Tal como a polaridade luni e solar, parte activa e parte passiva, é inerente ao próprio Logos do nosso Universo ou Sistema Solar, também os planetas, corpos de expressão dos Logos Planetários em relação directa com o do Sol, são, entre si, de carácter ígneo ou positivo, como andróginos activos, e de carácter aquoso ou negativo, como andróginos passivos.

Consequentemente, existe natureza binária ou dupla entremesclada em cada planeta gerada pelo seu próprio Tan-Mâttra e respectivo pulsar do Tatva, sobressaindo num Globo mais a sua natureza receptiva e noutro mais a sua natureza emissiva, ou mesmo o equilíbrio entre as duas condições geradoras do estado neutro.

Isso observa-se no Zodíaco, onde tradicionalmente se apresentam as três divisões principais em duas polaridades (positiva e negativa) e três modalidades (cardinal, fixo e dual), expressando aos quatro elementos naturais Ar, Fogo, Água, Terra.

Os signos dos elementos Ar e Fogo expressam as qualidades mais positivas ou masculinas, activas, enquanto os de Água e Terra possuem natureza mais negativa ou feminina, passiva. Dotados de natureza dinâmica e expansiva, os signos masculinos são, em geral, extrovertidos e necessitam de actividade e mudanças. Por sua vez, os signos femininos costumam ser mais passivos, reflexivos e receptivos. Muitos planetas posicionados em signos masculinos num horóscopo ou carta astral, revelam alguém com muita iniciativa que não precisa de motivação externa para empreender alguma acção. Se, ao contrário, a maioria dos seus planetas estiver em signos femininos, será mais passivo e dependente dos estímulos externos.

Os signos cardinais ou cardeais (centrífugos, expansivos afins a Satva), como sejam Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio, correspondem aos quatro pontos da bússola, Norte, Sul, Leste e Oeste. Representando o início das estações anuais, os nativos destes signos costumam ser activos e independentes, mas são também impacientes e poderão ter tendência a forçar as situações.

Os signos duais ou mutáveis (equilibrantes, rítmicos empáti-cos a Rajas), como sejam Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes, têm nos seus nativos pessoas versáteis, adaptáveis e flexíveis, sabendo como contornar os acontecimentos e tirar proveito das situações. Costumam ter mente engenhosa, mas também propensão à dispersão.

Os signos fixos ou estáveis (centrípetos, centralizando para si como é da natureza de Tamas), Touro, Leão, Escorpião e Aquário, revelam nos seus nativos pessoas determinadas, disciplinadas e resolutas. Dotadas de poder de concentração e de mente penetrante, são bastante obstinadas e muito apegadas às suas próprias opiniões, estejam certas ou erradas, e pouco permeáveis às alheias. Nisto, em certos casos, resistem a mudanças e demonstram dificuldade em abandonar velhos hábitos.

Posto isso e penetrando directamente o espaço da Cosmogénese, assim como os Globos da anterior Cadeia Lunar projectaram a sua vida kama-manásica (astral e mental) para a formação dos Globos constituintes da presente Cadeia Terrestre, e assim como os três Globos anteriores das três Rondas realizadas na nossa Cadeia os seus Núcleos Internos ou Sóis Ocultos (Mental, Astral e Etérico) serviram para originar este 4.º Globo Físico denso, e tal como o homem fecunda a mulher depositando em seu óvulo (gameta, donde o “homem ter nascido do ovo” e que é a ovulogénese) os espermatozóides a fim de gerar o filho, igualmente o Logos do Sol Central da Galáxia – Brahma-Nirguna – fecunda os Universos enviando a eles os seus “espermatozóides cósmicos” que são os cometas.

Deles, escreveu o Professor Henrique José de Souza:

“Os cometas! Que sabe a Ciência oficial a seu respeito? Saberá ela, por acaso, que aos mesmos incumbe o papel de “fecundadores dos Universos”? E que o termo “astros errantes, vagabundos”, pelo facto de só se apresentarem em determinados ciclos, outras vezes desaparecendo com que por encanto, não lhes cabe bem? Sim, pois eles possuem directrizes próprias, embora se comportem de uma maneira tão estranha, dando a impressão de que pertencem ao nosso Sistema, para logo deste se afastarem e, como aconteceu com Encke, Pons e Halley que aparecem com regularidades planetárias, provocando até desilusões e surpresas aos mais famosos astrónomos! Tal foi o caso de Biela que, em vez de aparecer como da última vez, trazia uma dupla forma, como se fora o seu próprio cadáver acompanhado do duplo ou corpo etérico, assim como acontece com a alma humana acompanhando o corpo físico, pois o Espírito é a Essência vital que tanto vibra no cometa, no homem, como em tudo que se manifesta na Natureza. É que esse cometa, tendo terminado a sua missão de “fecundador dos Universos” (a Via Láctea é o mais frisante de todos os exemplos), morreu, e já estava se desfazendo.

