Quando uma obra de caridade é criada, frequentemente encontra ela muitos interessados; mas, se o seu progresso depender de estudos e pesquisas da parte de seus membros, o número dos adeptos da mesma obra diminuirá sensivelmente. Poucos são, na verdade, aqueles que, dentro de uma fraternidade, sentem atracção pelos estudos. O que se nota, para tristeza dos Deuses e atraso da Evolução Humana, é um permanente interesse pelos fenómenos psíquicos, chamados muito erradamente, por alguns, de “milagres”, e que em nada colaboram para o progresso espiritual da criatura humana.

Os verdadeiros milagres são sempre fenómenos naturais, realizados por Seres estudiosos das forças da Natureza. São os TAUMATURGOS – Seres que agem, verdadeiramente, dentro das Leis da Teosofia. Há, também, seres que, mesmo ignorando (aparentemente) as forças da Natureza, nascem com a missão de serem “canais” por onde o Poder Divino pode fazer fluir parte da sua força, a fim de aliviar o sofrimento humano.

Ora, estamos num ciclo em que os fenómenos psíquicos não mais deveriam ser encarados com tanto interesse. O que deve ser objecto de atracção para uma criatura humana interessada em evoluir, é o desenvolvimento da Inteligência, o despertar da Mente Superior, que é aquela que nos liga, definitivamente, ao nosso Deus Interior ou Centelha Divina. É esta Mente que fará de cada um de nós um Ser teosófico.

É, sem dúvida, um atraso imperdoável essa atracção pelos fenómenos psíquicos, pois isso significa permanecer num estado de consciência anímico, que foi o atributo desenvolvido na Raça Lemuriana, anterior à Raça Atlante, portanto. Ora, nós já estamos no final da Raça Ariana, quando deveria sobressair o Mental Abstracto, a Mente Superior, que é a Mente do raciocínio superdesenvolvido, do discernimento apurado, das ideias, da percepção das coisas subjectivas, das coisas dos Céus… No entanto, o que se vê é algo inteiramente diferente. Vê-se a quase totalidade das pessoas sentirem-se atraídas pelo animismo, cooperando, dessa forma, para um enorme e irrecuperável atraso na Evolução Humana. A Nova Era, que se aproxima a passos gigantescos, exige desta mesma Humanidade que dê, também, passos agigantados, no que se refere ao seu adiantamento espiritual, sob pena de não ser aproveitada para o Novo Ciclo uma grande parte desta mesma Humanidade. A Terra, segundo nos ensina o Mestre J.H.S., está com a sua rotação mais rápida. O tempo urge, portanto. É necessário que acompanhemos esta nova velocidade ou dimensão… Não há em tal exigência qualquer excesso, como poderia parecer aos não estudiosos do assunto. Trata-se da realização de um trabalho cósmico, que não pode ser prejudicado ou atrasado, pois abrange a tudo e a todos. Estamos no ciclo do rigor, do “ajuste das contas”… A época das súplicas e dos alertas dos Deuses já passou, pois que, lamentavelmente, tais súplicas e alertas não foram atendidas pelos homens, que, insensíveis, persistem nos erros. Referimo-nos aqui aos erros prejudiciais à colectividade, uma vez que os erros restritos, relativos a cada ser humano em particular, são, de certa forma, naturais, já que a Vida é “um perene cair e levantar”… à semelhança da Via Crucis de Jeoshua Ben Pandira, o Jesus bíblico, que mostrou, no seu trajecto até ao Gólgota, o que a própria Humanidade tem que passar para evoluir. Todos os nossos erros (desde que neles não reincidamos deliberadamente), após conscientizados, servem, admiravelmente, de experiências valiosas para a Evolução Humana. Há, porém, actos que são tão desastrosamente nocivos que chegam a atingir a toda uma colectividade, ao povo, à nação, à Humanidade e, finalmente, ao próprio planeta.

