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O autor anónimo desse poema sintrão é João da Cruz, frade jerónimo do Convento de Nossa Senhora da Pena de Sintra, segundo indicação de João Rodil que foi quem descobriu essa obra perdida num alfarrabista de Lisboa e a deu à estampa em 1993, na mesma vila de Sintra, acrescida de esboço analítico-descritivo, transliteração e notas da sua autoria.

Abri esta intervenção com excerto desse poema por entender enquadrar-se e justificar quanto se segue empós. Antes de tudo, o texto relaciona Leo ou Leão à Cristandade, isto por Cristo ser o “Leão de David”, que é dizer, descendente dessa Casa Real de Israel, esta com o Judaísmo representado por Áries ou o Cordeiro (Pascal), enquanto o Islão fica assinalado em Taurus ou o Touro simbólico da força viril do Corão de Mahometh.

De certa maneira isso vem ao encontro do tema translatio imperii onde o Sol inclinou sobre os 7 Montes de Jerusalém no Ciclo do Carneiro, depois sobre os 7 Montes de Roma no Ciclo de Peixes e agora desloca-se para incidir sobre os 7 Montes de Lisboa no Ciclo do Aquário, Lisboa tendo por alter-ego a norte essa serra mais ocidental da Europa que as brumas do mistério trazem em enigma velho de séculos feitos milénios, Sintra. Berçário espiritual de Portugal – ficando o político para Guimarães – mesmo antes de o ser, aquando, como disse João Rodil, o misterioso povo antediluviano Tuatha de Danann (ou Duat de Ananda…), ramificado em Oestrymnico (donde Estremadura) e Ophiussa (cultor da Serpente que com o passar do tempo se transformaria no Dragão dos Lusos), na realidade sendo a primitiva nação Ghaedil ou Kurat assinalada no Leabhar Gabhala, o “Livro das Invasões” dos celtas hibérnicos desde o ano 1000 a. C. descendentes dos ibéricos, dizia, aquando esse misterioso povo antediluviano mergulhou no seio da Terra nesta mesma serra e desapareceu para sempre.

Na certeza de que o chamado “Maciço Eruptivo de Sintra” originou-se há cerca de 800 milhões de anos e irrompeu à superfície há perto de 30 milhões de anos, associado ao processo da abertura do Oceano Atlântico (já de si relacionado ao mito universal do Dilúvio descrito nas tradições e escrituras sagradas dos vários povos do Oriente e do Ocidente), tem-se nesta serra o extinto vulcão a cujo cone interior teriam acedido esses povos proto-históricos e nele se fixado. Nisto assenta o conceito esotérico de Humanidade intraterrestre de Sintra, ideia pouco e mal explorada por hodiernos grupos ou entidades singulares acorrendo ao lugar sempre perseguindo as ideias que a Teurgia/Teosofia propositadamente tem deixado resvalar ao exterior. Grupos e entidades ainda assim em número ínfimo, por o tema revestir-se de secreto e enigma postando-se nos antípodas dessa outra teoria “extraterrestre”, bem mais popular e de fácil assimilação pela inteligência emocional característica do fenómeno urbano “new âge”, curioso dos mistérios inexplicáveis raramente ultrapassando o estado onírico, psíquico, onde o espantoso da imagem vale mais que o transcendente da ideia, sobretudo quando ela se revela de índole doutrinária com ordem como parede e com regra como cimento, por norma de imediato escusada sob a alegação de inibição dos sentidos e da liberdade individual, preterindo aquela e preferindo o que realmente revela-se extravagância e dispersão em desregro e desordem. Liberdade e libertinismo são preceitos hoje confusamente misturados apesar de distintos. Mas deixe-se ao Tempo o tempo necessário à experiência e amadurecimento da consciência, pois é assim que se desenvolve a Lei da Evolução de um e de todos. Sim, porque todos nascem iguais em princípio e todos crescem desiguais em consciência. Por isto, ninguém é absolutamente igual a alguém, as experiências de vida são tão numerosas e variadas quanto diversa é a Humanidade.

