticas e conhecimentos que, se bem e eficazmente utilizados por eles, poderão levá-los ao triunfo supremo de falar a Sua Linguagem, destinada a ser a de toda a Humanidade no Ciclo Planetário de Aquarius. Nós somos as sílabas, palavras, silêncios, pausas, intenções, sentenças e entrelinhas da Linguagem do Futuro, mas só nos identificamos com essa Voz quando estamos identificados com a nossa projecção programada nesta vida entregue à Obra Divina. Repetir o Avatara não é divulgar-lhe a Obra, e, muito menos, usar a forma exterior do seu frasear é falar a Linguagem do Futuro. Falar e divulgar a sua Obra Divina é estar em consentaneidade integral com Ela e com Ele, mesmo que seja “contra ventos e marés”, isso pouco importando desde que a consciência do Munindra ou Discípulo esteja sintonia total com a do Mestre, senão mesmo, Una com a Dele.

JHS legou-nos, aos da sua Instituição e Obra, as chaves da linguagem do Novo Ciclo, com os Ensinamentos, as Yogas, Ritos e Cerimónias específicas, Síntese Humana do Verbo Divino em suas diferentes vibrações respeitantes à Face da Terra e aos Mundos Interiores. A sua Ode ao Som (Odissonai) é a primeira obra de Arte Literária e de Arte Dramática do Novo Ciclo. É também a primeira obra de Arte Musical – Opus-1 da nova dimensão do ser humano. Isto para os nossos limitados sentidos. Para quem sabe e pode ver, eis igualmente o trabalho inaugural da Pintura e da Escultura dos séculos vindouros, se o Homem não se trair, atraiçoando a Lei…

O aprendizado da Nova Linguagem tem o seu pólo de invenção e está geometrizado no Sistema Geográfico Internacional. Os Chakras e as Embocaduras entrecompletam-se e entreconfirmam-se. Ainda mal se pode imaginar as maravilhas de invenção, em termos de conhecimento, e de linguagem que o Homem será capaz de engendrar no Futuro, sob a inspiração do Avatara. Ocorre-me um exemplo, que ofereço como sugestão à consideração dos estudiosos: a geometrização desse fenómeno universal, a gravidade, que mantém os pés do Homem no chão, o Sistema Solar em sua unidade, e o Sol Central em equilíbrio dinâmico entre as paredes da Terra Oca!

Homenageada a 5 de Julho, data esotérica de Sintra em mês dos Dhyanis, a Hierarquia Espiritual desta Serra Sagrada leva a efeito em tal data, tanto no Templo Interno quanto no Externo, grandioso Ritual Solene ou Nobre onde o Nome e Presença de Sakiel ocupa lugar destacado, ele que é o Vigilante Silencioso de Sintra e Europa, distendendo-se a África, cavando-se cada vez mais fundo os alicerces de Paz, de Amor e de Justiça na Face da Terra, projectando a aproximação cada vez maior de todos os Povos do Mundo em fraterna e conclusiva Concórdia Universal.

Dhyanis Novo Pramantha

O parágrafo acima poderia muito bem servir-me para encerrar a presente Homenagem, que já vai longa e sumamente atrevida quanto a meias-revelações iniciáticas nem sonhadas por curiosos e profanos, e até por conspícuos ocultistas e teosofistas. Mas não encerro, seguindo o conselho do Adepto Independente encoberto pelo pseudónimo Rosalvo Cruz, sem apontar uma questão importante que já trouxe tanta tragédia a Sintra e a quem a provocou: a da Maya-Vada ou Espelhismo, como “ilusão dos sentidos”, vale dizer, atrofiamento e engano dos mesmos.