É o que se vê actualmente, com as sucessivas e catastróficas experiências nucleares, afectando a segurança da própria Terra e fazendo-a sofrer. Como diz o nosso Mestre, “sofrem até os animais no fundo dos mares”…

Será terrível o que vem por aí como consequência das nossas “brincadeiras” perigosas e irresponsáveis… Sobre tudo isso o nosso Mestre fartou-se de alertar, de suplicar mesmo… Nesse sentido, foram enviadas mensagens até mesmo à ONU, chamando a atenção para o perigo do degelo dos pólos, da energia nuclear “roubada” do Núcleo da Terra… Mas, a face da Terra continua a ser castigada impiedosamente. O tributo a ser pago por nós, por todos esses males impostos à Mãe Natureza, será pesado e doloroso, sem dúvida. Dele ninguém poderá escapar, pois o tempo da tolerância já se esgotou. De facto, atravessamos o ciclo dos efeitos, relativos às causas por todos nós geradas. Estamos num ciclo totalmente lunar, e a Lei do Rigor (KARMA) impõe ao Mundo a sua Justiça perfeita! É o Quinto Planetário agindo com o Rigor que lhe compete, em todo o orbe terrestre, a fim de realizar a selecção da SEMENTE ou dos “Eleitos do Novo Ciclo”!

Os Seres que já têm despertada a Mente Superior, Abstracta, não são compreendidos pelos medíocres e, como consequência, são sempre combatidos, perseguidos até, pois raciocinam muito além do nível da massa comum. Os grandes Génios (ou Jinas) são Seres Solares que raciocinam dentro das leis da TEOSOFIA e, por isso mesmo, sofrem ataques dos lunares, sendo por eles ridicularizados, escarnecidos e caluniados.

O mundo ainda está longe de ser um mundo teosófico, mas em todas as épocas, por mais difícil que tenha sido, sempre houve Seres que vivenciaram a TEOSOFIA, que tentaram, à custa de muitos sacrifícios, propagá-la. Graças a esses primorosos Seres, a TEOSOFIA, como uma rosa desfolhada, deixou, em várias partes do mundo, um pouco do seu precioso perfume…

Um dos aspectos mais importantes da MISSÃO do nosso Mestre, o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, foi o de “despertar” a Humanidade para a TEOSOFIA, através do Movimento que , em sua primeira fase, tomou o nome de DHÂRANÂ, e que, em sua segunda fase, ficou conhecido como SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA, em homenagem à incomparável mártir do século passado, que foi Helena Petrovna Blavatsky, de cujo trabalho foi o nosso Mestre, neste século, o continuador, mas no sentido de ir adiante, ir além, vindo por isso a dar-lhe a designação própria de Teosofia Eubiótica, ao criar o neologismo EUBIOSE. Aliás, toda a vida do nosso Mestre constitui-se num exemplo incomparável de “vivência eubiótica”, razão por que ela só foi compreendida por aqueles que alcançaram, realmente, a condição de discípulos verdadeiros. Discípulos verdadeiros de J.H.S. são aqueles que aceitam e vivem a TEOSOFIA EUBIÓTICA. Ora, viver a EUBIOSE é transformar o Eu inferior, animal, em Eu Superior ou Divino. O homem educado, desde pequenino, eubioticamente, viverá sempre em harmonia com as Leis da Natureza e será, no futuro, um homem superior (ou “super-homem”, no sentido filosófico). Eis porque a Humanidade do Futuro será uma Humanidade feliz, harmónica, perfeita…

Todos nós somos uma miniatura do Universo e, também, um espelho que o reflecte. Enquanto não vivermos em sintonia perfeita com ele, seremos como um espelho partido, a reflectir imagens deformadas. Eis uma das razões para a crença popular que afirma “dar azar” o espelho partido. Sim, porque enquanto a Personalidade reflectir imagens defeituosas, não estará adequada a ser veículo de expressão do nosso próprio Ego Divino ou Deus Interior. A palavra EUBIOSE é composta pelo prefixo grego EU, que quer dizer “bem, belo, excelente”, e BIOSE, “vida, vivência”, de fácil adaptação, próspero (na mais alta acepção espiritual), de fácil adaptação às Leis do Universo!