Cheguemos ao século VIII-IX d. C. e à invasão da Península Ibérica pelos árabes chefiados por Tarik, atravessando o Estreito de Gibraltar para logo fundarem o Gharb e o Chark, a Ibéria Ocidental e Oriental. Pelo Gharb subiram até ao centro do que é hoje Portugal e instalaram-se na Serra de Sintra a quem chamaram Al-Shantara (depois Xentra, Xintria, Cintria, Cyntia e Sintra). Quando aqui chegaram já havia comunidade judaica, sefardita, instalada no que é hoje a Vila Velha, e também cristãos logo convertidos em moçárabes ou sob regime árabe. Todos se irmanaram, todos eram monoteístas e descendentes do tronco único de Abraham. A tomada de Sintra fez-se pacificamente, nada havia a guerrear, nem podia haver guerra porque sangue humano não pode correr em terra sagrada sob risco de corrupção fatal. Assim a consideravam os mauritanos ou mouros recém-chegados, por certo os mais ilustrados sabedores das tradições antigas respeitantes ao povo desaparecido nas entranhas desta serra, ademais tomando-a por Qtûb ou Pólo Espiritual dos sete que tem o Mundo, tanto valendo por Chakra na cultura religiosa hindu, com o significado de “centro bioenergético”, à letra, “roda”.

É assim que seguindo a transcrição geográfica do geógrafo andaluz Al-Údri (Dalías, 1003 – Almeria, 1085), o também geógrafo, astrónomo e cronista Abu Ibne Mahmud Al-Qazwini (1203-1283), árabe possivelmente de descendência persa, na sua Ajâ´ib al-Buldân, “Maravilhas dos Países”, descreve a costa do mar de Sintra e fala das suas cavernas maravilhosas onde habitam os Djins aonde vão os crentes, tanto corporalmente como espiritualmente, tanto por méritos conquistados em vida como por méritos desfrutados pós-morte. Dispõe aí o Éden, o Paraíso Terreal, o Monte Meru ou a Montanha Kâf expressiva do Áxis-Mundi como Qtûb do mesmo, Tubo Cósmico que liga a Terra ao Céu e ao Inferior Lugar dos Deuses, verdadeiro Locus Amoenus ou Arcádia dos Eleitos. “Tubo Cósmico” esse assinalado na coluna central da igreja votiva de Janas, próxima de São Lourenço das Azenhas do Mar, estabelecendo a ligação entre a assembleia redonda dos fiéis, o céu de Sintra e a cripta cemiterial abaixo, marcando o pouso subterrâneo para onde vão as almas dos justos.

Kâf, a Montanha Primordial na Geografia de Al-Qazwini

Falei em Djins, convirá explicar o que sejam na cultura religiosa pré-islâmica e islâmica. Indicam os Génios, Jins ou Jinas indicativos tanto das forças vivas da Natureza (elementais), com isso podendo ser benévolos, virtuosos e protectores, como igualmente malévolos e tentadores, dependendo da sua condição natural na escala evolutiva por maior aproximação ao estado angélico puro ou por proximidade à condição humana comum e imperfeita, a quem imitam e influenciam-se reciprocamente como, repito, forças vivas mas cegas ou inconscientes, primárias, da mesma Natureza. Mas há também outro significado mais afim à condição jina de Sintra, atendendo desde logo ao sentido filológico árabe de Djin, “aquele que não se pode ver”, isto é, está ocultado, encoberto no seio da Terra, desde logo remetendo para a ideia do Adepto Perfeito, Génio ou Jina que desde os alvores do Tempo guia secretamente a Humanidade postando-se entre esta e o Mundo Espiritual. É o Jina Superior para o outro estado de Jina Inferior, pelo qual opera como Marid ou Maridj, em português Mariz, classificado no Islão como da classe mais poderosa de Djins a que os Vedas classificam de Mahatmas, “Grandes Almas”, o “Génio Solar sobre-humano”, Tachu ou Traichu, familiar do sânscrito Tirtânkara (de que se serviu a Igreja para criar o seu Colégio de Cardeais), cujos poderes psicomentais fazem com que os Maruts ou Marutas, as “forças vivas da Natureza”, obedeçam inteiramente à sua poderosa vontade.

O Anjo e o Jina na Geografia de Al-Qazwini

Maridj, Marid, Maru, Mauro, Morya ou Mouro, diz a Tradição Iniciática das Idades, veio a constituir a poderosa Linha de 111 Adeptos Independentes que desde o seio da Serra de Sintra (Al-Shantara) vibrou intensamente sobre a Humanidade em prol da sua evolução e, particularmente no que aos portugueses se refere, influindo na formação da Nacionalidade e até mesmo na diáspora nacional, sobretudo no período dos Descobertas Marítimas, episódios figurando na chamada História Secreta de Portugal.

