Entrevista de Gisela Oliveira, de Mil Pétalas Magazine, a Dr. Vitor Manuel Adrião, Fevereiro de 2016.

P. – Desde tempos primordiais, Sintra é considerada como serra mágica. O que leva a que Sintra tenha este atributo?

R. – Sintra, hoje património universal da Humanidade, realmente é muito mais que vila romântica e retiro burguês da elite social do século XIX. A sua história é longuíssima, perde-se nas funduras dos tempos, do mesmo modo os seus segredos e mistérios que levam a utopia de uma espiritualidade superior a confundir-se harmoniosamente com o factual histórico, antropológico, etnológico e mesmo filológico.

Através da História e das Confraternidades Iniciáticas abertas ou fechadas que a fizeram, na sua marcha civilizacional do Oriente ao Ocidente, chegou até hoje um vasto legado patrimonial cujo simbolismo reverte à representação e desígnio da oculta e iniciática Missão Universal desta bela e barda Serra Sagrada de Sintra, para não dizer de todo o Portugal. E “sagrada” porque sacralizada pela Tradição Iniciática das Idades incarnada nos Homens Representativos da mesma que sulcaram os milénios feitos de séculos. Tradição Iniciática essa que já dispunha desde tempos imemoriais a Serra de Sintra como um dos Qtubs árabes ou Chakras védicos do Planeta, este entendido como corpo físico da Divindade que o anima, como seja, em termos teosóficos, o Logos Planetário. É assim entendida como Áxis-Mundi no Ocidente da Europa, Paradhesa, Paridaîza ou Paraíso original, verdadeira “Arcádia de Deuses” onde o Céu, a Terra e o Inferno ou Inferior Lugar fazem-se presentes nas alturas serranas, nas florestas da serra e nas suas cavidades, mais ou menos profundas mas afins nisto afim à tradição críptica do Reino de Agharta cuja presença se pressente e sente aqui com maior intensidade. Esses três níveis interligados são a premissa indispensável a considerar-se Sintra, Serra Sagrada.

P. – Pode-se considerar Sintra como um dos lugares sagrados e cosmo-telúricos do país?

R. – Sem dúvida. Nesta Serra Sagrada o Céu se une à Terra, isto é, a Energia Celeste, chamada Fohat pelos Iniciados orientais, se funde harmoniosamente com a Força Terrestre, que os mesmos Iniciados chamam Kundalini. Por sua feição serpentária notadamente ctónica, cedo a Serra de Sintra foi associada a portal para os Infernos ou Inferiores Lugares, tanto por místicos como por materialistas, onde apenas diferem as leituras e conclusões. No caso desses últimos, abundam as citações à ocacidade da serra desde o século XVII até aos anos 60 do século XX, aquando o Serviço Geológico Nacional elaborou um mapa geomagnético da Península Ibérica. Nele são encontradas três zonas como locais de maior magnetismo – as chamadas anomalias no campo magnético – tendo por base a natureza dos minérios aí existentes. Além do Promontório de Sagres e do périplo alentejano do megalitismo, é identificada Sintra e toda a zona arredor. Já Helena Abreu, especialista em magnetismo do Instituto de Meteorologia, não deixou de afirmar: “Sintra é um antigo vulcão e por isso é natural que seja um grande maciço magnético”. Com efeito, a serra de Sintra deve a sua origem ao fenómeno geológico chamado intrusão magmática, consistindo esta no aprisionamento de uma bolha de magma no interior da Terra por o manto terrestre ser constituído por ele, que se encontra a grandes temperaturas e consequentemente fundido. Por ser menos denso, esse material tende a subir em direcção à crosta e até mesmo a atravessá-la, dando origem aos vulcões. Por vezes o magma fica retido e não alcança a superfície. Quando a profundidade onde está retido é de cerca de 3 a 15 km, o magma acaba por arrefecer dando origem a rochas plutónicas, as chamadas “pedras velhas” por alguns desavisados confundidas e misturadas com significados lapidares místicos tomados de avulso. No caso de Sintra, a solidificação do magma permitiu a formação dos cristais que constituem o granito. É pelo facto dessa massa de rochas plutónicas ter-se “encaixado” noutros tipos de rocha que se utiliza a designação intrusão. As movimentações tectónicas empurraram, muito lentamente (alguns milímetros por século), essa massa de granito em direcção à superfície e, ao mesmo tempo, as camadas de crosta que se encontravam por cima foram sendo erodidas. Finalmente, alguns milhões de anos depois, o granito começou a surgir à superfície dando origem à serra. Foi assim que a Serra de Sintra (ou Maciço Eruptivo de Sintra) se formou há cerca de 80 milhões de anos, aparecendo à superfície há cerca de 30 milhões de anos. A formação deste maciço está associada ao processo de abertura do Oceano Atlântico.