Como todos devem saber, nas escolas e nas faculdades os estudos não são de natureza teosófica, pois estão muito distanciados da Lei Universal e da Ciência Iniciática, além de contrariarem, na maioria das vezes, as verdadeiras tendências e anseios dos alunos pela forma como são apresentados. Os estudos num verdadeiro Colégio Iniciático, como é o nosso, obedecem a uma outra sistemática, sendo dados, em grande parte, de modo teatralizado, pois que são encenados ritualisticamente, para que haja a vivenciação, pelo discípulo, dos ensinamentos do nosso Mestre. Tem-se, neste caso, a educação e a instrução, simultaneamente. Conforme afirma um Grande Ser (Dr. Maurus), a Instrução refere-se à Inteligência e a Educação refere-se à Emotividade. Diz Ele ainda que “uma instrução que cansa, uma educação que oprime, não é eubiótica… Deve-se pôr o educando em condições de continuar aperfeiçoando-se por si mesmo, quando já não esteja sob a direcção dos seus mestres”… Foi justamente isso que o nosso Mestre, o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, fez com os seus discípulos.

Dando-nos as necessárias “ferramentas”, resta agora manejá-las com equilíbrio, sem fanatismos, pois o exagero, em tudo, é sempre nocivo, prejudicial, doentio. Por isso mesmo, é preferível não se crer em coisa alguma a se tornar um fanático. Continuando, diz o mesmo Grande Ser que “é desbiótica (e, portanto, nociva) a preguiça, a avareza, o orgulho, a vaidade, e muito pior que todas elas, o egoísmo”.

Com a teatralização do ensino em nosso Colégio Iniciático, o aluno sincero aprimora o físico, o emocional e o mental. Aprimora o físico porque as músicas (mantrans) e as yogas da nossa Obra têm o poder de transformar, aos poucos, os órgãos físicos, de modo a torná-los mais sensíveis à espiritualidade. Esta transformação não se opera só visivelmente, mas sobretudo internamente. Vai ocorrendo uma lenta e progressiva sublimação desses órgãos, cujos resultados se fazem notar na parte emocional ou psíquica. Por seu lado, as emoções grosseiras, banais, fúteis, inferiores (e sempre prejudiciais), vão sendo transmutadas em emoções nobres, subtis, delicadas, superiores, dando como resultado um aumento considerável do potencial do intelecto, transformando-o em Inteligência Superior, em Sabedoria Divina.

A Mente passa, então, a raciocinar abstractamente, ou seja, passa a usar a Razão superior, que é o elo que nos permite o desenvolvimento de atributos ainda mais subtis dos estados de consciência mais elevados, ligando-nos de vez ao TODO, a DEUS, do qual, um dia, todos viemos, o que nos comprova que a TEOSOFIA sempre existiu em nosso próprio interior, tendo sido por nós esquecida, ficando adormecida, entorpecida pelos múltiplos aromas emanados dos vários Planos em que se manifesta a Vida Universal. Com o despertar da Mente Superior ou Abstracta, realiza-se uma espécie de “Eucaristia Mental e Coracional”, fazendo com que se transborde, aos poucos, o Conhecimento Divino, que é a mesma TEOSOFIA, e que todo o ser humano traz, latente, dentro de si… Esta Sabedoria Divina já existe, portanto, como uma “enciclopédia orgânica”, impressa dentro de cada ser humano, faltando apenas, a cada um, abri-la, folheá-la, o que se consegue fazer através dos vários renascimentos e mortes, ou seja, das sucessivas reencarnações. É a chamada Roda da Vida.

Dentro do simbolismo da nossa Obra, a POLARIDADE (ou Dualidade) manifesta-se como “Face do Rigor” e “Face da Misericórdia” ou “Face do Amor”… Para seguir as Leis da Teosofia Eubiótica, a criatura humana tem que expressar, em si mesma, essas duas “Faces”, equilibrando-as. A do “Rigor”, para consigo mesma, para com os seus pensamentos, as suas atitudes, solicitações íntimas, etc., mantendo-se, em consequência, sempre respeitosa para com as coisas divinas, ou seja, trabalhando com dedicação para a rápida realização dos planos da Lei. Sim, porque nem todo o trabalho é eubiótico. A esse propósito, diz o mesmo Grande Ser que há pouco mencionámos que “não é eubiótico o trabalho que desperdiça as faculdades em vez de desenvolvê-las; não é eubiótico o que esgota as forças além do reparável; não é eubiótico o trabalho que não deixa uma sensação de prazer ou de felicidade”… Quanto à “Face da Misericórdia” (ou do Amor), devemos manifestá-la para com todas as pessoas e coisas, mesmo quando recebemos ofensas e calúnias. Assim foi HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA; assim é a TEOSOFIA, que pode ser resumida nas três palavras: Trabalhar, Amor e Perdoar… Esse é o lema do nosso Mestre e é o que Ele espera dos seus discípulos. A “Face do Rigor” expressa a Justiça, o Poder Temporal, o Poder realizador, o Poder de comando, o Poder guerreiro (mas o verdadeiro, que é o da luta contra a ignorância), e a “Face da Misericórdia” (ou do Amor) expressa a Redenção, a Bênção, a Salvação, a Compaixão, a verdadeira Mística, a Revelação, etc.