A procura da absorção transcendente no Seio da Mãe-Terra (Mater-Rhea, Matéria), levou muitos místicos árabes a iniciarem vivência anacorética em Al-Shantara, como o pastoril Ibne Mucane Alisbune, de Alcabideche (séculos X-XI), ou o santão Becre Ibne David Al-Xintari (“de Sintra”), coevo do Conde D. Henrique, peregrino, eremita, pregador, poeta e asceta da Serra da Lua, tendo pregado uma religião onde Islamismo, Cristianismo e Judaísmo se acordavam harmoniosamente. Quando em 1147 D. Afonso Henriques e a Ordem dos Templários chefiados por D. Gualdim Pais ocuparam pacificamente Sintra, encontraram nela todas as condições para se estabelecer um Feudo de Amor onde três raças e respectivas três religiões conviveram harmoniosamente durante séculos. Tudo isso contribuiu para aumentar ainda mais a aura sagrada da serra e propagá-la ao restante país e aos povos distantes tanto da Europa Central e do Norte como do Magreb, fama depois alcançando a Ásia e o Novo Mundo, a América, sobretudo o Brasil, em cuja cidade de São Paulo não falta o topónimo Nova Cintra, hoje freguesia do Espírito Santo.

Essa vivência anacorética procurando o estado Jina por entre as penhas e grutas de Al-Shantara, influenciaria também a místicos judeus e cristãos deste lugar serrano. Talvez o exemplo mais notável de asceta judeu tenha sido Bernardim Ribeiro (1482-1552), o autor da obra pastoril Menina e Moça que viveu recolhido no Castelo dos Mouros durante algum tempo. Outro exemplo notável de vida ascética em celas escavadas na rocha pura foi a dos Capuchos do Convento de Santa Cruz, no século XVI, havendo ainda notícia de cristãos eremitas em São Saturnino, próximo de Almoçageme ou Al-Mesjid, “a Mesquita”, possível alusão à Azóia mesquital vizinha do Cabo da Roca ou Capum Serpens, ponto mais ocidental da Europa onde a mesma acaba… ou começa, assim dispondo Sintra como a serra mais ocidental do continente, ela mesma direcionada de Este a Oeste, neste país sob a égide de Peixes onde o Sagitário domina sobre toda a Península Ibérica ou Terra de Sepharad, literalmente “coelho”, totem tradicional da Sintra atlante e animal lunar representativo do Mundo Subterrâneo. Donde o dito dos hermetistas andaluzes: Conejo, conejo, contigo al Infierno yo desço.

O Sagitário e o Peixe-Caprino (figurino do Makara) na Geografia de Al-Qazwini

Esse ditado vai ao encontro daquela outra Visita Interiora Terris Rectificando Invenius Occultum Lapidem (“Visita o Interior da Terra, rectificando descobrirás a Pedra Oculta”), que até hoje a Maçonaria Especulativa utiliza na sua Câmara de Reflexão a qual não significa tão-somente o estado psicológico da condição pessoal, mas sobretudo, passando do simbólico ao efectivo ou real, o estado de mergulho interior no Ser individual (transformar a “pedra bruta” em “pedra polida”) para efectivamente poder descer ao Seio da Terra, rectificado, alinhado ou integrado, indo assim encontrar a Pedra Filosofal, sinónima de Iluminação Espiritual e o que os Iniciados chamam de Luz de Chaitânia. Era isto que os místicos da Serra de Sintra demandavam no bojo de seu seio. Muitos terão encontrado, como também muitos maçons terão descoberto sobretudo quando a palavra de passe na sua Ordem era V.I.T.R.I.O.L., ou então Heinrich na Maçonaria do Arco Real alemã do século XVIII, que é dizer, Henrique, Allah-Rishi, El-Rike. Com isto, ainda aqui, é bom que se saiba, que tal como num Templo de Iniciação também nenhuma Embocadura abre por fora, só de dentro para fora, donde resulta que todo o esforço corporal ausente de noção espiritual, como seja pretender entender e abarcar o espaço sagrado por padrão profano, redunda sempre em fracasso, inevitável desfecho inglório da vã ilusão dos sentidos.