“Os cometas são, portanto, positivos ou machos (os de cauda) e negativos ou fêmeas (os de cabeleira). Ao contrário do que julga muita gente, inclusive astrónomos e outros cientistas, nem eles poderiam chocar-se com a Terra, nem a passagem de suas caudas ou projecções ambientais provocar qualquer dano ao nosso planeta, mas, ao contrário, no que diz respeito a essa última hipótese, só lhe poderia trazer vantagens, por se tratar de uma substância formada de verdadeiros “espermatozóides cósmicos”…”

Os cometas são transportadores da Energia Vital ou Prana aos Sistemas Solares e Planetários. Seguindo trajectórias fixas delineadas pelo Supremo Logos – Brahma-Nirguna ou Mahaparabrahman – eles alentam Globos e Cadeias e estão destinados a gerar novos Universos, como “sementes benditas derramadas do seio fecundo do Logos Eterno”, no dizer do Dhyani Mikael.

O cometa porta na sua constituição genética as directrizes de Brahma-Nirguna para os seus futuros Universos, delineadas em sua Mente (Mahat), tal como os espermatozóides do Homem portam, em seu curso, já os genes que darão forma e tessitura à nova criatura.

Os cometas são, como se disse, positivos ou machos (os de cauda) e negativos ou fêmeas (os de cabeleira), havendo ainda os neutros ou dupla natureza com essa dupla forma (cauda e cabeleira). Os primeiros alimentam os Sistemas Solares e Planetários emissivos (Satva), os segundos os Sistemas receptivos (Tamas), e os terceiros os Sistemas neutros (Rajas), como sejam os simultaneamente emissivos e receptivos (Rajsattama, isto é, Rajas, Satva, Tamas).

Eles são os genes necessários à fecundação de futuros Sistemas, Cadeias, Globos e Rondas, tanto cósmicas como planetárias.

A forma dos planetas mais que redonda é oval, assume o aspecto aproximado de um ovo (porque tudo nasceu do Ovo Cósmico, o “ovo d´oiro” do conto infantil, como seja Hiranyagharba), enquanto a dos cometas é alongada, com a cauda imensa espargindo no espaço nuvem de poeira como pólen proliferante…

convida à soma de um polinómio de evolução algébrica futurista, cuja soma ou o soma se consome como os cometas disseminados como os peixes, sem contacto.

Isso lembra o zangão no voo nupcial das abelhas o qual morre na sua aventura amorosa, ressurgindo no filho. Ou ainda a valisnéria, no mundo das plantas, elevando-se do fundo das águas para depois se desfolhar em mil pedaços, indo o seu cadáver – qual lacrimário de rosas – surgir na margem do lago, enquanto a sua bem-amada, levando no seio o fruto de um amor heróico, desaparece no fundo das águas, como se fora, no conto infantil, a Branca de Neve adormecida no seu leito de cristal à espera do Príncipe encantador, que neste caso é o Pai ressurgindo no Filho, tal qual no mito egípcio de Osíris ressuscitado em Hórus.

Os cometas são visíveis e gasosos mas não sólidos, por isto, devido serem altamente rarefeitos, não perturbam as órbitas dos planetas por que se cruzam, nem aos mesmos a passagem das suas caudas ou “projecções ambientais” pode provocar-lhes quaisquer danos, muito pelo contrário pelas razões já descritas.

O diâmetro médio de um cometa é de mais de 100.000 km – incluindo a coma (gasosa) e o núcleo (minério ígneo) que origina o rasto luminoso ou cauda. Esta pode ter milhões de quilómetros de comprimento.

Quando o cometa se acerca do Sol liberta gases que formam a coma ou cabeleira, cercando o núcleo. A pressão da radiação solar retira as pequenas partículas do cometa e distribui-as pelos espaços planetários fecundando-os, dando origem à cauda que, devido a essa pressão magnética, tem sempre orientação contrária à direcção do Sol.

Os cometas são “astros errantes”, “vagabundos do espaço”, fecundadores de mundos para que destes nasçam novos mundos, novas estrelas, novos sóis. São representados no mito do “Judeu Errante” ou no de “Édipo de pés inchados” de tanto caminhar… caminhando para novas direcções na vida em busca de um sublime amor… por nascer.

Os cometas são, portanto, também eles andróginos latentes e andróginos patentes, aparecendo com regularidades planetárias cuja “excentricidade orbital” provoca desilusões e surpresas até aos mais experientes astrónomos.

Foi o caso do cometa de Biela. Este astro errante consumava a sua revolução periódica em torno do Sol de seis em seis anos, vindo do espaço exterior do Sistema Solar, até que em 1866 apareceu dividido em duas partes, com dupla forma, como se fosse o seu próprio cadáver acompanhado do duplo ou corpo etérico, tal como acontece com a alma humana acompanhando o corpo físico, pois, reitero, o Espírito é a Essência imortal que vibra tanto no cometa como no homem, como em tudo quanto existe na Natureza. É que esse cometa estava terminando a sua função de “fecundador dos Universos” (de que a Via Láctea, repito, é o mais frisante de todos os exemplos, cruzada e alimentada em todas as direcções por esses “vagabundos celestes”).