A Consciência Cósmica (ou Deus), em sua função criadora, é sempre dual ou polarizada.

Assim sendo, a POLARIDADE é o aspecto básico da Manifestação, do Demiurgo! As Centelhas, saídas da Consciência Universal dual ou polarizada, constituem as Mónadas Humanas. Seguindo o caminho evolucional, as Centelhas atravessam os vários Planos da Forma, atraindo para si os elementos materiais de cada Plano. Desse modo, elas atraem para si a matéria chamada RAJAS, que representa a Emoção, formando a Alma ou Corpo Psíquico. Uma vez formada a Alma, as Centelhas continuam a sua trajectória evolucional e atraem a matéria denominada TAMAS, que é a mais densa, constituindo com ela o Corpo Físico. Essas matérias (ou energias), chamadas RAJAS e TAMAS, representam-se de forma mais subtil ou menos subtil, conforme os Planos e subplanos em que é repartida a Vida Universal. Na marcha da Evolução, a polaridade “latente” nas Centelhas ou Mónadas Humanas se desprende e cada parte adquire corpos adequados à sua vibração, sendo cada qual contraparte perfeita do outro, isto é, conformando pares ou casais, que devem se identificar nos vários Planos da Matéria. É a essa união espiritual (ou “casamento cósmico”) que se refere a conhecida frase: “O que Deus uniu, o Homem não pode separar”… Esse é o significado da tradição de Adão e Eva.

É a “maçã inteira”, que pode simbolizar a Centelha Divina ou Mónada Humana, e a “maçã partida” ou “provada”, que pode simbolizar a polaridade, ou os casais.

Apesar da frequência vibratória dessas Centelhas ou Mónadas ir-se modificando à medida que atravessam Planos mais densos, no entanto, elas mantêm intactos os dons divinos que lhes são próprios. No Plano da face da Terra, podemos considerar esse dom divino como sendo a Voz da Consciência ou o Deus Interior. Cada Mónada Humana (completa, isto é, polarizada) tem uma finalidade de ser e de existir que lhe é dada pela Consciência Universal: é a missão de cada um… seja ela grande ou pequena, pouco importa, pois todas fazem parte dos planos divinos. No interior de cada um pulsa o verdadeiro Ser, que no seu aspecto universal é chamado de Homem Cósmico, e que é o mesmo JEHOVAH das Escrituras Sagradas. Em seu aspecto polarizado esse Homem Cósmico é o mesmo ADAM-KADMON das tradições cabalistas, o qual, na face da Terra, é conhecido como ADAM-HEVE ou Adão e Eva!

O DEVER de cada ser humano é procurar conhecer esta Lei que vive dentro de si mesmo, e cumprir a missão para a qual foi destinado. Por isso, a Iniciação realizada num verdadeiro Colégio Iniciático, como é o nosso, concede aos discípulos as preciosas “ferramentas” para uma rápida conscientização. Sem a Iniciação Real, a ampliação da consciência processa-se lentamente, podendo até ocorrer que o total dos renascimentos concedidos pela LEI não seja suficiente para certas criaturas. De certa forma, a Humanidade passa, actualmente, por uma Iniciação Real, que é a do sofrimento, a do chamado “resgate kármico colectivo”, como prestação das dívidas acumuladas em vidas passadas.