Muito mais porque fui EU quem iniciou em 1978 o Ciclo Taumatúrgico de Sintra para Aquarius. Até ao ano 2000 restringi-me à linguagem teosófica de todos mais ou menos conhecida; daí em diante, tudo mudou!… Pois bem, o fascínio pela serra, o seu lado oculto, esotérico, em boa parte desencadeado pelas entrevistas que dei a órgãos de comunicação social, falando o que então era possível falar e sugerindo muito entrelinhas (foram cerca de 50 reportagens espalhadas por diversos títulos, de que o matutino “Correio da Manhã” teve a primazia), levou muitos incautos e despreparados, alguns deles na época não passando de adolescentes primando pela má educação, a não nos procurarem mas a forjarem as suas próprias teorias fantásticas baseadas nas ditas reportagens, tomando assim “o irreal por real”, “o falso por verdadeiro”, “a nuvem por Juno”… mas isso era inevitável: as parcelas maravilhosas deste Conhecimento que devemos à Humanidade e a ela as oferecemos, de uma ou outra maneira, ante a deformação de carácter do Homem desta Kali-Yuga ou Idade Sombria, acabam sempre caindo em mãos indignas, despreparadas para receber sem estragar, para receber e ter a humildade de aprender para finalmente compreender… que eram apenas gotas dadas a público por uma fonte oculta. Essas “gotas” estavam em conformidade às necessidades do Ciclo que ora irrompe, pois que, usando as palavras do Senhor JHS, “se o Avatara se manifestasse usando sempre as mesmas palavras, jamais haveria Evolução”! Não quero com isto dizer que eu seja avatara, messias, guru, etc., que desses de fancaria e miséria está o mundo cheio.

Assim, nesta separação mental do “trigo do joio”, muitos foram e são os que acabam fatalmente enleados nos lunares e lunáticos véus “apásicos”, linfáticos da Maya sintriana, a sua “Sombra Astral” ou Upachaya, ocultando a Luz Mental, a Realidade, a Upaguru… muito além dos domínios sensoriais e passionais da fantasia, da demência e, até, da destruição e da morte… provocada pelo mau uso e abuso da Sabedoria Divina, que pervertida se torna conhecimento diabólico, proibido pela Lei do Eterno como Regras do Pramantha ou Grande Fraternidade Branca, por ser o da morte e da involução. Factos e casos não vale a pena citá-los, para não envergonhar ainda mais os seus autores. Eles sabem quem são, o que fizeram e o que fazem. Basta isso, a sua consciência ditará o resto…

Transpor o “véu mayávico” sintriano implica conscientização iniciática, logo, espiritual e não psíquica, que neste particular é conferida por quem representa o Espírito Tutelar da Montanha (Sakiel): a Teurgia, como Obra do Eterno na Face da Terra.

Tudo o mais, referente ao Pensamento Teúrgico mas anacronicamente estando fora dele, não passa de febre “tejásica” provocada pelo fogo elemental, insensatez, mentira, fantasia inglória não raro criminosa. Todavia, permanece ontem, hoje e sempre a preciosa e poderosa “barreira elemental” – Upachaya – protegendo o Reino da Augusta Fraternidade Espiritual onde a Paz e a Justiça coabitam a par da Verdade e do Amor, encobertamente realizando Deus para que seja mais Deus e com Ele o Homem mais Homem, aqui, particularmente, o ibero-europeu, a caminho, nesta marcha cíclica, da Nova Canaã, a Sintra Aquariana plantada no Portugal Central, alter-ego, enfim, dos filhos e filhas do Povoador original da Europa que nesta serra procurou descanso eterno para os seus despojos mortais, o Manu Ur-Gardan, transformador do Portugal Atlante em Ariano e dando projecto ao Portugal Bimânico do Futuro.

Demanda marítima

Louvado seja SAKIEL, Relíquia Troante do SANCTUM-SANCTORUM da Riqueza do Mental, que permitiu aos seres da Terra galgarem os degraus da Escada da Iniciação de sete maneiras diferentes. Bendito seja o Quinto do Céu na Terra como REALIZAÇÃO DE DEUS!

ADVENIAT REGNUM TUUM!

TETRAGRAMATON – EXAGONON – ADONAY SABAOTH

HUNGHI!

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