Quando mais tarde Biela retornou, em 1872, já não eram dois mas sim seis os fragmentos nucleares, e por último, ao corresponder-lhe o novo retorno no periélio em 1878, viu-se no seu afélio ter aparecido sem rasto algum do primeiro núcleo, e observou-se uma chuva de estrelas (as “lágrimas de S. Lourenço” derramadas das bandas de Leónidas comuns no mês de Agosto, o da celebração desse santo no dia 10) causada pela desintegração total do cometa em milhares de pedaços ou meteoros, que por sua vez também se desintegraram em milhões de chispas ou meteoritos, estes as benfazejas estrelas candentes quando penetram a atmosfera terrestre, pois diariamente entram nela cerca de 100 milhões desses corpúsculos, como pequenos grãos de areia ou pólen fertilizador.

Previsão apocalíptica igual a outras tantas de ontem e hoje: publicação de 1899 anunciando o fim do Mundo provocado pela colisão do cometa Biela com a Terra.

Os meteoros mais pequenos chamam-se, pois, meteoritos, e cerca de 300 deles caem diariamente na Terra. Os meteoritos são de duas classes: aerólitos, compostos essencialmente de pedra, e sideritos, formados de níquel e ferro. Há ainda os tectitos, pedaços redondos de matéria vítrea.

Os aerólitos meteoríticos ou pedras negras caídas do céu são os derradeiros despojos desses astros errantes mortos, que com a sua queda contínua em nosso planeta incrementam a sua massa, alimentando-a com a substância que trazem consigo.

Acerca da relação meteorítica com a nossa Terra, o Mestre Koot Homi Lal Sing escreveu em Outubro de 1882, antecipando todos os conhecimentos académicos da época e mesmo os actuais:

“Para nós, é um facto estabelecido ser o magnetismo da Terra quem produz o vento, as nuvens e a chuva. O que a Ciência parece conhecer não são senão os sintomas secundários sempre determinados por esse magnetismo, sendo ele quem fará que proximamente ela se aperceba dos seus erros presentes.

“A atracção magnética exercida pela Terra sobre a poeira meteorítica e a influência directa desta sobre as mudanças bruscas de temperatura, especialmente no respeitante ao calor e ao frio, não é, creio, ainda um assunto aclarado. É posto em dúvida o facto da passagem da Terra em uma região do espaço onde haja mais ou menos massa meteorítica puder ter alguma influência sobre a altura da nossa atmosfera, aumentando-a ou diminuindo-a, ou mesmo sobre o estado do tempo. Contudo, nós pensamos poder provar isso facilmente; e porque se admite o facto de que a proporção relativa de água e terra, e a sua repartição sobre o nosso Globo, pode dever-se à grande acumulação de poeira meteorítica, estando a neve (sobretudo nas regiões setentrionais) cheia de ferro meteorítico e de partículas magnéticas, sendo os despojos desses últimos encontrados mesmo no fundo dos oceanos, admiro-me por a Ciência não ter ainda compreendido que todas as mudanças e perturbações atmosféricas devem-se ao magnetismo combinado das duas grandes massas entre as quais a nossa atmosfera está comprimida! Chamo a essa poeira meteorítica de “massa” porque na realidade a é. A uma altitude acima da superfície da nossa Terra, o ar está impregnado e o espaço repleto de uma poeira magnética ou meteórica que nem sequer pertence ao nosso Sistema Solar.

“Tendo a Ciência feito a feliz descoberta que a nossa Terra, em curso através do espaço em companhia doutros planetas, recebe uma maior proporção dessa matéria poeirenta sobre o seu hemisfério boreal que sobre o hemisfério austral, sabe que isso se deve ao número muito importante de continentes e à grande abundância de neve no primeiro desses hemisférios.

“Vários milhões de tais meteoros e mesmo de partículas muito finas atingem-nos anual e diariamente, e todas as espadas dos nossos Templos são feitas com esse ferro “celeste” que nos chega sem ter sofrido nenhuma alteração, provocando então o magnetismo terrestre a coesão.

“A matéria gasosa é continuamente acrescentada à nossa atmosfera pela queda incessante de matéria meteorítica fortemente magnética, mas, no entanto, os sábios parecem não ter ainda a certeza das condições magnéticas possuírem ou não alguma relação com a precipitação da chuva! Em todo o caso, todos nós sabemos que o calor recebido pela Terra por radiação do Sol é mais ou menos o terço, se não menos, da quantidade recebida directamente por ela dos meteoros.”