Esse vulcão deveria ser gigantesco em largura e comprimento e se distenderia até à região de Lisboa colando-se à Serra de Monsanto onde ainda existe uma chaminé vulcânica, junto à antena de televisão. Por outra parte, os lapiás de Negrais prolongando-se à diaclase de Salemas seriam originados dele. Esta é a origem geológica da Serra de Sintra, e já o seu clima único, verdadeiro microclima, deve-se à sua orientação EW, ou seja, Oriente-Ocidente (por isto é o Grande Ocidente da Europa direcionado ao Grande Ocidente do Mundo cujo centro geodésico está no Planalto Central do Brasil), e à destacada altitude da serra na plataforma litoral dando-lhe condições climáticas muito peculiares que, conjugadas com as características edáficas (características do solo), facultam à vegetação um ambiente muito próprio, contrastando com o da área, bem mais seca, que rodeia a serra a norte e a sul.

Terá sido nesta lomba serrana, na realidade uma montanha «lombada» se recorrer à ancestralidade da sua origem primitiva, que se originou a mais famosa tradição iniciática onde diversas correntes espirituais se encontram: a Demanda do Santo Graal (la Quête du Saint Graal), originalmente celta, depois judaico-arábica e finalmente cristã, entendendo-o como Cálice de Vida. Nisto Sintra, na fisionomia geográfica de Portugal, está no lugar do nariz que é o canal respiratório da nação, centro fundamental do quinto elemento ou alento vital (o Akasha ou Éter) cuja dinâmica activa a biorrítmica do país vivificando-o e, por anexo, à Europa inteira.

P. – Sintra foi conhecida como Promontório Magno e Monte da Lua. Que relação existe entre Sintra, os seus monumentos e os sete planetas alquímicos?

R. – Com efeito, nos tempos da invasão romana da Península Ibérica, Sintra estava compreendida no chamado Promontório Ulissiponense, também conhecido por Magno, Sacro e Artabro. A raiz toponímica desta idílica estância estremenha é várias vezes milenar. O célebre geógrafo Edrisi, que viveu no século XII, chama-lhe Xentra e Sentra ou Al-Shantara, termos arábico e moçarábico. Chamava-se antes, em celta, Cynthia ou Cyntia, vulgarizando-se no século XVII a grafia Cintra. E ainda hoje ela se impõe ao presente modo de a escrever, como se quis a partir dos anos 30/40 do século XX: Sintra. Este topónimo actual Sintra, divide-se em Sin e Tar, termos aglutinantes turânicos significando, respectivamente, “Lua” e “Monte”. O turânico Sin foi adoptado pelos caldeus e hebreus para designar a Lua, e Tar o lugar elevado do seu culto, como sucede com o onomástico Sinai, igualmente presente na Quinta da Penha Verde, na capela de Santa Catarina do Monte Sinai.