Ademais, a verdadeira Realização Interior alcança-se por esforços próprios, porque realmente ninguém pode evoluir por alguém, quanto muito só aconselhar se predicados e experiência prudente tiver para tanto. Prudência para evitar danos graves ao afirmar que a Evolução é geradora de causas produzidas na Face da Terra e que só na mesma se evolui como Teatro da Vida, pois nos Mundos Internos dos Deuses apenas se usufrui os efeitos benéficos dessas mesmas causas. Com tudo, rareará sempre nos caminhos de demanda aquele(a) que consegue chegar ao fim da jornada fiel à Lei que a tudo e a todos rege, e vitorioso penetrar em seu Reino Interno penetrando em consonância no Mundo Interno da Mãe-Terra que é o Corpo do Logos Planetário de quem somos “células”, vendo finalmente realizarem-se as palavras intuídas do poeta Joaquim Nunes Claro (Lisboa, 20.4.1878 – Sintra, 4.5.1949):

Quem quer que sejas tu que neste abrigo

Vieste em hora mansa hoje parar,

Feliz, vens encontrar aqui contigo

Os tesouros que andaste a procurar.

Posto isso e no seguimento das descrições ctónicas de Sintra pelos sábios árabes, no século XVIII e ao serviço do rei D. João V de Portugal, o botânico suíço Charles-Fréderic de Merveilleux descreve as grutas encantadas de Sintra guardadas por génios temíveis, afirmando mesmo ter penetrado nesse Mundo Subterrâneo nas suas Memórias Instrutivas de Portugal (1723-1726), rematando em dada passagem dessa obra: “Enquanto estive na Serra de Sintra cheguei à conclusão que esta serra é constituída de uma maneira muito particular e a tal ponto que julgo não haver outra assim em todo o mundo. Neste país (reino de Portugal) tudo é mistério, sortilégio e magia”.

No dealbar do século XX a fácies oculta de Sintra relativa ao Mundo Subterrâneo seria divulgada com imparidade única pela pessoa singular do Professor Henrique José de Souza (São Salvador da Bahia, 15.10.1883 – São Paulo, 9.10.1963), brasileiro de ascendência portuguesa fundador da Sociedade Teosófica Brasileira em 1928. Tendo conhecido de perto Portugal, sobretudo Lisboa e Sintra onde esteve em 1899, Henrique José de Souza dedicaria a esta Serra Sagrada páginas brilhantes com conteúdos inéditos nunca antes falados que deixaria à posteridade tanto em números avulsos da revista Dhâranâ, órgão oficial da S.T.B., como em escritos privados aos seus condiscípulos, as chamadas Cartas-Revelações. O Professor indicaria mesmo a Serra de Sintra como localização geográfica de um dos Chakras Planetários de maior importância na Evolução actual do Mundo, como seja o quinto relacionado à Laringe (Chakra Vishuda), âmbula do Verbo Divino por onde escoa o Fogo do Espírito Santo, que é dizer, Kundalini como Força Criadora da Idade Futura do Género Humano, o consignado Quinto Império da Humanidade corresponde à Realização de Deus, esta a quinta linha da Ode ao Som ou Odissonai, cuja cenografia de teatro ritualizado foi revelada pelo mesmo Mestre Vivo, como assim o reconhecem Teúrgicos e Teósofos.

Segundo a tese teosófica de Henrique José de Souza, a Terra reparte-se interiormente em vários espaços distintos constituindo mundos diversos afins aos vários estados de consciência e matéria, como sejam: Face da Terra para o estado sólido; Mundo de Badagas para o estado etérico; Mundo de Duat para o estado astral; Mundo de Agharta para o estado mental; Shamballah, Núcleo Interno do Globo como capital ou centro desse último Mundo, para o estado espiritual tripartido em flogístico, etérico e atómico. Cada um desses Mundos, por sua vez, reparte-se em sete estados chamados lokas, indo constituir núcleos distintos que, de modo simplificado, identificam-se como “sete cidades aghartinas, sete cidades duats, sete cidades badagas, também chamadas sedotes, jinas ou do submundo”, finalmente expressas em sete lugares distintos de um espaço único sobre a Terra por onde as energias internas irradiam, sendo uma espécie de sub-chakras de um Chakra como oitavo, o que constitui um Sistema Geográfico símile planetário de um Sistema Solar onde o Sol tem em seu redor sete Planetas principais. Cada um manifesta um estado de consciência empático a um estado de matéria, indo o Oitavo representar a própria Divindade Uno-Trina. Por esta razão o Professor Henrique José de Souza estabeleceu a seguinte analogia: “Sintra é como uma serpente de sete cores afins a sete substâncias”, como sejam os sete elementos naturais chamados tatvas: atómico, subatómico, etérico, aéreo, ígneo, aquoso e terrígeno. Por tudo isto, desde 1978-1984 dei como constituindo o Sistema Geográfico de Sintra os seguintes lugares da Serra Sagrada: 1.º Castelo dos Mouros – Sol; 2.º Santa Eufémia – Lua; 3.º São Martinho – Marte; 4.º Seteais – Mercúrio; 5.º Parque da Pena – Júpiter; 6.º Lagoa Azul – Vénus; 7.º São Saturnino – Saturno; 8.º Quinta da Trindade – Sol Oculto. É nos Sistemas Geográficos que a Evolução se processa com maior desenrolo e a Divindade se faz sentir com maior intensidade, tudo em conformidade ao trajecto peregrino da Mónada evoluinte de Oriente a Ocidente, o tradicionalmente chamado Itinerário de Io.