Os cometas são, pois, enxames grupais de mónadas que, a dado momento, disseminam-se pelos planetas, por intercessão do Sol Central, em meteóricas chuvas de estrelas ou mónadas particularizando-se, destinadas a manifestarem-se como Ondas de Vida em futuros Sistemas de Evolução.

Despojam-se dos seus naturais ingredientes físicos ao penetrarem as crostas dos planetas, indo assim nutrir as suas massas globais.

Na Terra, as Essências dessas potenciais e futuras Ondas de Vida são “armazenadas” em Agharta, a fim de se manifestarem nos próximos Manvantaras do Globo como Reinos Mineral, Vegetal, etc.

Daí o carácter sagrado, mesmo divino, que os povos antigos davam aos cometas, como acontece na Pedra Kaaba em Meca, pelo Islão, tida como um aerólito negro caído do céu, e no mesmo sentido cometário ia o culto às Virgens Negras na Antiguidade.

Mário Roso de Luna, o “Adepto de Logrosán”, também não deixou de comentar este tema com as palavras seguintes:

“Os cometas são astros misteriosíssimos porque eles são gérmens de mundos, e gérmen equivale etimologicamente a mistério. Ademais, eles são astros fatídicos, não no respeitante à raça semita, lunar, que os crê vindos somente para ela, e sim a respeito de si mesmos, porque ao serem, como dissemos, “sementes de mundos futuros”, semeadas nas zonas planetárias onde têm os seus periélios (dada, enfim, a correlação analógica que estabelecemos entre o cometa como “gérmen masculino astronómico” e o anel planetário feminino ou zona “pré-planetária”, como “óvulo astronómico” ou “centro laya”, todo o cometa periódico acaba por morrer nesse anel, tal como morre o espermatozóide no óvulo ao fecundá-lo), os seus destinos, como o de toda a semente, é o de se dissolverem e morrerem, ora para serem destruídos como tantos outros gérmens de vida ao serem incorporados a outras formas suas destruidoras, ora pela mesma lei de germinação pressupondo a correspondente morte da semente que germina.”

Morte e ressurreição, esse é um dos significados do mito de “Saturno devorando os seus filhos”: devorado para originar – tal é a função do cometa.

Volvo agora à questão das “órbitas excêntricas” dos cometas que deixam os astrónomos de “nervos em franjas”, por não conseguirem dar-lhes uma definição exacta e baralharem os seus cálculos, questionando todo o empirismo teórico e experimental científico.

Tal como nas moléculas compostas de dois ou mais átomos, por sua vez estes formados de protões e electrões, tendo-se oportunidade de verificar que alguns electrões fazem parte de dois núcleos simultaneamente, assim também os cometas, os “vagabundos do espaço” ou “espermatozóides cósmicos”, tendo os astrónomos calculado as suas órbitas como sendo parabólicas. Para eles, enquanto os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol, as órbitas cometárias são tidas como parabólicas. No entanto, muitos cometas retornam periodicamente para junto do Sol após saírem do nosso Sistema Planetário, provando assim que as suas órbitas são fechadas e não abertas, ao contrário do que pretendem alguns astrónomos.

Com uma órbita aberta ou parabólica, o cometa jamais retornaria ao nosso Sistema Solar. Após “beijarem” o Sol os cometas saem do nosso Sistema e, tal como as abelhas que vão de flor em flor, procuram igualmente “beijar outros Sóis próximos”, como por exemplo o da estrela Alfa Centauro, cujos Sistemas Planetários, por meio de tais cometas, se entrelaçam na maior Harmonia das Esferas. Embora tal fenómeno ainda não tenha sido constatado, pode ser inferido pela Matemática, à semelhança da zona dos asteróides, pois, pelos cálculos astronómicos, naquele lugar deveria existir um planeta. De facto, as observações espaciais acharam não o planeta mas os seus restos fragmentados, indicadores de ter explodido no passado longínquo do Sistema Solar.

A razão do esquema cósmico desenrolar-se num só plano, quase exclusivamente, terá origem no sentido de rotação tomado pelo conglomerado estelar primitivo, o que propiciou o nascimento de sistemas galácticos e posteriormente, no mesmo plano, dos sistemas solares e planetários. Como se poderia entender, por exemplo, o facto dos cometas não serem rapidamente absorvidos pelo Sol quando são atraídos para ele, aumentando incrivelmente as suas velocidades orbitais? Como poderia explicar-se esse facto uma vez que os cometas acercam-se tanto do Sol?

O que se constata é facto digno de nota: o cometa, em órbita aparentemente parabólica, aproxima-se perigosamente do Sol, chegando até a ultrapassar a área delimitada pela órbita de Mercúrio; a sua cauda projecta-se sempre na direcção oposta ao Sol; ao aproxima-se a cauda deve ficar-lhe atrás, como é lógico supor-se. No entanto, por mais absurdo que pareça, o cometa ao afastar-se do Sol a sua cauda vai à frente, como se a sua luz fosse refracção dos raios solares atravessando a massa cometária que, neste caso, será translúcida. Dá até a impressão dos cometas serem unicamente formados de matéria cristalina.