Todos esses lugares são afins aos pontos de maior intensidade bioenergética na Serra Sagrada, como sub-aspectos ou “subcapas” do Chakra único animador do Sistema Geográfico Sintriano assinalando o itinerário da iniciação hermética que aqui a Mónada ou Essência humana recebe ao longo do seu percurso evolucional na transformação da vida-energia em vida-consciência. Nisto consiste a verdadeira Iniciação. Falarei um pouco do que seja Sistema Geográfico no que o Professor Henrique José de Souza revelou na antiga Sociedade Teosófica Brasileira, cujos ensinamentos são hoje prosseguidos no solo português e sintrense pela Comunidade Teúrgica Portuguesa, que encabeço desde há vários decénios, nisto tendo sido pela mesma que iniciei o Ciclo Espiritual de Sintra para a Nova Era de Promissão a partir de 1978.

Um Sistema Geográfico é como se fosse o Sol e os seus sete primeiros Planetas transportados para a Terra, daí o nome “geográfico”; no centro, como se fosse o Sol, fica a cidade principal, como síntese das outras sete que lhe ficam ao redor, à semelhança dos Planetas e obedecendo, mais ou menos, às distâncias, embora que relativas, da cidade central. A escolha dos locais onde deveriam sediar os Sistemas Geográficos teriam que obedecer a normas rígidas da Evolução, bem como à determinação dos países e sítios especiais para tal intento. Este processo é muito antigo, já era conhecido na Índia antiga, conforme se pode comprovar na gravura achada no centro de um Zodíaco hindu, onde se vê sete cidades em torno de uma oitava, como síntese de todas.

Pois bem, no tocante a Sintra – a “serpente de sete substâncias” (Tatvas), no dizer do Professor Henrique José de Souza, o Mestre JHS para Teúrgicos e Teósofos – praticamente desde o século XII existem sete mais um lugares de maior intensidade bioenergética por onde escoam as energias do seio da Terra e que hoje identificam-se nos seguintes pontos perfazendo um Sistema Geográfico na própria Serra Sagrada: Castelo dos Mouros – Sol; Santa Eufémia – Lua; São Martinho – Marte; Seteais – Mercúrio; Pena – Júpiter; Lagoa Azul – Vénus; São Saturnino – Saturno; Trindade – Sol Central. A Coroa da Rainha dos Céus e da Terra com as cinco estrelas de sete pontas onde se inscrevem as letras do nome Maria, no frontal do altar-mor de ermida de Nossa Senhora da Peninha, remetem prontamente para o sentido encoberto de Sistema Geográfico. De maneira que o Sistema Geográfico Sintriano apresenta-se disposto sob a égide da Mãe Divina (Maria, Maris, Mariz…) na sua função de Rainha do Mundo (Chakravartini, em sânscrito), em conformidade à Força Criadora do Espírito Santo (Terceiro Logos) que escoa pelo vau ou garganta que no Homem é a Laringe onde o Verbo soa e a Revelação toma corpo. A Fraternidade Jina de Sintra tem origem na Atlântida (Kusha, nas escrituras védicas) que nesta parte do Globo levava o nome Kurat. O seu ciclo terminou definitivamente. Nada tem em comum com a Face da Terra e que há em comum com esta é a Ordem Iniciática Secreta de Mariz por ser constituída de Adeptos Humanos cujo trabalho em segredo relacionou-se com a recepção, encaminhamento e remissão dos melhores da Raça Humana entretanto incarnados na Terra Lusa, ao mesmo tempo que preparava o terreno favorável ao aparecimento do Grande Ocidente no futuro Ciclo de Aquário, nisto tendo sido o processo ecuménico das Descobertas Marítimas o seu eco máximo.

Sistema Geográfico de Sintra

P. – Que relação existe entre a serra de Sintra e a serra da Arrábida em termos energéticos?

R. – No século VI a. C., segundo Schülten, o Promontório do Cabo da Roca, ponto mais ocidental da Europa e terminação da aresta montanhosa de Sintra, chamava-se, no périplo marselhês utilizado por Rufo Festo Avieno, em sua Ora Marítima, no século IV da era cristã, Promontório de Ofiússa, esta palavra significando “serpente”, portanto, “Promontório da Serpente”. Ptolomeu denomina-a “Serra da Lua” e ao seu extremo cabo-mar “Promontório da Lua”, “Cabo da Lua” ou Capum Lunarum.