O Sistema Geográfico de Sintra estava assinalado na estrela de sete pontas que ornava a imagem da Virgem do Ó na Quinta da Trindade, e nas estrelas de pontas, encerrando as letras do nome de Maria, no frontal do altar de Nossa Senhora da Peninha. Foi aqui, faz anos, que um dia o guarda do eremitério da Peninha me desferiu no rosto o flagrante: “Sabe que há vida abaixo destas pedras?” Ou então o que “frei” Gaspar, antigo guarda do Convento dos Capuchos, desassombrado contava: “Às vezes saio daqui por uma caverna e vou pescar no mar”… que fica distante uns bons pares de quilómetros. Histórias, mil histórias tão assombrosas ou mais que essas vim ouvindo ao longo dos anos de gente vivendo próxima do Pouso dos Deuses, pessoas algumas já partidas desta vida e que mais me pareciam Gentes del Outro Mundo, citando Mário Roso de Luna, outro iluminado embevecido pelos mistérios de Sintra.

Para desfechar esta dissertação já longa, respigo alguns excertos soltos de Cartas-Revelações do Professor Henrique José de Souza referentes a Portugal e sobretudo a Sintra.

Diz na Carta-Revelação de 7.7.1941: “Sublime homenagem prestada ao Posto Português, em verdade, o de maior Irradiação por alcançar toda a Europa”.

Adiantando na Carta-Revelação de 28.04.1958: “… Muito antes já se tinha revelado que a Serra de Sintra também é formada de sete substâncias. Lá nasceu a Obra, no Avatara de 1800. Lá esta mesma Obra se ocultou em seu seio, velada por Dois Kumaras, enquanto outros Dois acompanhavam as duas cigarras que ficaram, naquele túmulo frio e pétreo, como o maior e mais digno de todos os Túmulos. Portugal, tu és a origem da Raça Brasileira. E esta formada por sete elos raciais, que tu guardavas também no teu régio arquivo, como provam as tuas ruínas, a profecia da Serra de Sintra.”

E finalmente na Carta-Revelação de 3.05.1958: “O Quinto Sistema naquele lugar, isto é, em Portugal, na Serra de Sintra, onde a sibila estampou o mistério do Futuro… o mistério do Quinto Império, também cantado pelo poeta lusitano que fala de um só Altar, de um só Cálice de Ouro que haverá de luzir. Portugal, Arquivo das Raças de Elite, principalmente greco-romanas, não podias deixar de ser o Quinto Sistema. Não esquecer que o Manu Ur-Gardan, que trouxe o seu povo da “Terra (celta) do Fogo”, veio ter a Portugal ou Porto Galo, dando como capital de toda essa região Ulissipa, como feminino de Ulisses, o grande herói de Tróia, donde procede o mistério do Odissonai, que é a origem de todas as Odes, de todos os Psalmos, Cânticos, etc.”.

Resta terminar dizendo que essas e outras informações detalhadas pertinentes ao tema em questão constam do meu livro Portugal – Dimensão Oculta (Luz do Grande Ocidente), dado à estampa pela Chiado Editora nesta cidade de Lisboa em 2015 e agora apresentado ao público geral.

Por fim, reitero que o mistério da descoberta espiritual de si mesmo pode conduzir à revelação do seio da Mãe-Terra que, no particular Luso, centra-se em Sintra, já de si assinalada em sua condição feminina pela Lua por onde se esprai o fulgor de Vénus, a Stella Maris, igualmente sinalética estelar da Ordem Maior Soberana da Portugalidade no Mundo desde esta mesma Serra Sagrada: Mariz.

Tenho dito. Muito obrigado pela vossa atenção.

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