Qual a força que impede o cometa de penetrar e desaparecer nas chamas solares? Pois bem, tanto o Sol como a Terra e outros astros “vivos” possuem em seu redor uma espécie de cinturão ou escudo de irradiação magnética (que em termos teosóficos é tão-só o círculo-não-se-passa do espaço delimitativo tanto de um Sistema Solar como de um Planetário, vindo a ser a expressão ambiental do ovo áurico dos respectivos Logos), sendo tanto maior quanto maior for o astro e a sua actividade, indo demarcar a maior ou menor liberdade do mesmo conformada à sua evolução cósmica. A Lua, considerada “cadáver” no espaço, apenas possui os resquícios de tal cinturão, como já foi constatado pelos aparelhos levados a bordo das sondas lunares. A Terra possui o já famoso cinturão “Van Allen”, aliás, o dr. Bruno Rossi, do Instituto de Tecnologia Espacial de Massachusetts, USA, comunicou que o “Explorer X” descobriu por detrás do nosso planeta uma imensa “sombra (Cone da Lua) formada pela barreira do campo magnético terrestre”, o qual envolve a sua superfície repelindo o plasma solar, ou seja, aquela enorme massa de radiação que o Sol projecta em todas as direcções no espaço. A Terra também é bombardeada por uma corrente de partículas constituídas de electrões e protões, a corrente electroprotáica que forma o chamado vento solar, cuja velocidade calcula-se em cerca de 320 km por segundo. O “Explorer X”, lançado em Maio de 1961, descobriu que o vento solar é desviado pelo campo magnético terrestre, formando atrás da Terra um vulto que assume o aspecto de uma “sombra” ou “cone sombrio” do próprio Globo, o seu duplo etérico ou astral.

O Sol possui a sua coroa de tamanho imensurável e a sua capa de protecção magnética será dotada de força poderosíssima para repelir os objectos que se acerquem dele a grande velocidade, atraídos pela força gravitacional. Um objecto para conseguir varar tal protecção terá que orbitar muito tempo a baixa altitude, até encontrar uma “porta”, uma falha ou um ponto onde o cinturão seja menos potente ou inócuo, como nos pólos. O cometa, vindo das profundezas siderais com grande velocidade, resvala nesse escudo magnético, contorna-o devido à atracção gravitacional solar e pela sua velocidade é novamente arrojado ao espaço, num incrível movimento semelhante ao de uma funda.

Assim também acontece com os planetas dotados de escudo de irradiação magnética (soma das energias telúricas planetárias ou electromagnéticas a que se dá o nome de Kundalini). Um corpo estranho ao planeta que se aproxime a grande velocidade, igualmente resvala no seu cinturão magnético, e se for compacto retorna ao espaço; se for manos resistente, esfacela-se e os seus fragmentos, em menor velocidade, passam a contornar o cinturão. Não será essa a razão da massa de um satélite ao abater-se sobre o seu planeta, atraído pela maior gravidade deste, ir formar anéis semelhantes aos de Saturno? O planeta terá, nesse caso, possibilidade de ir absorvendo aos poucos tal massa na forma de meteoros, com muito menor impacto sem afectar desastrosamente a sua vida (não se devendo confundir com asteróides, restos rochosos de planetas entretanto se desfazendo como cadáveres que um dia tiveram vida, e que poderão penetrar o cinturão magnético de um corpo planetário pelo seu ponto mais inócuo, como aconteceu com o asteróide que embateu na Terra, na região da Península de Yukatan, México, indo extinguir a vida dos dinossáurios e iniciar a primeira Idade do Gelo). É certo que não deixam de acarretar grandes convulsões telúricas, porém, suportáveis. Nesse caso é mais uma órbita em forma de parábola que se converte em elipse, e depois numa espiral vertiginosa. Com isso ocorre ao pensamento aquelas cometárias palavras de S. João no Apocalipse, 12-4:

– Eu vi Lúcifer caindo dos céus, em espiral vertiginosa, arrastando consigo a cauda do dragão.