Isso é muito interessante porque o mesmo Festo Avieno, na sua obra citada, informa que Ofiússa era o nome de um povo habitando o périplo ulissiponense descendente de um outro chamado Oestrymnia, ambos adoradores da Serpente e antediluvianos. Ora Ofiússa significa Serpens ou Serpente, e neste contexto antediluviano ou atlante, Manuel Joaquim Gandra (in O Eterno Feminino no Aro de Mafra, edição da Câmara Municipal de Mafra, Setembro de 1994) fornece a justificativa geológica para a origem atlante do Capum Lunarum de Sintra, informando que esta avançava muitas centenas de quilómetros para Sudoeste e depois sofreu grande afundamento originando-se dele o actual estuário do Tejo, que antes (Mioceno) desembocava com o Sado num extenso delta comum, o qual abrangeria a região desde Ferreira do Alentejo a Alenquer.

Conclui-se que Sintra e a Arrábida faziam parte de um corpo comum durante o Mioceno, e hoje entendem-se em termos geosóficos ou de geografia sagrada como elevações sinaléticas da Lua e do Sol, já de si a Lua para Vénus e o Sol para Saturno, o que está assinalado na capela de S. Julião da Carvoeira, no aro de Mafra, na enigmática “pedra de roseta” onde a Stella Maris (Vénus) é o centro do tema, enquanto o oposto Cabo Espichel era chamado pelos antigos gregos e romanos de Capum Capresicum, do Capricórnio como signo de Saturno, nisto relacionando-se ao culto ctónico proto-histórico do povo Sárrio que daria o seu nome ao rio Sado, conforme está descrito nas Antiguidades da Lusitânia de André de Resende (século XVI). Seja como for, conclua-se sempre que em todos os lugares sagrados onde haja um culto solar há igualmente um culto lunar, e vice-versa, para que assim Sol e Lua, Espírito e Alma, Masculino e Feminino completem-se entre si na mais perfeita das realizações lunissolares, a caminho do futuro estado andrógino ou de Homem Perfeito.

P. – Numa perspectiva alquímica, pode considerar-se Sintra contendo o princípio feminino, a energia do Mercúrio Filosófico, e Arrábida o princípio masculino e a energia do Enxofre Filosófico? Se assim é, qual será o Sal Filosófico que une os outros dois elementos? Ou seja, que une Sintra a Arrábida?

R. – Disponha-se os três “Espíritos da Alquimia” em relação com os três Princípios de Vida e Consciência do Homem: a essência do Enxofre ou Sulfur para o Espírito e a Vontade de Deus, o Pai; a essência do Mercúrio ou “Água dos Filósofos” para a Alma e o Amor-Sabedoria de Deus, a Mãe; a essência do Sal ou Nitro para o Corpo e a Actividade Inteligente de Deus, o Filho como Espírito Santo.

Pois bem, se os antigos grafavam o nome de Xentra, Cynthia ou Sintra com a inicial S, é porque esta letra designa a Sabedoria, a Serpente, o serpentear selenita em torno do Sol. Fernando Pessoa, em seu tratado O Caminho da Serpente, atribui a esta o Ouroboros – a Realização da Grande Obra Alquímica. E se grafada com C representa a Casa, o crescente elevado ou sal lunar sublimado (o nitro alquímico… representado em Haiah ou Caijah). E se com X é a condensação, o aprisionamento ou fixação do Verbo na sua própria Carne ou Matéria. Daí a origem do termo greco-latino Mater-Rhea, Mãe-Terra ou Matéria, iconograficamente sempre representada pela Virgem Anima-Mundi, vulgarmente da Concepção ou Conceição, primitivamente a Senhora do Ó, a qual se via em imagem de tamanho natural na Quinta da Trindade e ainda se vê num altar lateral da capela de St.ª Eufémia da Serra.

Sintra, como Alma da Europa de quem é capital espiritual, resume em si a potência da Arrábida para o Espírito em formação, e a potencialidade de Lisboa para o Corpo formado, de onde ser capital temporal do País e ponto intermédio entre as duas serras, tal qual na Alquimia ou Química Divina (Allah-Chêmia) o Mercúrio não age sem o Nitro e sem Mercúrio o Sulfur permanece abscôndito, oculto, imanifestado.