Eis, pois, a razão do existir: sabermos quem somos, de onde viemos e para onde vamos. São as três enigmáticas questões da Esfinge propostas a todos os Peregrinos da Vida, que somos todos nós. Essas perguntas, no entanto, deixam de ser enigmáticas para todos os que se iniciam nos Grandes Mistérios! A própria LEI estabelece, na Suprema Perfeição, que o ser humano que não lograr se conscientizar plenamente da razão do existir, ao longo das 777 encarnações previstas, ficará fora da Roda da Evolução. Uma famosa sentença, de grande sabedoria, afirma que “a caravana passa, embora ladrem os cães”… Ela demonstra a dinâmica da Evolução, pois a “caravana” é a própria Lei Evolucional em sua marcha para o Infinito, e os “cães” representam os seres que falam muito mas que não resolvem nada, que não querem esforçar-se para evoluir. Os valores espirituais são, pois, os únicos que seguem connosco após a morte do corpo físico. Para que haja um acúmulo de tais valores (como verdadeiras pérolas no colar da Divina Mãe), a LEI concede a cada ser humano a oportunidade de 777 vidas (ou renascimentos), para que no final desse prazo (que abrange milhões e milhões de anos) cada um tenha se encontrado, isto é, tenha despertado o seu Deus Interior.

O Eu Superior (ou Divino) à medida que vai descendo nos Planos Inferiores ou Humanos, vai perdendo a noção da sua realeza em virtude da crescente densidade dos Planos, por isso mesmo chamados de “Planos tenebrosos da Matéria”… e que facilmente iludem a todos e mais ainda aos que não mantêm a Vigilância dos Sentidos, como bem diz a nossa Grã-Mestrina D. Helena Jefferson de Souza.

Para escapar dessas mayas (ou ilusões) há que se praticar o “Vigiai e Orai” recomendado por Jeoshua Ben Pandira, o Cristo, e que é a mesma Vigilância dos Sentidos.

O processo de Evolução, que é representado pela Roda da Evolução ou a divina Cruz Suástica (a positiva, portanto), consiste em fazer voltar ao seu ponto de origem as Mónadas Humanas (ou Centelhas Divinas), porém trazendo as experiências acumuladas durante os milénios e milénios de existência nos vários Planos em que é repartida a Vida Universal.

Vimos, anteriormente, que a POLARIDADE é a Lei da Manifestação. Assim, temos os mais variados pares de opostos, como por exemplo: o dia e a noite, a sabedoria e a ignorância, o espírito e a matéria, o bem e o mal, o quente e o frio, o positivo e o negativo, a luz e a treva, o homem e a mulher, a força centrífuga e a força centrípeta, a alegria e a tristeza, o oriente e o ocidente, a sinarquia e a anarquia, o amor e o ódio, o movimento e o repouso, o nascer e o morrer, o inspirar e o expirar, o fogo e a água, o plantar e o colher, a suástica e a sovástica, a vigilância e o sono, o círculo e o quadrado, o anjo e o assurim, o Amor de Deus e a Ira de Deus, a paz e a guerra, , a Luz de Deus e a Sombra de Deus, Deus e Diabo, etc., etc.

Todos esses pares de opostos filosóficos que citámos são apenas alguns exemplos da Lei da Polaridade manifestada em todo o Universo. A frequência vibratória e o estado de consciência de todos os elementos existentes, variam conforme os Planos a que pertencem. Os elementos fogo e água nos Planos mais subtis, por exemplo, não podem ser comparados com os elementos fogo e água que conhecemos no nosso Plano, pois são reflexos daqueles. Assim também o é em relação ao Sol que nós vemos, que é reflexo ou espelho de um outro Sol, o SOL CENTRAL existente no interior da Terra, conforme ensina o nosso Mestre J.H.S.

O homem teosófico é um Homem Verdadeiro, no seu alto sentido, e é assim definido pelo Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA: “O Homem Verdadeiro, estando colocado no centro, não participa mais do movimento das coisas, mas na realidade dirige esse movimento, por sua simples presença, porque nele se reflecte a Actividade do Céu”… Tal Ser usa, com assiduidade, a Linguagem do Segundo Trono (Céu), que é doce e branda. Foi esta Linguagem que deu origem à poesia, à música, ao ritmo, à harmonia, ao bailado sagrado, à divina estética e à delicadeza de costumes. Tal Linguagem fica gravada no espaço sonoro do AKASHA Médio, que é uma espécie de biblioteca do Universo. Se os cientistas, dentro da avançada tecnologia moderna, descobrissem um aparelho capaz de captar o que vibra no AKASHA Médio, poderiam ouvir a Voz dos Grandes Mestres do Passado, dos Avataras, que são “Manifestações de Deus” ou a “Descida da Lei” em corpo físico, humano.

A nossa Obra é um Trabalho Universal.

Revista Aquarius, Ano 3, N.º 12, 1977

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