Relacionada com essa misteriosa frase do Apocalipse aparece a não menos obscura tradição cometária do Coluber tortuosus (“Serpente tortuosa”) encontrada em Job, 26-13, apodo dado pelos antigos hebreus ao “Anjo Caído” Luzbel, o 3.º Dhyan-Choan que dirigiu a Cadeia Lunar dotado dos predicados de Marte com que se transferiu à actual 4.ª Cadeia Terrestre, que teria um significado puramente astronómico antes das deturpações teológicas e demonológicas. À “Serpente” caída do Alto (deorsum fluens) imputava-se a posse das chaves do Império da Morte (Mors, Mars ou Marte regendo as Talas ou “regiões sombrias” do “Cone Lunar” da Terra, no antípoda das “regiões luminosas” do “Cone Venusiano ou Solar” da mesma Terra), até ao dia em que Jesus a viu “cair do céu como um raio” (Lucas, 10-18), não obstante a interpretação católica romana dada às palavras cadebat ut fulgor. Quer isso dizer que até “os demónios (Assuras revoltados que caíram na Geração Humana com Luzbel ou Maha-Sura) estão sujeitos ao Logos”, este que é a Sabedoria ou Sophia adversária da Ignorância ou Satan, em termos teológicos, o que se retrata no Apocalipse como a Virgem Coroada de Luz sobre o Dragão Negro. Esta observação entende-se como a Sabedoria Divina caindo como um relâmpago sobre o intelecto dos que lutam contra os demónios da ignorância e da superstição, assim tornando mais activo e amplo o mental humano. O Apêndice de O Segredo de Satan, de A. Kingsford, citado por H. P. Blavatsky no volume III de A Doutrina Secreta, acrescenta que “Deus pôs um cinturão nos lombos de Satan (em guisa dos anéis de Saturno), e o nome do cinturão (ou anel) era Morte…”.

Outro fenómeno que tem, no decorrer dos últimos séculos, intrigado os homens de ciência e que se acha estreitamente ligado ao cinturão de irradiação, hoje chamado de “Van Allen”, é o das auroras boreais e austrais, que nada mais são do que a super-ionização das correntes magnéticas desse escudo envolvente e protector da Terra do fluxo de plasma solar activadas pela incidência da luz, produzindo efeitos luminosos e de ultrassom, tendo a sua origem no Sol Interno do Globo provocando o fenómeno pelo impacto com a atmosfera exterior.

O Professor Henrique José de Souza deu expressão trina ao mistério dos “astros errantes”, que como se viu relacionam-se ao “sexo cosmogenético” (união de Deus Pai-Cósmico) como arquétipo da “família cosmogenética” (geração das Hierarquias Criadoras). Desta é que saiu a “família antropogenética” ou humana no Reino Hominal da Terra. Essa expressão trina do Eterno Brahma-Nirguna é o cometa, a gameta e o planeta.

O PAI: COMETA

Tem a auto e supra-consciência do 1.º Logos deste 4.ª Sistema de Evolução Universal, na sua elevada função de Criador de Universos.

É um “astro cosmogenético” autoguiado, supra-cósmico de natureza sátvica e masculina com “cauda luminosa”.

É portador do “espermatozoário cósmico” com o potencial dos sete mais um Princípios Universais em seus “genes flogísticos”, miniaturas de sóis, pontículos luminosos em enorme quantidade visíveis no panorama celeste, constituindo aquele fenómeno que os astrónomos denominam de “poeira cósmica”.

A MÃE: GAMETA

Tem a auto e supra-consciência do 2.º Logos deste 4.º Sistema de Evolução Universal, na sua elevada função de Criador de Planetas.

É um “astro cosmogenético” supra-cósmico, radiante, rajásico e feminino, com “cabeleira luminosa” e sem cauda.

É portadora do “ovário cósmico” com o potencial dos sete mais um Princípios Universais nas “gamas matizes” que o Filho Planeta herda com o potencial de Andrógino.

O FILHO: PLANETA

Tem a auto e supra-consciência do 3.º Logos deste 4.º Sistema de Evolução Universal, na sua elevada função de Criador das Formas proporcionando os recursos materiais que permitem a cristalização da Ideação Cósmica, através da continuidade da Obra do Eterno (Logos Único) pelos Luzeiros e Planetários acompanhados das respectivas Hierarquias Criadoras.

É portador do potencial dos sete mais um Princípios Universais e dos princípios polares do Androginismo, donde se observarem Globos mais de natureza masculina (sátvica) e outros mais de natureza feminina (rajásica).

Como Filho ou “Globo Terrestre” traz consigo o “Aspecto Masculino Paterno”, mas como Mãe-Terra traz consigo o “Aspecto Feminino Materno”, a Mater-Rhea ou Matéria, plena de Vida e sempre fértil, dando continuidade à Criação ou Obra do Eterno desde as suas funduras até à face do Globo.

É um “astro cósmico” tamásico, denso e opaco na sua “superfície externa”, porém, subtil na sua “superfície interna” ou mundo interior, com luz difusa e permanente.

Isso deve-se ao “Sol Oculto” ou Núcleo Central, Shamballah, o “Laboratório do Espírito Santo”, a “Mansão dos Deuses” ou “Berço Ígneo” dos “Embriões Flogísticos”, os Manasaputras, “Filhos do Mental Cósmico”, acalentados pelos Luzeiros e Planetários para a prossecução da Obra do Eterno neste Globo, sempre avante na Senda da Evolução.