P. – Sintra é um ponto de partida de um caminho iniciático?

R. – Pelas respostas dadas anteriormente, só poderei reiterar afirmativamente. É o caminho do Ecce Occidens Lux que na Rota Sudoeste (SW) une a restante Europa a Portugal e este ao Novo Mundo, a América do Sul, mais o propriamente ao Planalto Central do Brasil, já de si destinado às maiores realizações futuras do Género Humano. Até filologicamente Sintra está presente na cultura brasílica: segundo Teodoro Sampaio (em O Tupi na Geografia Nacional. Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1987), de acordo com a língua Tupi, a maior nação indígena do Brasil, a palavra Sintra insere-se nela como Sy-nh-atyara. Decompõe-se e traduz-se da seguinte maneira: Sy igual a “Lua”, mais nh, igual à partícula de ligação, mais atyara igual a “monte, elevação”. Portanto, Sy-nh-atyara é igual a Sintra por ter o mesmo significado de Monte da Lua, correspondendo ao Selene Oros de Ptolomeu e ao Mons Lunae dos latinos. Pormenor curioso este da existência de uma palavra tão semelhante e com o mesmo sentido entre culturas tão distintas e tão distantes. Um dado novo, susceptível de interesse no destrinçar de uma outra meada que dá pelo nome de Atlântida. E mesmo certas tradições afirmam que em tempos hoje cobertos pela poeira dos milénios Portugal e Brasil integravam-se num mesmo continente, em pleno Período Terciário, durante o Mioceno e boa parte do Plioceno.

árvore sefirótica e sintra

P. – Que caminhos nos podem levar a um despertar interior?

R. – Se cingir-nos ao Sistema Geográfico de Sintra e aos seus pontos bioenergéticos em conformidade com a Ordem e Regra da Teurgia Portuguesa nos seus Ensinamentos e na sua Ritualística, teremos os mesmos afins ao despertar dos sete estados de consciência do Homem, como sejam: Parque da Pena – Júpiter para o Espírito; Seteais – Mercúrio para a Intuição; Lagoa Azul – Vénus para o Mental Superior; São Saturnino – Saturno para o Mental Inferior; São Martinho – Marte para o Emocional; Santa Eufémia – Lua para o Vital; Castelo dos Mouros – Sol para o Físico. A Trindade – Sol Oculto expressará em termos simbólicos a Mónada Divina em seu Tríplice Aspecto de Poder – Sabedoria – Actividade. Se abrir-nos a um leque mais amplo, todos os caminhos espiritualmente reconhecidos por serem de Ordem e Regra, com estas protegendo de resvalar-se na confusão do onírico com o espiritual, poderão ser de realização verdadeira, seja pela via cristã, islâmica, judaica, védica, budista, etc., e até mesmo pelas vias maçónica, teosófica ou teúrgica. Esses são caminhos consignados e reconhecidos válidos pela Tradição Iniciática das Idades, mas por certo haverão outros também de reconhecida validade.

P. – Qual é a força oculta da Vida que nos faz ser mediadores entre o Céu e a Terra?

R. – Essa “força oculta” da Vida chama-se Prana, o Alento Vital que participa da natureza celeste de Fohat e da natureza terrestre de Kundalini, respectivamente a Electricidade Cósmica e o Electromagnetismo Planetário. Para o desenvolvimento correcto, justo e perfeito, dessa Energia que anima os Chakras ou “Centros de Vida” do Homem, é indispensável a integração num Colégio de Iniciação credenciado capaz de guiar o discípulo com segurança e fortaleza no caminho da sua evolução, sem correr riscos psicofísicos desnecessários que, para todo o efeito, são sempre nocivos em termos de saúde mental, emocional e física. Assim, realmente poderá tornar-se um mediador entre o Céu e a Terra, um representante de Deus junto da Humanidade.

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