É o “Corpo Vivo do Eterno” onde se cristaliza a Ideação Cósmica do Supremo Arquitecto do Universo, a fim de “o que está em baixo ser como o que está em cima”.

Sim, o “Planeta Terra” já foi “Lua e Marte”, doravante será “Vénus e Mercúrio”, desenvolvendo o seu “Androginismo”, esses últimos com “Sol e Lua à sua frente”, como diz a letra do Hino Exaltação ao Graal.

Tal como na formação do Planeta assim também na formação do Homem, este com a Mulher em consórcio amoroso à semelhante da União Cósmica do Logos como Kartri (Vontade) e Shakti (Actividade) dando origem a novo Ser, a novo Globo. Tem-se assim a fusão do cometa ou gameta masculino (espermatozóide) com o gameta feminino (óvulo) indo gerar a célula inicial zigoto origem do feto humano, que em nível macrocósmico poderia ser um corpo planetário, posto “o que está em cima ser como o que está em baixo”, ressalvando as devidas proporções.

Em conformidade a quanto já se disse, o tema mereceu desenvolvimento acurado pelo eminente teósofo brasileiro António Castaño Ferreira, cerca de 1952:

“Como ficou dito, o cometa tem um comportamento “esquisito e misterioso” que desafia as leis da mecânica celeste como é conhecida pela ciência astronómica, enchendo de “pontos de interrogação” os cérebros dos mais conspícuos e eruditos astrónomos. Porém, os Grandes Iluminados de todas as épocas e tradições conheciam bem a “ciência astrológica e cosmogenética” da Teosofia, a qual não deve ser confundida com a “ciência astronómica e mayávica” do conhecimento humano.

“O ovário cósmico fecundado internamente pela “Mãe Gameta” contém em cada óvulo cósmico as gamas matizes dos oito Princípios universais (Shaktis), tal como acontece com o espermatozoário cósmico do “Pai Cometa”, contendo em cada gene os mesmos oito Princípios universais (Raios) em potencial, porém, em forma de “genes flogísticos”, portanto, luminosos, miniaturas de sóis.

“Quando os óvulos ou ovos cósmicos são fecundados pelos genes flogísticos, dá-se a fusão dos dois princípios polares: Masculino e Feminino, Fohat e Kundalini, a Essência luminosa e a Essência energética, ou Luz e Força.

“A “enorme quantidade” dos ovos cósmicos fecundados, os quais tornam-se pontículos luminosos, formam aquele fenómeno celeste que os astrónomos chamam de “poeira cósmica”, nas águas akáshicas ou etéricas.

“Este fenómeno da criação cosmogenética é repetido no Reino Animal, na maior parte das espécies de peixes. Com efeito, o peixe fêmea faz a postura dos ovos em determinado lugar escolhido e, no devido momento, o peixe macho cobre os ovos com o líquido seminal, surgindo posteriormente os “novos cardumes” de peixinhos, tal como acontece com a “poeira cósmica” nas águas akáshicas.”

Devido a essa identidade do processo criador, o peixe passou a ser símbolo universal do sexo, representando o signo zodiacal dos dois Piscis aos dois princípios polares: Fohat e Kundalini, Macho e Fêmea ou Pai e Mãe. Foi justamente por esse motivo que o Avatara Jesus Cristo desenhou na areia o signo de Piscis, aquando da perseguição à “mulher adúltera”, apontando e inquirindo as consciências: Quem está livre deste pecado?

Nessa época, obviamente não existiam os avanços tecnológicos da actual Astronomia, mas existia a Astrologia Teosófica com a qual se difundia ao povo o conhecimento dos signos zodiacais, possuídos dos seus significados mentais e morais. Por isso, é que os apedrejadores entenderam o significado profundo da “pergunta e sentença feitas” pelo próprio Avatara de Piscis, o do “Ciclo do Sexo”, tendo as pedras sido largadas pelas mãos nervosas dos falsos puritanos e julgadores falazes, que os há e com fartura em todas as épocas.

Esse conhecimento astrológico foi o mesmo que norteou os três Reis Magos até à gruta do Presépio ou Apta onde o Menino Deus acabara de nascer há dois mil e alguns anos. Perseguiram a luz sideral da “estrela” formada pela conjunção planetária de Júpiter – Hermes (Mercúrio) – Saturno incidindo sobre esse lugar ignoto de Belém, na Palestina.

Enfim, os princípios polares da Criação são padrão universal uniforme em todo o Universo: Fohat e Kundalini! Porém, os processos de união desses dois princípios diferem numa multiplicidade divergente em todo o Universo.

Dos múltiplos exemplos de consórcio sexual na Natureza apontados pelo Professor Henrique José de Souza, já foi referido aquele acontecido no Reino Animal com os peixes, sem esquecer o caso do mamoeiro no Reino Vegetal.

A mamoeira fêmea tem os frutos ou mamões incrustados no tronco, no Reino Vegetal, tal como os seios no corpo da mulher, no Reino Hominal, enquanto o mamoeiro macho tem os frutos ou mamões pendurados em hastes alongadas separando-os do corpo, tal qual acontece com os testículos ou escrotos no corpo do homem. Também as folhas apresentam características polares ou diferenciadas, como pode observar-se facilmente.

A união dos “princípios polares” entre os mamoeiros macho e fêmea processa-se na 4.ª Dimensão, o Plano Astral, através da inter-relação energética dos dois pólos que assistem à sua respectiva Alma Grupal, vista a impossibilidade do “contacto físico”, sendo porém necessário que ambos se defrontem livremente sem haver entre eles algum outro corpo com ovo áurico, pois isso impediria a união dos princípios através da “interferência estranha”.

Quando o mamoeiro macho se defronta livremente com a sua contraparte, a mamoeira fêmea, sem interferências estranhas (facto que entre o homem e a mulher poderá registar-se física e psicologicamente no seu matrimónio com a ingerência anormal de um ou de uma possível amante, como “interferência estranha”), a união dos princípios polares dá-se normalmente, resultando para ambos belos e bons frutos, muito bem sazonados. Ao contrário, quando há uma interferência estranha impedindo a união, ou quando o mamoeiro está solitário sem uma contraparte na área de sintonia, os seus frutos surgem incompletos, ressequidos, descoloridos e insabores.

Todos os processos de união derivados das leis naturais normais, nos Reinos Vegetal e Animal, são sempre surpreendentes, umas vezes maravilhosos, outras vezes assustadores. Nisto, por exemplo, como acontece com a valisnéria, pagando com a vida um amor único e heróico. Também no Reino Animal, com o zangão mais apto entre os demais concorrentes, e com o escorpião que antecipadamente está condenado à morte, pois mesmo que escape com vida da sua amante ela o perseguirá sem tréguas, até o matar.

No entanto, se por um lado o processo de união como efeito varia em multiplicidade infinita, por outro lado os princípios polares da Criação, Fohat e Kundalini, são uniformes e a causa única de toda a existência no Universo, obedecendo sempre ao mesmo padrão como arquétipo tanto para o Criador ou Deus como para a Criação ou Natureza, e também para o criado ou criatura do 4.º Reino, o Homem e a Mulher, feitos à imagem e semelhança do Criador que macho e fêmea os criou, como Ele mesmo é Pai-Mãe Cósmico originador do “criai, crescei e multiplicai-vos”, dando solução de futuro à existência da Humanidade e de outras Vagas de Vida em evolução na Terra.

Desfecha o Professor Henrique José de Souza:

– O cometa é o protótipo do “Judeu Errante” e do Édipo grego (Édipo significa “pés inchados”, sim, de tanto caminhar), embora o termo “errante” não anule o sentido da sua marcha ou direcção, como acontece ao homem guiado por sua Consciência afastada do corpo e da alma, e, portanto, seguindo uma nova direcção na vida, em busca do “perdido”, como Psique – na mitologia grega – em busca do seu bem-amado que outro não é senão o Espírito, simbolizado por Eros.

De facto, o cometa erra naquele ambiente que por Lei lhe foi traçado. O homem, por sua vez, poderia errar (no sentido de caminhar, vagar) através do que ele mesmo traçou, seja nesta existência como noutras passadas, e não plagiando Camões, “por mares nunca d´antes navegados”, ou novas direcções na vida, chamemos de castigo ou direcções kármicas, sempre certas e infalíveis.

SPES MESSIS IN SEMINE

“A Esperança da Colheita está na Semente”

 

OBRAS CONSULTADAS

 

Henrique José de Souza, Os Mistérios do Sexo. Edição da Sociedade Teosófica Brasileira, Rio de Janeiro, 1941. Reedição Associação Editorial Aquarius, Rio de Janeiro, 1995.

Henrique José de Souza, A Harmonia Universal, 1956. Edição da Comunidade Teúrgica Portuguesa, Sintra, 2016.

Henrique José de Souza, Ocultismo e Teosofia. Edição da Sociedade Teosófica Brasileira, Rio de Janeiro, 1949. Reedição Associação Editorial Aquarius, Rio de Janeiro, 1983.

Mário Roso de Luna, Conferencias Teosóficas en América del Sur. Edição original pela Librería de Pueyo, Madrid, 1911. Reedição por José Rubio Sanchez, Valência, Setembro de 2015.

António Castaño Ferreira, Aulas de Cosmogénese e Antropogénese. Sociedade Teosófica Brasileira, 1952.

Paulo Albernaz, A Grande Maiá – Mistérios do Universo. Indústria Gráfica Bentivegna Editora Ltda., São Paulo, 1987.

Comunidade Teúrgica Portuguesa, Textos Internos. Sintra, Portugal.

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